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Os Estados Unidos e o Reino Unido acusaram nesta quinta-feira os serviços de inteligência militares russos (GRU) de serem os responsáveis pelos ataques cibernéticos cometidos em 2019 contra a Geórgia.

“A perigosa e desavergonhada campanha de ataque cibernético do GRU contra a Geórgia, um país soberano e independente, é totalmente inaceitável”, declarou o ministro das Relações Exteriores britânico, Domic Raab, em comunicado.

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“O governo russo pode escolher: continuar com essa atitude agressiva ou se tornar um parceiro responsável que respeite o direito internacional”, alertou.

O Departamento de Estado dos EUA evocou, por sua parte, “ataques cibernéticos generalizados” a milhares de sites na Geórgia e os descreveu como “operações para semear divisões, criar inseguranças e atacar instituições democráticas”.

Washington pediu à Rússia que “cessasse esse comportamento na Geórgia e em outros lugares”.

O Centro Nacional de Cibersegurança (NCSC) britânico estimou “com a maior probabilidade que em 28 de outubro de 2019 o GRU realizou ataques cibernéticos perturbadores em larga escala”, afirmou o Ministério das Relações Exteriores.

Esses ataques foram direcionados a sites do governo da Geórgia, tribunais, ONGs, mídia e empresas.

O Procon de São Paulo notificou nessa quarta-feira (19) as empresas WhatsApp Inc., OLX Atividades de Internet Ltda., Zap S/A Internet e MercadoLivre Atividades de Internet Ltda. para que informem quais providências têm adotado para garantir a segurança dos consumidores e usuários. A notificação foi motivada, de acordo com o órgão, pelos registros de golpes aplicados a partir de anúncios de venda de produtos e serviços na internet.

Foi solicitado também que as empresas informem como o consumidor tem sido alertado sobre o golpe e se existe uma campanha de esclarecimento sobre os serviços ofertados. As empresas têm 72 horas para responderem ao Procon-SP.

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Sobre o golpe

De acordo com o Procon-SP, os golpistas monitoram sites de venda e entram em contato com um vendedor, que possa vir a ser alvo em potencial, enviando mensagem por SMS. Os golpistas afirmam que a mensagem enviada via SMS trata-se de um código que deverá ser digitado pelo WhatsApp para que o vendedor “regularize” seu anúncio na internet. Na verdade, o código é um PIN de autenticação do Whatsapp que, de posse do golpista, possibilita que a conta do aplicativo seja clonada.

O objetivo dos golpistas é roubar a conta do WhatsApp para usá-la em outro aparelho. Com o domínio da conta, eles passam a se comunicar com os contatos cadastrados na agenda do telefone. 

A União Europeia (UE) revelou, nesta quarta-feira (19), seu plano de guerra sobre Inteligência Artificial e uso de dados digitais, com o objetivo de superar seu atraso em relação aos Estados Unidos e à China, insistindo nos direitos de seus cidadãos.

Dos carros conectados ao reconhecimento facial, este setor altamente estratégico é considerado a tecnologia do futuro que definirá nosso cotidiano.

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Consciente de ter perdido o bonde da primeira revolução da Internet, que viu emergirem gigantes americanos como Google e Facebook, ou chineses como o Tencent, a UE agora quer desempenhar um papel central na definição das regras e da promoção de suas próprias empresas e interesses.

Com este objetivo, a Comissão Europeia apresentou seu "Livro Branco" sobre Inteligência Artificial, dando algumas pistas das ações que virão a seguir.

Depois de uma consulta realizada até 19 de maio com todos os atores interessados - empresas, sindicatos, sociedade civil e governos dos 27 Estados-membros -, o órgão espera introduzir propostas legislativas até o fim deste ano.

Durante a apresentação desta quarta (19), a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, defendeu uma Inteligência Artificial "responsável" e sob controle.

"Queremos que a aplicação dessas novas tecnologias seja digna de confiança dos nossos cidadãos (...) Encorajamos uma abordagem responsável da Inteligência Artificial centrada no homem", disse Von der Leyen em entrevista coletiva.

"A Inteligência Artificial não é boa, nem ruim em si mesma: tudo depende do porquê e de como ela será usada", alegou, por sua vez, a vice-presidente da Comissão, Margrethe Vestager.

- Líder de dados industriais -

Bruxelas insiste, sobretudo, na importância do respeito dos direitos fundamentais dos cidadãos e adverte, claramente, contra distorções nos algoritmos de recrutamento que levam a resultados discriminatórios.

Os sistemas de Inteligência Artificial de alto risco (saúde, por exemplo) devem ser certificados, testados e controlados, como são os de carros, cosméticos e brinquedos, acrescenta a Comissão.

Sobre o reconhecimento facial em massa - que desperta a angústia de um "Big Brother" espiando cada movimento de cada um de seus cidadãos -, Bruxelas quer, primeiramente, ouvir o debate para determinar em quais circunstâncias poderá ser autorizado.

"Minha abordagem não é transformar a Europa mais como a China, ou os Estados Unidos. Meu plano é tornar a Europa mais como ela mesma", frisou a dinamarquesa Vestager.

No campo dos dados, "o combustível da Inteligência Artificial" - é graças a eles que os algoritmos funcionam, aprendem e determinam uma ação -, a UE quer se tornar líder.

"Temos tudo na Europa para ganhar a batalha dos dados" industriais, afirmou o comissário encarregado da Indústria, o francês Thierry Breton.

Depois de perder claramente a batalha dos dados pessoais para EUA e China, a Europa quer ganhar a disputa pelos dados industriais, os quais ligam os objetos entre si, graças à chegada da rede 5G.

Com grandes empresas presentes em todos os setores da economia, a Europa tem uma ampla base de dados desse tipo, um trunfo considerável do qual os americanos não dispõem.

O objetivo de Bruxelas: criar um "mercado único" europeu, onde os dados pessoais e não pessoais, incluindo aqueles que são confidenciais e sensíveis, estarão protegidos e onde as empresas e o setor público terão facilmente acesso a enormes quantidades de dados de alta qualidade para criar e inovar.

"Será um espaço, onde todos os produtos e serviços baseados em dados respeitarão plenamente as regras e os valores da UE", prometeu o Executivo europeu.

A exemplo do "Regulamento Geral sobre a Proteção de Dados (RGPD)", a UE quer instaurar novos padrões que se tornem referência internacional.

Um estudo chamado “Iceberg Digital”, feito com seis países da América Latina, apontou que 70% dos latino-americanos não sabem ou não têm certeza se conseguem diferenciar uma notícia falsa na internet. A pesquisa, feita pela empresa de cibersegurança Kaspersky, contou com respostas de usuários da  Argentina, Chile, Colômbia, México, Peru e do Brasil.

De acordo com os dados coletados em parceria com a empresa de pesquisa CORPA  mostrou que os cidadãos que menos conseguem reconhecer notícias falsas são os peruanos (79%), seguidos pelos colombianos (73%) e chilenos (70%). Argentinos e mexicanos empatam (com 66%) e, por último, ficam os brasileiros (62%).

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Outro dado preocupante é que 16% dos entrevistados sequer conhecem o termo "fake news". Os peruanos se destacam, com 47% dos entrevistados alegando que não sabem o sequer o que as palavras significam. Por outro lado, os brasileiros seguem mais familiarizados com o termo, visto que apenas 2% das pessoas abordadas pelo estudo desconhecem a expressão.

Além de descobrir os dados, a intenção do "Icebergs digital" é mostrar que sites, aplicativos, links ou imagens que, à primeira vista, parecem inofensivos e superficiais, podem esconder perigos grandes ou desconhecidos. Porém, mesmo que 72% dos entrevistados latino-americanos considerem que as fake news viralizam para que alguém receba algo em troca ou para causar dano à alguém apenas 42% dos brasileiros ocasionalmente questiona o que lê na web.

Redes sociais usadas para informação

Um dos motivos que pode ocasionar a disseminação de notícias falsas na internet é o uso de plataformas pouco confiáveis para obter informações noticiosas. O estudo mostrou que, em média, um terço dos latino-americanos usa apenas as redes sociais para se informar diariamente e apenas 17% se informam em sites da mídia tradicional. Destes, os brasileiros ocupam o segundo lugar (33%), perdendo apenas para os mexicanos (35%). Colombianos são os que menos utilizam as redes para procurar notícias (26%).

Quanto mais jovem, mais as redes sociais são usadas para conseguir informações. Entrevistados entre 18 e 24 anos somam 38% das pessoas que usam as redes para saber o que está acontecendo em seu país ou região. Os que menos se informam por meio dessas plataformas são internautas entre 35 e 50 anos. Apesar disso, quem mais compartilha fake news em seus perfis e comentam as notícias alarmantes sem verificar sua veracidade são os usuários entre 25 e 34 anos.

Graças a uma recente vulnerabilidade, a versão para empresas do Whatsapp abre as portas ao acesso a dados. Semanas atrás, criminosos poderiam acessar e controlar conversas privadas, assim como consultar arquivos.

O especialista em segurança Gal Weizman descobriu uma falha no aplicativo de mensagens mais popular no Brasil. Segundo o portal PerimeterX, referência em segurança informática, esta última vulnerabilidade permite aos hackers assumir o controle de uma conta e enviar mensagem, ou acessar os arquivos, de um usuário que possua WhatsApp em seu computador.

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Segundo Weizman, para acessar suas conversas, um pirata poderia enviar um link aparentemente inofensivo que orienta a um site malicioso com o código Javascrpit. Se o usuário cair na armadilha digital, o malfeitor poderá conectar-se à sua conta.

Usuários afetados

Somente as contas conectadas a um iPhone poderiam ser acessadas desta forma, fosse de um computador Windows ou Mac.

Uma vez que a norte-americana Facebook, que detém os direitos do WhatsApp, tomou conhecimento da falha, houve uma correção com uma nova atualização. Contudo, Gal Weizman recomenda que os usurários do aplicativo atualizem tanto seus iPhones, quanto computadores.

Da Sputnik Brasil

Os operários de uma fábrica gigantesca de produção de iPhones no centro da China serão postos em quarentena por pelo menos uma semana, após suas férias, para evitar a propagação do novo coronavírus - anunciou nesta quinta-feira (6) o gigante taiwanês da eletrônica Foxconn, principal fornecedor do grupo americano Apple.

A Foxconn havia informado que uma de suas principais sedes de produção na China, em Zhengzhou (centro), apelidada de "cidade iPhone", retomaria suas atividades em 10 de fevereiro, depois do recesso pelo Ano Novo chinês. As férias de fim de ano acabaram sendo prolongadas pela epidemia.

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Hoje, o grupo anunciou que seus funcionários - qualquer que seja sua região de origem - serão submetidos a uma quarentena de uma a duas semanas, quando voltarem das férias.

A empresa ainda não informou quantos trabalhadores serão afetados pela medida. A Foxconn é o maior contratador privado de mão de obra na China. Conta com cerca de 1 milhão de operários que trabalham em 30 fábricas espalhadas pelo país.

As autoridades chinesas pediram a todas as companhias que permaneçam fechadas até 9 de fevereiro para tentar evitar a propagação do novo coronavírus. Até o momento, chega a 560 o número de mortos em todo país.

A Foxconn é líder mundial na montagem de aparelhos eletrônicos. Muitas empresas dependem dela para fabricar produtos como iPhones, televisores de tela plana, ou laptops.

O grupo taiwanês se esforça para tranquilizar seus clientes e garante que a cadeia de montagem não vai ser paralisada.

Nesse contexto, a Foxconn já revisou para baixo sua previsão de crescimento de vendas para 2020. Dos 3% a 5% previstos, caiu para uma margente entre 1% e 3%, segundo seu presidente, Young Liu, citado pela agência Bloomberg.

O Twitter anunciou nesta terça-feira (4) um plano para conter a disseminação de conteúdo manipulado, incluindo a falsificação de vídeos, prática conhecida como "deepfake", como parte de uma ação de combate à desinformação que pode resultar em incitação à violência ou outros danos.

A política foi anunciada após a plataforma solicitar comentários no ano passado sobre formas de reduzir "mídia sintética e manipulada" que possa causar danos às pessoas durante campanhas eleitorais ou provocar violência ou agressões físicas.

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O Twitter que, juntamente com outras mídias sociais, vem lutando para responder à preocupação gerada pela desinformação, disse que sua nova política consiste em um misto de "rótulos" de alerta para tuítes que incluam imagens ou vídeos manipulados e a própria remoção das postagens.

A ação é adotada em meio à preocupação crescente com vídeos alterados usando inteligência artificial, uma prática conhecida como "deepfake", juntamente com outros tipos de manipulação usadas para enganar usuários de mídias.

A partir de março, a rede social rotulará ou retirará estes conteúdos com um mês de antecedência.

Um argentino adormeceu com o celular em uma das mãos e acordou com o corpo em chamas depois de o aparelho ter explodido.

Aquilo que podia ter sido uma tragédia fatal ocorreu em La Falda, província de Córdova, quando um jovem de 22 anos, chamado Catriel Gómez, regressou de madrugada de uma festa e pôs o celular para carregar na tomada.

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Especialistas salientam com frequência o perigo que representa dormir com o celular por perto, pela exposição a frequências radioelétricas.

Contudo, o que aconteceu com Catriel foi bem pior e inusitado: o celular Motorola E5 Play pegou fogo.

O jovem acordou sobressaltado e com o corpo tomado parcialmente pelas chamas quando a bateria do aparelho explodiu. Como se referiu, o rapaz adormeceu com o celular na mão e ligado à eletricidade.

Gomez despertou ao sentir uma forte queimação no peito: o celular tinha explodido originando o incêndio que se alastrou pelo corpo, das pernas às axilas.

"Quando acordei, estava em chamas. O líquido da bateria estava colado ao meu corpo", contou o jovem ao canal de televisão El Doce.

Com a ajuda da irmã, Catriel conseguiu conter as chamas rapidamente.

"Por isso não se deve dormir com o celular por perto, nunca se sabe o que irá acontecer", escreveu o jovem no Facebook em uma postagem que viralizou.

Explosões de celulares representam um dos maiores receios quer de fabricantes quer de usuários.

Em 2016, explosões contínuas em aparelhos Galaxy Note7 obrigaram a Samsung a retirá-los do mercado e a investigar as causas.

Problemas similares ocorreram com celulares Iphone7 e Samsung S5, tendo este último inclusive causado queimaduras em um bebê na Argentina.

Vale relembrar o sucedido em outubro de 2019, no Cazaquistão, quando uma adolescente perdeu a vida enquanto dormia devido à explosão do seu celular, que estava guardado debaixo da almofada.

Da Sputnik Brasil

O Facebook lançou uma ferramenta que pretende aumentar o controle de privacidade de seus usuários, em todo o mundo. Dentro do aplicativo mobile, uma nova área chamada “Atividade fora do Facebook” foi incluída no menu de Configurações, na seção “Informações da conta”. Ela permite que você revise as informações que compartilha com aplicativos que solicitam o login com sua conta da plataforma criada por Mark Zuckerberg. 

 O recurso mostra quais os dados que outros apps instalados no dispositivo estão compartilhando suas atividades com o Facebook, para que a rede social possa mostrar anúncios relevantes baseado no seu perfil. Agora, é possível apagar todos eles de uma vez, clicando no botão “Apagar histórico”.

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 Porém, como tudo na plataforma, o histórico do rastreio de dados compartilhados por apps terceiros não é completamente deletado. Ele passa a ficar desvinculado da conta, porém é mantido nos servidores da plataforma.

Depois de anunciar o lançamento do U-ajuda, que identifica paradas não previstas e longe da rota principal durante uma viagem, a Uber anunciou a chegada de um novo recurso de segurança para os brasileiros.A novidade, que será lançada nos próximos dias, é o U-Código, uma checagem via PIN ou código de verificação.

 A ferramenta consiste em uma senha, mostrada no app do usuário, que precisa ser fornecida ao motorista. Apenas após digitar a senha na plataforma o condutor poderá iniciar a viagem no aplicativo - confirmando assim que tanto um quanto o outro estão na viagem correta.

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 O recurso pode ser ativado pelos usuários diretamente no app, na opção "Confira Sua Viagem". Feito isso, irá receber uma senha de quatro dígitos no aparelho. A intenção da empresa é evitar pessoas entrando em veículos errados ou motoristas partindo sem seus passageiros, como o caso do condutor que achou que estava levando um passageiro fantasma, no Rio de Janeiro.

 A empresa espera que, no futuro, os números recebidos pelo usuário passem automaticamente para aparelho do motorista,  fazendo com que o passageiro receba apenas uma confirmação no seu celular (como uma vibração).

Acontece no próximo dia 30, o Brazil-UK Tech Summit, seminário internacional que será realizado pela primeira vez no país. O evento contará com a presença de especialistas britânicos para falar sobre os desafios na defesa do espaço cibernético, proteção de dados, democracia digital e inteligência artificial.

 Os especialistas devem debater sobre temas como os impactos dos conflitos digitais no panorama político internacional, desafios da Lei Geral de Proteção de Dados pessoais (LGPD) e tendências de regulamentação para a democracia digital. O encontro será realizado no Google Campus, em São Paulo, o seminário conta com o apoio do Consulado Britânico e é aberto ao público.

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 Entre os assuntos abordados o desafio sobre as propagandas políticas no ambiente digital vai considerar as eleições municipais, que acontecem em outubro deste ano. O diretor de políticas públicas e governança do Twitter, Fernando Gallo, será o palestrante convidado que irá debater a decisão recentemente anunciada pelo Twitter de restringir as propagandas eleitorais em sua plataforma. O diretor irá analisar os desafios caracterizar conteúdos de usuários como mensagem política sob a perspectiva da democracia digital.

O seminário conta com o apoio do Instituto de Tecnologia e Sociedade do Rio (ITS), a Associação Brasileira das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (Brasscom), DarkTrace e ISH Security. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas no site do evento até esta sexta-feira (24).

Serviço:

Brazil-UK Tech Summit

Data: 30/01

Horário: 13h – 18h

Local: Google for StartUps Campus | São Paulo (SP)

Contato Organização: (27) 98824-2641 | (61) 99608-0708

O Tinder anunciou nesta quinta-feira que os usuários dos EUA em breve usarão um “botão do pânico” para alertar as autoridades sobre situações potencialmente perigosas, como parte de uma iniciativa reforçada de segurança do popular aplicativo de namoro.

Um novo recurso apresentado pelo Tinder permite que os usuários optem pelo aplicativo de segurança pessoal Noonlight, que conecta os usuários aos serviços de emergência pessoais.

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Um porta-voz do Tinder afirmou que o recurso será lançado nos próximos dias nos Estados Unidos e conectará os usuários a “despachantes treinados que entram em contato com as autoridades em nome do usuário”.

O novo recurso de segurança “atua como um guarda-costas silencioso em situações em que você está sozinho ou encontrando alguém pela primeira vez”, disse Brittany LeComte, cofundadora da Noonlight.

O Tinder também está adicionando verificação de fotos, para comparar utilizando inteligência artificial uma foto posada tirada em tempo real para as fotos de perfil.

Membros com fotos autenticadas receberão um “crachá” que verifica se as imagens são autênticas. O recurso de fotos está sendo testado “em mercados selecionados” e estará amplamente disponível no final deste ano.

O Tinder, conhecido por dar aos usuários a opção de “deslizar” para a direita ou esquerda para aceitar ou rejeitar um encontro, é o maior dos aplicativos do Match Group, operando em 190 países, alegando facilitar um milhão de encontros por semana.

Para ajudar a aliviar as preocupações com riscos pessoais, o Tinder afirmou que está lançando um centro de segurança dentro do aplicativo para manter os usuários informados de seus recursos.

Esse recurso está sendo lançado nos Estados Unidos, Grã-Bretanha, França e Alemanha e será “localizado” para mercados adicionais ao longo do ano.

O Tinder e seus semelhantes aplicativos de namoro online, incluindo PlentyOfFish, OkCupid e Hinge, que compõe o Match Group, serão desmembrados como uma empresa independente este ano, de acordo com a empresa-mãe IAC.

A Uber anunciou o lançamento de um novo recurso de segurança para seus usuários e parceiros, que deve começar a funcionar nas próximas semanas. A ferramenta, denominada U-Ajuda, poderá identificar possíveis situações de risco, como uma parada longa e não prevista durante a viagem. Eventos desse tipo vão acionar o recurso que possibilitará uma camada de segurança exclusiva no aplicativo da Uber

 Em caso de longas paradas o próprio sistema pode iniciar automaticamente uma checagem, enviando uma mensagem para o motorista e para o passageiro direcionando-os às ferramentas de segurança do aplicativo. Entre as opções estão ligar para a polícia, compartilhar a viagem ou até mesmo abrir um contato com a central de atendimento da Uber para casos não urgentes.

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 A nova ferramenta faz parte de uma série de novos recursos e iniciativas voltadas à segurança anunciadas durante o evento global da empresa, realizado em São Paulo, em novembro. Ela utiliza dados do GPS e de outros sensores no smartphone para funcionar e começou a ser testada na última terça-feira (21). 

 Outros recursos anunciados pela empresa que devem reforçar a segurança de usuários e condutores são:

 U-Áudio - gravação de áudio de uma viagem por meio de um botão na Central de Segurança do app, antes ou durante a rota, apenas para algumas regiões. Concluída a viagem, é possível informar algum problema encaminhando o arquivo de áudio para a Uber. O conteúdo, criptografado, fica armazenado no telefone de quem efetuar a gravação, mas a companhia garante que apenas ela tem acesso, caso o arquivo seja compartilhado com a empresa. O arquivo enviado ao suporte em caso de necessidade pode ser utilizado em investigações ou compartilhado com as autoridades, nos termos da lei.

 Verificação de documentos - em testes no Chile tem o objetivo de prevenir que pessoas mal intencionadas usem o aplicativo. Passageiros que não adicionarem meios de pagamento digitais no cadastro ou antes de realizar uma viagem serão solicitados a submeter um documento de identificação, que terá dados e autenticidade verificados. O recurso chega ao Brasil ainda esse ano.

 U-Selfie - recurso para verificação de identidade do motorista em tempo real que passa a solicitar que alguns movimentos sejam realizados - como piscar, sorrir, virar o rosto. É uma ferramenta voltada à prevenção de fraudes e à proteção da integridade da conta dos motoristas parceiros.

 U-Código - recomenda ao usuário conferir as informações para ter certeza de que está entrando no carro certo, podendo receber uma senha de quatro dígitos, que deve ser dita ao motorista para que ele consiga iniciar a viagem no aplicativo. 

 Relato de problemas durante a viagem - Permite ao usuário denunciar um problema ainda durante o trajeto da viagem, tal como direção imprudente. Depois da viagem encerrada, ele receberá contato do time de suporte para mais informações e encaminhamento da reclamação. Caso o usuário e o motorista parceiro se avaliem com uma estrela, eles não farão mais viagens juntos na plataforma da Uber.

A partir desta quarta-feira (22), os usuários de todo país podem consultar as linhas pré-pagas e verificar a possibilidade de cadastros indevidos. A consulta feita por meio do CPF que já estava valendo para os consumidores das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, também será estendida aos clientes de telefonia móvel das regiões Sul e Sudeste.

As empresas de telecomunicação brasileiras disponibilizaram, em parceria com a Anatel, um site para que o usuário possa consultar. O consumidor da linha pré-paga que quiser fazer consulta para verificar a ocorrência de fraudes com linhas associadas indevidamente ao seu CPF deve acessar o portal.

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A consulta vale para os celulares das prestadoras: Algar, Claro, Oi, Sercomtel, TIM e Vivo. De acordo com a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), a medida vai possibilitar ao consumidor verificar a linha pré-paga em seu nome. Caso contrário o usuário pede o cancelamento.

"Hoje no Brasil há cerca de 135 milhões de celulares pré-pagos e, destes, três acessos a cada 1.000 apresentam inconsistências cadastrais", informou a agência.

Segundo a Anatel,  a iniciativa do portal visa "garantir uma base cadastral do serviço correta e atualizada, a fim de evitar a ocorrência de fraudes de subscrição (linhas associadas indevidamente a CPFs) e, dessa forma, proporcionar mais segurança aos consumidores."

O pedido de cancelamento feito pelo consumidor deverá ser atendido em até 24 horas, caso a solicitação seja executada por meio de atendente, e até 48 horas se solicitada automaticamente (no call center ou portal da prestadora, sem a intervenção humana).

A Anatel destaca que o serviço não traz informações para quem possui linhas de celular pós-pagas. A página também disponibiliza orientações para quem identificar a existência de linhas cadastradas indevidamente em seu nome. Neste caso, o cliente deverá entrar em contato com a operadora para correção das informações.

Novo golpe contra usuários do WhatsApp permite que golpistas tenham acesso a contas alheias e lhe bloqueiem para seus usuários.

A nova façanha de golpistas consiste em obter um código de verificação que dá acesso à conta do WhatsApp da vítima.

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Tal código pode ser requerido enquanto um usuário tenta ter acesso à sua conta. Sendo assim, se passando pelo dono da conta, o golpista envia uma solicitação para obter o código, o qual é enviado para seu smartphone.

Conforme publicou o portal Infobae, citando a empresa de softwares Kaspersky Lab, para obterem tal código da vítima, os golpistas simulam que a mesma ganhou ingressos gratuitos para uma festa VIP e que a mesma receberia um código de segurança necessário para validar o convite.

Uma vez recebendo tal código do WhatsApp por mensagem SMS ou chamada, a vítima informa o código para os golpistas sem desconfiar de nada.

Logo em seguida, usando o código informado, os criminosos entram na conta do WhatsApp do usuário, tendo acesso a todas as suas conversas, ao passo que bloqueiam o acesso ao usuário original.

Desta forma os golpistas podem obter informações pessoais da vítima, assim como aplicar o mesmo golpe com os contatos do vitimado.

Medidas de precaução

Para evitar tal golpe, basta que o usuário ative a verificação a partir de seu próprio smartphone na opção Conta, dentro das Configurações do WhatsApp.

Também não se deve fornecer qualquer código a terceiros que forem pedidos.

Além disso, o WhatsApp não exige de seus usuários qualquer informação por via de mensagens SMS, chamadas, pelo próprio aplicativo ou outros serviços de mensagens instantâneas.

É aconselhável verificar em quais plataformas sua conta no aplicativo permanece aberta em sessões da função WhatsApp Web, assim como evitar o uso da mesma em dispositivos compartilhados.

Da Sputnik Brasil

É o ano de 2035. Um imigrante quer se estabelecer na França, mas a análise de todas as suas ações e comportamentos graças ao grande volume de dados sugere às autoridades que ele não se integrará adequadamente. Sua solicitação é rejeitada. Ficção cientifica? Não para a OCDE.

Nos próximos anos, é provável que as mudanças climáticas, distúrbios geopolíticos e o envelhecimento da população continuarão acelerando os fluxos migratórios.

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Mas outros fatores, como as novas tecnologias, podem "mudar o jogo", antecipa a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) em um documento apresentado nesta sexta-feira em Paris em um fórum sobre migrações.

Essas projeções para "por volta do ano 2035" não são inteiramente o resultado da imaginação.

Os cenários apresentados são "plausíveis e perturbadores o suficiente para merecer a atenção e a preparação dos formuladores de políticas", segundo o relatório.

Por exemplo, com base nos dados pessoais disponíveis e usando "avanços tecnológicos", poderia-se "selecionar imigrantes com base em estimativas precisas e detalhadas de seu potencial de integração".

O Reino Unido já utiliza, por razões de segurança, big data para o processo de visto, e os Estados Unidos podem pedir aos migrantes acesso às suas redes sociais, ressalta o relatório.

Sua generalização pode levantar a problemas éticos, mas também "levar a melhores processos de integração e maior aceitação pública da migração", estima a OCDE.

- "Impactos gigantescos" -

"Pensamos em cenários que poderiam ocorrer (...) e ter impactos gigantescos", resumiu à AFP Jean-Christophe Dumont, chefe de migração internacional da OCDE.

"Vamos imaginar que podemos prever um comportamento com base em dados pessoais. Que selecionamos com base na probabilidade de alguém ficar doente, cometer um crime, integrar-se com mais ou menos facilidade, aprender um idioma (...) Não estamos longe disso", afirmou.

Outra hipótese levantada pela OCDE é que não se pode mais viver na clandestinidade, pois os governos podem geolocalizar os clandestinos e saber onde estão em tempo real.

"Não estamos longe disso na China com o reconhecimento facial, com o controle das redes sociais. Mas estamos confortáveis com esse tipo de futuro?", questiona Jean-Christophe Dumont.

Para Nina Gregori, diretora do Escritório Europeu de Apoio ao Asilo (EASO), "ser capaz de antecipar os movimentos das pessoas é uma coisa boa".

"Identificar todas as pessoas que estão em nosso território" poderia ter um "impacto positivo" para estrangeiros em situação irregular, estima, pois "existem setores inteiros da economia, como a agricultura, que são semi-dependentes da mão de trabalho de imigrantes em situação irregular".

- Contrapoderes -

Para o diretor da associação Fórum de Refugiados, Jean-François Ploquin, "quanto mais nos aproximamos dos sistemas de controle, mais são necessários contrapoderes".

"Tudo isso levanta, por exemplo, a questão do enorme problema da confiabilidade dos dados. O fato de um jovem africano declarar sua idade na Itália para entrar na Europa não significa que ele não seja menor", diz.

A OCDE recomenda que os governos não baseiem suas políticas "exclusivamente" em algoritmos e inteligência artificial.

A organização também vê outros possíveis fatores para a migração em massa, como uma transição bem-sucedida para uma ecologia livre de carbono que levaria a uma queda nos preços do petróleo.

Os países exportadores de ouro preto, particularmente no Oriente Médio, que atualmente dependem fortemente de mão-de-obra migrante, veriam não apenas o retorno desses migrantes aos seus países de origem, mas também um êxodo potencial de suas populações, alerta a OCDE.

A combinação de vários fatores pode gerar "uma tempestade perfeita de desequilíbrios migratórios internacionais", conclui.

O Google anunciou, na última quinta-feira (16), que está simplificando a proteção avançada de aparelhos que têm acesso a uma conta vinculada à empresa. Quem possui uma conta do Google poderá ativar o serviço mesmo que seu telefone principal seja um iPhone.

O Programa Proteção Avançada criado pela gigante da internet bloqueia o acesso fraudulento à conta do Google utilizando a verificação em duas etapas. Ele se propõe a fornecer uma melhor defesa contra phishing - já que cria uma chave de segurança, além de proteger os dados pessoais do usuário, limitando o acesso de diversos aplicativos a eles.

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Alguns aplicativos como WhatsApp e Telegram já possuem a verificação em duas etapas como forma de evitar que terceiros tenham acesso às informações compartilhadas dentro das plataformas. Usuários de iPhone que quiserem fazer o download do recurso devem fazer login no aplicativo Google Smart Lock para ativar uma chave de segurança no smartphone e, em seguida, visitar o site da proteção avançada. Proprietários de aparelhos Android podem ativar a chave de segurança clicando neste link.

A Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), ligada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública deu prazo de dez dias úteis ao Google para firmar um termo de ajuste de conduta (TAC) num caso de suposta violação de privacidade dos usuários do Gmail, que teriam suas caixas de e-mail monitoradas para que recebessem anúncios personalizados.

Se condenado, o Google pode pagar uma multa de R$ 9,7 milhões. O prazo começou a correr a partir da quinta-feira.

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Em nota, o Google diz: "Não comentamos casos específicos em andamento. O Google reforça que não usa a informação disponível no Gmail para a personalização de anúncios desde 2017 e estamos seguros de que nossos produtos estão de acordo com a legislação brasileira".

O processo da Senacon tem origem numa ação civil pública de 2015 aberta no Piauí, que questionava a então prática da empresa de escanear e-mails sem consentimento.

A ONU aprovou nesta sexta-feira uma proposta apresentada pela Rússia que busca criar uma nova convenção sobre crimes cibernéticos, causando alarme entre grupos defensores das liberdades e as potências ocidentais.

A Assembleia Geral aprovou uma resolução patrocinada pela Rússia e apoiada pela China que prevê a criação de um comitê de especialistas em 2020 para elaborar uma "convenção internacional exaustiva para combater o uso das tecnologias de comunicação e informação com propósitos criminosos".

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Os Estados Unidos, as potências europeias e grupos defensores das liberdades temem que isto sirva para legitimar os ataques contra a livre expressão, pois os governos de numerosos países qualificam de "criminosas" as críticas de opositores.

Um grande número de países tenta restringir ou impedir o acesso à Internet.

A China, por exemplo, restringe as buscas para evitar o acesso a temas que ameacem a liderança comunista ou sites de notícias que façam uma cobertura crítica.

A Índia, por sua parte, cortou em agosto a Internet na Caxemira, após retirar a autonomia desta região de maioria muçulmana.

O Irã bloqueou o acesso à Internet em novembro, enquanto reprimia os protestos deflagrados por um aumento dos combustíveis.

A ONG Human Rights Watch (HRW) qualificou a lista de patrocinadores da resolução como "uma galeria de alguns dos governos mais repressivos da terra".

"Se o plano é desenvolver uma convenção que conceda aos países legalidade para cortes e censura na Internet enquanto potencialmente se criminaliza a liberdade de expressão esta é uma boa ideia", ironizou Louis Charbonneau, da HRW.

Os sistemas de reconhecimento facial podem produzir resultados extremamente imprecisos, especialmente para não-brancos, de acordo com um estudo do governo dos Estados Unidos publicado nesta quinta-feira (19) que provavelmente suscita novas dúvidas sobre a implantação da tecnologia de inteligência artificial.

O estudo de dezenas de algoritmos de reconhecimento facial mostrou taxas de "falso positivo" para asiáticos e afro-americanos até 100 vezes mais altos do que para brancos.

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Pesquisadores do Instituto Nacional de Padrões e Tecnologia (NIST), um centro de pesquisa do governo, também descobriram que dois algoritmos atribuíam o sexo errado às mulheres negras quase 35% das vezes.

O estudo foi realizado em meio à aplicação generalizada do reconhecimento facial em aeroportos, segurança nas fronteiras, bancos, lojas comerciais, escolas e tecnologia pessoal, assim como para desbloquear smartphones.

Alguns ativistas e pesquisadores afirmam que o potencial de erros é muito grande, que isso pode resultar na prisão de pessoas inocentes e que a tecnologia pode ser usada para criar bancos de dados que podem ser invadidos ou usados incorretamente.

O estudo do NIST encontrou tanto "falsos positivos", nos quais um indivíduo é identificado erroneamente, como "falsos negativos", nos quais os algoritmos não conseguem definir com precisão a identidade de uma pessoa a partir de uma base de dados.

"Um falso negativo poderia ser simplesmente um inconveniente. A pessoa não pode acessar seu telefone, por exemplo, mas o problema geralmente pode ser contornado com uma segunda tentativa", disse o pesquisador Patrick Grother.

"Mas um falso positivo justifica uma maior análise", destacou.

O estudo constatou que os sistemas de reconhecimento facial desenvolvidos nos Estados Unidos apresentam taxas de erro mais altas para asiáticos, negros e nativos americanos.

O grupo demográfico de indígenas americanos apresentou as maiores taxas de falsos positivos.

No entanto, alguns algoritmos desenvolvidos em países asiáticos produziram taxas de precisão semelhantes para a coincidência entre rostos asiáticos e caucasianos, que segundo os pesquisadores sugere que essas disparidades podem ser corrigidas.

Jay Stanley, da União das Liberdades Civis dos Estados Unidos, disse que o novo estudo mostra que a tecnologia não está pronta para ampla implantação.

"Inclusive os cientistas do governo agora estão confirmando que esta tecnologia de vigilância é defeituosa e parcial", destacou Stanley num comunicado.

"Uma coincidência falsa pode levar uma pessoa a perder seu voo, seja submetida a longos interrogatórios, colocada em listas de vigilância, seja detida por motivos errados ou algo pior".

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