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O velório de Diego Maradona na Casa Rosada da Argentina começou nesta quinta-feira pouco depois das 6h, com a presença de dezenas de milhares de pessoas.

Com passos lentos, os fãs começaram a passar diante do caixão, coberto com a bandeira argentina e uma camisa do eterno número '10', que faleceu na quarta-feira (25)aos 60 anos, vítima de parada cardíaca.

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Antes da abertura das portas da sede do governo, distúrbios e empurrões foram registrados entre a multidão, que a polícia tentava controlar.

Dezenas de milhares de pessoas passaram a noite em vigília na Praça de Maio, diante da sede do governo, com direito a cânticos em homenagem ao ídolo.

A família e os amigos mais íntimos compareceram à despedida durante a madrugada, antes do início do velório público, que deve prosseguir, a princípio, até 16H00.

O continente americano registrou mais de 1,5 milhão de casos de Covid-19 na última semana, um recorde desde que a pandemia foi declarada, em março.

O rápido aumento das infecções nos Estados Unidos foi um fator importante para este número, mas os casos também cresceram no restante das subregiões do continente, informou a Organização Panamericana da Saúde (Opas) nesta quarta-feira (25). A região das Américas acumula 25 milhões de casos e mais de 700.000 mortes por Covid-19, segundo dados da Opas.

O Panamá registrou seu maior balanço semanal desde o início da pandemia, enquanto, no Caribe, aumentam os casos, após um surto em Santa Lúcia que surgiu na tripulação de um navio de carga, apontou.

Na América Central, a Opas acompanha com preocupação o potencial surgimento de surtos em abrigos lotados após a passagem devastadora dos furacões Eta e Iota, acrescentou.

Na América do Sul, o Brasil continua somando casos em alguns estados e o Uruguai informou um "dramático aumento" de contágios em alguns departamentos.

Várias vacinas estão sendo testadas em todo o mundo, com as candidatas Moderna, AstraZeneca / Oxford e Pfizer-BioNTech liderando a corrida.

A Bolívia anunciou que planeja lançar uma campanha maciça de vacinação contra a Covid-19 durante o primeiro trimestre de 2021, antes de um eventual surto estimado para os meses seguintes. "O primeiro trimestre é o mais provável (vacinação). Estima-se que a segunda onda (de infecções) estará presente em nosso país entre março, abril e maio, por isso queremos nos apressar e proteger a população por meio da vacina", disse o ministro Edgar Pozo.

O México poderá receber as primeiras vacinas desenvolvidas pela Pfizer e BioNTech em dezembro, se os processos para a sua aprovação cumprirem os prazos estabelecidos, anunciou seu chanceler nesta terça-feira.

Na Argentina, a vacinação pode começar em janeiro, conforme anunciado hoje pelo ministro da Saúde de um dos países com maior índice de letalidade pela Covid-19 no mundo.

El Salvador anunciou um acordo com a farmacêutica AstraZeneca para o fornecimento de 2 milhões de doses da vacina a partir do primeiro semestre de 2021.

Mais de 60 milhões de casos do novo coronavírus foram oficialmente detectados no mundo desde o início da pandemia, de acordo com uma contagem da AFP nesta quarta-feira às 18h30 GMT (15h30 Brasília), com base nos balanços das autoridades. No total, 60.014.291 casos foram detectados, dos quais 1.415.258 terminaram em mortes desde o início da pandemia.

- Terceira onda nos EUA -

Em sua luta para controlar números recorde de casos de Covid-19, Los Angeles fechou a partir desta quarta-feira (25) seus bares e restaurantes, na véspera do Dia de Ação de Graças.

A decisão tomada pela segunda maior cidade dos Estados Unidos estará vigente por ao menos três semanas, na qual seu secretário da Saúde também pediu aos cidadãos que evitem as grandes reuniões em família.

"É importante dizer 'não', mesmo quando se trata das pessoas mais próximas de nossa família", afirmou o doutor Mark Ghaly.

As autoridades de saúde americanas pediram, pela primeira vez, aos seus cidadãos que não viajem para celebrar este feriado em que as famílias costumam se reunir.

Com o país enfrentando um crescente número de casos e mortes, os planos para distribuir a vacina se aceleram.

Mais de seis milhões de doses da vacina contra a Covid-19 da Pfizer-BioNTech estarão disponíveis na primeira semana, desde que obtenha a autorização emergencial, esperada para o próximo mês, e 40 milhões antes do fim de dezembro, segundo as autoridades.

Os Estados Unidos estão em plena terceira onda de Covid-19. São 13 milhões de casos confirmados no total (mais de 260.000 óbitos), ou seja, mais de um quinto de todos os casos registrados no mundo. Em uma semana, o número de positivos aumentou 11% (mais de 1,2 milhão de casos) em relação à anterior (1,1 milhão).

Enquanto o gigante americano lida com sua crise, alguns países da Europa implementam um relaxamento das restrições frente às festas de Natal, em um momento em que a segunda onda de contágios começa a diminuir após semanas de confinamentos.

Em uma mensagem transmitida pela televisão na noite de terça-feira, o presidente francês Emmanuel Macron anunciou que as lojas poderiam reabrir no sábado e que as ordens de permanecer em casa em todo o país serão suspensas a partir de 15 de dezembro, embora o toque de recolher permaneça durante a noite.

As autoridades britânicas também anunciaram que as restrições a reuniões sociais e viagens poderiam ser relaxadas no Natal.

- Sinais confusos -

Em outras partes da Europa, 16 estados alemães acordaram suavizar ligeiramente os limites de contato social no Natal, apesar de os casos se aproximarem do milhão por lá. Os líderes regionais decidiram limitar as reuniões para 10 pessoas durante o feriado de 23 de dezembro a 1o de janeiro, o dobro do limite para o resto do mês.

Na Austrália, Nova Gales do Sul, o estado mais populoso do país, flexibilizou as medidas de distanciamento social e permitiu aos funcionários retornarem aos seus locais de trabalho, após três semanas sem nenhum caso de transmissão local de Covid-19.

Singapura, que ostenta uma das menores taxas de morte pelo vírus do mundo, anunciou que não tem focos ativos no país pela primeira vez desde que o vírus chegou no começo do ano.

Também há boas notícias na China, que registrou somente cinco novos casos de coronavírus na terça-feira, todos importados, segundo as autoridades.

Os sinais esperançosos que chegam da Ásia foram, no entanto, afetados pela segunda onda que atinge o Paquistão, onde as unidades de terapia intensiva se aproximam de sua capacidade máxima, e o Japão, onde um número recorde de casos forçou as autoridades de Tóquio a pedir a seus cidadãos que evitem saídas desnecessárias.

O Irã libertou a acadêmica australiana-britânica Kylie Moore-Gilbert, que cumpria 10 anos de prisão por espionagem, em troca de três iranianos detidos no exterior.

Depois de passar mais de 800 dias detida, a especialista em Oriente Médio reconheceu que sua saída do Irã tem um sabor "agridoce", apesar das "injustiças" infligidas.

"Vim ao Irã como amiga, com boas intenções", afirmou em um comunicado publicado pelo governo australiano, no qual presta homenagem aos "iranianos de bom coração, generosos e corajosos". A pesquisadora também saudou o fim de um "longo e traumatizante julgamento" no texto e garantiu que o apoio recebido durante sua detenção "foi o que mais contou" para ela.

A família de Moore-Gilbert também manifestou enorme alívio após as primeiras imagens da televisão iraniana que mostraram a jovem depois da libertação.

O primeiro-ministro australiano Scott Morrison, que conversou com a pesquisadora, também celebrou a libertação. "É uma pessoa extraordinariamente forte, inteligente e corajosa, capaz de superar este calvário", declarou ao Channel 9.

"Um empresário e (outros) dois cidadãos iranianos detidos no exterior (...) foram libertados em troca da espiã com dupla cidadania que trabalhava" para Israel, informou o site da estação de televisão iraniana Iribnews.

O site da emissora estatal não deu detalhes adicionais sobre a troca, mas postou um vídeo no qual dois homens são recebidos com honras por funcionários e algumas imagens de uma mulher com véu, que parece ser Moore-Gilbert, a bordo de um veículo.

De acordo com o jornal Sydney Morning Herald, os iranianos são Mohamad Khazaei, Masud Sedaghat Zadeh e Saeed Moradi, que estavam detidos na Tailândia após uma tentativa frustrada de assassinato de diplomatas israelense em 2012. Moradi perdeu as duas pernas em uma explosão frustrada contra os diplomatas.

A prisão de Moore-Gilbert foi confirmada em setembro de 2019, mas sua família indicou que ela havia sido presa vários meses antes. Ela sempre negou ser uma espiã.

Em cartas clandestinas para fora da prisão e publicadas na imprensa inglesa em janeiro, Kylie Moore-Gilbert escreveu que passou dez meses isolada, o que "afetou seriamente" sua saúde.

A imprensa iraniana fez muito poucas referências ao seu caso e as poucas informações disponíveis sobre ela vêm de autoridades australianas, sua família e jornais britânicos ou australianos.

Segundo o jornal britânico The Guardian, ela foi presa em setembro de 2018 no aeroporto de Teerã após ter participado de um congresso acadêmico.

Em cartas publicadas em janeiro pelo The Guardian e pelo Times, ela dizia ter rejeitado uma oferta dos iranianos para espionar seus serviços.

Em um dos dez documentos manuscritos escritos em persa rudimentar para as autoridades iranianas, expressava sua "rejeição oficial e definitiva" à oferta de "trabalhar com o serviço de inteligência dos Guardiões da Revolução", o exército ideológico da República Islâmica, de acordo com ambos os jornais.

- "Nunca fui espiã" -

"Nunca serei convencida a mudar minha decisão", escreveu. "Eu não sou um espiã. Nunca fui um espiã".

Ela também explicou que eles propuseram uma alternativa a ela durante o recurso: ou uma sentença de prisão de treze meses, o que facilitava para fosse libertada, ou uma confirmação de sua sentença de dez anos de prisão.

Ela se sentia "abandonada e esquecida" e mencionava nas cartas escritas entre junho e dezembro de 2019 que levava uma existência precária e carente, sem visitas ou ligações, e com frequentes problemas de saúde.

Qualificando-se como "uma prisioneira política inocente", ela pediu para ser transferida para uma seção geral de mulheres da prisão de Evine, em Teerã, depois de ficar isolada por meses em uma pequena cela permanentemente iluminada.

Por fim, foi transferida para esse setor, frequentada pela estudante universitária franco-iraniana Fariba Adelkhah e a iraniana-britânica Nazanin Zaghari-Ratcliffe.

As prisões de estrangeiros, especialmente binacionais, frequentemente acusados de espionagem, aumentaram após a retirada unilateral dos Estados Unidos, em 2018, do acordo internacional sobre a questão nuclear iraniana e a aplicação de sanções.

A Itália registrou dois casos de feminicídio em apenas 24 horas, justamente na data em que é celebrado o "Dia Internacional pela Eliminação da Violência Contra as Mulheres". As duas mulheres foram esfaqueadas até a morte por seus parceiros, no Vêneto e na Calábria.

Em um dos crimes, um homem de 40 anos matou a esposa com uma facada no peito em Cadoneghe, na província de Pádua. A vítima foi identificada como Jennati Abdefettah, uma marroquina de 40 anos que trabalhava como operária em um depósito.

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O casal tinha três filhos. Todas as crianças foram confiadas a uma amiga de Abdefettah que morava próximo da família. A polícia foi acionada pelo próprio assassino.

Segundo as autoridades, a mulher, que já havia denunciado o comportamento violento de seu marido, foi encontrada deitada em sua cama. O caso é investigado pelo procurador Marco Brusegan, com auxílio do legista Antonello Cirnelli e dos carabineiros da unidade de investigação.

Já na Calábria, um homem foi detido pela polícia por ser considerado o autor da morte de uma mulher de 51 anos, cujo corpo foi encontrado escondido entre as rochas em Staletti, na costa jônica de Catanzaro.

De acordo com a investigação dos carabineiros do Comando Provincial de Catanzaro e de Soverato, o criminoso de 36 anos teve um caso extraconjugal com a vítima.

Os dois casos vêm a público no dia em que o mundo celebra o "Dia Internacional pela Eliminação da Violência Contra as Mulheres". O presidente da Itália, Sergio Mattarella, inclusive, se manifestou.

"O aniversário de hoje nos leva a refletir sobre um fenômeno que infelizmente não deixa de ser uma emergência pública. As notícias de violência contra as mulheres ainda ocupam com demasiada frequência os noticiários, oferecendo a imagem de que uma sociedade de respeito às mulheres não faz parte do cotidiano das pessoas, da linguagem privada e pública, das relações interpessoais", afirmou.

Segundo Mattarella, "as instituições apitaram o grito de alarme lançado pelas mesmas mulheres e pelas associações que trabalham há décadas para erradicar o que é, ainda em demasiadas situações, um conceito profundamente enraizado que visa negar a liberdade e a capacidade das mulheres".

"Por isso, continua a ser imprescindível que as mulheres que se sentem ameaçadas se voltem para quem pode dar apoio e prevenir a degeneração da convivência em violência", finalizou o presidente italiano.

Mulher incendiada -

A italiana Maria Antonietta Rositani, mulher incendiada pelo ex-marido no dia 13 de março de 2019, recebeu alta médica do Hospital Metropolitano de Reggio Calábria, após 20 meses internada.

Nos últimos meses, Rositani passou por dezenas de cirurgias para queimaduras graves que atingiram suas pernas, braços e rosto. O autor do crime foi identificado como Ciro Russo, que foi condenado a 18 anos de prisão.

O anúncio foi feito pelo comitê criado para apoiar as mulheres psicologicamente, moral e materialmente. 

Da Ansa

Um carro colidiu no portão do escritório da chanceler da Alemanha, Angela Merkel, em Berlim, nesta quarta-feira (25), revelou o jornal alemão Bild, citando testemunhas. 

Segundo as autoridades, o automóvel tinha a frase "Pare a política de globalização" rabiscada em branco no lado direito. Já no outro lado, haviam as palavras "Seus malditos assassinos de crianças e idosos".

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A polícia fez uma inspeção no veículo, mas até agora não há informações sobre a motivação da batida. A ação teria ocorrido no momento em que o gabinete de Merkel estava reunido.

Em sua conta no Twitter, a polícia de Berlim confirmou a prisão do motorista, que foi retirado do carro em uma cadeira de rodas, e anunciou que abriu uma investigação para apurar se a colisão foi proposital. "Estamos tentando perceber se o condutor bateu deliberadamente contra o portão. Foi levado sob custódia", escreveu.

Segundo o porta-voz do governo alemão, Merkel e os membros de seu gabinete não estiveram sob risco em nenhum momento.

Nesta quarta, Merkel tinha programado uma videoconferência com autoridades estaduais da Alemanha para discutir uma possível extensão do confinamento decretado no país e novas medidas para combater a propagação da pandemia do novo coronavírus. 

Da Ansa

Tóquio pedirá a seus moradores que evitem deslocamentos desnecessários e solicitará aos estabelecimentos que vendem bebidas alcoólicas que fechem mais cedo para lutar contra o aumento de contágios de Covid-19 no Japão, informou a imprensa local.

O Japão foi relativamente pouco afetado até o momento pela pandemia - com quase 2.000 mortes e 135.400 contágios, segundo os números oficiais - e não determinou medidas de confinamento como outros países.

Mas atualmente o arquipélago nipônico registra dados recordes de contágios diários. A cidade de Tóquio já elevou o nível de alerta ao grau máximo.

"Gostaríamos de pedir aos residentes de Tóquio, se puderem, que evitem passeios não essenciais na medida do possível para prevenir a propagação da infecção", disse a governadora Yuriko Koike. Ela também incentivou os habitantes de Tóquio a trabalhar de casa.

Além disso, Koike pediu aos estabelecimentos comerciais que vendem bebidas alcoólicas, incluindo casas de karaoke, que fechem às 22h00 a partir de sábado por três semanas. As empresas devem receber uma indenização.

As medidas não têm caráter obrigatório. Durante o estado de emergência declarado na primeira onda da pandemia, o país não aplicou sanções às pessoas que não permaneceram em casa ou às lojas que se negaram a fechar as portas.

Na semana passada, o primeiro-ministro Yoshihide Suga declarou que o Japão estava em "alerta máximo" depois de registrar um número recorde de infecções diárias, o que obrigou o governo a desistir de uma polêmica campanha para promover o turismo interno.

O papa Francisco usou suas contas no Twitter nesta quarta-feira (25) para alertar que a sociedade precisa fazer "muito mais" para garantir a dignidade das mulheres no mundo.

A mensagem foi publicada por ocasião do Dia Internacional para a Eliminação da Violência contra a Mulher, celebrado anualmente em 25 de novembro.

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"Muito frequentemente, as mulheres são ofendidas, maltratadas, violentadas, induzidas a se prostituir... Se quisermos um mundo melhor, que seja casa de paz e não pátio de guerra, devemos todos fazer muito mais pela dignidade de cada mulher", disse o Papa. 

Da Ansa

Ao menos cinco pessoas morreram nesta terça-feira (24) na Síria na explosão de uma bomba colocada no veículo de um chefe de polícia nos arredores da cidade de Al Bab, área controlada por rebeldes pró-turcos, informou uma ONG.

"Três policiais e dois civis morreram" ao explodir uma bomba instalada no veículo de um chefe de polícia de outro distrito, disse à AFP o diretor do Observatório Sírio para os Direitos Humanos (OSDH), Rami Abdel Rahmane.

O atentado deixou também 19 feridos, entre policiais e civis, segundo a mesma fonte. O ataque ocorreu na província de Aleppo, em um território próximo à fronteira com a Turquia controlado pelo exército turco e forças rebeldes sírias.

Abdel Rahmane não descarta a responsabilidade dos jihadistas do grupo Estado Islâmico (EI) no atentado, já que a organização dispõe de células ativas nesse setor.

Em outubro, cerca de 18 pessoas (13 civis) morreram em outro atentado com carro bomba na mesma cidade, que também deixou 75 feridos, segundo o OSDH.

A guerra na Síria, iniciada em 2011, se agravou com o passar dos anos após a entrada de interesses estrangeiros em jogo e a aparição de grupos jihadistas.

O conflito causou mais de 380.000 mortes e provocou o exílio de milhões de pessoas.

Após superar a meta da testagem em massa dos moradores, a província italiana de Bolzano informou que encerrará o lockdown imposto por conta da pandemia de coronavírus Sars-CoV-2 no dia 30 de novembro, pouco antes do previsto.

"Segunda-feira, 30 de novembro, reabrirão o comércio, os mercados e também os cabeleireiros e os esteticistas. Retomaremos as aulas presenciais para o primeiro ano do ensino médio", anunciou o governador, Arno Kompatscher, nesta terça-feira (24).

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No entanto, continuarão fechadas as escolas de ensino superior e profissionalizantes bem como bares e restaurantes até o dia 4 de dezembro, seguindo o decreto nacional para áreas que estão na zona vermelha de contágio da Covid-19. A decisão do governador de colocar Bolzano em lockdown foi tomada independentemente do governo central, que não classificava a área como faixa vermelha.

A opção pelo fim do lockdown foi tomado após a meta da testagem em massa, que previa 350 mil testes (70% da população) para detectar o vírus, ter sido atingida nesta terça - quatro dias após começar. Segundo os dados oficiais, fizeram os testes 352.176 pessoas, das quais 3.380 detectaram o Sars-CoV-2 e já foram colocadas em isolamento.

Kompatscher informou que a campanha continuará até essa quarta-feira (25) nas farmácias e com os médicos de família para que todos que quiserem façam a testagem.

Conforme dados do Ministério da Saúde, Bolzano contabiliza 21.460 casos de Covid-19 desde fevereiro - uma alta de 260 nas últimas 24 horas - e 474 mortes desde o início da crise sanitária. 

Da Ansa

A ONU declarou nesta terça-feira (24) que o espancamento mortal de João Alberto Silveira Freitas, um homem negro, por parte de seguranças brancos no supermercado Carrefour de Porto Alegre é um exemplo do "racismo estrutural" do país e pediu uma investigação independente e reformas urgentes.

Porto Alegre, no sul do país, enfrenta vários dias de protesto após a publicação de um vídeo na semana passada em que João Alberto, de 40 anos, era agredido no rosto e na cabeça por um segurança de supermercado enquanto outro guarda o segurava.

Ravina Shamdasani, porta-voz do Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos, disse à imprensa em Genebra que a morte foi "um exemplo extremo, mas infelizmente muito comum, da violência sofrida pelos negros no Brasil".

"Oferece uma clara ilustração da persistente discriminação estrutural e do racismo enfrentados pelas pessoas de ascendência africana", afirmou, destacando que os funcionários do governo têm a responsabilidade de reconhecer o problema do racismo persistente para conseguir resolvê-lo.

O presidente Jair Bolsonaro minimizou o racismo estrutural no Brasil, um país em que cerca de 55% de uma população de 212 milhões de pessoas se identifica como negra ou parda.

Bolsonaro disse que ele mesmo é "daltônico" nesta questão, enquanto seu vice-presidente Hamilton Mourão gerou indignação na sexta-feira quando afirmou que "não existe racismo" no Brasil.

Segundo a porta-voz do Alto Comissariado da ONU, "o racismo estrutural, a discriminação e a violência que os afrodescendentes enfrentam no Brasil estão documentadas por dados oficiais".

Ravina Shamdasani citou estatísticas que mostram que "o número de vítimas afrobrasileiras de homicídio é desproporcionalmente mais alto do que outros grupos".

"Os brasileiros negros sofrem racismo estrutural e institucional, exclusão, marginalização e violência com, em muitos casos, consequências mortais", destacou.

Embora o Brasil tenha aberto uma investigação sobre a morte de Freitas, Shamdasani pediu que seja "rápida, exaustiva, independente, imparcial e transparente" e insistiu que deve-se analisar se "os preconceitos raciais desempenharam um papel" em sua morte.

Faltando um mês para o Natal, os governos dos países europeus já preparam as suas medidas para combater a propagação do novo coronavírus (Sars-CoV-2) com o objetivo de permitir que as celebrações aconteçam de forma mais segura.

A França, que já ultrapassou a marca de dois milhões de casos de Covid-19 desde o início da emergência, poderá reabrir algumas lojas consideradas não essenciais a partir do dia 1º de dezembro, segundo indicações do primeiro-ministro do país, Jean Castex.

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Além disso, o governo francês cogita reabrir as estações de esqui durante o período. No entanto, as autoridades locais ainda estão consultado as principais organizações do setor para oficializar a medida.

Mesmo que os hospitais franceses estejam quase no limite, as autoridades de saúde disseram que a quantidade de novas infecções no país caíram 40% na última semana, bem como o número de internações (13%).

Na Alemanha, o ministro da Saúde, Jens Spahn, já confirmou que não aprova as celebrações de festas de Natal em dezembro. A quantidade de novos casos do coronavírus Sars-CoV-2 e a taxa de internações não param de crescer em solo alemão.

Entre os dias 23 de dezembro e 1º de janeiro, que englobarão as celebrações do Natal e do Réveillon, a Alemanha deverá permitir reuniões envolvendo até 10 pessoas de duas famílias diferentes. No entanto, o governo recomendará que os indivíduos se isolem voluntariamente por alguns dias.

As igrejas alemãs também deverão ter permissão para organizar cerimônias, mas com a presença de um número restrito de pessoas.

A Alemanha deverá extender o atual lockdown por mais três semanas em uma tentativa de desacelerar a propagação do vírus, mirando tornar mais seguro as celebrações natalinas da população.

No Reino Unido, a quarentena deverá ser flexibilizada para o Natal, com a permissão para a reabertura de lojas não essenciais, restaurantes e pubs. No entanto, os locais poderão ficar abertos somente até às 22 horas.

Apesar de flexibilizar as regras anti-Covid, os ministros britânicos destacaram que "não vai ser um Natal completamente normal".

Na Espanha, o governo da capital Madri pretende testar toda a população antes do Natal, através dos exames rápidos para a Covid-19. Já na Catalunha, bares e restaurantes vão reabrir suas portas entre os dias 21 de dezembro e 3 de janeiro.

Em outras nações, a Polônia reabrirá na próxima semana os centros comercias. No entanto, o primeiro-ministro do país, Mateusz Morawiecki, pediu "disciplina" para a população.

A Finlândia, por sua vez, seguiu o sentido inverso dos outros países do continente. Apesar de ser uma das nações que menos restrições implementou para combater o vírus, o governo local aplicará novas regras a partir do dia 30 de novembro. 

Da Ansa

A decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de iniciar o processo de transição de poder para Joe Biden ainda "não é suficiente" para que a Rússia reconheça a vitória do democrata, informou nesta terça-feira (24) o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov.

"O presidente Vladimir Putin irá aguardar o resultado final", disse o representante da Presidência ao ser questionado pelos jornalistas locais.

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A Rússia é um dos pouquíssimos países do mundo a não reconhecer a derrota de Trump, justificando a falta do gesto diplomático por conta da disputa judicial iniciada pelo republicano contra o resultado nas eleições. No entanto, em 2016, Putin levou poucas horas para parabenizar Trump por sua vitória sobre Hillary Clinton - mesmo que o resultado ainda não fosse oficial.

Em uma entrevista no domingo (22), o líder do Kremlin havia dito que seu governo trabalhará "com qualquer pessoa que tenha a confiança do povo" dos Estados Unidos, mas que essa confiança só poderia ser dada "com um candidato que tenha a vitória reconhecida pelo partido adversário, ou depois que os resultados forem confirmados de forma legítima e legal".

Apesar de autorizar o início da transição de poder, o republicano afirmou que ainda continuará com as ações legais contestando os resultados do pleito nos estados. 

Da Ansa

O norte-americano Patrick Quinn, criador do viral desafio do balde de gelo, morreu neste domingo (22) aos 37 anos. Ele lutava há anos contra uma esclerose lateral amiotrófica (ELA).

A morte de Quinn foi informada pela ALS Association, parceira do desafio que motivou milhares de pessoas em 2014 a despejar baldes de água gelada sobre a cabeça para arrecadar fundos na luta contra a esclerose lateral amiotrófica.

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"É com grande tristeza que partilhamos a notícia da morte de Patrick. Ele foi uma bênção para todos nós em tantos aspectos. Será para sempre recordado pela sua inspiração e coragem na luta sem descanso contra a ELA", escreveu a associação em suas redes sociais.

Quinn, que é natural de Nova York, conseguiu arrecadar mais de US$ 220 milhões para pesquisas médicas sobre a ELA. O norte-americano foi diagnosticado com a doença em março de 2013.

O desafio começou após Quinn ter sido motivado pelo amigo Pete Frates. O movimento se tornou em um fenômeno, tanto que centenas de celebridades participaram do desafio, entre elas Mark Zuckerberg, Bill Gates, Justin Bieber, Tom Cruise, e Cristiano Ronaldo.

"O desafio do 'Ice Bucket' acelerou a luta contra a ELA, levando a novas descobertas de investigação, à expansão dos cuidados para as pessoas com a doença e a um maior investimento do governo", revelou a associação. 

Foto: Reprodução

Da Ansa

A companhia aérea australiana Qantas vai exigir que seus passageiros de voos internacionais sejam vacinados contra a Covid-19, medida que, segundo seu presidente, será "comum" no setor em breve.

A obrigação de ser vacinado contra Covid-19 para viajar com a Qantas entrará em vigor assim que a vacina estiver disponível para a população, disse o presidente da empresa, Alan Joyce, na noite desta segunda-feira (23).

"Estamos considerando mudar nossos termos de uso para viajantes internacionais, para dizer a eles que pediremos às pessoas que se vacinem antes de embarcarem no avião", disse Joyce à emissora Channel Nine.

A Qantas estuda implementar essa medida em seus voos internos, disse o presidente. “Mas para os viajantes internacionais que vêm para a Austrália e para as pessoas que estão deixando o país, achamos que é uma necessidade”, acrescentou.

O presidente da Qantas previu que esse tipo de medida se generalizará no mundo do transporte aéreo, enquanto governos e companhias aéreas estudam, segundo ele, a possibilidade de estabelecer boletins eletrônicos de vacinação.

A Austrália fechou suas fronteiras desde março para combater a pandemia do coronavírus. Dezenas de milhares de australianos estão bloqueados no exterior por causa disso, já que o governo só autoriza o retorno de um número limitado de seus cidadãos a cada semana.

Essa política de isolamento parece ter valido a pena, pois desde que a epidemia foi declarada, o país registrou apenas 907 mortes e pouco mais de 27.800 casos de Covid-19.

Por causa do impacto brutal que a pandemia teve no tráfego aéreo, a Qantas cortou 8.500 empregos e tem mais de 200 aeronaves em solo.

Centenas de voos foram cancelados nesta terça-feira (24) no aeroporto internacional de Pudong, o principal de Xangai (leste da China), após a detecção de vários casos de Covid-19 em funcionários do serviço de frete aéreo.

Mais de 500 voos que deveriam decolar de Xangai-Pudong foram cancelados e quase 45% dos voos com previsão de pouso para o terminal também foram suspensos, informou o site especializado Variflight.

As autoridades de Xangai, metrópole de 24 milhões de habitantes e capital econômica da China, informaram sete pacientes de Covid-19.

A maioria dos casos foi detectada nos últimos dias no aeroporto de Pudong, o que provocou uma campanha em larga escala de testes e a vacinação dos trabalhadores considerados de maior risco.

Na madrugada de segunda-feira, profissionais da saúde com trajes de proteção levaram muitos funcionários do aeroporto a um estacionamento para organizar os testes de detecção de coronavirus.

Na cidade de Tianjin, de 15 milhões de habitantes, a 100 km de Pequim, foram detectados cinco casos de covid-9 no sábado e um nesta terça-feira, o que provocou o cancelamento de quase metade dos voos previstos para o aeroporto local.

Tianjin também organiza desde sábado uma grande campanha de testes.

A China controlou a epidemia desde a primavera (hemisfério norte), graças a testes, confinamentos ou quarentenas, e a vida retomou o ritmo quase normal, exceto em alguns focos localizados.

David Dinkins, o primeiro prefeito negro da cidade de Nova York, faleceu aos 93 anos, informou a imprensa americana. O político democrata governou a cidade de 1990 a 1993, depois de derrotar nas eleições Rudy Giuliani e Edward Koch.

Seu mandato foi marcado por conflitos raciais - em particular os protestos de Crown Heights em 1991 - e críticas de que não estava preparado para o cargo.

Dinkins morreu de causas naturais em sua casa, informou o jornal New York Times, menos de dois meses após a morte de sua esposa Joyce. Dinkins é o único prefeito negro da história de Nova York.

Ao tomar posse, a cidade era cenário de racismo, pobreza e violência. Mais de um milhão de nova-iorquinos recebiam auxílio após a recessão e a cidade registrava mais de 1.000 homicídios por ano.

O democrata foi eleito como uma "força estabilizadora" e descreveu Nova York como um "mosaico maravilhoso", mas enfrentou muitas dificuldades. Ele foi incapaz de controlar o governo e recebeu muitas críticas por suas políticas.

Nascido em 10 de julho de 1927, Dinkins cresceu em Trenton, no estado vizinho de Nova Jersey, segundo o jornal New York Times.

Em 1945 se alistou nos Marines e mais tarde estudou na Universidade Howard, conhecida historicamente pelos alunos negros, onde brilhou no curso de Matemática.

David Dinkins se casou com a colega de turma Joyce e o casal se mudou para Nova York, onde ele trabalhou como advogado depois de estudar na Brooklyn Law School.

Em 1975 foi nomeado secretário municipal, cargo que ocupou por uma década, antes de vencer a eleição para a prefeitura em 1989.

Dinkins foi derrotado por Giuliani após apenas um mandato. No discurso em que reconheceu a derrota, ele afirmou aos simpatizantes: "Amigos, nós fizemos história. Nada pode tirar isso".

O lançamento nesta terça-feira (24) para a Lua da sonda Chang'e 5, encarregada de coletar amostras de rochas lunares, é mais um passo na conquista espacial da China, iniciada há 60 anos por Mao e agora visando Marte.

A China investe bilhões de dólares em seu programa espacial, tentando alcançar a Europa, os Estados Unidos e a Rússia.

Entre seus projetos mais ambiciosos está colocar um veículo robótico controlado remotamente em Marte no próximo ano, construir uma grande estação espacial até 2022 e enviar chineses à Lua em 2030.

Estas são as principais etapas da conquista espacial chinesa:

- Chamado de Mao -

Em 1957, a União Soviética colocou em órbita terrestre o primeiro satélite feito pelo homem, o Sputnik. O fundador da República Popular da China, Mao Tsé-Tung, lançou então um apelo aos seus cidadãos: "Nós também fabricaremos satélites!"

A primeira etapa se concretizou em 1970. A China lançou seu primeiro satélite com a ajuda do foguete "Longa Marcha", nome que lembra a jornada do Exército Vermelho que permitiu a Mao se estabelecer como líder do Partido Comunista Chinês.

Mas demorou até 2003 para que o gigante asiático enviasse o primeiro chinês ao espaço, o astronauta Yang Liwei, que deu a volta à Terra 14 vezes em 21 horas.

Com este voo, a China se tornou o terceiro país, depois da União Soviética e dos Estados Unidos, a enviar um ser humano ao espaço por seus próprios meios. Desde então, realiza regularmente missões espaciais tripuladas.

- Módulos e coelho -

A China já havia deliberadamente descartado a participação na Estação Espacial Internacional (ISS), que associa americanos, russos, europeus, japoneses e canadenses.

Sua intenção é construir a sua própria estação.

Para isso, o país lançou primeiro um pequeno módulo espacial, o Tiangong-1 ("Palácio Celestial 1"), colocado em órbita em setembro de 2011. Foi usado para treinamento de astronautas e experimentos médicos.

Em 2013, a segunda astronauta chinesa no espaço, Wang Yaping, deu um curso de física transmitido ao vivo para centenas de milhões de estudantes e espectadores na Terra.

O Tiangong-1 encerrou suas operações em março de 2016. O laboratório era considerado uma fase preliminar na construção de uma estação espacial.

Outro marco importante aconteceu em 2013: a aterrissagem do pequeno robô telecomandado "Coelho de Jade", responsável por tirar fotos, por exemplo.

Ele teve problemas técnicos no início, mas foi reativado e explorou a superfície lunar por 31 meses, muito mais do que sua expectativa de vida.

Em 2016, a China lançou seu segundo módulo espacial Tiangong-2. Os astronautas realizaram, entre outras manobras, acoplamentos técnicos.

- O "sonho do espaço" -

Sob o lema "sonho de espaço" do presidente chinês Xi Jinping, o país agora almeja objetivos ainda maiores.

A montagem de sua estação espacial começaria este ano e deveria ser concluída em 2022. A China se tornaria o terceiro país a construir uma por conta própria (depois dos Estados Unidos e da URSS).

O gigante asiático também planeja construir uma base na Lua. O chefe da agência espacial chinesa (CNSA) declarou que a intenção é enviar uma missão tripulada ao único satélite natural da Terra até 2029.

O programa espacial chinês teve um fracasso no verão de 2017 com o lançamento frustrado do Longa Marcha 5, crucial porque permite propulsar as cargas pesadas necessárias para algumas missões.

Este revés levou ao adiamento por três anos da missão Chang'e 5, que foi finalmente lançada nesta terça-feira.

A China conseguiu um feito em janeiro de 2019: a aterrissagem de um robô controlado remotamente (o "Coelho de Jade 2") no lado oculto da Lua.

O país lançou em junho de 2020 o último satélite que completa seu sistema de navegação Beidou (concorrente do GPS americano). No mês seguinte, enviou uma sonda a Marte. Em maio do próximo ano, devo pousar um veículo em solo marciano.

Astronautas e cientistas também falaram sobre o possível envio de chineses ao planeta vermelho em um futuro mais distante.

O primeiro-ministro britânico Boris Johnson explicará nesta segunda-feira (23) como pretende desmantelar o segundo confinamento contra o coronavírus na Inglaterra e substituí-lo por novas restrições e um programa massivo de testes à espera do início da vacinação.

Desde que o início do confinamento em 5 de novembro, "o número de novos casos está diminuindo", disse Johnson, citado em um comunicado.

"Ainda não estamos fora de perigo (...) mas com a ampliação dos testes e vacinas mais perto da distribuição" será possível aplicar um "sistema de restrições locais que vai ajudar a manter o vírus sob controle", acrescentou.

Forçado a ficar em quarentena após ter entrado em contato com um deputado conservador que posteriormente foi diagnosticado com Covid-19, o primeiro-ministro falará aos deputados por videoconferência antes de dar uma entrevista coletiva virtual no final da tarde.

Ele deve anunciar que lojas, pubs e restaurantes não essenciais poderão reabrir a partir de 3 de dezembro, o que dará um impulso nas semanas que antecedem o Natal para uma economia duramente atingida pela pandemia.

Então, por alguns dias perto do Natal, as restrições deverão ser relaxadas para que as famílias possam se reunir.

As quatro nações que compõem o país - Inglaterra, Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte - buscam coordenar suas políticas para que as famílias possam viajar nas mesmas condições.

Com mais de 55.000 mortes confirmadas por covid-19, o Reino Unido é o país mais atingido pela pandemia na Europa.

Na Inglaterra, o sistema de restrições locais, aprovado pelo conselho de ministros no domingo, vai manter os níveis de alerta anteriores ao confinamento, mas mais zonas deverão entrar em nível superior.

Na quinta-feira, o governo anunciará o nível de cada região.

"Até conseguirmos vacinar a maior parte da população, teremos que continuar trabalhando para manter as coisas sob controle, mas espero que as pessoas vejam que há uma saída", disse o ministro da Saúde, Matt Hancock, ao canal Sky News.

Johnson saudou o anúncio feito pela manhã pelo laboratório britânico AstraZeneca sobre a alta eficácia da vacina contra a covid-19 que desenvolve com a Universidade de Oxford: 70% em média e em alguns casos até 90%.

"Esses resultados são incrivelmente encorajadores e um grande passo em nossa luta contra a covid-19", disse ele.

O Reino Unido, que tem apostado fortemente neste projeto, reservou 100 milhões de doses desta vacina que, segundo o diretor executivo da AstraZeneca, vai solicitar rapidamente a aprovação das autoridades sanitárias.

Mais baratas e simples que as vacinas dos laboratórios norte-americanos Pfizer e Moderna por poderem ser armazenadas a uma temperatura entre 2ºC e 8ºC, o governo britânico espera poder começar a distribuí-la em dezembro. Embora a maior parte da vacinação ocorra entre janeiro e março, segundo Hancock.

O desconfinamento também será acompanhado por um programa de detecção rápida e massiva da população em áreas de alerta "muito alto", a exemplo de um experimento realizado em Liverpool, no noroeste da Inglaterra, de acordo com comunicado do governo.

Com implantação progressiva, esse sistema tem como objetivo final que os contatos de um caso positivo sejam submetidos a testes diários ao invés de ficarem em quarentena por 14 dias.

O Milan anunciou nesta segunda-feira (23) que detectou uma lesão muscular na coxa esquerda do atacante Zlatan Ibrahimovic. Artilheiro da Série A, o sueco pode desfalcar o líder do campeonato por até quatro semanas.

No jogo contra o Napoli, Ibra caiu no gramado aos 78 minutos e colocou a mão na coxa. Na sequência, o jogador de 39 anos foi substituído por Lorenzo Colombo.

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O atleta passou por exames de imagem, que constataram uma lesão no músculo bíceps femoral da perna esquerda. O sueco deverá ficar longe dos gramados por entre três ou quatro semanas.

Caso fique afastado por pelo menos um mês, Ibrahimovic pode perder oito jogos, entre eles três partidas pela Europa League, contra Lille, Celtic e Sparta Praga.

Ibra vem sendo um dos grandes responsáveis pela boa fase do Milan. Com 10 gols marcados em seis partidas disputadas, o sueco é o artilheiro da atual edição da Série A.

Da Ansa

O primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu viajou em segredo no domingo para a Arábia Saudita para uma reunião com o príncipe herdeiro Mohammed bin Salman (MBS), informou a imprensa do país.

Esta é a primeira viagem conhecida de um chefe de Governo de Israel à Arábia Saudita, potência sunita regional.

O secretário de Estado americano, Mike Pompeo, que visitou Israel na semana passada, também participou das negociações, de acordo com o canal público israelense Kan.

De acordo com a emissora, que cita como fontes funcionários do governo israelense sob anonimato, Netanyahu viajou acompanhado de Yossi Coheh, diretor do Mossad (o serviço de inteligência de Israel) e a reunião aconteceu em NEOM, cidade futurista no noroeste da Arábia Saudita próxima de Israel.

Outros meios de comunicação israelenses divulgaram a mesma informação nesta segunda-feira.

De acordo com o influente correspondente do Walla News, Barak David, Netanyahu e Cohen viajaram em um avião que pertence ao empresário Udi Angel.

De acordo com esta fonte, o avião deixou Israel no domingo às 20H00 locais (15H00 de Brasília) e seguiu para Neom, no Mar Vermelho. A aeronave retornou cinco horas depois.

O gabinete de Netanyahu não fez comentários até o momento.

A reunião acontece depois de Israel anunciar acordos históricos de normalização das relações com dois aliados da Arábia Saudita no Golfo, Emirados Árabes Unidos e Bahrein.

Os acordos, denominados "Acordos de Abraão", foram estimulados pelo governo do atual presidente americano Donald Trump.

- Sem comentários -

Fontes sauditas não responderam até o momento as perguntas da AFP sobre o encontro entre Netanyahu, o príncipe Mohammed e Pompeo.

O secretário de Estado americano viajou no domingo dos Emirados Árabes Unidos a Neom, como parte de uma visita ao Oriente Médio.

Washington e autoridades israelenses afirmam que há mais Estados árabes dispostos a estabelecer relações com Israel.

Em agosto, Netanyahu anunciou que Israel mantém conversas secretas com múltiplos Estados árabes.

A Arábia Saudita, ao menos de forma pública, segue a tradicional posição da Liga Árabe de não estabelecer vínculos com Israel até uma solução para o conflito do Estado hebreu com os palestinos.

Os analistas israelenses questionam se durante um governo do democrata Joe Biden os "Acordos de Abraão" continuarão sendo anunciados, e em especial sobre o que pode acontecer com a Arábia Saudita.

A administração Trump não deu grande importância aos direitos humanos em sua diplomacia internacional e sempre demonstrou cautela no momento de criticar a situação na Arábia Saudita, em particular após o assassinato por agentes sauditas do famoso jornalista Jamal Khashoggi, um crítico das autoridades do reino.

Muitos analistas acreditam que a administração Biden, que receberá muitas pressões, em especial da ala esquerdistas do Partido Democrata, se veria em uma situação incômoda se estimulasse um pacto israelense-saudita sem uma reforma dos direitos humanos no país.

Como Trump deve deixar a Casa Branca em 20 de janeiro, alguns analistas israelenses especulam que a atual administração dos Estados Unidos poderia estimular o acordo israelense-saudita antes da posse de Biden.

Israel e os Estados árabes do Golfo - incluindo a Arábia Saudita - têm um inimigo comum, o Irã, a potência xiita da região.

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