#149 Evolução das bolas nas Copas do Mundo

por Clauber Santana | ter, 14/01/2014 - 15:31
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Foto: Divulgação/Adidas

 A modernidade, a evolução do marketing, o desejo pela venda e pelo lucro fizeram com que um simples objeto esférico, feito apenas para ser chutado, ganhasse nome e vida. Hoje, conhecemos a Brazuca, a bola da Copa do Mundo do Brasil, mas a primeira a receber alcunha foi a Telstar, em 1970, no México. Antes dela, as pelotas eram de couro, marrom e o avanço era lento comparado aos tempos atuais.

Entre 1930 e 1966, as bolas tiveram 12 ou 18 gomos, costura aparente e firme, e até cadarço. Não havia a leveza das produzidas atualmente. Pelo contrário, eram pesadas e não pegavam efeito. Na Copa da Itália, Orsi, da seleção mandante, marcou um gol com efeito. No dia seguinte, o jogador tentou por diversas vezes repetir o feito e não conseguiu. Talvez porque a bola tenha ficado torta ao fim daquele jogo.

Aquela esfera de couro começou a ganhar identidade com a chegada da Adidas à Copa do Mundo, no México, em 70. A marca alemã transformou a bola em um negócio lucrativo, e viu o torcedor criar um sentimentalismo pelo objeto. É viva na memória dos apaixonados por futebol, Pelé rolando a bola na entrada da área para o torpedo de Carlos Alberto. O capitão do tri arrematou com força a bola, que tinha 12 gomos pentagonais pretos e 20 hexagonais brancos. O modelo foi repetido quatro anos depois na Alemanha Ocidental com a Telstar Durlast.

Bolas dos Mundiais de (a partir da esq.) 1930, 1938 e 1966. Fotos: Uniformesclub (1), MDBR (2) E Ben Sutherland (3)/Wikimedia Commons


O tango, gênero musical argentino, cedeu seu nome às bolas das Copas de 1978 e 82 – na Argentina e na Espanha. Foram as últimas a serem confeccionadas em couro e eram bem semelhantes com doze círculos iguais. A diferença é que a última era mais moderna, com material sintético com costuras especiais para não ficar tão pesada nos jogos com chuva.

Entre 86 e 98 houve pouca evolução no design. Azteca, Etrusco Unico, Questra e Tricolore distinguiam-se apenas em detalhes e cores. O grande avanço ficou guardado para 2002, na Coreia do Sul e no Japão. Na Ásia veio uma bola moderna, mais leve – criticada pelos atletas, mas elogiada pelos torcedores -, e inspirada na cultura do continente. A bola foi concebida após um trabalho de três anos da Adidas e ganhou as lojas do mundo todo.

A Alemanha, sede da empresa fabricante das pelotas, teve a Teamgeist como a estrela principal em 2006. Demorou o mesmo tempo que a última para ser criada e foi configurada com 14 gomos. Já na África do Sul a Jabulani tinha 11 cores, no entanto, ela ganhou destaque pelas críticas dos goleiros por ser ainda mais leve e com menos gomos, pronta para chutes com efeito.

Neste ano, no Brasil, a dona do jogo se chamará Brazuca. Não chegou a ser criticada, mas já é histórica. É a primeira bola a ter apenas seis gomos e é o formato mais uniforme já alcançado pela Adidas. Em seu design, seis painéis inspirados nas fitas da sorte do Senhor do Bonfim que simbolizam a paixão e alegria do futebol brasileiro. E que assim seja ao final da Copa do Mundo de 2014, com o Brasil alegre devido a conquista do hexa.

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