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Elon Musk anunciou nesta segunda-feira, 29, que a Neuralink, sua startup de chips cerebrais, foi bem sucedida em realizar o primeiro implante de seu chip cerebral em um ser humano. O dispositivo permitirá que pessoas com paralisia controlem aparelhos com pensamentos.

O anúncio foi feito por meio de postagem no X (antigo Twitter).

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Musk informou que o paciente passou pelo procedimento no domingo e tem se recuperado bem, e que os resultados iniciais mostram "detecção promissora de picos de neurônios".

Presente em mais de 3 mil municípios e beneficiando 140 milhões de brasileiros, a tecnologia 5G enfrenta um entrave para a expansão. A falta de legislações atualizadas impede a instalação da infraestrutura necessária para a melhoria do sinal.

Segundo levantamento da Conexis Brasil Digital, entidade que reúne as empresas de telecomunicações e de conectividade, apenas 399 dos municípios brasileiros (7,16% do total) atualizaram as leis de antenas locais à tecnologia 5G. O problema afeta inclusive grandes cidades. Quatro capitais – Belo Horizonte, Fortaleza, Natal e Recife – não adaptaram a legislação de telecomunicações ao 5G, embora tenham esse tipo de sinal.

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Entre as cidades do interior e de regiões metropolitanas de mais de 500 mil habitantes, oito não têm legislação adequada ao 5G: Aparecida de Goiânia, Campinas, Contagem, Guarulhos, Nova Iguaçu, São Gonçalo, Serra e Vila Velha.

O levantamento analisou tanto as cidades que aderiram as leis locais à Lei Geral de Antenas (LGA) quanto os municípios que adequaram a essa legislação, mas ainda não adaptaram a norma à instalação de infraestruturas de telecomunicações.

Quanto aos municípios com mais de 500 mil habitantes, a Conexis Brasil Digital informou que 12 têm leis adequadas ao 5G e seis atualizaram a legislação à Lei Geral de Antenas, mas ainda precisam adaptar a lei para a instalação de infraestruturas.

Nas cidades entre 200 mil e 500 mil habitantes, a situação piora. De 101 municípios nessa categoria, 53 não adaptaram as leis à LGA, 15 atualizaram, mas precisam revisar a legislação e 33 estão com leis preparadas para o 5G.

Mesmo com a demora, houve avanços. O total de municípios que adaptaram as leis locais à LGA saltou de 347 em 2022 para 573 no ano passado, alta de 65%. Desse total, no entanto, 174 localidades precisam adequar a legislação à tecnologia 5G.

Potencial

Segundo a Conexis Brasil, que gerencia o projeto Conecte 5G, a existência de leis municipais que facilitem a instalação de antenas, com regras claras e licenciamento ágil, resulta na atração de investimentos, ao oferecer mais segurança jurídica para as operadoras. Diferentemente das tecnologias 3G e 4G, o sinal 5G não exige a instalação de torres, com as antenas podendo ser instaladas no topo de prédios e interferindo pouco na paisagem urbana.

Apesar dos entraves legislativos, a cobertura do 5G no Brasil supera as metas estabelecidas pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). Atualmente, a tecnologia está disponível em todas as cidades com mais de 500 mil habitantes e na maior parte dos municípios com mais de 200 mil habitantes. O edital original do 5G estipulava a universalização do 5G nas cidades com mais de 500 mil moradores até julho de 2025 e nas localidades com mais de 200 mil habitantes até julho de 2026.

Mesmo com a superação da meta, a Conexis Brasil informa que a demora reduz o potencial da tecnologia 5G. Isso porque a digitalização da economia exigirá mais antenas que a rede atual. Nas capitais que não adequaram a legislação, as operadoras enfrentam problemas para instalar as infraestruturas necessárias.

A rede social X, anteriormente Twitter, construirá em Austin, no estado americano do Texas, um escritório dedicado à moderação da plataforma para combater conteúdos relacionados a abusos sexuais a menores, um tema que preocupa os políticos nos Estados Unidos.

O objetivo inicial deste "Centro de Excelência para a Segurança" será recrutar "cerca de 100 moderadores", focados principalmente nesse tipo de mensagens, bem como em outras violações das regras da plataforma, explicou à AFP neste sábado (27) Joe Benarroch, diretor de operações do X.

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"O X não tem uma linha de negócios centrada em crianças, mas é importante que façamos esses investimentos para impedir que criminosos usem nossa plataforma para qualquer distribuição ou envolvimento com conteúdo de exploração sexual de menores", destacou Benarroch.

A empresa comprada por Elon Musk no final de 2022 emitiu na sexta-feira um comunicado sobre seus esforços nessa área, afirmando que estava "determinada a tornar o X hostil aos atores que buscam explorar menores".

Benarroch também reiterou que menores de 13 anos não podem abrir uma conta. Adolescentes menores de idade que se registrarem estarão sujeitos a regras mais rigorosas em termos de privacidade de dados e não serão alvo de publicidade.

Esses anúncios ocorrem antes de uma importante audiência no Senado dos Estados Unidos na quarta-feira, intitulada "As gigantes tecnológicas e a crise de abuso sexual a menores na internet".

Musk comprou o Twitter com a promessa de restaurar a "liberdade de expressão". Muitas regras foram removidas ou flexibilizadas, e muitas personalidades banidas conseguiram retornar.

Em dezembro, Bruxelas abriu uma "investigação formal" contra o X por supostas violações das novas regras europeias sobre moderação de conteúdo e transparência, como um número insuficiente de moderadores e uma denúncia ineficaz de conteúdos ilegais.

Consumidores que acompanham as atualizações do mercado de tecnologia já comentam sobre os celulares mais aguardados deste ano. Mesmo com previsões de datas de lançamentos de alguns aparelhos, os clientes das principais empresas - Samsung, Motorola, Xiaomi e Apple - têm expectativas de que os recursos desses novos celulares melhorem suas experiências com as marcas.

Em entrevista ao LeiaJá, a bióloga Caroline Sena, que tem um iPhone 11 Pro, revelou que "todo dia olha os sites especializados na internet" para saber o período em que será lançado os próximos aparelhos da Apple. Mesmo considerando como recente a chegada do iPhone 15 no mercado, ela acredita que apenas um novo modelo da marca poderá suprir o que ela deseja, atualmente, de um celular.

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"Tenho amigos que já possuem o iPhone 15, mas juro que diante os comentários, o novo aparelho não me agradou. Mesmo sendo o mais atual da Apple, acredito que ele não trouxe coisas novas para os seus clientes. Não adianta a marca lançar um produto caro e que tenha praticamente as mesmas funções dos iPhones antigos", disse Caroline.

Ela afirmou que por utilizar o celular como uma ferramenta no auxílio da sua vida profissional, deseja melhores experiências com o armazenamento, bateria e câmera.

"Hoje precisamos muito de um celular que a recarga dure o dia todo. Sou professora e não posso levar o meu notebook para todos os lugares. Muitos materiais de aula desenvolvo com o meu celular. Nem sempre consigo fazer o que quero, pois caso o celular não tenha descarregado, ele não tem a memória suficiente. Então quero um aparelho tecnológico, mas que seja feito para durar", contou.

Já o estudante João Gabriel, que é cliente da Samsung, afirmou que as marcas "precisam trazer experiências que surpreendam o mercado em 2024".

"Olho pelo lado inovador. Pretendo mudar o meu celular nesse ano, porém quero continuar sendo cliente da Samsung. Mas para isso, quero um celular que possa surgir como um diferencial no mercado, como foram os iPhones. Quando a Apple se popularizou no país, muitas pessoas rasgavam elogios para as câmeras dos seus aparelhos. Então já acho que está na hora de alguma marca ter protagonismo em alguma ferramenta de seu aparelho", disse.

Diante desses comentários, o LeiaJá procurou saber quais os aparelhos, das principais marcas, que têm previsões de serem lançados ainda neste ano. Confira:

Motorola Edge 50

Apostando na continuidade do sucesso da sua linha Edge, a Motorola pretende lançar no segundo trimestre de 2024, o Edge 50. A expectativa é de que o aparelho venha equipado com uma tela p-OLED de 6.55 polegadas com taxa de atualização de 144 Hz, configuração de 8 GB de memória RAM e 256 GB de armazenamento.

O mercado aguarda que o Edge 50 venha com o novo MediaTek Dimensity 9020, enquanto o seu modelo Pro venha com o Snapdragron 8 Gen 3. Já o modelo Ultra, assim como o Edge 50 Pro, deve ter opções de até 12 GB de RAM e 512 GB de armazenamento, além de uma câmera frontal de 60 MP para melhores experiências para selfies.

Samsung Galaxy A55

Previsto para ser lançado pela empresa sul-coreana entre os meses de abril e junho, o aparelho deverá chegar ao mercado com o Exynos 1480 e sensor principal de 50 megapixels. Sendo assim, o seu desempenho, segundo um teste de benchmark no Geekbench, será superior ao do Galaxy A54, seu antecessor, que tem o Exynos 1380.

Devido o vazamento de renderizações, já é possível observar uma diferença com modelos anteriores da marca. O celular terá bordas mais achatadas e uma tela Infinity-O, na qual um pequeno furo irá alojar a câmera frontal, trazendo melhorias para experiências dos consumidores da empresa, que poderão aproveitar ao máximo a largura do smartphone. Outra confirmação é que ele deve contar com suporte a carregamento rápido de 25 watts.

Nas especificações, o Galaxy A55 virá com tela Dynamic AMOLED 2x de 6,5 polegadas, resolução Full HD+, 256 GB de armazenamento interno, câmera principal de 50 megapixels, taxa de atualização de 120 Hz, sensor frontal de 32 megapixels, plataforma Exynos 1480, 8 GB de memória RAM, bateria com 5.000 mAh e certificação IP57.

Xiaomi 14 Ultra

Quem gosta de acompanhar informações sobre os próximos celulares que serão, em breve, vendidos pelo mercado, já está aguardando o próximo lançamento da empresa Xiaomi. Previsto para ser comercializado no final do próximo mês, o Xiaomi 14 Ultra terá recursos de última geração, como por exemplo, comunicação via satélite e ferramentas avançadas para melhores experiências de consumidores que gostam de  fotografar com a câmara do celular.

O mercado já indica que o Xiaomi 14 Ultra poderá ser oficializado no evento Mobile World Congress (MWC) 2024 que ocorrerá entre os dias 26 e 29 de fevereiro na cidade de Barcelona, na Espanha.

A empresa japonesa aposta em recursos que facilitem a captura de imagens com maior qualidade, especialmente em condições desafiadoras como ambientes fechados e registros a noite.

iPhone 16

Apesar da chegada do iPhone 15 ser considerada recente — lançado em setembro do ano passado –, os clientes da Apple já aguardam a próxima geração de aparelhos da marca.

Mesmo sem a previsão de uma data para o seu lançamento, os modelos de tela do iPhone 16 Pro e Pro Max devem ser os primeiros a terem um aumento de tela desde o iPhone 12 Pro e Pro Max de 2020, de acordo com o analistas de tela.

 

Quarenta anos depois de revolucionar os computadores de uso pessoal, a Macintosh pode reviver os seus dias de glória ao se juntar à onda da Inteligência Artificial (IA) para não ser descartada.

A Apple lançou o Macintosh em 1984 com um anúncio de televisão marcante que o apresentava como um ataque anti-establishment contra um futuro distópico.

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Os computadores, conhecidos como "Mac", ganharam adeptos por sua facilidade de uso e sua interface gráfica, entre outras características.

"A influência do Mac foi enorme", afirmou à AFP o diretor de pesquisas do grupo Futurum, Olivier Blanchard. "Cada laptop e PC tentou imitar o Mac e seu sucesso", acrescentou.

Este modelo se tornou a opção preferida dos amantes da Apple, bem como de artistas, cineastas e outros profissionais do setor de criação.

Apesar disso, os computares com Windows que dominaram os ambientes de trabalho, onde comumente se encontra máquinas de baixo custo sincronizadas com ferramentas fabricadas pela Microsoft e outros.

Para reverter este cenário, a empresa tem visitado companhias para destacar o uso de suas máquinas equipadas com "computação espacial" Vision Pro, para o qual começou a receber pedidos na última sexta-feira (19), com um preço em torno de US$ 3.500 (R$ 17 mil na cotação atual).

"A Apple está fazendo mais para entrar nos negócios", afirmou Carolina Milanesi, analista da Creative Strategies. "Está claro que com o Vision Pro eles pretendem entrar no espaço empresarial e, para isso, vincularam-no ao Mac", completou.

- Era do PC com IA -

Segundo analistas, o mercado mundial de computadores pessoais, que entrou em colapso com a ascensão dos smartphones, está sendo renovado pela tendência de trabalhar e fazer cursos em casa, bem como pelo enorme interesse na adaptação da Inteligência Artificial aos PCs.

"A IA é uma dessas mudanças que ocorrem uma vez por geração no mercado de PCs", analisou Blanchard à AFP. "Os PCs estão prestes a se tornar muito mais poderosos e fáceis de usar com a incorporação de recursos generativos de IA", afirmou".

É como de repente poder contar com toda uma equipe de assistentes profissionais para lhe ajudarem com qualquer coisa em que esteja trabalhando em seu computador, comparou.

Os dados usados para a IA permanecerão nos PCs, mantendo-os protegidos e economizando custos de computação em nuvem, acrescentou.

Estima-se que a Apple se concentre na computação de IA da mesma forma que se concentrou nos smartphones.

A empresa já utiliza a Inteligência Artificial em sua câmera, na assistente digital Siri e outros dispositivos. Embora pareça estar atrasada na disputa, é provável que esteja projetando seu próprio chip de computador para "Macs com IA", declararam analistas.

Para Milanesi, o mercado geral de computadores crescerá com a participação do Mac, apesar de seus altos preços.

"Definitivamente há mais oportunidades para a Apple do que as pessoas imaginam", disse a analista.

"Se o Mac não se tornar um Mac com IA no próximo ano, a Apple será questionada. A IA é literalmente tudo e a Apple não pode evitar", completou Blanchard.

O CEO do Google, Sundar Pichai, advertiu os funcionários que mais demissões serão anunciadas na empresa, que se volta para novas prioridades, especialmente Inteligência Artificial (IA).

"Essas eliminações de funções não são da escala das reduções (de cargos) do ano passado e não afetarão todas as equipes. Mas sei que é muito difícil ver colegas e equipes afetados", disse Pichai em um e-mail aos funcionários, ao qual a AFP teve acesso nesta quinta feira (18).

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"Muitas destas mudanças já foram anunciadas, embora, para sermos sinceros, algumas equipes vão continuar tomando decisões específicas de alocação de recursos ao longo do ano, quando necessário, e algumas funções poderão ser afetadas", acrescentou.

O Google demitiu cerca de 12.000 pessoas nesse mesmo período do ano passado - em torno de 6% de sua força de trabalho na época -, em meio ao aumento da inflação e da elevação das taxas de juros.

Na terça-feira (16), a empresa confirmou os cortes de "algumas centenas" de postos de sua equipe de publicidade global, em meio a um esforço para fazer maior uso da IA.

As demissões em sua equipe de vendas para "grandes clientes" têm como objetivo dar um melhor suporte às pequenas e médias empresas que anunciam na plataforma do Google, alega o gigante da Internet.

Na quarta-feira (17), a empresa demitiu cerca de 100 funcionários em sua divisão do YouTube, confirmou o site TechCrunch.

De acordo com o jornal The New York Times, os funcionários do YouTube têm dois meses para encontrar novos cargos na empresa antes que suas demissões entrem em vigor.

Nesse início de ano, a Amazon também cortou centenas de empregos em suas unidades de entretenimento Twitch, Prime Video e Amazon MGM Studios.

Desde o final de 2022, os gigantes tecnológicos americanos sacrificaram dezenas de milhares de empregos, em uma onda de demissões sem precedentes após a pandemia da covid-19. Nesse período, as contratações se multiplicaram, devido ao confinamento global.

A Meta, proprietária do Facebook, demitiu mais de 20.000 funcionários no período, no que chamou de "ano da eficiência", enquanto a Amazon deixou cerca de 27.000 pessoas desempregadas.

A Inteligência Artificial (IA) generativa poderia revolucionar o cuidado com a saúde, facilitando, por exemplo, o desenvolvimento de medicamentos ou acelerando a detecção de doenças, mas a OMS acredita que é necessário prestar mais atenção aos riscos.

Em um documento publicado nesta quinta-feira (18), a Organização Mundial da Saúde analisou os perigos e benefícios do uso de grandes modelos multimodais (LMM, na sigla em inglês), um tipo de tecnologia de IA generativa em ascensão na área da saúde.

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Esses LMM podem utilizar vários tipos de dados, incluindo texto, imagens e vídeos, e gerar resultados que não se limitam ao tipo de dados inseridos no algoritmo.

A organização define cinco áreas que poderiam utilizar a tecnologia: triagem, para responder, por exemplo, a solicitações por escrito dos pacientes; pesquisa científica e desenvolvimento de medicamentos; para fins de educação na medicina e enfermagem; tarefas administrativas; e uso por parte dos pacientes, por exemplo, para analisar sintomas.

Por trás do grande potencial, entretanto, a OMS adverte que os LMM podem fornecer resultados falsos, imprecisos, tendenciosos ou incompletos.

"À medida que os LMM são cada vez mais utilizados na assistência médica e na medicina, os erros, o mau uso e, portanto, os prejuízos para as pessoas são inevitáveis", afirmou a OMS.

- Gigantes tecnológicos -

O documento também apresentou novas diretrizes sobre ética e gerenciamento dos LMM, com mais de 40 recomendações para governos, empresas de tecnologia e planos de saúde sobre como se beneficiar dessa tecnologia de maneira segura.

"As tecnologias de IA generativa têm o potencial de melhorar os cuidados de saúde, mas apenas se aqueles que desenvolvem, regulam e usam essas tecnologias identificarem e levarem plenamente em consideração os riscos associados", afirma o cientista-chefe da OMS, Jeremy Farrar.

A organização pede a criação de normas de responsabilidade para "garantir que os usuários prejudicados por um LMM sejam devidamente indenizados ou tenham outras formas de recurso".

A organização também questionou se os LMM estariam cumprindo as regulamentações existentes, especialmente em relação à proteção de dados.

Além disso, o fato de que os grandes modelos multimodais são frequentemente desenvolvidos e implementados por gigantes tecnológicos é preocupante, segundo a OMS, que recomenda a participação de profissionais de saúde e pacientes no processo.

Outro ponto mencionado pela OMS foi a vulnerabilidade desses sistemas frente os riscos de cibersegurança, que poderiam comprometer as informações dos pacientes e até mesmo a segurança da assistência médica.

Por fim, a organização conclui que os governos deveriam encarregar as autoridades reguladoras de aprovar o uso dos LMM na assistência médica, e pede auditorias para avaliar o impacto dessa tecnologia.

A Apple permitirá que aplicativos usem sistemas alternativos de pagamento, mas sob condições que já preocupam desenvolvedores como a Epic Games, que travou uma batalha jurídica por mais de três anos sobre o assunto.

"A Epic desafiará o plano de conformidade de má-fé da Apple nos tribunais", disse o CEO da Epic, Tim Sweeney, na rede social X na noite de terça-feira.

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A Apple acabou de detalhar as mudanças que implementará em um documento judicial.

O grupo californiano vai agora permitir que desenvolvedores de aplicativos nos Estados Unidos possibilitem que seus usuários façam compras digitais (em videogames, assinaturas, entre outros) sem passar pelo sistema de pagamento da App Store, algo que até agora era inevitável.

Se a mudança for concluída, os desenvolvedores não pagarão mais à Apple uma comissão de até 30%, mas ainda terão de pagar uma comissão de 27% e cumprir outras condições restritivas, segundo os advogados da Apple "para minimizar os riscos consideráveis de links externos pagos".

"Esses termos são necessários para proteger a privacidade e a segurança dos usuários, manter a integridade do ecossistema Apple, promover o fluxo de informações, evitar confusão dos usuários e permitir uma revisão eficaz dos aplicativos dos desenvolvedores", argumentam.

A Apple planeja auditar os desenvolvedores para verificar se eles estão pagando essa comissão.

"Isso acaba com a concorrência de preços. Os desenvolvedores não podem oferecer produtos digitais mais baratos na web depois de pagar 3% a 6% a um processador de pagamentos terceirizado, e este novo imposto da Apple de 27%", protestou Sweeney.

O dirigente da Epic também critica a Apple por excluir os usuários do "fluxo normal de pagamentos do aplicativo", o que, em sua opinião, poderia desencorajá-los.

A Epic acusa a Apple e o Google de abusarem de seu poder sobre a economia móvel global por meio de seus sistemas operacionais iOS e Android.

A Samsung lançou, nesta quarta-feira (17), os modelos mais recentes de smartphones da linha Galaxy, que incorporam a inteligência artificial (IA), em uma tentativa da gigante sul-coreana de ganhar terreno frente à Apple, maior vendedora de telefones celulares.

O S24 Ultra, apresentado em evento no estado americano da Califórnia, tem capacidade de traduzir chamadas e texto enquanto eles acontecem, em 13 idiomas. A função é alimentada por uma tecnologia própria de IA da Samsung.

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Por meio de uma parceria com o Google, o S24 também oferece funções inéditas de busca, que, usando a AI, permitem ao usuário fazer uma pesquisa apenas circulando uma imagem ou frase na tela, funcionalidade que elimina a necessidade do tradicional “copiar e colar”, ressaltou a empresa.

A IA também potencializa os recursos da câmera, como a ajuda generativa para preencher ou remover fundos. Essas características estão otimizadas na nuvem ou a partir do próprio dispositivo, e várias delas usam o modelo Gemini da Google e seu chatbot, Bard.

Propriedades semelhantes da IA podem ser esperadas entre as novidades do iPhone 16, que deve ser lançado no fim do ano.

Assim como o iPhone mais recente, o Samsung S24 Ultra tem acabamento em titânio, material que confere maior durabilidade aos aparelhos, segundo a empresa.

A série Galaxy S24 começará a enviar pedidos no próximo dia 31, com o preço do Ultra, seu carro-chefe, a partir de US$ 1.299 (R$ 6.409).

A chegada do S24 acontece dias depois de dados da indústria mostrarem que o iPhone, da Apple, foi o smartphone mais vendido no mundo pela primeira vez, tirando da Samsung uma liderança de 12 anos.

Segundo a Corporação Internacional de Dados, o iPhone tirou a coroa da Samsung em 2023, com 234,6 milhões de unidades vendidas, contra 226,6 milhões da empresa sul-coreana.

Em 2023, a Apple emergiu como líder mundial em venda de smartphones pela primeira vez, garantindo uma quota de mercado de 20,1%, de acordo com um relatório recente da International Data Corporation (IDC). O aumento impulsionou a empresa à frente da líder e concorrente de longa data, Samsung, que agora ocupa o segundo lugar, com uma participação de mercado de 19,5%.  

Apesar de um declínio geral de 3,2% nas remessas globais de smartphones, a Apple se destaca como único player entre os três primeiros a apresentar um crescimento anual positivo, garantindo o cobiçado primeiro lugar. Desde 2010, a Samsung ocupada o topo do ranking. 

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“A Apple não é apenas a única empresa no Top 3 a apresentar crescimento positivo anualmente, mas também conquista o primeiro lugar anualmente pela primeira vez”, disse Nabila Popal, diretora de pesquisa da equipe Worldwide Tracker da IDC. “O sucesso e a resiliência contínuos da Apple devem-se em grande parte à tendência crescente de dispositivos premium, que agora representam mais de 20% do mercado, alimentados por ofertas agressivas de troca e planos de financiamento sem juros.” 

Embora a IDC observe que a Apple desempenhou um papel fundamental na retirada da Samsung do primeiro lugar, a empresa também viu intensa concorrência de outros fabricantes de Android, como Huawei, OnePlus, Honor e Google. Não é apenas a Samsung que é desafiada por estas empresas, Canalys observa que a “melhoria da força” da Huawei também pode ser um problema para o crescimento da Apple no mercado chinês. 

Confira as posições do ranking 

Fonte: IDC Worldwide Quarterly Mobile Phone Tracker, divulgado em 15 de janeiro de 2024 

1º lugar: Apple, quota de mercado em 20,1% 

2º lugar: Samsung, quota de mercado em 19,4% 

3º lugar: Xiaomi, quota de mercado em 12,5% 

4º lugar: OPPO, quota de mercado em 8,8% 

5º lugar: Transsion, quota de mercado em 8,1% 

 

A gigante da tecnologia Google confirmou na terça-feira (16) a eliminação de "algumas centenas" de cargos de sua equipe de publicidade global, em meio ao uso crescente de Inteligência Artificial (IA) para eficiência e criatividade.

O Google alega que os cortes de empregos em sua equipe de vendas de anúncios para "grandes clientes" visam a melhorar o suporte às médias e pequenas empresas que anunciam em suas plataformas.

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O Google não fez referência direta à Inteligência Artificial generativa (IA), que está invadindo vários setores, entre eles a publicidade.

Na semana passada, a unidade de computação na nuvem do Google anunciou novas ferramentas de IA para ajudar os varejistas a "personalizarem lojas on-line, modernizar operações e transformar a implantação de tecnologia nas lojas".

O Google citou uma pesquisa, segundo a qual 80% dos vendedores americanos perceberam a necessidade urgente de adotar IA em suas operações.

"Em apenas um ano, a IA generativa passou de um conceito pouco reconhecido para um dos recursos de avanço mais rápido em toda a tecnologia e parte fundamental das agendas de muitos varejistas", disse a vice-presidente de Indústrias Estratégicas da Google Cloud, Carrie Tharp, em um comunicado.

De acordo com a empresa, as novas ferramentas de IA do Google permitiram que os varejistas integrassem facilmente agentes virtuais em sites, ou aplicativos móveis, para fornecer ajuda personalizada e recomendações aos compradores.

O número um da Epic Games, empresa que desenvolveu o videogame popular Fortnite, Tim Sweeney, deu por perdida, nesta terça-feira (16), a batalha judicial conta a Apple para abrir os iPhone a lojas alternativas de aplicativos, após a recusa da Suprema Corte dos Estados Unidos de avaliar o caso.

O mais alto tribunal americano anunciou que não vai considerar as apelações de nenhuma das duas empresas neste longo processo, encerrando, desta forma, a disputa legal.

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"A batalha judicial para abrir o iOS a lojas e mecanismos de pagamento concorrentes está perdida nos Estados Unidos. Um triste desenlace para todos os desenvolvedores", escreveu Sweeney na rede social X.

Em 2020, a Epic entrou com uma ação contra Apple e Google, que dominam a economia ligada aos dispositivos móveis no mundo graças, respectivamente, aos sistemas operacionais Android e iOS, assim como as comissões sobre as compras dos usuários. O estúdio de videogame as acusa de praticar monopólio.

Apple e Google recebem até 30% em qualquer transação financeira feita em suas lojas de aplicativos.

Há dois anos, após o início do processo entre Epic e Apple, uma juíza federal americana pediu à fabricante dos iPhones que permitisse aos desenvolvedores propor formas de pagamento alternativas aos usuários. Mas considerou que a Epic não conseguiu provar que a Apple estivesse violando o direito à livre concorrência.

As duas empresas apelaram da decisão e o caso chegou à Suprema Corte.

No mês passado, a Epic teve uma vitória inesperada contra o Google nos Estados Unidos, quando um júri considerou que a gigante da internet abusa de seu poder para sufocar a concorrência no mercado de aplicativos móveis via Android.

Ao contrário da Apple, o Google autoriza as lojas alternativas. Mas a Epic aponta que esta postura é ilusória e o Andoid é tão fechado quanto o iOS.

O primeiro-ministro chinês, Li Qiang, denunciou nesta terça-feira (16), no Fórum Econômico Mundial de Davos, obstáculos comerciais "discriminatórios" e defendeu a determinação de "linhas vermelhas" para o desenvolvimento da Inteligência Artificial (IA).

Li Qiang é a mais importante autoridade chinesa a participar do Fórum Econômico Mundial celebrado todos os anos na Suíça desde 2017, quando o presidente Xi Jinping esteve no evento.

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Em seu discurso, poucos dias após a eleição presidencial em Taiwan, que levanta temores de um ressurgimento das tensões entre China e Estados Unidos, não abordou abertamente as questões diplomáticas, focando na economia.

Li denunciou "medidas discriminatórias para o comércio e o investimento" que ressurgem a cada ano e afirmou que "todos os obstáculos e perturbações podem desacelerar ou bloquear fluxos vitais para a economia global".

O primeiro-ministro não mencionou nenhum país, mas o comércio tem sido uma questão espinhosa entre a China, Estados Unidos e União Europeia (UE) nos últimos anos.

Recentemente, os Estados Unidos voltaram a impor limites às exportações de chips essenciais para o desenvolvimento da tecnologia de Inteligência Artificial e a UE abriu uma investigação sobre os subsídios chineses para veículos elétricos.

- "A corrida já começou" -

Li Qiang também defendeu uma "boa governança" para a tecnologia da IA, que está em alta, assegurando que a China "deseja desenvolver a comunicação e a cooperação com todas as partes para melhorar os mecanismos de governança da Inteligência Artificial".

Os avanços da denominada IA generativa, que impactaram a opinião pública com o programa ChatGPT, centralizaram muitos dos debates em Davos.

A presidente da Comissão Europeia, Ursula van der Leyen, advertiu que a UE deve "redobrar seus esforços" para não ficar para trás nesta corrida.

"A corrida já começou. Nossa competitividade futura depende da integração da IA em nossas atividades diárias", informou.

O diretor-executivo da Microsoft, Satya Nadella, defendeu sua parceria com a OpenAI, que criou o chatGPT, cujos investimentos de aproximadamente 13 bilhões de dólares (cerca de 65 bilhões de reais na cotação atual) desde 2019 são alvos de reguladores europeus.

"As parcerias são um caminho para adquirir competitividade", afirmou em um evento organizado pela Bloomberg em paralelo aos encontros de Davos, destacando o "grande risco" assumido pela Microsoft.

A reunião em Davos contará com a presença do presidente argentino, Javier Milei, que apresentará suas ideias libertárias a este fórum que reúne as elites econômicas e políticas do mundo.

Este economista ultraliberal de 53 anos que assumiu o poder há pouco mais de um mês desperta grande interesse.

"Há mais de 60 pedidos de bilaterais", disse Milei antes de viajar. "Não tenho como responder fisicamente a tamanha demanda".

A rede social X, do magnata Elon Musk, cortou mais de 1.000 funcionários de suas equipes encarregadas de coibir conteúdo abusivo, segundo dados divulgados pelo órgão australiano de vigilância da internet.

A Comissão de Segurança Eletrônica da Austrália indicou que os cortes e o reativação de milhares de contas banidas criaram “uma tempestade perfeita” para a disseminação de conteúdo prejudicial.

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O órgão regulador focou nos últimos meses no X, antigo Twitter, alertando que a chegada de Musk à rede social coincidiu com um aumento da “toxicidade e do ódio” na plataforma.

Fazendo uso da inovadora Lei de Segurança na Internet da Austrália, a comissão obteve uma análise detalhada de engenheiros de computação, moderadores de conteúdo e outros funcionários de segurança do X.

A comissária Julie Inman Grant, ex-funcionária do Twitter, apontou que é a primeira vez que os dados são divulgados. Eles revelaram que 1.213 “funcionários especializados em confiança e segurança” deixaram o X desde que Musk o comprou, em outubro de 2022.

O número inclui 80% dos engenheiros de computação dedicados a "questões de confiança e segurança”, ressaltou Julie. “Dispensar 80% desses engenheiros especializados seria como se a Volvo, conhecida por seus padrões de segurança, eliminasse todos os seus designers ou engenheiros.”

“Você tem uma tempestade perfeita. Está reduzindo drasticamente suas defesas e devolvendo infratores reincidentes à plataforma”, advertiu a comissária.

A Austrália liderou a campanha mundial para regulamentar as redes sociais, obrigando as empresas de tecnologia a definir como enfrentar temas como conteúdo de ódio e abuso sexual infantil.

O X não respondeu ao contato feito pela AFP sobre o assunto.

A Twitch, a plataforma de streaming de jogos de videogame da Amazon, anunciou, nesta quarta-feira (10), a demissão de 500 pessoas, um terço de seu pessoal segundo vários meios de comunicação.

"Lamento anunciar que tomamos a decisão dolorosa de reduzir os efetivos da Twitch em pouco mais de 500 pessoas", declarou Dan Clancy, CEO da plataforma, em uma mensagem aos funcionários publicada em um artigo de blog.

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Essas demissões, que foram informadas inicialmente pela agência especializada Bloomberg, ocorrem quando a Twitch sofre um êxodo de altos executivos, em um contexto de redução de custos em sua matriz, a Amazon.

"É evidente que nossa organização é muito maior do que o necessário considerando o tamanho de nossa empresa", argumentou Clancy.

A plataforma enfrenta dificuldades e anunciou recentemente que suspenderá suas atividades na Coreia do Sul a partir de fevereiro, devido aos custos muito elevados para o uso de internet.

A Twitch foi adquirida em 2014 pela Amazon por cerca de 842 milhões de dólares (pouco mais de R$ 2 bilhões, em valores da época), e se apresenta como a maior plataforma mundial de streaming para jogos eletrônicos, com 31 milhões de usuários diários.

No ano passado, a Amazon lançou sua maior campanha de demissões, que deveria afetar 27.000 postos de trabalho em toda a empresa.

Com manicures robôs em casa dignos de um salão profissional e conselhos especializados para o cuidado da pele graças à inteligência artificial (IA), a indústria da beleza aposta na tecnologia para democratizar serviços às vezes reservados aos ricos e celebridades.

É o caso do Nimble, apresentado como o primeiro dispositivo do mundo que combina IA e robótica complexa para pintar as unhas e secá-las em apenas 25 minutos... e em casa, o que não requer agendamento prévio.

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O aparelho, uma caixa branca de oito quilos, está em exposição esta semana na Consumer Electronics Show (CES), que reúne o melhor da indústria de tecnologia todos os anos em Las Vegas, nos Estados Unidos.

Segundo seus criadores, o Nimble utiliza microcâmeras de alta resolução e imagens tridimensionais para determinar o formato, o tamanho e a curvatura das unhas. Em seguida, um pequeno braço robótico guiado por algoritmos de IA aplica o trio "base-esmalte-acabamento" enquanto um soprador seca a cada camada.

Quando estiver à venda em março por 599 dólares(quase 3 mil reais na cotação atual), haverá mais de trinta cores disponíveis em cápsulas ao preço de 10 dólares (quase 50 reais).

A IA, já um elemento básico da inovação tecnológica de consumo, também trilha seu caminho em produtos de maquiagem e cuidados com a pele.

"A tecnologia nos ajuda a construir relacionamentos mais próximos com nossos clientes", disse Nicolas Hieronimus, CEO da gigante de cosméticos L’Oréal, na sessão de abertura da CES na terça-feira.

Quando se trata de beleza, acrescentou, estas inovações oferecem "experiências inclusivas" e permitem que "as pessoas expressem quem são".

Diante de um público de cerca de 2 mil pessoas, além daquelas que se conectaram online, o executivo demonstrou o aplicativo gratuito Beauty Genius, que pretende ser um "consultor pessoal virtual" baseado em IA.

Recomenda produtos de cuidado e maquiagem, orienta técnicas, tira dúvidas sobre problemas como acne, queda de cabelo, entre outros, e permite que os usuários experimentem os produtos virtualmente.

- Testes virtuais -

Esse também é o objetivo do programa Beautiful AI, criado pela Perfect Corp, que combina IA generativa e realidade virtual para realizar análises de pele ao vivo, provas de penteados ou joias em 3D e fazer recomendações.

Em um estudo publicado em maio, a empresa de consultoria McKinsey estimou a indústria global da beleza em 430 bilhões de dólares em 2022 (2,24 trilhões de reais na cotação da época) e espera que atinja 580 bilhões de dólares em 2027 (2,83 trilhões de reais na cotação atual). Suas vendas online quase quadruplicaram entre 2015 e 2022.

A coreana Prinker, especialista em tatuagens temporárias, apresenta este ano um produto semelhante de aplicação de maquiagem.

Mais uma vez se recorre à IA, com um scanner biométrico 3D para mapear características faciais, depois aconselhar sombras para os olhos e contornos antes de "imprimir" os pós na pele.

Os cabelos também são contemplados. Esta semana, a L'Oréal apresenta em estreia mundial um secador conectado que pode ser configurado através de um aplicativo, considerando o tipo de cabelo e adaptando a potência e a distribuição de calor.

O Airlight Pro - que estará à venda em abril - utiliza luz infravermelha para secar, o que preserva a hidratação e economiza 31% de energia em relação a um aparelho convencional, explicou Adrien Chrétien, executivo da L'Oréal.

O Colorsonic, um dispositivo para colorir os cabelos com cartuchos reutilizáveis, também deve ser lançado ainda este ano.

Uma mensagem não autorizada publicada no perfil da comissão de valores mobiliários dos Estados Unidos (SEC, na sigla em inglês) na rede social X nesta terça-feira (9) fez disparar o preço do bitcoin, em um mercado nervoso, que aguarda um possível anúncio histórico relacionado à criptomoeda.

Pouco depois das 18h, no horário de Brasília, a cotação da maior moeda digital em termos de circulação subiu para US$ 47.914, o preço mais alto em mais de 22 meses, recuando minutos depois.

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A cotação disparou logo após a publicação de uma mensagem no perfil da SEC no X (antigo Twitter) indicando que o órgão regulador de Wall Street havia aprovado o tão aguardado lançamento de ETFs de bitcoin.

Minutos depois, o presidente da SEC, Gary Gensler, anunciou na mesma rede social que o perfil do órgão regulador havia sido "comprometido" e que uma publicação não autorizada havia sido feita.

"Esse tuíte não autorizado sobre ETFs de bitcoin não foi publicado pela SEC ou por sua equipe", confirmou um porta-voz à AFP.

O mercado americano especula há semanas sobre a aprovação do novo ativo, que ofereceria, pela primeira vez, uma opção de investimento que replica o rendimento do bitcoin sem que o investidor precise comprar a criptomoeda diretamente.

A SEC negou no passado pedidos para disponibilizar no mercado produtos semelhantes, mas, no fim de outubro, um tribunal federal de Washington ratificou que o órgão regulador não tinha motivos para negar à gestora de ativos Grayscale a aprovação do seu ETF.

A SEC tem até amanhã para se pronunciar sobre o pedido de aprovação mais antigo atualmente em análise, o da sociedade de investimentos 21Shares.

A Comissão Europeia, braço Executivo da UE, anunciou nesta terça-feira (9) que analisa os investimentos da Microsoft na empresa de inteligência artificial generativa OpenAI por possível violação das regras de concorrência europeias.

Em um comunicado, a Comissão anunciou que está analisando "se o investimento da Microsoft na OpenAI pode ser alvo de uma revisão segundo o Regulamento de Fusões da UE".

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A comissária europeia da Concorrência, Margrethe Vestager, tem na agenda desta quinta e sexta-feira uma visita à Califórnia, nos Estados Unidos, para participar de uma conferência sobre normas antimonopólio.

Nessa visita, Vestager também se reunirá com os principais executivos da Apple, Tim Cook, e do Google, Sundar Pinchai, assim como com dois altos cargos da OpenAI: diretor de Tecnologia, Mira Murati, e diretor de Estratégia, Jason Kwon.

No comunicado desta terça-feira, a Comissão anunciou que também analisa alguns dos acordos celebrados entre os principais atores do mercado digital e os desenvolvedores de inteligência artificial generativa.

Em particular, avalia "o impacto destas associações na dinâmica do mercado".

As autoridades europeias da concorrência procuram evitar que as inovações no setor da inteligência artificial sejam capturadas por um pequeno número de gigantes digitais já dominantes.

Pela mesma razão, a parceria entre a Microsoft e a OpenAI está sob análise do órgão de fiscalização da concorrência do Reino Unido, o CMA, que convocou as "partes interessadas" para comentários.

A Comissão adotou uma abordagem semelhante e anunciou nesta terça-feira o lançamento de "dois convites à apresentação de contribuições sobre a concorrência", um deles relativo a "mundos virtuais" e outro à inteligência artificial generativa.

A Comissão anunciou também que enviou "pedidos de informação a vários atores digitais importantes".

No final deste processo, a Comissão poderia organizar "um workshop" durante o segundo trimestre de 2024 "para reunir as diferentes perspectivas emergentes das contribuições e continuar esta reflexão".

Vários acontecimentos no mundo da tecnologia viraram notícia em 2023. O LeiJá separou alguns para que você possa relembrar o que foi destaque por aqui. Confira:

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Unsplash

1 - X anuncia retirada do selo de verificação

O serviço de “verificados” passou a ter o formato de assinatura mensal

Em março, o X (à época, Twitter) anunciou a retirada dos conhecidos selos de verificação herdados da plataforma. De abril em diante, apenas as marcações do Twitter Blue e semelhantes ficaram disponíveis, sob custo de assinatura da versão “premium” da rede. Essa foi a primeira mudança significativa no site após a entrada de Elon Musk.

Unsplash

2 -Telegram é suspenso no Brasil

Decisão foi só a primeira de várias proibições legais ao mensageiro este ano

A Justiça Federal do estado do Espírito Santo determinou, em abril, a suspensão do aplicativo Telegram no Brasil, após a empresa se negar a entregar à Polícia Federal todos os dados sobre grupos neonazistas da plataforma. As empresas de telefonia Oi, Claro, Tim e Vivo foram notificadas, assim como as empresas de tecnologia Google e Apple, responsáveis pelas lojas de aplicativo e PlayStore e AppStore.

Reprodução/Volkswagen

3. Propaganda da Volkswagen Brasil com IA de Elis Regina

Campanha de 70 anos da empresa uniu as vozes de Elis e Maria Rita

Maria Rita e Elis Regina puderam cantar juntas no comercial de 70 anos da Volkswagen Brasil, lançado em julho. A campanha emocionou espectadores pela proposta de unir mãe e filha em uma só imagem, após 41 anos da morte de uma das maiores vozes da música brasileira. Toda a peça foi feita utilizando inteligência artificial e recursos “deep”, para reproduzir a imagem de Elis.

Unsplash

4. Chat GPT lança versão corporativa

ChatGPT Enterprise recebeu melhorias de segurança  e privacidade

Durante uma fase de declínio, nove meses após a criação da ferramenta ChatGPT, a criadora OpenAI anunciou o lançamento de uma versão corporativa de seu chatbot baseado em inteligência artificial (IA). O ChatGPT Enterprise funcionou como uma versão premium do serviço, apresentando melhorias de segurança e privacidade de "nível corporativo".

 

5. Google completa 25 anos

Empresa foi criada em 4 de setembro, mas 27 de setembro marca a abertura oficial da marca em seu primeiro escritório

Em 27 de setembro, o Google comemorou seu 25º aniversário com um doodle especial. A Google Inc. foi constituída em 4 de setembro, mas há mais de uma década comemora seu aniversário no dia 27. Nesta data, a multinacional fez um “passeio pela estrada da memória” e exibiu seus diferentes doodles através da história, para marcar a ocasião. O 25º GDoodle foi um GIF que transformou "Google” em “G25gle”.

Crédito da foto: Unsplash

6. Apple lança iPhone 15

Preços de lançamento iniciaram em R$ 7.299

Em setembro, a Apple anunciou a tão esperada linha de iPhones 15. Com modelos Plus, Pro e Pro Max, linhagem chegou com design leve e robusto em titânio, com novas bordas arredondadas, um novo botão de Ação. Além disso, ganhou atualizações para a câmera e o chip A17 Pro, para um desempenho avançado e uma experiência aprimorada em jogos

Crédito da foto: Divulgação/Apple

7. LOUD tricampeã da CBLOL 2023

Equipe disputou título com a paiN Gaming, que buscava o primeiro troféu

A LOUD venceu o time da paiN Gaming e foi a Grande Campeã do 2º Split do Campeonato Brasileiro de League of Legends (CBLOL) 2023, realizado em setembro. A Grande Final aconteceu no Recife, no Ginásio de Esportes Geraldo Magalhães (Geraldão). A equipe vitoriosa quebrou um recorde inédito da modalidade no Brasil, sendo a primeira equipe da história a vencer três campeonatos consecutivos.

Crédito da foto: Divulgação/Flickr/LOUDgg

8. Anatel inicia desligamento dos sinais 2G e 3G

Tecnologias passaram por queda de 200 milhões para 20 milhões de linhas ativas

Anunciado pela Agência Nacional de Comunicações (Anatel) em outubro, fim do 2G e do 3G envolveu a desativação dos sinais, a liberação das frequências para outros fins e a suspensão da homologação de novos celulares e aparelhos para rodar essas tecnologias. A medida, portanto, mexeu com o dia a dia das teles, fabricantes de equipamentos e usuários da internet.

Crédito da foto: Divulgação/Governo Federal

9. Google começa a excluir contas inativas

Todos os serviços Google associados às contas de e-mail sem uso, como o Drive e Fotos, também serão deletados

Desde 1º de dezembro, o Google, após uma mudança na sua política de contas, passou a excluir perfis inativos e todo o seu conteúdo, como fotos, entradas de calendário, e-mails, contatos e documentos do Drive. A limpeza de todo o sistema tem como objetivo proteger os usuários contra ameaças à segurança, como spam, golpes de phishing e sequestro de contas. É possível impedir a exclusão das contas utilizando serviços GSuite, como ao enviar um e-mail ou assistir vídeos no YouTube.

Crédito da foto: Unsplash

10. Trailer de GTA 6 é lançado

Trecho em vídeo alcançou 100 milhões de visualizações em menos de 30 horas

Após ter o vídeo de lançamento do próprio título de Grand Theft Auto (GTA) VI vazado, a Rockstar decidiu soltar o trailer do novo game, que acumulou 100 milhões de visualizações em menos de dois dias. O comunicado da empresa desenvolvedora informou que o título chegará em 2025, mas as plataformas ainda não foram confirmadas.

 

A fabricante chinesa de dispositivos eletrônicos Xiaomi apresentou, nesta quinta-feira (28), seu primeiro carro elétrico e tem a ambição de se tornar líder mundial neste segmento, anunciou seu presidente, Lei Jun, em meio a um aumento da concorrência no país.

Número quatro do mundo no ranking das fabricantes de smartphones, a empresa chinesa também produz tablets, smartwatches, fones de ouvido, patinetes elétricos e motocicletas.

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Com sede em Pequim, o grupo anunciou em 2021 que entraria no cobiçado nicho de veículos elétricos, no qual muitas marcas chinesas se lançaram nos últimos meses.

Em uma sala lotada em Pequim, Lei Jun apresentou o sedã SU7, que começará a ser vendido em 2025. Equipado com dispositivos Xiaomi para a parte eletrônica e de softwares, é produzido pela fabricante local BAIC.

"O objetivo é nos tornarmos um dos cinco maiores fabricantes do mundo após 15 a 20 anos de duro esforço", disse Lei Jun.

As baterias do SU7 são fornecidas pela também chinesa BYD e têm autonomia para até 800 km.

A China é o maior mercado automobilístico do mundo. Assim como a Xiaomi, dezenas de marcas locais inovadoras investiram nos últimos anos no setor elétrico, ao qual os fabricantes estrangeiros lutam para se adaptar.

Fundada em 2010, a Xiaomi teve um rápido crescimento nos últimos anos, oferecendo dispositivos de última geração a preços acessíveis e vendendo-os diretamente online.

Quase desconhecida no exterior em seus primórdios, a Xiaomi foi incluída em 2021 pelos Estados Unidos em uma lista negativa de empresas, devido a supostos vínculos com militares chineses.

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