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Um incêndio devastou nesta quinta-feira (21) uma residência de idosos em Kharkiv, no leste da Ucrânia, matando pelo menos 15 pessoas, informaram as autoridades locais.

O incêndio começou no primeiro andar do estabelecimento nesta cidade da Ucrânia, uma ex-república soviética que sofre com um sistema de saúde sucateado, segundo autoridades locais.

"Quinze corpos foram descobertos no local", informou o Departamento de Situações de Emergência em um comunicado. "Nove pessoas foram resgatadas e levadas a hospitais", acrescentou.

A procuradora-geral Iryna Venedyktova reportou 15 mortos e 11 feridos por meio de sua conta no Facebook.

"A causa preliminar do incêndio é (o) manuseio descuidado de aparelhos elétricos", continuou, anunciando a abertura de uma investigação criminal por violação das regras de combate a incêndio.

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, disse no Telegram que um total de 33 pessoas estava no prédio no momento do incidente.

Ele expressou suas condolências aos parentes das vítimas e exigiu que a Polícia identifique os culpados "o mais rápido possível".

Incêndios mortais não são incomuns na Ucrânia, onde o cumprimento das regras de segurança é incerto e onde muitas infraestruturas estão em ruínas.

Em dezembro de 2019, um incêndio matou 16 pessoas e feriu outras 30 em uma instituição de ensino superior em Odessa, no sul do país.

O diretor foi preso sob suspeita de "negligência criminosa".

Em agosto do mesmo ano, um incêndio em um hotel em Odessa matou nove pessoas. Em junho, foi um estabelecimento psiquiátrico que pegou fogo, ainda em Odessa, matando seis pessoas.

Um incêndio foi declarado nesta quinta-feira (21) no Serum Institute of India, maior fabricante mundial de vacinas, de acordo com imagens da televisão local, mas a imprensa indiana disse que a produção de vacinas contra a Covid-19 não foi afetada.

Os canais de televisão indianos exibiam imagens de uma enorme nuvem de fumaça cinza sobre as instalações do Serum Institute of India, em Pune (oeste), onde milhões de doses da vacina contra o coronavírus Covishield, desenvolvida pela AstraZeneca e pela Universidade de Oxford, estão sendo produzidas atualmente.

De acordo com os canais, o incêndio começou em um local em construção, longe das instalações de produção de vacinas.

"A instalação de produção de vacinas não foi afetada e isso não afetará a produção", declarou uma fonte do Serum Intitute of India à AFP, acrescentando que "o fogo começou numa nova fábrica em construção".

"Enviamos seis ou sete caminhões de bombeiros ao local. Não temos mais informações para compartilhar no momento sobre a extensão do incêndio ou se alguém está preso", disse à AFP um responsável pelo corpo de bombeiros local.

"Equipes da polícia chegaram ao local", informou à AFP a polícia de Pune, sem fornecer mais detalhes.

A Índia é o segundo país mais afetado - depois dos Estados Unidos - pela covid-19, com mais de 10 milhões de casos confirmados, embora a taxa de mortalidade seja uma das mais baixas do mundo.

No início de janeiro, duas vacinas foram aprovadas com urgência: a Covishield, desenvolvida pela AstraZeneca e pela Universidade de Oxford e produzida pelo Serum Institute of India, e a Covaxin, fabricada pela empresa local Bharat Biotech.

A Índia lançou, no sábado, uma das campanhas de vacinação mais ambiciosas do mundo, com o objetivo de imunizar 300 milhões de pessoas até julho.

O Capitólio dos Estados Unidos, sede do poder legislativo federal do país, foi fechado nesta segunda-feira (18) devido a uma ameaça externa de segurança não especificada.

Medidas de segurança adicionais já vinham sendo introduzidas no Capitólio desde o último dia 6, quando apoiadores do presidente Donald Trump invadiram o edifício na tentativa de boicotar uma sessão do Congresso dedicada à certificação dos resultados da última eleição presidencial, vencida pelo democrata Joe Biden mas muito contestada por Trump e seus seguidores.

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Nesta segunda-feira (18), um ensaio da cerimônia de posse estava sendo realizado no local quando, segundo a Reuters, o Congresso foi bloqueado para entrada e saída devido a uma "ameaça externa à segurança". O ensaio, então, foi cancelado e os presentes foram evacuados por agentes que faziam a segurança do prédio.

A Polícia do Capitólio emitiu um aviso aos funcionários da Câmara dos Representantes e do Senado pedindo que ficassem longe das janelas e portas externas ou buscassem cobertura caso estivessem do lado de fora do edifício.

Mais tarde, no entanto, foi esclarecido que a movimentação teria sido causada por um incêndio nas proximidades do Capitólio, em um acampamento para pessoas desabrigadas da região.

Da Sputnik Brasil

Uma mulher precisou fazer um parto de emergência às margens da BR-020 após a ambulância que a conduzia pegar fogo em Tauá, no Ceará, neste sábado (9). Mãe e filha foram levadas ao hospital e passam bem.

Uma ambulância do Serviço de Atendimento Médico de Urgência (Samu) transportava um paciente de Tauá para o Hospital Regional do Sertão Central, em Quixeramobim, quando a equipe viu a outra viatura em chamas.

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Os médicos encontraram a gestante já em trabalho de parto, com a bolsa rompida. A mulher não podia ser levada para dentro da ambulância do Samu, pois já havia um paciente grave. 

O parto foi realizado na maca que sobrou da ambulância que pegou fogo. Os médicos esperaram a chegada de outra equipe, que levou mãe e filha para uma unidade de saúde.

Dez bebês morreram neste sábado (9) em um incêndio na maternidade de um hospital no estado indiano de Maharashtra, informou um médico.

A equipe conseguiu resgatar sete recém-nascidos que estavam no hospital distrital de Bhandara (centro), mas não foi capaz de salvar outros dez bebês, declarou à AFP o médico Pramod Khandate.

Os bebês falecidos tinham entre alguns dias e três meses de vida, de acordo com informações da imprensa local.

"A causa do incêndio é desconhecida, mas nossa equipe extinguiu o fogo o mais rápido possível. Os bebês foram asfixiados pela fumaça", acrescentou o médico.

As enfermeiras acionaram o alarme ao perceberem que havia um incêndio na unidade neonatal do hospital. Os bombeiros conseguiram evitar que o fogo se propagasse para outras partes do edifício.

"Uma tragédia de partir o coração em Bhandara, Maharashtra, onde perdemos preciosas vidas jovens", declarou o primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, no Twitter.

O líder da oposição, Rahul Gandhi, considerou essas mortes como "extremamente trágicas".

As autoridades ordenaram uma investigação imediata, após este novo drama em um estabelecimento hospitalar.

Em 2011, um incêndio matou mais de 90 pessoas em um hospital em Calcutá (Bengala Ocidental, leste).

Em agosto de 2020, um incêndio no hospital Ahmedabad (Gujarat, noroeste) matou oito pacientes com Covid-19.

Em novembro do mesmo ano, outros cinco pacientes com coronavírus morreram em um incêndio em uma clínica em Rajkot, estado de Gujarat.

Diante dessas tragédias, o Supremo Tribunal Federal solicitou um relatório sobre a segurança dos hospitais que tratam dos casos de coronavírus.

O Corpo de Bombeiros confirmou que encerrou às 18h03, a operação de limpeza do prédio onde funciona o Hospital e Clínica São Gonçalo, na região metropolitana do Rio de Janeiro. O local foi atingido por uma explosão no Centro de Tratamento Intensivo (CTI), no 5º andar, no início da tarde. Com o fogo, um paciente morreu e três pessoas ficaram feridas.

A explosão provocou a morte de Carlos Santos, 62 anos, que estava internado na unidade intensivo. Os três feridos foram transferidos para outras áreas do próprio hospital.

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O fogo começou por volta das 14h e os bombeiros chegaram rapidamente ao local. Alguns pacientes foram retirados do prédio e ficaram nas ruas até  que os bombeiros controlassem o incêndio, o que ocorreu cerca de duas horas depois. A Secretaria de Estado de Saúde chegou a oferecer o Hospital Estadual Alberto Torres, que fica no mesmo município, para receber feridos em estado mais grave, mas não houve necessidade.

Outros incêndios

No dia 12 de setembro de 2019, um incêndio provocou a morte de 25 pacientes do Hospital Badim, na Tijuca, zona norte do Rio de Janeiro.

Em outubro deste ano, 16 pacientes internados no Hospital Federal de Bonsucesso perderam a vida em outro incêndio, no prédio 1 da unidade de saúde, que agora passando por reformas.  

Oito pessoas morreram neste sábado (19) em um incêndio em uma unidade de terapia intensiva que tratava de pacientes com Covid-19 no sul da Turquia, informou a mídia estatal.

A agência de notícias Anadolu disse que o incêndio começou quando um cilindro de oxigênio explodiu na unidade privada do Hospital Universitário Sanko, em Gaziantep. A agência citou uma declaração do hospital identificando as vítimas com idades entre 56 e 85 anos. O incêndio foi rapidamente controlado.

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O comunicado disse que 14 pacientes em tratamento intensivo foram transferidos para outros hospitais. Uma investigação estava em andamento.

As unidades de terapia intensiva em toda a Turquia têm atualmente uma taxa de ocupação de leitos de 74% devido ao surto de coronavírus, de acordo com dados do governo, embora associações médicas afirmem que os hospitais estão lotados.

Na noite de sexta-feira, o Ministério da Saúde registrou 26.410 novos casos nas últimas 24 horas, elevando o total desde março para 1,98 milhão. O número inclui casos assintomáticos que Ancara não notificou nos quatro meses até o final de novembro.

Um recorde diário de 246 mortes relacionadas ao coronavírus foi registrado, disse o ministério, elevando o total para 17.610.

Na início da noite desta segunda-feira (30), um princípio de incêndio foi registrado na Estação Mangueira, na Linha Centro. Segundo informações, isso ocorreu na parte debaixo de um dos vagões de um trem do Metrô Recife. 

À TV Globo, um funcionário que não quis se identificar revelou que um atrito de peças na parte debaixo do vagão pode ter causado o princípio de incêndio, mas que as chamas foram apagadas com a ajuda de um extintor da estação. 

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Em nota, A CBTU Recife informou que o "trem apresentou um problema mecânico com travamento de um rodeiro, o que causou um princípio de incêndio devido ao atrito com os trilhos". A Companhia ainda afirmou que "o princípio de incêndio foi percebido enquanto o trem estava na Estação Mangueira, os usuários foram rapidamente evacuados e o fogo foi controlado por profissionais de segurança do Metrô. Posteriormente, o trem foi recolhido para a oficina, onde foi detectado o problema", assegurou.

Um bebê prematuro morreu após um princípio de incêndio numa das alas da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Neonatal da Maternidade Escola Januário Cicco (MEJC), localizada em Petrópolis, na zona leste de Natal, na madrugada desta sexta-feira (20). O fogo começou na fiação do interruptor que fornecia energia elétrica para o aparelho de ar condicionado posicionado acima da incubadora na qual o bebê, do sexo masculino, estava internado havia quatro meses.

Conforme a assessoria de imprensa da maternidade, a criança era prematura extrema e tinha problemas de saúde diversos relacionados ao nascimento com apenas 24 semanas. Ela respirava e se nutria com a ajuda de aparelhos. A Maternidade Escola Januário Cicco é referência no Rio Grande do Norte para o atendimento de parturientes de alto risco e de bebês de prematuridade extrema.

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Segundo relatos de trabalhadores que estavam de plantão ao longo da madrugada desta sexta-feira, que pediram sigilo de identificação, a fumaça foi vista saindo do interruptor e subindo para o aparelho de ar condicionado. Era 3h05 quando começou uma correria para a remoção dos bebês da ala atingida pelo fogo.

A assessoria de imprensa da maternidade confirmou que a fiação do prédio é antiga, mas que o "princípio de incêndio" foi prontamente controlado. A incubadora na qual estava o bebê que morreu foi desconectada dos pontos de fornecimento de oxigênio e alimentação parental, para que uma tragédia maior fosse evitada.

Entretanto, a equipe de profissionais de saúde não teve tempo de reconectar a incubadora em outro ponto de oxigênio. O bebê prematuro extremo chegou a ser reintubado, mas teve uma parada cardíaca e morreu.

O Corpo de Bombeiros foi acionado por volta das 3h30 para atender a ocorrência. Em menos de cinco minutos após o chamado, cinco bombeiros chegaram ao local, mas o princípio de incêndio já havia sido controlado. No entanto, assim que os bombeiros chegaram, foram informados pela equipe da maternidade que um bebê recém-nascido veio à óbito.

Na UTI neonatal há duas alas com 26 leitos, que ficam praticamente 100% ocupados frequentemente. Quando o incêndio começou, todos os bebês foram transferidos para outra área a tempo, conforme informou a maternidade, sem precisar o número exato de bebês internados no momento.

A instituição dará uma entrevista coletiva aos jornalistas para mais detalhes sobre as causas do acidente que estão sendo apuradas.

Prédio antigo

Considerada a mais importante maternidade do Estado, a Escola Januário Cicco é sediada num prédio histórico, construído na década de 1920. Já serviu como Quartel General e Hospital de Campanha do Exército Brasileiro durante a Segunda Guerra Mundial, quando Natal foi base militar dos Estados Unidos. Em 2013, a MEJC passou a fazer parte do grupo de hospitais sob a gestão da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh). A Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) utiliza a estrutura da unidade para aulas práticas de cursos diversos da área da Saúde.

Outro caso

No dia 27 de outubro, um incêndio atingiu o Hospital Federal de Bonsucesso, na zona norte do Rio. Ao menos 16 pessoas morreram após transferência para outros hospitais. O fogo começou no prédio 1 da unidade, no qual se localizam as enfermarias e o CTI. Os bombeiros foram acionados por volta das 9h50 para atendimento da ocorrência. Segundo os Bombeiros, os pacientes foram retirados do local e levados ao prédio 2 e a outras unidades de Saúde. A maior parte foi para o próprio hospital, enquanto outros tiveram que ser transferidos para outros hospitais com o auxílio do Samu.

Incêndios em hospitais são cada vez mais frequentes no Brasil porque falta manutenção preventiva em sistemas elétricos e de ar-condicionado. A maioria dos prédios é antiga e não tem instalações adequadas para equipamentos cada vez mais modernos, como os de UTI. Falta conscientização dos gestores sobre riscos nas unidades de saúde, onde a fiscalização é falha. Além disso, as equipes têm pouco treinamento específico.

Na noite dessa quinta-feira (19), uma correria foi registrada após um princípio de incêndio no Hospital Geral de Areias (HGA), na Zona Oeste do Recife. A unidade está sem energia, cancelou todos os atendimentos e cerca de 12 pacientes foram transferidos às pressas para outros centros médicos.

Questionada pelo LeiaJá, a Companhia Energética de Pernambuco (Celpe) informou que a ocorrência não tem relação com sua distribuição e o incêndio foi decorrente de "um problema nas instalações internas, que são de responsabilidade do hospital", reforça a assessoria.

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O hospital segue sem luz e a Celpe afirma que o serviço será restabelecido quando a administração da unidade promover a manutenção interna da rede elétrica. Com isso, tanto os atendimentos de emergência, quanto os de ambulatório estão suspensos, confirmou a Secretaria Estadual de Saúde (SES).

As chamas atingiram o gerador, localizado na área externa do hospital, mas não se dissipou em outras áreas. O Corpo de Bombeiros foi acionado e extinguiu o fogo no decorrer da noite.

Inaugurado como Posto de Saúde na década de 80, atualmente o HGA atua "em casos de baixa e média complexidade. O hospital realiza, mensalmente, cerca de 3,5 mil atendimentos na emergência clínica, 3 mil na emergência pediátrica, 950 na emergência odontológica e 3,5 mil consultas no ambulatório", calcula a SES.

Investigações da polícia de Stafford, no Reino Unido, concluíram que quatro crianças, de oito, seis, quatro e três anos, morreram em um incêndio causado pelos pais, que dormiram enquanto fumavam, em fevereiro do ano passado. O pai Christofer Moulton e a mãe Natalie Unitt chegaram a ser presos por negligência e homicídio culposo, mas foram liberados por falta de provas.

As camas de Siblings Riley Holt, de oito anos; Keegan Unitt, de seis; Tilly Rose Unitt, de quatro, e Olly Unitt, de três, pegaram fogo em contato com os cigarros acesos. O investigador Leigh Richards conta que um cinzeiro foi encontrado derretido entre as molas do colchão. Muitas bitucas e outro cinzeiro cheio estavam espalhados pela casa e ao lado da cama, complementa.

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De acordo com o Metro, o pai das crianças disse em depoimento que uma caldeira foi responsável pelo início das chamas e que ainda tentou chegar ao local onde estavam os filhos. Assim como o Chistofer, Natalie conta que acordou com o fogo. O inquérito também destaca que o serviço social já havia orientado aos pais para não fumar dentro da residência.

O drama dos moradores do Amapá, que estão há três dias sem energia elétrica por causa de um incêndio em uma subestação da capital Macapá na noite de terça-feira, 3, ganhou contornos apocalípticos em centenas de depoimentos nas redes sociais. Apesar da dificuldade em conseguir conexão, muitas pessoas aproveitaram o pouco que restava de bateria em seus celulares para relatar as dificuldades da população local.

Em um texto no Facebook, Heluana Quintas fala da situação de calamidade no Estado onde 14 dos 16 municípios estão sem energia elétrica. "Não tem água encanada. Não tem internet e raras vezes funciona Claro e Vivo. Os postos de gasolina não podem operar sem energia, então não temos gasolina também. Não dá para sacar dinheiro nos caixas eletrônicos, nem comprar comida com cartão. Estamos num pico de contaminação e lotação nos hospitais devido à pandemia. Eles estão funcionando por gerador. Não sabemos por quanto tempo. As cirurgias foram interrompidas. Torçam, rezem, orem, mandem 'positive vibration' aos enfermos", postou.

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O material logo viralizou em diversas redes sociais e hashtags como #SOSAmapa, #ApagaoNoAmapa e #AmapaPedeSocorro passaram a circular com força. Vídeos nas redes mostram filas para conseguir colocar combustível no automóvel ou para comprar água, em um momento de pandemia no qual a aglomeração de pessoas pode aumentar a contaminação de covid-19.

Marina Silva (Rede), ex-senadora pelo Acre, também comentou os problemas. "É gravíssima e estarrecedora a situação no Amapá. Em quase todo o Estado, já são mais de 40 horas sem energia elétrica, água, internet e sinal de celular. As autoridades públicas precisam agir com urgência para contornar os transtornos e os prejuízos provocados a todos os amapaenses", disse em seu Twitter.

Outros dois políticos que estão divulgando as dificuldades locais são o senador Randolfe Rodrigues (Rede) e o deputado federal Camilo Capiberibe (PSB), eleitos no Estado. "O que estamos vivendo no Amapá é inaceitável. Precisamos de respostas rápidas. Comerciantes e famílias estão perdendo o pouco que tem, famílias sem água para cozinhar/tomar banho e grandes aglomerações se formando em supermercados, farmácias, postos de gasolina em plena pandemia", reclamou Capiberibe.

Auriney Brito, presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) no Amapá também desabafou em sua conta de Twitter. "Estamos chegando a 48 horas sem energia no Amapá. Macapá entrando em convulsão por falta de água potável, combustível e outros itens básicos. Não é hora de politizar ou buscar culpados, precisamos da solidariedade e orações de todos. No meio desse caos, ainda há pandemia por aqui", disse.

Outra internauta usou o Twitter para lamentar a situação. "Só atualizando: estamos há 50 horas sem energia, pouco sinal de internet, a água potável está escassa, gasolina num preço absurdo, o Estado está na segunda onda de covid e não temos previsão de retorno", disse Mari Guedes.

Na quinta-feira, 5, o governo informou que tem a expectativa de restabelecer o fornecimento de energia em 70% do Amapá, mas a retomada das condições normais de atendimento em todo o Estado deverá levar mais tempo, segundo o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque.

Um incêndio na subestação Macapá ocorrido na noite de terça-feira levou ao desligamento automático da linha de transmissão Laranjal/Macapá e das usinas hidrelétricas de Coaracy Nunes e Ferreira Gomes. O fogo tomou conta da subestação e interrompeu cerca de 250 megawatts de carga elétrica.

Uma mulher de 61 anos que havia sido transferida do Hospital Federal de Bonsucesso para o CER Leblon após o incêndio ocorrido na unidade hospitalar na semana passada morreu na noite de domingo (1º). Com isso, chega a oito o total de pacientes mortos desde o incêndio. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde (SMS), a mulher já havia dado entrada na unidade municipal no dia 27 em estado muito grave e instável, com uso de respirador. Dentre os mortos após o incêndio, foi o quarto caso de paciente internado na rede municipal.

Na noite de sábado (31), um bebê de um ano morreu no Instituto de Puericultura e Pediatria Martagão Gesteira, da UFRJ, para onde havia sido levado na quarta-feira passada, um dia após o incêndio. No domingo (1º), um idoso de 93 anos, também transferido em decorrência do incêndio e levado para o Hospital de Campanha do Riocentro, morreu.

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O Hospital de Bonsucesso está fechado desde o dia 27, apesar de o fogo ter atingido apenas um dos prédios que compõem o complexo. O Prédio 1 foi interditado pela Defesa Civil do município, que constatou risco de comprometimento da estrutura. Os demais prédios não foram atingidos pelas chamas e deverão voltar a funcionar normalmente nesta quarta-feira (4).

As causas do incêndio ainda estão sendo apuradas pela Polícia Federal. O que se sabe é que ele atingiu o almoxarifado do Prédio 1, que abrigava também a enfermaria o Centro de Terapia Intensiva.

A Polícia Civil do Rio indiciou oito pessoas pelo incêndio no Hospital Badim, ocorrido em setembro do ano passado e que resultou na morte de 17 pacientes. Entre os indiciados estão diretores do hospital, engenheiros, arquiteto e diretores da empresa responsável pela construção e manutenção do gerador que pegou fogo.

Os indiciados irão responder 15 vezes por homicídio doloso qualificado e duas vezes por homicídio, além do crime de incêndio. Segundo as investigações, o Hospital Badim estava com obras irregulares, havia defeito no sistema de prevenção de incêndio e o plano de evacuação era falho.

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Perícia realizada pelo Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE) apontou que o fogo começou no gerador da unidade. O equipamento estava instalado em um lugar sem proteção e os tanques de armazenamento não seguiam as normas de instalação vigentes.

Laudos do Instituto Médico Legal (IML) apontaram que a maioria das 17 vítimas morreu por inalação de fumaça e complicações pelo desligamento de aparelhos hospitalares.

Em nota, a assessoria do Hospital Badim informou que "sempre colaborou ativamente com as investigações" e que "está surpreso com a informação acerca da conclusão do inquérito e com o vazamento de seu conteúdo sem ter tido acesso ao mesmo".

A instituição reiterou ainda que "confia em uma melhor análise do Ministério Público e prestará todos os esclarecimentos após ter acesso aos autos". O Hospital também lamentou as mortes e informou já ter feito 13 acordos com familiares das vítimas.

Bonsucesso

Nesta sexta-feira, 30, a Defesa Civil do Rio interditou o Prédio 1 do Hospital Federal de Bonsucesso. Os técnicos do município identificaram risco à estrutura após o incêndio ocorrido na terça-feira. Os demais prédios que compõem o hospital, que não chegaram a ser atingidos pelas chamas, estão aptos a funcionar normalmente.

Após vistoria no Prédio 1 do Hospital Federal de Bonsucesso (HFB), na zona norte do Rio de Janeiro, afetado por um incêndio na terça-feira (27), a Defesa Civil municipal interditou hoje (30) todo o edifício, por riscos estruturais.

Segundo o coordenador técnico da Defesa Civil, Eduardo Pierre, o órgão acompanhou o trabalho do Corpo de Bombeiros desde o incidente, auxiliando na segurança e isolamento de áreas. “Hoje, com o fogo já totalmente controlado, a Defesa Civil conseguiu fazer a vistoria geral nas instalações. Ontem [29], o telhado que existe entre os blocos 1 e 2, que é conhecido como Centro de Imagem, foi interditado devido a risco nas lajes de cobertura, que estão bastante fletidas [curvadas]."

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Há risco iminente de desabamento, disse Pierre, ressaltando que o Prédio 1 foi completamente interditado porque a estrutura como um todo está comprometida.

“Hoje, conseguimos ter acesso a todo o complexo, inclusive ao Bloco 1, e notamos que existem riscos na questão das instalações e na parte civil. Por isso, fizemos nova interdição de todo o Bloco 1. A administração do hospital recebeu essa interdição para que proceda a imediata recuperação e eliminação dos riscos. Estamos aguardando então a apresentação desse engenheiro responsável técnico”, acrescentou o representante da Defesa Civil.

Manifestação

Na manhã desta sexta-feira, cerca de 50 pessoas, entre pacientes e funcionários do hospital, fizeram uma manifestação no local, pedindo o retorno do atendimento nas áreas não afetadas pelo incêndio.

Segundo a assessoria de imprensa do HFB, uma reunião na tarde de hoje vai definir a questão, e dois representantes do protesto serão recebidos.

O Hospital Federal de Bonsucesso (HFB), na zona norte do Rio de Janeiro, confirmou a morte de mais um paciente após o incêndio que atingiu o Prédio 1 da unidade na manhã desta terça-feira (27).

Na terça-feira foi confirmada a morte de duas pacientes graves que estavam internadas no centro de terapia intensiva (CTI), uma delas com covid-19. Não há mais informações sobre a morte confirmada hoje.

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Segundo a Superintendência Estadual do Ministério da Saúde, 179 pacientes foram transferidos, 37 receberam alta e 11 ainda aguardam transferência. Em nota, o Ministério da Saúde diz que se solidariza com as famílias e que "não vai medir esforços para garantir a segurança e saúde dos pacientes, profissionais de saúde e funcionários da instituição”.

O Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro informou que cerca de 40 militares continuam trabalhando no local, para fazer o rescaldo. “Além de viaturas de combate, a corporação disponibilizou ambulâncias para atendimento e transferência de pacientes. Ao todo, foram mais de 120 militares, de 13 quartéis, envolvidos na operação.”

Técnicos da Defesa Civil municipal aguardam a liberação do local pelo Corpo de Bombeiros para iniciar a vistoria do risco estrutural do imóvel.

A Polícia Federal informa que foi instaurado inquérito policial para apurar as circunstâncias do fato e diz que não comenta as investigações em andamento.

Notificação

Em setembro do ano passado, a Defensoria Pública da União (DPU) no Rio de Janeiro pediu uma vistoria do Corpo de Bombeiros no Hospital de Bonsucesso, com base em informações sobre problemas estruturais apontados em relatório do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS.

“Foi constatada ausência de licença e de plano de prevenção e combate a incêndio aprovado pelo Corpo de Bombeiros, além da inexistência de sistemas de detecção de fumaça e sprinklers [dispositivos usados no combate a incêndios]. Foram encontrados também hidrantes desativados com mangueiras danificadas e sem qualificação para uso”, informou a DPU.

Segundo o Corpo de Bombeiros, a vistoria foi feita na época e um relatório foi enviado para a Defensoria Pública. “Estar em conformidade com as medidas de segurança é uma obrigação dos responsáveis pelas edificações”, destacou a corporação nesta quarta-feira. O Corpo de Bombeiros diz que emitiu notificações e autos de infração à administração do HFB, os dois últimos em março e agosto deste ano.

O Ministério da Saúde não respondeu sobre a vistoria e adequação às normas.

A reportagem entrou em contato com o HFB e aguarda retorno sobre as notificações do Corpo de Bombeiros.

Um relatório produzido em abril de 2019 por uma equipe de engenheiros, a pedido do Ministério da Saúde, constatou diversos problemas na estrutura de combate a incêndios do Hospital Federal de Bonsucesso (HFB), na zona norte do Rio. Um ano e meio depois, nada foi feito e nesta terça-feira, 27, o hospital pegou fogo, matando pelo menos três pacientes.

Questionado nesta terça sobre a falta de providências para sanar o risco de incêndio no hospital, o Ministério da Saúde não se manifestou - limitou-se a lamentar o incêndio e a morte de uma paciente, em nota. Em setembro de 2019, de posse desse relatório, a Defensoria Pública da União cobrou providências da direção do HFB para ajustar o hospital às normas de segurança e solicitou ao Corpo de Bombeiros que fizesse uma vistoria na unidade de saúde.

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"Depois disso, a Defensoria fez seu papel de reforçar reiteradamente a necessidade de providência urgente aos órgãos competentes", informou, em nota, a Defensoria. "Sobre as razões de as demandas não terem sido atendidas, não temos como responder. Sugerimos que as perguntas sejam encaminhadas aos responsáveis pela gestão do HFB"

Terceira vítima

O Ministério da Saúde confirmou, na noite dessa terça-feira, 27, a morte da terceira vítima do incêndio do Hospital Federal de Bonsucesso, na zona norte do Rio de Janeiro. A pasta não forneceu informações sobre o paciente morto.

"O Ministério da Saúde comunica com profundo pesar a morte do terceiro paciente após o incêndio no Hospital Federal de Bonsucesso", informou o Ministério. "A pasta se solidariza com as famílias e não vai medir esforços para garantir a segurança e saúde dos pacientes, profissionais de saúde e funcionários da instituição", conclui a nota.

As duas primeiras vítimas foram mulheres de 42 e 83 anos, ambas internadas com Covid-19.

Um incêndio atingiu na manhã desta terça-feira, 27, o Hospital Federal de Bonsucesso, na zona norte do Rio e fez duas vítimas fatais até o momento. Por volta das 13h, um porta-voz do hospital confirmou a morte de uma mulher de 42 anos que, segundo ele, estava em estado grave com covid-19 e morreu durante o processo de evacuação. A morte ocorreu na ambulância a caminho do hospital municipal Ronaldo Gazolla, em Acari.

O fogo começou no prédio 1 da unidade, no qual se localizam as enfermarias e o CTI. Os Bombeiros foram acionados por volta das 9h50 e estão no local com equipes de 12 quartéis diferentes.

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Segundo os Bombeiros, os pacientes foram retirados do local e levados ao prédio 2 e a outras unidades de Saúde. A maior parte foi para o próprio hospital, enquanto outros tiveram que ser transferidos com o auxílio do Samu. 162 pacientes no total saíram do prédio 1, sendo 66 removidos pra outras unidades. Havia oito vítimas de covid - que se deslocaram para o Leblon, na zona sul, e Acari, na zona norte. Entre eles, estava a paciente que morreu.

O porta-voz dos Bombeiros, coronel Lauro Botto, afirmou que há indícios de que o incêndio tenha começado num almoxarifado no subsolo do prédio, onde havia um estoque de fraldas. Isso, contudo, só será confirmado com mais apurações.

O secretário de Defesa Civil, Leandro Monteiro, afirmou que o hospital funcionava de modo inadequado. Havia duas notificações e dois autos de infrações no Corpo de Bombeiros que versavam sobre as más condições da unidade. "É muito difícil, quase impossível, interditar um hospital com quase 600 leitos", disse.

O governador em exercício do Estado, Cláudio Castro (PSC), afirmou nesta terça-feira, 27, que uma vez controlado o fogo, o próximo passo é investigar as causas. "O que me chegou (até agora) é que foram todos socorridos e que também conseguimos salvar equipamentos", disse em conversa com jornalistas na saída do Palácio do Planalto, em Brasília. "O próximo passo então é a Polícia Civil, que já está no local, entrar para fazer toda a questão de perícia para aí começar a investigação e passar para o Ministério Público entender se foi uma causa acidental ou uma causa criminosa."

O Hospital de Bonsucesso é considerado o principal dos seis federais do Rio. No início da pandemia, chegou a receber a visita do ex-ministro da Saúde Nelson Teich. A unidade fica em posição estratégica, na Avenida Brasil, o que facilita o atendimento a pacientes de outros municípios, como os da Baixada Fluminense.

Referência em serviços de média e alta complexidade, faz cerca de 15 mil consultas ambulatoriais todo mês, além de 1.300 internações, 1.200 atendimentos de emergência, 120 mil exames laboratoriais e 5 mil exames de imagem.

O Estadão procurou o Ministério da Saúde e a Defensoria Pública da União para falar sobre o incêndio. Em nota, o ministério afirmou que "lamenta profundamente a perda de uma paciente durante a transferência" e diz que "acompanha o trabalho das equipes de resgate para garantir a segurança dos pacientes e profissionais que estavam presentes no local."

A professora Rosália Pires, de 42 anos, esperava havia três meses por um exame de mamografia. Quando chegou à unidade, se deparou com o incêndio. "Já fomos informados de que o hospital não vai funcionar hoje. Agora é mais uma espera", disse.

A paciente Ana Diniz, de 22 anos, estava na maternidade com o filho de quatro dias e precisou sair do hospital. A sensação, diz, foi de desespero. "A gente estava lá ouvindo os boatos, até que avisaram para nós. Muita correria", afirmou ela, que temeu pela vida da criança. (Colaborou Emilly Behnke)

Uma mulher que estava em tratamento contra a Covid-19 no Hospital Federal de Bonsucesso, na zona norte do Rio de Janeiro, morreu ao ser transferida para outra unidade, devido ao incêndio ocorrido nesta terça-feira (27) no local.

As chamas, que teriam começado no almoxarifado, atingiram o Prédio 1, e os pacientes que estavam no edifício tiveram que ser evacuados.

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Segundo o Corpo de Bombeiros, 25 pacientes tiveram que ser transferidos para outros hospitais, dos quais oito estavam em tratamento para covid-19. Cerca de 170 pacientes foram alocados em outras áreas do próprio hospital.

O incêndio foi controlado no fim da manhã. Durante o processo de retirada dos pacientes, alguns foram colocados no pátio do hospital e outros foram levados para uma borracharia que fica em frente à unidade de saúde.

Cerca de 200 pacientes estão sendo removidos do Hospital Federal de Bonsucesso, na zona norte do Rio, que teve um princípio de incêndio na manhã desta terça-feira, 27. Segundo o Corpo de Bombeiros, o incêndio já está controlado. Ainda não há informações sobre eventuais feridos em função do incidente. O Corpo de Bombeiros foi acionado por volta das 9h50 e estão no local com equipes de cinco quartéis diferentes. O fogo teria começado no prédio 1 da unidade, no qual se localizam as enfermarias.

Os pacientes estão sendo transferidos para outras alas do próprio hospital, mas alguns estão sendo levados a outras unidades de saúde do Rio. Caso haja necessidade, não está descartada a reabertura do Hospital de Campanha do Riocentro, que serviu para tratar pacientes com covid-19 durante o momento mais crítico da pandemia, para receber os internados.

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Apesar de controlado, ainda havia, por volta das 12h, intensa quantidade de fumaça saindo de prédios e os bombeiros atuavam no trabalho de rescaldo. Doze ambulâncias da própria corporação estão de prontidão para o caso de haver a necessidade de uma transferência em massa.

O incêndio começou no subsolo do Prédio 1 e se alastrou pelo almoxarifado. O mesmo edifício concentra ainda a enfermarias e salas de raio-X. Bombeiros de dez quartéis foram mobilizados, além do Grupamento Tático de Suprimento de Água para Incêndios (GTSAI).

O Hospital de Bonsucesso é considerado o principal dos seis federais do Rio. No início da pandemia, chegou a receber a visita do ex-ministro da Saúde Nelson Teich. A unidade fica em posição estratégica, na Avenida Brasil, o que facilita o atendimento a pacientes de outros municípios, como os da Baixada Fluminense.

Referência em serviços de média e alta complexidade, o hospital faz cerca de 15 mil consultas ambulatoriais todo mês, além de 1.300 internações, 1.200 atendimentos de emergência, 120 mil exames laboratoriais e 5 mil exames de imagem.

do Estadão Conteúdo.

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