Tópicos | Brasil

Uma das grandes revelações da ginástica rítmica do Brasil, Mariany Miyamoto decidiu trancar o curso de medicina na faculdade para tentar o sonho olímpico. Ela está na seleção brasileira de conjunto que vai tentar a vaga para os Jogos Olímpicos de Tóquio em maio, no Campeonato pan-americano. "Existe muita esperança de conquistar essa vaga para a Olimpíada, a gente está treinando muito, está fazendo de tudo. Em maio, temos a seletiva olímpica e será nossa chance de conquistar a vaga. Estamos na reta final, então vamos dar nosso máximo", explicou a garota de 19 anos.

Ela conta que a decisão de largar um curso tão concorrido contou com total apoio da família, incluindo do pai, que é médico. "Foi uma decisão que eu pensei bastante, mas também foi fácil de tomar. Iniciei a faculdade em 2020, estava no primeiro semestre, bem animada, mas quando fui convocada para a seleção decidi continuar minha carreira na ginástica um pouquinho mais", contou ao Estadão.

##RECOMENDA##

A ginasta argumenta que a oportunidade de integrar uma seleção brasileira é única e que depois terá mais tempo para se dedicar à faculdade. "Minha família sempre me apoiou bastante no esporte, minha mãe sempre me acompanhou nas viagens e competições, e meu pai sempre que dava estava lá. Ele é médico, me incentivou a fazer essa faculdade, mas quando veio a convocação ele apoiou que eu trancasse. Na ginástica, a oportunidade é agora, depois terei mais tempo para outras coisas", disse.

Mariany começou na modalidade ainda criança, quando acompanhava a irmã. Isso em 2004. "Eu era pequenininha e ficava assistindo aos treinos e aulas dela. Ficava imitando os gestos do lado de fora e pedi para minha mãe para fazer também. O clube não permitia criança de 3 anos, mas fiz um teste, deram autorização e acabei entrando", afirmou.

Suas primeiras lembranças são com a fita, que parecia para a menina algo mágico, como ela mesma descreve. "Lembro que tinha uma fita azul e ficava brincando com ela antes de começar a aula. Isso é uma das coisas que mais me encantaram", comentou a atleta, que atualmente prefere um outro aparelho, a bola. "É o que tenho mais facilidade e afinidade agora".

A atleta sempre se destacou desde então e foi campeã em todas as divisões nas categorias de base. E agora está em um grande momento, com a convocação para a seleção. "Eu fico muito orgulhosa de tudo isso que estou vivendo e tudo que já vivi. Todos esses anos de esforço valeram a pena, as experiências me ajudaram a amadurecer muito como ginasta e como pessoa", disse.

"Hoje estou integrando um grupo de elite e para mim é uma satisfação enorme porque todo atleta sonha em chegar a esse nível. Fico muito feliz de poder olhar para trás e ver que tudo que fiz está sendo uma jornada muito grande e que sempre consegui me superar para chegar onde estou hoje", continuou.

Por enquanto, o curso de medicina ficará para trás, mas os gestos graciosos na ginástica rítmica serão aperfeiçoados para tentar a vaga nos Jogos de Tóquio. "Meu grande sonho como atleta é com certeza disputar uma Olimpíada e representar o Brasil. Além disso, quero poder inspirar muitas ginastas e mostrar um pouco as experiências que estou vivendo, que servem para os atletas e também para a vida", avisou.

A chegada de Joe Biden à Casa Branca provocará uma tentativa de reconstrução das relações entre os presidentes do Brasil e dos Estados Unidos, com reflexos diretos na condução da política externa brasileira. Depois de ecoar queixas do ex-presidente Donald Trump, que denunciava supostas fraudes nunca comprovadas na eleição, Bolsonaro fez uma segunda concessão nesta quarta-feira (20) ao cumprimentar Biden pela posse como 46º presidente dos EUA.

Até agora, porém, não houve contatos formais entre a embaixada e o Palácio do Planalto e o novo governo - até então de transição. A equipe de Biden evitou ao máximo qualquer relação com representantes de governos externos. Diplomatas da embaixada brasileira mantiveram apenas contatos informais e querem buscar reuniões de trabalho o quanto antes na Secretaria de Estado.

##RECOMENDA##

A agenda de Biden é conflituosa com a de Bolsonaro principalmente nos temas do meio ambiente dos direitos humanos, que voltam a figurar entre as pautas prioritárias de Washington.

Bolsonaro foi representado em Washington na posse pelo embaixador Nestor Forster Junior, que serve há anos no país e é reconhecido pelos pares como conhecedor dos meandros da política norte-americana. Em telegramas revelados pelo Estadão, porém, ele deu mais ênfase às reclamações de Trump ao longo da apuração eleitoral, e foi questionado por uma postura mais ideológica, próxima do escritor Olavo de Carvalho e influenciada pelo deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), filho do presidente.

Forster e sua equipe enfatizaram que contatos políticos com os partidos Democrata e Republicano são "rotina" no trabalho da embaixada, independentemente de quem esteja no poder, no Capitólio ou na Casa Branca.

Interesses

Reservadamente, embaixadores de alto escalão do Itamaraty avaliam que a Secretaria de Estado reconhece o profissionalismo dos quadros brasileiros. Eles afirmam que há interesses econômicos e comerciais, além de outras colaborações diversas, entre elas a militar, mais abrangentes do que eventuais divergências.

Além disso, dizem que Biden não tem interesses em, ao se afastar completamente, abrir espaços para o avanço da influência chinesa na América Latina, um objetivo declarado do presidente Xi Jinping.

Num primeiro momento, no entanto, a relação e as tratativas devem se reduzir a um mínimo possível, atrapalhando, por exemplo, as conversas em prol de um almejado acordo comercial entre os países, alardeado pelo Ministério da Economia. Há desconfianças de lado a lado sobre como a relação pode se construir, por causa do choque de agendas, e quais atores poderão aproximar os presidentes.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

O Brasil registrou 1.340 novas mortes por covid-19 nas últimas 24 horas, elevando o total de óbitos no País pela doença para 212.831. Os dados foram divulgados pelo Ministério da Saúde nesta quarta-feira, 20.

No mesmo intervalo, foram contabilizados 64.385 novos casos de covid, elevando o número total de registros no País para 8.638.249.

##RECOMENDA##

A região Sudeste é a que tem maior número de casos e óbitos pelo novo coronavírus, 3.088.909 e 98.170, respectivamente. Em seguida, o Nordeste chegou nesta quarta a 2.062.820 registros da doença e 50.119 mortes. O Sul tem 1.578.204 casos confirmados e 25.297 óbitos. O Centro-Oeste contabiliza 955.256 registros da doença e 19.155 mortes e o Norte do País, 953.060 casos e 20.090 óbitos. (Equipe AE)

Alguns brasileiros almejam morar nos Estados Unidos, seja pelo desejo de fazer parte de uma cultura diferente ou em busca de melhores condições financeiras. Essa vontade costuma se intensificar nos momentos de crise econômica, onde diversas pessoas, de diferentes classes sociais, perdem a esperança de dias melhores no Brasil.

Na semana passada, a atriz e apresentadora Xuxa Meneguel anunciou sua saída da Record TV e o desejo de ir morar na Itália. Outros famosos já deixaram o país, como é o caso de Fernanda Lima, Wagner Moura e Carla Perez. Assim com eles, outros trabalhadores também buscam uma nova vida, fora do solo brasileiro. É o caso da advogada Roberta Minuzzo, 39 anos, de Winter Garden, na Flórida (EUA), que já tinha uma vida profissional estabelecida no Brasil. O maridodela trabalhava em uma multinacional há mais de 20 anos. "Achava que era hora de dar uma reviravolta na nossa vida pessoal e profissional, sair da nossa zona de conforto", lembra.

##RECOMENDA##

A advogada Roberta Minuzzo, que mora na Flórida | Foto: Arquivo Pessoal

Roberta explica que morar fora do Brasil possui algumas desvantagens, como viver longe da família, além da carga horária de trabalho ser maior, já que nos Estados Unidos a vida é bem dinâmica. "Por outro lado, não convivemos com a violência, nossas filhas têm educação de qualidade, mesmo em escola pública. Podemos desfrutar da excelente estrutura e oportunidades que o país oferece, além das nossas filhas poderem se divertir ao lado de casa, já que moramos a 15 minutos da Disney", relata a advogada, que não planeja retornar ao país natal.

O que é necessário para conseguir o Green Card

Para sair do Brasil não basta mudar de endereço ou residência. Alguns procedimentos precisam ser cumpridos. Aqueles que pretendem morar nos Estados Unidos precisam ter o Green Card, documento que concede o direito de permanência no país.

Existem alguns tipos de vistos, como o E-2, uma modalidade que possibilita cidadãos de países com tratado de navegação e comércio com os Estados Unidos viverem no país com suas famílias. Para esse visto, é exigido que o solicitante disponha de US$ 120 a 150 mil, além de capital de giro e disposição para empreender e investir. "É temporário e concedido de dois ou até cinco anos. Depende da análise da imigração. Boa parte dos países da Europa fazem parte deste tratado, com exceção de Portugal", explica o advogado especialista em direito internacional Daniel Toledo.

Outro visto é o L1, voltado para empresários que desejam ampliar seus negócios no país norte-americano. Nesse caso, é preciso apresentar a saúde financeira da empresa por meio de impostos de renda e firma reconhecida. "Também é preciso demonstrar a folha de pagamento, balancete e extratos que comprovem a movimentação financeira. A documentação será analisada pelo profissional que vai auxiliar o processo no órgão Consular ou em um escritório da Imigração dos Estados Unidos", detalha Toledo.

Os investidores podem optar pelo visto EB-5, que concede ao empresário os mesmos direitos de um cidadão americano. "Para esse visto, além de pagar US$ 900 mil para o EB-5 indireto ou direto, que é feito por meio da criação do próprio projeto, também é preciso pagar uma taxa de US$ 1,8 milhão. Há também taxas de imigração. Outra exigência é a de criar pelo menos dez novos empregos que podem, em tese, receber a aplicação do EB-5", descreve o advogado.

No caso de um brasileiro que vai realizar um casamento com alguém natural dos Estados Unidos e deseja morar lá, é preciso a comprovação de que existe uma relação verdadeira entre o casal. "Deve ser provada a boa fé e consistência desse relacionamento. É necessário juntar fotos, demonstrar que ouve ligação com essa pessoa, emails que comprovam o histórico de troca de mensagens, conversas. Afinal de contas, não se casa com uma pessoa em que você conversa com ela uma vez por mês", explica o advogado.

O casal deve possuir coabitações, como morar junto da pessoa, ter seguro de saúde conjunto, além de referenciar o parceiro nas declarações de imposto de renda. "Demonstrar que essa pessoa faz parte do seu dia a dia, e que você possui algum tipo de patrimônio com ela, é essencial para esse tipo de processo", orienta Toledo. Além disso, o advogado lembra que o agente responsável pelo processo, ao perceber que as exigências não foram cumpridas, pode abrir uma investigação ou negar a validade do Green Card.

Para profissionais com curso de pós-graduação existe o visto EB-2, que, segundo o advogado, também podem ser valido para estrangeiros que possam beneficiar a economia nacional, os interesses culturais, educacionais ou o bem-estar dos Estados Unidos.

O Brasil se emocionou em 2016 com Ygor Coelho, carioca que aprendeu a jogar badminton em um projeto social criado por seu pai na favela da Chacrinha, no Rio de Janeiro, e foi nosso primeiro representante na modalidade nos Jogos Olímpicos. Pouco mais de quatro anos depois, o atleta não planeja apenas estar presente na Olimpíada de Tóquio, mas ir além.

Ygor não precisou das cotas reservadas ao país-sede para disputar os Jogos do Rio-2016. Hoje ele ocupa a 49.ª posição no ranking. No entanto, observado o limite máximo de participantes por país, o brasileiro sobe para o 22.º lugar no ranking específico de classificação para os Jogos, que atribui no máximo duas vagas a cada país. O brasileiro, que estaria em Tóquio se o ranking fosse encerrado hoje, é também o primeiro das Américas.

##RECOMENDA##

"Meu objetivo é estar entre os 20 primeiros quando o ranking estiver fechado, para ser cabeça-de-chave e ter maiores chances de avançar além da fase de grupos. Meu sonho é a medalha olímpica e não sinto que esteja longe dela", disse o atleta de 24 anos, que mora desde 2018 em Aaarhus, na Dinamarca, onde defende o Højbjerg Badminton Club.

No último quadriênio, Ygor alcançou grandes conquistas - faturou o bicampeonato no Pan da Modalidade (Havana-2017 e Cidade da Guatemala-2018) e a medalha de ouro nos Jogos Pan-Americanos de Lima-2019. No Mundial de 2018, em Nanquim, na China, conseguiu alcançar as oitavas de final, com direito a uma vitória sobre o indiano Haseena Sunil, então 11.º colocado no ranking mundial. "Se ganhei do 11.º do mundo, acredito que tenha potencial para ser Top 10 do mundo", deduziu o atleta.

Ao longo desse processo, Ygor padeceu com uma deterioração significativa do labrum, cartilagem que envolve a articulação do quadril. Trata-se de um problema similar ao que foi responsável pela aposentadoria precoce do tenista Gustavo Kuerten. "Li a biografia do Guga e acho que tivemos problemas parecidos mesmo. Mas naquela época (2008) era necessário abrir todo o quadril. No caso, fiz duas cirurgias fazendo apenas dois furinhos", contou o jogador, que se submeteu ao procedimento em agosto e já se diz totalmente recuperado. "Meu treinador (Mickael Kjeldsen) até me disse, esta semana, que se surpreendeu por eu estar bem rápido e forte. Felizmente voltei bem e sem nenhum problema".

No início deste ano, Ygor anunciou o fim da parceria de dois anos com a treinadora dinamarquesa Nadia Lyduch, que filmava suas partidas e, baseada na capital Copenhague, lhe prestava consultoria, sendo remunerada pelo Comitê Olímpico do Brasil. "Estava com dois treinadores e às vezes as informações se chocavam", disse.

Muito mais forte e agressivo em comparação com o jogador que se viu no Riocentro, nas disputas olímpicas de 2016, Ygor hoje se vê como outra pessoa em quadra. Na avaliação do português Marco Vasconcelos, o treinador da seleção brasileira, nem todas as mudanças foram positivas, no entanto.

"Devido à forma como se desenvolveu como jogador, na Chacrinha, o Ygor tem características muito próprias, que não se devem mexer. O badminton dele era feito com muita antecipação, e golpes neutros, as chamadas fintas, que se fazem com a munheca. Com o tempo, ele deixou de usar esses recursos, achando que os adversários aprenderam a ler esses movimentos. Acho que ele poderia manter aquelas características, e utilizá-las em determinados momentos do jogo, como um elemento-surpresa", afirmou.

Ygor diz que concorda com o lusitano e discorda dele ao mesmo tempo. "Eu tinha um jogo mais paciente e usava mais recursos técnicos mesmo, mas ainda utilizo as fintas. A diferença é que agora jogo muito mais no estilo dinamarquês, dominando a rede", comentou.

A busca por desenvolvimento técnico no país nórdico foi uma raquetada certeira de Ygor. Antes, ele treinou por quase dois anos na França, com um período no Instituto Nacional do Esporte, onde foi orientado pelo treinador dinamarquês Peter Gade, ex-número 1 do mundo. Hoje, três dinamarqueses se intrometem no Top 20 do mundo - os outros 17 são asiáticos. "Os asiáticos têm uma outra mentalidade, uma cultura diferente do badminton. Eles correm muito mais. O que fazem é algo muito mais perto de um atletismo com raquete", descreveu Ygor.

As fintas do jogo de Ygor são produto do estilo malemolente concebido pelo pai do jogador, Sebastião de Oliveira, que criou o projeto Miratus na favela da Chacrinha. Para estimular o desenvolvimento da coordenação motora da criançada, o professor de Educação Física criou o Bamon, técnica que auxilia a condução dos treinos e o condicionamento físico. No Miratus, as crianças fazem evoluções na quadra, com as raquetes nas mãos, no ritmo do samba.

Enquanto torce para o filho alcançar seus sonhos, o irrequieto Sebastião quer replicar a Associação Miratus em diferentes comunidades do Rio, sejam elas comandadas por milicianos ou por diferentes organizações criminosas, incluindo a Maré e a Cidade de Deus. "A Miratus não foi feita para o Ygor. Ele é um talento que cresceu demais e é muito maior do que a medalha de ouro dos Jogos Pan-Americanos. Trata-se de um exemplo de trabalho e de superação que foi buscar a realização do seu sonho na Dinamarca. Nosso projeto agora vai ter uma etapa diferenciada. Quero abrir três núcleos apenas com as meninas. Acho que nós, homens, temos uma dívida muito grande com as meninas. Os meninos ficam mais à vontade para brincar na rua e desenvolver a coordenação motora. Já elas estão ajudando em casa nessa idade, fazendo comida, olhando os irmãos. Quero contribuir para o desenvolvimento esportivo delas".

Curiosamente, foi justamente uma mulher que motivou Ygor a se agarrar ao badminton. "Lembro que a Renata Faustino ganhou o prêmio Brasil Olímpico de 2009. Isso me motivou bastante a perseguir esse objetivo. Sete anos depois, eu estaria disputando uma Olimpíada".

As secretarias de saúde registraram 1.192 mortes por covid-19 nas 24 horas desde o boletim da segunda-feira (18). Já o número de infectados em todo o Brasil chegou a 62.094 no mesmo período.

As informações estão na atualização diária do Ministério da Saúde, divulgada na noite desta terça-feira (19).

##RECOMENDA##

Com os novos óbitos, o total de vidas perdidas para a pandemia subiu para 211.491. Ontem, o painel do Ministério da Saúde trazia 210.299 mortes. Ainda há 2.843 falecimentos em investigação por equipes de saúde.

Com os novos casos confirmados, o número de pessoas infectadas desde o início da pandemia chegou a 8.573.864. Ontem, o número de casos acumulados estava em 8.511.770.

Ainda há 843.527 pessoas com casos ativos em acompanhamento por profissionais de saúde. Outras 7.518.846 pessoas já se recuperaram da doença.

Normalmente, os registros de casos e mortes são menores aos domingos e segundas-feiras em razão da dificuldade de alimentação dos dados pelas secretarias de saúde aos fins de semana. Já às terças-feiras, os totais tendem a ser maiores pelo acúmulo das informações de fim de semana que são enviadas ao Ministério da Saúde.

Estados

Na lista de estados com mais mortes, São Paulo bateu a marca dos 50.000 óbitos, totalizando 50.318. Em seguida vêm Rio de Janeiro (28.026), Minas Gerais (13.507), Ceará (10.240) e Pernambuco (10.059). As Unidades da Federação com menos óbitos são Roraima (816), Acre (839), Amapá (1.010), Tocantins (1.323) e Rondônia (2.044).

Em número de pessoas infectadas, São Paulo também lidera (1,644 milhão), seguido por Minas Gerais (651,9 mil), Santa Catarina (546,5 mil), Bahia (544,3 mil) e Rio Grande do Sul (512,3 mil).

 

 

A média móvel de mortes por Covid-19, que registra as oscilações dos últimos sete dias e elimina distorções entre um número alto de meio de semana e baixo de fim de semana, ficou em 959 nesta segunda-feira (18). Segundo o consórcio de veículos de imprensa, foram registrados 460 novos óbitos nas últimas 24 horas e 29.133 casos.

No total são 210.328 mortes registradas e 8.512.238 pessoas contaminadas no Brasil, segundo o balanço mais recente do consórcio formado por Estadão, G1, O Globo, Extra, Folha e UOL em parceria com 27 secretarias estaduais de Saúde. Os dados foram divulgados às 20h.

##RECOMENDA##

O Estado de São Paulo, que apresenta os maiores números absolutos do País, chegou a 49.987 mortes e 1.628.272 casos confirmados. Entre o total de casos diagnosticados, 1.412.310 pessoas estão recuperadas.

As taxas de ocupação dos leitos de UTI são de 70,1% na Grande São Paulo e 69,1% no Estado. O número de pacientes internados é de 13.815, sendo 7.811 em enfermaria e 6.004 em unidades de terapia intensiva, conforme dados desta segunda-feira.

Consórcio dos veículos de imprensa

O balanço de óbitos e casos é resultado da parceria entre os seis meios de comunicação que passaram a trabalhar, desde o dia 8 de junho, de forma colaborativa para reunir as informações necessárias nos 26 Estados e no Distrito Federal. A iniciativa inédita é uma resposta à decisão do governo Bolsonaro de restringir o acesso a dados sobre a pandemia, mas foi mantida após os registros governamentais continuarem a ser divulgados.

Nesta segunda-feira, o Ministério da Saúde informou que foram registrados 33.040 novos casos e mais 551 mortes pela Covid-19 nas últimas 24 horas. No total, segundo a pasta, são 8.488.099 pessoas infectadas e 209.847 óbitos. Os números são diferentes do compilado pelo consórcio de veículos de imprensa principalmente por causa do horário de coleta dos dados.

Em um de seus últimos atos, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, retirou na noite desta segunda-feira (18) as restrições de viagens por conta da pandemia de Covid-19 do Brasil, União Europeia, da Área Schengen e do Reino Unido a partir do dia 26 de janeiro - uma semana após deixar o cargo. As proibições permanecem apenas para China e Irã.

No entanto, Jen Psaki, a porta-voz do presidente eleito, Joe Biden, informou que o novo governo vai vetar a medida por conta do andamento da crise sanitária mundial.

##RECOMENDA##

"Com a piora da pandemia, e mais variantes contagiosas aparecendo em todo o mundo, essa não é a hora de suspender restrições sobre viagens internacionais", escreveu em sua conta no Twitter.

A nota oficial assinada por Trump e pelo secretário de Saúde e Serviços Humanos, Alex Azar, traz que a decisão para retirar as restrições desses países é motivada por eles serem de "alta confiança" para aplicar a nova regulamentação sanitária imposta nos Estados Unidos a partir do dia 26 de janeiro.

As novas regras, entre outros pontos, exigem um teste negativo para o coronavírus Sars-CoV-2 realizado em até três dias antes da viagem e um outro feito em até cinco dias após a chegada ao território norte-americano.

A proibição para visitantes brasileiros irem aos EUA por motivos não essenciais entrou em vigor em maio - apenas residentes ou pessoas com motivo comprovado de trabalho podem entrar. Já os países europeus ainda vetam a entrada de norte-americanos por motivos não essenciais.

Os Estados Unidos são os mais afetados pela pandemia de Covid-19 no mundo, com mais de 24 milhões de casos confirmados e quase 400 mil mortes.

Da Ansa

Três concursos públicos estão com inscrições abertas para o provimento em 4.616 mil vagas, destinadas a todos os níveis de escolaridade. Os salários podem chegar a R$ 33.689,10, a depender do certame em que o candidato concorrer.

Os interessados em concorrer a uma das vagas devem realizar as candidaturas por meio da internet. São oportunidades para diversos cargos, com inscrições que encerram nos meses de janeiro e fevereiro. Confira, a seguir, a lista elaborada pelo LeiaJá:

##RECOMENDA##

Polícia Militar de São Paulo (PM-SP)

Inscrições até o dia 25 de fevereiro, pela internet

Com 2.700 vagas, para homens e mulheres

Salários até R$ 33.689,10

Confira o edital desta seletiva

 

Polícia Civil do Estado do Pará (PCPA)

Inscrições até o dia 4 de fevereiro, pela internet

Com 1.088 vagas

Salários até R$ 18.050

Confira o edital 206 e o edital 207 para obter mais detalhes

 

Secretaria Estadual de Saúde de Pernambuco (SES-PE)

Inscrições até 21 de janeiro, por meio de formulário on-line

Com 828 vagas

Salários de até R$ 9.886,16

Cargos de nível técnico e superior

Confira o edital de abertura do certame

O Brasil registrou 518 mortes e 29.196 novos casos pelo coronavírus nas últimas 24 horas, de acordo com os dados reunidos pelo consórcio de veículos de comunicação. A média móvel de óbitos pela doença, que considera as oscilações dos últimos sete dias e elimina distorções entre um número alto de meio de semana e baixo de fim de semana, ficou em 961 neste domingo (17).

De acordo com o consórcio, formado por Estadão, G1, O Globo, Extra, Folha e UOL, o Brasil já tem 209.868 mortes e 8.483.105 pessoas infectadas desde o início da pandemia no País. O balanço é feito a partir de dados divulgados pelas secretarias estaduais de Saúde.

##RECOMENDA##

Dados do Ministério da Saúde apontam que, ao todo, 7.411.654 de pessoas já se recuperaram do coronavírus no País. Outras 866.598 continuam com casos ativos da doença, ou seja, em acompanhamento médico após o diagnóstico positivo. As informações foram atualizadas às 18h pela pasta.

Consórcio dos veículos de imprensa

O balanço de óbitos e casos é resultado da parceria entre os seis meios de comunicação que passaram a trabalhar, desde o dia 8 de junho, de forma colaborativa para reunir as informações necessárias nos 26 Estados e no Distrito Federal. A iniciativa inédita é uma resposta à decisão do governo Jair Bolsonaro de restringir o acesso a dados sobre a pandemia, mas foi mantida após os registros governamentais continuarem a ser divulgados.

Neste domingo, o Ministério da Saúde informou que foram registrados 33.040 novos casos e mais 551 mortes pela Covid-19 nas últimas 24 horas. No total, segundo a pasta, são 8.488.099 pessoas infectadas e 208.847 óbitos. Os números são diferentes do compilado pelo consórcio de veículos de imprensa principalmente por causa do horário de coleta dos dados.

A decisão da Ford de encerrar produção no País coloca holofotes em todo o setor, em especial nas marcas de carros de luxo que produzem em baixa escala. O grupo já teve a primeira baixa um mês antes da Ford, quando a Mercedes-Benz fechou a fábrica de Iracemápolis (SP). Outra marca do segmento, a Audi, ficará parada ao longo deste ano e só em 2022 decidirá se mantém ou não a linha de produção no complexo da Volkswagen em São José dos Pinhais (PR).

As marcas premium abriram fábricas entre 2014 e 2016, elevando o status da indústria brasileira que, por muitos anos, teve produção voltada aos chamados carros populares. As três alemãs (Audi, BMW e Mercedes) e a britânica/indiana Jaguar Land Rover investiram R$ 2,2 bilhões para uma capacidade conjunta de 102 mil automóveis ao ano e 4 mil empregos diretos.

##RECOMENDA##

Em seis anos, elas produziram 140 mil veículos. No ano passado, foram 14 mil. A Mercedes avalia o que fazer com as instalações e como indenizar os 370 funcionários. A Audi diz que sua equipe está trabalhando na Volkswagen.

O presidente da Bright Consulting, Paulo Cardamone, vê muitos obstáculos para a manutenção da produção de modelos de pequena demanda, como são os carros de luxo. "Chega um momento em que, pelo baixo volume, não faz sentido", afirma. Além disso, diz, com o patamar do dólar nos últimos anos não dá para operar uma fábrica que depende de muitos itens importados.

"Desde o início dessas operações, (o dólar) sempre foi um risco alto", avalia Cardamone, para quem mesmo com a moeda a R$ 3 valeria a pena importar esses carros que, hoje, representam menos de 1% da venda total.

Rafael Cagnin, economista-chefe do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi), confirma que este nicho de mercado, mesmo com produção local, usa mais componentes importados, o que é um desafio com a taxa de câmbio.

Ele lembra que há uma ruptura das cadeias de valor internacionais e movimentos de sua reorganização em âmbito global. "Podemos ver muitas mudanças nos próximos anos, nem todas, porém, negativas, que podem favorecer a reconstrução da cadeia de fornecedores nacionais de autopeças."

Para Cagnin, a indústria local precisa de novo padrão, mais em linha com paradigmas mundiais como a adoção da indústria 4.0. "Para isso, é fundamental que preservemos um arranjo macroeconômico favorável, com taxa de câmbio competitiva, juro baixo e avanço nas reformas."

Líder em vendas no segmento, a BMW informa que os planos no País permanecem inalterados "e todos focados no médio e longo prazo". Informa que aderiu ao programa Rota 2030 (que impõe metas de emissões e segurança para novos carros) e continua trabalhando "para se manter com alta capacidade de se reinventar". Cerca de 80% das vendas da marca são de produtos feitos em Araquari (SC).

A Jaguar Land Rover, com fábrica em Itatiaia (RJ), confirma "a manutenção da fábrica para 2021". Diz que a linha dos modelos Evoque e Discovery trabalha com a mesma capacidade produtiva de antes da pandemia. "Sem dúvida, o compromisso e estratégia da Jaguar Land Rover no mercado brasileiro é de longo prazo", diz, em nota.

Além da expectativa de um mercado em alta, o que trouxe as quatro marcas ao País foi a medida adotada pelo governo Dilma Rousseff de taxar em 30 pontos porcentuais o IPI de carros importados de fora do Mercosul e do México, com intuito de atrair a produção local.

Sem elétricos

O baixo volume de vendas não é o único motivo para o fechamento da fábrica da Mercedes-Benz. Segundo Luiz Carlos Moraes, diretor da empresa, a matriz está focada nos desafios de eletrificação, digitalização e carbono neutro. "Diante disso, está fazendo uma revisão de sua cadeia global de produção." O Brasil não foi incluído. Ele lembra que o mercado já estava em dificuldades e foi ainda mais impactado pela pandemia. "Tudo isso levou à decisão de encerrar a produção em Iracemápolis. Os novos Classe C e GLA serão importados."

O diretor de relações institucionais da Audi, Antonio Calcagnotto, afirma que há um grande esforço do grupo para retomar as operações no Paraná. "Estamos tentando trabalhar com a Alemanha para produzir dois novos modelos em 2022." Ele não descarta a produção de carros elétricos quando o mercado tiver demanda maior.

Segundo o executivo, a marca entende que a produção local "nos dá independência, agilidade em lançamentos, manobras de vendas e vale a pena, mesmo que os volumes sejam baixos".

A filial enfrenta dois obstáculos: a matriz quer ao menos um sinal do governo de que vai devolver os créditos tributários que tem direito a receber, ainda que parcelados ou por meio de compensação. A dívida com a marca em créditos de IPI é de R$ 210 milhões. Com a Mercedes, é de R$ 70 milhões. A outra dificuldade é convencer o governo a reduzir o Imposto de Importação (II) de peças, em especial os itens de alta tecnologia até que haja escala para produção local.

Em 2020, as vendas de carros de luxo no Brasil somaram 43,9 mil unidades, queda de 16% ante 2019 - o mercado total caiu 26%, para 1,95 milhão de unidades. A líder no segmento foi a BMW, com 12,4 mil unidades, incluindo produção local e importados. O segundo lugar foi da Volvo, com 7,7 mil carros - a marca sueca cogitou ter fábrica no País, mas desistiu e manteve-se como importadora. Na sequência, estão Audi (6,9 mil), Mercedes (6,8 mil), Land Rover (4,6 mil) e o restante é pulverizado entre marcas esportivas como Porsche e Ferrari.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Na semana passada, o anúncio da decisão da Ford de fechar suas fábricas no Brasil após 100 anos evidenciou o processo de desindustrialização em curso no País, agravado nos últimos tempos. Há seis anos consecutivos, desde a recessão iniciada em 2014, o Brasil vê o número de indústrias no território nacional cair. No ano passado, 5,5 mil fábricas encerraram suas atividades. Ao todo, entre 2015 e 2020, foram extintas 36,6 mil. Isso equivale a quase 17 estabelecimentos industriais exterminados por dia. Os números são de um levantamento da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) feito com exclusividade para o Estadão/Broadcast.

Segundo a série histórica iniciada em 2002, até 2014 o número de fábricas crescia, mesmo com a indústria de transformação perdendo relevância na economia diante do avanço dos outros setores. Há seis anos, o País tinha 384,7 mil estabelecimentos industriais. Mas, no fim do ano passado, a estimativa era de que o número tinha caído para 348,1 mil. Pouco antes do anúncio da Ford, outras multinacionais já haviam comunicado que fechariam suas fábricas no Brasil, caso da Sony e da Mercedes-Benz, que encerrou a produção de automóveis.

##RECOMENDA##

"O processo de desindustrialização coincide com o início do Plano Real (quando o câmbio apreciado tornou os produtos brasileiros mais caros lá fora e os importados ficaram mais baratos no País). Além do custo Brasil, mais recentemente a produtividade caiu e parte do parque industrial não se modernizou", explica o economista Fabio Bentes, da Divisão Econômica da CNC, responsável pelo estudo. "A desvalorização recente do real ajuda o setor agrícola, o extrativo, favoreceu a balança comercial. Mas o efeito para a indústria não é instantâneo."

Bentes calcula que a fatia da indústria da transformação no Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro desça a 11,2% em 2020. Será o patamar mais baixo da série histórica iniciada em 1946.

O levantamento da CNC foi feito a partir de duas bases de dados. Uma é a Relação Anual de Informações Sociais (RAIS), atualmente sob responsabilidade do Ministério da Economia. Outra é o Sistema de Contas Nacionais, do IBGE. Apenas os dados referentes a 2020 são uma projeção, feita com base em estimativas para o PIB da indústria de transformação e a produtividade do setor. Se a produção cresce, cada aumento de um ponto porcentual gera abertura de cerca de 1,2 mil unidades produtivas no ano seguinte. O mesmo raciocínio vale no caso de queda de produção. "Diante disso, não se pode descartar que haja uma redução ainda mais forte no número de indústrias este ano", explica Bentes.

O desempenho da indústria nacional está hoje 14% abaixo do pico atingido em 2011. Segundo o economista-chefe do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi), Rafael Cagnin, o quadro é fruto de um ambiente de negócios hostil e de fatores estruturais que atingem a competitividade internacional do setor. O principal deles, aponta, é o complexo sistema tributário brasileiro. Outro ponto fundamental, diz, é a necessidade de uma política de inovação, hoje fora da agenda nacional.

Cagnin explica que a restrição dos fluxos entre países durante a pandemia da covid-19 pôs em xeque o modelo de suprimento geograficamente disperso e integrado. "No atual ambiente internacional de rearranjo tecnológico e das cadeias globais de valor, o ônus de ter baixa competitividade pelo sistema tributário tende a aumentar. Precisamos de um indicativo muito claro de que esse problema será solucionado. Sem isso, será muito complicado atrair e preservar investimentos", diz.

O vice-presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e presidente da Abiplast, José Ricardo Roriz Coelho, também indica como fator preponderante para os fechamentos de fábricas a falta de perspectiva de que o governo faça as reformas e que tome as providências para melhorar o ambiente de negócios.

Multinacionais como a Ford investem em fábricas com escala global de produção, observa Roriz. E, como o Brasil não cresce e a renda da população se mantém no patamar de dez anos atrás, os produtos ficam inacessíveis aos brasileiros e as empresas não avançam.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Especialistas brasileiros divergem nas avaliações sobre os rumos do liberalismo no País, principalmente após a pandemia. Mas todos concordam em um ponto: a promessa do ministro da Economia, Paulo Guedes, de adotar um choque liberal no País - feita no período de campanha presidencial - não se concretizará. A visão é que, no caso brasileiro, a pandemia não foi a única responsável pela mudança de rota da política econômica. Antes, o próprio ministro já não conseguia avançar com o projeto liberal da Escola de Chicago, dizem economistas de diferentes vertentes.

Presidente da Associação Keynesiana Brasileira, Fábio Terra destaca que o liberalismo vinha com força no Brasil antes da pandemia, mas, no mundo, já havia uma tendência de maior intervenção na economia desde a crise de 2008, quando Estados tiveram de salvar dezenas de bancos e nunca voltaram ao patamar anterior à recessão. "Depois da pandemia, deve haver algo parecido", diz.

##RECOMENDA##

Para a diretora de privatizações do BNDES entre 1994 e 1996, Elena Landau, no entanto, os Estados não cresceram durante a pandemia, pois não aumentaram os serviços prestados. Eles apenas elevaram a liquidez e os desembolsos, diz. "Isso não vai se manter, porque não há, nem aqui nem no mundo, capacidade financeira."

Elena diz ainda que a covid-19 "coloca uma responsabilidade grande no liberalismo", para que haja maior justiça social. "O liberalismo não é contra a atuação do Estado na área social. Faz parte da agenda liberal até pensar em renda mínima. Mas o Estado não pode ser capturado pelo corporativismo."

O economista Eduardo Giannetti se limita a dizer que não será possível que o gasto público continue avançando na mesma velocidade de 2020, mas destaca que o liberalismo tem mais de 250 anos e vem sobrevivendo a crises e guerras por ser "capaz de dar respostas às questões". "Não tenho a menor dúvida de que esse campo de pensamento que privilegia a liberdade e as regras do jogo de uma economia competitiva de mercado continuará sendo uma força muito relevante no debate público e na orientação das políticas econômicas", frisa. "Agora, não vamos confundir o liberalismo com essa versão empobrecida representada no Brasil pelo Paulo Guedes", acrescenta.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Por meio de um Twitter, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-RJ) acusou o também parlamentar Marcelo Freixo (PSOL-RJ) de ameaçar contra a vida do presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Na publicação, feita nessa sexta-feira (15), há um print de uma publicação feita na conta do psolista com as palavras: “É impeachment ou morte”.

“Mesmo após um ex-membro de seu partido ter tentado assassinar meu pai, deputado do PSOL segue incitando a violência”, afirmou Eduardo. A publicação provocou reações, que levou o nome de Freixo aos trends topics da rede. Entre os comentários, há explicações do que significa a frase, remetendo ao quantitativo de mortes ocasionadas pela forma que o Governo Federal atua durante a pandemia. Além disso, também há quem chame o Freixo de ‘frouxo’, por ter apagado o tuíte.

##RECOMENDA##

[@#video#@]

Após a repercussão do print, o post foi apagado da conta do Twitter do Marcelo Freixo. Ao longo do dia, Freixo reiterou seu posicionamento em favor do impeachment do atual presidente. “Para quem não sabe ler ou sofre de mau caratismo, repito: ou fazemos agora o impeachment de Bolsonaro ou mais brasileiros morrerão”, disse Freixo nessa sexta-feira.

O Brasil registrou, nas últimas 24 horas, 1.151 mortes em decorrência da covid-19, elevando o total de óbitos a 208.246. No mesmo intervalo, foram notificados 69.198 novos casos da doença, quarta maior taxa diária, elevando o total de infectados no País para 8.393.492 infecções, segundo dados divulgados pelo Ministério da Saúde nesta sexta, 15.

O País é o terceiro mais afetado pela covid-19 quando são levados em conta os números de casos - fica atrás dos EUA (23.193.703) e da Índia (10.527.683).

##RECOMENDA##

O Brasil está em segundo lugar em número de mortes. Os EUA são os que mais vítimas têm: 387.255, de acordo com o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC).

Por sua vez, os EUA também são o país com mais pessoas vacinadas até o momento (12.279.180 de doses administradas, dos mais de 35 milhões de imunizados no mundo). (Equipe AE)

As mortes em decorrência da Covid-19 fizeram o porcentual de registro de óbitos em cartório no Brasil quadruplicar de um ano para outro. A média, que atingiu 1,9% das certidões emitidas em 2019, chegou a 8,3% em 2020. De acordo com o Portal da Transparência, administrado pela Associação Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais (Arpen-Brasil), 22,2% das pessoas morreram em casa.

Segundo a Arpen, o número de óbitos é o maior desde o início da série histórica iniciada há 21 anos. De acordo com a associação, os cartórios de todo o país apontam 1.443.405 milhão de mortos em 2020. Ainda conforme o levantamento, o índice pode ser maior devido ao intervalo normal de até 15 dias entre a data de morte e o cadastro do ocorrido no Portal da Transparência.

##RECOMENDA##

De acordo com o levantamento dos cartórios, o aumento também foi notado no registro das causas que levaram pessoas à morte. Segundo a Arpen, o número de óbitos por doenças respiratórias subiu 34,9% de 2019 para 2020. No último ano sem pandemia, 442.266 morreram com esse diagnóstico. Já durante os 12 meses de 2020, foram registradas 596.678 vítimas fatais por distúrbios pulmonares.

O Brasil registrou, nas últimas 24 horas, 1.131 mortes em decorrência da covid-19, elevando o total de óbitos a 207.095, segundo dados atualizados do Ministério da Saúde e divulgados na noite desta quinta-feira, 14. No mesmo intervalo, foram notificados 67.758 novos casos da doença, elevando o total de infectados no País para 8.324.294.

No Amazonas, onde a rede de atendimento entrou em colapso e falta oxigênio para tratamento da covid-19, foram notificados 3.816 novos casos da doença e 51 mortes nas últimas 24 horas.

##RECOMENDA##

Ao todo, o Estado tem 223.360 registros da infecção e contabiliza 5.930 óbitos.

Por região, o Sudeste segue com o maior número de casos do novo coronavírus, 2.955.236, e 95.206 mortes.

Em seguida, o Nordeste contabiliza 2.001.054 casos e 49.421 óbitos.

O Sul do País tem 1.521.577 registros da doença e 24.561 mortes.

O Centro-Oeste tem 929.305 casos e 18.718 óbitos e o Norte, 917.122 notificações de covid e 19.189 mortes.

A média móvel de mortes por covid-19, que registra as oscilações dos últimos sete dias e elimina distorções entre um número alto de meio de semana e baixo de fim de semana, ficou em 1 mil nesta quinta-feira, 14. Segundo o consórcio de veículos de imprensa, foram registrados 1.151 novos óbitos nas últimas 24 horas e 68.656 casos.

No total são 207.160 mortes registradas e 8.326.115 pessoas contaminadas no Brasil, segundo o balanço mais recente do consórcio formado por Estadão, G1, O Globo, Extra, Folha e UOL em parceria com 27 secretarias estaduais de Saúde. Os dados foram divulgados às 20h.

##RECOMENDA##

O Estado de São Paulo, que apresenta os maiores números absolutos do País, chegou a 49.289 mortes e 1.590.829 casos confirmados. Entre o total de casos diagnosticados, 1.376.887 pessoas estão recuperadas.

As taxas de ocupação dos leitos de UTI são de 68,3% na Grande São Paulo e 66,9% no Estado. O número de pacientes internados é de 13.352, sendo 7.580 em enfermaria e 5.772 em unidades de terapia intensiva, conforme dados desta quinta-feira.

Consórcio dos veículos de imprensa

O balanço de óbitos e casos é resultado da parceria entre os seis meios de comunicação que passaram a trabalhar, desde o dia 8 de junho, de forma colaborativa para reunir as informações necessárias nos 26 Estados e no Distrito Federal. A iniciativa inédita é uma resposta à decisão do governo Bolsonaro de restringir o acesso a dados sobre a pandemia, mas foi mantida após os registros governamentais continuarem a ser divulgados.

Nesta quinta-feira, o Ministério da Saúde informou que foram registrados 67.758 novos casos e mais 1.131 mortes pela covid-19 nas últimas 24 horas. No total, segundo a pasta, são 8.324.294 pessoas infectadas e 207.095 óbitos. Os números são diferentes do compilado pelo consórcio de veículos de imprensa principalmente por causa do horário de coleta dos dados.

Nesta quinta-feira (14), o deputado federal Daniel Coelho (Cidadania), vice-presidente da Frente Parlamentar pelo Livre Mercado (FPLM), comentou a parceria da FPLM com o Instituto Livre Mercado. Com o trabalho conjunto, a Frente visa amplificar o trabalho para melhorar o ambiente de negócios no Brasil. De acordo com a FPLM, o apoio de instituto especializado pretende ajudar o setor produtivo a superar a crise agravada pela pandemia. A parceria com o Instituto Livre Mercado deve reforçar as ações em prol do desenvolvimento econômico e da geração de emprego a partir do Poder Legislativo.

Para Daniel, “já passou da hora do Brasil ser um país amigo do empreendedor”. “Assim como avançamos com a aprovação da MP da Liberdade Econômica, vamos avançar na reforma tributária, com foco em redução, transparência e simplificação, e o trabalho da Frente pelo Livre Mercado vai ser fundamental nesse processo”, continuou o parlamentar.

##RECOMENDA##

Entre os 20 fundadores do Instituto Livre Mercado estão empresários, integrantes da sociedade civil organizada e alguns membros que acumulam passagem pelo setor público. É o caso do empresário Salim Mattar, ex-secretário de Desestatização, e de Paulo Uebel, ex-secretário especial de Desburocratização. Ambos pediram demissão do Ministério da Economia em agosto, insatisfeitos com a condução de suas agendas no governo federal.

Brasil amarga penúltima posição

O ambiente de negócios do Brasil ocupa a penúltima posição no ranking que avalia 18 países com perfis socioeconômicos semelhantes, ficando à frente apenas da Argentina. É o que revelou o relatório Competitividade Brasil 2019-2020 da Confederação Nacional da Indústria (CNI). A publicação também aponta que o país está na mesma posição desde que o ranking foi criado, há dez anos. O ambiente de negócios brasileiro também é mal avaliado no Ranking de Facilidade de se Fazer Negócios, com o Brasil ocupando a 124º posição entre 190 países, e no estudo de Liberdade Econômica da Heritage Foundation, na 140º colocação.

Presidida pelo deputado Kim Kataguiri (DEM), a Frente conta com a participação de 203 dos 513 deputados federais. O objetivo é ampliar esses números em 2021 e acelerar o trabalho. “Queremos o Brasil entre as 30 melhores economias para se fazer negócios no ranking Doing Business, do Banco Mundial. E quem mais vai ganhar com isso é o cidadão, que vai ter mais liberdade para trabalhar e gerar emprego”, defendeu Kataguiri.

A meta é tornar o Brasil um país livre do excesso de burocracia e facilitar a geração de riqueza. Além da burocracia, outro inimigo surgiu: a pandemia. De acordo com o IBGE, cerca de 716 mil empresas fecharam as portas no país apenas nos primeiros dias da crise sanitária. Isso significa mais da metade dos negócios que estavam com atividades suspensas em função do novo coronavírus. Praticamente todas são de pequeno porte, principal segmento responsável pela geração de empregos no país.

A partir desse projeto de cooperação, o Instituto Livre Mercado analisará as pautas tributárias, administrativas e regulatórias no Congresso e apresentará regularmente relatórios técnicos, que servirão de insumos para os parlamentares se posicionarem. Com a parceria, o Instituto Livre Mercado e a Frente Parlamentar pelo Livre Mercado prometem diálogo aberto com setor produtivo, sociedade civil organizada e Academia.

*Da assessoria de imprensa

O modelo de clube-empresa adotado pela grande maioria dos clubes das cinco principais ligas de futebol da Europa pode ser um espelho para os times brasileiros, apontou um estudo elaborado pela consultoria Ernst & Young. O documento mostrou que 96% das 202 equipes da primeira e segunda divisões das ligas da Alemanha, Espanha, França, Inglaterra e Itália são entidades privadas, enquanto que no Brasil, onde o projeto que incentiva os times brasileiros a saírem do modelo de associação civil para empresa, limitada ou sociedade anônima está parado no Senado, apenas três clubes dos 40 que disputam a Série A e B têm formato empresarial.

Com base em uma ferramenta que consolida dados e informações da indústria do esporte, o documento analisou as estruturas jurídicas e societárias dos clubes brasileiros e europeus e as legislações e regulamentações sobre o projeto clube-empresa nesses mercados.

##RECOMENDA##

O cenário das principais ligas europeias é o seguinte: na França, Inglaterra e Itália, todos os clubes da primeira e segunda divisões são empresas, enquanto que na Espanha o porcentual é de 90% e na Alemanha, de 86%. Vale ressaltar que na Espanha, França e Itália, essa transformação ocorreu de forma obrigatória, por meio de lei.

"Tornar-se empresa pode ser a solução para muitos casos. O projeto do clube-empresa é um meio e não um fim da profissionalização dos clubes. A empresa exige uma governança diferenciada, uma gestão mais profissional em sua essência. Isso seria uma solução principalmente para os clubes com problemas financeiros", explicou ao Estadão Pedro Daniel, diretor-executivo da EY e um dos responsáveis pela análise.

No entanto, ainda há importantes clubes europeus que permanecem no modelo associativo. Os principais são os gigantes espanhóis Real Madrid e Barcelona, que só não foram obrigados a adotar o formato empresarial porque se mantêm sustentáveis financeiramente, ou seja, são rentáveis. Isso também ocorreu com Osasuna e Athletic Bilbao.

O estudo aponta que além da mudança para a gestão empresarial, outros aspectos foram importantes para a transformação e o desenvolvimento das ligas europeias, como a implementação do fair play financeiro e a centralização da negociação dos direitos de transmissão. Essas mudanças já aconteceram há algum tempo, entre o final dos anos 1990 e o começo deste século.

CENÁRIO NO BRASIL - No Brasil, dos 40 clubes que disputam a primeira e segunda divisões do Campeonato Brasileiro, somente três possuem formato empresarial: Botafogo-SP, Cuiabá e Red Bull Bragantino. O América-MG também está na fase final do processo para se tornar clube-empresa. Os demais são associações sem fins lucrativos. Atualmente a legislação brasileira não determina a forma jurídica que os clubes devem adotar, portanto eles podem optar por qualquer modelo previsto na lei. Em termos tributários, as associações estão sujeitas à isenção nos impostos federais, bem como ao pagamento de Imposto de Renda e contribuição social, enquanto que clubes com a forma jurídica de empresa precisam recolher PIS/Cofins e o Imposto de Renda sobre o lucro de acordo com o regime escolhido.

Executivo da EY, Pedro Daniel avalia que o Brasil tem potencial para atrair investimentos estrangeiros, mas que, para isso, é necessário regular o mercado para trazer segurança jurídica e financeira aos investidores. Ele considera que o projeto clube-empresa pode provocar uma "mudança estrutural no futebol brasileiro" e ser "uma alavanca para a profissionalização da indústria do futebol".

"Nós somos um celeiro interessante, temos um câmbio desvalorizado, o que permite uma empresa ter produção em real e vender em euro. Mas o investidor se sente inseguro de fazer isso. Se você quiser comprar um clube na Premier League, por exemplo, você passa por uma sabatina, uma curadoria. Aqui no Brasil não existe isso. É um cenário nada propício para investimento externo. Quanto mais risco, mais atrativo a gente fica para aventureiros", analisou.

"Estamos falando de um mercado dos clubes da Série A que faturam pouco mais de R$ 5 bilhões e têm um endividamento de quase R$ 8 bilhões. A gente vê a cada quatro ou cinco anos um novo refinanciamento tributário sendo elaborado. A gente vê notícias todos os dias de salários atrasados, baixa regulação de fair play financeiro. Caso não se crie essa situação, o cenário permanece", complementou o diretor da EY.

O projeto clube-empresa (PL 5082/16), cujo relator é o deputado Pedro Paulo (DEM-RJ), foi aprovado na Câmara no final de novembro de 2019. Desde então, está parado no Senado Federal. A pauta esfriou por conta da pandemia de covid-19. A expectativa é de que seja votado no primeiro semestre deste ano. Ao texto será agrupado o PL 5516/19, de autoria do senador Rodrigo Pacheco (DEM-MG) e que prevê a criação da Sociedade Anônima do Futebol (SAF), possibilitando a migração de gestão associativa para a empresarial.

O Figueirense é um exemplo a não ser seguido e um alerta para quem busca o modelo empresarial de que é preciso se blindar de gestões desastrosas. O clube tenta se reestruturar após passar por uma experiência malsucedida ao optar pela criação de uma empresa limitada para administrar seu futebol, o Figueirense Ltda, e vender 95% de sua participação para a holding Elephant Participações Societárias S/A, que, em teoria, colocaria dinheiro e profissionalizaria a administração, mas quase levou o clube ao rebaixamento à Série C. A empresa atrasou salários e deixou de pagar comida e transporte para as categorias de base. O contrato, que tinha duração de 20 anos, foi rompido em dezembro de 2019. Em março do ano passado, o time catarinense anunciou acordo com uma multinacional responsável pela reestruturação financeira da equipe.

Ano passado, o Estadão mostrou que as 20 equipes da Série A do Campeonato Brasileiro afirmaram ser favoráveis aos projetos. Contudo, apenas Botafogo e Atlético Goianiense mostraram-se adeptos à migração de suas gestões.

REFERÊNCIA - O modelo alemão é considerado uma referência positiva, por ter exigido que mais de 50% das ações dos clubes fiquem sob domínio da associação, isto é, dos sócios da agremiação, que dão a palavra final nas decisões e elegem o presidente. Em 1998, a Bundesliga permitiu aos clubes que se transformassem em empresas desde que fossem controlados majoritariamente por suas associações. Atualmente, 75% dos clubes da primeira e segunda divisões "terceirizam" a gestão do futebol para entidades empresariais.

A regra 50+1, de acordo com a Liga Alemã, visa proteger os clubes de proprietários que busquem apenas o lucro, além de salvaguardar os costumes e valores dos clubes e de seus torcedores. As exceções são Bayer Leverkusen, Wolfsburg e Hoffenheim, controlados 100% por empresas, o que é permitido pela liga sob a condição de que o investidor tenha apoiado o time de forma substancial e contínua por mais de 20 anos.

Uma das potências na Europa, o Bayern de Munique se manteve no controle da maioria das ações e destinou ações minoritárias a três empresas: Adidas, Allianz e Audi. Todas têm cadeiras no conselho administrativo e cada uma possui 8,33% das ações do clube bávaro.

Esse mecanismo evita que o fracasso financeiro da empresa gestora leve o clube à falência, o que já aconteceu na Itália com a Fiorentina, que teve que recomeçar sua trajetória na quarta divisão. "O modelo alemão funcionou lá porque eles discutiram que estrangeiros não dominassem o futebol local e eles têm uma economia forte o suficiente para conseguir fazer isso", sintetiza Pedro Daniel.

INVESTIDORES - Com exceção da Inglaterra, as demais ligas possuem predominantemente investidores nacionais. Na Itália, Espanha e França os proprietários nacionais, em sua maioria (58%) possuem algum vínculo pessoal com o clube ou são empresários da região. 33% dos times que estão constituídos como empresas são controlados por estrangeiros, sendo que 39% dos investidores de equipes que disputam a primeira divisão investem em outros esportes.

Dos 34 clubes controlados por estrangeiros nas cinco principais ligas, 44% pertencem majoritariamente a empresários americanos ou chineses. Considerando as duas divisões, 64 times possuem investimento externo. Destes, metade são de investidores dos Estados Unidos ou da China.

O perfil dos investidores se dividem em: mecenas locais (Rennes e Villarreal); torcedores que se unem como acionistas minoritários (Sevilla e Real Sociedad); fundos de investimentos ou pessoas físicas (Wolverhampton e Milan); empresas que buscam por meio da visibilidade e atratividade gerada pelo esporte como espaço de marketing fortalecer e expandir suas marcas (Leicester City e Red Bull); investidores com foco em desenvolver relações políticas e de negócios por meio do futebol (PSG e Sheffield United); e o cross ownership (City Group), modelo em que investidores adquirem mais de um clube em mercados com diferentes características de forma a implementar um "ecossistema produtivo do futebol" considerando formação, captação, venda de direitos e performance esportiva.

Páginas

Leianas redes sociaisAcompanhe-nos!

Facebook

Carregando