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O pugilista brasileiro Abner Teixeira ficou com a medalha de bronze nos Jogos Olímpicos de Tóquio-2020 após perder para o cubano Julio La Cruz na semifinal da categoria peso pesado (até 91kg)

La Cruz venceu na Kokugikan Arena por 4-1, na decisão dos árbitros.

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O cubano foi medalhista de ouro na categoria meio-pesado (até 81kg) na Rio-2016 enquanto Abner fez sua estreia em Olimpíadas.

Ele vai disputar a final contra o russo Muslim Gadzhimagomedov, que na outra semifinal derrotou o neozelandês David Nyika.

A equipe brasileira tem ainda mais duas medalhas garantidas em Tóquio: Hebert Conceição e Beatriz Ferreira já estão nas semifinais em suas categorias e asseguraram ao menos o bronze.

Abner Teixeira teve sentimentos misturados após a derrota. Satisfação por conquistar uma medalha, mas uma sensação de que poderia ter ido mais longe.

"Ninguém gosta de perder. Então o que está se destacando para mim agora é o sentimento da derrota. Quase todo dia eu trabalho e treino para não acontecer isso. Infelizmente hoje aconteceu. Mas por outro lado estou bem feliz por ser medalhista. Era o que eu tinha me proposto a fazer. É a realização de um sonho. Significa muito para mim", disse Abner em entrevista à Rede Globo.

O boxe brasileiro pode ter nesta terça-feira o seu dia mais vitorioso. A peso-leve (até 60 kg) Beatriz Ferreira, o leve (até 63 kg) Wanderson Oliveira e o pesado (até 91 kg) Abner Teixeira estarão em ação na Kokugikan Arena. Este último já vai disputar a semifinal com a garantia de já ter conquistado a medalha de bronze, pois os no boxe olímpico não há a disputa pelo terceiro lugar e os perdedores sobem também no pódio. Já a lutadora e Wanderson estão nas quartas de final e precisam vencer para atingir o mesmo status.

A primeira a se apresentar será Beatriz, atual campeã mundial. Ela sobe no ringue às 5 horas (17h do Japão) para enfrentar a usbeque Raykhona Kodirova, nona no último campeonato do mundo. "Eu me preparei durante cinco anos para este momento. Chegou a hora de decidir", afirmou a lutadora, que venceu na estreia com facilidade a atleta Shih-Yi Wu, de Taiwan, em decisão unânime dos jurados (5 a 0).

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"Todas aqui são minhas adversárias. Estou pronta para o que precisar. Amo o boxe e estou pronta para o que der e vier. Independentemente do combate que acontecer aqui, eu sei que será um grande espetáculo para a galera. Eu sei para o que me preparei, sei meu objetivo aqui e vou em busca dele, afirmou a boxeadora, de 28 anos e 1,62 metro de altura.

Wanderson, de 24 anos e 1,78 metro, vai ter pela frente, às 6h18, o cubano Andy Cruz, apontado como o melhor da atualidade nesta categoria. "É o número 1 deste peso, mas eu vou treinar bastante a tática que vou ter contra ele, rever a luta que tive com ele, rever os erros e o que tive de qualidade para fazer a estratégia", disse o brasileiro, após vencer seu segundo combate em Tóquio. Ele eliminou o sírio Wessam Salamana, da Equipe Olímpica de Refugiados, por 5 a 0 na estreia e depois o bielo-russo Dzmitry Asanou por 3 a 2.

Abner, que busca um pódio inédito para o Brasil entre os pesos pesados, terá como rival, às 6h50, também um representante de Cuba. Trata-se de Julio La Cruz, que foi campeão olímpico na Rio-2016 e quatro vezes campeão mundial, mas entre os meio-pesados (até 81 quilos). "Quero mudar a cor da medalha", disse o atleta, após derrotar o jordaniano Hussein Iashaish nas quartas de final. Ele também soma um triunfo nas oitavas frente ao britânico Cheavon Clarke. Ambos por 4 a 1. Ele tem 24 anos e mede 1,93 metro.

O boxe brasileiro acumula sete medalhas em olimpíadas, contando já os bronzes garantidos por Hebert Conceição e Abner. Servílio de Oliveira foi bronze no México-1968, depois Esquiva Falcão (prata), Yamaguchi Falcão e Adriana Araújo (ambos bronze) subiram no pódio em Londres-2012. Robson Conceição foi campeão na Rio-2016.

O Brasil levou para Tóquio sete pugilistas. Além dos três que se apresentam nesta terça, a nobre arte nacional ainda conta com o peso médio (até 75 quilos) Hebert Conceição. Ele é semifinalista e na quinta-feira vai desafiar o russo Gleb Bakshi, atual campeão mundial.

Três representantes nacionais foram eliminados em Tóquio. No feminino, a peso mosca (até 51 kg) Graziele Jesus perdeu para a japonesa Tsukimi Namiki na primeira rodada, enquanto Jucielen Romeu foi eliminada pela britânica Karriss Artingstall, também na estreia.

Já o meio-pesado Keno Marley (até 81 quilos) foi derrotado pelo britânico Benjamin Whittaker na segunda rodada, após vencer na estreia o chinês Daxiang Cheng.

O pugilista Abner Teixeira garantiu nesta sexta-feira (30) a primeira medalha do Brasil no boxe dos Jogos Olímpicos de Tóquio-2020 ao vencer o jordaniano Eishaish Iashaish nas quartas de final da categoria pesado (81-91 kg).

Teixeira, de 24 anos, venceu o combate na Arena Kokugikan por decisão dividida (4-1) dos árbitros.

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Desta forma, o brasileiro garantiu no mínimo uma das medalhas de bronze, pois no boxe olímpico não há disputa de terceiro lugar.

Teixeira volta ao ringue na terça-feira para buscar uma vaga na final e tentar repetir o resultado de Robson Conceição, que conquistou a medalha de ouro na categoria ligeiro nos Jogos Rio-2016.

O rival do brasileiro nas semifinais será o cubano Julio la Cruz, que conquistou a medalha de ouro na categoria pesado na edição olímpica disputada no Rio de Janeiro.

Julio la Cruz venceu nas quartas de final o espanhol Enmanuel Reyes. O cubano passou por dificuldades durante a luta e chegou a ser derrubado durante o combate, mas os juízes definiram o confronto a seu favor, graças à superioridade nos minutos finais, por 4-1.

Em duelo muito equilibrado, Abner Teixeira venceu o britânico Cheavon Clarke, nesta terça-feira (27) pela manhã, horário de Brasília (noite em Tóquio) e passou para as quartas de final na categoria peso pesado (até 91kg) no boxe dos Jogos Olímpicos. O brasileiro venceu por 4 a 1, em decisão dos jurados: 29 a 28 (três vezes), 30 a 27 e 27 a 30.

Com o resultado, Abner volta ao ringue na sexta-feira (30), às 7h39, para enfrentar Hussein Eishaish Hussein IashAish, da Jordânia. Se vencer, o medalha de bronze nos Jogos Pan-americanos de Lima-2019 vai garantir pelo menos um lugar no pódio, pois no boxe não existe a disputa do terceiro lugar. O lutador que perde na semifinal, automaticamente fica com o bronze.

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Canhoto, mais alto que o adversário e com bom jogo de pernas, Abner adotou uma postura de contra-ataque, enquanto o britânico apostou no duelo na curta distância, com golpes na linha de cintura. Mais efetivo, Clarke venceu o primeiro round para três jurados.

No segundo, Abner conseguiu manter o rival mais afastado e, com ganchos, atingiu a cabeça e o corpo. O britânico não teve tanta ação ofensiva e, com isso, foi o brasileiro que se apresentou melhor nos três minutos.

O assalto decisivo foi ainda mais equilibrado, mas Abner teve melhor preparo físico, se movimentou bem pelas laterais, evitou ser atingido, e aplicou pelo menos dois bons golpes, o que fez com que três jurados o apontassem como vencedor do round.

"Para lutar uma Olimpíada você tem que estar na melhor condição possível. Esses caras estão na melhor forma da vida deles e cada luta é como se fosse pela medalha de ouro. Você não pode achar que é fácil", disse Abner, após o duelo.

"Quando cheguei em Tóquio não caiu a ficha. Mas quando cheguei e vi a Vila, a estrutura do COB e tudo mais, eu vi que era real, é a conquista de um sonho. Ver os brasileiros ganhando medalha, ver o campeão olímpico, serve como inspiração para entrar com tudo para cima dos caras", afirmou o peso pesado, que é oriundo de

projetos sociais. Em Sorocaba (SP), o então adolescente precisava caminhar seis quilômetros diariamente para

chegar à academia em que treinava.

"Em 2012, eu vi a olimpíada pela televisão e parecia ser algo inalcançável. Em 2016, fui sparring do Juan Nogueira no Rio e hoje estou aqui. Quero aproveitar e agradecer a todos que me ajudaram e torceram por mim", concluiu, bastante emocionado.

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