Tópicos | Conselho Estadual de Preservação do Patrimônio Cultural em Pernambuco

O Projeto de Lei (PL) 1932/2014, que trata da criação do Conselho Estadual de Política Cultural (CEPC) e do Conselho Estadual de Preservação do Patrimônio Cultural em Pernambuco, ganhou um reforço de peso após a audiência publica realizada na última terça-feira (20), na Assembleia Legislativa do Estado (Alepe). O idealizador do Sistema Nacional de Cultura (SNC), João Roberto Peixe, ex-secretário de Cultura do Recife (2001-2008) e com passagem recente pelo Ministério da Cultura (MiNC), enviou à deputada Teresa Leitão (PT), relatora da PL, uma proposta com várias alterações no texto da lei. Na sugestão, que deve ou não ser acatada pela deputada, Roberto Peixe propõe alterações como a criação de um conselho único, o CEPC, e outras adequações previstas no SNC.

“As mudanças propostas serão incorporadas ou não pela relatora e servirão de objeto de negociações com os demais deputados e com o Governo do Estado”, explica Peixe. “Depois disso é que ela (Teresa Leitão) apresentará sua proposta para votação pelos deputados nas Comissões da Alepe”, revela o ex-secretário de Cultura do Recife, que além de enviar o documento para Teresa Leitão disponibilizou o material para consulta popular no grupo Direitos Culturais do Facebook.

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Outro ponto importante na sugestão de Roberto Peixe é a forma que se dará a formação do conselho. No texto original, assinado por Eduardo Campos, então governador de Pernambuco, os membros da sociedade civil seriam indicados através de decreto. Já Peixe sugere que “eles serão eleitos pelos dos segmentos culturais e das Regiões de Desenvolvimento dos quais participem".

Composição do Conselho Estadual de Política Cultural

De acordo com a sugestão de PL enviada por Roberto Peixe, o CEPC seria constituído por 64 membros titulares e igual número de suplentes, sendo 33 membros titulares e respectivos suplentes representando o Poder Público, representado por instituições como Secretaria de Cultura, Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (FUNDARPE), Representação Regional do MinC, Superintendência do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), Fundação Joaquim Nabuco (FUNDAJ), Universidade de Pernambuco (UPE) e Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), entre outras.

Em paralelo, os outros 33 membros titulares e respectivos suplente irão representar a sociedade civil através dos setores de Artes Visuais, Design, Artesanato, Arquitetura e Urbanismo, Audiovisual, Arte digital, Música, Teatro, Dança, Circo, Gastronomia e Cultura Popular, entre outros segmentos. 

Entraves com o Sistema Nacional de Cultura

Pernambuco foi o último estado da União a assinar o acordo de cooperação com o Ministério da Cultura (MinC) e aderir ao SNC. Mas para que a adesão pernambucana seja definitiva, o Estado precisa nos próximos dois anos definir duas coisas: o Plano Estadual de Cultura e reformular o Conselho Estadual de Política Cultural.

"Tem muita coisa (no SNC) que precisa ser aprofundada e maturada", diz Marcelo Canuto

No caso do CEPC, o Sistema Nacional de Cultura exige que ele seja formado por, no mínimo, 50% de representantes da sociedade civil eleitos democraticamente. Atualmente, o Conselho Estadual de Cultura de Pernambuco é formado por dez ‘notáveis’ indicados pelo governador do Estado, incluindo o poeta Marcus Accioly, primo de Eduardo Campos.

A deputada Teresa Leitão (PT), relatora do Projeto de Lei Ordinária Nº 1932/2014, que cria o Conselho Estadual de Política Cultural e o Conselho Estadual de Preservação do Patrimônio Cultural em Pernambuco, realizou na manhã desta terça-feira (20) uma audiência pública para tratar o assunto. O encontro foi realizado no gabinete da parlamentar na Assembleia Legislativa do Estado (Alepe) e contou com a presença de representantes da classe artística, de Marcelo Canuto, secretário de Cultura de Pernambuco (Secult/PE), Severino Pessoa, presidente da Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe), e enviados do Ministério da Cultura (Minc) e da Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj).

“Eu convoquei esta audiência pública porque há uma expectativa da sociedade na alteração desse projeto de lei, no sentido de dar a ele um feitio condizente com a política cultural do país e com o Sistema Nacional de Cultura”, explicou Teresa Leitão ao LeiaJá. “Como relatora, farei um relatório alternativo e enviarei para o Governo do Estado, através da Secult/PE, que avaliará o documento e depois fará uma análise das alterações solicitadas pela classe artística”, revela a deputada, que integra a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Alepe. 

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Entraves com o Sistema Nacional de Cultura

Pernambuco foi o último estado da União a assinar o acordo de cooperação com o Ministério da Cultura (MinC) e aderir ao Sistema Nacional de Cultura (SNC). Mas para que a adesão pernambucana seja definitiva, o estado nordestino precisa nos próximos dois anos estruturar duas coisas: o Plano Estadual de Cultura e reformular o Conselho Estadual de Política Cultural. 

No caso do conselho, o SNC exige que ele seja formado por, no mínimo, 50% de representantes da sociedade civil eleitos democraticamente. Atualmente, o Conselho Estadual de Cultura de Pernambuco é formado por dez ‘notáveis’ indicados pelo governador do Estado, incluindo o poeta Marcus Accioly, primo de Eduardo Campos. 

Polêmica com a criação de dois conselhos

Dias antes de renunciar ao Governo de Pernambuco, Eduardo enviou à Alepe o Projeto de Lei Ordinária Nº 1932/2014, cujo texto original cria um órgão intitulado Conselho Estadual de Política Cultural, que atende às exigências do Sistema Nacional de Cultura, e outro chamado Conselho Estadual de Preservação do Patrimônio Cultural de Pernambuco. Ainda segundo o texto do projeto de lei, a participação no Conselho Estadual de Política Cultural será remunerada pelo valor de R$ 450 por sessão, que pode acontecer mensalmente duas vezes. Já a participação no Conselho Estadual de Preservação do Patrimônio Cultural será remunerada pelo valor de R$ 450. Neste caso, os conselheiros poderão se encontrar seis vezes num único mês.

Segundo Teresa Leitão, a questão que teve mais repercussão durante a audiência pública realizada nesta terça-feira (20) foi a quantidade de conselhos a serem criados. “A maioria das pessoas que participaram da audiência defende a criação de um conselho único. E defende também que a questão da preservação do patrimônio seja tratada de forma setorial por este conselho. Além disso, há outras sugestões que envolvem o órgão estadual, como o aperfeiçoamento da instituição, o detalhamento das atribuições e a remuneração dos conselheiros”, explica a deputada. Ainda de acordo com Teresa Leitão, se o cronograma inicial foi seguido a Alepe votará o texto do Projeto de Lei Ordinária Nº 1932/2014 nas próximas semanas.

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