Tópicos | Charles M. Schulz

Foi divulgado hoje (8) o primeiro trailer do documentário “Who Are You, Charlie Brown?”, que conta a história de vida e trajetória profissional do cartunista americano Charles M. Schulz (1922-2000), criador da série “Peanuts” (1950), protagonizada pelo cachorro Snoopy e seu dono, Charlie Brown. Acompanhe o trailer: https://www.youtube.com/watch?v=zIAz8EAIDfo&t=2s

O documentário estreia em 25 de junho no serviço de streaming Apple TV+. A direção ficará a cargo do cineasta Michael Bonfiglio, responsável por trabalhar em “A Guerra do Carvão” (2017) e “Os EUA e as Mudanças Climáticas do Planeta” (2018). Já a produção ficará a cargo da Imagine Documentaries e pela WildBrain.

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“Who Are You, Charlie Brown?” terá o depoimento de diversas celebridades como Al Roker, Drew Barrymore e Kevin Smith, que compartilharão experiências que tiveram com Schulz e falarão sobre a influência que seu trabalho teve na produção de quadrinhos. Também foi divulgado que a atriz Lupita Nyong’o, conhecida por seu trabalho no filme “Pantera Negra” (2018), ficará a cargo da narração do documentário.

Não é a primeira vez que a turma de Snoopy e Charlie Brown recebem atenção da Apple TV+. Em fevereiro passado,  o streaming lançou em seu catálogo a série “The Snoopy Show”, que comemora os 70 anos da tirinha “Peanuts”. Saiba mais: https://www.leiaja.com/cultura/2021/01/26/serie-snoopy-show-ganha-novo-trailer/

Franklin, o primeiro personagem negro de Peanuts, a famosa história em quadrinhos sobre as aventuras de Snoopy, comemora nesta terça-feira (31) seus 50 anos de existência, graças a uma professora de Los Angeles ansiosa para ver mais diversidade racial nas publicações infantis.

Nascido em 31 de julho de 1968, em momentos de forte tensão racial nos Estados Unidos, Franklin foi o primeiro menino negro a se unir às aventuras de Charlie Brown, seu cachorro Snoopy, sonhador e filósofo, e seus amigos.

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Após o assassinato de Martin Luther King em abril de 1968, as tensões raciais não diminuíram em um Estados Unidos marcado pelo Movimento pelos Direitos Civis.

"Desde a morte de Martin Luther King, me pergunto o que posso fazer para mudar as condições em nossa sociedade que levaram a esse assassinato", escreveu em 15 de abril Harriet Glickman, uma professora de Los Angeles, em uma carta dirigida ao criador de Peanuts, o americano Charles Schulz.

A tirinha cômica Peanuts, publicada diariamente nos jornais desde 1950, já era muito popular naquele momento.

"Acredito que é possível fazer algo através das histórias em quadrinhos" para conseguir melhores relações interétnicas, continuou. "Acredito que introduzir meninos negros no grupo de personagens de Schulz poderia ter algum impacto".

Sua carta agora é exibida no Museu Charles M. Schulz, na Califórnia.

Alguns dias depois, o desenhista lhe respondeu explicando que estava ciente do problema mas que, como ele não era negro, tinha medo de "tratar de forma paternalista nossos amigos negros".

Harriet Glickman continuou enviando-lhe cartas para pedir a inclusão em sua história em quadrinhos.

Finalmente, no dia 31 de julho, Charlie Brown apareceu na praia conversando com Franklin, que logo se tornaria uma parte importante de sua história junto com Lucy, Schroeder e Linus.

"Toda a sua família está na praia, Franklin?", perguntou-lhe Charlie Brown neste primeiro encontro. "Não, meu pai está no Vietnã", respondeu.

"Meu pai é barbeiro", continuou Charlie Brown. "Esteve em uma guerra, mas não sei qual".

Na indústria dos comics, dirigida principalmente à classe média branca dos Estados Unidos, o personagem de Franklin era então uma novidade.

Dois anos antes, o primeiro super-herói negro da Marvel, Pantera Negra, havia feito sua primeira aparição, criado pelos mestres do gênero, Stan Lee e Jack Kirby.

A reação foi majoritariamente positiva, disse Schulz mais tarde, embora um editor do sul do país tenha lhe escrito queixando-se de que Franklin e Charlie Brown iam à escola juntos.

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