Professores sugerem currículo mais enxuto

Além da redução na quantidade de conteúdos, eles sugerem tornar os objetivos de aprendizagem mais claros para quem vive a rotina de sala de aula

qui, 15/09/2016 - 09:10

Professores da rede pública querem um currículo nacional menos abrangente e mais aprofundado do que o proposto pelo Ministério da Educação (MEC). Além da redução na quantidade de conteúdos, eles sugerem tornar os objetivos de aprendizagem mais claros para quem vive a rotina de sala de aula.

Essas são algumas das sugestões do relatório entregue na quarta-feira, 14, ao ministro Mendonça Filho por Undime e Consed, entidades que representam secretários estaduais e municipais de educação. Esse documento é fruto de consultas públicas com cerca de 9,2 mil pessoas - na maioria professores da rede pública - em todo o País.

Os comentários foram feitos sobre a versão mais recente da Base Nacional Comum, que prevê o que o aluno deve aprender em cada etapa do ensino básico. Debatido desde 2015, o currículo único é previsto pelo Plano Nacional de Educação (PNE). "De modo geral, é preciso que o texto seja mais conciso e com linguagem mais direta", explica Eduardo Deschamps, presidente do Consed. Para os professores, faltam esquemas que relacionem os objetivos de aprendizagem e um glossário de termos, que explique os conceitos.

Objetivos mais audaciosos e focados também são uma demanda. "A avaliação dos professores ouvidos é de que é importante permitir uma aprendizagem mais profunda nos temas considerados essenciais", afirma Alice Ribeiro, do Movimento pela Base Nacional Comum.

Prazos

O texto ainda deverá ser ajustado pelo MEC e enviado ao Conselho Nacional de Educação, onde haverá novo debate. As entidades também pedem a definição de prazos.

A previsão inicial era de concluir o processo em julho. A expectativa agora é de que a pasta conclua as revisões até novembro. O capítulo sobre ensino médio ficará para depois porque o Congresso ainda discute um projeto de lei sobre a reforma dessa etapa de ensino. Procurado, o ministério informou que ainda não havia analisado o relatório apresentado por Undime e Consed. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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