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Apesar de darem sinais de melhora no faturamento e na produção, as fábricas continuaram demitindo em junho, de acordo com dados divulgados nesta segunda-feira, 1, pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). O indicador que mede o emprego no setor continuou sua longa trajetória de queda que vem desde o começo de 2015 e registrou uma baixa de 0,6% em relação a maio, considerando os efeitos de calendário.

Na comparação com junho do ano passado, a redução nos postos de trabalho chega a 8,3%. No primeiro semestre deste ano, o emprego na indústria obteve um desempenho 9,1% inferior ao registrado nos seis primeiros meses de 2015.

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Com mais demissões, a massa salarial dos trabalhadores da indústria também caiu 0,6% em junho na comparação com maio. O ritmo de queda diminuiu, já que em maio houve uma redução de 1,1% ante abril. Em relação à junho do ano passado, o recuo em junho foi de 8,9%. No primeiro semestre deste ano, o setor teve uma massa salarial 9,9% menor que a do mesmo período de 2015.

Já o rendimento médio do trabalhador da indústria ficou estável em junho, mas acumula uma queda de 0,6% na comparação com o mesmo mês do ano passado. Considerando o primeiro semestre de cada ano, a queda no rendimento médio dos empregados do setor foi de 0,8%.

O Banco Central avalia no Relatório de Inflação do quarto trimestre que o crescimento da massa salarial real deve continuar beneficiando o comércio, bem como a disponibilidade de crédito para as famílias e sua expansão moderada. Já a demanda externa tem contribuído apenas modestamente para o crescimento da quantidade exportada. Por outro lado, o documento destaca que novos investimentos previstos para 2012 devem impulsionar a formação bruta de capital fixo (FBCF) nos próximos trimestres.

A autoridade monetária considera que a moderação no ritmo de crescimento da economia reflete as medidas de contração implementadas desde o fim do ano passado, cita a redução em 0,7% no consumo do governo no terceiro trimestre do ano.

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Para o BC, essas medidas são potencializadas pela deterioração do cenário econômico global a partir do terceiro trimestre deste ano. Segundo o relatório, a volatilidade e a aversão global ao risco estão em níveis bem altos e os riscos para a estabilidade financeira mundial se ampliaram. Entre os motivos está a forte exposição dos bancos globais à dívida da zona do euro.

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