PE confirma sorotipo de dengue não registrado há 15 anos

Laboratório Central de Saúde Pública de Pernambuco (LACEN) confirmou quatro amostras positivas para o sorotipo 3 da dengue, que não é registrada há mais de 15 anos no Estado

qua, 29/11/2023 - 10:24
Pixabay Aedes aegypti, o mosquito transmissor da dengue Pixabay

A Diretoria Geral de Vigilância Ambiental e Saúde do Trabalhador da Secretaria de Saúde de Pernambuco (SES-PE) destaca a necessidade dos cuidados com a dengue. Este ano já foram confirmados no estado 2.979 casos da doença causada pelo mosquito Aedes aegypti, que pode ter o número reduzido por meio de medidas simples de prevenção, principalmente evitando o acúmulo de água parada, local de proliferação do mosquito.

Nesta terça-feira (28), o Laboratório Central de Saúde Pública de Pernambuco (LACEN) confirmou quatro amostras positivas para o sorotipo 3 da dengue, que não é registrada há mais de 15 anos no Estado. Todas as quatro amostras confirmadas são da cidade do Paulista, em pessoas que residem no mesmo endereço.

De acordo com a vigilância em saúde, a circulação dos sorotipos em território nacional já vinha sendo percebida nos últimos meses, fazendo com que a chegada em Pernambuco fosse esperada. Este foi um dos motivos para a antecipação do lançamento do Plano de Contingência das Arboviroses do Estado de Pernambuco para o ano de 2024, realizado no último dia 21 deste mês.

“É importante salientar que, diferente do Chikungunya e do Zika, que só possuem um sorotipo e infectam as pessoas apenas uma vez, a dengue possui quatro sorotipos diferentes. Um cuidado a mais nesse tipo de circulação é que pessoas que pegaram outros sorotipos, em outras circunstâncias, acabam por ficar mais vulneráveis a desenvolver a dengue em sua forma mais grave”, explica o diretor  geral de Vigilância Ambiental e Saúde do Trabalhador da SES-PE, Eduardo Bezerra.

PREVENÇÃO - Além disso, a Secretaria reforça a necessidade de medidas no sentido de amenizar a transmissão do vírus. Por isso, a população deve eliminar os focos do Aedes aegypti. Entre as ações a serem adotadas e que precisam ser constantemente revisitadas estão: não juntar entulhos que possam promover o acúmulo de água, limpeza de vasos, calhas e demais locais usados para o armazenamento de água, como caixas d’água, baldes, garrafas e vasos de plantas, além do uso de repelentes.

SINTOMAS - Em caso de sintomas como febre e manchas na pele, além de dor nos olhos, conjuntivite, dor no corpo e nas articulações, dores de cabeça ou outra manifestação, é vital a busca por atendimento médico. O diagnóstico precoce é fundamental para evitar o agravamento da doença ou um possível óbito.

COMENTÁRIOS dos leitores