Tópicos | Alexandre Miranda

Nesta terça-feira (4), foi realizada uma reunião entre representantes das prefeituras de Olinda e Paulista, do governo do Estado e do Comitê Gestor da Orla, a fim de debater a obra da Ponte do Janga, cujo projeto é desconhecido pela sociedade civil e autoridades. 

As informações do Comitê constam que a obra invadiu uma área de preservação ambiental como continuidade aos trabalhos realizados no município de Paulista, sem autorização de Olinda. “Ninguém assumiu quem autorizou a invasão na área de preservação. Segundo o secretário de Paulista, foi o empreiteiro que decidiu continuar a obra sem autorização”, detalhou o conselheiro do Comitê, Alexandre Miranda.

##RECOMENDA##

Ele também explicou que, durante o encontro, deveria ser apresentado o projeto e toda a documentação necessária para dar legalidade à obra, no entanto, isto não aconteceu. “Os protocolos que deveriam ter sido entregues à Prefeitura de Olinda antes do início das obras só foram entregues hoje”. Miranda ainda apontou que a obra permanecerá sob embargo administrativo até que o aval seja dado pelas autoridades, como a Companhia Estadual de Habitação e Obras (Cehab) e a Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH). 

De acordo com o secretário de meio ambiente urbano e natural, Hélvio Polito, a avaliação do encontro foi positiva. “Ficou acordado que a Prefeitura de Paulista dará entrada até amanhã (5) no projeto da Ponte do Janga para nossa análise e dos demais órgãos competentes. A discussão está bem encaminhada”, aponta. O secretário de Infraestrutura de Paulista, Tiago Magalhães, alegou que durante a ocasião foram tiradas dúvidas sobre o projeto em execução e detalhes sobre a compensação ambiental. Ele informou que a prefeitura vai fazer o replantio do mangue numa área de mais de 1,1 mil metros quadrados.

Além disso, uma nova reunião ficou marcada para o próximo dia 17, quando será debatido o andamento da obra. Até a data, Olinda irá avaliar o projeto, comunicar-se oficialmente com o Governo do Estado e, depois, se reunirá com o Conselho para decidir sobre o desembargo da obra.

Leianas redes sociaisAcompanhe-nos!

Facebook

Carregando