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Hoje (19) é comemorado o Dia dos Povos Indígenas. E neste ano, o povo Wassú celebra 54 anos de sua migração de Alagoas para o Estado paulista. Para comemorar a data, promove o 2º Encontro dos Wassús em São Paulo, nos dias 22 e 23 de abril, das 10h às 16h30, no Espaço Cultural Multiétnico Filhos Desta Terra, no Cabuçu, Guarulhos. O evento é gratuito e aberto ao público em geral. 

Com estacionamento amplo e gratuito no local, a programação inclui a dança toré, rodas de conversas, cerimônia inter-religiosa, além de atividades culturais como trilha, pintura corporal, exposição e venda de artesanato, contação de histórias e brincadeiras.

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O objetivo da ação é fortalecer a etnia Wassú no Estado de São Paulo, cuja população é de aproximadamente 300 pessoas vivendo em 18 municípios da Região Metropolitana. A ideia é aproximar e motivar as pessoas a prática da cultura Wassú e possibilitar aos não indígenas participarem e conhecerem a cultura. 

A população atual dessa etnia em Guarulhos é de cerca de 100 pessoas. Elas vivem há quase 30 anos distribuídas em diversos bairros, sendo que algumas famílias moram no Espaço Cultural Multiétnico, com seus rituais e costumes. O grupo se reorganizou culturalmente no município e desde então mantém atividades culturais e vivências em escolas e na aldeia como forma de manter o grupo fortalecido política e culturalmente.

A etnia Wassú se deslocou do Nordeste para terras paulistas em razão de intensos e sangrentos conflitos com fazendeiros por disputas de terras em suas aldeias.  

 

O primeiro-ministro do Canadá, Justin Trudeau, assinou nesta quinta-feira (2) um acordo de 1,3 bilhão de dólares canadenses (US$ 1 bilhão), um dos maiores do tipo, para resolver uma disputa fundiária centenária com o povo nativo Blackfoot.

"Nos reunimos hoje para corrigir um erro do passado", disse Trudeau nas terras tradicionais da chamada Primeira Nação Siksika, no oeste do Canadá.

Em 1910, o governo canadense se apoderou de quase metade das terras da reserva da nação indígena na província de Alberta para utilizá-las na obtenção de recursos e vendê-las a colonos.

A apropriação das terras aconteceu mesmo com a existência de um tratado, firmado 30 anos antes, que garantia a posse dos cerca de 46.000 hectares na região das pradarias ocidentais à comunidade nativa.

Trudeau disse que o governo canadense havia "agido de maneira desonrosa" ao tomar as "terras agrícolas, e ricas em minerais, mais produtivas da comunidade para o benefício de outros".

Por sua vez, o ministro de Relações Indígenas do Canadá, Marc Miller, afirmou que os siksika haviam perdido uma parte da riqueza gerada a partir destas terras, assim como o acesso a muitos lugares sagrados.

Nesse sentido, argumentou que era importante reconhecer as "negociações desproporcionais e as cessões de terras".

"Apesar de este acordo não compensar o passado, esperamos que leve a um futuro melhor e mais brilhante para esta geração e as vindouras", acrescentou.

"Essa reivindicação de terras, sim, 1,3 bilhão, é muito dinheiro. Nunca será o que era antes. Mas temos que seguir em frente", disse o funcionário.

A comunidade, acrescentou Miller, está começando a ver o renascimento de sua cultura e tradições, assim como do idioma Blackfoot, que agora é utilizado na sinalização viária local, por exemplo.

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