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Cosme e Damião nasceram por volta do no ano de 260, na cidade de Egéia, na Arábia e morreram no ano de 303. Os irmãos foram reconhecidos como santos a partir do século VI e para os católicos são considerados padroeiros dos cirurgiões, médicos e farmacêuticos.

Dentro do catolicismo, o culto aos irmãos foi trazido para o Brasil em 1530, por Duarte Coelho Pereira, quando se tornaram padroeiros de Igarassu, em Pernambuco. No nordeste brasileiro, passaram a ser cultuados para afastar o contágio de epidemias. A celebração para os católicos acontece no dia 26 de setembro.

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Nas religiões de matriz africana, Cosme e Damião são associados aos Ibeji, filhos gêmeos de Xangô e Iansã. Algumas imagens de Cosme e Damião mostram uma terceira criança menor entre os gêmeos. Essa criança representaria Doum, um terceiro irmão falecido. Lendas afirmam que depois da morte desse irmão, Cosme e Damião se tornaram médicos para curar todas as crianças, sempre de forma gratuita. Doum é considerado o protetor das crianças até os sete anos de idade.

 A oferta de doces às crianças e também feita em honra aos santos, como forma de recordar a pureza, inocência e bondade representadas pelos irmãos. Para estas religiões, os santos são considerados os protetores das crianças. Na Bahia, as festividades incluem comidas como caruru, vatapá, bolinhos, doces e balas às entidades e aos frequentadores dos terreiros, que nesse dia estão sempre decorados e enfeitados nas cores rosa e azul. 

Por Bianca Carmona

 

Belém, na Cisjordânia, um território palestino ocupado há quase meio século por Israel, é o lugar onde nasceu Jesus, segundo a tradição cristã, mas também abriga locais santos para o judaísmo e o islã.

No coração de Belém, a Igreja da Natividade, construída no século IV no lugar de nascimento de Jesus, atrai peregrinos cristãos e muçulmanos. A gruta sob a igreja é uma cripta retangular pavimentada com mármore.

Três igrejas cristãs (ortodoxa, católica e armênia) administram o edifício, submetido a uma série de transformações ao longo dos séculos. Os muçulmanos têm direito a rezar na ala sul da basílica. Belém, que ocupa um lugar importante na Bíblia, fez uma primeira aparição em Gênesis sob o nome de Efrata, onde morre Raquel, esposa do patriarca Jacó, neto de Abraão.

O Túmulo de Raquel, no extremo da cidade, é o terceiro local mais sagrado no judaísmo, depois do Monte do Templo em Jerusalém (chamado de Esplanada das Mesquitas pelos muçulmanos) e da Caverna dos Patriarcas em Hebron (mesquita de Ibrahim para os muçulmanos).

Patrimônio da Unesco

Em junho de 2012, a Igreja da Natividade passou a fazer parte da lista do Patrimônio Mundial da Humanidade da Unesco, apesar da forte oposição de Israel e dos Estados Unidos. Os palestinos declararam uma vitória "histórica".

Em outubro de 2010, o conselho executivo da Unesco adotou uma resolução que descreve o Túmulo de Raquel como sendo também uma mesquita - "a mesquita Bilal Bin Rabah/Túmulo de Raquel em Belém".

Procissão e missa do galo

Todos os anos em 24 de dezembro, Belém vive no ritmo das celebrações de Natal. Estas começam com uma procissão do patriarca latino, que parte de Jerusalém e cruza o muro de separação construído por Israel.

As fanfarras dos escoteiros escoltam a procissão, ao som de gaitas e tambores, até a Igreja da Natividade. Na praça do Pesebre de Belém, há muitas procissões coloridas.

À meia-noite, o patriarca latino celebra a tradicional missa do galo, na Igreja de Santa Catarina, ao lado da basílica da Natividade, com a presença de muitos líderes religiosos e representantes políticos palestinos.

Prisioneira do muro de separação israelense

Em 2002, Israel ergueu uma barreira de segurança na Cisjordânia ocupada, considerada um "muro do apartheid" pelos palestinos, que separa Belém de Jerusalém, a menos de 10 quilômetros de distância, e de localidades palestinas vizinhas.

Em 7 de abril, Israel começou a levantar seu muro no setor de maioria cristã de Beit Jala e do vale de Cremisã, perto de Belém.

Dois milhões de peregrinos

O distrito de Belém, onde vivem cerca de 210.000 palestinos, compreende Belém (40.000 habitantes), Beit Jala, Beit Sahour, 30 aldeias e três campos de refugiados. A cidade, que tinha maioria cristã há meio século, hoje é predominantemente muçulmana, mas os cristãos têm um papel central na vida econômica.

O turismo é um dos principais recursos da cidade, e a Igreja da Natividade atrai dois milhões de peregrinos todos os anos.

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