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O vice-presidente Hamilton Mourão apontou uma possível falha de comunicação no plano do Banco do Brasil (BB) para fechar agências e demitir funcionários. A situação levou o presidente Jair Bolsonaro a decidir demitir o atual presidente do banco, André Brandão, conforme o Estadão/Broadcast revelou.

"Eu acho que houve uma comunicação talvez deficiente do banco nisso aí, né? Porque normalmente as pessoas que queriam sair eram pessoas que já tinham completado o seu tempo para aposentar", disse Mourão no Palácio do Planalto. "Talvez pouquíssimas pessoas tivessem um rebaixamento de cargo e não pudessem se aposentar."

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Na segunda-feira (11), a instituição informou ao mercado um plano de reorganização para ganhos de eficiência operacional que prevê, entre outras medidas, o fechamento de 112 agências da instituição, além de programas de desligamento, com expectativa de adesão de 5 mil funcionários. O banco estima que a implementação plena das medidas deve ocorrer durante o primeiro semestre deste ano.

A proposta do Banco do Brasil abriu uma crise no governo e deve levar à demissão do presidente do banco, André Brandão, menos de quatro meses após sua posse. O presidente Jair Bolsonaro decidiu demiti-lo pelo desgaste provocado com o anúncio, mas o ministro da Economia, Paulo Guedes, ainda tentava demovê-lo da ideia.

Perguntado sobre a crise, Mourão afirmou que o assunto não foi discutido com ele e que isso é tratado pelo presidente da República e por Guedes. Conforme o Estadão/Broadcast publicou, analistas classificaram a decisão como ingerência política do chefe do Planalto na estatal - na contramão do discurso que o elegeu em 2018.

O presidente Jair Bolsonaro evitou responder à pergunta de um apoiador, nesta manhã de quinta-feira (14), sobre a permanência do presidente do Banco do Brasil (BB), André Brandão, no cargo. Em encontro com adeptos na saída do Palácio da Alvorada, Bolsonaro disse estar com pressa, que não poderia "gravar" e pediu desculpas por ser breve.

Segundo apurou o Estadão/Broadcast, Bolsonaro decidiu demitir Brandão pelo desgaste provocado com o anúncio de fechamento de 112 agências, com desligamento de 5 mil funcionários do banco. O ministro da Economia, Paulo Guedes, entretanto, ainda tenta demovê-lo da ideia.

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Apesar de a reestruturação do banco ter agradado investidores e equipe econômica, o comunicado foi considerado inoportuno no momento em que o Executivo negocia apoio com parlamentares em troca de aliados nos comandos da Câmara e do Senado.

A proposta do Banco do Brasil (BB) de fechar 112 agências e desligar 5 mil funcionários abriu uma crise no governo e deve levar à demissão do presidente do banco, André Brandão, menos de quatro meses após sua posse. O jornal O Estado de S. Paulo apurou que o presidente Jair Bolsonaro decidiu demiti-lo pelo desgaste provocado com o anúncio, mas o ministro da Economia, Paulo Guedes, ainda tenta demovê-lo da ideia.

Embora a reestruturação do banco tenha agradado investidores e tenha sido considerada positiva pela equipe econômica para um reposicionamento do banco com enfoque no digital, o anúncio foi considerado inoportuno neste momento em que o Palácio do Planalto negocia apoio para os comandos da Câmara dos Deputados e do Senado Federal. A eleição está marcada para o início de fevereiro.

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Em campanha pelo deputado Arthur Lira (PP-AL), Bolsonaro recebeu em um só dia oito deputados e ouviu reclamações sobre o fechamento de agências do BB em cidades menores. O presidente argumentou que não foi avisado antes do plano de reestruturação, embora Brandão tenha sido contratado exatamente com a missão de enxugar o banco.

No ano passado, em um evento, o presidente já tinha sido cobrado por um manifestante para reabrir uma agência. Em 2019, Bolsonaro chegou a admitir que pediu ao Banco do Brasil que abrisse uma agência num município do Maranhão que o elegeu. Agora, o anúncio do fechamento de mais de uma centena delas, em meio à pandemia do novo coronavírus, foi considerado um desgaste político inoportuno.

Com os rumores sobre a possível demissão de Brandão, as ações do Banco do Brasil na Bolsa de Valores de São Paulo, a B3, fecharam na quarta-feira com queda de 4,71%.

Desgaste

A saída de Brandão seria mais um desgaste para Guedes, já que o enxugamento do banco é uma orientação da equipe econômica. Próximo do presidente da Caixa Econômica, Pedro Guimarães, o presidente Bolsonaro sempre tem feito comparações na atuação entre os dois bancos.

Guedes já perdeu vários integrantes da sua equipe em choque com as determinações do presidente. Foi assim com os secretários Salim Mattar, por causa do fracasso da agenda de privatizações; Paulo Uebel, pelo atraso no envio da reforma administrativa; e Marcos Cintra, pela resistência à recriação da CPMF.

Antes do BB, Brandão atuava como chefe global da instituição para as Américas do HSBC. Foi escolhido por Guedes para fazer a transformação no banco e não estaria disposto também a retroceder nesses planos.

Desde o início do governo, Bolsonaro tem se mostrado sensível às críticas de parlamentares e prefeitos sobre fechamento de agências do BB e da Caixa.

A pressão aumentou com o anúncio do BB, que foi visto também pelos políticos como a abertura de caminho para privatização do banco. A Frente Parlamentar em Defesa dos Bancos Públicos está programando convocar o presidente do BB para ir ao Congresso explicar o plano de reestruturação.

Brandão entrou no lugar de Rubem Novaes, que pediu demissão em meio a um processo de desgaste que incluía insatisfação da equipe econômica com a velocidade das vendas de ativos do BB e com o desempenho da instituição no crédito, segundo fontes.

Além disso, à época causou mal-estar a reação de Novaes ao questionar decisão do Tribunal de Contas da União (TCU) que impedia o banco de fazer propaganda em sites acusados de espalhar fake news, prática associada à ala ideológica do governo.

Depois de pedir demissão, o executivo também causou polêmica ao declarar que não se adaptou à cultura de "compadrio" e "corrupção" de Brasília. Disse também que o BB precisava de sangue novo para fazer frente a desafios tecnológicos. 

O presidente Jair Bolsonaro assinou o ato de nomeação de André Brandão para a presidência do Banco do Brasil (BB). Ele vai substituir Rubem Novaes, que deixou o cargo nesta terça-feira, 22. Bolsonaro, Brandão, Novaes e o ministro da Economia, Paulo Guedes, estiveram reunidos pela manhã, no Palácio do Planalto, para uma "posse simbólica" do novo presidente do BB.

A nomeação foi publicada em edição extra do Diário Oficial da União (DOU) desta terça-feira, assim como a exoneração de Novaes. Com isso, Brandão tomará a posse administrativa na sede do banco, em Brasília, mas não haverá solenidade, apenas assinatura de documento.

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Brandão deixou o Planalto no início da tarde, mas não falou com a imprensa. Novaes e o ministro Paulo Guedes também não deram declarações.

Nas últimas semanas, Brandão aprofundou o processo de transição no Banco do Brasil, até então feito de forma virtual e a distância por causa de sua mudança ao Brasil após uma temporada nos Estados Unidos.

Depois de uma agenda virtual de videoconferências com os vice-presidentes do banco, Brandão começou a encontrá-los pessoalmente na semana passada.

O presidente da República, Jair Bolsonaro, reúne-se com o ministro da Economia, Paulo Guedes, nesta segunda-feira (3), a partir das 10h30. De acordo com a agenda oficial, também participarão do encontro os ministros Braga Netto, da Casa Civil, e Jorge Oliveira, da Secretaria-Geral da Presidência.

À tarde, o chefe do Executivo tem previstas outras reuniões individuais com Guedes e com Jorge Oliveira.

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As reuniões com Guedes ocorrem em meio à expectativa de anúncio do novo presidente do Banco do Brasil, após a saída de Rubem Novaes, de 74 anos, do cargo.

No domingo (2), Bolsonaro afirmou a jornalistas que "a princípio" a escolha seria André Brandão, do HSBC. "Vou falar com Guedes amanhã. Tenho total confiança no Guedes. A escolha é dele", disse o presidente na ocasião.

A escolha de Brandão foi antecipada na sexta-feira (31), pela colunista Sonia Racy, do jornal O Estado de S. Paulo.

Bolsonaro chegou por volta das 8h30 ao Palácio do Planalto, onde despacha diariamente.

Na saída da residência oficial, o presidente parou para falar com apoiadores e tirar foros rapidamente.

Do Planalto, Bolsonaro seguiu para o Ministério da Defesa para um compromisso que não estava previsto na agenda oficial.

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