Tópicos | Olimpíada Europeia de Matemática

Os debates sobre questões de gênero chegam cada vez mais cedo a meninas que têm quebrado barreiras impostas pelo machismo através, por exemplo, da educação. É o caso das estudantes Juliana de Souza, Jamile Rebouças, Mariana Groff e Júlia Saltiel, que vão representar o Brasil na Olimpíada Europeia de Matemática para Meninas (EGMO, na sigla em inglês), que será realizada em Zurique, na Suíça no próximo mês de abril e pela primeira vez contará com participantes brasileiras. 

Além da participação inédita, as meninas já foram campeãs de importantes competições de matemática como a Olimpíada Brasileira de Matemática (OBM) e Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (Obmep). 

##RECOMENDA##

Juliana de Souza tem 16 anos e já está no segundo ano do curso técnico em informática no Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais (Cefet-MG), em Belo Horizonte. Ela participou de diversas competições de conhecimento e acumula medalhas desde o sexto ano do ensino fundamental. Juliana afirma que nunca se deixou intimidar pelo fato da maioria dos seus concorrentes são meninos: “As meninas têm capacidade de ganhar os mesmos prêmios que os meninos. Têm a mesma capacidade intelectual". No entanto ela reconhece que a forma como meninos e meninas são estimulados na infância faz com que as meninas se sintam desestimuladas: "acho que é bem desestimulada a participação das meninas nessas coisas de exatas desde criança. A menina, geralmente, fica brincando de casinha e os meninos já são mais estimulados a brincar com coisas que exigem mais lógica" e declara que prefere encarar essa realidade como um desafio e ser parte da solução desse problema. 

Amais jovem do grupo é Jamile Rebouças, de 14 anos, que está cursando o nono ano do ensino fundamental em Fortaleza. A mãe de Jamile é professora de matemática e, segundo a garota, sempre estimulou seu interesse desde cedo em casa. Para Jamile, uma competição destinada a meninas tem a capacidade de atrair outras estudantes:  “Eu acho fantástico existir uma olimpíada só para meninas porque é como se fosse um convite claro, direto, assim: ‘garotas venham para a matemática. Aqui é o seu lugar também’”. Apesar de declarar nunca ter sofrido preconceito especialmente por não ter, na família, diferenciações por ser menina, Jamile diz que vê muitas coisas ruins pelas quais outras garotas passam: “Então, com a EGMO vai ficar mais claro que a matemática é algo tanto para meninas quanto para meninos”. 

Marina Groff também representará o país na Suíça. Gaúcha de 15 anos que mora em São Paulo, Mariana estudou em escolas pública até o ano passado e é uma veterana em competições matemáticas e já foi várias vezes a única menina a competir e entende que sua vitória serve de estímulo para outras garotas: “Elas se uniram mais, começaram a criar um grupo para chamar mais meninas para competir. Há um movimento para que esse número aumente”.

*Com informações do Portal do MEC

Leianas redes sociaisAcompanhe-nos!

Facebook

Carregando