Tópicos | PA

[@#galeria#@]

Milena Gomes de Jesus tem 23 anos, é natural de Belém, mas cresceu e mora no município de Salvaterra, no Marajó. Possui no currículo títulos de Miss Beleza Marajó 2018, Miss Cidade das Mangueiras 2018 e, agora, Miss Beleza do Pará 2020. Além das passarelas, também é maquiadora e estudante de Biologia da (Universidade Federal do Pará (UFPA). Engajada, criou o projeto solidário “Eu me importo”, durante a pandemia.

##RECOMENDA##

Nesta entrevista, Milena Gomes conta sobre a carreira de miss, como lida com o distanciamento social e também fala sobre representatividade e empoderamento.

O ano de 2020 revelou muitas surpresas. A pandemia nos obrigou a deixar algumas atividades de lado. Você deixou de cumprir algum compromisso

Realmente, o ano de 2020 está sendo um ano atípico. De muitas surpresas. Muitas delas negativas para todo mundo, não somente no nosso país ou no nosso Estado. Em relação a deixar de cumprir compromissos: na minha vida acadêmica, eu estaria me formando no início desse ano. Faltava apenas defender o TCC e terminar alguns dias de uma disciplina. E, devido à pandemia, não tive como cumprir esse compromisso. Com relação às outras coisas, os compromissos precisavam ser adiados. Em relação ao concurso, nós conseguimos cumprir nossos compromissos on-line. O mundo inteiro teve que se readaptar a esse momento. E nós tivemos que nos readaptar também.

Você está na reta final do curso de Biologia. Pretende trabalhar na área ou seguir com a carreira de miss/modelo?

Eu pretendo trabalhar, sim, na área da Biologia e também pretendo seguir com a carreira de miss. Os concursos têm certo período, uma faixa etária, até onde você pode concorrer. Então eu quero, sim, seguir nas duas carreiras, porque miss também é um trabalho. O Miss (Beleza Brasil) é um propósito para minha vida. Também tenho vontade de ser professora, trabalhar na área Biologia, podendo ser não em sala de aula, mas também na área da pesquisa.

Você disse que ser miss é um propósito para sua vida. Como você definiria ser miss?

Ser miss vai muito além da beleza, vai muito além do típico tchauzinho de miss. Hoje a miss é uma mulher engajada, uma mulher com propósito. A miss é representatividade, ela é a porta-voz de várias mulheres. Ser miss é ser representante de um povo, de uma causa, é dar voz às causas. Hoje, o concurso em que eu estou — o Concurso Belezas do Brasil— tem uma plataforma que defende o empoderamento feminino, o feminismo, a sororidade e as causas importantes em prol da luta dos direitos pela mulher. E é esse o propósito que eu carrego comigo hoje. Também, sou engajada em projetos sociais. Acredito que, enquanto miss, nós representamos uma comunidade, um Estado, um munícipio, e nós usamos essa mídia, essa representatividade, em prol da gente. O que nós devemos fazer em prol da sociedade? Como nós podemos devolver toda aquela torcida, todo aquele crédito que as pessoas depositam em nós? Então, eu acredito que uma miss é uma mulher engajada, é uma porta-voz e é uma representante.

Temos visto o seu compromisso em mostrar o lado miss solidário. O que levou você a criar a campanha "Eu me importo"?

O Miss já deixou de ser apenas sobre a mulher mais bonita. Ou sobre aquela que é melhor passarela. Ele deixou de ser apenas a personificação da beleza. O Miss, agora, quer uma mulher que seja líder, uma pessoa engajada e que tenha uma responsabilidade social. E eu sempre digo, quando eu vou os lugares ou quando vou participar dos concursos, que eu quero representar bem o meu povo; que eu levo comigo a força, a garra, a cultura, a inteligência, a beleza de Salvaterra, da nossa ilha do Marajó. Nesse momento tão difícil que nós estamos, ainda, passando eu fiquei: “Poxa eu levo comigo essa força, mas o meu povo está passando por um momento de fragilidade”. E eu preciso usar a plataforma do Miss e a credibilidade que essas pessoas me dão para ajudá-los em alguma coisa. Então, quando eu vi que a empatia estava faltando nesse momento entre as pessoas, eu pensei “Não. Eu preciso fazer a comunidade ajudar o seu próximo, preciso ver e fazer com que as pessoas sejam mais empáticas e solidárias”. E daí surgiu a ideia da campanha “Eu me importo”, de mostrar que ainda existem pessoas que se importam umas com as outras. E a campanha foi maravilhosa.

Deixando o lado Miss de lado, como a pessoa Milena está lidando com a pandemia?

É nesse momento que eu, Milena, como pessoa, vejo o quanto é importante nós darmos valor às pessoas, aos pequenos detalhes. A vida é muito passageira e todos nós estamos interligados e eu aprendi a dar valor em muitas outras coisas. Estou passando por um processo de autoconhecimento, valorizando coisas que antes eu não valorizava em mim, aprendendo com isso e seguindo para evoluir como pessoa ainda mais. Sempre fui uma pessoa muito calma, eu sempre busquei respostas. E para aquilo que não tem resposta a gente tem que confiar e crer nos desígnios de Deus.

Quem é ou foi sua maior inspiração? E por quê?

Para a maioria das pessoas a mãe sempre é um grande exemplo. E no meu caso não é diferente. A minha mãe é um grande exemplo para mim. É um exemplo de força, de perseverança, de garra. Ela é uma mulher muito forte e empoderada, uma pessoa muito trabalhadora que nunca desistiu de seus sonhos, dos seus objetivos. Sempre colocou a felicidade dos filhos acima da sua. Sempre foi muito protetora. Sempre incentivou e apoiou todos os meus sonhos e ela é uma grande inspiração para minha vida.

Do que você teve de abdicar pela carreira? E do que você não abre mão?

O Miss é uma profissão, e como em toda profissão nós temos que abdicar de muitas coisas. E ser Miss não é fácil, principalmente se você tem um objetivo de ser uma boa representante, você tem que ter muitas renúncias. Para ser Miss eu abdiquei, por exemplo, de viagens — porque geralmente os concursos acontecem em períodos de férias —, de conhecer novos lugares, de ter novas experiências. Assim como todo período de preparação eu abdico de comer coisas gordurosas — porque para chegar lá bem, você passa por toda uma preparação física, mental, alimentar —, tem que ser uma preparação alimentar para chegar no perfil que eu quero, que me agrade, não um padrão, porque não existe padrão, existe perfil. Então, são muitas renúncias para seguir essa profissão da melhor maneira possível. Eu não abro mão da minha família. A minha família vem sempre em primeiro lugar. Qualquer coisa que aconteça no meu âmbito familiar, no meu círculo familiar que coloque para eu escolher entre minha família e algo do concurso, a minha família sempre em primeiro lugar, eu não abro mão disso.

Qual conselho você daria para as meninas que sonham entrar para o mundo dos concursos de beleza?

Os conselhos que eu sempre dou para as meninas que, assim como eu, têm o sonho e o desejo de serem misses é que elas devem, acima de tudo, querer de verdade isso para a vida delas. Porque o Miss não é apenas conto de fadas, não. Temos muitas renúncias, muito trabalho. Então você precisa se dedicar, ter responsabilidade, estudar muito e ser humilde. Humildade é a chave do sucesso no mundo Miss. Você precisa ser você mesma, seguir a sua própria essência, nunca se comparar. Você precisa ter autoconhecimento do seu poder, porque a miss tem o dever de empoderar também outras mulheres. Essas são as dicas que eu sempre dou para as meninas: sejam vocês mesmas. Se divirtam. Estudem. Tenham responsabilidade. Dedicação. Amor ao mundo Miss. E humildade. Assim você vai conseguir trilhar uma carreira de sucesso nesse mundo.

Veja aqui imagens das ações do projeto "Eu me importo".

Por Carolina Albuquerque e Even Oliveira.

 

A abertura do Campeonato Paraense de Motocross 2020, organizado pela Ds Sports, foi um sucesso. Os pilotos brilharam sobre duas rodas e levaram o público ao delírio. O evento foi no último domingo (18), em Santa Luzia do Pará.

Apesar de todas as dificuldades enfrentadas pelas mudanças no calendário das competições, em função da covid-19, a abertura das etapas teve muitos pilotos. Segundo o presidente da Ds Sports, Paulo Henrique Bento, conhecido como Soró, a corrida foi além das expectativas. “A pista estava muito boa. Não tivemos nenhum acidente sério, graças a Deus. Foi tudo tranquilo”, disse.

##RECOMENDA##

Os principais pilotos e equipes do Estado também marcaram presença para abrilhantar ainda mais a corrida. “O público não foi tão grande, mas o necessário para manter a segurança”, disse Soró, informado que a Secretária Municipal de Saúde de Santa Luzia esteve presente para apoiar o evento, junto com mais de 15 membros de bombeiros civis do município.

O piloto da equipe Açaí Vitanat, Diego Henning, número 169, foi um dos destaques da corrida e agradeceu o carinho do público. “É bom demais começar o Campeonato com o pé direito”, afirmou o piloto, que levou o primeiro lugar nas categorias MX1 e MX2.

A próxima etapa do Campeonato Paraense de Motocross será em novembro.

Resultado do Campeonato Paraense de Motocross-MXPA 2020, 1ª etapa, Santa Luzia do Pará.

MX 1

#169 Diego Henning 

#14 Matheus Lopes 

#6 Enzo Oliveira 

#200 Adriel Conceição 

# 141 Lindomir Alves 

MX 2

#169 Diego Henning 

#6 Enzo Oliveira 

#141 Lindomir Alves 

#51 Jeffersom Barreto 

#200 Ariel Conceição 

MX 3

#141 Lindoir Alves

#216 Wellington Duarte 

#7 Michel Celin 

#214 Marcelo Dantas 

#177 Alexandre Cabral 

MX 4

#214  Marcelo Dantas 

#177 Alexandre Cabral 

#534 Vilson Pinto 

#81 Edson  Sousa 

#8 Eloison  Celim 

MX 5

#69 Jose Humberto 

#111 Kerly Pessoa 

#9 Edno Alves 

# 77 Otavio Barros 

#25 Demoval Rezende 

MX INTER 

#97 Fabricio Oliveira 

#510 Ermeson Alcântara 

#93 Tiago Silva

#16 Samuel Vassoler 

#87 Emerson Sales 

MX ESTRE 

#47 Luiz Netto 

#93 Tiago Silva 

#17 Amorim Junior

#18 Arthur Gomes 

#57 Thyago Araujo 

NAC PRO 

#169 Diego Henning 

#14 Matheus Lopes 

#6 Enzo Oliveira 

#32 Junior Balla 

#4 Jhonn Mayk

NAC OPEN 

#216 Wellington Duarte 

#141 Lindomir Alves 

#7 Michel Celin 

#84 Fabricio Mota 

#316 Naedson Cunha 

NAC INTER 

#97 Fabricio Oliveira 

#07 Joao Victor 

#69 Charles Cruz 

#236 Wilton jose

#88 Luiz Furtado

NAC ESTRE 

#47 Luiz Netto

#236 Wilton Jose 

#07 Joao Victor 

#69 Chales Cruz 

#777 Ryan Oliveira 

INFANTIL

# 18 Arthur Gomes 

# 12 Arley Fortunato 

#51 Jeffersom Junior 

#84 Arthur David 

#7 Matheus Santos 

MIRIM 

#51 Jeffersom Junior 

#84 Arthur David 

#4 Enzo Gabriel 

#6 Manoel Joaquim 

#214 Arthur Lima

Por Rosiane Rodrigues.

 

O livro "Um olho no peixe e outro na…", que reúne ensaios dos quatro anos de existência do projeto de pesquisa Academia do Peixe Frito: negritude e rebeldia, terá lançamento virtual nesta terça-feira (20), às 18 horas, no VII Confluências. O evento reúne pesquisadores da UNAMA - Universidade da Amazônia, Universidade Federal do Pará (UFPA) e Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA).

A coletânea tem organização dos professores doutores Paulo Nunes e Vânia Torres Costa (coordenadores do projeto), da professora mestra Elaine Oliveira e da especialista Kátia Silva. Com 264 páginas, saiu pela editora Folheando, com a coedição do Programa de Pós-graduação em Comunicação, Linguagens e Cultura (PPGCL) da UNAMA. Tem orelhas dos professores Terezinha Barbagelata, coordenadora de Letras da UNAMA, e Edgar Chagas Monteiro Jr, coordenador do PPGCLC Unama. A capa do livro tem fotografia de Mariano Klautau Filho.

##RECOMENDA##

Da Redação do LeiaJá Pará.

Com o tema "Artes de ser: entrelace de saberes", o VII Confluências será aberto nesta terça-feira (20), virtualmente, na plataforma Blackboard. O encontro é promovido pelo Programa de Pós-Graduação em Comunicação, Linguagens e Cultura da UNAMA - Universidade da Amazônia (PPGCLC/UNAMA) e tem o objetivo de proporcionar debates e reflexões entre pesquisas científicas que circundam a interdisciplinaridade de conhecimentos e de saberes nos campos social, comunicacional, linguístico, cultural e artístico.

Neste ano, o tema do VII Confluências visa entrelaçar saberes em uma perspectiva interdisciplinar tendo como ponto de partida a arte. A temática convida a discussões em torno de pesquisas que averiguem a arte como espaço de manifestação das diversas metamorfoses do ser contemporâneo, atravessado pela diversidade de saberes em diferentes contextos sócio-históricos-culturais.

##RECOMENDA##

O evento também terá os pré-lançamentos virtuais dos livros "A mídia sob o império da lei: as políticas de regulação dos meios de comunicação no Brasil e na Argentina no século XXI", do professor doutor Rodolfo Marques; "Tu já viste um rei?", do professor mestre Antonio Carlos Pimentel Jr., ambos do corpo docente do curso de Comunicação Social da UNAMA; e "Um olho  o peixe e outro na...", reunião de ensaios em comemoração pelos quatro anos de existência do projeto de pesquisa Academia do Peixe Frito: negritude e rebeldia, que envolve pesquisadores da UNAMA, UFPA (Universidade Federal do Pará) e UFRA (Universidade Federal Rural da Amazônia).

Ouça, abaixo, entrevista com o Prof. Dr. Edgar Monteiro Chagas Junior, coordenador do Programa de Pós-Graduação em Comunicação, Linguagens e Cultura (PPGCLC) da UNAMA.

[@#podcast#@]

Da Redação do LeiaJá Pará.

[@#galeria#@]

"A mídia sob o império da lei: as políticas de regulação dos meios de comunicação no Brasil e na Argentina no século XXI" é o título do livro do cientista político e professor Rodolfo Silva Marques, que terá pré-lançamento virtual nesta terça-feira (20), no evento VII Confluências, do Programa de Pós-Graduação em Comunicação, Linguagens e Cultura (PPGCLC) da UNAMA - Universidade da Amazônia. O Confluências será às 18 horas, na plataforma Blackboard.

##RECOMENDA##

O livro traz um conjunto de reflexões sobre políticas de regulação da mídia aplicadas nas décadas recentes, em especial nos dois países sul-americanos escolhidos para análise (Brasil e Argentina). O eixo causal estabelecido é buscar a interferência dos processos de regulação da mídia no funcionamento dos processos democráticos nos dos países. 

Os atuais modelos verificados no Brasil e na Argentina, entende o pesquisador,  tendem a trazer prejuízos democráticos em ambas as nações. A ideia, portanto, é que o livro possa contribuir com o debate da regulação da mídia e na discussão para os avanços democráticos em todos os níveis. 

Doutor em Ciência Política pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Mestre em Ciências Políticas (Área de Concentração: Instituições Políticas e Políticas Públicas) pela Universidade Federal do Pará/UFPA), Rodolfo Marques tem graduação em Comunicação Social/Publicidade e Propaganda e integra o corpo docente do curso de Comunicação Social da UNAMA.

Ouça, abaixo, entrevista com o professor Rodolfo Marques. 

Da Redação do LeiaJá Pará.

[@#podcast#@]

 

As imagens de aglomeração no show da cantora Mariana Fagundes, na cidade de Tailândia, no interior do Pará, a cerca de 200 quilômetros de Belém, se espalharam pelas redes sociais e viraram notícia em todo o Brasil. A apresentação ocorreu no último sábado (17), durante a Exposição Agropecuária de Tailândia (Expotai), promovida pelo Sindicato Rural.

Por causa da repercussão negativa, em função da pandemia do novo coronavírus, a prefeitura do município divulgou nota em que transfere a responsabilidade pelo evento para a iniciativa privada. O show, diz a nota, "não foi na praça da cidade, foi realizado no Parque de Exposição da Expotai".

##RECOMENDA##

Ainda segundo a nota, "o show da cantora e sua banda não foi contratado pela prefeitura de Tailândia-PA e sim pelos responsáveis da feira agropecuária". Nas postagens que viralizaram nas redes circula a informação de que a prefeitura bancou o show. 

A nota da prefeitura destaca que "Tailândia é um dos municípios que podem adotar suas próprias medidas de segurança, como foi feito através do Decreto Municipal 017/2020". Segundo a prefeitura, Tailândia tem taxa de contágio pelo novo coronavírus estável e tendendo para a queda. O município, informa o portal oficial do município, registra 3.158 casos confirmados de covid-19, com 44 mortes.

A nota da prefeitura também informa que o show de Mariana Fagundes "seguiu todos os protocolos estadual e municipal, sem falar do controle sanitário de medição de temperatura, distribuição de máscaras e álcool em gel na entrada do Texas Rodeio, que contou com apoio da Secretaria de Saúde, com ambulâncias, helicóptero UTI e Carreta da Saúde".

O governo do Pará informou, por sua assessoria, que a responsabilidade pelo controle da pandemia no Estado cabe aos municípios. Técnicos da Secretaria de Estado de Saúde (Sespa) disseram, na sexta-feira (16), que a taxa de ocupação de leitos de UTI na rede hospitalar estadual é de 59%. A Sespa confirma a tendência de queda nos índices de contágio. O Pará tem 241.262 casos e 6.682 mortes.

Nas imagens da apresentação, divulgadas pela artista em rede social, centenas de pessoas aparecem sem cumprir os protocolos de distanciamento social e de prevenção à covid-19. Na postagem, a cantora escreveu: "Lancei essa música e nem pude fazer meus shows cantando ela (sic). Mas hoje eu voltei pro palco e foi assim - brigada, brigada, brigada. Só Deus sabe viu!". O prefeito Paulo Liberte Jasper, conhecido como "Macarrão", é candidato à reeleição.

Com informações de nota da prefeitura de Tailândia.

Os amantes de esportes radicais estão ansiosos para a primeira etapa do Campeonato Paraense de Motocross 2020, organizado pela Ds Sports. Depois de muitas alterações nos calendários das competições, por causa da covid-19, o evento será na manhã deste domingo (18), em Santa Luzia do Pará. 

Ao todo, 13 categorias vão levar o público ao delírio. Entre elas, a MX1, que teve Junior Bala, número 32, como campeão no ano passado, e as categorias MX2 e Nacional Pró, que teve Diego Henning, número 169, como líder invicto. Além dessas, a MX3, MX4, Infantil, Mirim e demais categorias levarão o público a viver fortes emoções.

##RECOMENDA##

Segundo Diego Henning, a expectativa para a abertura do Campeonato Paraense é grande. “Vamos chegar lá e tentar trazer o melhor resultado para a Vitanat e tentar a vitória, se Deus quiser”, disse o piloto, que faz parte da equipe Açaí Vitanat.

Neste ano, serão feitas apenas três etapas, a próxima será em novembro e a última, em dezembro. “Apesar de todas as dificuldades, as expectativas são as melhores possíveis, graças a Deus”, disse o presidente da Ds Sports, Paulo Henrique Bento, conhecido como Soró.

Para mais informações, acesse as redes sociais @dssportscompeticoes.

Por Rosiane Rodrigues, da assessoria do evento.

 

Em meio à toda a polêmica do retorno de Robinho ao Santos, um suposto áudio do atacante tomou as redes sociais. Na gravação, o jogador reclama de uma matéria do Globo Esporte, se diz inocente e promete “meter gol” pelo clube paulista.

“Desistir jamais. Esses ataques da Globo não vão me afetar, por que Deus está no controle de tudo. A gente sabe já que essa emissora dá ênfase à coisa negativa, quer ganhar ‘ibope’. Tô me preparando pra jogar e meter gol”, diz.

##RECOMENDA##

Em outra parte do áudio, Robinho elogia o presidente da República. “Viu o que eles fizeram com Bolsonaro, antes da eleição? Falando que o Bolsonaro era isso, era aquilo, O bem sempre vence. A Globo é uma emissora do demônio. Vou meter uma camisa “Globo lixo, Bolsonaro tem razão”, afirmou.

Ouça: 

[@#video#@]

A rede estadual de ensino do Pará deve retomar as aulas presenciais até o final do mês de outubro. Para garantir o retorno seguro, as escolas se adaptam a todos os protocolos sanitários recomendados pela Organização Mundial de Saúde (OMS), garantindo a higienização e a desinfecção do ambiente escolar. 

O boletim epidemiológico da Secretaria de Estado de Saúde (Sespa) revela que neste dia 16 de outubro são 240.223 casos e 6.670 mortes no Estado por covid-19. O detalhamento está disponível aqui.

##RECOMENDA##

Segundo a Agência Pará, órgão oficial do governo, a Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio Dr. Ulysses Guimarães é uma das unidades de ensino que já estão na etapa final de preparação. Além do processo de higienização e desinfecção, foram instaladas dez novas pias externas em ambientes estratégicos do colégio, 20 dispensadores de álcool em gel nos corredores, salas e banheiros; três totens higienizadores em locais de acesso e dois tapetes sanitizantes. 

Nas salas de aulas e nos bancos localizados na área de circulação foram feitas as demarcações de acordo com o distanciamento social permitido. Nas paredes da escola, orientações sobre medidas de prevenção estão disponíveis. Todos os cuidados estão sendo tomados para combater a propagação do novo coronavírus nas unidades de ensino. 

A escola tem 18 salas de aulas e cinco salas para apoio pedagógico, onde funcionam a biblioteca, sala de informática, laboratório multidisciplinar, sala multifuncional e sala de arte. Com o retorno gradual das atividades, inicialmente, serão utilizadas nove salas, com o máximo de 13 alunos por classe, que cumprirão horários especiais. Também serão disponibilizados pulverizadores de álcool em cada sala.  

Com informações da Agência Pará e Sespa.

No dia 6 de julho, as academias de Belém foram autorizadas pela prefeitura a retomar as atividades após três meses fechadas devido à pandemia do novo coronavírus. O decreto municipal permite que academias funcionem de 6 às 22 horas, com no máximo 50% da capacidade de clientes e funcionários, além do uso obrigatório de máscaras e de pré-agendamento dos alunos para os horários em que pretendem ir.

O período de confinamento fez com que muitas pessoas se exercitassem em suas casas, até mesmo aquelas que não praticavam nenhum tipo de atividade física antes da quarentena começar. Agora, quase cem dias após as academias retornarem, muita gente percebe que mudou de vida.

##RECOMENDA##

Patrick Sampaio, personal trainer há oito anos, analisa o retorno positivamente. “Gente que nunca se exercitou e está começando a treinar agora tem bem mais dificuldade do que pessoas que já treinavam, porque existe a memória muscular. Quando a pessoa para de treinar, o músculo não some, apenas atrofia, e é mais fácil fazer um músculo atrofiado crescer do que 'construir' um. O processo é lento, mas é muito importante ter uma vida menos sedentária”, afirma.

As academias contam com inúmeras atividades que podem atender a todos os gostos. Modalidades como lutas, natação, crossfit, musculação, dança e corrida estão entre as mais chamativas para o público. Patrick comenta que o ideal é cada pessoa fazer uma avaliação física e, com ajuda médica, escolher o que seu corpo mais precisa antes de começar a treinar. “Depois da avaliação, o professor vai saber qual modalidade mais se adequa a atender as necessidades da pessoa. Particularmente acho muito bom aliar musculação com outro exercício aeróbico, pois assim vai trabalhar na queima de gordura e ganho de músculo”, observa.

Hugo Heitor, estudante de 14 anos, levava uma vida sedentária e, por causa do sobrepeso, decidiu fazer crossfit. “Me sinto bem melhor. Consegui perder 4kg desde que comecei e estou motivado a continuar. Dieta é a parte mais difícil. Os treinos são muito divertidos e eu sinto que me exercitar faz muito bem, porque não fico mais tão cansado e tenho mais energia pra fazer minhas atividades do dia”, relata.

Por Henrique Herrera.

[@#video#@]

No programa Plurarte desta semana, a cantora Sandra Duailibe conversa com Epaminondas Gustavo. Personagem do juiz Claudio Rendeiro, Epaminondas mistura poesia, música, teatro, solidariedade e humor em apresentações por todo o Pará.

##RECOMENDA##

O Plurarte estará no ar sempre às sextas-feiras, na Rádio Unama FM (105.5), às 13h20, com reapresentação aos sábados, às 10 horas. Também será exibido no Espaço Universitário da TV Unama, na TV RBA, no sábado de manhã, e no portal LeiaJá. 

Acesse o programa no Youtube por aqui.

LeiaJá também

Programa Plurarte estreia com a cantora Leila Pinheiro 

Plurarte conversa com o cantor Guto Risuenho

[@#galeria#@]

O professor Mateus Maia, 37 anos, encontrou no sábado, 10 de outubro, uma imagem de Nossa Senhora submersa nas águas da Baía do Guajará, em Belém. O local do achado foi a prainha do Complexo Ver-o-Rio, próximo à zona portuária. 

##RECOMENDA##

Mateus, que é praticante de Stand up Paddle, rema todos os dias no local e tinha acabado de chegar quando deparou com a imagem. “Quando eu coloquei a prancha na água e pisei na água, vi algo colorido com umas cores fortes, vi uma cerâmica colorida. Eu achei que era alguma coisa do pessoal da umbanda que tem ali e eu respeito muito o trabalho deles, achei que fosse um alguidar, aí eu coloquei a mão. Quando vi era o pedestal da santa. Quando olhei para o lado esquerdo, lá estava a imagem, dentro da água, submersa, só que a água estava incrivelmente transparente e eu vi com clareza, todo arrepiado”, relata Mateus.

Por volta de 1700, segundo a narrativa da Igreja católica, o caboclo Plácido também encontrou nas águas de um igarapé a imagem que deu origem ao Círio de Nazaré, em 1793. No local do achado está localizada, hoje, a Basílica Santuário de Nazaré, no bairro de mesmo nome.

O professor Mateus, devoto de Nossa Senhora, revela que colocou a imagem, que estava quebrada, em cima do píer do local e juntou as partes.

“A maré estava começando a secar e o sol ainda não tinha nem nascido, coloquei a santa em cima do concreto, montei, ela ficou em pé e olhou pra mim. Eu disse: meu Deus! Eu não sabia o que fazer, mas eu tirei a foto para registrar o momento", revela Mateus.

Outros remadores começaram a chegar ao local e o clima de emoção tomou conta dos presentes no Ver-o-Rio. “Uma moça me perguntou se a santa estava dentro da água, eu respondi que sim. Aí começaram a gritar: É um milagre! Viva Nossa Senhora de Nazaré! Eu estava tão atônito que não sabia o que fazer.”

Mateus pretende restaurar a imagem e organizar uma homenagem pelas águas da baía no primeiro sábado de outubro. A imagem foi encontrada na véspera do Círio. “Eu pensei: vou restaurar essa imagem e ela vai ser a padroeira dos remadores. Ela tem uma relação com a gente. Ela tem uma relação com o rio. Há alguns anos já ocorre uma remaria com o pessoal dos Caruanas. A partir de agora, todos os anos vamos fazer uma remaria com essa imagem. Ela veio do rio, ela volta para o rio”, enfatiza Mateus.

O professor relata que, apesar de não se enquadrar como uma pessoa religiosa, ele acredita que existe uma conexão do ser humano com o divino. “Todos os dias eu saio para remar antes do sol nascer e não é só para remar, mas para vê-lo nascer e Nossa Senhora nesse dia veio para mim de dentro do rio, mostrar que o que eu faço todos os dias é fé. Mesmo não sendo numa igreja eu percebo a fé na natureza, no dia a dia, dentro do rio”, conclui o professor de redação que na mesma semana do achado teve vários de seus alunos premiados no Concurso de Redação do Círio, promovido pela Diretoria da Festa de Nazaré.

Por Ruy Montalvão.

 

[@#video#@]

No programa Plurarte desta semana, a cantora Sandra Duailibe conversa com o cantor e compositor Guto Risuenho. O músico fala da carreira profissional e de seus projetos.

##RECOMENDA##

O Plurarte estará no ar sempre às sextas-feiras, na Rádio Unama FM (105.5), às 13h20, com reapresentação aos sábados, às 10 horas. Também será exibido no Espaço Universitário da TV Unama, na TV RBA, no sábado de manhã, e no portal LeiaJá. 

Acesse o programa no Youtube por aqui.

LeiaJá também

Programa Plurarte estreia com a cantora leila Pinheiro 

 

Em comemoração ao Dia das Crianças, a Faculdade UNINASSAU vai dar apoio a uma tarde alegre para mais de 100 crianças de Icoaraci, distrito de Belém. A programação é gratuita e aberta ao público e será nesta dia 12 de outubro, às 15 horas. O evento vai ser dentro do residencial Quinta dos Paricás, na Casinha de Eventos da rua 12.

A ação entrou no calendário de atividades de Responsabilidade Social da instituição. A ideia é proporcionar um momento lúdico e educativo às crianças de baixa renda ou em situação de vulnerabilidade social. Uma das atividades mais aguardadas é o “Cineminha das Crianças”, com exibição da animação “Viva – A vida é uma festa” (2017).

##RECOMENDA##

De acordo com o diretor da UNINASSAU Belém, Éden Ferreira, não há critério para a participação no evento. “O convite está sendo endereçado aos pais. Qualquer criança pode participar da programação, mas é necessário estar de máscara e na presença do responsável, além de respeitar os protocolos de prevenção da covid-19, o que inclui o distanciamento social”, diz o gestor.

Na programação, o público infantil vai poder participar, ainda, de brincadeiras, receber lanches e brindes da UNINASSAU Belém. Segundo um dos organizadores da ação e colaborador da Instituição, Matheus Brito, essa é a segunda vez que a Instituição o apoia em ações para comunidades de Icoaraci. “Para esta ação, organizamos o 'cineminha' e brincadeiras de rua, com bola, corda e elástico. O objetivo é exatamente tirá-las das ruas e garantir um divertimento, uma tarde alegre para todas”, finaliza.

O “Cineminha das Crianças” é uma parceria entre os moradores da localidade e do Instituto Maria & Marias de Belém, que proporciona gratuitamente oficinas, cursos e ações sociais a diversos bairros de Belém.  

Serviço

Local: Quinta dos Paricás, na Casinha de Eventos da rua 12 - Icoaraci, 15 horas.

Por Rayanne Bulhões/Ascom UNINASSAU.

A leitura é essencial para a construção do conhecimento e deve ser estimulada por meio de políticas públicas que reforcem a integração educacional e permitam o acesso a livros por toda a população. Essa posição unânime de educadores, reconhecida pelo Ministério da Educação (MEC), sustenta as comemorações de uma data marcante: o Dia Nacional da leitura – 12 de outubro –, instituído por meio da Lei nº 11.899, de 8 de janeiro de 2009, que também prevê a celebração da Semana Nacional da Leitura e da Literatura no Brasil.

Para entender a questão da leitura no Brasil, é importante compreender o histórico cultural brasileiro desde a colonização. Segundo Elaine Oliveira, professora de Estudos Literários, não houve no país uma política de educação e cultura voltada para todos os cidadãos. “No Brasil, a circulação de livros e jornais sempre foi restrita à elite”, explicou.

##RECOMENDA##

A professora destaca que, só em 2003, foi instituída uma lei nacional do livro. A Lei nº.10.753, que ficou conhecida como Lei do Livro, tinha o objetivo de aumentar a produção de livros e fazer com que chagassem a população. “Em toda a sociedade, em qualquer faixa etária, o livro deveria fazer parte da vida do cidadão”, afirmou.

De acordo com a pesquisa "Retratos da Leitura no Brasil", divulgada em setembro pelo Instituto Pró-Livro (IPL), o país perdeu 4,6 milhões de leitores adultos em quatro anos. Para Elaine, o fator econômico tem grande influência nessa perda, além da falta de incentivo estatal e familiar.

A pedagoga Minéia Neta Braga, que é voluntária do projeto Espaço Cultural Nossa Biblioteca, afirma que um país que perde leitores, perde também sua capacidade de pensar e reagir perante situações que violam seus direitos. “Nós queremos um povo consciente de seus deveres e direitos, um cidadão atuante em suas comunidades”, ressaltou.

Entretanto, apesar dos dados preocupantes, a pesquisa do IPL também mostrou que crianças de 5 a 10 anos estão lendo mais, diferentemente das outras faixa etárias. Isso porque há um estímulo, que precisa ser reforçado com o apoio do governo, da família e escola.

A professora Elaine Oliveira afirma que o Estado precisa propiciar políticas com livros mais baratos e investir em bibliotecas com acervos diversificados. De acordo com a professora, uma sociedade leitora transforma seu país. “Infelizmente, o Brasil ainda está muito atrasado. A gente ainda está brigando por políticas básicas de leitura”, salientou.

Para a estudante de Psicologia Louise Pinto, de 18 anos, ler é uma das coisas mais importantes para a vivência humana. "A leitura sempre esteve presente em minha vida e foi muito importante para a minha formação e para construção de minhas visões de mundo", afirmou.

Por Quezia Dias.

 

[@#galeria#@]

O Círio 2020 foi marcado pelo distanciamento. Em vez de procissões, recolhimento. Para os devotos de Nossa Senhora, no entanto, as manifestações consagraram a fé dos paraenses, de maneira diferente. 

##RECOMENDA##

"Foi superestranho estar num lugar onde ano passado era tudo diferente. Fiz quase exatamente a mesma foto da equipe, só que nesse ano as máscaras se destacaram no lugar dos sorrisos. As ruas mais desertas, mas ainda era possível ver a mesma emoção nas pessoas que ali estavam", relata Mariana Siqueira, fotógrafa e assessora de imprensa da Cruz Vermelha Brasileira, seção Pará. Todos os anos, a Cruz Vermelha tem papel fundamental no atendimento dos romeiros durante o Círio e a Trasladação.

"Eu pedalava da Igreja Matriz de Ananindeua até o trapiche de Icoaraci com os meus amigos. Todos anos ficava animado. Mas esse ano, fiquei desanimado, porque o Círio ficou diferente. Nem parece Círio", disse Manoel Corrêa, que há 28 anos participa da Ciclorromaria, uma das procissões canceladas pela Igreja por causa da pandemia do novo coronavírus.

"Eu sou acostumada a participar das procissões. Hoje eu acordei cedo pra assistir à missa virtual, mas continua a mesma emoção, até mais forte, por ser diferente, por estar com a minha família reunida, e também triste, por aqueles que não tiveram a oportunidade de estar com as suas famílias, por conta da covid-19. Mas o sentimento de gratidão é o mesmo e as lágrimas também", conta a estudante Samara Sena.

"Não tivemos as tradicionais procissões, o traslado da berlinda, a Trasladação, a grande procissão de domingo. Todas essas dificuldades, a pandemia, pessoas perdendo seus empregos, seus entes queridos, mas a nossa Santa nos mostrou que ela sempre esteve presente. Ela sobrevoou, simbolicamente, os céus de Belém, passando por hospitais e vários lugares da cidade. Ela nos mostra que sempre esteve ao nosso lado, intercedendo por nós. Eu me sinto aparado pelo manto de Nossa Senhora de Nazaré", diz o estudante Jorge Mateus.

LeiaJá também

Círio virtual terá programação voltada para o recolhimento

Carros do Círio ficam em exposição na Praça Santuário

Música retrata a realidade do Círio 2020: com fé, em casa

Websérie aquece o coração dos devotos de Nossa Senhora

Para devotos, Círio terá a mesma exuberância de fé

 

[@#galeria#@]

Os peregrinos saíram às ruas de Belém. Alguns, não os milhares de outubros passados. Os romeiros cumpriram seu percurso de fé, na rota das procissões. Poucos, não os milhões de todos os anos. A Imagem Peregrina de Nossa Senhora saiu da Catedral para a Basílica Santuário, depois da missa tradicional. Saiu pelo alto, em sobrevoo de helicóptero, com paradas em cima de hospitais que acolhem as vítimas da covid-19. O Círio de número 228, o Círio diferente, o Círio virtual, marcado pela pandemia do novo coronavírus, foi o Círio do distanciamento social, do recolhimento, sem a multidão de pés e mãos unidos no asfalto, mas foi também o Círio da renovação da fé, do agradecimento, do apelo por saúde e da celebração da vida. 

##RECOMENDA##

A programação oficial da Igreja católica começou com a Santa Missa na Sé, presidida pelo arcebispo metropolitano de Belém, dom Alberto Taveira Corrêa. "Círio é luz acesa, que se acendeu no nosso batismo e representa a fé. Círio remete à Páscoa. É Cristo ressuscitado. Que este Círio seja consolo para pessoas que sofreram ou sofrem neste quadro doloroso que tantas pessoas sofreram e sofrem", disse no sermão dom Taveira. "O Círio é feito por todos nós. Vivemos um Círio diferente, mas ainda Círio. Viemos aqui para proclamar que a nossa fé não tem distâncias. Hoje, todo o povo de Deus está reunido. Que esse sentimento esteja gravado em oração, no coração de todos nós."

Desde as primeiras horas da manhã, grupos de fiéis se aglomeravam na área próxima da catedral, na praça Frei Caetano Brandão, na Cidade Velha, isolada por policiais militares. No fim da missa, dom Alberto Taveira levou a imagem da santa para um rápido encontro com os devotos, antes do embarque em carro que a levou até o Portal da Amazônia, para o helicóptero.

A Imagem Peregrina de Nossa Senhora de Nazaré sobrevoou os seguintes locais: Santa Casa de Misericórdia, Pronto-Socorro Municipal, Hospital Ophir Loyola, Hospital Otávio Lobo, Hospital Barros Barreto, Hospital Porto Dias, Hospital Metropolitano, Hangar – Centro de Convenções e Hospital Abelardo Santos. Depois da viagem, de forma simbólica, a Imagem atravessou as avenidas do trajeto do Círio e desceu no Arraial de Nazaré, ao lado da Basílica Santuário. Nos próximos 15 dias a Santa ficará na Basílica Santuário.

No sábado à noite, na hora da Trasladação, contrariando as recomendações da Igreja e das autoridades sanitárias do Estado, grupos de promesseiros e fiéis caminharam de Nazaré até a Cidade Velha. Muitos estavam sem máscara. De manhã, no domingo, a cena se repetiu no sentido oposto, numa reprodução em diminuta dimensão da grande romaria do Círio. (Veja vídeo abaixo)

Círio on-line

Jornalista e professora, estudiosa do Círio de Nazaré nas mídias, a pesquisadora Regina Alves escreveu artigo sobre o Círio eletrônico ao longo da história, da primeira transmissão pela TV até a cobertura on-line que se impôs aos paraenses em 2020. “A televisão chegou a Belém em 30 de setembro de 1961, em pleno clima do Círio, que seria dia 8 de outubro. A TV Marajoara Canal 2 ficava no Largo de Nazaré e mostrou logo a que vinha: tirou do estúdio para a rua um enorme videoteipe – dois metros de altura e 800 quilos -, instalou o caminhão de externa ao lado da praça e uma câmera no ângulo oposto. Isso garantiria as imagens da chegada do Círio à Basílica. Para cobrir a romaria, apenas um cinegrafista, com uma câmera de cerca de 70 quilos e filme mudo”, registrou.

Em 1997, já com internet, destacou a professora, os avanços da comunicação permitiram que  a TV abrisse canais para a manifestação de devotos no mundo todo. “Da Alemanha, um grupo contava que ia almoçar pato no tucupi (o pato era búlgaro, mas o tucupi e o jambu eram paraenses!). Todos estavam emocionados, muitos diziam ‘estar em casa’, outros pediam e agradeciam graças. A celebração dos ausentes se ampliou quando as mídias permitiram a participação ao vivo nas transmissões”, escreveu.

Em 2009, lembrou Regina, o padre Vladian Alves, de Roma, denominou uma nova categoria criada pela tecnologia, ao declarar-se um “peregrino on-line”. “Na evolução, smartphones permitem autonomia na criação de narrativas pessoais sobre a festa, principalmente veiculadas nas redes sociais”, observou a professora.

Para Regina Alves, os registros das transmissões do Círio são importantes para a história da festa e da própria TV paraense. “Na externa da Marajoara, que foi perdida, como todo o acervo do Canal 2, começava a crônica da narrativa televisual do Círio de Nazaré, eterno desafio para o jornalismo. Seria um documento precioso. Como será precioso o registro do trabalho das emissoras paraenses neste domingo, construindo mais uma narrativa do Círio quando, pela primeira vez, o desafio será trabalhar a ausência da romaria nas ruas de Belém”, assinalou.

No mais incomum dos Círios da história, as redes sociais ecoaram a fé e a devoção dos católicos em mensagens que emocionam:

“Sem a multidão nas ruas, sem as lágrimas dos fiéis, sem a Berlinda, sem a Trasladação, mas dentro de nós muitos sentimentos: paz, amor, fé e devoção! Feliz Círio”;

"O Círio 2020, atípico e em um contexto de pandemia, deve reproduzir em nós os sentimentos de amor ao próximo, de fé e de temperança. Desejo o melhor a todos os paraenses - e que Nossa Senhora de Nazaré possa nos abençoar e nos amparar, hoje e sempre. Feliz Círio!";

"Nossa senhora de Nazaré nos abençoe. Cuide de cada um de nós. De nossas famílias, amigos e da humanidade. Nos dê saúde e tranquilidade. Feliz Círio. A festa linda já começou! Diferente e com a fé mais fortalecida!";

"Feliz Círio! Acordei com Nazica passando aqui no Tapanã, indo para o Albelardo!";

"É Círio outra vez, e a nossa festividade da fé está acontecendo no lugar onde nasceu: dentro do coração dos paraenses."

[@#video#@]

LeiaJá também

Círio virtual terá programação voltada para o recolhimento

Carros do Círio ficam em exposição na Praça Santuário

Música retrata a realidade do Círio 2020: com fé, em casa

Websérie aquece o coração dos devotos de Nossa Senhora

Para devotos, Círio terá a mesma exuberância de fé

 

[@#galeria#@]

"Tem muitos anúncios ou comerciais na TV tentando conscientizar as pessoas a não jogarem lixo nas ruas, mas infelizmente isso é uma educação de berço. Se o pai não passa para o filho a ideia de cuidar do meio ambiente, o filho não vai passar para o seu filho e assim sucessivamente. Isso é muito triste. Acho que deveria haver uma multa pesada para que as pessoas se esforçassem, pelo menos, a não jogarem lixo nas ruas", disse a estudante Camilla Maia, opinando sobre a falta de educação ambiental das pessoas. Para ela, isso se reflete numa produção em massa de lixo na Região Metropolitana de Belém.

##RECOMENDA##

Os candidatos que disputam as eleições municipais deste ano terão essa pauta como desafio: a destinação final dos resíduos produzidos em Belém, Ananindeua, Marituba e outros municípios da Região Metropolitana. O prazo do acordo entre a prefeitura de Belém e o aterro sanitário da empresa Guamá Tratamento de Resíduos Sólidos em Marituba acaba em setembro de 2021.

O contrato faz parte dos compromissos que as prefeituras assumiram pela Política Nacional de Resíduos Sólidos, em 2010. É uma lei federal que prevê metas e normas para garantir a preservação do meio ambiente e reduzir os impactos dos resíduos sólidos na natureza.

Entre essas metas está a gestão integrada de resíduos sólidos entre a empresa contratada da prefeitura e cooperativas de reciclagem, políticas de educação ambiental para evitar a geração de mais resíduos e, também, a erradicação dos grandes lixões e aterros sanitários por parte dos governos municipais até o ano de 2014, mas, esses projetos foram adiados inúmeras vezes por falta de estudos. Planeja-se adiar mais uma vez para 2021 para que as prefeituras estudem as melhores soluções para acabar com os lixões a céu aberto.

Lixão do Aurá

No Pará, a lei determinou o fechamento do lixão do Aurá em 2015, o segundo maior lixão do país, por número de catadores. O lixão, que abrange os três municípios mais populosos da Região Metropolitana, Belém, Ananindeua e Marituba, foi fechado por não seguir as normas da Política Nacional de Resíduos Sólidos, colocando em risco a saúde da população do entorno, contaminando o solo e a bacia hidrográfica de Belém.

Logo após o fechamento, a prefeitura de Belém, em conjunto com outras prefeituras, fechou um acordo com a empresa Guamá Tratamento de Resíduos Sólidos, que tinha uma área no município de Marituba para tratamento dos dejetos, mas, no início de 2019, houve um desentendimento entre a empresa e a prefeitura de Belém sobre o pagamento pelo frete do lixo, o que acabou na quebra do contrato e fechamento do aterro. Sem um local adequado para o descarte do lixo, no mesmo mês, o lixão do Aurá foi reativado, mas em julho de 2019, por meio de acordo, o aterro sanitário de Marituba voltou a funcionar e segue até setembro de 2021.

A prefeitura de Belém se pronunciou, por meio de nota (veja texto abaixo), dizendo que uma ampliação da coleta seletiva depende de análise orçamentária e financeira, pois é toda subsidiada pelo poder público, tornando inviável qualquer mudança repentina. Quanto às soluções alternativas, dependem de estudo técnico objeto de consultoria, que já está sendo contratada por meio de licitação.

A nota ainda esclarece que a data de encerramento do aterro é objeto de análise do Tribunal de Justiça, pois aguarda decisão. Segundo a prefeitura, já existe uma área não explorada no local, que seria capaz de receber resíduos por mais 1 ano e 8 meses.

Aterro sanitário

Para a sanitarista e engenheira ambiental Miroslawa Luczynski, o único modelo ideal de tratamento de lixo para Belém e Região Metropolitana ainda é o aterro sanitário. "Belém é uma cidade de grande porte e as cidades que formam a região metropolitana também já são cidades de médio a grande porte. Então, não tem outro tipo de tratamento ou projeto mais adequado para esse tipo de cidade. A partir de médio a grande porte já se tem que trabalhar com aterro sanitário. E o que vai para o aterro sanitário é justamente o rejeito. Não foram feitas redução, reutilização e reciclagem, isso é rejeito. Então, é esse rejeito, esse resto que não se aproveita, isso vai para o aterro sanitário", diz.

A engenheira ressalta que o bom funcionamento de um aterro sanitário, sem impacto ambiental, exige políticas públicas, gestão pública, e a população tem que estar envolvida para que possa entender que o aterro sanitário é a destinação final mais adequada. Também é necessário cultivar a ideia de coleta seletiva, um dos tipos de tratamento para essa diminuição de resíduos.

Um aterro sanitário fora das normas ou descarte inadequado de lixo em uma determinada área, que logo depois se torna lixão, explica a sanitarista, pode impactar de forma drástica o meio ambiente, seja nos aspectos hídrico e aéreo, como no solo. Também pode pôr em risco a saúde da população com doenças.

"O descarte inadequado ou incorreto de resíduos sólidos, principalmente dentro de uma cidade ou no meio urbano, é o que causa mais poluição ao meio ambiente, porque você não tem só poluição visual, tem a poluição do solo, tem a poluição hídrica, tem a poluição do ar, devido à queima, e também a proliferação de vetores.  Dependendo da quantidade de resíduos onde é descartado, corre o risco até de ter o início de um impacto ambiental. Qualquer ponto de descarte inadequado de resíduos sólidos dentro de Belém ou região metropolitana é um lixão, e dependendo de como vai crescendo isso, corre o risco de causar um impacto ambiental ali naquela localidade, naquela comunidade", destaca Miroslawa. 

Segundo a engenheira, vetores sofrem mutação por conta dessa falta de higienização e de saneamento básico. "Isso é muito sério. A dengue, no início, a proliferação era só por água limpa parada, mas hoje a doença sofreu mutação e se prolifera em água suja. É algo muito grave, causando impacto à fauna e à flora também", explica.

A engenheira informa que já existem tratamentos alternativos para o lixo doméstico. O produto final gerado pelo tratamento caseiro, por meio da compostagem, pode servir como adubo para plantas e gerar renda. "O resultado final vai ter o adubo, e utilizar na sua residência, se você tiver uma área ou um jardim, e até vender. O biodigestor vai gerar como produto final um fertilizante líquido. Então, são duas alternativas que você pode fazer dentro da sua casa. E também a coleta seletiva. Nós temos em Belém 16 cooperativas cadastradas. É só entrar no site da prefeitura que você consegue ter acesso e ter o endereço. Você liga para uma dessas cooperativas quando tiver uma certa quantidade e eles vão buscar. Você consegue fazer com que as pessoas possam visualizar e ter esse pensamento sustentável, que contribui para a preservação do meio ambiente. É o que a gente precisa para que chegue no aterro sanitário somente o rejeito", conclui.

Investimento e conscientização

Para a estudante Samara Sena, ainda falta um grande investimento do poder público para a conscientização da população com o meio ambiente e o descarte correto do lixo. "Acho que os prefeitos e vereadores eleitos deveriam conscientizar a sociedade, no quesito de separação de lixos, ajudar a instalar centros de reciclagem, programas para ensinar reciclar, até mesmo o lixo orgânico, porque tem várias maneiras de reciclar. Tudo isso deve partir de nossos políticos. Vereadores e prefeitos deveriam dar uma investida nisso", diz.

Ela completa que deveria haver uma maior comunicação entre a população e poder público. "A sociedade às vezes é muito privada disso por não ter um conhecimento adequado. Nos falta essa comunicação em massa para que todas as pessoas assumam a sua responsabilidade", completa.

Nota da prefeitura

"A Prefeitura de Belém informa que recebeu, no dia 8 de setembro, a recomendação do Ministério Público Estadual a respeito da ampla divulgação da data do encerramento do Aterro Sanitário de Marituba, bem como do compromisso de criar solução viável de alternativa instalada ao referido local, de disponibilização dos contatos e materiais das cooperativas dos catadores e catadoras em atividade nos sites institucionais e mídias sociais e de informação clara à sociedade a respeito do urgente engajamento da coleta seletiva.

Destacamos que a inclusão nas mídias sociais não havia sido solicitada até a edição da recomendação, mas será objeto de análise pelo Poder Público. Noticiamos, contudo, que a ampliação da coleta seletiva depende de análise orçamentária e financeira, porque a atividade das cooperativas é toda subsidiada pelo Poder Público, o que torna inviável qualquer modificação de forma repentina, até por envolver uma ampla mudança de cultura e a definição de uma fonte que custeie adequadamente o referido serviço.

Esclarecemos, ainda, que o Município está empenhado em criar soluções alternativas ao funcionamento do Aterro Sanitário de Marituba, o que, contudo, depende de estudo técnico objeto de consultoria que está sendo contratada por meio de licitação e deve ser, posteriormente, definida pela Comissão Intersetorial, criada pelo acordo judicial, a partir de tais informações. 

Acrescentamos, enfim, que a questão quanto a data final do encerramento do aterro é objeto de análise do Tribunal de Justiça por existir uma célula não explorada no referido local, que seria capaz de receber resíduos por mais 01 ano e 08 meses. Assim, a Prefeitura aguardará a decisão do Judiciário sobre a referida questão."

Por Cristian Corrêa.

 

[@#galeria#@]

Todo ano a berlinda e os carros de promessa passam por um reparo antes da procissão do Círio de Nazaré. Mas com a pandemia do novo coronavírus, a festa paraense foi suspensa, seguindo as normas e medidas de prevenção, de acordo com o Decreto Municipal n° 97299 de 16/09/2020. Clique no icone abaixo e ouça podcast.

##RECOMENDA##

[@#podcast#@]

Segundo a assessoria de imprensa da Diretoria da Festa de Nazaré, no entanto, todos os preparativos tiveram seu andamento normal. Na segunda quinzena de setembro ocorreu a manutenção da berlinda, com pequenos ajustes, de troca de lâmpadas, trincos, entre outros. E nos carros de promessas também foram realizados pequenos reparos, na estação Nazaré, que fica localizado no Centro Social de Nazaré. O serviço foi concluído em cinco dias.

Segundo Ronaldo Pinheiro, diretor de Engenheira e Patrimônio, os carros de promessas já fazem parte da tradição do Círio. São considerados símbolos da procissão e têm uma importância enorme por receberem os ex-votos dos promesseiros. “Muitos só consideram sua promessa cumprida quando depositam nos carros no dia da grande procissão de domingo. Depois eles são levados para a Basílica onde são selecionados para irem para a Memória de Nazaré, que guarda a história do Círio durante anos", contou  Ronaldo.

O diretor do evento relata a importância e as histórias dos carros de promessa, berlinda e barcos de velas para o Círio de Nazaré. "O Carro de Plácido foi doado para o Círio em 2000, pela Prefeitura de Ananindeua. O Carro dos Milagres foi introduzido na festa em 1803, pelo presidente da província na época, Dom Marcos Antônio de Brito, atendendo a um pedido da rainha de Portugal, Dona Maria I. A barca com Velas é de 1982, doada por Chico Fonseca, na época diretor da festa. E o Carro da Sagrada Família foi incluído pelo pároco de Nazaré, padre Giovanni Incampo, em 2017, representando a Sagrada Família de Nazaré: Jesus, Maria e José", relatou.

Rosângela Machado, professora da rede pública estadual de ensino e estudante de jornalismo, tem devoção ao Círio de Nazaré. Em homenagem à Virgem escreveu um livro que está disponível no seu instragam @rosangela.poeta. “Eu também escrevo poesias e uma delas foi publicada na Voz de Nazaré. E depois um livro que o título é 'O Círio'”, contou a devota.

Para João Carlos Pereira, jornalista e professor, que há 21 anos transmite o Círio de Nazaré pela TV Liberal, da Rede Globo, o Círio 2020 será como nunca houve antes. "Na festa de honra de um santo, no caso a mais santa de todas as santas, que é a mãe do próprio Deus, Nossa Senhora, sem a presença da imagem nas ruas de Belém, é estranho, é diferente, chega ser até confuso pra nós de Belém que vivemos essa época com intensidade máxima, acostumados todos  a homenagear Nossa Senhora. E continuaremos a homenagear, mas sem a imagem nas ruas”, afirmou.

Por Suellen Cristo.

Com o isolamento social causado pela pandemia de covid-19, as pessoas se mantiveram conectadas nas redes sociais por mais tempo. Isso resultou em problemas como aumento de ansiedade e também gerou novos hábitos de consumo e relacionamentos.

O estudante André Maia disse que está entre as pessoas que ficaram a maior parte do tempo no celular. Ele contou que teve problemas de ansiedade por tentar imaginar o dia em que o isolamento social iria acabar.

##RECOMENDA##

“Eu passava basicamente o dia inteiro no celular, da hora que eu acordava até a hora de ir dormir. Não era a única opção, mas era a mais viável para ficar próximo das pessoas que faziam parte da minha rotina, porque via como um tipo de tratamento, como uma fuga do que estava acontecendo no mundo”, relatou.

Durante a pandemia houve um aumento exponencial no número de usuários e horas gastas nas redes sociais. Segundo dados da consultoria Kantar, a pandemia influenciou um aumento de 76% no número de usuários do WhatsApp, e de 40% do Facebook e Instagram, apenas no período da pesquisa. A pesquisa mostra, também, que entre março e abril houve um aumento de 33% do uso da rede social TikTok no mundo.

André disse que está utilizando bastante as redes sociais para lidar com os dias de isolamento, já que o sentimento de angústia tomou conta de sua vida. Além disso, informou, as atividades remotas causaram uma estranheza a ele por não ter aquele contato físico com as pessoas.

"Ficava pensando 'Quando vão aprovar uma vacina?', 'Quando eu vou poder encontrar as pessoas de novo?'. Isso era muito angustiante. Na faculdade, a gente aprendeu a estar todos os dias numa sala de aula com professor, com as pessoas ao nosso redor. E aí do nada tem que passar a assistir aula diariamente on-line, não é a mesma coisa, mas era a única opção. E o Home Office, onde a gente, apesar de tudo, tem que se manter produtivo, e isso nem todo dia é possível, porque ninguém é de ferro", afirmou.

André confirmou os dados da pesquisa: abusou das redes sociais. "Eu uso muito Instagram e o Twitter, porque na falta de interação de contato pessoal, a gente busca essas redes sociais para se conectar com amigos, família etc. E também uso a Netflix, assisto uma série ou um filme para esquecer o que está acontecendo, e evitar notícias ruins", conta o estudante.

De acordo com a psicóloga Danielle Almeida, as pessoas ficaram muito mais tempo reclusas, e isso permitiu que passassem mais tempo nas redes sociais, em aplicativos de séries e filmes. Um tempo maior na utilização da internet e dos aparelhos eletrônicos implica alguns malefícios pelo uso excessivo, como problemas de visão, por causa do tempo diante da tela do aparelho.

"Em virtude da pandemia, nós passamos um tempo maior utilizando a internet e os aparelhos eletrônicos. Com isso, nós temos alguns malefícios, problemas com relação à visão, em virtude do excesso do uso dos aparelhos, e também ao aspecto físico da coluna. A gente começa a perceber essas dificuldades, por passar a maior parte do tempo sentado e deitado. Com isso, o corpo em algum momento acaba reclamando", assinalou a psicóloga.

Segundo Danielle, no aspecto psicológico, há o problema da reclusão. "As pessoas passam a ficar em casa, criando uma zona de conflito e não uma zona de conforto. Então, você começa a perceber que os comportamentos são outros, a ausência do abraço, do beijo e do aperto de mão, por isso a pessoa desenvolve uma depressão, uma ansiedade, e até manias de limpeza", explicou.

Compras pela internet

As compras on-line aumentaram até 40% com o impacto do novo coronavírus. A Associação Brasileira de Comércio Eletrônico informa que as lojas virtuais registraram alta de mais de 180% em transações nas categorias de alimentos e saúde.

Já a pesquisa Impactos da Pandemia no Comportamento do Consumo do Brasileiro, realizada pelo Instituto Locomotiva, revela que uma média de 40% dos entrevistados que frequentam lojas físicas de livrarias, perfumarias, lojas de departamentos, entre outros, pretendem não fazer mais compras nesses espaços, optando por compras pela internet.

O economista Nélio Bordalo analisa que isso foi um efeito da pandemia, refletindo as limitações impostas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pelos governos à população.

"Por causa do lockdown, no Brasil e no resto do mundo, as pessoas optaram por compras on-line. As lojas que atuavam no e-commerce tiveram um faturamento além da média, principalmente porque o comércio tradicional não estava podendo funcionar. A projeção para 2020 é que a receita e o faturamento do comércio eletrônico no Brasil girem em torno de R$ 11 bilhões. Em comparação com o ano passado, nós tivemos ao todo, R$ 75 milhões", informou.

Segundo Nélio, as empresas começaram a praticar as vendas por comércio eletrônico como uma questão de sobrevivência. Ele acredita que, após a pandemia, as empresas que atendiam somente fisicamente deverão começar a ofertar as duas modalidades.

"Eu vejo com bons olhos essa mudança do varejo para as vendas no e-commerce, porque o mundo todo está utilizando esse artifício. Sim, isso altera um pouquinho a estrutura, a logística. Essa comercialização exige uma redução no custo operacional das lojas físicas, e as empresas deixam de pagar aluguel, pois não têm muito custo com energia, nem com empregados. O comércio eletrônico tem uma estrutura mais enxuta. É uma tendência que o Brasil certamente vai acompanhar", disse.

Como tudo na internet exige cautela, o economista alerta para o aumento de novos golpes também. "O consumidor tem que ficar atento a essa situação. Tem que ter cuidado com relação aos pagamentos dos fornecedores através do comércio eletrônico para também evitar qualquer tipo de golpe", alertou.

A estudante Erika Castro é uma das pessoas que não compravam pela internet, mas que agora está aproveitando a pandemia e comprando bastante em lojas virtuais. "Eu não costumava fazer compras on-line, mas eu comecei a partir da quarentena. Como eu não podia sair e eu precisava comprar, então eu comecei a comprar sapatos, fazer compras no mercado, frutas e verduras, enfim eu comecei a comprar muita coisa. Eu gosto muito de comprar pessoalmente, de tocar naquilo que eu vou comprar, mas os benefícios do comodismo, de estar em casa e poder receber as coisas é um ponto positivo", comentou.

Por Ana Caroline Barboza, com o apoio de Cristian Corrêa.

 

Páginas

Leianas redes sociaisAcompanhe-nos!

Facebook

Carregando