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Com o fechamento do trimestre encerrado em julho, a taxa de desemprego no Brasil chegou a 13,8%, segundo os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), divulgados nesta quarta (30). A porcentagem equivale a 13,1 milhões de pessoas e representa o recorde de desemprego no país na série história do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), desde 2012.

No trimestre anterior, encerrado em abril, a taxa de desemprego era de 12,6%. Já em janeiro, a porcentagem era de 11,2%. A população ocupada (82,0 milhões) também é a menor da série, com queda de 8,1% (menos 7,2 milhões pessoas) em relação ao trimestre anterior e 12,3% (menos 11,6 milhões) em comparação com o mesmo trimestre de 2019.

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O número de desalentados (5,8 milhões), isto é, os trabalhadores que gostariam de trabalhar, mas não procuraram empregos por acreditarem na escassez de vagas, foi recorde, com altas de 15,3% (mais 771 mil pessoas) em relação ao trimestre anterior e 20,0% (mais 966 mil pessoas) frente ao mesmo trimestre de 2019. A quantidade de empregados com carteira de trabalho assinada no setor privado, estimado em 29,4 milhões, foi a menor da série, com queda de 8,8% (menos 2,8 milhões de pessoas) frente ao trimestre anterior e de 11,3% (menos 3,8 milhões de pessoas) na comparação com o mesmo trimestre de 2019.

Os brasileiros que trabalham menos horas do que gostariam, ou seja, os subutilizados, agora são 32,9 milhões. Com isso, eles atingiram o recorde de 30,1%, alta de 4,5 pontos percentuais comparado a abril.

O Brasil registrou 863 novas mortes por covid-19 em 24 horas, elevando o número total de vítimas pela doença para 142.921. Os dados foram divulgados nesta terça-feira, 29, pelo Ministério da Saúde.

De ontem para hoje, o País registrou 32.058 novos casos de covid-19. Com isso, o número total de casos chega a 4.777.522. (Equipe AE)

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O site de relacionamento patrocinado Universo Sugar constatou que, desde o início da pandemia, cresceu exponencialmente o número de jovens que procuram pessoas dispostas a pagar para manter um relacionamento. Segundo a plataforma, o número de inscritos saltou de 15 mil para 25 mil nos últimos seis meses, sendo 83% jovens em busca de 'sugar daddies', que são homens mais velhos bancando pessoas mais novas.

O site aponta que o desemprego e a falta de oportunidades para os jovens são fatores que estão relacionados com o aumento da demanda da plataforma. Entre os dados divulgados está também o perfil médio dos usuários. O patrimônio dos daddies, por exemplo, gira em torno de R$ 8 milhões, com renda mensal média de R$ 80 mil. Já a média de idade dos homens é de 43 anos, enquanto que das jovens é de 23 anos, sendo maioria delas universitárias.

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Ainda conforme divulgado pela Universo Sugar, os estados que mais buscaram pelo serviço nos últimos seis meses foram São Paulo e Rio de Janeiro. Mato Grosso, Amazonas e Minas Gerais fecham o 'top 5'. 

Brigadistas correm contra o tempo para impedir que o fogo que atinge o lado brasileiro da Serra do Amolar - região do Pantanal entre Cáceres (MT) e Corumbá (MS) - chegue até o chaco boliviano, ao longo do Rio Paraguai. Duas aeronaves e ao menos 35 pessoas atuam no combate às chamas que já devastaram 10 mil hectares de vegetação nativa do local. O fogo pode atingir ainda três reservas naturais.

Conforme Letícia Lacher, coordenadora no Instituto Homem Pantaneiro (IHP), que está atuando no local em conjunto com outras instituições, o fogo que começou na sexta-feira, 25, está avançando em duas direções.

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"Na direção sul, o fogo avança para a área da Fazenda Tereza e do Porto São Pedro, atravessando o rio. Essas duas já sofrem com os incêndios. Ao norte, sentido Baía do Taquaral, é onde está concentrada a maior parte do combate", explicou.

O foco dos brigadistas que atuam na área da Baía do Taquaral é impedir, também, que o fogo atravesse para o lado da Bolívia, onde segundo Letícia, há uma área de proteção de 2 mil hectares do chaco. A partir desta segunda-feira, 28, duas aeronaves vão auxiliar nos trabalhos com o lançamento de água.

"Temos equipes dos Bombeiros de MT, MS, Paraná, brigadistas voluntários e contratados, empenhados no combate do fogo. No domingo, um avião agrícola passou a auxiliar com água. Agora, o Governo do Estado de Mato Grosso do Sul está disponibilizando aeronaves grandes para atuarem em conjunto", contou.

Riscos

O fogo se concentra nas comunidades de Barra do São Lourenço, Comunidade Amolar, Comunidade Paraguai-Mirim e Comunidade do Castelo. Mas, apesar disso, nenhuma casa foi atingida.

Letícia explicou que, desde o começo da ação na região, a preocupação foi com a população ribeirinha das comunidades tradicionais ao longo do Rio Paraguai. Apesar da exposição, elas não foram atingidas. "Estão todos a salvo. O primeiro combate foi isolar a área e proteger as casas", disse.

Caso o fogo não seja controlado, nos próximos dias há risco de que áreas de Reserva Particular Patrimônio Natural (RPPNs), sendo elas, Penha, Acurizal e Rumo Oeste, sejam atingidas. Há focos de incêndio ainda no Parque Nacional do Pantanal, em Mato Grosso, que colocam em risco essas reservas.

Fogo por toda parte, milhares de espécies de fauna e flora dizimadas pelas chamas fora de controle. Depois de outros desastres que impressionaram o mundo nos últimos anos, os incêndios vieram para nos assustar ainda mais, afetando países como Brasil, França, Estados Unidos e Austrália. Naturais ou criminosos, os eventos reacendem a discussão sobre medidas de preservação do meio-ambiente.

Na Austrália, incêndios florestais que começaram em dezembro de 2019 destruíram quase 20 milhões de hectares. Nos Estados Unidos, o estado da Califórnia já teve uma área de mais de 1,2 milhão de hectares incendiada. Aqui no Brasil, a Amazônia registrou recentemente diversos focos de incêndio, mas o que impressiona é o Pantanal, celeiro de grande diversidade biológica, que já perdeu mais 10% de sua cobertura vegetal apenas em 2020. A seca na região contribui para o aumento dos focos, mas a Polícia Federal trabalha com a hipótese de ação criminosa e investiga propriedades locais. Se comprovado o crime, é preciso haver punição exemplar.

Desde a década de 1930, com a promulgação do primeiro Código Florestal, o Brasil foi evoluindo na questão da preservação ambiental e chegou a ganhar papel de liderança em fóruns internacionais, como na Convenção da Diversidade Biológica que foi assinada durante a ECO-92. Apesar de todos os esforços e melhorias, as políticas públicas ainda não eram capazes de combater as queimadas criminosas, nem mesmo os incêndios espontâneos decorrentes do calor e da seca – estes, sazonais.

Nos últimos dois anos, no entanto, o Ministério do Meio Ambiente perdeu atribuições, reduziu participação da sociedade civil e flexibilizou a fiscalização ambiental. O reflexo é sentido agora: milhões de animais e plantas carbonizados, perda irreparável para o bioma. As suspeitas de que alguns focos tenham começado por iniciativa criminosa acende uma luz de alerta, ressaltando a importância do controle da atividade agropecuária de forma que economia e meio ambiente se desenvolvam concomitantemente. É preciso agir. Os esforços públicos existem, é verdade, mas ainda aquém do necessário – devemos reconhecer que não é fácil controlar uma crise sanitária e uma ambiental ao mesmo tempo.

O agronegócio brasileiro é um dos setores mais fortes de nossa economia e, como tal, deve ser valorizado e desenvolvido. O que não significa, na contramão, destruir a natureza. Por vezes, a ganância imediatista turva uma visão de futuro, de que precisamos deixar um Brasil sustentável para as próximas gerações. Técnicas de manejo sustentável, com legislações fortes e fiscalização bem feita se fazem, cada vez mais, condições para que possamos manter um país “bonito por natureza”, como canta Ben Jor. Queimar a mata é queimar nosso futuro.

O médico Carlos Alberto Morais de Sá, referência no tratamento da Aids no Brasil, morreu no último sábado (26), aos 76 anos, no Rio. A informação foi divulgada pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UniRio). A causa da morte não foi divulgada.

Sá foi um dos pioneiros no tratamento de pacientes com Aids e contribuiu para a construção do Centro de Referência Nacional em HIV/Aids, no Hospital Universitário Gaffrée e Guinle, vinculado à UniRio.

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Médico do hospital desde 1972, Sá tornou-se coordenador do centro em 1983. De 1987 a 1993, foi consultor do Ministério da Saúde e do Ministério da Educação, como membro da Comissão Nacional em HIV/Aids.

A média diária de mortes por Covid-19, de acordo com a média móvel de sete dias, no Brasil chegou a 687,86 casos de sexta-feira (25), segundo dados da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Houve queda de 10,35%, ou 79,23 registros a menos, em relação à sexta-feira anterior (18), quando haviam sido registradas 767,29 mortes.

A média móvel de sete dias é calculada somando-se o número de mortes nesse intervalo de tempo (o dia de referência mais os seis dias anteriores) e dividindo-se o total por sete. Com isso, é possível reduzir o impacto de oscilações diárias.

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Esse é o menor número médio de mortes desde o dia 9 de setembro (682,86). O pico de mortes (1.095,14) foi atingido em 25 de julho. Desde então, apresentou tendência de queda (com oscilações e leves altas) até o dia 9 de setembro. Depois disso, as mortes voltaram a aumentar até chegarem a 814,57 no último dia 15 e depois caíram novamente.

A média diária, de acordo com a média móvel de sete dias, de novos casos é de 27.587,86. Também aqui há uma tendência de queda, mas desde o dia 16 de setembro, quando foram registrados 31.374,86 novos casos.

Entre os estados, há aqueles que apresentaram na última semana altas e aqueles que apresentaram queda. Entre as quedas, destacam-se Rondônia (-46%), Pará (-43,34%), Santa Catarina (-26,17%) e Rio Grande do Sul (-20,26%).

Entre as altas ocorridas do dia 18 de setembro até ontem aparecem Paraíba (17,5%), Sergipe (15,29%), Espírito Santo (12,44%). Roraima e Rio Grande do Norte não tiveram seus dados divulgados ontem.

O Brasil ultrapassou nesta sexta-feira, 25, a marca de 140 mil mortes confirmadas em decorrência do novo coronavírus. De acordo com o Ministério da Saúde, foram notificados 729 óbitos nas últimas 24 horas, elevando o total a 140.537.

Somente os Estados Unidos têm mais vidas perdidas que o País: por lá, segundo dados do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), já morreram 202.329 pessoas.

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De ontem para hoje, foram registrados ainda 31.911 casos de covid-19 no País. O total é de 4.689.613. Os EUA têm a liderança em número de infectados (6.958.632), seguidos pela Índia (5.818.570) e o Brasil.

A Confederação Brasileira de Basketball (CBB) e o Comitê Brasileiros de Clubes (CBC) se entenderam após polêmica e acertaram o prosseguimento da parceria que foi iniciada em 2017. O CBC optou por investir também na Liga Nacional de Basquete (LNB), o que havia desagradado o presidente da CBB, Guy Peixoto Jr. Agora tudo caminhou para que o plano de fortalecimento da base, focado na formação de novos jogadores em todas as regiões do Brasil, continue.

O comunicado foi assinado pelos presidentes da CBB e do CBC, Jair Alfredo Pereira. O investimento para 2021 vai contemplar competições de base, no masculino e feminino, em três categorias: sub-14, sub-16 e sub-19. Além disso no basquete 3x3, que estará em sua primeira Olimpíada em Tóquio, no sub-15, sub-18 e sub-23, também nos dois naipes.

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"Procuramos sempre dar muita atenção ao basquete de base e vamos seguir com esse propósito. Estamos felizes com a sequência da parceria com o Comitê Brasileiros de Clubes, que nos possibilita realizar competições importantes, que envolvem muitas equipes, movimentando uma gama enorme de garotas e garotos de todo o território nacional", comentou Guy Peixoto.

Antes de assinar o acordo, no entanto, o presidente da CBB havia reclamado da postura do CBC. A entidade fechou parceria para assumir o setor de logística do Novo Basquete Brasil (NBB) e da Liga de Desenvolvimento de Basquete (LDB), torneios organizados pela LNB, em informação publicada com exclusividade pelo Estadão.

O investimento no adulto em detrimento da base, segundo declarou Guy Peixoto em nota oficial da entidade, era lamentável. O CBC respondeu e ameaçou até mesmo rever o plano que já estava sendo discutindo entre as partes. As entidades apararam arestas e vão dar continuidade na parceria.

Para o coordenador técnico da CBB, Alex Oliveira, a sequência deste trabalho iniciado há alguns anos é muito importante para o basquete nacional de base. "Gostaria de ressaltar a importância dessa parceria com o CBC, não só com a nossa entidade, mas com todas as confederações que contam com apoio do Edital de Competições. Para a Confederação Brasileira é muito importante dar sequência ao trabalho que vem sendo realizado desde 2017, agora conseguimos agregar o Basquete 3x3, que teve uma etapa masculina este ano, mas por conta da pandemia não pudemos dar prosseguimento, como ocorreu com todas as outras disputas", relatou.

"É muito importante e o próximo passo envolve a parte técnica, já estamos conversando com a área técnica do CBC, preparando o regulamento, tabela e formato de competição; para 2021 usaremos o ranqueamento, que fizemos entre 2017 e 2019, além disso, vamos avançar nessa parte importante de competição, que é o final do processo", acrescentou Oliveira.

A China notificou ao Brasil que suspenderá, por uma semana, a importação de uma empresa brasileira de pescados, após a embalagem do alimento passar por análise laboratorial e confirmar a presença do novo coronavírus. A agência de notícias Reuters divulgou nesta sexta-feira (25) a decisão, e falou ainda que a pausa já inicia neste sábado (26). A informação é do jornal O Globo.

Os especialistas ainda não têm certeza se o vírus foi encontrado na embalagem ou no peixe, pois ainda não há evidência de que a doença possa ser transmitida por ingestão de alimentos. Em março desde ano, o Instituto de Pesca de São Paulo, junto à Secretaria de Agricultura e Abastecimento da cidade, negaram a relação entre o consumo de alimentos, sobretudo o pescado, com o coronavírus.

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De acordo com a Reuters, a alfândega chinesa havia informado que suspenderia as importações de empresas por uma semana, caso seus produtos testassem positivo pela primeira ou segunda vez. Um produtor da Indonésia também teve as transações suspensas na semana passada.

Em agosto, o governo da cidade chinesa de Shenzhen anunciou que havia detectado traços do vírus em uma amostra de asas de frango congeladas do frigorífico Aurora, de Santa Catarina, e suspendeu as compras da companhia. A China não é o primeiro país a vetar importações do Brasil durante a pandemia. As Filipinas proibiram a entrada de carne de frango do Brasil no país. O governo brasileiro chegou a ameaçar recorrer à Organização Mundial do Comércio (OMC) para derrubar a barreira imposta aos produtos nacionais.

Levantamento realizado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e pela ONU Mulheres sobre direitos políticos das mulheres coloca o Brasil em 9º lugar entre 11 países da América Latina. Os dados fazem parte do projeto Atenea, analisa 40 indicadores categorizados em oito dimensões relacionadas ao tema e, a partir desses dados, calcula o Índice de Paridade Política (IPP).

Segundo o documento, o país está entre os piores indicadores da América Latina no que diz respeito aos direitos políticos das mulheres e à paridade política entre homens e mulheres. Pela análise dos indicadores, o Brasil atingiu 39,5, acima apenas de Chile e Panamá. Os países que alcançaram os maiores índices foram: México (66,2), Bolívia (64) e Peru (60,1).

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Ao todo, participaram do levantamento os seguintes países: Argentina, Bolívia, Brasil, Colômbia, Chile, Guatemala, Honduras, México, Panamá, Peru e Uruguai.

Brasil

Segundo o documento, uma das particularidades do caso brasileiro, “que apresentou desafios específicos, é o seu sistema partidário, bastante fragmentado e com grande número de partidos”. Em 2018, 30 partidos foram eleitos. Esse foi o maior número de siglas representadas na Câmara dos Deputados desde a redemocratização do país. 

“Além de serem muitos, os partidos têm alta autonomia para sua organização, majoritariamente concentrada nas lideranças partidárias, o que gera um universo muito amplo”, aponta o levantamento.

“Outra particularidade é que o Brasil passou recentemente por mudanças institucionais nos organismos de políticas para mulheres e nas respectivas agendas. Por exemplo, a Secretaria Nacional de Políticas para Mulheres do Governo Federal, criada em 2003 como órgão vinculado à Presidência da República, passou por uma série de transformações, até que chegasse ao desenho atual, de constituir uma das secretarias do atual Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (2019)."

O diagnóstico ressaltou ainda que, embora o Brasil seja uma unidade, para efeitos de comparação regional no âmbito do Atenea, sua organização federativa permite variações nas realidades locais.

“Ainda assim, verifica-se, no país, uma notável concentração de autoridade no governo federal, sendo a União o principal financiador das políticas públicas, além de ser a instância que define a regulamentação e coordena as ações estatais, principalmente na articulação entre os distintos níveis de governo”, argumentou o estudo.

O levantamento destaca ainda que a Constituição Federal de 1988 incluiu o princípio da igualdade de direitos e deveres entre homens e mulheres, “mas ele não se traduz em garantias constitucionais específicas para a paridade política”.

“Do mesmo modo, a adesão, e até mesmo a ratificação, em alguns casos, de instrumentos internacionais, ainda não gerou, no Brasil, dispositivos legais específicos para garantir a igualdade entre mulheres e homens, uma vida livre da violência baseada no gênero, ou a prevenção e punição do assédio e da violência política”, afirma a publicação.

Por outro lado, a maior pontuação do país é alcançada no indicador da participação das mulheres nas eleições.

“Considerado o universo dos eleitores registrados e que estão identificados por sexo, as mulheres correspondem a 52,5% das pessoas registradas como eleitoras no país. Entre as pessoas que efetivamente votaram nas eleições de 2018, as mulheres responderam por 52,9%. No caso dos homens, a taxa de registro eleitoral é de 47,5%, mas o comparecimento foi de 47,1%. Há, portanto, uma diferença de 5,8 pontos percentuais entre as taxas de comparecimento de mulheres e homens”, ressalta o levantamento.

Diagnóstico

Para a ONU Mulheres, o diagnóstico elaborado pelo estudo aprofunda a discussão dos desafios à participação política das mulheres no país.

“O Brasil ainda tem um longo caminho a percorrer em direção à paridade de gênero e, para isso, é fundamental que ocorram mudanças institucionais, sejam estabelecidos compromissos sólidos e atuação coordenada entre distintas entidades, para que seja possível produzir e incrementar avanços em cada uma das oito dimensões abordadas”, afirma a representante da ONU Mulheres no Brasil, Anastasia Divinskaya.

O Atenea é um mecanismo criado para acelerar a participação política das mulheres em países da América Latina e do Caribe, criado em 2014 com o objetivo de gerar mudanças mais sustentáveis para alcançar a paridade de gênero na esfera política.

O projeto reúne informações sistemáticas, periódicas, comparáveis e sensíveis a gênero sobre a presença de mulheres nas diferentes áreas de participação política, e apresenta recomendações para mudanças que possam contribuir para uma superação das desigualdades.

Recomendações

A partir das evidências resultantes da aplicação do Índice de Paridade Política, e das informações e análises complementares apresentadas no diagnóstico, foram apresentadas recomendações para que se torne possível produzir, incrementar e aperfeiçoar avanços em cada uma das dimensões abordadas.

- Impulsionar ações que promovam o acesso das mulheres negras e indígenas ao poder político a partir de uma perspectiva interseccional, enfrentando o sério déficit existente em termos de raça/cor/etnia e as barreiras/fatores impostas pelo racismo estrutural.

- Promover e intensificar o controle público sobre os partidos políticos, com ações de fiscalização e punição diante do descumprimento da legislação de cotas.

- Além da dimensão eleitoral, é preciso implementar transformações que garantam às representantes a efetividade no exercício do poder político no mandato, combatendo a divisão sexual do trabalho político.

- Promover ações de enfrentamento à violência política contra as mulheres nas suas diversas formas e meios de manifestação.

- Impulsionar o fortalecimento de lideranças políticas por meio de alianças entre diferentes redes e atores comprometidos com a igualdade de gênero (movimentos feministas e de mulheres, legisladores, jornalistas, academia, organismos internacionais, etc).

Enquanto o Brasil discute a volta de torcedores aos estádios em meio à pandemia do novo coronavírus, países europeus já contam com a presença de público em partidas de futebol. Um exemplo foi visto na final da Supercopa da Europa entre Bayern de Munique e Sevilla, na última quinta-feira (24). Em Budapeste, na Hungria, cerca de 15 mil pessoas acompanharam na Puskas Arena a vitória de virada do time alemão na prorrogação por 2 a 1.

No Brasil, porém, a definição ainda parece estar longo de ocorrer. Em reunião virtual realizada na quinta-feira, os clubes e a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) não chegaram a um consenso sobre a volta dos torcedores aos estádios. O principal ponto discutido é a isonomia do campeonato. Ou seja, determinado time pode ter o apoio dos seus torcedores, enquanto que outro não terá o aval das autoridades de saúde para abrir seu estádio para o público.

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Embora o Ministério da Saúde tenha aprovado o estudo da CBF para liberar até 30% da capacidade dos estádios, a maioria das cidades e Estados dos times envolvidos no Brasileirão ainda não aprova o retorno dos torcedores. O governador de São Paulo, João Doria, por exemplo, vetou a presença de público tanto nos jogos da Série A quanto na partida do dia 9 de outubro entre Brasil e Bolívia, na Neo Química Arena, pelas Eliminatórias da Copa do Mundo de 2022.

"Aqui em São Paulo não há pressão política, econômica, partidária, assim como não há do esporte", disse Doria. "A missão do governo de São Paulo é preservar a vida de todos: jogadores, técnicos e torcedores", comentou o governador.

Por outro lado, o Rio de Janeiro é favorável à volta dos torcedores. O prefeito Marcelo Crivella, inclusive, já autorizou a presença de público em partidas no estádio do Maracanã. Ele tem o apoio da Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (Ferj) e do Flamengo nesta questão.

O governador em exercício do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, decretou na quinta-feira em edição extra do Diário Oficial a autorização de 30% do público nos estádios localizados em municípios do Estado que estão com bandeira amarela ou verde, onde o risco de contágio do novo coronavírus é menor. O decreto cita a volta de torcedores nos estádios em países como Dinamarca, Rússia e Suíça, onde o retorno tem sido feito de forma gradual no número de pessoas liberadas nas arquibancadas.

Nos países europeus, a decisão tem sido tomada de forma nacional. No Reino Unido, por exemplo, o primeiro-ministro Boris Johnson adiou a volta do público aos estádios que estava prevista para o dia 1.º de outubro. Há a preocupação com a chamada "segunda onda" da covid-19, com o número de casos aumentando a cada dia novamente.

Na semana passada, o Campeonato Alemão voltou a ter público nos estádios. Isso só foi possível porque os 16 estados da Alemanha aprovaram a medida. Além de cumprir isolamento e outros protocolos de saúde, os estádios podem receber até 20% de sua capacidade. A medida é considerada "experimental" e o público poderá ser proibido de frequentar as partidas caso o contágio do novo coronavírus aumente no país.

Na França, o limite de capacidade é menor: 5 mil torcedores podem ir ao estádio em cada jogo. A medida está em vigor desde julho. A França também sedia o tradicional torneio de tênis Roland Garros a partir deste fim de semana. Após sonhar em receber até 11.500 pessoas por partida, a organização agora adota cautela e planeja número bem menor, de até mil torcedores.

Na Espanha, após diversos estudos, o público segue proibido de frequentar os estádios. A expectativa inicial, ainda em junho, era de que a volta dos torcedores fosse liberada a partir de agosto. Porém, como o contágio da covid-19 não está controlado, a decisão foi adiada.

A queda no mercado brasileiro de veículos em razão da crise provocada pela pandemia do coronavírus atingiu de forma diferente os segmentos de mercado. Enquanto as vendas de modelos de massa, ou de alto volume, registram queda acima de 30%, as de modelos premium, ou de luxo, apresentam recuo abaixo de 20%, informa Johannes Roscheck, presidente da Audi do Brasil.

Os modelos premium representam cerca de 2% das vendas totais do mercado e, no ano passado, somaram 50 mil unidades. A empresa anunciou ontem um projeto piloto de carro por assinatura, inédito no segmento de veículos premium e visto como uma das soluções para o futuro da mobilidade.

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Chamado Audi Luxury Signature, ele permite que o cliente, ao invés de comprar um modelo da marca, faça assinatura de um serviço pelo qual terá direito a rodar até 2 mil km por mês. A mensalidade varia de R$ 9,6 mil a R$ 13,3 mil, dependendo do carro escolhido, e inclui seguro, IPVA, licenciamento, assistência 24 horas, manutenção preventiva e tem a blindagem como opção.

Para esse programa piloto que será feito apenas em São Paulo, a Audi vai disponibilizar 20 modelos A6, A7 Sportback, Q8 e Audi e-tron, primeiro carro 100% elétrico da marca e grande aposta para o mercado brasileiro. Todos custam acima de R$ 400 mil. O plano tem duração de dois anos e, após o prazo, o consumidor pode comprar o veículo ou substituir a assinatura por outro modelo.

"Já temos 35 interessados", informa Roscheck, a maioria de grandes empresas. Segundo ele, nesta fase de teste a empresa não pretende ampliar o número de modelos disponíveis para o programa. "Precisamos acompanhar os clientes e entender suas necessidades e, se der certo, ampliar no futuro."

Ele ressaltou que a indústria da mobilidade passa por uma revolução intensa e o avanço da tecnologia permite explorar novos modelos de negócios. "Mais do que ser a primeira montadora a oferecer esta modalidade, nosso objetivo é deixar que o cliente decida se quer adquirir ou usufruir os modelos Audi, de acordo com sua realidade".

A Audi projeta para este ano vendas similares às de 2019. De janeiro a agosto a marca vendeu 3.917 veículos, 5,4% a mais que no ano passado, segundo dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave).

Roscheck disse que este ano tem sido muito importante para a marca, com vários lançamentos, em especial o do elétrico e-tron. Desde abril, foram vendidos 111 unidades do SUV que custa R$ 512 mil e tem autonomia de quase 450 quilômetros com carga total na bateria.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

O Brasil registrou queda de 37% no número de transplantes de órgãos realizados entre janeiro e julho deste ano. Em 2019, foram feitos 15.827 transplantes e, no mesmo período em 2020, o número de procedimentos foi de 9.952. As doações de órgãos tiveram queda de 8,4% em relação aos dados de 2019. Até 31 de julho, existiam 46.181 pacientes aguardando por transplante.

A redução foi consequência da pandemia do coronavírus, de acordo com nota divulgada ontem pelo Ministério da Saúde. Os transplantes de medula óssea, pelo alto impacto imunológico, tiveram redução em 25,82%, passando de 2.130 em 2019 para 1.580 em 2020. Os transplantes de coração caíram 25,10%, passando de 231 para 173, prejudicados pela dificuldade de logística, redução no número de doadores e estrutura de UTI livre de covid-19.

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O médico cirurgião do Hospital Sírio-Libânes e membro da Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO) Paulo Pêgo Fernandes comenta que os hospitais ficaram cheios com pacientes infectados pela covid-19 e as famílias tiveram medo.

"Não havia espaço para realização de transplantes e ainda não conhecíamos a doença para identificar se o doador possuía o vírus, como a covid-19 poderia ser passada para um paciente de transplante e como evitar isso. Hoje, estamos retomando até com um volume maior por causa da demanda reprimida", diz Fernandes.

 

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

O Brasil registrou 831 novas mortes por covid-19 em 24 horas, elevando o número total de óbitos pela doença a 139.808. Os números atualizados foram divulgados há pouco pelo Ministério da Saúde.

De ontem para hoje, foram contabilizados mais 32.817 casos da doença, elevando o total de registros no País para 4.657.702. Desses, 4.023.789 (86,4%) representam os já recuperados e 494.105 os em acompanhamento. Existem ainda 2.422 mortes em investigação.

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O Estado de São Paulo tem um total de 958.240 casos de covid-19 e 34.677 mortes. A Bahia chegou a 301.248 registros da doença e 6.455 óbitos. Minas Gerais tem 278.901 casos de covid-19 e 6.983 mortes. O Rio de Janeiro contabiliza 257.985 casos e 18.037 mortes.

Durante uma live na noite desta quinta-feira (24), o ex-presidente Lula (PT) falou sobre as dificuldades do País e relembrou ações feitas enquanto ele era chefe do Executivo. O petista aponta que, no seu governo, a Organização das Nações Unidas (ONU) reconheceu a erradicação da fome no Brasil. "Agora, ela (a fome) voltou, e voltou forte. Hoje, mais de 15 milhões de brasileiros vão dormir sem ter o que comer", aponta. 

Lula reclamou do preço da cesta básica "no país que não tem nem inflação de alimentos". O ex-presidente confirma que os preços dos alimentos estão altos porque o governo Bolsonaro preferiu dar destaque para as exportações. 

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"O país sério e um governo sério só exportam para o exterior aquilo que é o excedente da sua produção. Primeiro, eu dou comida para o meu povo, depois eu vou dar um pouquinho de comida para o chinês, para o alemão e o americano", explica. 

Ainda durante a live, o petista aponta que a atenção aos pobres deveria ser prioridade de qualquer governo. "A gente conseguiu provar que o povo pobre não é problema de um país, é a solução quando você inclui esse povo dentro do orçamento", disse.

Ele aponta que os pobres são os melhores consumidores que o país pode ter, já que com dinheiro em mãos, ele "vai fazer investimento na sua barriga" comprando comida. Lula defende que o programa Bolsa Família possibilitou que as pessoas pudessem comprar aquilo que antes não podiam.

"Para cuidar do povo pobre você não precisa ter curso de economia, precisa ter coração. Você tem que ter consciência, respeito e solidariedade. É isso que faz as pessoas se diferenciarem no governo", avalia o ex-presidente.

SUS durante a pandemia

O ex-presidente Lula avalia que, neste momento pandêmico que o país está vivendo, se não fosse o Sistema Único de Saúde (SUS), o "país estaria num caos". 

"Quem está cuidando da saúde é o Estado brasileiro, é o SUS. Eu não quero um Estado empresário, quero um Estado que tenha competência de ser forte para o atendimento daquilo que o povo brasieliro precisa", diz o petista.

Um acordo firmado entre a Volkswagen e o Ministério Público Federal (MPF) vai indenizar ex-funcionários da montadora que foram vítimas de perseguição na Ditadura Militar (1964-1985).

Na tratativa extrajudicial, a fábrica alemã reconhece a benevolência da companhia com os órgãos repressores dos chamados “anos de chumbo” do Brasil. O acerto vem à tona seis anos após a fabricante de automóveis ser apontada como cúmplice de atos contra antigos funcionários pela Comissão Nacional da Verdade (CNV).

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A companhia alemã reconhece a afronta aos Direitos Humanos e vai repassar R$ 36,3 milhões para ex-colaboradores. Parte deste valor também será aplicada em iniciativas que preservam a memória do período que, segundo a CNV, torturaram mais de 20 mil pessoas. Entre os perseguidos, 475 morreram ou desapareceram durante os anos em que os militares governaram o país.

Em contrapartida ao valor, o MPF aceitou retirar três inquéritos contra a montadora pela cumplicidade exercida junto aos militares. No acerto, as partes deixaram claro que novos processos não serão aceitos contra a companhia na Justiça brasileira.

Ainda de acordo com a CNV, o acordo com a Volkswagen é o primeiro da história em que uma empresa tenta reduzir os danos causados às vítimas da repressão. No relatório final da Comissão, apresentado no ano de 2014, outras 53 empresas foram listadas e acusadas de envolvimento com o aparato militar do governo.

O Brasil registrou nas últimas 24 horas 869 mortes em decorrência do novo coronavírus, informou nesta quarta-feira, 23, o Ministério da Saúde. No mesmo intervalo foram notificados 33.281 casos da doença. O total de óbitos no País é de 138.977 e o de infecções, 4.624.885.

O Sudeste é a região do País com mais casos e mortes por causa da covid-19: são 1.609.778 infecções (quase 35% do total) e 62.752 vidas perdidas (45% do total). Depois, aparece o Nordeste, com 1.288.121 contaminações e 38.228 óbitos; o Norte, com, respectivamente, 609.207 e 14.648; o Centro-Oeste 560.520 e 11.904; e o Sul, com 557.259 e 11.445.

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Os casos de Covid-19 entre jogadores do futebol brasileiro seguem sendo registrados após cerca de dois meses da volta oficial do futebol no país. O caso mais recente de infecções foi registrado no Flamengo, que apresentou sete atletas de seu elenco contaminados pelo novo coronavírus. Segundo Marcelo Otsuka, coordenador do Comitê de Infectologia Pediátrica da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), nenhum protocolo sanitário no futebol terá 100% de eficácia.

"Mesmo em isolamento, não é possível ter controle total da contaminação. Os jogadores voltam para suas casas, estão em contato com seus familiares e outras pessoas, assim como os funcionários dos clubes. Nenhum protocolo será 100% eficaz e conseguirá controlar a doença com total eficácia", alertou o infectologista.

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Os casos no Flamengo foram divulgados na noite do último domingo. A equipe estava concentrada na cidade de Guayaquil, no Equador, para a disputa do jogo contra o Barcelona, ocorrido nesta terça-feira, no estádio Monumental.

Além do Flamengo, outros clubes do Rio de Janeiro tiveram casos recentes de atletas contaminados. Foi o caso do Vasco, onde o técnico Ramon Menezes testou positivo, e do Fluminense, onde o atacante Fred também contraiu a doença. Otsuka explica que isso pode estar relacionado à taxa de contaminação do Rio de Janeiro.

"As regiões que possuem uma maior transmissão da doença acabam tendo maior risco deste tipo de situação. Quando falamos de infecção por região, não podemos analisar a partir no número absoluto de casos, mas pelo total de habitantes. No Rio está concentrada a maior taxa de mortalidade. Por que? Porque não estão fazendo a maioria dos diagnósticos. Esperamos encontrar uma mortalidade real que varia entre 0,5% e 1%. O Rio apresenta 7%. Isso também pode indicar uma taxa de disseminação considerável", avaliou o especialista.

O Estadão procurou o Flamengo para saber se o clube possuía alguma objeção em relação aos protocolos que tem seguido nas competições em que disputa, mas não obteve resposta. A equipe rubro-negra compete no Campeonato Brasileiro e na Copa Libertadores e, portanto, segue dois protocolos sanitários diferentes - um elaborado pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e outro pela Conmebol.

Esses protocolos, apesar de terem o mesmo objetivo, que é o de evitar a contaminação e disseminação da Covid-19, não são padronizados. Segundo o infectologista, isso poderia causar certa confusão aos clubes que disputam competições organizadas por entidades diferentes. No entanto, Otsuka enfatiza que o que deve ser levado em conta são os "cuidados pessoais dos jogadores" e da "taxa de infecção local".

A representante da Fundo Internacional de Emergência das Nações Unidas para a Infância (Unicef) no Brasil, Florence Bauer, fez um alerta sobre a reabertura das escolas durante a pandemia de Covid-19, afirmando que esta deve ser uma prioridade no processo de retomada das economias, mas inspira uma série de cuidados e planejamento. Para ela, priorizar as escolas não significa reabrir de imediato, mas não é possível esperar por um controle total da doença. 

“É fundamental que a reabertura seja feita com diálogo com toda a sociedade. A volta vai exigir um comprometimento de todos, por isso, é importante que todos, professores, alunos funcionários, se sintam seguros e saibam o seu papel para evitar o contágio dentro da escola", disse Florence Bauer em entrevista ao jornal Folha de São Paulo.

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O Brasil está entre os países com o maior tempo de aulas suspensas e também o terceiro do mundo em número de casos de coronavírus (mais de 4,5 milhões) e segundo em mortes (136,9 mil), em um cenário que torna a retomada das aulas complexa. Mesmo assim, a representante da Unicef afirma que já é o momento de retornar à sala de aula. “É o momento de preparar a volta às aulas pensando na situação epidemiológica de cada região, cada estado, cidade e até mesmo bairro. O Brasil é um país muito grande, não podemos esperar que a situação esteja controlada em todo o território para a reabertura das escolas”, disse ela, citando um documento elaborado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para a volta às aulas.

O país tem também um contingente de escolas com condições precárias que impedem a adequação às medidas sanitárias de segurança. Sobre esse ponto, Florence afirma que “mesmo onde não for possível reabrir, é importante que se iniciem as ações de preparação, garantir que as unidades tenham água potável, sabonete, ventilação nas salas” e que “precisamos reconhecer que as escolas públicas têm estrutura muito precária. Ainda temos unidades sem abastecimento de água. Mas essas disparidades não vão ser resolvidas de um dia para o outro. O importante é tomar medidas realistas para que a volta às aulas aconteça o mais rápido possível”. 

Questionada sobre a segurança da reabertura diante de tantos problemas, a representante da Unicef afirma que é preciso pensar no impacto das escolas fechadas. “Apesar da tentativa de manter as atividades de forma remota, muitos alunos não conseguiram acessá-las. Há um risco muito grande de abandono escolar, aumento das disparidades. Há o impacto óbvio na educação, mas também há consequências negativas na nutrição das crianças, do desenvolvimento social, o impacto da violência doméstica. O fechamento das escolas tem um efeito muito negativo e profundo. O fechamento foi necessário, mas a prioridade nesse momento deve ser a de analisar a situação de cada local para preparar essa volta. O que me preocupa é a inércia. É a sociedade se acostumar com as escolas fechadas, não estar disposta a pensar nas estratégias para a reabertura.”

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