Vídeo de garota suplicando por eutanásia comove na web

A jovem chilena Paula Díaz aparece nas imagens em estado crítico implorando para a presidente do Chile a autorização por não aguentar mais sentir dor

por Taciana Carvalho | ter, 13/02/2018 - 19:14
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Um vídeo de uma garota chilena chamada Paula Díaz suplicando para que a presidente Michelle Bachelet autorize a sua eutanásia, que é proibida no país, alegando não suportar mais sofrer, viralizou nas redes sociais. De acordo com as informações, Paula sofre de um mal raro que ainda não foi diagnosticado por completo pelos médicos. Os primeiros sintomas surgiram em 2013 e, ao longo dos anos, tem piorado. A família, que apoia a decisão da menina, afirma que ela sente tanta dor que só quer morrer. 

O vídeo, que mostra o corpo da jovem em um estado crítico, traz um desabafo da adolescente e foi compartilhado nas redes sociais pela própria mãe e irmã dela. Paula fala que a situação é algo tão “terrível” que não consegue descansar. “Nem de dia e nem à noite. Já não suporto meu corpo, ele está despedaçado”, disse a jovem.

Com a voz de choro, Paula “suplicou com toda sua força” para que a presidente fosse ver o seu estado e disse que não podia mais esperar. “Sigo lutando para que ela me escute porque não pode saber o que me acontece. Eu sou a que estou sofrendo, só peço descanso e eu suplico que me dê a eutanásia porque já não suporto meu corpo. Não suporto mais não poder apoiá-lo. Nenhuma parte eu posso apoiar que não doa ou que não se quebre. Como não podem entender que já não aguento mais?”, indagou.

A adolescente falou que fez de tudo que lhe pediram, mas que agora roga por descanso. “Por favor, já não posso esperar outro dia. Eu suplico. Ninguém compreende, isso é uma tortura e não podemos mais suportar maus-tratos e ela [presidente do Chile] no poder porque não me dá o descanso? Eu não posso mais”, reiterou. 

Vanessa Díaz, irmã de Paula, contou em entrevista à BBC Mundo que tudo começou em 2013 quando foi hospitalizada com sintomas de coqueluche. “Nossa família relaciona [os acontecimentos subsequentes] ao fato de que Paula, pouco antes de ser hospitalizada naquele ano, recebeu a vacina tríplice, que protege contra três doenças (tétano, difteria e coqueluche) - e foi hospitalizada pela primeira vez justamente por uma suposta coqueluche”, contou. A partir daí, o problema foi se agravando. 

A família afirma que ela vem tendo movimentos involuntários, paralisia das extremidades, além de episódios de perda da consciência. No entanto, em um dos diagnótiscos foi atribuído os sintomas de Paula a um transtorno psiquiátrico. 

A família alega que Paula não tinha problema psiquiátrico e que era uma menina saudável. Por esse motivo, desde 2015, a família se nega a submeter Paula a novos exames e decidiu apoiar seu desejo pela eutanásia. “Ela já está há mais de quatro anos prostrada em uma cama, confinada entre quatro paredes, já que não pode nem sentar em uma cadeira de rodas para se movimentar pela casa. Não é certo viver assim, vendo que seu corpo falha cada dia um pouco mais. Ela tem tanta dor que só quer morrer”, ressaltou Vanessa à BBC Mundo.

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