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Uma das baterias da fase classificatória da prova dos 100 metros dos Jogos Mundiais Universitários, em Chengdu, na China, viralizou nas redes sociais. A representante da Somália, Nasra Abukar, ficou em último lugar e surpreendeu pela distância para as demais atletas, que resultou no pior tempo da história da prova.

Nasra, de 20 anos, terminou a corrida em 21s81, praticamente o dobro do tempo da vencedora, a brasileira Gabriela Silva Mourão, que anotou 11s58. Diante da marca, uma série de suspeitas foram levantadas pelos organizadores. A Somália promete investigar o caso.

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Uma das linhas da apuração se dará sobre a forma como Nasra foi convocada pelo país para participar dos Jogos Universitários. Ela é sobrinha da presidente da Federação Somali de Atletismo, Khadija Aden Dahir.

Nas redes sociais, a mandatária somali havia parabenizado a sobrinha pela convocação dias antes da viagem para a China. Não foi informada pela equipe se a atleta estava com algum problema físico ou mesmo machucada para a realização da prova.

Em resposta às acusações de corrupção e nepotismo, o ministro dos Esportes da Somália anunciou a suspensão da dirigente do comando do atletismo do país africano. Já o comitê olímpico do país fala em suspensão temporária. As investigações devem prosseguir para apontar as razões para a escolha de Nasra e de seu desempenho.

Saiu a primeira medalha do Brasil nos Jogos Mundiais Universitários, em Chengdu (China). No terceiro dia de competições do judô, Agatha Silva levou a medalha de bronze na categoria +78kg. O primeiro desafio da brasileira foi a japonesa Mao Arai e Agatha levou a melhor devido às punições da adversária. A busca pelo ouro parou na luta seguinte. A brasileira foi derrotada pela chinesa Chundi Jia, que acabou ficando em primeiro. Na repescagem, Agatha passou por Ling-Fang, de Taipei (Tawian), por ippon, e garantiu o bronze diante da cazaque Akerke Ramazanova.

“É uma felicidade inexplicável. Atleta abdica de muita coisa na vida. Ficar longe dos pais, morar sozinha, tem toda uma guerra por trás.Eu fico feliz, que sirva de incentivo para os demais brasileiros que ainda vão competir”.

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Nesta terça-feira (1º de agosto), o Brasil volta ao tatame para a disputa por equipes no masculino e no feminino.

A segunda-feira (31) também foi o primeiro dia do taekwondo em Chengdu. O Brasil competiu com quatro atletas: Julia Nazario, Matheus Gilliard, Vitória Lima e João Diniz venceram suas primeiras lutas no Ginásio da Universidade de Sichuan, mas foram superados nas quartas de final. Lembrando que, nos Jogos Mundiais Universitários, não há repescagem para o Taekwondo, portanto, não havia mais chance de disputa de medalhas para os brasileiros.

Mesmo deixando o ginásio sem chegar ao pódio no primeiro dia, os atletas travaram lutas equilibradas. Algumas decisões dos árbitros foram questionadas, como explica o técnico Edilson Dias de Paula.

“Tivemos lutas difíceis, chegamos nas quartas-de-finais com quatro atletas e perdemos em detalhes. Alguns erros de arbitragem, alguns pontos que entraram com chutes que não são válidos, vários pontos de soco que a gente marcou e que não estavam entrando. Mas os atletas se doaram ao máximo e o que nos deixa mais tranquilos é saber que todos fizeram o seu melhor. O jogo continua, a gente tem mais três dias de competição, mais 12 atletas para lutar. A gente vai se debruçar sobre esta galera e vamos buscar a medalha”.

O basquete brasileiro masculino segue dando show em Chengdu. Após derrotar China e Taipei (Taiwan), o Brasil venceu a Lituânia por 84 a 78 e já está nas quartas de final. O próximo jogo será contra a Romênia, na quarta (2 de agosto), às 4h (horário de Brasília).

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