Câmara: Comissão aprova convite para ouvir Gabriela Hardt

A juíza e o pai dela, o engenheiro Jorge Hardt Filho foi funcionário da Petrobras. O requerimento cita suspeitas de vazamento e uso privilegiado de informações protegidas da Petrobras

qui, 25/05/2023 - 17:12
Divulgação A juíza Gabriela Hardt Divulgação

A Comissão de Fiscalização e Controle da Câmara dos Deputados aprovou um convite para ouvir a juíza Gabriela Hardt e o pai dela, o engenheiro Jorge Hardt Filho. A data ainda não foi definida.

O requerimento foi apresentado pelo deputado Tadeu Veneri (PT) e aprovado com os votos de Jorge Solla (PT-BA) e Alberto Mourão (MDB-SP). Por ser um convite, eles não são obrigados a comparecer.

O documento cita suspeitas de vazamento e uso privilegiado de informações protegidas da Petrobras. O pai da juíza foi funcionário da estatal até a década de 1990 e, depois de se aposentar, passou a prestar consultoria em empresas privadas.

O pedido de explicações é sobre a tecnologia Petrosix, criada para transformar xisto em óleo e gás. O deputado petista fala em possível prejuízo aos cofres públicos, enriquecimento ilícito e atentado contra os princípios da administração pública.

O jornalista Leandro Demori divulgou o relatório de uma investigação interna da Petrobras, de 2012, que cita o engenheiro e outros ex-funcionários. O documento concluiu, no entanto, que não havia 'motivo suficiente' para processos cíveis ou criminais sobre o caso.

Uma das empresas que contratou Jorge Hardt Filho é a Engevix, construtora atingida na Operação Lava Jato. A juíza voltou a conduzir, temporariamente, os processos remanescentes da investigação em curso na 13.ª Vara Federal Criminal de Curitiba com o afastamento do juiz Eduardo Appio. Ela já havia substituído o hoje senador Sérgio Moro quando ele deixou a magistratura, em 2018.

COM A PALAVRA, A JUÍZA GABRIELA HARDT

A reportagem entrou em contato com a juíza e ainda aguardava resposta até a publicação deste texto. O espaço está aberto para manifestação.

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