Tecnologia

| Segurança

O Departamento de Justiça (DoJ) dos Estados Unidos confirmou nesta terça-feira (20) a abertura de um ação judicial antitruste contra o Google, acusado de adotar práticas ilegais para manter o monopólio dos mecanismos de busca no país. O processo foi protocolado na Corte Distrital de Washington D.C.

O caso marca o maior desafio legal dos EUA contra uma companhia dominante do setor de tecnologia em duas décadas, e tem potencial de abalar o Vale do Silício. Em comunicado, o órgão alega que a gigante de tecnologia responde por quase 90% das pesquisas online nos EUA e exerce condutas anticompetitivas para garantir o controle do mercado. Entre as alegações, o DoJ cita a proibição de que usuários do sistema operacional Android deletem o aplicativo de buscas de seus aparelhos, além de parcerias firmadas com a Apple para que a plataforma tenha exclusividade no navegador Safari.

##RECOMENDA##

Para o Departamento, as ações do Google têm efeito prejudicial sobre a concorrência e consumidores, reduzem a qualidade no setor e forçam anunciantes a pagarem mais do que o necessário. "Esse processo atinge o cerne do controle do Google sobre a internet para milhões de consumidores, anunciantes, pequenas empresas e empresários americanos em dívida com um monopolista ilegal", declarou o procurador-geral, William Barr.

Falhas na ação

A Alphabet, controladora do Google, chamou de "profundamente falho" o processo antitruste aberto pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos contra a gigante da tecnologia. "As pessoas usam o Google porque escolhem - não porque são forçadas ou não encontram alternativas", argumentou a companhia, em publicação no Twitter.

O Facebook anunciou que vai suspender por tempo indeterminado todos os anúncios que envolvem questões políticas e sociais após as eleições presidenciais nos Estados Unidos. A medida visa a combater potenciais confusões e abusos relacionados à eleição a partir do momento que as urnas se fecharem, em 3 de novembro.

A política, divulgada nesta quarta-feira (7), se soma a um anúncio do CEO Mark Zuckerberg no mês passado de que o Facebook irá barrar novos anúncios políticos na semana que antecede o dia da eleição e sinalizar quaisquer postagens que indiquem prematuramente vitória de algum dos candidatos. No anúncio desta quarta, a empresa também disse que adicionaria restrições a postagens sobre pesquisas eleitorais que utilizem linguagem militarizada ou sugiram um objetivo de intimidar eleitores.

##RECOMENDA##

Antes, o Facebook tinha dito que não esperava fazer mudanças adicionais em suas políticas eleitorais. Mas a tensão aumentou nas últimas semanas, com o presidente Trump se recusando a dizer que aceitará o resultado da votação caso perca, e ambos os partidos prometendo inscrever um número recorde de voluntários para monitorar locais de votação. "Esta parece ser uma eleição única", disse Guy Rosen, chefe da divisão de Integridade do Facebook. (Com informações da Dow Jones Newswires).

Na última segunda-feira (5), o Banco Central anunciou a abertura oficial para registro de chaves de identificação no novo sistema de transações instantâneas disponível aos bancos do país. O Pix será criptografado e feito por uma rede distinta da internet, a fim de evitar ataques, segundo a entidade monetária. Ainda assim, em seu primeiro dia de cadastro, o sistema foi vítima de cibercriminosos, que tentaram entrar no sistema com, pelo menos, 30 perfis criminosos.

A informação vem da empresa de cibersegurança Kaspersky, que realizou monitoramento durante as primeiras 24h de registros no Pix, e identificou diversos domínios fraudulentos que levavam o nome do sistema.

##RECOMENDA##

O rápido e grande interesse dos cibercriminosos não assusta Fabio Assolini, especialista sênior de segurança da empresa. “Apenas como referência, quando o governo federal anunciou o cadastro do auxílio emergencial (3 de abril), identificamos 100 domínios falsos até o fim do dia 8. Se os registros continuarem crescendo nos próximos dias na mesma velocidade das primeiras 24h, podemos chegar aos 100 sites falsos no meio da semana”, afirmou.

Os links são usados para disseminar campanhas de malware e phishing tradicionais, mas a empresa de segurança já havia identificado um golpe específico para roubar dados que poderiam ser usados em fraudes. 

De acordo com o especialista, o registro de um domínio é o primeiro estágio de um golpe. Entre os domínios maliciosos podemos encontrar: chavepix.me; gerenciadorpix.com; pagarpix.com; pixapp.online; pixbrasil.tech; pixempresas.com; suportepix.online e pix.atualizacaowebsegura.gq.

Assolini já encontrou três tipos diferentes de golpes utilizando os domínios fraudulentos. Os criminosos podem aplicar golpes para realizar a infecção do dispositivo da vítima por malware, ou disparar mensagens falsas com a intenção de roubar credenciais de acesso ao Internet Banking ou Mobile Banking. Estes dois exemplos utilizam o Pix apenas como isca.

Porém, o especialista sênior também diz ter detectado golpes de phishing, que podem ser cometidos para roubar dados pessoais, que então serão utilizados como chaves do Pix. Este golpe, especificamente, age diretamente no novo sistema.

Apesar do grande número de tentativas de fraudes, o BC diz que a plataforma Pix é segura e que não há motivo para pânico, pois esse tipo de manipulação psicológica é exatamente o que criminosos buscam: fazer o usuário acreditar que o ato criminoso vem de uma força interna, assim, afastando o problema da identidade criminosa. Assolini reafirma a fala da entidade.

“O sistema bancário brasileiro tem um dos sistemas antifraudes mais avançados do mundo e isso é um reflexo da qualidade do cibercrime nacional. Por experiência neste mercado, acredito que o sistema de pagamento eletrônico será seguro, apenas não temos detalhes para afirmar como esta segurança funcionará”, afirma Assolini.

Uma lei que fortalece consideravelmente o controle das autoridades sobre as redes sociais entrou em vigor nesta quinta-feira (1°) na Turquia, ameaçando a presença do Twitter e do Facebook no país caso não respondam aos pedidos de remoção de conteúdo considerado polêmico.

A lei foi aprovada em julho, menos de um mês depois que o presidente Recep Tayip Erdogan pediu "ordem" nas redes sociais, um dos últimos espaços de expressão fora do controle do governo. No entanto, muitos duvidam que o governo possa aplicar as medidas rígidas previstas na lei.

##RECOMENDA##

De acordo com a nova legislação, as redes sociais com mais de um milhão de conexões únicas por dia, como Twitter e Facebook, devem ter um representante na Turquia e obedecer aos tribunais que solicitem a remoção de determinado conteúdo em até 48 horas.

"1º de outubro é o prazo para que as redes sociais nomeiem um representante na Turquia", explicou Yaman Akdeniz, professor de direito da Universidade Istanbul Bilgi, em sua conta no Twitter. Em caso de violação desta obrigação, as plataformas receberão um aviso.

A partir de novembro, enfrentarão multas de até 30 milhões de libras turcas (US$ 3,87 milhões), proibição de receitas de publicidade e uma redução acentuada em sua banda larga.

Embora sua conta no Twitter @RTErdogan tenha 16,7 milhões de seguidores, o presidente turco não esconde sua aversão às redes sociais, que ameaçou remover em 2014.

No mesmo ano, Ancara bloqueou o acesso ao Twitter e YouTube após a transmissão de gravações de escutas telefônicas nas quais Erdogan estava envolvido em um suposto escândalo de corrupção.

No primeiro semestre de 2019, a Turquia liderou os países que solicitaram a remoção de conteúdos do Twitter, com mais de 6.000 solicitações.

O Twitter não respondeu às perguntas da AFP sobre o seguimento que pretende dar à nova lei turca.

Em 2019, a Turquia bloqueou o acesso a 408.000 sites, 40.000 tuítes, 10.000 vídeos do YouTube e 6.200 posts compartilhados no Facebook, de acordo com Sevket Uyanik, um defensor dos direitos online.

O chefe de Estado turco já havia descrito o Twitter como uma "ameaça", estimando que a rede social havia facilitado a mobilização para as manifestações antigovernamentais de 2013.

Muitos turcos, especialmente os jovens, contam com as redes sociais para ter acesso a informações independentes ou críticas, em um ambiente dominado pela mídia pró-governo.

O Twitter e o Facebook já estão sendo vigiados de perto pelo governo e vários julgamentos se deram por "insulto ao chefe de Estado" ou "propaganda terrorista" com base em simples tuítes.

No início de julho, Erdogan pediu "ordem" nas redes sociais depois que sua filha e seu genro foram submetidos a insultos no Twitter.

Os apoiadores do governo, no entanto, também usam massivamente as redes sociais, especialmente porque as reuniões são proibidas pelas restrições ligadas à Covid-19, enfatiza Emma Sinclair Webb, diretora da Human Rights Watch na Turquia.

A Agence France-Presse (AFP) anunciou, nesta quinta-feira (1o), o lançamento de um novo programa de verificação de dados com o TikTok para combater a desinformação neste popular aplicativo de vídeos.

O acordo prevê que as equipes da AFP verifiquem o conteúdo potencialmente falso, ou enganoso, de vídeos compartilhados na plataforma em países como Filipinas, Indonésia, Paquistão, Austrália e Nova Zelândia.

##RECOMENDA##

Este trabalho de verificação permitirá ao TikTok lutar contra a desinformação, já que o aplicativo será capaz de remover conteúdo problemático, ou relatá-lo aos seus usuários.

"A AFP tem o prazer de colocar seus recursos de checagem de fatos internacionais a serviço deste projeto apaixonante com a TikTok", disse o diretor de Informações da AFP, Phil Chetwynd.

"Alcançar novos públicos nas redes sociais por meio do jornalismo baseado em fatos é uma prioridade editorial da AFP", acrescentou.

"E este acordo também permitirá aos jornalistas da AFP cobrir e investigar melhor as tendências em matéria de desinformação, tanto em nossos serviços quanto em nosso portal especializado para 'fact-checking', factual.afp.com", continuou Chetwynd.

A AFP manterá total independência editorial na escolha do conteúdo do TikTok que será verificado.

"Na TikTok, estamos trabalhando ativamente para criar um ambiente seguro e de suporte para nossos usuários", disse o diretor do Departamento de Confiança e Segurança para a Ásia-Pacífico da TikTok, Arjun Narayan.

"Continuaremos a manter os conteúdos e contas enganosos fora da nossa plataforma por meio de nosso programa de verificação de fatos", disse ele.

Desde sua criação em 2017, o serviço de verificação de fatos da AFP cresceu para formar a rede mais importante de jornalistas dedicados a esta missão.

A AFP agora tem mais de 90 jornalistas em 38 escritórios que se dedicam a investigar o conteúdo que circula on-line em 80 países. Eles produzem verificações em 16 idiomas, incluindo espanhol, português, francês, inglês, árabe, birmanês e tcheco.

A AFP também participa do "Third Party Fact-Checking", um programa de verificação desenvolvido pelo Facebook, uma rede social que trabalha com cerca de 60 veículos de mídia de todo mundo para usar seus "fact-checks" na plataforma e no Instagram.

O Facebook foi processado por uma usuária do Instagram, que assegura que a empresa espiou os usuários através das câmeras dos iPhones, informa a Bloomberg.

De acordo com a demanda, apresentada por Brittany Conditi no Tribunal do Distrito Norte da Califórnia, EUA, o acesso intencional à câmera dos dispositivos móveis permitiu ao Instagram coletar "informações lucrativas e valiosas sobre seus usuários, a quais de outro modo não teria acesso".

##RECOMENDA##

Por sua vez, o Facebook negou as acusações e atribuiu o fato a um erro que, segundo um porta-voz, provocou notificações falsas de que o Instagram estava acessando as câmeras do iPhone, relata The Independent.

"Apenas acessamos sua câmera quando solicitado, por exemplo, quando você altera do Feed para câmera. Encontramos e estamos corrigindo um erro no iOS 14 Beta, que indica erroneamente que algumas pessoas estão usando a câmera quando não estão", afirmou o porta-voz.

Outras denúncias foram feitas no dia 13 de agosto, quando o Instagram foi processado por supostamente coletar dados biométricos de mais de 100 milhões de usuários daquela plataforma especializada em compartilhamento de fotos e vídeos.

A demandante, Kelly Whalen, afirma que o Instagram coleta, salva e se beneficia dos dados biométricos dos usuários sem exigir sua permissão prévia e até mesmo sem informá-los sobre isso.

Segundo o documento, o Facebook só no início deste ano passou a informar os usuários do Instagram sobre a coleta dos dados biométricos.

Da Sputnik Brasil

Por trás do misterioso codinome APT41, esconde-se uma nuvem de "hackers": entre eles, cinco chineses acusados esta semana nos Estados Unidos de atacar empresas, ou espiar governos e opositores.

Mas o que sabemos exatamente sobre este grupo, conhecido pelos serviços de Inteligência? Está vinculado ao Estado chinês, como afirmam alguns especialistas? Ou atua de forma independente, motivado exclusivamente pelo lucro?

##RECOMENDA##

A seguir, cinco perguntas para entendê-lo melhor:

- Quem são? -

Os cinco membros acusados são todos antigos, ou atuais, funcionários da Chengdu 404 Network Technology, uma empresa de segurança cibernética que realiza testes de invasão para pessoas, ou empresas, para verificar a vulnerabilidade de seus computadores.

Segundo documentos do Departamento de Justiça dos Estados Unidos, porém, a empresa serviria, na realidade, para fazer "hacking".

Os Estados Unidos também acusaram dois supostos cúmplices da Malásia, que dirigem a empresa SEA Gamer Mall. Este site malaio vende dinheiro virtual usado em vários jogos on-line.

- Quem são as vítimas? -

O grupo invadiu computadores de centenas de empresas e organizações de todo mundo, incluindo o setor das telecomunicações, a indústria farmacêutica, os programadores de software, ONGs e universidades.

Seu objetivo era coletar dados pessoais, enviar pedidos de resgate (utilizando um programa de sequestro, ou "ransomware"), ou fazer "cryptojacking" - um método para controlar computadores a distância e produzir moedas virtuais, como bitcoins.

Acredita-se que o APT41 introduziu softwares malignos nas redes de empresas americanas, ou asiáticas, em uma associação internacional de combate à pobreza, ou em sites de autoridades indianas e vietnamitas.

Algumas empresas de videogames de Estados Unidos, França, Japão, Singapura e Coreia do Sul também foram supostamente alvo de ataques.

- Como fizeram? -

O arsenal é muito extenso: do "phishing" (roubar informações pessoais) a técnicas mais elaboradas, nas quais o "hacker" acessa discretamente um software em processo de desenvolvimento (os computadores dos clientes que usam esses softwares estão, então, à mercê dos "hackers").

Os dois malaios teriam pedido a seus funcionários que criassem milhares de contas falsas de videogames para armazenar a moeda e os itens virtuais roubados pelo APT41.

Este saque foi vendido a jogadores reais por dinheiro real, segundo os documentos da Justiça americana.

- Estão vinculados ao governo chinês? -

Não há certeza, mas, segundo a empresa de segurança cibernética americana FireEye, existem indícios.

O APT41 coletou, por exemplo, informações sobre ativistas pró-democracia em Hong Kong e sobre um monge budista no Tibete, dois territórios chineses onde Pequim enfrenta uma certa instabilidade política.

Muitas das atividades do grupo parecem, no entanto, motivadas apenas por interesses financeiros. Um dos "hackers" teria considerado chantagear vítimas ricas durante uma conversa on-line.

As acusações americanas não demonstraram qualquer vínculo comprovado com Pequim.

- Onde estão agora? -

Os cinco "hackers" chineses permanecem em liberdade e é pouco provável que sejam levados à Justiça nos Estados Unidos.

Já os dois malaios foram presos em seu país na segunda-feira. Washington pede sua extradição.

O Twitter anunciou nesta quinta-feira (17) que trabalha para reforçar a segurança das contas de organizações e personalidades políticas dos Estados Unidos, bem como de veículos e jornalistas, antes das eleições presidenciais de novembro.

As contas em questão terão que usar senhas robustas e serão incentivadas a usar o método de dupla autenticação, considerado mais seguro para o usuário. Outras mudanças estão previstas para as próximas semanas, entre elas uma melhora na forma de detectar atividades suspeitas, o reforço das proteções de identificação e mais agilidade na recuperação de contas.

##RECOMENDA##

As contas em que as medidas serão aplicadas são as de políticos americanos, responsáveis pelas campanhas presidenciais, partidos políticos e candidatos eleitorais verificados pela rede social. As contas de grandes grupos de imprensa e jornalistas que cobrem política também receberão uma notificação informando sobre as mudanças.

O anúncio é feito em um contexto de preocupação crescente com investidas de hackers contra o Twitter e outras redes sociais, a um mês e meio das eleições presidenciais americanas.

Um pesquisador de segurança chamado Volodymyr Diachenko descobriu que os dados de 100 mil usuários do site da Razer foram disponibilizados publicamente em 18 de agosto, devido a uma configuração incorreta do servidor. Entre as informações vazadas estão registros de pedidos feitos na loja digital da empresa, informações pessoais que incluíam e-mail e endereços de correspondência, números de telefone e produtos adquiridos.

Diachenko afirmou que entrou em contato com a Razer várias vezes, durante três semanas, assim que descobriu o vazamento. Apenas depois desse período é que a empresa enviou uma resposta. Em um comunicado enviado ao pesquisador, o fabricante do hardware de jogos reconheceu o erro no servidor.

##RECOMENDA##

De acordo com a empresa, em comunicado ao site The Verge, “nenhum outro dado confidencial”, como métodos de pagamento ou números de cartões de crédito foram expostos e o erro foi corrigido totalmente no último dia 9 de setembro.

A gigante de tecnologia Microsoft apresentou um software que pode ajudar a detectar vídeos "deepfake", em mais um esforço para ajudar no combate à publicação de imagens e vídeos falsos na internet antes das eleições presidenciais dos Estados Unidos.

O programa "Video Authenticator" analisa uma imagem ou cada fotograma de um vídeo, buscando evidências de manipulação que passaria despercebida a olho nu.

##RECOMENDA##

A Microsoft informou que se associou à Fundação AI em São Francisco para fazer com que a ferramenta de autenticação de vídeo esteja disponível para campanhas políticas, meios de comunicação e outras partes envolvidas no processo democrático.

Os deepfakes são fotos, vídeos ou clipes de áudio adulterados usando inteligência artificial para que pareçam autênticos e já são alvos de caça nas redes sociais Facebook e Twitter.

"Os deepfakes podem fazer parecer que pessoas disseram coisas que não disseram, ou que estiveram em lugares em que não estiveram", explicou na terça-feira uma publicação do blog da empresa.

Estas publicações falsas camufladas são particularmente preocupantes devido à proximidade das eleições presidenciais nos Estados Unidos, em 3 de novembro.

Um grupo de hackers está se passando por funcionários do Facebook para tentar roubar dados de usuários do Instagram. Os cibercriminosos têm enviado mensagens no WhatsApp das vítimas dizendo que a conta na rede de compartilhamento de fotos violou direitos autorais e será permanentemente deletada em 48 horas, caso o usuário não acesse o perfil pelo link disponibilizado pelos golpistas. 

O golpe acontece todo em inglês, mas chegou a atingir contas de perfis brasileiros como o do "Vagas em Jornalismo", com grande número de seguidores. Felizmente, as moderadoras da página suspeitaram da mensagem e conseguiram driblar os cibercriminosos. 

##RECOMENDA##

A mensagem enviada para as vítimas em potencial diz o seguinte:

"Olá, usuário do Instagram. Parece que sua conta está violando nossos direitos autorais.  Sua conta será permanentemente deletada de nossos servidores em 48 horas, a menos que você nos dê um feedback. Se você acha que nós estamos removendo sua conta acidentalmente, clique no link e verifique sua conta do Instagram e preste atenção nas infrações de licenças e privacidade de usuário". Em baixo da mensagem o link falso e a assinatura, com endereço, do Facebook.

Ao clicar no link ele não abre o aplicativo, mas vai para uma página adicional que pede o login e a senha e assim faz com que os cibercriminosos tenham todas as informações para roubar seus dados.  O golpe é chamado de phishing e é uma prática comum usada por cibercriminosos para roubar dados pessoais de usuários, geralmente feita via e-mail, mas que também pode ser encontrada em redes sociais e consiste no envio do link falso para roubar dados.  Confira dicas para se proteger

Depois de roubado não é possível recuperar a conta do Instagram. Por isso, para evitar esse tipo de cilada, uma das dicas que pode ajudar é a autenticação em duas etapas ou, até mesmo, evitar entrar na rede social por links dados por terceiros. 

A Apple anunciou na última sexta-feira (29), a sua decisão de bloquear o acesso da fabricante Fortnite às ferramentas de desenvolvimento necessárias para atualizar jogos em seus dispositivos móveis.

A decisão de suspender a Epic Games do programa de desenvolvedores iOS veio poucos dias depois que um tribunal dos EUA rejeitou sua oferta para reintegrar o Fortnite na App Store, dizendo que seu despejo pela Apple foi um "ferimento autoinfligido".

##RECOMENDA##

A decisão contra a Epic Games ocorre em meio a uma batalha sobre se o rígido controle da Apple sobre a App Store e seu corte de 30% na receita contam como comportamento monopolista.

"Estamos desapontados por termos que encerrar a conta da Epic Games na App Store", disse a Apple à AFP.

A Apple retirou o Fortnite de seu mercado de aplicativos móveis online em 13 de agosto, depois que a Epic lançou uma atualização que evita a divisão de receita com a fabricante do iPhone.

A Apple não permite que os usuários de seus dispositivos populares baixem aplicativos de qualquer lugar, exceto de sua App Store.

A gigante da tecnologia com sede no Vale do Silício informou à Epic que cortaria seu acesso às ferramentas necessárias para adaptar software para dispositivos com os sistemas operacionais do fabricante do iPhone.

A decisão de um juiz nesta semana impediu a Apple de também cortar o acesso da Epic às ferramentas de desenvolvimento de seu Unreal Engine, que aciona gráficos em computadores.

"O tribunal recomendou que a Epic cumprisse as diretrizes da App Store enquanto seu caso avança", apontou a Apple. "A Epic se recusou. Em vez disso, eles enviam repetidamente atualizações do Fortnite destinadas a violar as diretrizes da App Store".

A Apple afirmou que a Epic está colocando os jogadores do Fortnite no meio de uma batalha que envolvia as empresas.

"A Apple está pedindo que a Epic reverta o Fortnite para usar exclusivamente os pagamentos da Apple", comentou a Epic à AFP. "Por uma questão de princípio, não participaremos desse esquema", afirmou a empresa.

A Apple não permite mais que a Epic envie aplicativos ou atualizações por meio de uma conta de desenvolvedor.

Jogadores com versões anteriores do Fortnite ainda podem jogar em iPhones ou iPads, mas terão que contar com o sistema de pagamento da Apple para transações.

Diversos portais de notícias brasileiros tiveram seus perfis no Facebook hackeados, na madrugada desta quinta-feira (27). Os cibercriminosos fizeram postagens com conteúdos pornográficos nas páginas de vículos como G1, UOL, O Globo, Globo Esporte, Gazeta do Povo, entre outros. 

[@#video#@]

##RECOMENDA##

O ataque demorou a ser identificado pelos veículos de comunicação porque o conteúdo ficava visível para os seguidores dos perfis, mas não aparecia para os administradores das páginas. Porém, leitores dos portais de notícias alertaram para a vinculação do conteúdo impróprio. 

Em nota, o Facebook disse ter identificado os ataques "Estamos cientes de que algumas pessoas estão vendo conteúdos impróprios no Facebook que violam nossas políticas. Estamos trabalhando para remover esses conteúdos o quanto antes", disse. Apesar do susto, pela manhã, o problema já havia sido solucionado pela plataforma. 

[@#podcast#@]

O aplicativo TikTok confirmou, nesta segunda-feira (24), que irá abrir uma ação contra o governo dos Estados Unidos por uma ordem executiva de Donald Trump visando bloquear a rede social chinesa acusando-a de espionar para Pequim.

"Discordamos veementemente da posição do governo de que o TikTok é uma ameaça à segurança nacional", afirma a empresa em um blog.

##RECOMENDA##

"Hoje estamos entrando com uma ação em um tribunal federal contra os esforços do governo para banir o TikTok nos Estados Unidos".

"Com esta ordem executiva que ameaça proibir nossas operações nos Estados Unidos e consequentemente elimina a criação de 10.000 empregos nos EUA e prejudica irreparavelmente os milhões de americanos que recorrem a este aplicativo para se divertir e aproveitar um meio particularmente fundamental durante a pandemia, simplesmente não temos outra opção", acrescenta a empresa.

O presidente americano acusa há meses a plataforma, propriedade do grupo chinês ByteDance, de desviar dados de usuários americanos em benefício do governo da China.

Em 6 de agosto, Trump proibiu as empresas americanas de realizar qualquer transação com o ByteDance depois de um prazo de 45 dias.

O decreto não especifica as consequências práticas, mas a proibição poderia obrigar o Google e a Apple a eliminar a rede de suas lojas de aplicativos, impedindo efetivamente que seja usada nos Estados Unidos.

O TikTok argumenta em sua defesa que não teve o benefício do "devido processo", conforme garantido pela Quinta Emenda da Constituição dos Estados Unidos, já que a empresa não teve a oportunidade de apresentar seus argumentos antes da assinatura do decreto.

Também disse que não está dentro do alcance da lei utilizada por Trump para justificar seu decreto, que se refere aos "fornecedores de telecomunicações".

O governo dos EUA não considerou nenhum de seus esforços em questão de transparência e comunicação, o que indica que suas decisões são "altamente politizadas", acrescentou a rede social.

O conflito ocorre em um contexto de crescentes tensões diplomáticas e comerciais entre China e Estados Unidos.

Com argumentos de ameaça à segurança nacional, o presidente Trump deu à ByteDance até meados de novembro para vender as operações americanas da rede, sob pena de bloqueá-la nos Estados Unidos.

Na semana passada, o WhatsApp começou a exibir uma mensagem dentro do aplicativo informando sobre as novas regras da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), que começou a valer oficialmente no último dia 14 de agosto. O aviso, que é exibido acima das conversas, acabou assustando alguns usuários que passaram a avisar seus contatos de que o anúncio se trataria de um golpe para clonar o telefone. 

“Se aparecer isso no celular de vcs não clique pois isso ‘clona’ o celular. É um novo golpe cuidado”, diz a mensagem compartilhada com uma foto de onde estaria o anúncio. O alerta, porém, é falso. Apesar de, muitas vezes, cibercriminosos tentarem utilizar as redes sociais para roubar dados, desta vez a mensagem é realmente dada pelo WhatsApp e informa sobre uma pequena mudança na política de privacidade da empresa para se adequar a legislação brasileira. 

##RECOMENDA##

Ao clicar no anúncio - que aparece apenas uma vez - o usuário é redirecionado para uma página do próprio mensageiro explicando a mudança. Não há risco de clonagem, vírus ou outro tipo de golpe. "De acordo com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) do Brasil, você tem o direito de acessar, corrigir, portar, eliminar seus dados, além de confirmar que tratamos seus dados. Saiba mais sobre seus direitos e como você pode exercê-los acessando nossos artigos de ajuda para iPhone, Android e KaiOS”, diz parte da mensagem enviada pelo WhatsApp.  

Acidentes trágicos envolvendo crianças esquecidas em carros fechados vez ou outra rondam os noticiários. Para evitar esse tipo de tragédia, a Tesla está trabalhando em um novo sensor de detecção de movimento que pode identificar uma criança presa dentro de um carro fechado. 

De acordo com a Reuters, a empresa do bilionário Elon Musk, está buscando a aprovação da Federal Communications Commission (FCC) para comercializar a tecnologia. O radar usaria sensores de ondas milimétricas, projetados para operar em níveis de potência mais elevados do que os permitidos pelas regras atuais nos Estados Unidos. 

##RECOMENDA##

Além de identificar a criança, o sistema deverá melhorar os sistemas de prevenção de roubo. Para os pequenos, a Tesla usaria imagens de radar para medir o tamanho do corpo, de forma que possa dizer a diferença entre adultos e crianças. A empresa já utiliza os sensores internos e externos em seus veículos como, por exemplo, um "Modo Cachorro" que mantém o carro a uma temperatura confortável para proprietários que precisam deixar seus animais de estimação dentro do veículo por um tempo. 

Com o Playstation 5 e o Xbox Series X chegando no final do ano, muita gente se pergunta se ainda vale a pena comprar um console da geração atual ou, até mesmo, um mais antigo. Será que você estará jogando fora o seu dinheiro se preferir adquirir um PS4 ou Xbox One no final do ano? Conversamos com Carlos Silva, Head de Gaming na Go Gamers, para tirar dúvidas a respeito das vantagens e desvantagens na hora de escolher a geração do seu videogame.

“O que o pessoal espera em questão de console é quais são os serviços que vão vir atrelados a eles. Eu investi num console da geração atual, mas quero comprar um novo, vou poder levar meus produtos?”, questiona Silva. Ele cita que, para o público brasileiro os gastos são um dos fatores cruciais para a aquisição dos novos videogames. 

##RECOMENDA##

O head de Gaming, que também faz parte da produção da Pesquisa Game Brasil (PGB), cita dados do estudo realizado em março deste ano, que afirmava que 37,8% do público gamer deseja adquirir um dos novos aparelhos assim que estiverem disponíveis. “O público brasileiro está mais cauteloso é um investimento alto em um produto que você vai ficar por uns bons anos, você não vai trocar tão rapidamente”, explica.

“A PGB aconteceu antes da pandemia, então a realidade de valores que nós tínhamos era uma. Agora ela é outra. Quando a gente pega a pesquisa 27,4% das pessoas achavam que os consoles novos chegariam próximos aos 5 mil reais, esse número hoje talvez seja até maior”, afirma, Silva, citando o aumento o preço do dólar e as consequências econômicas causadas pela pandemia de Covid-19. “O público mais casual vai esperar um pouco mais”, garante.

Biblioteca de jogos 

Um medo que ronda a mente de quem quer investir em um PS4 o Xbox One é a variedade de jogos. Com a chegada da nova geração de videogames a tendência é que as desenvolvedoras foquem em criar novas histórias para esses poderosos dispositivos. Porém, para Silva, essa será uma mudança gradual, que não deve acontecer de sopetão. “Quando a gente fala de Xbox One, por exemplo, você pode assinar o Game Pass. A assinatura faz com que você tenha acesso a muitos jogos, inclusive, atuais. Então, você vai ter um leque de opções que, com certeza, vai aproveitar durante muito tempo”.

Ele lembra também que, apesar da Sony não oferecer o mesmo serviço, a PS Store também possui jogos que envelheceram bem com o tempo. “Se você pegar o The Witcher 3, por exemplo, é um jogo lá do começo 2015, que até hoje faz sucesso. com certeza se você comprar um console da geração atual hoje, ou no final do ano, você vai ter um produto na mão que valeu a pena investir”, pontua. 

O PS4 e o Xbox One foram lançados em 2013 e nesse meio período diversos jogos foram lançados, remasterizados, tiveram reboots. Os últimos exclusivos do dispositivo da Sony, foram, inclusive, lançados na metade de 2020. “A troca de geração não é tão brusca. A gente vai viver uma entressafra. Vivemos isso na mudança do PS3 para o PS4 e do Xbox 360 para o One”, afirma. “O entretenimento de videogames vai continuar acontecendo, seja em uma plataforma antiga ou nova”, completa.

Bugs e pequenos problemas

Para Silva, os problemas encontrados nos videogames mais antigos, como as três luzes do Xbox ou a luz azul do PlayStation, ficaram no passado. “Hoje, tecnologicamente, os consoles dão muito menos problemas do que antigamente, mas existe este risco. Quando a primeira leva do mercado chegar a gente vai começar a entender algumas coisas que podem surgir", observa. 

Mas, ele acredita que as grandes empresas compreendem o perfil do gamer atual, que é mais exigente do que a geração anterior, principalmente, por estar disposto a investir valores altos nos produtos. “Hoje, a gente está em uma evolução, tanto a Sony quanto a Microsoft tem ‘nohow’ para poder proporcionar isso. Acredito que isso vai ser mínimo”, pontua.

Veredito 

Para o head de Gaming as duas compras valem a pena. Na nova geração “você vai ter uma plataforma que estará ativa durante muitos anos e você vai poder experimentar e experienciar os jogos novos. Vai poder aproveitar aquilo tudo em primeira mão”, diz o especialista sobre uma compra do PS5 ou Xbox Series X. Já para quem quer comprar os da leva atual de videogames, a biblioteca de jogos e o preço fazem um bom diferencial na aquisição. Resta saber o preço das novidades. 

[@#video#@]

O Facebook confirmou nesta quarta-feira (5) ter removido da página do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, um vídeo considerado "desinformação prejudicial" sobre a pandemia de Covid-19.

Trata-se de uma entrevista para a emissora Fox News em que Trump afirma que as crianças são "quase imunes" ao novo coronavírus. "O vídeo inclui afirmações falsas de que um grupo de pessoas é imune à doença, o que representa uma violação das nossas políticas sobre desinformação", informou um porta-voz do Facebook à AFP.

##RECOMENDA##

Esta é a primeira vez que a rede social remove uma publicação da página do presidente por "desinformação", embora tenha excluído uma publicação da página de sua campanha eleitoral por usar um símbolo nazista.

O Facebook removeu o vídeo no momento em que enfrenta pressões para evitar a divulgação de informações falsas por um lado e, por outro, é acusado de censurar opiniões. Ao ser consultado sobre a decisão da rede social, durante entrevista coletiva na Casa Branca, Trump defendeu-se: "Falo de ficar gravemente doente. Se você olhar para as crianças, elas podem se livrar do coronavírus muito facilmente."

A ameaça dos Estados Unidos de proibir o aplicativo chinês TikTok abre um precedente perigoso para a internet, disse Pavel Durov, fundador do aplicativo de mensagens Telegram, nesta quarta-feira (5).

Depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou planos para banir o TikTok na semana passada, gigantes tecnologia dos EUA, incluindo Microsoft e Apple, expressaram interesse em comprar o aplicativo de seu desenvolvedor, a ByteDance.

##RECOMENDA##

"A ação dos EUA contra o TikTok está estabelecendo um precedente perigoso que pode acabar matando a Internet como uma rede verdadeiramente global (ou o que resta dela)", disse Durov em seu canal oficial do Telegram, explicando que "o problema EUA-TikTok é que ele legitima uma tática de extorsão anteriormente empregada apenas por regimes autoritários. "

Durov disse que o Telegram recebeu ofertas semelhantes para vender direitos de operação a grupos ligados a governos sob a ameaça de ter o serviço banido, mas nunca aceitou as propostas por acreditar que isso significaria "trair nossos usuários". O próprio Telegram é um dos aplicativos de mensagens mais populares do mundo, com mais de 400 milhões de usuários ativos.

Ao mesmo tempo, o fundador do Telegram disse que pode entender o raciocínio de Washington já que a China proíbe quase todos os aplicativos de mídia social não chineses em seu território, então tornar o acesso ao mercado uma via de mão dupla é justo.

Trump definiu o prazo de 15 de setembro para a compra do TikTok ser concluída por uma empresa norte-americana. Caso contrário, o aplicativo de compartilhamento de vídeos será banido. O presidente dos EUA também disse que uma parte substancial dos lucros da venda deve ir para o Departamento do Tesouro dos EUA.

Da Sputnik Brasil

Parece cena de filme, mas não é. Criminosos internacionais vêm aplicando um novo golpe que usa um notebook para tirar dinheiro de caixas eletrônicos. A técnica, chamada de Black Box, não utiliza um malware ou software específico, porém, já conseguiu desativar 143 máquinas na Europa e algumas na América Latina.

De acordo com o fabricante de caixas eletrônicos Diebold Nixdorf, a ação teria sido feita por hackers devem ter encontrado uma máquina de sacar dinheiro com o software não criptografado no HD e fizeram uma cópia. Desse jeito eles conseguiram enviar comandos ao dispositivo bancário, dificultando os gatilhos de segurança contra jackpotting - quando os cibercriminosos fazem um caixa eletrônico cuspir dinheiro.

##RECOMENDA##

Mas aplicar este tipo de golpe não é tão fácil quanto parece. É preciso passar certo tempo sozinho com um caixa eletrônico para concluir o ataque. Na tentativa mais "comum" é preciso abrir a estrutura externa ou fazer um buraco para acessar as portas internas. Além disso, os criminosos precisam desconectar parte da fiação e conectá-la à "caixa preta" (Black Box, em inglês), que pode ser um notebook ou mini PC como Raspberry Pi, por exemplo. Só depois disso o caixa eletrônico receberá comandos para cuspir até 40 cédulas a cada 23 segundos.

Páginas

Leianas redes sociaisAcompanhe-nos!

Facebook

Carregando