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A expectativa pela lista do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, com pedidos para a abertura de inquéritos contra cerca de 80 políticos - entre membros do governo Michel Temer (PMDB), deputados, senadores e até ministros do Tribunal de Contas da União - tem gerado uma articulação entre os parlamentares para minimizar a ofensiva. Com as informações de que o documento deve nivelar o envolvimento de diversos partidos, parlamentares traçaram estratégias para reduzir o dano. Entre elas, uma nova anistia ao “caixa dois” e uma investida contra o PT.

Segundo o deputado federal Ivan Valente (PSOL-RJ), a tese de absolvição a práticas anteriores de “caixa dois” ganhou um fôlego a mais após as declarações do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes. O magistrado disse que “corrupção pressupõe ato de ofício, então alguém pode fazer doação [por caixa dois] sem ser corrupção” e ponderou que o “caixa dois tem que ser desmistificado e não significa um quadro de abuso de poder econômico”. 

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“Maioria do Congresso Nacional articula de novo anistia a caixa 2 em reação a segunda lista de Janot. A bancada do PSOL é contra!A tese de anistia ao Caixa 2 ganhou mais força com as declarações de Gilmar Mendes, FHC e Aécio. É preciso barrar mais essa manobra”, declarou Ivan Valente. 

De acordo com a Coluna Painel, do jornal Folha de São Paulo, desta segunda-feira (13), o PSDB e PMDB querem convencer que “seus pecados estão restritos ao caixa dois e vão tratar o PT como a única sigla que tem o CNPJ em apuração criminal”.

Os 80 nomes previstos no documento são mencionados em delações da Lava Jato e estão envolvidos, de alguma forma, com o esquema de corrupção que tem como principal vetor a Petrobras. A lista deve ser entregue nesta segunda (13) ou terça-feira (14) ao STF. Janot tem como base as delações dos 78 executivos da Odebrecht e o último ano de etapas da operação. 

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