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A companhia aérea Azul tentará, pela quarta vez, abrir seu capital. A empresa quer fazer dupla listagem, ou seja, na BM&FBovespa e na Bolsa de Valores de Nova York (Nyse). A intenção de abrir capital neste ano foi antecipada pela 'coluna do Broad', do Grupo Estado, em dezembro.

O prospecto ainda não está disponível no site da Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Também não há detalhes da oferta no documento registrado na Securities and Exchange Commission (SEC), a CVM dos Estados Unidos. No prospecto da SEC, a aérea destaca o risco com a posse do novo presidente dos EUA, Donald Trump. "Não temos controle e não podemos prever os efeitos da administração e das políticas de Trump", segundo destaca o documento.

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Os bancos coordenadores são o Bradesco BBI, Itaú BBA, JPMorgan, Santander, Itaú BBA, Citigroup, Deutsche Bank e Raymond James. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

O regulador do mercado de ações da China aprovou nesta terça-feira (19) sete ofertas públicas iniciais de ações (IPO, na sigla em inglês), após ajustar regras para esses processos em novembro, antes de encerrar um congelamento de quatro meses nessas operações.

A Comissão Regulatória de Ações da China (CSRC, na sigla em inglês) disse que todas as sete propostas listadas estarão concluídas antes do feriado de uma semana do Ano Novo Lunar, que começa em 7 de fevereiro. Apenas um IPO por dia será lançado, para garantir "uma operação segura do novo sistema de subscrição recentemente lançado", segundo comunicado do site da comissão.

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Os sete IPOs, o primeiro lote aprovado após uma queda de US$ 5 trilhões do mercado de ações no ano passado, serão sujeitos às regras revisadas. O regulador retirou uma exigência de pagamento antecipado dos investidores, para reduzir qualquer impacto no mercado sobre a liquidez. A agência revelou as novas regras em 6 de novembro, mesmo mês em que acabou com a moratória para os IPOs imposta em julho para conter a queda no mercado acionário.

Por causa da revisão das regras de IPO, a comissão disse em comunicado que a situação de uma grande quantidade de capital congelado para a compra de novas ações não mais existirá e o lançamento de novos IPOs não gerará impacto na liquidez do mercado.

Três das companhias serão listadas na Bolsa de Xangai, a Eastern Pioneer Driving School, a Topscore Fashion Shoes e a Southern Publishing and Media Company. As companhias publicarão seus prospectos após confirmarem as datas do IPO.

No fim de dezembro, o gabinete chinês aprovou uma proposta para mudar as regras de IPO no país, tornando o processo similar ao dos Estados Unidos. Fonte: Dow Jones Newswires.

O último mês de 2014 poderá encerrar a maior seca de ofertas iniciais de ações (IPO, na sigla em inglês) da última década. A simpatia do mercado pela candidata do PSB à presidência, Marina Silva, o que tem se refletido em Bolsa, começou a surtir efeito na expectativa de retomada das ofertas. Companhias na fila para emissões de ações já começam a mirar a janela do fim do ano, há pouco tempo vista como perdida.

Segundo fonte de um banco estrangeiro, apesar do tom de otimismo, a próxima janela, de setembro/outubro, não deverá se abrir para ofertas, porque as empresas evitarão roadshows em plena corrida eleitoral. "A verdade é que, em função da volatilidade, a maioria prefere (aguardar) uma definição da mudança de governo", disse a fonte.

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Até o momento, três companhias estão preparadas para realizar oferta inicial de ações, com pedido feito na Comissão de Valores Mobiliários (CVM), esperando uma janela favorável. JBS Foods, Ourofino Agronegócio e Tower4U, de torres de telefonia de capital israelense, podem vir a testar o mercado em dezembro, na opinião de especialistas.

A fonte cita que pode haver uma corrida em direção a essa janela, visto que 2015 será um ano de ajustes e ainda com a expectativa de aumento de juros nos Estados Unidos, fato que se confirmado significará um enxugamento de liquidez no Brasil. Isso lembrando que historicamente os investidores estrangeiros respondem, na média, por 70% das ofertas de ações brasileiras.

Uma vez aberta a janela de dezembro, na qual as empresas utilizarão os dados do terceiro trimestre para precificação da oferta, o número de empresas que tentará abrir capital vai depender do aceno que a candidata Marina Silva fará em relação à política econômica, caso saia vencedora. "Acho que o número de ofertas será proporcional à intensidade de acenos que ela fizer aos setores produtivo e financeiro", destacou um advogado que estrutura operações.

Uma terceira fonte pondera que a última janela do ano não é apropriada para a realização de ofertas. "Dá para fazer, mas em geral é mais difícil, no "sacrifício". Não é o ideal". No ano passado, porém, o mercado brasileiro foi palco de duas emissões de ações em dezembro. A operadora de turismo CVC e a Via Varejo vieram a mercado, sendo que a última, apesar de ter sido uma oferta subsequente (follow on), foi tratada no mercado como re-IPO, já que tinha poucas ações em circulação no mercado.

Bolsa

O advogado especialista em Mercado de Capitais da Veirano, Carlos Lobo, destaca que se o Ibovespa seguir apresentando valorização, como registrado nas últimas semanas, o ambiente para ofertas de ações deverá se tornar mais favorável. Neste mês, por exemplo, o Ibovespa acumula ganhos de mais de 8% e no ano a valorização ultrapassa 20%.

Lobo nota que nos últimos anos há uma lista razoavelmente extensa de companhias que chegaram a fazer o registro para IPO na CVM, mas que acabaram deixando seus planos de lado devido ao cenário desfavorável do mercado. Essas empresas, em sua visão, poderão desengavetar a oferta quando a janela se reabrir. Alguns exemplos são Azul, Votorantim Cimentos, Sascar, Unidas.

Neste ano, a única operação realizada no Brasil foi a da Oi, uma oferta subsequente, de cerca de R$ 14 bilhões, no âmbito da operação de fusão com a Portugal Telecom. No ano passado, entre ofertas iniciais e subsequentes, o volume movimentado foi de R$ 23,4 bilhões.

O segundo semestre do ano será "tão bom quanto o primeiro" em matéria de Ofertas Públicas de ações, IPO, na sigla em inglês, segundo o presidente da BM&FBovespa Edemir Pinto. "No ano, a gente deve conseguir movimentar pelo R$ 20 bilhões entre IPOs e follow-ons (ofertas subsequentes), mas o mercado tem capacidade para até dobrar os R$ 15 bilhões captados em IPOs até agora", disse. O executivo disse ainda que uma das operações esperadas para o segundo semestre é "muito grande em tamanho financeiro".

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