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A falta de mão de obra especializada em TI no Brasil preocupa os CIOs. A maioria das empresas do setor hoje no País tem vaga aberta mas não consegue encontrar os talentos certos. Para alguns, a saída é capacitar profissionais internos de acordo com as exigências do mercado.

O problema que o Brasil enfrenta com risco de apagão de mão de obra de TI aqueceu as discussões durante a IT Leaders Conference 2012, evento realizado em Arraial D'Ajuda entre os dias 23 e 27 de maio. CIOs revelaram que sofrem com a escassez de bons talentos. Eles têm dificuldade para encontrar não apenas profissionais com conhecimento técnico. 

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Para Fausto Flecha, CIO da Mendes JR, o maior desafio hoje é achar analistas de negócios. Com a pressão sobre a TI para que entenda cada vez mais das necessidades das áreas de negócios para entregar soluções adequadas, os gestores precisam ter esse tipo de talento em seu time.

O problema é onde achar especialistas em TI com veia de negócio no momento em que o Brasil registra um déficit de mais de 90 mil profissionais qualificados, segundo estimativas do Observatório Softex Sociedade Brasileira para Promoção da Exportação de Software.

Como o setor de TI cresce acima de 10% ao ano, as previsões das entidades de classe são de que esse número aumente mais ainda. Os bons profissionas já estão empregados e as universidades não conseguem formar mão de obra com a velocidade que as empresas precisam, nem de acordo com as exigências que o mercado está pedindo.

Para Wanderson Alves, gerente de TI da Vilma Alimentos, o problema da falta de mão de obra especializada é questão de educação. Ele observa que há um descompasso entre universidades e mercado de trabalho e que falta foco. “Hoje há falta de profissionais em todas as áreas”, comenta.

Flecha constata que o mercado de TI deixou de ser sexy, ou seja, não desperta tanto interesse dos jovens que estão entrando na faculdade. Eles preferem outros cursos, o que contribui para aumentar o déficit de especialistas no setor.

Diante desse dilema, Jedey Miranda, CIO e COO da Europ Assistance, afirma considera que aumenta mais ainda a responsabilidade dos gestores de TI, que precisam repassar conhecimento para novos talentos. A geração Y é sua esperança.

Na opinião de Felipe Ávila, gerente de equipe de suporte técnico da Brasilcap, as empresas precisam ter estratégias agressivas de retenção para segurar os bons talentos. Ele também acha que as questões de capacitação não são um problema para a TI resolver. "Quem tem de cuidar disso é a área de RH. A TI sempre acha que pode resolver tudo", afirma.

Como não encontra os talentos que precisa, Jens Hoffmann, CIO da ZF do Brasil, diz que tenta às vezes tirar talentos da concorrência, embora saiba que esse não é melhor caminho.

Sérgio Diniz, CIO da Terex Brasil, discorda desse tipo de estratégia. Ele acha que as empresas "têm mais e que por a mão no bolso e investir na qualificação de seus talentos em vez de ficar chorando".

"Se não investirmos não vamos ter bons profissionais", diz.

Diniz, que acaba de chegar na Terex Brasil, dá como exemplo de experiências bem-sucedidas a iniciativa da SAP que, ao montar o seu laboratório de desenvolvimento em São Leopoldo (RS), contratou profissionais de negócios e os capacitou em TI. Ele acha que hoje é muito mais fácil treinar gente de negócios em TI do que o inverso, como estão tentando muitas companhias.

Existem várias iniciativas no Brasil para reduzir o gap da falta de mão de obra. As próprias companhias estão tentando capacitar talentos por meio de universidades corporativas e também em parceria com universidades.

Há outras ações para capacitação de talentos de TI em determinadas tecnologias como é o caso o Instituto Esperansap, criado pela SAP com apoio de integrantes de seu ecossistema para formar especialistas nas plataformas da companhia.

Segundo o CIO da BN Construções, Marcos Pasin, que é presidente do Instituto Esperansap, criado há dois anos no Brasil, já foram formados mais de 300 profissionais SAP. A entidade sem fins lucrativos capacita pessoas entre 30 e 40 anos, que tenham formação nas áreas de negócios e que estão fora do mercado de trabalho.

Eles recebem gratuitamente um treinamento na academia SAP, que hoje custa de 12 mil a 15 mil reais.

O curso dura de 22 dias a um mês e, ao final, o aluno tem grande chance de ser contratado por uma das parceiras SAP. Segundo Pasin, somente a SAP tem um déficit de 5 mil profissionais no Brasil. Assim, 80% dos 300 talentos capacitados pelo Esperansap estão no mercado de trabalho.

"O instituto forma gente de baixa renda que tem conhecimento em negócios. Para nós, é importante ter profissional porque ele vai render mais que os especialistas em TI", acredita Pasin.

Esse profissional passa por um grande filtro até conseguir essa chance. Cada turma que abre tem uma média de 2 mil candidatos para 40 vagas.

Os cursos da Esperansap são ministrados em cidades onde há maior demanda por especialistas SAP e podem ser realizados em parcerias com empresas. Pasin dá o exemplo de uma turma montadas em Minas com apoio da Usiminas.

A falta de regras para a consumerização traz riscos jurídicos e financeiros para empresas e funcionários. Para evitar complicações futuras, a advogada Patrícia Peck, especializada em direito digital, recomenda que as companhias adotem medidas especificas sobre esse assunto.

A consumerização ou Bring Your Own Device (BYOD) é praticada quando as empresas permitem que seus funcionários tragam para o ambiente de trabalho seus próprios dispositivos móveis, sejam smartphones, tablets ou notebooks e os usem para exercer suas atividades profissionais, conectando-os oficialmente ao ambiente corporativo.

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Esse movimento é tendência no exterior e começa a chegar ao Brasil, influenciado, principalmente pelo alto escalão das companhias. Muitos presidentes e CEOs compram um  iPad, iPhone ou outros dispositivos móveis para uso pessoal e pedem para que a TI homologue seus aparelhos para uso na empresa.

“A consumerização mudou o jeito da TI tratar as tecnologias”, disse Peck durante workshop “Mobilidade e Nuvem Segura”, na IT Leaders Conference 2012.

Regras para mobilidade

Para minimizar os riscos digitais com a consumerização, a advogada recomenda que seja criada uma norma específica estabelecendo regras para o uso dos dispositivos de uso pessoal na rede corporativa. Como esse tema é novo, as políticas de segurança da informação não tratam o assunto.

As regras devem informar sobre o conteúdo acessado, políticas de segurança, suporte e atualizações das aplicações, se haverá inspeção dos terminais e as responsabilidades do empregado e da empresa.

Caso a TI constate que o funcionário está infringindo as regras, ao usar por exemplo, programas piratas, a advogada afirma que a empresa tem o dever de informá-lo e bloquear o acesso do equipamento ao ambiente corporativo se ele não corrigir o problema.

Segundo Peck, a empresa não é penalizada nessa situação porque o infrator é o empregado. Porém, se a companhia constatar esse tipo de problema e não tomar providências em 72 horas pode ser considerada negligente se houver fiscalização. Ela pode pagar multa na Justiça e o empregado ser punido de acordo com a lei.

A advogada chama a atenção sobre a necessidade da empresa estar coordenada com novas normas trabalhistas para trabalho remoto, caso os funcionários usem seus dispositivos para trabalhar fora do horário e venham a reivindicar pagamento de hora extra.

É importante que o funcionário assine um termo de responsabilidade para que fique ciente das normas de uso dos dispositivos particulares no ambiente de trabalho.

Saber como colocar a inovação em prática e eliminar os fatores que impedem que essa cultura se espalhe pelo departamento de TI e para outras áreas da empresa. Esse foi o desafio colocado para os CIOs no primeiro dia da IT Leaders Conference 2012, que abriu ontem (23/05) e se estende até domingo, em Arraial D`Ajuda, na cidade de Porto Seguro (BA), promovida pela Computerworld.

Em um workshop conduzido por Christina Luna, consultora da Eagle Fligth, empresa canadense de treinamento e desenvolvimento de programas para mudanças, os CIOs tiveram oportunidade de avaliar o quanto estão próximos ou distante da inovação.

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Por meio de jogos que obrigaram os executivos a colocar sua criatividade em prática, Christina mostrou que a inovação é um efeito multiplicador que traz resultados para a companhia e que a TI tem de buscá-la o tempo todo.

“Inovar é descobrir novas abordagens para uma situação que já existe. É tornar algo melhor, fazendo diferente”, define a consultora. Ela chama atenção de que para desenvolver a inovação não basta apenas acordar com uma boa ideia e ter boas ferramentas nas mãos.

O CIO tem de saber como criar um ambiente adequado para incentivar sua equipe a ter a cultura de inovação e espalhá-la pelo seu departamento e companhia para trazer resultados aos negócios. A consultora sintetiza que inovação é um feito multiplicador de resultados e quanto mais a TI praticá-la, mais dinheiro e riqueza poderá trazer para a organização.

Contaminadores da inovação

A consultora da Eagle Flight avalia que a TI é muito amarrada a processos e recomenda que o CIO saia da caixa, ou seja, de seu mundo pensante para inspirar outras pessoas na geração de ideias. Ela lembra que inovação é apenas 10% inspiração e os que os outros 90% são transpiração, sinanlizando que é preciso arregaças as mangas e trabalhar.  

O CIO é chamado para liderar projetos de inovação e ele tem que desenvolver competência para lidar com esse tema. “Se a inovação não é a sua missão, ele ficará atendendo apenas aos requisitos operacionais”, adverte Christina.

Christina enumera cinco contaminadores da inovação que precisam ser vencidos pelos gestores de TI. São eles: crítica às novas ideias; medo de falhar; adoção de metodologia antiga; ideias preconcebidas e apatia ao novo.

Ela considera que a geração Y pode ser uma aliada nos processos de inovação, pois é cheia de ideias que podem ser aproveitadas. Mas os CIOs têm de saber como conduzir esses jovens, sem tentar moldá-los para não bloquear a criatividade deles.

Visão dos CIOs

CIOs reconhecem que por serem orientados a processos, às vezes têm dificuldade para colocar a criatividade em prática e buscar instrumentos para estimular sua equipe na geração de novas ideias.

 “Acho que os contaminadores da inovação somos nós mesmos”, diz o CIO Jens Hoffmann, da ZF do Brasil, admitindo que precisa encontrar equilíbrio entre criatividade e assuntos do dia a dia. O lado bom, segundo ele, é que nem sempre inovar significa fazer novos investimentos.

Na avaliação de Fernando Birman, CIO da Rhodia, a TI ainda tem dificuldade em lidar com a inovação porque fica imersa tentando apagar os incêndios do dia a dia. “O desafio é ser flexível, zelar pela segurança da empresa e não matar as boas ideias da equipe”, diz.

“Hoje o CIO tem o papel de trazer soluções e inovações para contribuir com os resultados da empresa”, afirma Marcos Roberto Pasin, CIO da BN Construções. Ele reconhece que o gestor dos novos tempos tem que ser menos técnico e mais antenado aos negócios para transformar a TI de centro de custos em área de inovação.

Luiz Felipe, Fuhrmeister, CIO da Santa Casa de Porto Alegre, conta que a TI se esforça para praticar a inovação, mas se esbarra muito no que a consultora Christina chama de ideias preconcebidas. “É difícil convencer as pessoas a mudarem. Como vou convencer alguém que está próximo de se aposentar a fazer diferente algo  fez a vida inteira de determinado jeito?”, questiona.

Confira a seguir sete dicas da Eagle Flight para estimular inovação:

1- Escolha algo que você queira mudar ou melhorar na sua empresa e defina o benefício real da transformação

2- Use a técnica de geração de ideias com sua equipe, fazendo brainstoring

3- Identifique prós e contras sobre as novas ideias

4- Resolva os contras

5- Eleja um padrinho/mentor para monitorar o processo de mudança escolhido

6- Crie um plano de ação. Distribua as tarefas, identifique os recursos necessários e estabelece prazos para o eu processo de mudança.

O BlackBerry é a plataforma móvel mais usada no mercado corporativo no Brasil. A constatação é de uma pesquisa da IDC realizada com 200 companhias do País, que revelou que 47% delas adotam os smarphones da Research In Motion (RIM).

O estudo foi apresentado na IT Leaders Conference 2012 durante o palestra “Mobilidade”, conduzida pela analista da IDC, Célia Sarauza.

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De acordo com o levantamento do instituto de pesquisas, a segunda marca de smarphones mais usada nas empresas brasileiras é a Nokia, com participação de 17,9%.

O iPhone da Apple ficou em terceiro lugar, adotado por 11,3% das companhias, seguido da Samsung, com market share de 7,6%.

Na avaliação de Célia o BlackBerry ainda lidera no setor corporativo no País porque oferece segura embutida. ”Segurança é um fator de decisão importante para as empresas”, afirma a executiva.

O CIO David Zanotelli, da Hapvida Assistência Médica, confirma que a plataforma da RIM ainda é única que oferece proteção para empresas. Ele considera que esse recurso deveria ser padrão, mas que as indústrias não se ativeram a essa questão.  

Apesar de oferecer segurança, Zanotelli diz que a plataforma BlackBerry não oferece aplicativos para atender as demandas das companhias. Ele acha que o dia que outras indústrias entregaram mecanismos de proteção, as companhias buscarão outras opções.

O estudo da IDC mostrou também que 66% das empresas brasileiras entrevistadas usam smartphones. Outros 27% estão utilizando celulares inteligentes e tablets. Outros 7% adotam apenas tablets, sendo que o dispositivo preferido é o iPad da Apple.

Célia avalia que a presença de tablet no mercado corporativo ainda é baixa, porque ainda é um equipamento caro. Ela afirma que o iPad é a marca preferida, mas acredita que vão surgir outras marcas com preços mais competitivos e que vão ganhar presença no setor corporativo. 

As projeções da IDC são de que em 2016, as vendas de tablets vão ultrapassar as de smartphones. Porém, segundo ela, isso não significa que essa inversão acontecerá nas empresas, uma vez que quem está puxando esse mercado ainda é o consumidor final.

A entrada na nuvem gerou para a Brasilcap, empresa coligada do Banco do Brasil que atua no mercado de capitalização, uma economia de 1,3 milhão de reais. Além desses ganhos, a organização ganhou escalabilidade e mais velocidade nos processos de TI.

A avaliação foi feita pelo gerente de tecnologia da companhia, Felipe Ávila, durante a IT Leaders Conference 2012, que acontece em Arraial D`Ajuda, na cidade de Porto Seguro (BA).

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Para Ávila, cloud se tornou um fator de agilidade e performance para a Brasilcap. A estratégia de entrada na  nuvem veio depois que a companhia passou por um processo de reestruturação da TI.

Esse trabalho começou em 2005 quando a companhia adotou plataforma blade e consolidou a infraestrutura de TI. Os 33 servidores foram virtualizados e reduzidos a seis equipamentos físicos.

O segundo passo foi a migração do ERP antigo pelo da SAP. O sistema foi implementado na nuvem privada da companhia em quatro meses, o que Ávila considera tempo recorde.

O projeto, implantado com ajuda da Sonda IT e HP, foi concluído em dezembro de 2011. A entrada na nuvem, segundo Ávila, permitiu automatizar a entrega de serviços aos usuários e também reduziu erros, eliminando processos manuais.

Como está em rede privada, Ávila afirma que a Brasilcap está na nuvem com total segurança. Apesar das vantagens obtidas com o processamento do ERP da SAP pelo modelo de serviço, ele aponta dificuldades de conectividade no Brasil, o que é uma barreira para contratação de expansão de memória e outros recursos dos EUA.

O projeto de nuvem da Brasilcap foi o primeiro colocado em um concurso promovido pela IDC no ano passado. O certamente contou com 40 projetos inscritos. O segundo colocado foi o Peixe Urbano, seguido da SulAmérica e do Pão de Açúcar.

Começou nesta quarta-feira  (23/05), a 2ª edição da Premier 100 IT Leaders Conference, promovida pela COMPUTERWORLD. O evento reúne os 100 líderes de Tecnologia da Informação de maior destaque no País e acontece em Arraial D’Ajuda, na cidade de Porto Seguro (BA). O encontro se estende até 27/05. 

O Premier 100 IT Leaders Conference é inspirado na versão que vem sendo realizada pela há 13 anos nos Estados Unidos pela  COMPUTERWORLD. No Brasil, o evento reunirá o conhecimento de diferentes áreas somando forças de interesse para o desenvolvimento dos decisores de TI como líderes, sua relação com as áreas de negócios da companhia e sua responsabilidade na escolha das ferramentas mais adequadas para garantir o sucesso do negócio.

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Participam da conferência os executivos vencedores de Prêmio IT Leaders de 2011 e também os principais CIOs do mercado brasileiro, que terão um espaço privilegiado e tempo para conversar, ouvir novas ideias trazidas por palestrantes nacionais e internacionais e ampliar o networking com seus pares.

Durante cinco dias, esse seleto time de CIOs debaterá temas tendências e temas atuais que estão transformando os negócios de suas empresas como computação em nuvem, mobilidade, tecnologia de consumo para virtualização, inteligência empresarial e mídia social.

O evento é patrocinado pelas empresas Alog, InMetrics, Positvo Empresas, NetGlobe, Scopus, UOL Diveo, Deloitte, Microcity, Planus, Stefanini e Voitel.

Veja aqui a programação completa Premier 100 IT Leaders Conference 2012.

 

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