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Nesta quinta-feira (12), acontece a CIn Innovation Expo, feira de projetos de inovação do Centro de Informática (CIn) da Universidade Federal de Pernambuco, O evento, que está na sua quinta edição, reúne e expõe 22 projetos de inovação desenvolvidos pelos alunos do Centro que foram destaque durante 2019. Além da feira, a programação da CIn Innovation Expo vai contar com duas palestras e um workshop. 

Entre as áreas contempladas estão saúde, meio-ambiente, agricultura e pecuária, segurança e resgate, reciclagem, educação, mobilidade, cultura, robótica, entre outras. Para conferir de perto cada projeto basta ir ao segundo andar do Bloco E do CIn-UFPE. O evento é gratuito. 

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Confira mais sobre os projetos participantes:

CattleDMS

O CattleDMS é um sistema para monitoramento e controle de rebanhos de gado. Seu objetivo é introduzir a Internet das Coisas na pecuária brasileira, algo ainda pouco explorado no país, para ajudar a solucionar importantes problemas da área como o roubo e fuga de gado. O sistema consiste em coleiras e cercas inteligentes usando uma proposta diferenciada para rastreio do gado, por meio de tecnologias como Radiofrequência e LoRa MESH.

Fisheye

O projeto Fisheye é um sistema de monitoramento em tempo real da qualidade da água dos rios. O sistema é implementado com uma rede mesh de nós de monitoramento que fornecem dados sobre temperatura, oxigênio dissolvido, pH e turbidez da água, e os envia para um gateway que disponibiliza os dados em uma página web.

Autecla

O AuTecla é um projeto que visa ajudar no processo de aprendizagem e na assistência de crianças com autismo, envolvendo as crianças, pais, médicos e terapeutas no tratamento. O objetivo é reproduzir as atividades desses tratamentos facilitando no assessoramento do médico e na continuação dos estímulos feitos no consultório em casa junto com o apoio dos pais.

WODA

O WODA visa auxiliar as equipe de busca e salvamento por meio de um sistema de localização de vítimas de naufrágio, restringindo a área de busca. O sistema de bordo da equipe de busca localiza as vítimas com auxílio de um algoritmo de trilateração, que estima a posição do náufrago de acordo com sinais de rádio recebidos do colete salva-vidas e de uma boia da embarcação naufragada.

Beholder

O Beholder visa auxiliar na identificação de acidentes e infrações que possam ocorrer em trechos de vias, possibilitando a diminuição do custo de armazenamento e análise de imagens em centrais de monitoramento. O dispositivo analisa um trecho de uma via (seja ela uma rua, rodovia ou avenida), de forma local e pode identificar algumas situações críticas e situações de risco.

Curupira

O sistema Cururpira é uma ferramenta de monitoramento e análise em tempo real capaz de classificar o potencial de incêndio em uma determinada área, além de alertar a ocorrência de um incêndio. O projeto visa monitorar áreas rurais, como por exemplo, fazendas de cana de açúcar, trigo e soja ou áreas florestais. 

NOMU

Nomu é um projeto voltado para a medição da qualidade, volume e predição de consumo de água em tanques, cisternas e caixas d'água disponibilizando estes dados através de interfaces mobile e web.

LORAX

Lorax é um sistema que visa potencializar a fiscalização das Unidades de Conservação, ajudando no monitoramento destas unidades. Isto é feito a partir da identificação de sons de motosserra e tiro, com posterior envio de alertas em tempo real às autoridades responsáveis a fim de dar a elas o poder de tomar decisões mais rápidas no combate de crimes ambientais como desmatamento e caça ilegais.

NeuralALPR

O projeto consiste em um sistema que realiza reconhecimento de placas de veículos brasileiros em tempo real. Todo sistema é executado em uma plataforma embarcada e utiliza redes neurais convolucionais para realizar a detecção e o reconhecimento das placas. O módulo conta com uma câmera para obter as imagens e possui um co-processador de propósito específico capaz de realizar os cálculos das redes neurais de maneira ágil fazendo com que o sistema funcione em tempo real.

GROOT

O GROOT é um sistema para o monitoramento e análise do solo para agricultura de precisão. O sistema coleta dados físico-químicos do solo em tempo real, seguido da análise desses dados para sugerir correções quando necessário, a fim de melhorar a produção.

R4

Sistema para solução do problema do descarte incorreto do lixo reciclável no Recife.

Journi

Site para ajudar alunos de ensino médio a escolher uma universidade onde terá melhor aproveitamento do curso escolhido para realizar o vestibular. 

Indiquo

É uma comunidade com o propósito de revolucionar a maneira como profissionais, empresas e headhunters se relacionam. Com base na indicação, ela realiza um processo seletivo mais assertivo e rápido, conectando e selecionando os melhores profissionais.

Biciflow

Biciflow é uma startup de impacto social que ajuda, através de um aplicativo gratuito, ciclistas a encontrarem companhia para seus percursos cotidianos, visando aumentar a segurança dos mesmos. 

Vestigare

Jogo mobile que proporciona uma experiência divertida em espaços culturais através de uma narrativa que mistura ficção e o contexto do local, e que utiliza de realidade aumentada para a interação do jogador com o ambiente.

MamuLEDs

Sistema de simulação de bonecos de luva controlados por rastreamento de pose de mãos em tempo-real.

PCM Tool

Ferramenta web desenvolvida para facilitar a utilização do Privacy Criteria Method (PCM), uma abordagem que auxilia o desenvolvedor de software a lidar com a engenharia de requisitos de produtos intensivos de software que lidam com informações sensíveis à privacidade.

BalletVR

Sistema para treinamento das posições básicas de braço do ballet clássico de acordo com o Método Francês

Visun

Tecnologia que permite a visualização e interação direta com modelos 3D no formato BIM (Building Information Modeling), no campo da arquitetura e engenharia civil para integrar dados de gerenciamento de obras com os dados geométricos da construção. Visun associa os dados de gestão e de estrutura em uma única interface de Realidade Aumentada, disponibilizando modelos 3D complexos em tempo real em óculos (como o Hololens) para que engenheiros e arquitetos acompanhem as obras de forma transparente.

Willow

Ferramenta para visualização de programas voltada para ensino de algoritmos e estruturas de dados. Oferece recursos para manipulação das visualizações geradas, que podem ser usados para tornar exemplos de algoritmos mais intuitivos. 

Lovecrypto

Plataforma de anúncios ou tarefas incentivadas que premia os usuários em criptomoedas ao fazerem atividades ou verem anúncios pagos por empresas.

RobôCIn

Projeto que trabalha com robótica autônoma desde 2015 no Centro de Informática da UFPE. Já participou de quatro competições Latino Americanas e uma RoboCup Mundial. Em todas competições levou seus sistemas de robôs que jogam futebol sem ajuda humana, que é todo construído e programado pelos alunos para jogar futebol sozinho. Na CInExpo o RobôCIn vai levar seus 4 projetos, demonstrar e explicar para o público cada tecnologia desenvolvida pelos alunos e compartilhar as experiência que tivemos em cada competição.

Cada vez o desafio das escolas e dos educadores cresce com tantos estímulos que disputam as atenções dos alunos, tão conectados a tudo. A tecnologia possibilita novos desafios aos jovens, como os meninos e meninas de Belém que estão se preparando para disputar o maior torneio de robótica educacional do país, em dezembro, na cidade de Garulhos, em São Paulo.

Daria Montenegro Goulart, João Pedro Mendes Fonseca, José Vitor Matos Monteiro Seabra, Luize Souza Barata, Marcelo Yan de Jesus Furtado, Marcos Gama Bengtson e Rodrigo Marques Matos da Silva são os sete jovens que estão dando o seu melhor na programação do NXT – o robô -, execução de projetos e desenvolvimentos de habilidades lógicas. Eles formam a equipe Open Your Mind, vencedora da etapa estadual do Torneio Brasil de Robótica (TBR), disputada em outubro. Em dezembro a equipe ruma na direção de um objetivo maior: o troféu de campeão nacional na categoria middle 2.

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Os sete jovens são alunos da Zoom Pará, fundada em 2016, na cidade de Belém, após uma experiência exitosa em todo o país de ensino tecnológico para crianças e adolescentes. Segundo Alan Raiol, coordenador da equipe e técnico, a Zoom Pará vem preparando equipes para o TBR desde 2017, com suporte metodológico. “No TBR podemos avaliar o desenvolvimento cognitivo e sócio-metodologico dos alunos e como eles são capazes de solucionar problemas e exercitar o espírito colaborativo em sua plenitude. É uma experiência que vai acompanhá-los por toda a vida”, acrescenta o professor de robótica.

Luize Barata, 12 anos, uma das mais experientes da equipe, vai disputar seu segundo torneio nacional. Ela diz que utilizar o tapete e colocar o NXT no ringue para realizar movimentos configura um momento inesquecível.

A energia positiva e a união da equipe, dos pais dos integrantes e dos colaboradores da Zoom é algo que deixa Carmen Raquel Matos Monteiro, mãe de José Vitor, muito realizada. José Vitor diz que vai levar consigo as amizades que fez, as missões que vivenciou e os desafios superados.

A equipe de Belém finaliza os treinos para afinar tudo. Também trabalha para arrecadar mais fundos para a viagem até São Paulo, por meio de uma vaquinha virtual (veja aqui).

Metodologia pioneira lançada em 2002, em São Paulo, a franquia Zoom education for life e o seu método do aprender fazendo utiliza os componentes e conjuntos de peças da LEGO, a gigante dinamarquesa que tem um braço educacional e desenvolve produtos e módulos de robótica – o chamado Lego Mindstorms NXT – aplicados na educação de jovens e adultos. O método engloba materiais didáticos, os conjuntos LEGO Education e o suporte pedagógico.

Da assessoria da equipe.

Três alunos da rede municipal de ensino do Recife vão disputar a Olimpíada Mundial de Robótica, na Hungria. Lorena Brito Lopes, Jamesson Kawa da Silva Nascimento e Edson Cristiano Matias dos Santos embarcam nesta terça-feira (5) para representarem o Brasil na competição.

A Word Robot Olympiad (WRO) terá como tema nesta edição 'Cidades inteligentes' e a equipe brasileira terá a missão de projetar algo sobre a ‘Iluminação Inteligente’. Especificamente, um robô que possa trocar lâmpadas antigas por novas em vários ambientes, além de jogar as velhas no lixo. O desafio é feito exclusivamente com Legos.

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"Essa é uma viagem diferenciada. Mais de 70 países participam desse campeonato e nós estamos representando o Brasil", afirmou a professora orientadora dos alunos, Suely Bezerra.

Essa é a quarta vez que alunos da rede municipal participam de mundiais, a segunda na WRO. Em 2014 estudantes da prefeitura do Recife foram convidados para competição na Rússia. Em 2016 e 2017 os estudantes da rede estiveram no Mundial de Robótica e ficaram entre os oitos melhores.

Estão abertas as inscrições para a etapa pernambucana do torneio de robótica SESI First LEGO League. Quem quiser participar do evento, que acontece nos dias 7 e 8 de fevereiro, no SESI Paulista, deve ter entre  9 e 16 anos e formar uma equipe, podendo ser de escolas públicas ou particulares, grupos de amigos ou times de garagem.

O tema desta temporada é City Shaper e propõe que crianças e jovens de 80 países ajudem a construir e a desenvolver cidades melhores para as próximas gerações. Para isso, os jovens devem explorar sua criatividade e inteligência para sugerir soluções para os problemas atuais do meio ambiente, da mobilidade, da acessibilidade e dos desastres naturais.

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 A taxa de inscrição é de R$ 100 por equipe, e os melhores colocados serão classificados para a etapa nacional, que acontece em março, na cidade de São Paulo. Os competidores também terão que construir e programar robôs para cumprir 14 missões sugeridas na competição. Os robôs poderão capturar, transportar ou entregar objetos em uma arena exclusiva do evento. 

Ao todo, os times terão direito a três turnos, de dois minutos e 30 segundos cada, para execução das tarefas. Cada equipe deverá ser composta por dois técnicos (maiores de 18 anos) e de dois a 10 estudantes. Nos dois dias de competição, os participantes serão avaliados em quatro categorias: desafio do robô, design do robô, projeto de inovação e valores. Os destaques seguirão para a fase nacional.  

 Serviço

Etapa pernambucana do Torneio SESI de Robótica First LEGO League

Inscrições pelo site até 31 de outubro

Taxa de inscrição: R$ 100 por equipe

Competição: 7 e 8 de fevereiro de 2020

Local: SESI Paulista (Av. Lindolfo Collor, 2800 – Arthur Lundgren I, Paulista – PE)

Os técnicos veteranos, cadastrados desde 2018, deverão se inscrever através do site

A cada 3,8 segundos, o robô Laura faz uma varredura nas informações sobre pacientes internados e, utilizando inteligência artificial, consegue mapear casos de sepse, grave infecção que pode afetar o funcionamento dos órgãos e levar à morte. A plataforma, criada pelo arquiteto de sistemas Jacson Fressatto, de 40 anos, está presente em 13 hospitais em três Estados e deve chegar à capital e ao interior de São Paulo em novembro.

Quadro que causa a morte de 250 mil pessoas ao ano no País e de cerca de 6 milhões de pacientes no mundo, a sepse tem sido alvo de estudos de instituições, principalmente dos Estados Unidos. A ideia de criar uma plataforma para evitar a complicação em pacientes que estão internados ocorreu depois de uma tragédia na família de Fressatto. Em 2010, a filha Laura nasceu prematura e, após 18 dias na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), morreu por sepse.

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"Até 2012, fiquei estudando o que era e vi que se fazia necessário construir uma tecnologia que fosse integradora, mas pouco se falava em inteligência artificial e "machine learning" (aprendizado das máquinas)", lembra Fressatto. "Passei a investir recursos pessoais, vendi meu patrimônio e construí, em 2015, um protótipo que foi testado em um hospital para validar o tratamento."

Segundo o fundador do Instituto Laura Fressatto, a primeira implementação foi em julho do ano seguinte no Hospital Nossa Senhora das Graças, em Curitiba, e a plataforma se mostrou eficiente. O balanço da entidade, de outubro de 2016 a junho deste ano, aponta que 2,5 milhões de pacientes já foram monitorados e 12.289 acabaram beneficiados pela tecnologia. "A minha meta pessoal não está relacionada com o que eu passei, mas em saber que a gente pode ter um controle efetivo de risco de morte. Não sou médico nem da área de saúde, mas o que fiz salva 12 pessoas por dia."

Atualmente, a plataforma está em funcionamento em cinco hospitais do Paraná, entre eles o Erasto Gaertner e o Nossa Senhora das Graças, na capital, além de uma instituição de Minas e sete do complexo da Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul. O valor de implementação varia de acordo com o tamanho do hospital e há um gasto mensal de, em média, R$ 4 mil.

Infectologista e diretor médico da plataforma, Hugo Morales explica que a tecnologia funciona monitorando dados do prontuário do paciente e informações contidas em uma ferramenta. Sinais vitais e resultados de exames são analisados pela plataforma, que emite alertas para a equipe médica, caso o paciente apresente alterações no quadro clínico. "A plataforma é a potencialização do ser humano pela máquina, mas quem toma a decisão é o ser humano. Fizemos um estudo seis meses antes e seis meses depois do uso da tecnologia, com 55 mil pacientes. Tivemos redução de mortalidade de 25% e o tempo de internação caiu 10%."

Diretor assistencial do Hospital Ministro Costa Cavalcanti, em Foz do Iguaçu (PR), Sandro Scarpetta diz que a ferramenta está sendo utilizada há pouco mais de um ano e já trouxe resultados. "A (taxa) de mortalidade passou de 4,33% para 1,64%."

Alerta

Presidente do Instituto Latino-Americano de Sepse e intensivista do Hospital Sírio-Libanês, Luciano Azevedo observa que grupos em outros países estão estudando e desenvolvendo plataformas para evitar a complicação, mas ainda são necessários trabalhos científicos para comprovar a eficácia. "Isso é uma tendência, mas ainda não tem uma plataforma que esteja totalmente validada cientificamente para uso. É como um medicamento, que passa por várias etapas de validação", explica Azevedo.

"A inteligência artificial que a gente tem ainda não é capaz de discernir totalmente se é um caso de sepse", observa ele. "Se alarma o tempo inteiro com pacientes que não têm sepse, fadiga a equipe médica. Mas, no futuro, certamente ajudará."

Diagnóstico

A dona de casa Francielli Colle Santana, de 34 anos, estava grávida de 21 semanas do segundo filho quando sentiu um mal-estar, em abril do ano passado. Ela buscou um hospital e foi liberada após três dias de internação. Mas não melhorou.

"Fiquei mais dois ou três dias em casa, mas estava com muita fraqueza e falta de ar", lembra ela. "Fui diagnosticada com sepse por causa do robô, que deu um alerta. Uma bactéria dentária pegou uma válvula do meu coração. Fiz uma cirurgia cardíaca grávida. O médico não deu muita esperança para o bebê."

Naquele momento, Francielli não conseguia compreender a gravidade de seu estado. "Estava tão ruim que não conseguia pensar. Quem sofreu mais foi a minha família." Foram 20 dias de internação, mas a gravidez correu bem. Rafael, que está com 1 ano, e a mãe estão saudáveis.

Montanha-russa

Bianca, de 1 ano e 8 meses, é outra paciente que teve a sepse detectada com a plataforma. A mãe da criança, a jornalista Jéssica Amaral, de 33 anos, teve uma infecção no útero e a menina nasceu prematura. "A gente ficou 77 dias na UTI. Durante a internação, ela teve várias complicações: pneumonia, hemorragia pulmonar. Nem sabia que o hospital tinha essa tecnologia. Mas vi no laudo, depois, que ela teve a sepse. Foi uma forma de salvar a Bianca."

No período de internação, ela viu o robô Laura sendo utilizado pela equipe médica em outros pacientes. "Via a movimentação dos médicos e descobri depois que era a sepse. A UTI é uma montanha-russa. Um dia, a pessoa está bem, no outro, está muito ruim. A minha filha, quando quase estava saindo do hospital, teve a pneumonia. É difícil ver o começo da vida daquele jeito." As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

O Google anunciou nesta quinta-feira (10), um novo recurso para ajudar deficientes visuais a usar o aplicativo Maps. O novo recurso permite que receber uma orientação por voz mais detalhada, além de diferentes tipos de anúncios verbais para passeios a pé. Com a melhoria no app a empresa espera poder auxiliar algumas das mais de 217 milhões de pessoas que têm problemas de visão no mundo.

De acordo com a própria companhia esse recurso é o primeiro feito, desde o início, por pessoas com deficiência visual - para o Google Maps.  A orientação por voz é detalhada para facilitar a navegação a pé. Ela começa a ser lançada hoje no Android e iOS, porém, no momento, está disponível apenas nos Estados Unidos e no Japão, com suporte para idiomas e países adicionais em breve.

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O SESI-PE está com vagas abertas para quem quiser aprender a treinar as equipes de robótica que participarão da etapa pernambucana Torneio SESI FIRST LEGO League. As inscrições são gratuitas e a ficha de adesão deve ser solicitada até o dia 30 de setembro, para ocupar algum dos 50 lugares disponíveis. 

Os futuros técnicos terão o papel de organizar as equipes, que poderão ser compostas por estudantes de 9 a 16 anos de escolas públicas ou particulares, grupos de amigos ou times de garagem. Além disso, devem ter uma área de treino, estar ciente do manual de técnicos, zelar pelo bem-estar físico dos competidores e auxiliar na construção e divisão das responsabilidades do time. 

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Nesta temporada, estudantes de 80 países serão desafiados a pesquisar soluções que possam contribuir para o desenvolvimento das cidades. Eles deverão otimizar questões relacionadas ao meio ambiente, mobilidade, acessibilidade, desastres naturais, entre outras situações.

Os competidores também precisarão construir e programar robôs baseados na tecnologia LEGO Mindstorm (linha voltada para educação tecnológica) para cumprir diversas missões. Os melhores avaliados passarão para a etapa nacional e, por fim, os selecionados disputarão a etapa mundial.

A capacitação será ministrada por Filipe Nascimento, matemático com pós-graduação em Metodologia do Ensino de Matemática e Física, que atuou como juiz nas últimas três edições do torneio. Os interessados devem se cadastrar pelo e-mail gislenne.araujo@sistemafiepe.org.br e comparecer no dia 31 de agosto, das 8h às 17h, no SESI Paulista.

A nave Soyuz com o robô humanoide Fedor a bordo atracou com sucesso, nesta terça-feira, na Estação Espacial Internacional (ISS), após uma primeira tentativa fracassada no final de semana, anunciou a agência espacial russa (Roscosmos).

"Me desculpo pelo atraso, estava em um engarrafamento. Já estou pronto para continuar o trabalho", afirmou o robô em uma mensagem em sua conta no Twitter.

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Um comunicado do portal de internet da Roscosmos informou que a nave Soyuz MS-14 se acoplou à ISS às 3H08 GMT (0H08 de Brasília).

Em uma mensagem dirigida aos astronautas russos a bordo da ISS, o presidente Vladimir Putin os parabenizou pela resolução do incidente.

Os problemas com o acoplamento "eram de certo modo anormais", disse Putin. "Como acontece sempre com nossos cosmonautas, resolveram os problemas perfeitamente", acrescentou.

O robô, com corpo antropomórfico prateado, mede 1,80 metro e pesa 160 quilos. Fedor é um nome russo (Feodor) e também uma sigla em inglês: "Final Experimental Demonstration Object Research".

Capaz de imitar os movimentos humanos, Fedor terá como missão ajudar os astronautas em suas tarefas, mas não poderá se movimentar livremente pela estação.

Um comentarista na Nasa TV, que transmitia a operação de acoplamento, destacou "a perfeita aproximação à ISS". "Contato confirmado, captura confirmada", relatou.

Fedor havia partido na quinta-feira a bordo do foguete Soyuz MS-14 lançado do cosmódromo russo de Baikonur, no Cazaquistão.

A nave Soyuz transportou 670 quilos de carga: equipamento científico e médico, componentes para o sistema de suporte vital, além de contêineres com alimentos, remédios e produtos de higiene pessoal para os membros da tripulação.

A princípio, o robô deve permanecer 10 dias na ISS para auxiliar os astronautas. O retorno está previsto para 7 de setembro.

O fracasso na primeira tentativa de acoplamento no sábado foi uma desilusão para o setor espacial russo, que nos últimos anos sofreu acidentes e escândalos de corrupção.

Em outubro passado, um acidente ocorrido em um Soyuz minutos depois da decolagem obrigou os astronautas a bordo - o americano Nick Hague e o russo Alexéi Ovtchinin - a uma aterrissagem de emergência.

- Tarefas perigosas -

A bordo da ISS, o robô vai participar em diferentes atividades, sob a supervisão do cosmonauta russo Alexander Skvortsov, que chegou à Estação Espacial Internacional no mês passado.

Fedor deve testar suas capacidades em condições de gravidade muito reduzida. Uma de suas principais habilidades é imitar os movimentos humanos e, desta maneira, poderá auxiliar os astronautas.

As operações o obrigarão a manejar uma chave de fenda e outras chaves, afirmou Alexander Bloshenko, diretor de programas da agência espacial russa, Roscosmos, em uma entrevista ao jornal Rossiyskaya Gazeta.

Esse robô foi criado para trabalhar nas condições mais difíceis, que seriam perigosas para o homem, detalhou Bloshenko. As autoridades russas pretendem utilizar Fedor no futuro para a exploração espacial.

Fedor não é o primeiro robô enviado em uma missão similar.

Em 2011, a Nasa enviou ao espaço um robô humanoide chamado Robonaut 2, desenvolvido em parceria com a General Motors, com o mesmo objetivo de testar suas atividades em um ambiente de risco elevado.

O robô retornou à Terra em 2018 por problemas técnicos.

Em 2013, o Japão enviou ao espaço o pequeno robô Kirobo, coincidindo com a chegada do primeiro comandante japonês da ISS, Koichi Wakata.

Kirobo era capaz de falar, mas apenas em japonês.

A Rússia enviou ao espaço nesta quinta-feira (22) Fedor (ou Feodor), seu primeiro robô humanoide, que deve passar um período na Estação Espacial Internacional (ISS) como um experimento para o uso deste tipo de máquina na exploração do espaço.

"Vamos! Vamos!", afirmou o robô em russo no momento da decolagem, recordando a famosa expressão de Yuri Gagarin durante a primeira viagem espacial do homem em 1961.

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Fedor, que tem o número de identificação Skybot F850, decolou às 6H38 de Moscou (0h38 de Brasília), a bordo de um foguete Soyouz, lançado da base russas de Baikonur, no Cazaquistão.

Fedor deve, a princípio, chegar à ISS no sábado e permanecer na estação até 7 de setembro. O foguete utilizado no lançamento está equipado com um novo sistema de controle digital e motores de última geração.

O robô, com corpo antropomórfico prateado, mede 1,80 metro e pesa 160 quilos. Fedor é um nome russo (Feodor) e também uma sigla em inglês: "Final Experimental Demonstration Object Research".

Fedor tem contas nas redes sociais Instagram e Twitter, nas quais divulga informações sobre sua vida diária e suas proezas, como aprender a abrir uma garrafa de água.

A bordo da ISS, o robô vai participar em diferentes atividades, sob a supervisão do cosmonauta russo Alexander Skvortsov, que chegou à Estação Espacial Internacional no mês passado.

Fedor deve testar suas capacidades em condições de gravidade muito reduzida. Uma de suas principais habilidades é imitar os movimentos humanos e, desta maneira, poderá ajudar os astronautas a cumprir suas tarefas.

"Deverá fazer cinco ou seis tarefas, que são secretas", afirmou na quarta-feira Yevgueni Dudorov, executivo da empresa que criou Fedor.

As operações o obrigarão a manejar uma chave de fenda e outras chaves, afirmou Alexander Bloshenko, diretor de programas da agência espacial russa, Roscosmos, em uma entrevista ao jornal Rossiyskaya Gazeta.

- Missões arriscadas -

Fedor não é o primeiro robô a viajar ao espaço.

Em 2011, a Nasa enviou ao espaço um robô humanoide chamado Robonaut 2, desenvolvido em parceria com a General Motors, com o mesmo objetivo de testar suas atividades em um ambiente de risco elevado.

O robô retornou à Terra em 2018 por problemas técnicos.

Em 2013, o Japão enviou ao espaço o pequeno robô, Kirobo, coincidindo com a chegada do primeiro comandante japonês da ISS, Koichi Wakata.

Kirobo era capaz de falar, mas apenas em japonês.

Além da missão específica, as autoridades russas, que consideram a conquista do espaço uma questão estratégica, não escondem as ambições para Fedor e seus futuros irmãos.

Estas máquinas poderiam executar operações perigosas, como as saídas ao espaço, afirmou Alexander Bloshenko, da Roscosmos, à agência RIA Novosti.

O diretor da Roscosmos, Dmitri Rogozin, exigiu em agosto fotos de Fedor ao presidente russo, Vladimir Putin, e apresentou o robô como um "assistente da tripulação" da ISS.

"No futuro, contaremos com esta máquina para conquistar o espaço", declarou na ocasião.

A conquista do espaço é uma grande fonte de orgulho desde a época soviética, mas enfrentou muitas dificuldades desde o fim da URSS.

Apesar das ambiciosas promessas do Kremlin, o setor registrou acidentes humilhantes e escândalos de corrupção nos últimos anos.

A Rússia, no entanto, continua sendo no momento o único país com capacidade para enviar astronautas à ISS.

Antes confinados ao mundo das histórias em quadrinhos, os exoesqueletos 'wearables' (exoesqueletos vestíveis) que aumentam as habilidades físicas de uma pessoa deram mais um passo nesta quinta-feira (15), quando pesquisadores da Universidade de Harvard revelaram shorts robóticos que ajudam na caminhada e na corrida.

O dispositivo pesa apenas cinco quilos e detecta a marcha do usuário para ajustar adequadamente seu ritmo.

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Caminhar e correr são atividades muito diferentes do ponto de vista biomecânico, e os dispositivos anteriores se concentraram em impulsionar um ou outro, mas não ambos, disse à AFP o coautor Conor Walsh, do Instituto Wyss para Engenharia Biologicamente Inspirada de Harvard.

Trata-se de um passo em direção a dispositivos que podem ajudar as pessoas não em uma única atividade, mas "em suas vidas cotidianas, de muitas maneiras diferentes e em muitas atividades diferentes", afirmou.

A inovação exigia o desenvolvimento de um algoritmo de controle que usasse três sensores para detectar com 99% de precisão o que o usuário estava fazendo e responder de acordo.

Em um artigo publicado na revista Science nesta quinta-feira, os autores escreveram que o traje reduz o gasto médio de energia da caminhada em 9,3% e o da corrida em 4,0%, uma melhoria que se mostrou significativa no desempenho atlético.

O exoesqueleto robótico foi testado em vários ambientes, e Walsh disse que sua bateria durará por até 10 quilômetros de caminhada e corrida.

Esta versão em particular está focada em aumentar o desempenho de pessoas saudáveis, e Walsh disse que imaginava que poderia ser usada em atividades ao ar livre, ou ajudar "um soldado ou alguém sobrecarregado a ficar menos cansado".

Mas a equipe também está investigando no laboratório dispositivos futuros que podem ajudar os sobreviventes de derrames que sofreram perda de mobilidade a caminhar de maneira mais simétrica, eficiente e rápida.

Eles estão trabalhando com um parceiro comercial na obtenção da aprovação regulamentar para levar um dispositivo médico ao mercado nos próximos anos, e estimam que será vendido por cerca de US$ 30.000.

A versão não médica que poderia ajudar os trabalhadores de fábricas ou de outros ambientes ocupacionais será disponibilizada por meio de uma star-tup que será lançada no próximo outono boreal em Harvard.

Os exoesqueletos moles ('soft exosuits'), que usam tecidos para se ajustarem mais naturalmente ao corpo humano, representam uma evolução em relação aos exoesqueletos duros ('hard exosuits'), mais restritivos, que ainda são usados em ambientes terapêuticos.

Alunos do Centro de Informática (CIn) da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), vão ministrar uma série de encontros gratuitos para quem quiser saber mais sobre robótica. Chamado de Academia RobôCIn, o evento trará um mês de meetups dividido em quatro encontros com diferentes temas que tratam das competências e potencialidades da robótica para a sociedade.

O primeiro dia contará com a professora e orientadora do RobôCIn, Edna Barros e com o aluno Lucas Cavalcanti (gerente da equipe), para falar sobre o trabalho que levou a equipe de robótica à maior competição de robôs autônomos do mundo, a RoboCup. O mundial que ocorreu na Austrália, em julho de 2019, deu ao time o título de melhor equipe brasileira na categoria 2D Simulation e a segunda melhor equipe nacional na série B da categoria Small Size League.

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Outro título conquistado pelos jovens foi o Most Improved Award, honraria dada aos times que se destacam por seu desempenho na competição e superam as expectativas. Essa foi a primeira participação do RobôCIn no mundial, mas o grupo já acumula conquistas na LARC, competição de robótica da América Latina, e na IronCup, competição nacional.

O primeiro encontro está marcado para o dia 20 de agosto, às 16h, no Anfiteatro do CIn-UFPE. Os demais encontros da Academia RobôCIn, acontecem nas semanas seguintes e trarão um panorama de iniciação à robótica autônoma, incluindo detalhes sobre as categorias competitivas 2D Simulation e Very Small Size League (VSS). 

Todos os meetups são gratuitos e serão realizados no Anfiteatro das 12h às 13h, com exceção da abertura que ocorrerá às 16h. Confira a programação completa:

20/08 - Abertura da Academia RobôCIn: Conhecendo o RobôCIn

27/08 - Introdução a Robótica e Robótica Autônoma + Entendendo o Seguidor de Linha

03/09 - Entendendo Simulation 2D + Entendendo a VSS

17/09 - Entendendo a SSL: o robô e a inteligência artificial (IA) 

Em um templo budista japonês com 400 anos de antiguidade, a deusa da compaixão, Kannon, adotou a forma de um androide para receber fiéis e visitantes, mas esta iniciativa para estimular o interesse pelo budismo não é unanimidade.

O androide Mindar, cuja criação custou cerca de um milhão de dólares, recita sem parar sutras budistas e adverte, com sua voz metálica, contra a vaidade e contra os perigos do desejo, da cólera e do ego.

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Os sacerdotes de carne e osso continuam presentes no templo Kodaiji, da antiga capital japonesa, Kooto, e veem com bons olhos este novo "colaborador", feito de cabos e de silicone.

Para eles, esta máquina está especialmente adaptada para o budismo e pode evoluir, acompanhando os avanços tecnológicos, assim como melhorar com as experiências registradas.

"O budismo não é uma crença em um deus. É seguir o caminho de Buda, é se comprometer com o caminho de Buda. E pouco importa que esteja representado por uma máquina, sucata, ou uma árvore", diz um dos religiosos, Tensho Goto, à AFP.

Alto como uma pessoa adulta, com a parte superior do crânio aberta para deixar os elementos eletrônicos à mostra, uma minúscula câmera no olho esquerdo e apenas com o rosto, mãos e ombros de silicone - para imitar a pele humana -, o "sacerdote-robô" está instalado em uma sala montada especialmente para ele.

Em uma das paredes, projetam-se traduções em inglês e chinês das mensagens pronunciadas pela máquina, junto com imagens de natureza e de gente.

- "Evoluir até o infinito" -

Surgido de um projeto comum entre este templo zen carregado de história e o famoso especialista em robótica Hiroshi Ishiguro, da Universidade de Osaka, o androide entrou em serviço este ano.

"Pode ser difícil para alguns comunicar com sacerdotes um pouco antiquados como eu, e espero que este robô seja uma forma lúdica de encher este vazio", avalia o religioso Goto, pensando nas novas gerações.

A Universidade de Osaka fez uma pesquisa entre os fiéis: alguns disseram sentir "um acolhimento que não se sente diante de uma máquina", enquanto outros reconheceram que se sentem "pouco confortáveis" com "as expressões muito artificiais do robô".

Alguns fiéis chegaram a acusar o templo Kodaiji de sacrilégio.

"Os ocidentais foram os que mais se incomodaram com o robô", contou Tensho Goto, afirmando que as reações dos japoneses são positivas, em sua maioria.

"Os japoneses não têm preconceito contra os robôs. Fomos educados com história em quadrinhos, em que os robôs são nossos amigos. Os ocidentais pensam diferente", explicou.

"O objetivo do budismo é reduzir o sofrimento", acrescenta o sacerdote.

"A sociedade moderna traz novas formas de estresse, mas o objetivo realmente não mudou há mais de 2.000 anos", completou.

"A grande diferença entre um monge e um robô é que nós vamos morrer, enquanto que ele conhecerá muita gente e armazenará muitas informações, que vão fazê-lo evoluir até o infinito", reforçou.

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A cidade de Paulista receberá, pelo quarto ano consecutivo, a etapa regional do Torneio de Robótica First LEGO League. O evento, que ainda não tem data para acontecer, será realizado na unidade SESI Paulista e visa atrair estudantes de 9 a 16 anos interessados na área de tecnologia. As inscrições para participar do evento começarão no dia 1º de setembro.

Cada edição tem um tema baseado em um assunto científico do cotidiano e “City Shaper” foi o selecionado para a temporada 2019/2020. Alunos de instituições situadas em 80 países deverão pesquisar soluções que possam contribuir para o desenvolvimento das cidades. Um dos desafios que os estudantes terão é encontrar formas para otimizar questões relacionadas ao meio ambiente, mobilidade, acessibilidade, desastres naturais, entre outras situações. 

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As equipes participantes poderão ser compostas por alunos de escolas públicas ou particulares, grupos de amigos ou times de garagem. Cada grupo deverá ter entre dois e 10 participantes, além de dois treinadores (um sendo suplente). Os competidores também precisarão construir e programar robôs baseados na tecnologia LEGO Mindstorm para cumprir as missões. As equipes serão avaliadas pelo desempenho através de conceitos definidos pelos juízes. 

Além de Pernambuco, outros 13 estados também sediarão as etapas regionais. São eles Amazonas, Bahia, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Pará, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo. A etapa regional pernambucana oferta 40 vagas e a taxa de inscrição é de R$ 100. As melhores equipes serão classificadas para o torneio nacional.

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Alunas de uma escola pública de Brasília, foram selecionadas para Mostra Científica Latino-Americana, no Peru, depois de construírem um tipo de micro-ondas que esfria ao invés de esquentar. Chamado de Projeto ColdStorm - ou “micro-ondas ao contrário”, o aparelho consegue refrigerar bebidas em um tempo médio de 6 minutos, mas a intenção das meninas é que o resfriamento dure, no máximo, 1 minuto. 

Adrielle Dantas, Gabrielly Vilaça e Raffaella Gomes estudam na região do Gama e iniciaram o projeto em 2017. Em junho deste ano as meninas participaram da Exposição de Ciências, Engenharia, Tecnologia e Educação (EXPOCETI), em Pernambuco, e saíram premiadas do evento. Elas ganharam não apenas o primeiro lugar na área de engenharia como também receberam um certificado de destaque da Faculdade Imaculada Conceição de Recife e da World International Fairs Association (WIFA).

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Agora, as garotas tentam participar da Muestra Cientifica Latino-americana (MCL), em Trujillo, no Peru, que vai acontecer entre os dias 9 e 15 de setembro. Para isso, elas criaram uma vakinha que deve ajudar não apenas nos custos da viagem, mas também em melhorias ao “micro-ondas ao contrário”. 

Projeto ColdStorm 

Parte do protótipo criado pelas estudantes foi construído a partir de lixo eletrônico, principalmente, porque o caráter sustentável é um dos focos das alunas, que fizeram os cooler's reaproveitando computadores velhos. Entre as melhorias que elas esperam implementar antes de viajar, está conseguir que o protótipo gere sua própria energia. Quem estiver interessado em contribuir para ajudar com os custos desta empreitada pode fazê-lo até dia 26 de agosto, acessando este link.

A equipe de automação naval e submarina Nautilus, formada em sua maioria por alunos de engenharia da Escola Politécnica da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Poli-UFRJ), viaja nesta terça-feira (23) para os Estados Unidos, onde vai representar o Brasil na Robosub 2019. O campeonato internacional de Veículos Submarinos Autônomos (AUVs, do nome em inglês) será realizado entre os dias 29 de julho e 4 de agosto, na cidade de San Diego, Califórnia. Esta é a terceira vez que o evento receberá a equipe da UFRJ, que é também o único grupo da América Latina a participar do certame.

O professor do curso de Engenharia de Automação e Controle da Escola Politécnica, também coordenador da equipe, Cláudio Miceli, disse à Agência Brasil que, no ano passado, a equipe ficou entre as 20 melhores da competição. “A gente tem todas as condições de repetir o desempenho do ano passado em termos de projeto e do robô mesmo e até buscar um resultado melhor”.

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O objetivo da equipe Nautilus este ano é ficar entre as 15 melhores, repetir o resultado de melhor equipe da América Latina e buscar algum prêmio adicional, seja em termos de projeto ou apresentação. Miceli admitiu que é um desafio muito grande, porque o orçamento, frente aos concorrentes, é muito limitado. 

Apoio

Atualmente, a equipe não tem apoio financeiro, mas apenas suporte de peças e recursos computacionais, cedidos por empresas. A maior parte do apoio vem da Escola Politécnica; da Marinha, que cede o espaço para a realização de testes do robô; e dos próprios alunos que economizam para poder participar do evento. “Nossa luta é buscar patrocínio”, disse Miceli, que já está conversando com algumas empresas potenciais para financiar a iniciativa.

Somente os gastos com as inscrições na Robosub 2019, passagens, alimentação e hospedagem dos integrantes da Nautilus, além do pagamento de sobrepeso nos aeroportos devido ao tamanho do robô, chegam a R$ 80 mil. Miceli acrescentou que para manter o projeto ao longo do ano, incluindo compra de materiais, são necessários R$ 200 mil. O montante é inferior ao orçamento disponibilizado por algumas equipes estrangeiras, que atingem até US$ 200 mil.

Visando a participação em 2020, a Nautilus está adotando uma estratégia mais cautelosa este ano, para melhorar o que já foi conquistado e, no ano que vem, tentar uma estratégia mais inovadora e robusta, ressaltou o professor. 

Incentivo

O capitão da equipe Nautilus, Henrique Ferreira Júnior, aluno do 7º período de Engenharia de Controle e Automação da Poli-UFRJ, ressaltou que a Robosub é a maior competição de AUVs do mundo, e destina-se a incentivar o interesse de estudantes de engenharia no campo dos AUVs. Da equipe completa participam 40 estudantes de ambos os sexos de vários cursos da UFRJ, além de engenharia, mas apenas nove viajarão para os Estados Unidos, incluindo uma estudante.

Nos primeiros cinco dias da competição, ocorrem as etapas classificatórias e, no sábado (3), as semifinais. No domingo (4), dia de encerramento do concurso, acontece a grande final. No ano passado, a equipe vencedora recebeu prêmio no valor de US$ 7 mil.

A competição reuniu, em 2018, 50 equipes de 10 países. Este ano, foram efetivadas quase 60 inscrições. As provas apresentam desafios como lançamento de torpedos e manipulação física de objetos, que exigem que as partes mecânica, eletrônica e computacional do robô estejam funcionando em perfeita harmonia.

Na disputa de 2018, a Nautilus teve um problema com o Departamento de Segurança dos Estados Unidos devido ao tamanho do robô. Este ano, os estudantes vão levar as peças do robô separadas, que serão montadas no local da competição. 

Aplicações

Segundo o capitão da equipe Nautilus, que se forma engenheiro no final de 2020, são muitas as aplicações que um veículo submarino autônomo (AUV) pode ter na indústria, desde a área militar de desarmamento de minas submarinas, até a indústria de petróleo, para inspeção de dutos submarinos. “O AUV traz um ganho enorme”, afirmou. Os estudantes estudam a criação, depois de formados, de alguma empresa para desenvolvimento de projetos de AUVs.

 

Do pioneiro satélite soviético ao primeiro homem a pisar na lua há 50 anos, a seguir 10 datas-chave na exploração do espaço.

- 1957: Sputnik -

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Em 4 de outubro, 1957, Moscou lançou o primeiro satélite artificial ao espaço, o Sputnik 1, dando início à corrida espacial.

A esfera de alumínio leva 98 minutos para orbitar a Terra e traz de volta a primeira mensagem do espaço, um simples "beep-beep-beep", proveniente de sinais de rádio.

Em 3 de novembro, o Sputnik 2 leva o primeiro ser vivo a orbitar totalmente a Terra, uma cachorrinha de rua chamada Laika. Ela morreu após poucas horas no espaço.

- 1961: Gagarin, primeiro homem -

Em 12 de abril, 1961, o cosmonauta soviético Yuri Gagarin torna-se o primeiro homem a chegar ao espaço, completando uma única órbita de 108 minutos.

Vinte e três dias depois, Alan Shepard é o primeiro americano no espaço, ao fazer uma viagem de 15 minutos no dia 5 de maio.

Os adversários da Guerra Fria só chegaram juntos ao espaço através de um terceiro país em 2003, quando a China levou Yang Liwei à bordo do Shenzou V.

- 1969: na Lua -

Em 21 de julho, 1969, o astronauta americano Neil Armstrong torna-se o primeiro homem a pisar na Lua, ao lado de seu colega Edwin Aldrin, que juntou-se à ele 20 minutos depois.

Entre 1969 e 1972, 12 astronautas - todos americanos - pisaram na Lua como parte do programa Apollo, da NASA.

- 1971: estação espacial -

Em 19 de abril de 1971, a União Soviética lança a primeira estação espacial orbital, a Salyut 1.

A construção da ainda operante Estação Espacial Internacional (ISS) começa em 1998. É a maior estrutura feita pelo ser humano no espaço, e orbita a Terra 16 vezes ao dia.

A ISS, na qual 16 países associados participam, assumiu o protagonismo das operações no espaço a partir do momento em que estação espacial russa Mir foi levada de volta à Terra em 2001 após ficar 15 anos em órbita.

- 1976: Marte -

Em 20 de julho de 1976, a espaçonave americana Viking 1 se torna a primeira a pousar em Marte com êxito, e proporcionou imagens do Planeta Vermelho.

O robô Opportunity explorou Marte entre 2004 e 2018, junto ao rover da NASA Curiosity Rover, ainda ativo no local.

Aproximadamente 40 missões foram enviadas à Marte e mais da metade falharam.

- 1981: ônibus espacial -

Em 12 de abril, 1981, o ônibus espacial americano Columbia, a primeira espaçonave reutilizável, faz sua primeira viagem.

É seguida pelo Challenger, Discovery, Atlantis e Endeavour, os quais serviram a ISS até o fim do programa, em 2011.

Os Estados Unidos têm, desde então, dependido da Rússia para transportar seus astronautas até a ISS.

Dois ônibus espaciais americanos foram destruídos em pleno voo, com a perda de 14 astronautas: Challenger, em 1986, e Columbia, em 2003.

- 1990: Hubble -

Em 25 de abril, 1990, Hubble é o primeiro telescópio espacial a ser colocado em órbita, a 547 quilômetros da Terra.

Com treze metros de comprimento, Hubble revoluciona a astronomia, permitindo aos cientistas observar planetas e estrelas mais distantes e até galáxias.

- 2001: turista espacial -

Em 28 de abril, 2001, o ítalo-americano multimilionário Dennis Tito, 60 anos, se torna o primeiro turista espacial do mundo. Pagou à Rússia 20 milhões de dólares para ficar na ISS por oito dias.

Ao todo, sete turistas espaciais foram levados em voos russos até a ISS.

- 2008: a privada SpaceX -

Em 29 de setembro, 2008, a companhia americana SpaceX é o primeiro empreendimento privado a lançar um foguete com êxito na órbita da Terra, o Falcon 1.

A nave de carga Dragon, da Space X, torna-se em 22 de maio de 2012 a primeira espaçonave comercial a visitar a ISS.

- 2014: pouso no cometa -

Em 12 de novembro, 2014, a Agência Espacial Europeia coloca um pequeno robô, o Philae, num cometa a mais de 500 quilômetros da Terra. Este primeiro artefato a pousar em um cometa é parte de uma missão que visa a explorar as origens do Sistema Solar.

O objeto feito pelo homem que está mais longe da Terra é a espaçonave americana não tripulada Voyager 1, lançada em setembro de 1977 e até hoje em viagem. Em agosto de 2012, chegou ao espaço interestelar, a aproximadamente 13 bilhões de milhas da Terra.

Em maio, alunos do Centro de Informática (CIn), da Universidade Federal de Pernambuco, estavam tentando conseguir recursos para viajar à Austrália e participar da RoboCup 2019 - competição de robótica internacional. Com um grupo chamado RobôCIn, a única equipe do Nordeste a participar da competição cruzou águas internacionais para conquistar, na última semana, o terceiro e o quarto lugar de duas das categorias que concorria. 

Os jovens, que fazem parte de um grupo de estudos e desenvolvimento em robótica do CIn da UFPE, ocuparam o terceiro e quarto lugar da RoboCup 2019. Eles competiram na série B da Small Size League, empatando com o time ULtron, do Canadá. Já na categoria Simulation 2D, o RobôCIn se estabeleceu como a melhor equipe nacional, ocupando o nono lugar do mundial de robótica.

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O evento aconteceu em Sydney, entre os dias 2 e 8 de julho. A competição reúne robôs autônomos de todo o mundo e há mais de 20 anos tem como objetivo desenvolver, até a metade do século XXI, uma equipe de robôs humanóides autônomos capazes de ganhar uma partida de futebol contra a última equipe humana ganhadora da Copa do Mundo da FIFA.  

Espera-se que em 2030 os robôs ocupem mais de 20 milhões de empregos industriais em todo o mundo, agravando as desigualdades sociais e geográficas, mas impulsando a produção econômica geral, segundo um estudo recente.

A previsão, que será divulgada na quarta-feira (26), destaca as crescentes preocupações sobre a automatização e os robôs que, apesar de oferecer benefícios econômicos, estão eliminando de forma desproporcional empregos de baixa qualificação, agravando a situação social e econômica.

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O estudo realizado pela Oxford Economics, uma empresa britânica privada de investigação e consultoria, detalhou que o deslocamento de empregos ocasionado pelo aumento dos robôs não se distribuirá uniformemente no mundo nem dentro dos países.

Os robôs já absorveram milhões de empregos industriais e agora estão tomando impulso nos serviços, ajudados por avanços em áreas como visão por computador, reconhecimento de voz e aprendizagem automática, destaca o estudo.

A Oxford Economics conclui que em regiões com menos qualificações a perda de empregos dobrará em relação a regiões com maiores qualificações, inclusive em um mesmo país.

A pesquisa chega em meio a um intenso debate sobre o aumento da tecnologia no mundo do trabalho e seu impacto no emprego, fenômeno que inclui os carros de condução autônoma, a preparação robótica de alimentos e as operações automatizadas de fábricas e armazéns.

Muitos analistas indicam que a automatização em geral impulsou uma maior criação de empregos do que destruiu, mas que nos últimos anos a tendência criou uma brecha de habilidades que deixa muitos trabalhadores sem emprego.

Os pesquisadores veem um "dividendo robótico" de cinco bilhões de dólares para a economia global para o ano 2030, por uma maior produtividade.

"Os trabalhos que requerem funções repetitivas são os mais afetados", escreveram os autores.

"Os trabalhos em entornos menos estruturados e que demandam compaixão, criatividade ou inteligência social provavelmente serão realizados pelos humanos nas próximas décadas".

Nem sempre há a disposição tomadas em ambientes públicos para recarregar celulares, por exemplo. Foi pensando nisso que estudantes de Engenharia de Produção e Civil, junto com os do curso de Arquitetura e Urbanismo, da Unama – Universidade da Amazônia, montaram “árvores sintéticas” que geram energia elétrica a partir de placas solares. Eles montaram quatro unidades, que vão ser implementadas no campus Alcindo Cacela, em Belém.

A estrutura consiste em “folhas” com painéis fotovoltaicos e “caule” adaptado com tomadas tipo USB. Durante o dia, essa energia recebida é dissipada para as extremidades dos “galhos” e segue pelo “caule”, onde os usuários podem conectar seus dispositivos. O excedente é armazenado em baterias para que os interessados possam recarregar os aparelhos móveis – que incluem tablets e notebooks – a qualquer hora do dia. O tempo de recarga fica em torno de uma hora e meia e cada exemplar pode receber dois aparelhos ao mesmo tempo.

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O projeto sustentável foi pensado com o objetivo de aplicar os conhecimentos de elétrica e física para o desenvolvimento de uma energia limpa e barata, além de mostrar as dificuldades de se produzir um equipamento do tipo de grande porte. Os protótipos foram criados a partir de materiais recicláveis como tubo de PVC, garrafa PET, sobras de cabos elétricos e luminárias LED consideradas “queimadas”, caixotes de madeira, bambu e plástico de proteção das telas dos televisores de LED.

A iniciativa surgiu após experimentos do professor de Engenharia de Produção, Carlos Rolim, com materiais descartados ou com pouco uso. “Já tínhamos ótimos resultados e pensamos em repassar para os alunos. O projeto durou em torno de um semestre, mas, nos dois últimos meses, eles tiveram a responsabilidade de conseguir os materiais. A montagem foi rápida, em torno de uma semana, e cada árvore custou cerca de R$350 para ser fabricada. Valor baixo, perto do rendimento e durabilidade do equipamento”, disse o professor.

Para o coordenador das Engenharias da universidade, Afonso Lelis, essas inovações agregam valor para além da academia. “Em primeiro lugar, a ‘árvore’ possibilita trazer conhecimento para o aluno. Mostrar que a universidade faz sim produtos na graduação que podem ser comercializados e contribuem para um mundo melhor. Não ficamos somente na publicação de artigos”, afirma o gestor.

A árvore sintética sustentável está em fase de readequações para as áreas externas da Instituição. O projeto já está inscrito em competições nacionais.

*por Rayanne Bulhões, assessoria de imprensa

Em uma sociedade que, cada vez mais, se volta ao redor das inovações tecnológicas, seja esperando novos smartphones, computadores ou gadgets de última geração, muitas vezes esquecemos de pensar para onde vão esses objetos quando não nos servem mais. Funcionando há cerca de 10 anos, no bairro de Dois Irmãos, Zona Norte do Recife, o Centro de Recondicionamento de Computadores (CRC) recupera eletrônicos que seriam jogados no lixo e os transforma em objetos prontos para voltar ao uso.

Aqui, o velho é sinônimo de inovação. Através de doações de empresas e até pessoas físicas, o centro coleta materiais que servirão de base para um projeto integrador socioambiental e socioassistencial. O que viraria lixo se transforma em matéria prima para oficinas de meta-arte, cursos de robótica, workshops, entre outros. Todos oferecidos para jovens de escolas públicas ou de baixa renda, entre 14 e 29 anos.

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No espaço, é possível encontrar toda a sorte de objetos, desde computadores novos até videocassetes, câmeras digitais e celulares da era pré-smartphones. O coordenador de inovação do projeto, Dailton Ferreira, explica que todo o processo é feito por meio de triagem. “Os computadores chegam aqui por meio de doações. Eles são registrados, pesados e vão para uma sala em que são separados por tipo e marca. Depois vão para as mãos do técnico no laboratório de mono refaturamento para separar o que vai para doações”, conta.

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O que não é doado também não é descartado pelo centro. Cerca de 500 jovens são formados anualmente pelo CRC, através de cursos gratuitos que utilizam computadores, celulares e peças eletrônicas para criar desde brincos até robôs. Um dos protótipos desenvolvidos no espaço é uma bengala para pessoas que possuem deficiências visuais. Com um sensor, o objeto avisa, com um bip, quando há obstáculos no caminho.

As invenções dos alunos são colocadas em um arquivo, catalogadas, e esperam possíveis interessados para, quem sabe, melhorar a vida de outras pessoas. “A gente tem muitas ideias, mas não tem quem leve adiante. Cria-se aqui, morre aqui”, lamenta o coordenador. Para doar eletrônicos basta ir até o local ou - no caso de empresas que tenham muitos materiais - solicitar que sejam recolhidos pelo centro.

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CRC

Endereço Av. da Recuperação, 318 - Dois Irmãos - Recife

Telefone: (81) 9.9521-8500

Email: contato@crcrecife.org

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