Tópicos | desvio de finalidade

O Ministério Público Federal em Pernambuco (MPF-PE) expediu uma recomendação contra desvio de finalidade na aplicação de verbas do Sistema Único de Saúde (SUS). Os valores seriam destinados para diretores de 13 hospitais e gestores de nove organizações sociais da área de saúde, na Região Metropolitana do Recife (RMR). A recomendação decorre de um inquérito civil público que confirmou desvio de finalidade em valores repassados para o Hospital Oswaldo Cruz.

A quantia havia sido repassada pela Secretaria de Saúde do Estado de Pernambuco para a contratualização de 120 novos leitos do SUS no Oswaldo Cruz, conforme termo de compromisso. Segundo o MPF-PE, ficou constatado que além de deixarem de cumprir as responsabilidades assumidas, os gestores da unidade de saúde também utilizaram o dinheiro para fins diversos - despesas correntes, demonstrando ausência de probidade e de transparência na gestão das verbas públicas. 

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No documento, da procurada da República Silva Regina Pontes Lopes, é mencionado a recorrência com que o MPF recebe representações de cidadãos sobre a falta de atendimento no SUS por causa da ausência de leitos ou médicos.

A recomendação pede que os gestores apliquem integralmente os recursos federais no objeto específico a que se destinam. No caso de insuficiência dos recursos para eventuais despesas de custeio do hospital, os diretores deverão comunicar ao órgão superior. Em caso de inércia desses órgãos, a recomendação é acionar o MPF. 

Os gestores devem informar em dez dias se acatam ou não a recomendação. Em caso de descumprimento, o Ministério Público Federal poderá adotar medicas judiciais e administrativas cabíveis. 

A recomendação foi enviada aos diretores do Hospital Agamenon Magalhães, Hospital Barão de Lucena, Hospital Correia Picanço, Hospital da Restauração, Hospital do Câncer de Pernambuco, Policlínica Jaboatão/Prazeres, Hospital Geral de Areias, Hospital Getúlio Vargas, Hospital Metropolitano Norte (Miguel Arraes), Hospital Metropolitano Oeste (Pelópidas Silveira), Hospital Metropolitano Sul (Dom Hélder Câmara), Hospital Otávio de Freitas e Hospital Psiquiátrico Ulysses Pernambucano, bem como aos gestores das organizações sociais da área de Saúde Fundação Professor Martiniano Fernandes (Imip Hospitalar), Instituto de Medicina Integrada Professor Fernando Figueira, Fundação Altino Ventura, Fundação Manoel da Silva Almeida (Maria Lucinda), Instituto Pernambucano de Assistência em Saúde, Irmandade Santa Casa de Misericórdia, Hospital do Tricentenário, Sociedade Pernambucana de Combate ao Câncer e Associação de Proteção a Maternidade e a Infância de Surubim (Apami/Surubim).

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) cassou dois minutos e meio da propaganda partidária do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), a ser veiculada no primeiro semestre de 2014, por desvio de finalidade nas inserções nacionais da legenda exibidas no rádio e na TV nos dias 7, 9 e 12 de março deste ano. O Tribunal considerou que o PMDB desrespeitou as regras estabelecidas no artigo 45 da Lei dos Partidos Políticos (Lei nº 9.096/1995) para os programas partidários, ao exaltar nas inserções nacionais, mas de caráter regional, a imagem do vice-governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando de Souza (Pezão). A decisão foi tomada nessa quinta-feira (7).

Pelo artigo 45 da Lei dos Partidos Políticos, a propaganda partidária gratuita, no rádio e televisão, tem como objetivos exclusivos difundir os programas partidários; transmitir mensagens aos filiados sobre a execução do programa partidário, dos eventos a este relacionados e das atividades congressuais do partido; divulgar a posição do partido em relação a temas político-comunitários; promover e difundir a participação política feminina, dedicando às mulheres o tempo que será fixado pelo órgão nacional de direção partidária, observado o mínimo de 10%.

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Relatora das quatro representações apresentadas pelo Partido da República contra o PMDB, a ministra Laurita Vaz afirmou que houve, nas inserções, desvio dos temas permitidos na propaganda partidária e propaganda eleitoral antecipada de Luiz Fernando “Pezão” a uma eventual candidatura ao governo do Rio de Janeiro em 2014. Votaram com a relatora a presidente do TSE, ministra Cármen Lúcia, e o ministro Marco Aurélio. 

Porém, os ministros João Otávio de Noronha, Luciana Lóssio e o ministro Henrique Neves acompanharam a relatora na parte em que esta entendeu que houve o desvirtuamento da propaganda do PMDB. Porém, os dois primeiros ministros afirmaram que não ocorreu propaganda eleitoral antecipada do vice-governador, já que não houve nas inserções menção à candidatura, a qualquer eleição ou pedido de votos. Já o ministro Henrique Neves votou por encaminhar ao Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) as partes das representações que afirmam que houve propaganda antecipada, já que esta questão envolveria eleição estadual.  

Por sua vez, o ministro Dias Toffoli julgou as quatro representações improcedentes por avaliar que não ocorreu nas inserções qualquer desvio de finalidade de programa partidário ou propaganda antecipada.

Como houve empate de votos entre os ministros que julgaram as representações procedentes tanto na parte do desvirtuamento da propaganda e da propaganda extemporânea e aqueles que entenderam que apenas ocorreu o descumprimento do artigo 45 da Lei nº 9.096/1995, prevaleceu a decisão que mais beneficiava o PMDB. 

Assim, o partido foi punido pelo TSE com o desconto de 2 minutos e meio, em sua propaganda partidária que será transmitida no primeiro semestre de 2014, por desvio de finalidade nas inserções nacionais da sigla, veiculadas na primeira quinzena de março deste ano.

*Com informações do Tribunal Superior Eleitoral

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