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Em coletiva online realizada na tarde desta quinta-feira (28), o secretário de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco, Bruno Schwambach, anunciou que o Estado deve retomar gradativamente as suas atividades econômicas em um período de 11 semanas.

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Segundo o secretário, um grupo de técnicos, com apoio da consultoria externa, avaliou cada atividade econômica do Estado, considerando o risco sanitário para a saúde, assim como a sua relevância e essencialidade na economia de Pernambuco e na geração de empregos.

"Dentro do nosso plano, estabelecemos um cronograma que prevê a retomada gradativa e planejada das atividades econômicas e está atrelada aos dados de evolução da pandemia de Covid-19 em Pernambuco", explica.

Além disso, Schwambach aponta que foi apresentado aos setores produtivos um plano de horários diferenciados de trabalho para cada um deles, na tentativa de reduzir a quantidade de trabalhadores nos horários de pico no transporte público da Região Metropolitana do Recife.

“Sem vacina ou medicamento comprovadamente eficaz contra o coronavírus, todos teremos que conviver com a doença. Nosso plano pesa quais atividades têm menos impacto nas curvas de contaminação e a relevância econômica de cada setor para definir o cronograma de liberação”, detalhou o secretário de Desenvolvimento Econômico, Bruno Schwambach.

Cada atividade econômica deve ter um protocolo de funcionamento específico com três eixos: o primeiro é com a regra do distanciamento social, segundo é sobre a higiene e o terceiro é a comunicação e monitoramento. 

 

A área administrativa das empresas brasileiras segue contratando profissionais do setor, mesmo em meio à pandemia. A plataforma de empregos InfoJobs anunciou, na última segunda-feira (26), a abertura de 4.575 vagas de emprego para o departamento administrativo de diversas companhias, em diferentes regiões do Brasil. As inscrições devem ser realizadas por meio do site da agência mediadora

As contratantes devem preencher o quadro de funcionários com pessoas contratadas em caráter efetivo ou temporário. Há vagas para o trabalho em esquema home office. As funções exigem conclusão do ensino médio, técnico ou superior (Administração, Contábil, Marketing, Recursos Humanos). Dentre os requisitos para participar dos processos seletivos estão a boa fluência verbal, noções básicas em informática (pacote Microsoft Office), habilidade no trato com clientes no atendimento presencial e via telefone, entre outros.

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A maioria das vagas vão contemplar profissionais de cidades das regiões Sul (Porto Alegre-RS, Novo Hamburgo-RS e Maringá-PR), Sudeste (São Paulo-SP, Ribeirão Preto-SP, Cajamar-SP, Várzea Paulista-SP, Santana de Parnaíba-SP, Duque de Caxias-RJ, Belo Horizonte-MG e Itabira MG), Centro-Oeste (Catalão-GO e Rondonópolis-MT) e Nordeste (Imperatriz-MA).

A plataforma de empregos Luandre abriu processo seletivo para intermediar a contratação de 2.325 pessoas em todo o Brasil. O recrutamento atende as áreas da saúde e da logística, segmentos que tiveram a demanda inflacionada com a pandemia. 

Há vagas efetivas e temporárias em ambos os segmentos, com salários que variam entre R$ 1 mil e R$ 4,5 mil. A área da saúde vai contratar 1.753 profissionais. São 1.625 vagas temporárias e 128 efetivas.

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O contrato, de no mínimo seis meses de duração, abre oportunidades para os cargos de auxiliar de coleta, auxiliar de farmácia, técnico de enfermagem (hemodinâmica, maternidade, alojamento conjunto, internação, CTI pediátrico e UTI) enfermeiro (emergência geral) e fisioterapeuta.

Já os colaboradores contratados de maneira definitiva, vão ocupar funções auxiliar de farmácia, técnico de enfermagem (hemodinâmica, home-care, ambulatório, centro cirúrgico, maternidade e UTI adulto) técnico de imagem (radiologia) e enfermeiro (centro cirúrgico e internação).

As oportunidades são para cargos de níveis médio, técnico e superior. Os ganhos mensais variam entre R$ 1 mil e R$ 4,5 mil.

Logística

As oportunidades no setor logístico são 572. Entre os 383 contratos temporários, a empresa disponibiliza vagas em cargos como auxiliar de logística júnior, representante de envios, assistente de tarefas e líder de logística. Já as 189 chances restantes vão ocupar o quadro de funcionários efetivos em funções como representante de logística, auxiliar de almoxarifado e auxiliar logístico. A remuneração varia entre R$ 1 mil e R$ 3,5 mil.

Seleção

Para participar do processo seletivo, os candidatos devem realizar a inscrição no site da recrutadora https://candidato.luandre.com.br ou no aplicativo da empresa, disponível para todos os smartphones.

A rede varejista francesa Carrefour anunciou na manhã desta sexta-feira (22) a abertura de 933 postos de trabalho em três regiões do Brasil. Com oportunidades nos segmentos administrativo e operacional, os contratados devem preencher o quadro de funcionários da companhia em pelo menos seis estados brasileiros. O processo seletivo será realizado pela página da empresa na plataforma de empregos InfoJobs.

Os aprovados vão ter treinamento específico para atuarem na área em que forem selecionados. Há vagas em funções como técnico e auxiliar de manutenção, balconista de açougue, atendente de farmácia, operador de loja, operador de caixa, empacotador, vendedor de eletro, gerenciador de caixa central e gerente, entre outras. A maioria das oportunidades estão distribuídas pelas regiões Sul (Rio Grande do Sul e Paraná), Sudeste (São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais) e Norte (Amazonas).

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De acordo com o Carrefour, não há prazo estipulado para o término do recrutamento, mas a empresa recomenda que interessados agilizem a candidatura. Além dos salários, a rede oferece benefícios como vale-transporte, assistência médica e odontológica, auxílio-farmácia, cesta básica, participação nos lucros e seguro de vida, entre outros.

Na ausência de acordo político para implementar um aplicativo anticoronavírus, as pessoas que testaram positivo para o novo vírus são contatadas por telefone para rastrear seus contatos, dando origem a uma nova profissão: "rastreador de Covid-19".

Todas as manhãs, cerca de sessenta pessoas com seus laptops e headsets, dividem as ligações na plataforma N-Allo, um dos "call centers" associados à operação iniciada pelo governo belga.

Neste reino de 11,5 milhões de habitantes, onde o vírus deixou mais de 9.000 mortos, esse "rastreamento" é levado muito a sério, especialmente quando as autoridades autorizaram há quinze dias um desconfinamento muito progressivo por medo de uma nova onda epidêmica.

Entre os funcionários da N-Allo, Pierre Fournier explica que se apresentou quando soube que cada uma das regiões belgas estava contratando centenas de pessoas para essa operação sem precedentes que busca identificar possíveis portadores do vírus.

"Eu queria contribuir com meu pequeno grão de areia para a localização e erradicação da pandemia", disse à AFP este consultor de 65 anos.

Sua tarefa, assim como os demais funcionários no call center experientes ou inexperientes, é estabelecer uma lista de pessoas com as quais os pacientes entraram em contato durante um período de dez dias, dois dias antes dos primeiros sintomas até sete dias depois.

Se o contato excedeu 15 minutos a menos de 1,50 metros, a pessoa que esteve em contato é considerada "de alto risco", e outro "rastreador" fica responsável por avisá-la.

O objetivo é "reduzir os círculos de contaminação e fazer avançar o desconfinamento", resume Gladys Villey, da Mutualité Partenamut, que em Bruxelas organiza esse tipo de segunda rede de prevenção.

Se, após 24 horas, a pessoa considerada de "alto risco" e que deve ficar isolada por 14 dias em casa não atender o telefone, assistentes sociais, paramédicos ou ambulâncias organizam uma visita domiciliar, explica.

- Aplicativo móvel, um "complemento" -

"Enviamos profissionais acostumados a entrar em contato com pacientes doentes e que dominam vários idiomas, o que facilita as coisas", diz Villey. Na Bélgica, existem 185 nacionalidades representadas.

Das 340 visitas realizadas na região de Bruxelas desde o início da operação, em 11 de maio, apenas "de 20% a 30%" se recusaram a colaborar, "felizmente uma minoria", ressalta a responsável.

"Muitas pessoas têm medo de nos fornecer informações. Tentamos tranquilizá-las, explicando que tais dados permanecem apenas em nossas mãos", enfatiza.

Tranquilizar, criar um clima de confiança, mostrar empatia independentemente da idade do interlocutor... Os "rastreadores" da linha de frente, contratados por um período de três meses, receberam algumas dicas durante as sessões de treinamento.

Por sua vez, os médicos de família costumam avisar os doentes de que eles entrarão em contato. "Já criaram uma lista de contatos. Realmente não há efeito surpresa. A ligação geralmente leva de 10 a 15 minutos", explica Fournier.

Atualmente, a operação está "em andamento". Os pacientes fornecem em média "um ou dois nomes", uma vez que viram poucas pessoas durante os dois meses de confinamento, explicam os organizadores.

Mas, "à medida que o desconfinamento progredir, o número de contatos fornecidos aumentará", juntamente com o trabalho dos rastreadores, estima Xavier Brenez, diretor geral da Mutualités Libres, para quem um aplicativo móvel será um "complemento".

"O sistema de call center e agentes de campo continua fragmentado, pois não permite identificar casos de contato em locais públicos ou em transportes públicos", acrescenta.

O setor supermercadista segue aquecido mesmo durante a quarentena. O Grupo BIG, da Rede Walmart Brasil, abriu processo seletivo para preencher o quadro de funcionários em nove estados brasileiros. São 494 vagas para funções operacionais e administrativas em diversos estabelecimentos gerenciados pela companhia. Os salários variam entre R$ 1.254 e R$4.689.

As inscrições para participar do recrutamento devem ser realizadas pelo https://portaldevagas.connekt.com.br/grupobig . A seletiva vai contemplar cargos como auxiliar de estoque, operador de loja, operador de caixa, açougueiro, vendedor de eletro, técnico de manutenção e gerente de atendimento, entre outros.

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Os contratados vão atuar em estabelecimentos como os hipermercados BIG e BIG Bompreço; supermercados Super Bompreço e Nacional; atacadista Maxxi; clube de compras Sams Club; lojas TodoDia; além dos postos de combustíveis e farmácias da rede.

O processo seletivo vai escolher profissionais para se juntarem aos mais de 50 mil funcionários da rede em 556 unidades. A princípio, o recrutamento atende estados do Sul (Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná), Sudeste (São Paulo, Espírito Santo e Minas Gerais), Centro-Oeste (Goiás) e Nordeste (Bahia e Ceará). De acordo com o Grupo BIG, as contratações podem se estender a outras unidades federativas em um segundo momento.

Conseguir uma colocação no mercado de trabalho é uma dos objetivos de muitos profissionais. E, para isso, a pessoa que deseja candidatar-se a uma vaga, além de cumprir os requisitos exigidos para o cargo almejado, precisa passar por uma entrevista de emprego.

Comumente realizada de forma presencial, a entrevista de emprego tem por objetivo conhecer o perfil do candidato e analisar se ele se encaixa no cargo ao qual está concorrendo. No entanto, por conta das medidas de isolamento social que foram impostas devido à pandemia do novo coronavírus, as entrevistas precisaram ser adaptadas e migraram para o formato digital para que o candidato não precise sair de casa, obedecendo, assim, às normas estabelecidas.

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Mas, como se preparar para uma entrevista de emprego virtual? Como ela é realizada? Qual roupa vestir? Para abordar o tema, a reportagem do LeiaJá conversou com duas especialistas em Recursos Humanos.

Segundo a psicóloga do Instituto Euvaldo Lodi (IEL), Ketilly Gomes, a entrevista virtual pode ser feita por meio de diversas plataformas on-line. “A entrevista virtual é realizada por plataformas on-line, temos várias opções para realizar esse tipo de interação, salas virtuais, chamadas de vídeos, entre outros meios”, conta. “A escolha de qual ferramenta usar estará muito atrelada ao que o recrutador vai disponibilizar, contanto que esteja também acessível para os candidatos”, diz a psicóloga.

A coordenadora de Recursos Humanos do Grupo Ser Educacional, Amanda Monteiro, relata que, após dar início às fases iniciais da seleção (divulgação das vagas, captação dos currículos), em seguida é escolhida a plataforma em que será realizada a entrevista virtual, como Skype, Microsoft Teams, Zoom, Google Hangouts, WhastsApp e FaceTime. “Normalmente essa entrevista virtual é realizada por Skype. Mas também ela pode ser realizada pelo FaceTime ou por meio de outro aplicativo que a pessoa possa ter acesso à câmera. Mas, quando o candidato não está conseguindo, essa entrevista é feita por telefone também. As perguntas são basicamente as mesmas usadas nas entrevistas presenciais, baseadas na identificação de competências específicas para o cargo”, declara Amanda.

No que diz respeito à diferença da entrevista virtual para a entrevista presencial, Ketilly Gomes explica que, no caso da primeira, ela pode ser realizada de qualquer lugar, desde que os envolvidos tenham à disposição os recursos necessários para a realização da entrevista virtual.

Sobre a mesma questão, Amanda revela que a diferença é que na virtual não podem ser usados alguns recursos que são utilizados na conversa presencial. “A grande diferença não está nem tanto na questão das perguntas que se faz ou das informações que podem ser obtidas por meio da entrevista, porque basicamente são as mesmas coisas. A diferença é que você não consegue utilizar, na verdade, alguns recursos que a gente utiliza na entrevista presencial, como dinâmicas de grupo ou aplicação de provas e testes. Então, na entrevista presencial, você consegue também ter um contato diferente com esse entrevistado, perceber algumas nuances de comportamento, algumas coisas de expressão corporal que pela entrevista remota é difícil de a gente conseguir captar", explica.

A respeito da forma como o candidato deve se portar em uma seleção on-line, Ketilly comenta que o profissional deve conhecer a vaga e a empresa para a qual ele está se candidatando. “Temos vários pontos para serem observados dentro de um processo seletivo virtual: o primeiro dele é conhecer bem a vaga e a empresa que você está concorrendo ao processo, essa premissa é importante em qualquer formato que esteja sendo conduzido o processo seletivo”, diz a psicóloga. Ketilly aborda, ainda, outros itens que alguém que irá participar de uma entrevista virtual tem que saber. “Outro ponto é verificar se há uma boa conexão de internet para que no momento do contato do recrutador, o candidato não tenha surpresas, então teste sempre antes com alguém e verifique se a melhor opção é a internet do seu celular, Wi-Fi ou conectando diretamente o modem ao seu computador", aconselha.

"Destaco também a escolha do local, reserve um ambiente discreto, em que você esteja à vontade para conversar sem interrupções de terceiros ou barulhos em excesso do meio externo, comunique aos seus familiares que naquela ocasião você estará em um compromisso importante", acrescenta a especialista.

Uma das observações realizadas pelo recrutador é a pontualidade em um processo seletivo presencial. Esse ponto também é válido para a entrevista virtual; você precisa estar preparado com antecedência, ter checado tudo no que se refere à conexão, para que no momento do contato do recrutador, você já esteja disponível.

Vale ressaltar também a importância da vestimenta e apresentação pessoal. Por mais que esteja no ambiente doméstico, no aconchego do seu lar, o candidato deve entender que este é um compromisso profissional, portanto, a forma como se apresenta conta muito no processo. Nesse sentido, vista-se adequadamente, conforme a cultura da empresa, cuide do cabelo, da maquiagem e da barba - no caso dos homens -.

"Mantenha sempre uma boa postura, olhe sempre para a câmera para promover a interação com o recrutador, comunique-se de forma clara, tenha cuidado com as interrupções do áudio devido à conexão, pontue se não entendeu bem a pergunta", destaca Ketilly.

É importante desligar todos os seus demais aplicativos, evitar distrações e interrupções no momento da entrevista. Amanda também opina sobre a questão da vestimenta a ser usada pela pessoa que será entrevistada e diz que ela deve se vestir da mesma maneira que se vestiria para uma entrevista presencial. "Então, o fato de ela estar em casa não quer dizer que ela tem que se vestir para uma entrevista de emprego de uma forma muito informal", alerta.

O primeiro contato que o selecionador tem com o candidato é o currículo. Ele é a porta de entrada para a companhia que se quer trabalhar. Por isso, é muito importante que a apresentação seja bem estruturada e tenha informações precisas e coerentes. Pensando nisso, a Universidade Guarulhos (UNG) disponibilizará 150 vagas para auxiliar pessoas na elaboração e revisão de currículos.

O currículo é seu cartão de visitas para abrir as portas para a entrevista que sempre desejou. Nele estão contidas informações mais relevantes sobre suas qualificações para a vaga desejada. "Em tempos de pandemia, elaborar um bom currículo pode ter uma grande diferença para o processo seletivo, com vagas tão escassas no mercado de trabalho, e, por isso, não podemos ter poucas informações ou cometer excessos", explica a coordenadora do curso de Recursos Humanos da UNG, Regina Fernandes

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Segundo ela, um currículo atrativo é aquele que visualmente vai "chamar a atenção do contratante por ter uma boa formatação, informações relevantes e, principalmente, não ter erros de português", ressalta.

Os interessados devem entrar em contato pelo do e-mail: gestaorh.gua@ung.br, do dia 20 ao dia 31 de maio. Após o período de inscrições, professores solicitarão os dados para elaboração ou revisão do currículo. O tempo de devolução do conteúdo é de até 72 horas.

 

*da Assessoria de Comunicação

A BRQ Digital Solutions está com 39 vagas de emprego abertas. Há oportunidades para profissionais de diversas áreas. Os contratados atuarão em home office. As inscrições podem ser feitas no site de seleções da empresa. O período de candidaturas é variável, conforme o cargo pretendido.

São oportunidades para cargos em níveis sênior, pleno e trainee, distribuídas nas áreas de informática, engenharia, internet, design gráfico, telecomunicações, matemática estatística e seguros. Informações sobre salários e carga horária são repassados aos candidatos durante processo seletivo, de acordo com a vaga pretendida. 

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Em contrapartida, a empresa adianta que os contratados terão benefícios como assistência médica, assistência odontológica, previdência privada, seguro de vida, vale alimentação ou refeição. Para concorrer às vagas é necessário ter idade igual ou maior de 18 anos, além de preencher os requisitos da oportunidade que o candidato tiver interesse.

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-> ClearSale abre vagas com salários de até R$ 10 mil

A ClearSale, empresa de soluções antifraude, está com 143 vagas abertas para contratação de profissionais para atuarem na área de atendimento, tecnologia da informação e analytics. Há ainda oportunidades para classificador de chargeback na operação e candidatos com experiência e perfil de gestão de equipes. Todas as oportunidades são destinadas a pessoas com deficiência.

As inscrições devem ser realizadas através do site da companhia, na área de carreiras. O salário oferecido varia de R$ 1.300 a R$ 10 mil. Todas as vagas são em regime CLT, e têm benefícios como assistência médica e odontológica, vale refeição, auxílio creche e farmácia e plano de carreira.

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Para os candidatos a fim de atuarem na área de TI e Analytics, é preciso possuir habilidades específicas em análise e processos que envolvem inteligência artificial e machine learning.

Vale ressaltar que a maioria das oportunidades são para a área de atendimento. Os profissionais atuarão na validação de informações de compras no e-commerce, com foco em antifraude. Para participar da seleção é necessário que candidato tenha mais de 18 anos de idade, boa capacidade de comunicação, perfil analítico e não é necessário ter ensino superior. Além disso, é preciso residir em São Paulo ou na Região Metropolitana.

Em decorrência da pandemia do novo coronavírus, todo o processo seletivo e de treinamento dos novos colaboradores será realizado de forma on-line. A empresa também adotou  trabalho remoto para todos os selecionados. “Buscamos pessoas curiosas, criativas e analíticas, estimulamos a criatividade no nosso time. Acreditamos no desenvolvimento de pessoas, que naturalmente reflete no crescimento profissional de nossos colaboradores”, destaca Leonardo Ferraz, Head de Pessoas da ClearSale.

A Prefeitura do Recife abriu chamada pública para contratação de 300 costureiras e sociedades cooperativas de consumo registrados como Microempreendedores Individuais (MEI) para confeccionar um milhão de máscaras de proteção, que serão destinadas a doação. As inscrições seguem até 15 de maio, através do e-mail: chamadapublicagpe@recife.pe.gov.br .

As produções das máscaras serão distribuídas da seguinte forma: costureiras autônomas, pessoa física, poderão fabricar até 1.600 máscaras. Já para sociedades cooperativas e microempresas, o fornecimento do adereço poderá ser até 20.800 unidades. Para cada item confeccionado será pago R$ 1, podendo chegar a R$ 1.600, para pessoas jurídicas, ou R$ 20.800, para MEIs. 

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É cobrado como requisito, para as costureiras autônomas, ter idade igual ou maior a 18 anos e residir na cidade do Recife. Tantos as microempresas quanto as cooperativas terão que apresentar a inscrição regularizada no Cadastro Nacional das Pessoas Jurídicas.

Profissionais autônomo devem anexar de forma digitalizada as cópias da Carteira de Identidade (RG) e do Cadastro de Pessoa Física (CPF). Além do RG e CPF, os microempreendedores individuais e microempresas deverão anexar cópia do cadastro de pessoa jurídica; cópia digital do comprovante de inscrição do administrador ou responsável legal pela pessoa jurídica no CPF; cópia digital do comprovante de endereço recente, em nome próprio, com no máximo 90 dias de emissão; registro comercial ou contrato social em vigor;  além de dados Bancários da pessoa Jurídica ou da pessoa física do responsável da pessoa jurídica.

Para concluir o cadastro ainda é necessário que o microempreendedor individual ou a microempresa prove a inexistência de débitos perante a Justiça do Trabalho, além de apresentar uma declaração de que não emprega menor.  Especificamente para sociedades cooperativas de consumo é dispensada a comprovação do Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE).

Mais informações sobre o processo seletivo podem ser conferidas no edital de abertura da chamada pública.

A pandemia de Covid-19 forçou as pessoas a ficarem em casa e empresas a fecharem as portas por todo o mundo para proteger a saúde da população, uma vez que ainda não se conhecem nenhuma vacina ou tratamento eficaz para a doença. O isolamento social é, de acordo com as autoridades de saúde, o único meio eficiente de reduzir o número de contágios.

Com a redução do faturamento e sem reservas ou auxílio suficiente para se manter durante esse período, muitas empresas têm fechado ou demitido funcionários. De acordo com a Organização Internacional do Trabalho (OIT), que faz parte da Organização das Nações Unidas (ONU), cerca de 30 milhões de postos de trabalho fecharam ainda no primeiro trimestre de 2020, no mundo inteiro, devido ao Sars-Cov-2. No Brasil, a realidade não é diferente.

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Um estudo realizado pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (Ibre/FGV) prevê que o desemprego chegue a 17,8% em 2020. A auxiliar em saúde bucal Maria joelma Alves Barboza de Souza, de 37 anos, foi demitida no dia 17 de março após três anos trabalhando em um consultório. “Não foi impactante porque era esperado para a situação que estávamos vivendo, dependemos dos lucros do consultório e ele foi fechado. O dono chamou na sala, explicou a situação e aceitei, não há o que fazer, entendi a situação dele em não poder custear os gastos. Estamos todos esperando uma onda de boas notícias; estamos nos encorajando porque a esperança nos fortalece”, diz.

Situação semelhante é enfrentada por Kaline Batista de Lima, de 28 anos, que trabalhava há 3 meses como correspondente bancária em uma pequena empresa recém-aberta. Inicialmente, os trabalhadores foram enviados para home office, porém, duas semanas depois, as demissões foram comunicadas. “Aqui na minha família, menos mal que só eu perdi o emprego, mas mesmo assim a gente está dependendo quase que praticamente do salário da minha irmã e a empresa já ameaçou fazer cortes em salários e no quadro de funcionários. O sentimento de desamparo, impotência, uma incerteza grande demais do que vai acontecer daqui para a frente. O governo muito provavelmente vai cuidar primeiro dos empresários prejudicados, para só então o proletário ter chance de algo”, afirma.

Por que a divulgação parou?

Uma pergunta muito importante e pertinente de ser respondida pelas autoridades nesse momento é a seguinte: Quantas pessoas perderam o emprego por causa do novo coronavírus? No Brasil, até então, não há resposta oficial. Desde janeiro de 2020, o Governo Federal não divulga dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), que é um registro permanente de admissões e dispensa de empregados, publicado mensalmente pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).

De acordo com uma nota oficial à imprensa divulgada no dia 30 de março, a Secretaria Especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia afirma que “a falta de prestação das informações sobre admissões e demissões por parte das empresas” inviabilizou a consolidação dos dados do Caged, e que “na presença de subdeclaração, podem comprometer a qualidade do monitoramento do mercado de trabalho brasileiro”.

Assim, o Ministério da Economia declara que a suspensão da divulgação dos dados foi decidida “no intuito de não comprometer o uso, o rigor metodológico e a qualidade dos dados do Caged” e também que “tem entrado em contato com as empresas para que retifiquem e reenviem os dados e tem expedido comunicados no portal do eSocial a fim de reforçar a importância do preenchimento das informações”.

O único dado oficial disponível sobre desemprego atualmente é fornecido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), através da medição da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) Contínua, que não registra apenas trimestres usuais, mas também períodos móveis, como fevereiro, março e abril, ou março, abril e maio. A última taxa divulgada pelo Instituto apontava para um desemprego em ascensão de 11,6% no trimestre encerrado em fevereiro, atingindo 12,3 milhões de trabalhadores.

Há, segundo especialistas, outra razão além das dificuldades enfrentadas pelas empresas devido ao novo coronavírus para que o Caged não esteja sendo divulgado. De acordo com o professor do departamento de Sociologia da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Sidartha Soria e Silva, que também é coordenador do Observatório do Mercado de Trabalho da UFPE, uma das razões é a migração de diversas bases de dados do governo para o Sistema de Escrituração Digital das Obrigações Fiscais, Previdenciárias e Trabalhistas (eSocial), a fim de unificá-las. “Desde 2018, no âmbito do Ministério da Saúde, trabalho, previdência, trabalho e assistência social, estava rolando uma conversa de unificar as bases de dados, estavam promovendo um processo de transição para o eSocial. Começou a gerar problema no fluxo dos dados ao longo do ano passado e como esse processo estava dificultado, os técnicos tiveram que ir resolver esse quebra-cabeça. Com a pandemia, você começa a ter fechamento de escritórios de contabilidade que faziam esse processo de prestação dos registros das empresas que entram no parafuso”, explica o professor.

Os Observatórios do Mercado de Trabalho têm como objetivo realizar monitoramentos, com apoio do Ministério do Trabalho, gerando estudos, análises de dados e pesquisas aplicadas sobre o mercado para as superintendências regionais do trabalho de cada estado, além de atender a outros órgãos - que encomendem estudos  -e à imprensa. Para o professor Sidartha, que coordena o observatório da UFPE, não é possível realizar estudos e análises sem dados oficiais consolidados e existe um terceiro fator que causa o apagão de dados oficiais sobre o desemprego na pandemia de Covid-19: a falta de interesse do governo em sua publicidade. “Não é novidade que eles não têm apreço pela ciência e estudo das questões que pautam a esfera pública. Os observatórios foram sofrendo ao longo dos anos porque começou com o Temer e piorou com Bolsonaro. Para mim, está claro que não é prioridade do governo ter dados disponíveis para população o mais rápido possível, porque você mostraria o número de demissão e isso obviamente para esse governo seria muito ruim. Porque permite que ele possa inventar narrativas em redes sociais se eximindo de governar. Se você não sabe o que está acontecendo, pode dizer qualquer coisa, isso é o maior problema de estar voando às cegas sem informação sobre o que está acontecendo com o emprego”, afirma o coordenador do Observatório da UFPE.

As consequências do apagão de dados oficiais sobre mercado de trabalho são as mais diversas possíveis e vão desde a dificuldade de elaboração de políticas públicas para geração de trabalho e renda até a fuga de investidores estrangeiros do país. “Se o gestor sabe onde os empregos somem mais, pode fazer uma política mais localizada. A gente não tem como fazer nada disso. Se nós não temos como dizer, além de ver a olho nu os comércios fechando e a geração ruim de vagas, como o governo vai pensar em geração de emprego e renda se não sabe como vai o mercado de trabalho? Como vai pensar economia, como vai administrar a economia? É grave no ponto de investimentos. Que investidor estrangeiro vai colocar dinheiro no Brasil sem saber o que está acontecendo aqui? Seria assinar um cheque em branco, eles não vão fazer isso. O governo não consegue planejar políticas de emprego e renda, o investidor privado não consegue planejar política de negócio sem dados”, diz o professor Sidartha.

O professor de economia da UFPE e consultor de empresas Ecio Costa considera importante a divulgação dos dados oficiais de empregabilidade para que se tenha uma real dimensão do cenário de emprego no país durante a pandemia, além de destacar outra consequência danosa causada pela falta da divulgação dessas informações: dificuldades na retomada econômica. “No período de retomada econômica após a pandemia, se você não tem o número de desempregados sendo informado, você também vai ter dificuldades para poder fazer políticas de recolocação das pessoas no mercado de trabalho. Aquela modalidade de carteira de trabalho verde amarelo, modalidade de contrato, quando você tem uma taxa de desemprego muito alta e ela é apresentada à sociedade, uma política como essa provavelmente mais facilmente seria aprovada a nível de congresso se você tivesse uma informação como essa”, afirma o especialista.

A impossibilidade de monitoramento da efetividade das medidas adotadas pelo governo para tentar retomar os empregos também fica prejudicada, na visão do professor, uma vez que a sociedade não tem acesso aos dados de emprego e desemprego. “Como que a gente vai saber se a política está sendo eficaz, se ela está sendo utilizada realmente, quais os resultados para manutenção dos empregos? O governo anunciou que até o momento foram mantidos 4,6 milhões de empregos através dessa política, mas a gente não vê os dados sendo publicados para afirmar isso”, aponta o professor.

Ele também indica uma dificuldade para estruturar e mensurar programas sociais diante do desconhecimento não apenas da empregabilidade, mas consequentemente do nível de renda da população e de sua disposição ao consumo. “À medida que você tem uma queda no emprego, a renda disponível para o consumo também cai, então quando você não mede essa taxa de desemprego, você não sabe como a renda disponível para consumo vai estar funcionando, como vai estar disponível e qual o montante dela. Além disso, os programas sociais ficam difíceis de serem mensurados, porque você não tem a informação oficial sendo apresentada”, afirma Ecio.

Em meio a pandemia, brasileiros tiveram que encarar mudanças na forma de lidar com o trabalho. Agora, com a crescente tendência em realizar as atividades profissionais em casa, empresas oferecem 162 vagas de emprego home office, em diversos cargos, nesta segunda-feira (4). 

Na SKY, empresa de serviços de telecomunicações brasileira, são oferecidos 12 vagas para cargos como analista contábil pleno; assessor executivo; analista de comunicação comercial (trade); consultor de serviços pleno; engenheiro de dados; supervisão; dentre outros. 

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Em algumas das vagas a frequência para realizar o home office é de até dois dias. As chances destinada a São Paulo e os salários serão informados durante processo seletivo. Mais informações e exigências de cada vaga fica disponível no perfil da empresa no site Vagas

Já na Teleperformance, empresa especializada em relacionamento com cliente, estão disponíveis 50 oportunidades para a vaga de agente de interação, em São Paulo. A remuneração será paga semanalmente e informada durante seleção.

A companhia também oferta de mais 100 vagas para expert em interação, no Rio Grande do Norte, com salários de R$ 1.076,14, além benefícios. Mais informações e exigências de cada vaga fica disponível no perfil da empresa no site Vagas.

Para concorrer às oportunidades de trabalho em ambas as empresas, é necessário ter idade igual ou maior a 18 anos. É importante também ter itens para execução das atividades em casa, como notebook e internet, além de manter a comunicação com a empresa. Interessados devem realizar envio de currículo ainda esta semana.

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"O presidente da empresa convocou uma reunião com todos para comunicar a demissão em massa. Toda a empresa foi desligada. Previamente, não se falava em demissão alguma, até porque, antes de pararmos, ele fez uma reunião com todos os colaboradores e disse que a intenção não era desligar ninguém", relembra Maria Izabel Tavares.

Há nove meses no cargo de coordenadora de produção, a engenheira e os 25 colegas de trabalho receberam o anúncio 20 dias após o último dia de funcionamento da empresa, que é do setor de confecção. A decisão de fechar as portas foi reflexo das medidas adotadas por Estados e Municípios para frear o avanço do novo coronavírus no Brasil; entre as ações estão o isolamento social e funcionamento apenas de serviços considerados essenciais.

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Izabel relata que não poderia calcular os impactos causados pela pandemia, muito menos que culminaria na demissão de todos os colaboradores. “Não acreditava que pudesse chegar a esse ponto de desligar toda empresa”, conta.

Diferente da maioria dos trabalhadores, Maria Izabel tem uma renda complementar. No entanto, ela não sabe até quando poderá contar com esse rendimento, mesmo assim, mantém a fé em dias melhores. “Atualmente, a renda que tenho é de um imóvel alugado no interior. Graças a Deus, esse mês recebi normal, mas não sei como serão os próximos meses. Porém, Deus irá nos ajudar a sair dessa”, diz esperançosa.

Mesmo em um cenário de instabilidade, ela segue procurando uma nova oportunidade de emprego.  “Estou em busca de me recolocar no mercado de trabalho. Sempre procurando, acessando sites, cadastrando currículo, até porque, tem algumas empresas que estão contratando”, observa.

A designer gráfica Giovana Anello também foi impactada pela crise causada pelo novo coronavírus. Com menos de três meses como efetiva em um centro de exposições e prestes a finalizar o período de experiência, ela teve redução salarial e da jornada de trabalho em 50%.  “Nosso home office começou antes do decreto (isolamento social e fechamento de serviços não essenciais). A notícia da redução veio um dia antes do acordo, via Skype. Além de mim e um colega, ficou decidido que toda equipe que trabalha comigo também seria afetada. Somos em cinco profissionais no setor de marketing. Porém, a redução das outras pessoas (três) foi de 25%”, relata.

Giovana conta que o acordo de redução, previsto na Medida Provisória 936, aprovada pelo Governo Federal como ação emergencial para preservação dos postos de trabalho em meio à crise sanitária, foi menos danosa para ela que temia uma demissão. “Não pensei nessa possibilidade (redução), só tinha pensado em demissão. Foi uma decisão até otimista para mim quando disseram que não aconteceriam mais demissões no meu setor”, analisa.

O trabalho no centro de exposições é a única renda da designer. Com a diminuição do ganho, ela tenta levar os dias de instabilidade a partir de uma pequena reserva emergencial.  Assim como ela e Maria Izabel, vários trabalhadores sentem ou sentirão os efeitos da crise criada pela pandemia.

Desemprego e flexibilização do contrato de trabalho

De acordo com uma avaliação da Organização Internacional do Trabalho (OIT), vinculada à Organização das Nações Unidas (ONU), cerca de 30 milhões de postos de trabalho fecharam ainda no primeiro trimestre no mundo devido ao Sars-Cov-2. Em levantamento realizado pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (Ibre/FGV), a previsão é que o desemprego atinja 16,1% no segundo trimestre.

 Alguns setores já começam a sentir os efeitos da crise e da dinâmica social adotada para a contenção da doença no país. Os ramos de serviços, comércio e turismo são os mais afetados de imediato.

“Há um efeito multiplicador. Quando você vende menos no varejo, termina tendo um impacto nas indústrias. Além disso, o comércio de itens não essenciais também sente esse efeito, pois, geralmente, as pessoas compram por impulso ou justificadas por um evento, ida ao trabalho. Como as pessoas estão em casa, todas essas vendas caíram significadamente”, explica o economista Ecio Costa.

Entretanto, para ele, ainda é cedo para mensurar os impactos causados pela pandemia na vida dos trabalhadores. Porém, o economista aponta que há uma forte tendência para o aumento do desemprego. “De fato, a gente ainda não tem muitas informações, porque o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED), ligado ao Ministério do Trabalho, não está sendo divulgado desde janeiro/fevereiro de 2020. Então, não temos dados oficiais sobre geração de empregos formais. Pelo lado da informalidade, sabemos que há um grande número de pessoas que não estão conseguindo trabalhar”, pontua.

Ecio reverbera que muitas empresas foram surpreendidas, não possuíam reserva de rendimentos e isso ocasionou dificuldade para obtenção de recursos e, posteriormente, na manutenção dos empregos.

Nesse cenário, ele chama atenção para a MP 936. “O Governo Federal lançou medidas importantes que estão sendo adotadas pelas empresas, que promovem uma certa flexibilização nos contratos de trabalho, mas que são  essenciais para a manutenção desses empregos. Essas medidas, de acordo com números apresentados,  já preservaram o equivalente a quatro milhões de empregos e é provável que o governo prolongue essas ações”, explana.

Crise política e perspectiva pós-pandemia

Além da crise sanitária, o Brasil também enfrenta instabilidade política causada pela saída de ministros e acusações contra o Governo Federal. Nesse panorama, Ecio salienta que a crise política traz mais instabilidade e pode influenciar na recuperação do país pós-pandemia. “Não se sabe ao certo que caminhos o Governo Federal vai tomar. Mas, um passo importante que foi tomado pelo presidente Bolsonaro é a manutenção do Paulo Guedes como ministro da Economia. Essa sinalização é muito importante para que se tenha alguma estabilidade no campo econômico”, analisa.

Ainda segundo ele, caso haja a saída de Guedes, o novo nome que assumir a pasta deve apresentar as mesmas políticas de austeridade fiscal, promoção de reformas estruturantes para a economia do país e não apresentar medidas que geram mais gastos, visto que, o Brasil está com grande endividamento. Questionado sobre o tempo de recuperação do mercado de trabalho após a epidemia do novo coronavírus, ele lembra que “quanto mais tempo durar essa situação de isolamento social, maior vai ser o impacto na economia e, consequentemente, no desemprego, porque vai ter menos atividade econômica, menos perspectiva de retomada e uma retomada mais difícil”.

Ademais, Costa complementa que a recuperação do setor trabalhista não será imediata. “As pessoas que estão em casa consumindo menos não vão sair desesperadamente para adquirir o que deixaram de consumir durante o período de isolamento. A gente vai ter uma retomada ainda muito lenta e com muita desconfiança, principalmente, com relação aos empregos. As pessoas ficam temerosas que não terão a mesma situação do pré-crise, pré-isolamento social”, frisa.

Outro fato apontado pelo economista é com relação às empresas. “As instituições estão se endividando durante esse período de pandemia e a situação delas, após a reabertura, precisará ser muito bem equacionada porque terão imposto que foram deferidos, endividamentos novos, negociações com fornecedores e isso vai refletir na folha de pagamento e na forma de contratação. Por isso, pode haver, temporariamente, redução de quadro. Mas, como o segundo semestre, geralmente, é mais ativo que o primeiro, é possível que se tenha um aumento do consumo que venha impulsionar a economia”, salienta.

O futuro do trabalhador

Principal pilar da economia, o trabalhador enfrenta uma realidade marcada por demissões, redução salarial e suspensão de contratos de trabalho. Sem previsão para um retorno à normalidade, as projeções de um cenário pós-pandemia ainda são imprecisas.

O presidente da Central Única dos Trabalhadores de Pernambuco (CUT-PE), Paulo Rocha, adverte que as perspectivas para a classe trabalhadora não são as melhores. “Devido às pressões para reabertura da indústria e comércio, as medidas de isolamento serão afrouxadas antes do previsto. Os trabalhadores terão que retornar ao trabalho e encarar transporte público lotado, o que aumentará o risco de contaminação pela Covid-19. Para não perder o emprego, muitos profissionais vão se submeter a isso”, expõe.

De acordo com ele, a CUT defende que a retomada das atividades seja sistemática e que haja um planejamento para a segurança dos funcionários. “Alguns pontos levantados são o uso de máscaras, abertura gradual e com horários distintos do comércio, mais ônibus circulando, entre outras medidas”, esclarece Paulo.

A liderança chama atenção sobre as ações e condução da crise criada pelo novo coronavírus. “O Governo Federal está aproveitando a pandemia, junto com o Congresso Nacional, para aprovar projetos impopulares como a Medida Provisória 905 e a MP do contrato de trabalho Verde e Amarelo, sob a justificativa de prevenção dos postos de trabalho. Mas, essas já eram pautas de Bolsonaro antes dele assumir a presidência”, critica.

Com o aumento dos casos da Covid-19 no país, muitos empresas adotaram a dinâmica de trabalho home office. Para a gerente de Recursos Humanos Sabrina Torres, a prática deve continuar após a epidemia. “Empresas que não que não consideravam isso uma opção, hoje, estão bem mais flexíveis porque, de fato, funciona. Tendo líderes que consigam concentrar os esforços e produtividade da equipe não tem problema nenhum, é só uma questão de adaptação e organização. Com certeza, nesse cenário pós-pandemia, o home office vai vir, talvez, como um benefício para as pessoas e ter essa flexibilidade. Muitas empresas que eram contrárias a essa dinâmica, hoje, já a enxergam com outros olhos”, constata.

Para a especialista, esse novo sistema laboral flerta com a precarização das condições de trabalho. “O home office vem se acentuando, logo, o trabalhador passa a assumir as responsabilidades, que antes eram das empresas. As condições de trabalho ficarão sob a tutela também do trabalhador e trabalhadora, ou seja, a classe patronal se eximirá de certas obrigações. Além disso, há um risco do aumento da jornada de trabalho que não irá acompanhar a remuneração”, analisa.

Em um panorama mais otimista, Sabrina ressalta que os profissionais devem se qualificar neste período de isolamento e, como alternativa para driblar o desemprego e garantir renda, executar atividades como freelancer. “Usar este período para tentar se qualificar e buscar oportunidades. As contratações temporárias e de freelancer tendem a aumentar, pois as empresas estarão se adaptando, recuperando-se dessa crise e não terão, de imediato, como contratar muitos funcionário sob o regime CLT”, explana.

Sobre isso, o presidente da CUT sinaliza que o resultado será a criação de postos de trabalho precários, ou seja, sem carteira assinada, com jornada excessiva e baixos salários. “Diante disso tudo, pouco temos o que comemorar neste 1º de maio, Dia do Trabalhador. O cenário que se desenha não é favorável para a classe. Teremos muita luta, diálogo e ações para garantir o bem-estar dos trabalhadores e trabalhadoras”, afirma.

Conteúdo publicado originalmente pelo site institucional da UNINASSAU

Devido a pandemia do novo coronavírus, foi imposto um isolamento social, fazendo com que muitas pessoas ficassem impossibilitadas de trabalhar. A situação causou a preocupação e perda de renda de muita gente. No entanto, mesmo em meio às medidas de contenção da propagação do Covid-19, há empresas com vagas abertas, o que pode ser uma boa oportunidade para aqueles que estão passando por uma situação difícil no momento.

 Veja, a seguir, empresas de diferentes setores que estão com vagas abertas.

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Grupo Big - O Grupo Big, responsável pelo Big Bompreço, está oferecendo mais de 500 vagas em diferentes regiões do país. Há oportunidades para diferentes níveis de escolaridade. Alguns dos cargos participantes da seleção são de auxiliar de perecíveis, especialista digital, auxiliar administrativo (membership), operador de loja intermitente, açougueiro, entre outras. Para visualizar as vagas, clique aqui.

Carrefour – O Carrefour está com mais de cinco mil oportunidades abertas no país todo. Há vagas que possuem carga horária de trabalho de período integral ou meio período para contratações fixas e temporárias. Há chances para recepcionista de caixa, operador de loja, operador(a) de centro de distribuição, entre outras. O processo seletivo será realizado de forma on-line. As inscrições podem ser feitas clicando no link.

Global Empregos - A Global Empregos está oferecendo mais de 2.400 vagas de emprego em estados como São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, entre outros. Há vagas para os cargos de recepcionista, operador de loja, técnico de enfermagem, mecânico de diesel, entre outros. As remunerações variam de acordo com a função exercida. As vagas podem ser acessadas clicando aqui.

Assaí Atacadista – O Assaí Atacadista está ofertando vagas efetivas, temporária e para banco de talentos. Os níveis de escolaridade são para ensino médio completo, ensino superior em andamento, entre outros. As vagas são para os cargos de analista de sustentabilidade Jr, assistente administrativo II – abastecimento (temporário), auxiliar controle de qualidade, banco de talentos – corporativo, banco de talentos – exclusivo PCD, banco de talentos – operador(a) de loja, comprador técnico PL, coordenador de manutenção Jr, operador de loja e técnico de segurança do trabalho. Todas as oportunidades podem ser acessadas clicando aqui.

Rede D’Or São Luiz – A Rede D’Or São Luiz está oferecendo mais de 170 vagas. Há vagas para analista sênior (regras e cadastro), recepcionista (ambulatório geral), copeira(o), (nutrição), técnico de enfermagem (UTI), técnico de enfermagem (CME), enfermeiro (UTI adulto), entre outras. As oportunidades podem ser consultadas clicando aqui.

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--> MRV oferece mais de 400 vagas de emprego

Os concursos públicos abertos em todo o país oferecem pelo menos 28,9 mil vagas com salário de até R$ 18,7 mil. Alguns dos certames podem ser suspensos ou adiados devido à pandemia do novo coronavírus, como ocorreu com o concurso do IBGE.

Existem vagas em diversos cargos e destinadas a candidatos de todos os níveis de escolaridade.

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 Entre as oportunidades, estão o concurso da Prefeitura de Gravatá, com 515 vagas; Polícia Civil do Paraná, com salário de mais de R$ 18 mil; e a Prefeitura de Barra dos Coqueiros-SE, com 586 oportunidades.

 

Deputados querem ampliar a compensação paga pelo governo para quem teve o salário reduzido durante a crise da covid-19. Uma das ideias é que o trabalhador que ganha até três salários mínimos (R$ 3.135) continue recebendo o valor integral, juntando a parcela paga pela empresa mais a complementação do governo.

Essa é uma das mudanças em estudo na Medida Provisória 936, que permite a redução de jornada e salário e também a suspensão de contratos. O texto já está em vigor desde o início de abril, mas precisa ser aprovado por deputados e senadores para não perder a validade.

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O governo estima que 24,5 milhões, de um total de 33,6 milhões de trabalhadores com carteira assinada, serão incluídos no Programa Emergencial de Manutenção de Emprego, nome oficial do programa. Ou seja, 73% do total de trabalhadores formais do País.

Pelas regras atuais, por acordo individual, o empregador pode fazer cortes de jornadas e salários em 25%, 50% ou 70% por até três meses, a depender da faixa de renda do trabalhador. Nos acordos coletivos, é permitida redução em qualquer porcentual.

O governo se compromete a pagar a esses trabalhadores uma proporção do seguro-desemprego equivalente ao percentual do corte de salário. Assim, a compensação será de 25%, 50% ou 70% do seguro-desemprego, que varia de R$ 1.045 a R$ 1.813,03.

A suspensão de contratos, por sua vez, pode ser feita por até dois meses. Nesse caso, o empregado recebe o valor integral do seguro-desemprego.

Apoio

A ampliação da contrapartida do governo tem apoio dos partidos de oposição e do centro. "Nessa crise, precisamos apoiar o máximo de trabalhadores, preservando integralmente a renda de quem ganha até três salários mínimos. Isso protegerá as famílias brasileiras e impedirá uma depressão econômica, pois garantirá o consumo que manterá empregos", disse o líder do PSB, Alessandro Molon (RJ).

O deputado Carlos Zarattini (PT-SP) diz que seu partido também apoia a ampliação. "Basicamente, é aumentar a garantia do salário do trabalhador." Segundo ele, as legendas estão costurando um entendimento sobre o tema e um valor para a ampliação.

Há lideranças que defendem manter a integralidade da remuneração (juntando a parcela paga pela empresa mais o benefício do governo) para quem ganha até dois salários mínimos (R$ 2.090) para não ampliar expressivamente o impacto sobre as contas públicas. O gasto previsto oficialmente para o programa, com as regras atuais, é de R$ 51,2 bilhões.

Já o líder do Podemos, Léo Moraes (RO), apoia a ampliação do valor a ser recebido pelos trabalhadores que ganham até o teto do INSS (hoje, em R$ 6,1 mil). "Esse valor deve ser custeado proporcionalmente entre empresários e União conforme porcentuais estabelecidos". "Temos de fazer conta, toda proposta de aumento de participação da União tem de ser vista com muito cuidado", pondera o líder do governo na Câmara, deputado Major Vitor Hugo (PSL-GO).

A Câmara também avalia incluir a previsão de que o governo possa prorrogar, automaticamente, o prazo de 90 dias previsto na medida provisória como limite para a aplicação da redução da jornada e do salário.

Além disso, parlamentares também querem tornar obrigatória a participação do sindicato em qualquer tipo de negociação durante a pandemia. O Supremo Tribunal Federal (STF) já deu aval às negociações individuais entre patrões e empregados, sem a intermediação dos sindicatos. O plenário da Câmara deve votar a medida nos próximos dias.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

A Secretaria do Trabalho, Emprego e Qualificação (Seteq) de Pernambuco divulgou, nesta segunda-feira (20), que o primeiro balanço levantado logo após o período de reabertura das unidades do SINE no Estado constatou que quase duas mil pessoas conseguiram dar entrada no seguro-desemprego nas agências do trabalho. 

O órgão ainda esclarece que o atendimento presencial é exclusivo para quem precisa do benefício e só pode ser feito após o agendamento online através do site da Secretaria ou diretamente no PEcidadão.

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"Pernambuco foi o primeiro Estado do Nordeste a reabrir as agências neste período de quarentena para dar suporte aos trabalhadores que não conseguiram acessar o Seguro-Desemprego usando apenas os meios eletrônicos. Isso não seria possível se não fosse a dedicação dos nossos servidores e o apoio do governador Paulo Câmara", disse o secretário estadual do Trabalho, Emprego e Qualificação, Alberes Lopes. "Sendo mais exato, 2.008 pessoas fizeram o agendamento online e 1.976 compareceram às agências em quatro dias".

Segundo o secretário estadual, os servidores das agências também estão empenhados no atendimento remoto, seja por telefone ou pela internet, para dar orientações aos trabalhadores sobre Seguro-Desemprego, Intermediação de Mão de Obra e Carteira do Trabalho Digital. Ao todo, 3.772 pernambucanos receberam suporte remoto das agências para esclarecer dúvidas. Os telefones e endereços de e-mail estão no site da Seteq. "O atendimento remoto começou no dia 6 de abril, antes de reabrirmos as agências", destacou Alberes Lopes.

O secretário frisou, ainda, que os profissionais das agências estão trabalhando de forma segura, com acesso a máscara, álcool em gel e luvas, esta última não obrigatória, porque alguns preferem lavar as mãos com mais frequência. "Ressalto que, quem não conseguiu marcar o agendamento na sua cidade, tente marcar para outra mais próxima", explicou.

O plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu assegurar a validade dos acordos individuais entre empregadores e trabalhadores para reduzir jornada e salário ou suspender contratos durante a crise provocada pela pandemia do novo coronavírus no País. Por sete votos a três, a Corte manteve a medida nos mesmos termos da proposta do governo federal.

Os ministros Alexandre de Moraes, Luís Roberto Barroso, Luiz Fux, Carmen Lúcia, Gilmar Mendes e Marco Aurélio Mello, além do presidente da Corte, Dias Toffoli, votaram por rejeitar o pedido de medida cautelar para suspender esse dispositivo da Medida Provisória 936. A solicitação havia sido feita pela Rede Sustentabilidade em uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI).

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Só dois ministros (Edson Fachin e Rosa Weber) votaram pela necessidade de acordos coletivos, acatando o pedido do partido.

O relator da ação, ministro Ricardo Lewandowski, proferiu um voto "intermediário" prevendo a validade dos acordos Individuais, mas com possibilidade de o sindicato deflagrar negociação coletiva. O ministro Celso de Mello ainda não retornou às atividades plenárias e, por isso, não votou nesta sessão.

O julgamento ocorre neste momento diz respeito a uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) apresentada pela Rede Sustentabilidade e que questiona a Medida Provisória do governo que permite acordos para redução de jornada e salário ou suspensão de contrato como instrumento de enfrentamento à crise provocada pela pandemia do novo coronavírus.

Regras

As negociações individuais valem para os trabalhadores com carteira assinada e que recebem até R$ 3.135 ou que tenham ensino superior e ganham acima de R$ 12.202,12. Quem tem salário intermediário também pode negociar individualmente para reduzir 25% da jornada e do salário, mas depende de acordos coletivos, negociados pelos sindicatos das categorias, para alterações mais radicais no contrato.

No total do programa, a equipe econômica prevê que até 24,5 milhões de trabalhadores receberão o benefício emergencial - ou seja, serão afetados pelas reduções de jornada e salário ou suspensão de contratos. O número equivale a 73% dos vínculos com carteira assinada no País.

A medida permite redução de jornada em 25%, 50% ou 70%, com um corte proporcional no salário, por até três meses. Também é possível suspender o contrato por até dois meses. Em todos os casos, o governo pagará uma parte do seguro-desemprego a que o trabalhador teria direito.

Hoje a parcela do seguro vai de R$ 1.045 a R$ 1.813,03. Na redução de jornada, o governo paga o mesmo porcentual do corte (25%, 50% ou 70%) calculado sobre o seguro. Na suspensão de contrato, o governo paga 70% do seguro, em caso de empregados de grandes empresas, ou 100%, em caso de trabalhadores de pequenas e médias companhias.

Na soma da parcela salarial e da parte paga pelo governo, nenhum trabalhador receberá menos que um salário mínimo.

Moraes, Barroso, Fux, Cármen, Gilmar, Marco Aurélio e Toffoli votaram para aplicar MP da forma como governo editou. O ministro Alexandre de Moraes foi o primeiro a votar pela aplicação integral da medida provisória do governo, divergindo de Lewandowski. O voto dele foi seguido pelos colegas Luís Roberto Barroso, Luiz Fux, Cármen Lúcia, Gilmar Mendes, Marco Aurélio Mello e pelo presidente do STF, Dias Toffoli.

Para Moraes, a possibilidade de o sindicato alterar acordo firmado individualmente "geraria enorme insegurança jurídica e reduziria eficácia da medida emergencial". "Se colocarmos necessidade de referendo do sindicato como condição resolutiva, vamos ter três possibilidades, sendo que só uma a meu ver, com todo o respeito às posições em contrário, não afetará segurança jurídica e boa fé de empregados e empregadores, que é o caso de o sindicato concordar com o que foi feito", justificou o ministro.

Na visão de Moraes, o artigo da Constituição que prevê exceção à irredutibilidade dos salários apenas em caso de negociação coletiva, com mediação de sindicatos, não se aplica no caso da MP do governo. "Não há conflito coletivo", argumentou.

"Aqui não existe conflito, aqui existe a necessidade de uma convergência pela sobrevivência da empresa, do empregador e do empregado, com auxílio do governo. Sem o auxílio do governo e sem essa convergência de interesses, as empresas não sobreviverão a esse período de pandemia. Teremos um desemprego em massa", alertou Moraes.

O ministro chegou a dizer que já há cálculos apontando que o Brasil, que tinha cerca de 12,5 milhões de desempregados antes da crise, poderia chegar a 25 milhões ou até 30 milhões de desempregados após a crise, algo que seria "inadmissível" e geraria um "conflito social gigantesco".

"Às vezes é importante ceder para sobreviver. Às vezes é importante interpretar mais favoravelmente para sobreviver", acrescentou.

Para Barroso, diante da assimetria e da desigualdade intrínseca entre empregador e empregado, a negociação coletiva "é sim uma alternativa importante" e até "ideal e desejável". No entanto, o ministro argumentou que a grande heterogeneidade dos sindicatos e suas múltiplas deficiências exibem uma incapacidade em realizar a tempo a chancela de milhões de acordos de suspensão ou redução de jornada. De acordo com o ministro, é possível extraordinariamente afastar a exigência de negociação coletiva, em situação emergencial e transitória.

"Portanto, eu constato aqui, numa impossibilidade material, numa impossibilidade prática que salta aos olhos, que não há uma estrutura sindical no Brasil capaz de atender a tempo e à hora às demandas de urgência de suspensão de contrato e redução de jornada", disse Barroso. "Se se der esse protagonismo aos sindicatos, inexoravelmente as empresas vão optar mais pelo caminho mais fácil, que é a demissão, do que o caminho mais tormentoso de ficar na dependência da intervenção dos sindicatos nesse contexto", acrescentou.

Barroso disse que a própria MP "cuidou de estabelecer colchões de proteção social para coibir eventuais abusos" ao prever estabilidade provisória e preservação da hora trabalhada.

"A realidade impõe limites ao direito. A Constituição prevê sim a negociação coletiva em caso de redução de jornada, de redução de salário e suspensão de contrato. Mas a Constituição também prevê o direito ao trabalho e uma série de garantias à proteção do emprego. Se a negociação coletiva for materialmente impossível para impedir demissão em massa, a melhor interpretação é a que impede a demissão em massa, com a flexibilização nas pontas dessa exigência de negociação coletiva", defendeu Barroso.

Fux argumentou que o direito "não está apartado da realidade" e a "realidade prática" mostra hoje uma convergência de interesses entre empregadores e trabalhadores. "Entendo que essa liberdade e essa autonomia, à luz do realismo jurídico, não pode ser abandonada. Esse realismo jurídico deve impregnar nossa interpretação dos dispositivos constitucionais", disse o ministro. "O sindicato não pode fazer nada, absolutamente nada que supere a vontade entre as partes." Ele alertou ainda que o País vive uma "tempestade perfeita" com a pandemia e defendeu a necessidade de manter a validade da medida do governo.

A ministra Cármen Lúcia foi em direção semelhante e disse que o momento é "grave, sofrido, perturbador" e causa "profundas rachaduras nas estruturas que nos permitiram supor que éramos seguros". Ela destacou que o quadro de emergência temporária se conjuga ao fato de o programa proposto pelo governo também ser provisório e lembrou que a MP ainda está sujeito ao crivo político do Congresso Nacional.

"A MP veio trazer uma alternativa que é multidisciplinar para garantir-se o emprego, garantir-se o trabalho. É certo que não é o ideal, mas não estamos falando aqui do ideal. Estamos falando de nos apegar ao princípio constitucional que assegure pelo menos a valorização do trabalho e do trabalhador, que se ficar sem o emprego sequer poderá ficar em situação de distanciamento social, porque ele vai sair em busca de outros empregos", afirmou Cármen Lúcia.

Para a ministra, o ato jurídico do acordo individual prescinde de necessária atuação do sindicato neste caso. A alternativa, segundo ela, "seria o não salário, seria o desemprego".

Fachin e Rosa votam contra possibilidade de acordo individual entre patrão e empregado

Os ministro Edson Fachin abriu uma terceira via no julgamento sobre a Medida Provisória que permite a redução de jornada e salários ou suspensão de contratos. Fachin acolheu integralmente o pedido da Rede Sustentabilidade a fim de afastar a possibilidade de acordos individuais para tratar dessas medidas.

Fachin, terceiro a votar no julgamento da MP do governo, argumentou que a participação sindical tem garantia expressa na Constituição de 1988 e não há espaço para que uma lei ordinária suprima isso, ainda que em tempos de crise ou calamidade pública.

"A exigência de que a flexibilização de direitos fundamentais sociais, tais como salários, jornadas ou a continuidade do próprio contrato de trabalho, seja feita sob o olhar protetivo do respectivo sindicato da categoria, tem a função de resguardar o empregado", disse o ministro em seu voto. Sem essa observação, segundo Fachin, nasce uma "possibilidade real de negar-se direitos fundamentais dos trabalhadores, o que não se pode admitir".

A ministra Rosa Weber acompanhou o ministro Fachin. Para ela, afastar a participação sindical das negociações, mesmo num momento de calamidade pública, pode gerar um "recrudescimento do conflito social". Segundo a ministra, a multiplicidade de acordos individuais pode levar a um conflito coletivo e até fomentar o conflito entre o sindicato profissional e o empregado, que agiria "coagido e insuflado pelo medo e pela insegurança".

"O período de crise reclama o resguardo da solidez das normas democráticas", disse Rosa, referindo-se ao dispositivo da Constituição que prevê as negociações coletivas para redução de salários.

Após o voto de Rosa, Lewandowski inclusive fez uma intervenção para dizer que "não teria dificuldade em acompanhar" a ala contrária à possibilidade do acordo individual, mas ponderou que várias empresas e trabalhadores já estão estabelecendo negociações individuais. "Neste momento, considerando que o processo de acordos individuais já estava em andamento, cabia a mim ser mais contido", justificou o relator.

Em resposta ao presidente Jair Bolsonaro, o Senado decidiu não votar, nesta sexta-feira (17), a medida provisória do contrato Verde Amarelo, que reduz impostos às empresas na contratação de jovens de 18 a 29 anos e pessoas acima de 55 anos. O texto perderá a validade se não for aprovado pelos senadores até segunda-feira (20). As bancadas ainda vão discutir se a medida será votada, mas a tendência é a MP caducar.

Na quinta-feira (16), Bolsonaro oficializou a demissão de Luiz Henrique Mandetta (DEM) do Ministério da Saúde. A saída desagradou congressistas e fez os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), divulgarem uma nota conjunta pela primeira vez.

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Além disso, o chefe do Planalto atacou Maia e disse ser alvo uma suposta ação para tirá-lo da Presidência da República. O comportamento azedou ainda mais o clima no Congresso.

Tentando reverter o cenário, o governo fez um apelo para que a votação ocorra na segunda. "Não vou dar garantia que estará pautada na segunda", afirmou o presidente do Senado ao retirar a MP da sessão desta sexta.

O plenário deverá votar nesta sexta apenas o segundo turno da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do "Orçamento de Guerra".

Alcolumbre tentou fatiar a MP para encaminhar à sanção apenas o texto consensual entre Senado e Câmara, entregando a relatoria para o líder do PT no Senado, Rogério Carvalho (SE), fazer alterações e devolver modificações aos deputados federais. A estratégia, porém, foi rejeitada pelo presidente da Câmara.

Se a MP caducar ou for rejeitada, o governo não poderá reeditar uma medida provisória sobre o mesma tema este ano. Uma alternativa para a equipe econômica, se ainda quiser insistir no programa, é reeditar uma medida provisória até segunda-feira.

Reação

O texto era uma aposta da equipe econômica para criar empregos entre os jovens e deixar o programa pronto para o período após a pandemia do novo coronavírus. "Talvez essa MP seja a de maior impacto neste mandato em que sua não aprovação vai direto na falta de emprego e microcrédito", afirmou o líder do governo no Congresso, Eduardo Gomes (MDB-TO).

Após demitir Mandetta, Bolsonaro confrontou Maia. Disse, em entrevista à rede de TV CNN, que sua atuação é "péssima" e insinuou que o parlamentar trama contra o seu governo. Em resposta, o presidente da Câmara afirmou que lançaria "flores" ao Planalto.

"Uma acusação sem apresentação de provas acende um alerta laranja para a democracia brasileira. O Senado precisa estar atento e tomar providência para que se esclareça essas declarações", disse o líder do MDB no Senado, Eduardo Braga (AM).

Na sessão desta sexta, a líder do Cidadania, Eliziane Gama (MA), propôs um voto de aplauso ao ex-ministro Mandetta, ato que deve ser encaminhado nos próximos dias.

As bancadas também cobraram de Alcolumbre um questionamento oficial ao presidente da República sobre suas declarações contra o Câmara e o Supremo Tribunal Federal (STF). "Esta democracia do presidente da República não é a nossa democracia", declarou o líder do PSD, Otto Alencar (BA).

Verde Amarelo é aposta do governo

Pela proposta original, as regras de contratação mais simples e com menor custo para as empresas serviriam para estimular o emprego de jovens de 18 a 29 anos. A Câmara estendeu as mesmas condições para trabalhadores acima de 55 anos, com mais de um ano sem emprego de carteira assinada. E as empresas podem ter até 25% dos funcionários nas novas regras.

O empregador fica dispensado de pagar a contribuição ao INSS e ao sistema S. O programa é para funcionários que recebem até um salário mínimo e meio, e os contratos podem durar, no máximo, dois anos.

A versão aprovada pelos deputados manteve o recolhimento das empresas ao FGTS em 8% - o governo tinha reduzido para 2%; em caso de demissão sem justa causa, a multa sobre o FGTS fica em 20% do saldo do trabalhado - para os demais trabalhadores, essa multa é de 40%; manteve a contribuição das empresas ao salário-educação - o governo queria retirar essa exigência.

Além de permitir a contratação diferenciada, a MP dá um reforço nesse contexto de crise, ampliando o acesso ao microcrédito. A estimativa do governo é que sejam liberados até R$ 40 bilhões nesses novos empréstimos.

Saiba o que prevê a proposta que já foi aprovada na Câmara:

- Os contratos se referem a vagas de até um salário-mínimo e meio (R$ 1.567,50, em 2020);

- A contratação total de trabalhadores nessa modalidade fica limitada a 25% do total de empregados da empresa;

- As empresas com até 10 empregados poderão contratar dois trabalhadores sob essas condições;

- A nova modalidade de contratação será realizada apenas para novos postos de trabalho, tendo como referência a média do total de empregados entre 1.º de janeiro e 31 de outubro de 2019 ou a média nos três últimos meses anteriores a contratação - prevalecendo a que for menor;

- Empregadores não precisarão pagar a contribuição patronal ao INSS (de 20% sobre a folha); também não serão cobradas alíquotas para o Sistema S;

- O contrato poderá ser celebrado por até dois anos. Se este período for superado, passam a incidir as regras do contrato por prazo indeterminado previsto na CLT;

- Os contratados poderão fazer até duas horas extras, com remuneração da hora extra de, no mínimo, 50% superior à remuneração da hora normal;

- A contribuição ao FGTS está mantida em 8% (e não em 2%, como previa o texto original).

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