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Após cinco dias de buscas, o turista francês Marc Meslin, 22 anos, foi localizado nessa terça-feira (7) na região conhecida como Vale da Morte, entre os municípios de Petrópolis e Teresópolis, na região serrana do Rio, por equipes do Corpo de Bombeiros, integrantes do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e da Federação de Esportes de Montanha do estado.

A operação de buscas no Parque Nacional da Serra dos Órgãos começou sexta-feira passada (3) e contou com bombeiros de cinco unidades operacionais (Grupamento de Teresópolis, de Petrópolis, do Alto da Boa Vista, de Magé e do Grupamento de Operações Aéreas), além de cães da corporação.

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Encontrado lúcido, Marc Meslin foi resgatado pelo Corpo de Bombeiros em um local de difícil acesso. O turista saiu para fazer uma trilha sozinho, na quarta-feira (1º), mas o primeiro contato feito por ele, pelo celular, ocorreu apenas dois dias depois, quando as buscas foram iniciadas. A vítima ficará em observação em uma unidade hospitalar da região serrana.

O fogo que consome parte do Parque Nacional da Serra dos Órgãos, em Teresópolis, na Região Serrana do Rio, ameaça chegar ao Vale da Morte, uma área de floresta onde vive uma população de muriquis. Trata-se de uma espécie de macacos considerada criticamente em perigo. Em uma semana, os incêndios, que têm indícios de terem começado de forma criminosa, já queimaram 1.550 hectares (ha) da unidade de preservação que tem 20 mil ha de extensão.

No sábado, 18, as chamas chegaram aos campos de altitude, um dos ecossistemas mais raros da Mata Atlântica, a mais de 2 mil metros acima do nível do mar. Por causa dos fortes ventos nos campos, o fogo avança em diversas direções. Neste domingo, 19, as frentes dos morros do Cubaio e do Mamute se encontraram e agora avançam para os Portais de Hércules, uma espécie de paredão perto da travessia Petrópolis-Teresópolis. Dezenove brigadistas estão acampados perto dos Portais para tentar conter o avanço dos focos de incêndio.

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O problema é que o helicóptero do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) não consegue lançar água na parte alta do Parque e apenas atua no apoio logístico e no deslocamento dos brigadistas. Os coordenadores da operação de combate ao fogo pediram apoio ao Exército para que enviasse um helicóptero Cougar. O aparelho tem capacidade para atuar no transporte dos brigadistas do Ibama e do Instituto Chico Mendes de Biodiversidade (ICMBio) e no lançamento de água.

Neste domingo haviam seis frentes de fogo. Três delas são consideradas controladas por ficar em áreas de mata fechada, com bastante umidade, o que dificulta a propagação do fogo. "Não significa que tenham sido completamente extintas, mas temos um indicativo de chuva (que ajudará a apagar o fogo)", avaliou o coordenador-geral do Prev/Fogo do Ibama, Rodrigo de Morais.

A unidade é um centro especializado em Prevenção e Combate de incêndios florestais que atua na Serra dos Órgãos com 80 brigadistas e voluntários.

O Parque Nacional da Serra dos Órgãos, em Teresópolis, Região Serrana do Estado do Rio de Janeiro, já teve mais de 1.330 hectares destruídos por causa dos incêndios que, neste domingo (19), completam uma semana. A área queimada é quase o dobro da registrada até sexta-feira, quando a conta chegava a 700 hectares de Mata Atlântica.

No sábado (18), o fogo alcançou os campos de altitude, um dos ecossistemas mais raros da Mata Atlântica, a mais de 2 mil metros acima do nível do mar: a frente de fogo, que estava restrita ao Morro do Mamute, perto de Itaipava, distrito de Petrópolis, chegou ao Morro da Luva, já na Travessia Petrópolis-Teresópolis, na parte alta do parque. De acordo com o coordenador de Emergências Ambientais do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Christian Berlinck, o incêndio consumiu 856 hectares no Morro do Mamute, 420 hectares na região do Jacó, às margens da BR-495, e 55 na área do Quebra-Frascos.

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Durante a noite, 12 brigadistas trabalharam para tentar conter o avanço do fogo usando bomba costal com capacidade para 20 litros de água, abafadores e ferramentas como enxadas e facões. No sábado, um helicóptero da Polícia Civil começou a ajudar no deslocamento de 40 brigadistas do ICMBio e do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais (Ibama) que deixarão o acampamento no Morro do Mamute e seguirão para a nova frente de avanço das chamas. Um helicóptero do Ibama também trabalha nos lançamentos de água sobre os incêndios.

"A região é sensível, o fogo avança rápido, mas já estamos deslocando os brigadistas de helicóptero para impedir que o fogo chegue à escarpa", explicou Berlinck, que sobrevoou a área. "O fogo ainda deve avançar nas regiões do Jacó e do Cubaio, áreas de difícil acesso. Tentamos cercar os novos focos e traçar uma estratégia para combatê-los."

Outra dificuldade enfrentada pelos brigadistas é um fenômeno natural conhecido como "fogo de turfa", em que as chamas correm pelo material em decomposição acumulado no solo, queimando as raízes das árvores. A olho nu, apenas a fumaça aparece, o que dificulta a extinção do fogo.

Ao todo, 80 brigadistas do Ibama, ICMBio e voluntários trabalham na Serra dos Órgãos. Equipes do Ibama e da Polícia Militar fiscalizam o entorno do parque. Enquanto isso, 600 homens do Corpo de Bombeiros atuam no combate às chamas que se aproximam da zona urbana e de casas que continuam ocupadas pelos moradores.

O incêndio florestal iniciado há noves dias na região serrana do Rio, que já consumiu 300 hectares do Parque Nacional da Serra dos Órgãos, ameaçava nesta terça-feira (14) zonas residenciais de Petrópolis. Cerca de 2 mil hectares de mata em áreas urbanas já foram destruídos pelo fogo. Até a tarde de hoje havia pelo menos 20 focos de incêndio no município, um deles próximo de um condomínio de casas.

Moradores esvaziavam caixas d'água para ajudar bombeiros na tentativa de impedir a aproximação das chamas. "A única aeronave que chegou está priorizando áreas fora do parque, por causa do risco de perda de vidas humanas", disse o chefe do parque nacional, Leandro Goulart. Segundo ele, um nevoeiro impediu a chegada de outras quatro aeronaves acionadas para facilitar o trabalho de combate ao fogo.

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O chefe do parque atribuiu as recentes queimadas à estiagem e à queima de lixo na região. Dentro do parque, cinquenta brigadistas trabalhavam para tentar conter as chamas. Um dos principais problemas é a distância dos focos, concentrados em uma região de terreno montanhoso. Um grupo de brigadistas partiu às 6h30 de hoje e só chegou perto de um dos focos dentro do parque quatro horas depois.

Segundo Goulart, pelo menos 300 dos 20 mil hectares do parque nacional já foram destruídos. "É um dos maiores incêndios dos últimos anos na Serra dos Órgãos e um dos mais difíceis de combater, pela região que foi atingida. O último de grandes proporções ocorreu em 2007, quando 500 hectares foram destruídos", disse o agrônomo e analista ambiental do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). A região do parque consumida pelo fogo fica perto de Correas, distrito de Petrópolis.

A Defesa Civil Estadual informou que cerca de 100 bombeiros estão envolvidos na operação. Foram acionados militares do Quartel Central e das unidades da Barra da Tijuca e do Alto da Boa Vista, no Rio, para reforçar a equipe local. "Bombeiros combatem desde domingo focos de incêndio em vegetação em vários pontos da região de Itaipava e Petrópolis, como Bonsucesso, Estrada da Rocinha, Sossego, Nogueira e Estrada Mangalarga, entre outros", informou a Defesa Civil, em nota.

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