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Depois de um fim de semana em que o risco de uma nova paralisação dos caminhoneiros assustou parte da população e provocou filas nos postos de combustíveis, o governo decidiu acelerar o atendimento de dois pedidos da categoria: corrigir a tabela de preços mínimos do frete rodoviário e colocar fiscais nas estradas para verificar seu cumprimento. Os detalhes foram discutidos na segunda-feira, 3, numa reunião entre técnicos da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e do Ministério dos Transportes.

A nova tabela, incorporando os efeitos do reajuste de 13% no preço do diesel anunciado na sexta-feira, 31, deverá ser publicada até esta quarta-feira, 5, segundo fonte. A expectativa é que ela seja homologada na reunião desta terça da diretoria da ANTT.

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A perspectiva de uma correção imediata da tabela conteve, ao menos por ora, o ímpeto de uma nova paralisação dos caminhoneiros. "O governo pode afirmar de forma peremptória que não acontecerá uma nova greve", disse na segunda o ministro-chefe da Secretaria de Governo, Carlos Marun.

Diretrizes

Na mesma reunião, a agência vai discutir as diretrizes para a fiscalização do cumprimento da tabela. Alas do governo pressionam para que o trabalho comece esta semana. No entanto, a área técnica informa que os fiscais não podem multar sem base numa regulamentação específica para isso. Essas regras ainda não existem. Sua elaboração está em curso, mas é um processo demorado. Pelo andamento normal, será finalizado só em dezembro.

Na segunda, ficou acertado que o rito será acelerado ao máximo. O governo está em alerta porque alas do movimento estão convocando uma manifestação em frente à sede da ANTT no próximo dia 12 para cobrar a fiscalização. Antes do aumento do diesel, a falta dela era a principal queixa da categoria.

"Se a ANTT fizer a parte dela, não haverá paralisação", disse Alexandre Fróes, do Sindicato dos Transportadores Autônomos (Sinditac) de Santa Catarina. "Só depende deles." Ele acrescentou que as lideranças dos caminhoneiros não estão organizando paralisação. "Caso isso ocorra, vão ser casos isolados", assegurou. Mas a manifestação para pressionar a ANTT pela fiscalização está mantida, informou. "Eles (a ANTT) têm até o dia 12 para estar funcionando", disse Wallace Landim, o "Chorão". As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

O Grupo Executivo de Mercado e Preços (GEMP) da Petrobras decidiu nesta segunda-feira, 6, autorizar reajustes de 2,3% para a gasolina e 1,9% para o diesel, uma vez que foi atingido, para a gasolina, o limite superior de variação de 7% fixado pela política de preços da companhia para decisões da área técnica. O reajuste entra em vigor à zero hora desta terça-feira, 7. Mais cedo a estatal havia divulgado índices incorretos de reajuste para esses combustíveis.

Segundo a estatal, o reajuste foi causado principalmente pelo aumento das cotações dos produtos e do petróleo no mercado exterior, influenciado pela geopolítica internacional, assim como pela continuidade da política de contenção da oferta pela Organização dos Países Produtores de Petróleo (Opep). Além disso, verificou-se uma depreciação do valor do real frente ao dólar.

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A avaliação dos representantes do GEMP é que a política de preços definida pela Petrobras tem sido capaz de garantir a "aderência dos preços praticados pela companhia às volatilidades dos mercados de derivados e ao câmbio".

Com os ajustes definidos nesta segunda, a área de marketing e comercialização da Petrobras volta a contar com uma faixa de -7% a +7% para operar os movimentos de preços necessários ao longo do mês. Caso este limite seja novamente ultrapassado, o GEMP realizará novas reuniões ao longo do período. As reuniões de avaliação do GEMP são realizadas, no mínimo, uma vez por mês.

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