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Senadores republicanos não conseguiram derrubar o veto do presidente Barack Obama ao projeto que permitiria a construção do oleoduto Keystone XL, aprovado pelo Congresso na semana passada.

Por um placar de 37 votos a favor da manutenção do veto e 62 contra, a medida presidencial foi mantida. Eram necessários 67 votos, ou dois terços da casa, para recolocar nos trilhos o projeto que autorizaria a empresa canadense Transcanada a construir o Keystone, um projeto de 1.897,4 quilômetros de dutos que ligariam a produção de petróleo de areias petrolíferas (tar sands) do Canadá às refinarias do Golfo do México. Os dutos teriam capacidade de transportar cerca de 830 mil barris de petróleo por dia.

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O veto, entretanto, está ligado ao projeto de lei, e não ao oleoduto. O executivo ainda pode autorizar sua construção. A Casa Branca, entretanto, quer esperar a conclusão de um relatório do Departamento de Estado, que está sendo elaborado há mais de seis anos.

Em mensagem enviada a Congresso na semana passada, Obama afirmou que ainda espera a entrega do relatório do Departamento do Estado. Ele também criticou a atitude do Congresso, afirmando que a tentativa "entra em conflito com os procedimentos estabelecidos do Executivo, e tenta contornar discussões que são de interesse nacional, como a segurança e o meio ambiente". Fonte: Dow Jones Newswires.

A TransCanada está quase terminando a construção da parte sul do importante sistema de oleodutos Keystone e informou que ele estará pronto para transportar petróleo bruto do centro de armazenagem de Cushing para o Golfo do México no fim deste ano.

A parte sul do oleoduto está 95% completa, mas não vai começar a transportar petróleo antes do fim de outubro, afirmou Mona Lisa Faz, porta-voz da TransCanada. A companhia havia dito anteriormente que a parte sul do projeto começaria a fazer transportes antes do fim deste ano.

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A notícia contribuiu para a alta nos preços do petróleo, pois os operadores esperam que o início do transporte pelo oleoduto - com capacidade de 700 mil barris por dia - reduza os estoques em Cushing, que é uma referência para a determinação dos preços do petróleo nos EUA. Fonte: Dow Jones Newswires.

O preço dos contratos futuros do petróleo fechou em leve queda, pressionado por previsões pessimistas sobre a demanda norte-americana pela commodity neste ano e por notícias sobre a suspensão das atividades de uma refinaria e a decisão da Casa Branca de vetar a construção de um oleoduto que ligaria o Canadá ao Golfo do México e ajudaria a reduzir os estoques em Cushing - ponto de entrega física do petróleo negociado em Nova York.

O contrato do petróleo para fevereiro negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex) caiu US$ 0,12, ou 0,12%, para US$ 100,59 o barril. Na plataforma ICE, o contrato do petróleo tipo Brent para março recuou US$ 0,87, ou 0,78%, para US$ 110,66 o barril.

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Mais cedo, a Agência Internacional de Energia (AIE) destacou em um relatório a "possibilidade crescente de um desaquecimento econômico acentuado ou uma recessão" provocada pela crise de confiança nas dívidas da Europa. O órgão também reduziu suas previsões para a demanda por petróleo no primeiro trimestre deste ano e divulgou que em 2012 a demanda por petróleo dos EUA deve encolher 0,4%, para 18,76 milhões de barris por dia - o menor nível dos últimos 15 anos.

Segundo Tim Evans, analista da Citi Futures Perspective, a estimativa da AIE "deve servir como um claro sinal de aviso de que não estamos em um mercado de alta". Ele afirmou, no entanto, que "há muitos operadores por aí concentrados em coisas desvinculadas dos fundamentos físicos, sejam elas tensões com o Irã ou o índice S&P 500". Dominick Chirichella, analista do Energy Management Institute, afirmou que "o único motivo pelo qual o petróleo está nos preços atuais é o risco geopolítico do Irã".

A União Europeia estuda começar um embargo ao petróleo do Irã em 1º de julho, mas essa data deve ser revisada nos próximos meses, de acordo com diplomatas da região. A medida representa um aumento na pressão das potências ocidentais sobre o país, que é acusado por nações como a França e os EUA de estar construindo uma bomba nuclear. O governo iraniano, no entanto, nega a acusação.

Outros fatores que contribuíram para a queda nos preços do petróleo hoje foram a decisão da Hess de fechar a refinaria Hovensa, que fornece combustível para a costa leste dos EUA, e a rejeição do projeto do oleoduto Keystone XL pela Casa Branca - notícia antecipada por fontes e confirmada após o fechamento do mercado de petróleo. As informações são da Dow Jones.

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