Tópicos | Quanta Ladeira

Produtores culturais tiveram um encontro na noite desta quinta-feira (13) durante o Creative Spot, evento que foi realizado no Portomídia, no Bairro do Recife, e que contou com a presença de cerca e 40 pessoas, entre empresários, novos empreendedores e público em geral. Com o tema Diversão é Negócios, o encontro foi um momento para se discutir sobre negócios na Economia Criativa, com apresentações de cases de sucesso.

Participaram do evento Guilherme Calheiros, organizador do Bloco Eu Acho é Pouco e diretor de Inovação e Competitividade Empresarial do Porto Digital, Lula Queiroga, um dos idealizadores do Quanta Ladeira, Allana Marques e Lucas Logiovine, do Golarrolê, e os sócios Leonardo Salazar e Juliano Ribeiro, da startup Meucachê.com.

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Segundo Leonardo Salazar, O Meucachê.com é uma ferramenta profissional para artistas, produtores, empresários e gestores que fazem parte da cadeia produtiva da cultura. “Estamos em contato com a Prefeitura do Recife, que poderá vir a usar nosso produto para agilizar a questão dos pagamentos e contratação de artistas”, exemplifica. “A ideia é realmente facilitar a vida dos artistas em relação ao processo de gestão do negócio”. 

Já Allana Marques e Lucas Logiovine apresentaram ao público o case da Golarrolê, que segundo Allana não é uma produtora de eventos, e sim um selo de festas. “Tudo começou há sete ou oito anos como uma brincadeira e com um tempo foi virando um modelo de negócios, de fato. Hoje em dia contamos com uma equipe bem estruturada, com contador e assessoria de imprensa, e até agora não tivemos nenhum prejuízo”, comemora. 

Guilherme Calheiros comentou sobre como foi lidar com o bloco carnavalesco quando ele entrou em crise financeira. “O Acho é Pouco nasceu em 77 e em 2001 ele começou a dar prejuízo. A partir daí eu e meus irmãos mobilizamos os amigos para produzir eventos e pagar as contas. Passamos a fazer quatro festas por ano até que pagamos as contas e elas começaram a ter um volume grande. Hoje realizamos eventos limitados, mas que sustentam o bloco. E não contamos com apoio da Prefeitura de Olinda”.

Lula Queiroga aproveitou a ocasião para falar um pouco sobre o Quanta Ladeira, evento carnavalesco que já faz parte do calendário festivo do Recife. O que a gente queria era beber, fuleirar e cantar besteira com conteúdo. Foi quando surgiu o Quanta Ladeira, que sai no seu primeiro ano em Olinda, mas hoje ele tem um paradoxo que todo ano a gente se questiona: a gente começou contra a tradição só que já estamos há 16 anos fazendo isso. Então o bloco tem que acabar”, comenta Lula Queiroga aos risos. “Hoje somos um parasita do RecBeat, um Black block sem bomba, e não temos razão de ser”. 

O Creative Spot fez parte da programação do Recife Summer School 2014, que segue até o dia 27 de fevereiro deste ano.

Nesta quinta-feira (13), às 18h30, será realizado no Portomídia, Bairro do Recife, uma edição do Creative Spot com o tema Diversão e Negócios e a participação de vários produtores culturais. O encontro faz parte da programação do Recife Summer School 2014 (RSS) e a inscrição, que custa R$ 40, deve ser feita através do site do RSS.

Segundo um dos participantes do evento, Guilherme Calheiros, organizador do Bloco Eu Acho é Pouco e diretor de Inovação e Competitividade Empresarial do Porto Digital, esta edição do Creative Spot será uma conversa entre Lula Queiroga, um dos idealizadores do Quanta Ladeira, Allana Marques e Lucas Logiovine, do Golarrolê, e os sócios Leonardo Salazar e Juliano Ribeiro, da startup Meucachê.com.

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“É um encontro que já roda o Porto Digital e conta principalmente com a participação de startups, que de uma maneira informal debatem assuntos relacionados ao empreendedorismo e formação de novas empresas. Desta vez o foco é maior na Economia Criativa, mas normalmente o Creative Spot aborda assuntos relacionados ao empreendedorismo de uma forma geral”, revela Guilherme Calheiros, 

Produtor cultural há anos, consultor de negócios e autor do livro Música Ltda: o negócio da música para empreendedores, Leonardo Salazar aproveitará a ocasião para falar um pouco sobre a sua experiência profissional. “Trabalhei durante muito tempo com bandas como a Eddie, Devotos e Fim de Feira. Atualmente sou sócio, ao lado de Juliano Ribeiro e Gabriel Tuliere, do Meucachê.com, um projeto incubado no Portomídia voltado para a gestão de uma carreira artística. A ideia é conversar durante o Creative Spot sobre talento e gestão, duas coisas que não podem faltar num empreendedor”, comenta Leonardo.

Serviço

Creative Spot

Quinta (13) | 18h30

Portomídia (Rua do Apolo, 181 - Bairro do Recife)

R$ 40

(81) 3419 8081

O Polo Mangue, localizado ao lado do Paço Alfândega, foi cenário de uma das atrações mais aguardadas pelo foliões pernambucanos: o bloco Quanta Ladeira. Fundado há 15 anos por Lula Queiroga, Lenine, Silvério Pessoa, Zé da Flauta, Aluísio Maluf e Márcio Almeida, o Quanta Ladeira propôs, ao final da tarde deste domingo, muita diversão e irreverência ao público.

A multidão que assisitiu ao espetáculo para lá de engraçado não conteve o riso durante toda a apresentação, inclusive os deputados federais João Paulo e Raul Henry que, misturados a plateia, cantavam as "músicas-paródias" animadamente.

Outra pessoa que se rendeu à irreverência dos cantores e das letras foi a cantora baiana Pitty, que acompanhava o show da área da imprensa e foi surpreendida com um convite para subir ao palco e fazer parte da excentricidade musical que Chico César, Luiza Possi, Silvério Pessoa e artistas locais realizavam.

No palco, os cantores não perderam a oportunidade de fazer um tributo jocoso à cantora Amy Whinehouse, morta em julho do ano passado. "Amy, você não morreu na minha opinião, você se f* feito a Janes Joplin", dizia a letra. E, claro, mais recentemente, a morte da diva pop Whitney Houston não poderia escapar das piadas cantadas, sendo lembrada também junto ao Rei das Calcinhas, o cantor Wando, no que Silvério e companhia ousaram fazer uma referência de "WWW" (devido às iniciais dos nomes e sobrenomes dos artistas já falecidos).

Um dos homenageados do carnaval, o cantor e compositor olindense Alceu Valença, também não poderia ficar de fora da festa e a música “La Belle de Jour" foi parodiada fazendo uma alusão ao Parque Dona Lindu, em Boa Viagem (que leva o nome da mãe do ex-presidente Lula). “O arquiteto Oscar Niemeyer fez um projeto feioso só para comer o c* da Dona Lindu”, dizia a letra.

Foram mais de 20 composições inéditas e o público interagiu em todas elas, cantando, dançando e vibrando. Um dos momentos mais altos do show foi quando a música “Quando a maré encher”, gravada na voz de Chico Science e Nação Zumbi foi tocada, só que com alterações na letra, obviamente. “Eu chego em casa e dou um pau se a mulher encher”!

Ao final do show, a música Quanta Ladeira, em analogia à famosa música cubana Guantanamera foi, enfim, tocada. A festa dos Quanta, como um todo, já tem programação fixa e caiu no agrado dos artistas que brincam a festa de Momo. Um deles foi o cantor paraibano Chico César, que não perde nenhuma das atrações do carnaval do Recife. “Eu adorei. Venho todo ano ao carnaval daqui, porque a gente pode não saber o que vai acontecer, mas sabe que vai ser divertido”, disse.

A cantora Luiza Possi foi quem gostou do evento. “Maravilhoso, muito bom mesmo o carnaval do Recife, porque une confraternização de todas as partes e ninguém se leva realmente a sério”, brincou.

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