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O democrata Joe Biden acaba de prestar juramento no Capitólio e foi empossado como 46º presidente dos Estados Unidos. "Juro solenemente que vou desempenhar com fidelidade o cargo de presidente dos Estados Unidos. Farei tudo que estiver ao meu alcance para preservar, proteger e defender a Constituição", disse o agora líder da Casa Branca, com uma das mãos sobre uma Bíblia.

Kalama Harris também jurou respeitar a Carta Magna do país e foi empossada como a primeira vice-presidente mulher e negra.

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O juramento de Biden, que sacramenta a posse segundo os ritos norte-americanos, foi administrado pelo presidente da Suprema Corte, John Roberts.

Já Kamala teve o juramento administrado pela juíza da Suprema Corte Sonia Sotomayor.

O hino nacional dos Estados Unidos foi executado pela cantora pop Lady Gaga.

Donald Trump discursou pela última vez como 45º presidente dos Estados Unidos, nesta quarta-feira (20), na Base Aérea Andrews, depois de deixar a Casa Branca, em Washington D.C. "Nós voltaremos de alguma forma", declarou o republicano a apoiadores. Ao lado da esposa, Melania, ele desejou "sorte" e "sucesso" ao novo governo. Joe Biden tomará posse ainda nesta quarta-feira como 46ª presidente do país.

"O que fizemos foi incrível para qualquer padrão. Não fomos um governo comum", afirmou Trump, quatro anos depois de assumir o cargo.

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Entre outras medidas tomadas durante o período em que foi presidente, o republicano destacou o corte de impostos corporativos realizado em 2017. "Espero que não aumentem seus impostos", disse.

Trump ressaltou também o começo da vacinação contra a covid-19 no país e se vangloriou de a imunização ter sido desenvolvida em apenas nove meses. O republicano disse que a economia americana deve apresentar "bons números" nos próximos meses e pediu: "Lembrem de nós."

Joe Biden venceu Donald Trump na eleição presidencial de 3 de novembro de 2020. O democrata conquistou 306 votos no Colégio Eleitoral e o republicano, 232. Em um pleito atípico, em meio à pandemia de covid-19, o recorde de votos por correio atrasou a contagem em Estados decisivos. O resultado só saiu em 7 de novembro, quando o democrata foi declarado vitorioso na Pensilvânia.

Trump, porém, não aceitou a derrota. O republicano recorreu aos tribunais, mas não conseguiu reverter o resultado da eleição. Sem apresentar provas, ele alegava fraude no pleito. No dia 6 de janeiro de 2021, quando o Congresso estava reunido em uma sessão conjunta para certificar a vitória de Biden, apoiadores de Trump invadiram o Capitólio para tentar impedir o processo. Depois do confronto, os extremistas foram retirados do prédio. A sessão, então, foi retomada e terminou na manhã de 7 de janeiro.

A invasão do Capitólio por seus apoiadores levou Trump a se tornar o primeiro presidente americano a sofrer impeachment duas vezes na Câmara dos Representantes. Em 13 de janeiro, o processo aberto contra o republicano por "incitação à insurreição" foi aprovado na Casa com 232 votos a favor, incluindo 10 republicanos, e 197 contra.

O segundo impeachment ainda não foi analisado pelo Senado, que rejeitou o primeiro, no começo de 2020.

Emocionado, o presidente eleito dos EUA, Joe Biden, voou para Washington nesta terça-feira (19), véspera de sua posse, enquanto seu antecessor, Donald Trump - que vai ignorar a posse de Biden - pela primeira vez desejou sucesso ao novo governo.

Lágrimas rolaram pelo rosto do democrata em uma cerimônia de despedida em sua cidade natal, Wilmington, Delaware, onde ele homenageou seu falecido filho e político em ascensão Beau, antes de pegar um avião para a capital.

"Desculpe a emoção, mas quando eu morrer, Delaware estará escrito em meu coração", disse Biden. "Só lamento que ele não esteja aqui". Trump, que não aparecia em público havia uma semana, quebrou seus dias de silêncio com um discurso de despedida em vídeo.

Pela primeira vez, Trump pediu aos americanos que "rezem" pelo sucesso do novo governo de Biden - uma mudança de tom após semanas tentando persuadir seus seguidores de que o democrata trapaceou na eleição.

O republicano, porém, ainda não parabenizou Biden pessoalmente nem o convidou para o tradicional chá no Salão Oval.

Em um de seus últimos atos, Trump deve emitir dezenas de perdões, com muitas especulações sobre quem pode entrar na lista.

Do lado de fora da cerca da Casa Branca, o centro de Washington assumiu um visual distópico antes da posse, lotado de tropas da Guarda Nacional, barreiras de concreto e arame farpado, e praticamente sem a presença de pessoas comuns.

Para aumentar a tensão, espera-se que o Senado julgue Trump em breve, após seu histórico segundo impeachment pela Câmara dos Representantes por causa do ataque ao Capitólio.

- Biden chega à capital -

Biden partiu com sua esposa, Jill, para Washington, onde, à noite, fez um homenagem aos mortos pela covid-19 ao lado da nova vice-presidente, Kamala Harris.

Mais de 400 mil pessoas já morreram pelo coronavírus nos EUA. "Para curar, devemos lembrar. Às vezes é difícil lembrar, mas é assim que nos curamos. É importante fazer isso como uma nação", declarou Biden.

Na capital, o vasto gramado do National Mall, fechado ao público, foi preenchido com cerca de 200 mil bandeiras dos Estados Unidos para representar a multidão que, em outro contexto, participaria da posse.

Enquanto isso, mais de 20 mil soldados da Guarda Nacional estão em serviço, muitos carregando rifles automáticos e vestidos com equipamentos de combate completos.

Biden está chegando com uma forte mensagem de unidade, insistindo que pode trazer um país dividido de volta ao centro e, juntos, enfrentar suas múltiplas crises.

O discurso inaugural durará entre 20 e 30 minutos, de acordo com uma fonte familiarizada com os preparativos.

Para simbolizar o novo espírito, Biden convidou os dois principais senadores - o democrata Chuck Schumer e o republicano Mitch McConnell - e outros líderes do Congresso para participar de uma missa com ele na quarta-feira, antes da posse.

- Perdões -

Para Trump, a principal pendência agora é a esperada onda de perdões que ele está preparando. Segundo a imprensa americana, há cerca de 100 pessoas na lista.

O enorme indulto presidencial deve incluir uma mistura de criminosos de colarinho branco e pessoas cujos casos foram defendidos por ativistas da justiça criminal.

Os nomes mais controversos que têm sido alvo de especulações são Edward Snowden, Julian Assange e o influente conselheiro de Trump, Stephen Bannon.

Porém, Trump, segundo os últimos relatos da mídia dos EUA, se afastou da tentação de conceder a si mesmo um perdão preventivo. Isso irritaria seus apoiadores republicanos no Senado momentos antes do início do julgamento de impeachment.

Ao chegar a Washington na véspera de sua posse, o presidente eleito dos Estado Unidos, Joe Biden, prestou uma breve homenagem aos mais de 400.000 americanos que perderam a vida para o novo coronavírus.

"Às vezes é difícil recordar, mas é assim que curamos. É importante fazer isso como nação", disse Biden em declarações em torno do espelho d'água em frente ao Lincoln Memorial.

"Vamos acender as luzes na escuridão da fonte sagrada da reflexão e lembrar de todos que perdemos", disse Biden, o democrata de 78 anos enquanto 400 lâmpadas foram acesas em torno do espelho d'água em um memorial aos que morreram.

Os sinos das igrejas tocaram em Washington, enquanto as luzes do Empire State Building de Nova York brilhavam em vermelho, como um coração pulsante.

Biden, que também sofreu uma profunda tragédia pessoal e é conhecido por sua empatia, destacou a necessidade de unir a nação após o caos dos quatro anos de governo do presidente em fim de mandato, Donald Trump.

A véspera da inauguração é normalmente uma data de grandes multidões em Washington. Mas Biden, acompanhado pela vice-presidente eleita Kamala Harris, visitou o espelho d'água sob a visão extraordinária de um National Mall deserto, devido às restrições de reuniões sociais relacionadas à covid-19 e aos alertas de segurança reforçados após o ataque mortal ao Capitólio em 6 de janeiro.

No extenso gramado do Mall, no lugar de multidões de simpatizantes, foram colocadas milhares de bandeiras do país e dos seus 50 estados para representar as pessoas que não puderam estar em Washington para a posse.

"Por muitos meses, sofremos sozinhos. Esta noite, sofremos e começamos a nos curar juntos", disse Harris - que faz história como a primeira vice-presidente do país - na breve cerimônia do espelho d'água.

"Embora possamos estar fisicamente separados, nós, o povo americano, estamos unidos em espírito."

No início da tarde, Biden fez uma despedida emocionada dos residentes de seu estado natal, Delaware, antes de voar para a cidade onde serviu por décadas como senador e depois por oito anos como vice-presidente.

Os Estados Unidos retornam à "linha de frente" mundial, mas agora contarão com seus aliados para "vencer a competição com a China" e contra-atacar seus outros adversários. O secretário de Estado nomeado por Joe Biden, Antony Blinken, prometeu nesta terça-feira (19) romper com a diplomacia unilateralista e soberanista de Donald Trump.

"Podemos revitalizar nossas alianças fundamentais", dirá nesta terça Antony Blinken durante sua audiência no Senado, segundo o texto divulgado por sua equipe.

"Juntos, estamos em uma posição muito melhor para contra-atacar as ameaças semeadas por Rússia, Irã e Coreia do Norte e defender a democracia e os direitos humanos", indica o trecho antecipado.

As palavras de Blinken vão no mesmo caminho da mensagem repetida pelo presidente eleito de virar a página do governo Trump, que durante quatro anos deslocou seus aliados históricos, simpatizou com autocratas, quebrou acordos internacionais e desprezou organismos multilaterais.

Para isso, Biden voltará a colocar os Estados Unidos no Acordo de Paris sobre o clima. Também selecionou diplomatas experientes que faziam parte da gestão de Barack Obama, uma equipe pensada para retomar uma política externa mais tradicional.

Uma pesquisa do centro Pew Research mostrou que el 79% dos alemães, 72% dos franceses e 65% dos britânicos confiam nos planos de Biden.

- "Liderança americana" -

Na chefia desses diplomatas estará Blinken, um intervencionista que terá de lidar com um país que quer deixar de olhar para fora.

"A liderança americana ainda conta", dirá o secretário de Estado nomeado por Biden nesta tarde aos senadores, que decidirão nos próximos dias se ele obterá o cargo.

Blinken prometerá um retorno dos Estados Unidos à "linha de frente", mas de forma coletiva, porque "nenhum dos grandes desafios" do momento "pode ser resolvido por um país agindo sozinho".

"Guiados por esses princípios, podemos superar a crise da covid, o maior desafio compartilhado desde a Segunda Guerra Mundial".

"Podemos vencer a competição com a China", também dirá.

Descrito como "fraco" por muitos republicanos, Biden se comprometeu a ser "duro com a China".

Em seus últimos dias, o governo Trump tomou várias decisões diplomáticas que poderiam complicar Biden. No entanto, o secretário de Estado americano estendeu a mão nesta terça-feira ao seu sucessor, ao declarar que a China comete um "genocídio" contra os muçulmanos uigures.

Essa firmeza dará lugar a uma nova Guerra Fria como a que parecia se aproximar sob a liderança de Mike Pompeo, secretário de Estado de Donald Trump, ou a uma competição estratégica clara e mais pacífica, como querem os europeus?

A resposta para esta pergunta determinará "o sucesso ou o fracasso da política externa americana", afirmou antes das eleições de novembro o ex-diplomata Bill Burns, nomeado por Biden para comandar a CIA.

A dupla Biden-Blinken encara vários prazos iminentes que colocarão sua firmeza e capacidade de diálogo à prova.

O primeiro prazo será com Moscou, seu velho rival, com quem a dupla terá até 5 de fevereiro para estender o tratado-chave de desarmamento nuclear New Start.

O governo Biden, que quer deixar para trás a política de Trump de aproximação com o presidente russo, Vladimir Putin, terá de encontrar uma maneira de negociar, em meio à pressão do calendário.

- "Mundo pós-americano" -

Ainda mais crítico será o assunto iraniano. Biden prometeu voltar ao acordo internacional para evitar que Teerã adquira a bomba atômica, assinado em 2015 sob o governo Obama do qual era vice-presidente, e depois abandonado unilateralmente por Trump.

O novo governo terá de levantar as sanções que os republicanos endureceram até o final de seu mandato. Terá também de garantir que Teerã volte a cumprir as restrições nucleares impostas no acordo que foi sendo violado assim que Trump deixou o pacto.

O democrata também precisa provar para uma classe política americana cética que mostrará firmeza com as ações do Irã no Oriente Médio.

O papel de Blinken, seu fiel conselheiro de 58 anos, será ainda mais crucial, já que o começo do mandato de Biden estará monopolizado por crises internas, como a pandemia, a recessão econômica e as injustiças raciais.

A era Trump manchou a imagem dos Estados Unidos, principalmente nas últimas semanas com os ataques republicanos às instituições democráticas, ao negar sua derrota e, acima de tudo, após a invasão do Capitólio por parte de uma multidão incentivada pelo presidente.

"Levará muito tempo até que possamos defender o Estado de direito com credibilidade" no exterior, disse o ex-diplomata Richard Haass após o ataque ao Congresso.

O dia 6 de janeiro marcou, segundo ele, o início de um "mundo pós-americano, que não se caracteriza mais pela primazia dos Estados Unidos".

Para Thomas Wright, da Brookings Institution, consertar a democracia nos Estados Unidos "não é incompatível com defender a democracia em outros lugares".

"Os dois vão de mãos dadas", argumentou na revista The Atlantic, destacando que o trumpismo não é um fenômeno exclusivamente americano.

Joe Biden tomará posse como 46º presidente dos Estados Unidos nesta quarta-feira (20), em Washington, um dia histórico com um protocolo rígido, que terá seu auge ao meio-dia, quando ele fará seu juramento no Capitólio.

- Noite na Blair House -

O presidente eleito, de 78 anos, e sua esposa, Jill, vão passar a noite de terça-feira na Blair House, a residência oficial para convidados estrangeiros do presidente dos Estados Unidos, localizada em frente à Casa Branca, próximo à Lafayette Square.

- Missa -

Na manhã do dia 20 de janeiro, Biden participará de uma missa na Catedral de São Mateus, o padroeiro das autoridades, em Washington.

Católico praticante, o presidente eleito convidou os líderes do Congresso a se juntarem a ele.

Estarão presentes então a presidente da Câmara dos Representantes, a democrata Nancy Pelosi, o líder democrata no Senado, Chuck Schumer, e os líderes republicanos de ambas as casas, Kevin McCarthy e Mitch McConnell.

Essa missa "é uma parte importante do respeito à tradição", explicou o senador Chris Coons, próximo a Biden, à CNN.

- Juramento -

O presidente eleito chegará em caravana ao Capitólio para a cerimônia de posse que terá início às 11h locais (13h no horário de Brasília) em um palco montado em frente à vasta esplanada do Passeio Nacional.

A estrela do pop Lady Gaga cantará o hino nacional e sua colega Jennifer Lopez fará um uma apresentação musical.

Biden e sua vice-presidente Kamala Harris farão o juramento às 12h e então o já presidente realizará seu discurso inaugural, no qual expressará sua perspectiva de "derrotar a pandemia, reconstruir, unificar e curar a nação", de acordo com o comitê organizador.

- Homenagem em Arlington -

No início da tarde, Biden viajará para o Cemitério Nacional de Arlington, não muito longe do Capitólio, para deixar uma coroa de flores no Túmulo do Soldado Desconhecido, junto com os ex-presidentes Barack Obama, George W. Bush e Bill Clinton e suas respectivas esposas. Ele retornará em caravana à Casa Branca.

- Entrada a pé -

O comboio deve parar a algumas dezenas de metros da Casa Branca para que Biden entre a pé, cercado por uma escolta militar.

Ele deve assinar seus primeiros decretos presidenciais logo em seguida.

- Especial de TV -

Biden e Harris falarão à nação durante um especial de televisão que será apresentado pelo ator Tom Hanks e transmitido nos principais canais dos Estados Unidos a partir das 20h30 (22h30 no horário de Brasília).

Intitulado "Celebrando a América", o programa terá muitos convidados musicais, incluindo Jon Bon Jovi, Foo Fighters, John Legend, Demi Lovato, Bruce Springsteen, Justin Timberlake e Luis Fonsi, entre outros.

O presidente eleito dos Estados Unidos, Joe Biden, anunciou nesta terça-feira (19) a nomeação para ocupar o cargo da subsecretaria de Saúde, que será a primeira funcionária federal transgênero confirmada pelo Senado americano.

Biden escolheu Rachel Levine para ser subsecretária do Departamento de Saúde e Serviços Humanos (HHS em inglês) dos Estados Unidos, disse o escritório de transição presidencial em um comunicado.

Nos Estados Unidos, os altos cargos de governo precisam da confirmação do Senado, que passará a ser controlado pelos democratas depois que Biden e a vice-presidente eleita, Kamala Harris, tomarem posse na quarta-feira.

"Levine trará a liderança constante e a experiência essencial que precisamos para que as pessoas superem esta pandemia", disse Biden.

"Ela é uma opção histórica e profundamente qualificada para ajudar a liderar os esforços da Saúde de nosso governo", apontou.

Biden herdará várias crises ao chegar na Casa Branca, a maior delas sendo a pandemia de coronavírus, que deixa quase 400.000 mortos no país no último ano.

O presidente eleito planeja vacinar 100 milhões de pessoas durante seus primeiros 100 dias no cargo e disse que buscará bilhões de dólares do Congresso para financiar centros de imunização em massa.

Levine é atualmente secretária de Saúde do estado da Pensilvânia e professora de pediatria e psiquiatria na Escola de Medicina da Universidade Penn State.

Biden nomeou o político da Califórnia, Xavier Becerra, como secretário da Saúde. Se o Senado o confirmar, Becerra será o primeiro hispânico a liderar o HHS.

A futura porta-voz da Casa Branca afirmou nesta segunda-feira (18) que o governo de Joe Biden não prevê o levantamento das restrições a viagens impostas a grande parte da Europa e ao Brasil devido à pandemia, contradizendo uma medida anunciada pouco antes pelo presidente Donald Trump.

"Seguindo a recomendação de nossa equipe médica, a administração não tem a intenção de levantar essas restrições em 26 de janeiro. Planejamos reforçar as medidas de saúde pública em torno das viagens internacionais, para mitigar ainda mais a propagação da Covid-19", tuitou Jen Psaki. "Com a piora da pandemia e o surgimento de variantes mais contagiosas em todo o mundo, este não é o momento de levantar as restrições a viagens internacionais."

Jen se pronunciou minutos após Trump anunciar a reabertura de fronteiras com parte da Europa e o Brasil a partir do próximo dia 26, levantando as restrições impostas em março passado. "Esta ação é a melhor forma de proteger os americanos da Covid-19, permitindo, ao mesmo tempo, uma retomada segura das viagens", declarou o presidente em comunicado divulgado pela Casa Branca.

O Centros para o Controle e Prevenção de Enfermidades (CDC) americano emitiu no último dia 12 uma ordem a partir da qual se requer que todos os passageiros que entrarem no país por via aérea apresentem um teste negativo para a Covid-19. Essa decisão entrará em vigor no dia 26 e amplia uma limitação vigente desde dezembro para o Reino Unido, imposta após o surgimento de uma variante do novo coronavírus naquele país.

Em um de seus últimos atos, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, retirou na noite desta segunda-feira (18) as restrições de viagens por conta da pandemia de Covid-19 do Brasil, União Europeia, da Área Schengen e do Reino Unido a partir do dia 26 de janeiro - uma semana após deixar o cargo. As proibições permanecem apenas para China e Irã.

No entanto, Jen Psaki, a porta-voz do presidente eleito, Joe Biden, informou que o novo governo vai vetar a medida por conta do andamento da crise sanitária mundial.

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"Com a piora da pandemia, e mais variantes contagiosas aparecendo em todo o mundo, essa não é a hora de suspender restrições sobre viagens internacionais", escreveu em sua conta no Twitter.

A nota oficial assinada por Trump e pelo secretário de Saúde e Serviços Humanos, Alex Azar, traz que a decisão para retirar as restrições desses países é motivada por eles serem de "alta confiança" para aplicar a nova regulamentação sanitária imposta nos Estados Unidos a partir do dia 26 de janeiro.

As novas regras, entre outros pontos, exigem um teste negativo para o coronavírus Sars-CoV-2 realizado em até três dias antes da viagem e um outro feito em até cinco dias após a chegada ao território norte-americano.

A proibição para visitantes brasileiros irem aos EUA por motivos não essenciais entrou em vigor em maio - apenas residentes ou pessoas com motivo comprovado de trabalho podem entrar. Já os países europeus ainda vetam a entrada de norte-americanos por motivos não essenciais.

Os Estados Unidos são os mais afetados pela pandemia de Covid-19 no mundo, com mais de 24 milhões de casos confirmados e quase 400 mil mortes.

Da Ansa

O presidente Donald Trump deixará a Casa Branca esta semana com o menor índice de aprovação de sua presidência, com o apoio de apenas 34% dos americanos, revelou o instituto de pesquisas Gallup nesta segunda-feira (18).

O Gallup observou que o índice de aprovação médio de Trump durante seu único mandato foi de 41%, quatro pontos abaixo de qualquer um de seus antecessores, desde que o grupo de pesquisa reúne dados sobre o tema.

A aprovação do trabalho de Trump já registrava 35% nas pesquisas anteriores, principalmente depois que ele não condenou uma violenta reunião de supremacistas brancos em Charlottesville, Virgínia, em 2017.

A última pesquisa sobre a Presidência de Trump foi realizada na semana de 4 a 11 de janeiro, a mesma da invasão ao Capitólio por seus apoiadores em uma tentativa de anular a certificação da vitória eleitoral de Joe Biden, negada repetidamente por Trump.

Sua avaliação mais alta foi no início de 2020, quando ele enfrentava um impeachment no Senado sob a acusação de tentar obrigar a Ucrânia a ajudá-lo a difamar Biden e durante os estágios iniciais da pandemia, quando os americanos acreditaram que ele administrava bem a crise de saúde que já matou 398.000 pessoas no país.

A dois dias de se tornar o 46º presidente dos Estados Unidos, Joe Biden incentivou nesta segunda-feira (18) a união nacional com trabalhos de voluntariado, enquanto o presidente Trump continua entrincheirado na Casa Branca em uma capital repleta de militares e barreiras de segurança.

No Dia de Martin Luther King Jr., feriado que os americanos tradicionalmente dedicam ao serviço comunitário, o futuro presidente democrata viajou de sua casa, em Delaware, para o estado vizinho da Pensilvânia para participar da distribuição de alimentos para uma organização beneficente na Filadélfia.

"O serviço é uma forma adequada de começar a curar, unir e reconstruir este país que amamos", disse Biden em um vídeo postado no Twitter.

Mas este gesto do democrata de 78 anos, que simboliza seus pedidos de reconciliação após quatro anos de polarização política, enfrenta a dura realidade de múltiplas crises.

A pandemia de covid-19 castiga sem trégua os americanos, a distribuição de vacinas claudica e a recuperação econômica continua incerta.

E após a recusa de Trump em aceitar sua derrota eleitoral em novembro, o país está mais dividido e exasperado do que nunca.

- Alarme falso -

Washington segue em choque pelo ataque ao Capitólio em 6 de janeiro, quando uma multidão de simpatizantes de Trump invadiu a sede do Congresso na tentativa de invalidar a certificação da vitória de Biden.

A invasão deixou cinco mortos e provocou a segunda acusação de Trump pela Câmara de Representantes, desta vez por "incitar a insurreição", depois de ter sido absolvido pelo Senado em outro processo de impeachment no ano passado.

Quando Biden for empossado na quarta-feira, em uma plataforma montada na ala oeste do Capitólio, até 25.000 efetivos da Guarda Nacional vão patrulhar a cidade.

A enorme explanada do "National Mall", onde os americanos costumam ir em massa para assistir à cerimônia a cada quatro anos, também ficará fechada.

Postos de controle e grandes áreas de acesso bloqueado significam que haverá apenas poucos convidados. Medidas similares foram implementadas nos Capitólios estaduais de todo o país, onde as autoridades locais temem provocações de grupos de direita.

Quase 70 manifestantes foram acusados de participar da invasão ao Capitólio e centenas de pessoas estão sendo investigadas, entre elas legisladores e ex-membros ou membros ativos da polícia.

Para garantir que a própria Guarda Nacional não represente um risco para a segurança, o FBI informou que está verificando os antecedentes dos reservistas.

"Queremos nos assegurar de que temos as pessoas adequadas", disse à Fox News o general William Walker, chefe da Guarda Nacional de Washington.

Um ensaio da cerimônia de posse foi interrompido na manhã da segunda-feira e os participantes foram levados a um local seguro devido a uma "ameaça externa", informou a Polícia sobre o incidente, que se revelou um alarme falso.

- Trump avalia indultos -

Trump, que ainda não cumprimentou Biden nem o convidou a tomar chá no Salão Oval, como é tradição, esteve em grande parte ausente do cenário político nos últimos dias.

O presidente republicano prevê partir cedo na quarta-feira à sua residência em Mar-a-Lago, na Flórida. Ele será, assim, o primeiro presidente a não assistir à posse de seu sucessor desde Andrew Johnson, em 1869.

O helicóptero Marine One o levará da Casa Branca à Base Conjunta Andrews para embarcar no Air Force One, o avião presidencial que não poderá usar a partir do meio-dia. E segundo informações da Bloomberg, ele estaria organizando uma despedida militar para si próprio.

Mas antes de deixar o cargo, o bilionário se prepara para indultar ou comutar as penas de prisão de uma centena de pessoas.

Segundo a CNN e outros veículos, Trump tem uma lista de umas cem pessoas às quais concederá clemência. Os possíveis indultos mais polêmicos seriam para Edward Snowden, Julian Assange e o ex-assessor ultradireitista de Trump, Stephen Bannon.

Nos últimos meses, Trump indultou colaboradores e familiares condenados na investigação de um possível conluio entre a Rússia e sua equipe de campanha em 2016. Todos tinham em comum sua falta de cooperação com a justiça.

"E se Trump perdoar os terroristas que invadiram o Capitólio?", perguntou-se inclusive a líder dos democratas na Câmara de Representantes, Nancy Pelosi.

Aumenta também a especulação sobre se Trump dará o passo sem precedentes e legalmente nebuloso de outorgar indultos preventivos a si próprio e seus filhos, que foram assessores de campanha e da Casa Branca.

Se o fizer, seria um fim politicamente explosivo para seu já tumultuado mandato e poderia gerar revolta entre os republicanos do Senado, que deve iniciar em breve um julgamento político contra ele.

O Capitólio dos Estados Unidos, sede do poder legislativo federal do país, foi fechado nesta segunda-feira (18) devido a uma ameaça externa de segurança não especificada.

Medidas de segurança adicionais já vinham sendo introduzidas no Capitólio desde o último dia 6, quando apoiadores do presidente Donald Trump invadiram o edifício na tentativa de boicotar uma sessão do Congresso dedicada à certificação dos resultados da última eleição presidencial, vencida pelo democrata Joe Biden mas muito contestada por Trump e seus seguidores.

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Nesta segunda-feira (18), um ensaio da cerimônia de posse estava sendo realizado no local quando, segundo a Reuters, o Congresso foi bloqueado para entrada e saída devido a uma "ameaça externa à segurança". O ensaio, então, foi cancelado e os presentes foram evacuados por agentes que faziam a segurança do prédio.

A Polícia do Capitólio emitiu um aviso aos funcionários da Câmara dos Representantes e do Senado pedindo que ficassem longe das janelas e portas externas ou buscassem cobertura caso estivessem do lado de fora do edifício.

Mais tarde, no entanto, foi esclarecido que a movimentação teria sido causada por um incêndio nas proximidades do Capitólio, em um acampamento para pessoas desabrigadas da região.

Da Sputnik Brasil

O Ministério britânico das Relações Exteriores manifestou, nesta segunda-feira (18), sua "profunda preocupação" com a detenção do opositor russo Alexei Navalny, preso no domingo (17) ao desembarcar em Moscou procedente da Alemanha.

"É assombroso que Alexei Navalny, vítima de um crime hediondo, seja detido pelas autoridades russas", tuitou o titular da pasta, Dominic Raab.

A Rússia deve investigar "o uso de uma arma química" em seu território, em vez de "perseguir Navalny", acrescentou o ministro, referindo-se ao envenenamento do opositor russo. Raab também pediu sua "libertação imediata".

Mais cedo, o ministro alemão das Relações Exteriores, Heiko Maas, já havia se pronunciado nessa mesma direção.

Navalny "tomou a decisão consciente de voltar para a Rússia, que considera sua casa pessoal e política", e o fato de que tenha sido detido pelas autoridades russas logo ao chegar "é totalmente incompreensível", afirmou Maas.

Lembrando que a Rússia está vinculada por sua própria Constituição e por suas obrigações internacionais ao Estado de direito e à proteção dos direitos civis, o ministro acrescentou: "certamente, estes princípios também devem ser aplicados" a Navalny, que "deve ser libertado imediatamente".

Depois que o opositor, um carismático ativista anticorrupção e inimigo do Kremlin, foi vítima de "um grave ataque de envenenamento" em território russo, a Alemanha pede à Rússia que "investigue a fundo este ataque e leve os autores à Justiça", insistiu Maas.

Ainda nesta segunda, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, também pediu sua "libertação imediata".

No domingo (17), o secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, também reagiu à prisão de Alexei Navalny, detido ao retornar à Rússia pela primeira vez desde seu envenenamento no verão passado.

"Os Estados Unidos condenam veementemente a decisão da Rússia de prender Alexei Navalny", afirmou Pompeo em um comunicado.

"Notamos com grande preocupação que sua detenção é a última de uma série de tentativas de silenciar Navalny e outras figuras da oposição e vozes independentes que criticam as autoridades russas", completou.

Navalny foi detido no aeroporto de Sheremetyevo, em Moscou, menos de uma hora depois de chegar da Alemanha, onde estava se recuperando do envenenamento por uma substância neurotóxica que, segundo ele, foi encomendado pelo presidente Vladimir Putin.

Os EUA se uniram à União Europeia para condenar a medida, com Pompeo dizendo que "Navalny não é o problema. Exigimos sua libertação imediata e incondicional".

"Os líderes políticos confiantes não temem vozes concorrentes, nem cometem violência, nem detêm oponentes políticos injustamente", acrescentou.

- Sem acesso a advogados

De acordo com o Fundo da Luta contra a Corrupção, a organização fundada por Navalny, ele está sem acesso a seus advogados desde sua detenção "ilegal" ontem.

"Está detido ilegalmente, impedem que seus advogados o vejam", afirmou o Fundo.

Dois advogados conseguiram entrar na delegacia de Khimki, onde Navalny está, mas não puderam se reunir com ele, disse sua porta-voz Kira Yarmysh.

"Não lhes permitem ver Alexei", tuitou a porta-voz.

Em entrevista à Rádio Eco, de Moscou, uma de suas advogadas, Olga Mikhailova, afirmou que a polícia "viola a lei ao impedir a defesa" de se reunir com Navalny.

Um homem fortemente armado foi preso na sexta-feira (15) em Washington enquanto tentava passar por um dos muitos postos de controle perto do Capitólio, onde o presidente eleito dos EUA, Joe Biden, tomará posse em alguns dias, de acordo com um relatório policial consultado pela AFP.

Wesley Allen Beeler, da Virgínia, foi pego a poucos metros da sede do Congresso dos Estados Unidos na noite de sexta-feira. A polícia encontrou uma pistola carregada e mais de 500 cartuchos de munição com o homem, que foi preso.

Diante do violento ataque ao Capitólio por apoiadores de Trump em 6 de janeiro, Washington tomou uma série de medidas nos últimos dias e parece um campo de guerra, com blocos de concreto e arame farpado.

Às vésperas da cerimônia de posse do democrata Joe Biden, em 20 de janeiro, as autoridades temem novos problemas.

A uma semana da posse do presidente eleito Joe Biden, forças federais, a Guarda Nacional e a polícia de Washington começaram a levantar barreiras e a fechar o acesso a diversos prédios públicos e parques para evitar confrontos durante protestos que são organizados por radicais pró-Trump.

Segundo o jornal Washington Post, investigações do FBI revelaram que dezenas de pessoas que estão em sua lista de suspeitos de ligação com o terrorismo estavam em Washington no dia da invasão ao Capitólio. A presença dessas pessoas - a maioria supremacistas brancos - revelou uma falha nos procedimentos de segurança.

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O governo decidiu nesta quinta (14) fechar toda a região do National Mall, um conjunto de parques que abriga diferentes monumentos de ex-presidentes e memoriais que relembram datas e guerras importantes para a história dos EUA.

No dia da posse, todo o National Mall estará cercado e será acessível só à imprensa e ao pessoal de segurança. O fechamento é a mais recente de uma série de medidas de segurança para impedir o mesmo tipo de violência que abalou o Capitólio no dia 6. Autoridades locais e federais já estabeleceram uma zona de segurança no centro da cidade e convocaram mais de 20 mil soldados da Guarda Nacional para a posse presidencial, no dia 20.

A medida é significativa porque o Mall era onde grande parte do público se reunia para ver a posse no Capitólio.

Nesta quinta-feira, 14, por todo o centro de Washington, o som principal por vários quarteirões era o bipe de empilhadeiras descarregando mais cercas. Não havia carros, scooters ou turistas, mas trabalhadores erguendo barreiras. O Capitólio, que se revelou um alvo tão fácil no dia 6, agora é visível apenas através das cercas altas e pretas.

"Claramente estamos em águas desconhecidas", disse a prefeita de Washington, Muriel Bowser. Ela comentou que a "insurreição violenta" no Capitólio por partidários do presidente Donald Trump afetou o planejamento para a cerimônia de posse.

O FBI alertou que protestos armados de extremistas de direita estavam sendo planejados em todas as 50 capitais dos Estados, assim como em Washington, nos dias que antecedem a posse.

Por causa da pandemia e a ameaça à segurança, Bowser está pedindo às pessoas que não se dirijam ao Distrito de Columbia para a posse. A prefeita pediu a declaração do Evento de Segurança Especial Nacional, uma distinção que cria uma estrutura de comando e controle diferentes para a segurança.

O status é normal para uma posse presidencial e outros eventos importantes, como uma cúpula internacional ou o Super Bowl. Mas é raro iniciar o bloqueio tão antes do evento. Os veículos da polícia isolaram uma grande faixa do centro de Washington. Qualquer pessoa dentro do perímetro da posse pode ser detida e questionada.

A partir desta sexta-feira (15), todos os estacionamentos da zona restrita do centro serão lacrados até a posse. Bowser também está sendo pressionada a negar opções de hospedagem a manifestantes violentos. Vários hotéis no centro, incluindo um que se tornou o ponto de encontro da facção militante Proud Boys, fecharam na semana passada. (COM AGÊNCIAS INTERNACIONAIS)

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

O Brasil pediu ajuda aos Estados Unidos para tentar socorrer a rede de saúde do Amazonas após o estoque de oxigênio acabar em vários hospitais de Manaus nessa quinta-feira (14). O pedido é que um avião da US Air Force auxilie no transporte de cilindros de oxigênio para a cidade. "Tem lugar que tem oxigênio, mas não tem uma aeronave que o transporte em cilindro", afirmou o deputado federal Marcelo Ramos (PL-AM). "Estamos tentando, junto à embaixada dos EUA, a liberação de um avião da Força Aérea americana, um Galaxy, para levar o oxigênio", afirmou ele. O Estadão confirmou com o Itamaraty que o pedido já foi feito e a embaixada dos Estados Unidos disse estar "em contato com as autoridades brasileiras para tratar do assunto".

A Força Aérea Brasileira também tem atuado para tentar socorrer a rede de saúde amazonense. Anteontem, uma aeronave levou 8 toneladas de equipamentos hospitalares. Outros dois aviões Hercules C-130 partirão de Guarulhos (SP) com mais cilindros.

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A White Martins, que produz oxigênio hospitalar em Manaus, não está conseguindo suprir a "demanda exponencial" do sistema amazonense e tenta viabilizar a entrega de suas outras plantas. Ela avalia a disponibilidade do insumo em suas operações na Venezuela e "atua para viabilizar sua importação".

Nas contas da White Martins, a demanda por oxigênio disparou cinco vezes mais em duas semanas, alcançando um volume de 70 mil metros cúbicos por dia. A empresa consegue produzir apenas 28 mil metros cúbicos por dia.

Empresas privadas também se movimentam para ajudar. A regional da Moto Honda da Amazônia disse, em nota, que doou 14 cilindros. A Whirlpool formalizou a doação de mais de 3 mil metros cúbicos de oxigênio. De São Paulo, 32 tanques criogênicos aguardam o apoio do governo para serem levados até o Amazonas.

Famílias tentam comprar cilindro por conta própria

No desespero pela falta de atendimento adequado, muitas pessoas estão tentando comprar oxigênio por conta própria para garantir a vida de parentes com sintomas graves de covid-19. O professor de Educação Física Walhederson Brandão Barbosa, de 38 anos, está correndo contra o tempo para não deixar a mãe sem o insumo.

"Já recarreguei o cilindro três vezes e agora estou indo encher um maior; a família toda está mobilizada para mantê-la com oxigênio", conta.

Barbosa relata que a mãe está internada com sintomas de covid-19 na Unidade de Saúde de Pronto-atendimento José Jesus Lins, no bairro Redenção, zona centro-oeste de Manaus. "Às 8 horas, soubemos que faltou oxigênio. Lá dentro eu vi mais de cinquenta pacientes entubados; minha mãe está com boa saturação e está na sala de inalação improvisada no local, mas ainda assim precisa de oxigênio porque está com cateter nasal. Nós estamos comprando agora um cilindro de dez litros e pagando R$ 1 mil."

Sensibilizados com a situação no Amazonas, artistas se mobilizaram nas redes sociais pedindo doações. O humorista Whindersson Nunes divulgou a compra de cilindros para hospitais em Manaus. "Providenciando 20 cilindros de 50 litros de oxigênio pra distribuir nas unidades mais urgentes em Manaus! Alô, meus amigos artistas! Na hora de fazer show é tão bom quando o público nos recebe com carinho né, vamos retribuir?", escreveu Whindersson no Twitter.

Além de cobrar os amigos, Whindersson aproveitou para divulgar os dados das instituições que estão recebendo doações para providenciar oxigênio para a rede pública da cidade. A publicação foi compartilhada pelo comediante Marcelo Adnet. Fãs dos artistas agradeceram a ajuda nas redes sociais.

O apresentador Luciano Huck também reagiu ao post. "Conte comigo nesta corrente do bem. Vou doar também", disse, criticando também o Ministério da Saúde pelo "negacionismo, incompetência e descoordenação".

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Extremistas de direita e supremacistas brancos trabalharam para atrair membros do exército dos Estados Unidos e ganharam apoio no ano passado, anunciou nesta quinta-feira (14) o Departamento da Defesa.

Uma semana após o ataque ao Capitólio por partidários do presidente Donald Trump, o Pentágono informou que iniciará uma investigação sobre a extensão do extremismo nas fileiras militares.

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Um alto funcionário da defesa, que pediu anonimato, disse à imprensa que houve um aumento das atividades de extrema direita entre os militares no ano passado, embora ele tenha observado que isso ocorre em paralelo em toda a sociedade.

“Sabemos que alguns grupos estão tentando ativamente atrair nossas equipes para suas causas, ou encorajar seus membros a se alistarem para adquirirem habilidades e experiência em nossa força”, explicou ele.

"Reconhecemos que essas habilidades são altamente valorizadas por alguns desses grupos, não apenas pela capacidade que lhes conferem, mas também porque dá uma pintura de legitimidade ao seu pensamento", acrescentou.

Os militares estão cientes do problema há muito tempo. Mas o assunto tomou novo rumo devido à participação de militares e policiais da ativa e aposentados no ataque ao Capitólio em 6 de janeiro.

Um capitão, especialista em operações psicológicas na Carolina do Norte, organizou um grupo de 100 pessoas para participar do protesto. Desde então, pediu para sair.

“No Departamento de Defesa, estamos fazendo tudo o que podemos para eliminar o extremismo”, disse Garry Reid, que supervisiona a Inteligência e a aplicação da lei no gabinete do secretário.

“A política do Departamento de Defesa proíbe expressamente os militares de defender causas supremacistas, extremistas ou ideologias de gangues criminosas”, disse Reid.

O gabinete do inspetor-geral independente do Pentágono anunciou nesta quinta-feira a abertura de uma investigação para analisar a eficácia de programas que buscam prevenir o crescimento do extremismo e o apoio a gangues em uma força militar de dois milhões de efetivos.

Mas até agora não foram divulgados números sobre a magnitude do problema.

Um total de 14 senadores pediram ao Pentágono nesta quinta-feira para examinar o assunto mais de perto.

“A questão da supremacia branca e da ideologia extremista não é nova entre nossos militares, mas o ataque ao Capitólio deixou claro que essa tendência alarmante deve ser tratada imediatamente”, disseram eles.

Eles observaram que uma pesquisa conduzida pela publicação Military Times no ano passado revelou que um terço dos militares na ativa entrevistados percebiam sinais de supremacia ou ideologia racista entre as tropas.

O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, disse em live com o presidente Jair Bolsonaro que irá colocar seis aviões da Força Aérea Brasileira (FAB) para transportar oxigênio para o Amazonas. Como o Broadcast Político mostrou mais cedo, o governo brasileiro pediu ajuda aos Estados Unidos para tentar socorrer a rede de saúde do Amazonas após o estoque de oxigênio acabar em vários hospitais da capital, Manaus, nesta quinta-feira, 14. A situação levou pacientes internados à morte por asfixia, segundo relatos de médicos.

"A procura por oxigênio na capital subiu seis vezes, então, já estamos ai em 75 mil metros cúbicos de demanda de ar na capital e 15 mil metros cúbicos no interior. Estamos já com a segunda aeronave entrando em circuito hoje, a C-130 Hércules, fazendo o deslocamento Guarulhos - Manaus e a partir de amanhã entram mais duas e chegaremos a seis aeronaves, totalizando ai algo em torno de 30 mil metros cúbicos por dia, a partir de Guarulhos. Nessa ponte aérea, existem também os deslocamentos terrestres", afirmou Pazuello.

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Pazuello disse ainda que Manaus, capital do Estado, não teve a "efetiva ação no tratamento precoce da covid-19" e reconheceu que há um colapso no atendimento público da cidade e que apoia o Estado.

A equipe de Joe Biden, presidente eleito nos Estados Unidos da América, está preparando um grande evento de posse, que será realizado no dia 20 de janeiro, em Washington. Com o objetivo de mostrar a diversidade da nação, foram convidados diversos artistas e personalidades para se apresentar na ocasião. Lady Gaga vai cantar o hino nacional e Jennifer Lopez também deve se apresentar durante a  cerimônia. 

Segundo a agência Reuters, a equipe de Biden explicou a escolha das duas cantoras da seguinte maneira: “Elas representam uma imagem clara da grande diversidade da nossa grande nação. Joe Biden é o 46º presidente eleito dos EUA, e sua vice, Kamala Harris é a primeira mulher negra eleita vice-presidente do país. 

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A cerimônia de posse contará ainda com outras personalidades, como uma ex-vencedora do Prêmio Nacional de Poeta da Juventude, um padre católico e um pastor da cidade onde mora Biden, Wilmington, no Delaware. A cerimônia também contará com comentários de um bombeiro negro da Geórgia.


 

Donald Trump se tornou o primeiro presidente americano na História a enfrentar um impeachment duas vezes, quando a Câmara de Representantes aprovou nesta quarta-feira (13) o procedimento, acusando-o de incitar a invasão ao Capitólio, sede do Congresso, na semana passada.

O Senado não deve celebrar o julgamento antes de 20 de janeiro, quando o democrata Joe Biden assumirá a Presidência, o que significa que o magnata do setor imobiliário se livrará do risco de ter que deixar o cargo antecipadamente.

No entanto, ele encerrará seu mandato com desonra, e enfrentará depois o julgamento no Senado, e se for condenado, provavelmente será impedido de disputar a Presidência de novo em 2024.

"Donald Trump merecidamente se tornou o primeiro presidente da História americana com a mácula de enfrentar o impeachment duas vezes", disse o senador democrata Chuck Schumer, que se tornará líder da Câmara alta em uma semana.

Na Câmara de Representantes, a pergunta era apenas quantos republicanos haviam se unido à maioria democrata na votação por 232 a 197. Na contagem final, dez republicanos romperam com suas fileiras, inclusive a número três do partido na casa, Liz Cheney, filha do ex-vice-presidente Dick Cheney.

Com Washington sob tensão sete dias após o ataque ao Capitólio, Trump pediu calma.

"Insisto para que NÃO haja violência, NÃO sejam cometidos delitos e NÃO haja vandalismo de nenhum tipo. Isso não é o que eu defendo, nem tampouco o que os Estados Unidos defendem", afirmou em um comunicado emitido pela Casa Branca.

Pouco antes, a presidente da Câmara de Representantes, a democrata Nancy Pelosi, acusou Trump de ter incitado uma "rebelião armada" ao pedir votos pela sua deposição.

"O presidente dos Estados Unidos incitou esta insurreição, esta rebelião armada", declarou a líder democrata antes da votação da acusação formal pelo ataque ao Capitólio que deixou cinco mortos e chocou o mundo.

"Deve partir. É um perigo claro e presente para a nação que todos amamos", disse ela em um Congresso entrincheirado.

A sete dias da posse de Joe Biden, Washington, sob um forte esquema de segurança, estava irreconhecível.

- Militares no Capitólio -

As imagens eram impactantes: dezenas de militares da reserva passaram a noite dentro do Congresso. Muitos dormiam no chão das salas e corredores.

Blocos de concreto separavam os cruzamentos principais do centro da cidade; enormes barreiras de metal cercavam prédios federais, incluindo a Casa Branca, e a Guarda Nacional estava por todos os lados.

Os debates na Câmara dos Representantes começaram às 9h locais (11h de Brasília) e a votação do impeachment, às 15h locais (17h de Brasília).

Seu resultado marcou a abertura formal do processo de impeachment contra o 45º presidente americano.

As intervenções dos congressistas foram enérgicas. Trump é um "tirano", lançou a democrata Ilhan Omar. "Não podemos virar a página sem fazer nada", disse ela.

A republicana Nancy Mace afirmou que o Congresso deveria exigir que o presidente fosse responsabilizado por suas ações, mas considerou irresponsável agir de "forma precipitada".

Havia nuances nos discursos dos republicanos. O líder desse bloco na Câmara, Kevin McCarthy, reconheceu que Trump tem "responsabilidade" pelos distúrbios, mas considerou um erro submetê-lo a um impeachment em um curto espaço de tempo. Em vez disso, propôs uma declaração de "censura", que na prática tem um efeito basicamente simbólico.

Cada vez mais isolado, o tempestuoso presidente tentou na terça-feira minimizar o procedimento contra ele, descrevendo-o como uma "continuação da maior caça às bruxas da história política".

Poucos dias antes de partir para sua residência em Mar-a-Lago, Flórida, onde sua nova vida como "ex-presidente" deve começar, o magnata republicano parecia cada vez mais desconectado do que está acontecendo na capital americana.

Nenhum representante de seu partido apoiou o impeachment anterior em 2019, e apenas um senador, Mitt Romney, votou para condená-lo. O presidente foi então absolvido da acusação de reter ajuda financeira para obrigar a Ucrânia a investigar uma suposta corrupção de seu adversário político Biden.

Mas desta vez, o cenário é diferente.

- Virar a página? -

Em um sinal do que pode preocupar Trump e seu possível futuro político, Mitch McConnell, líder da maioria republicana no Senado, disse a seus aliados, segundo reportagens do New York Times e da CNN, que via o "impeachment" favoravelmente, considerando que o julgamento tem fundamento e ajudaria o Partido Republicano a virar a página de Trump para sempre.

Em nota a seus colegas, McConnell afirmou nesta quarta que não tomou ainda uma decisão sobre o impeachment do presidente Donald Trump e não descarta votar a favor. "Pretendo ouvir os argumentos legais quando forem apresentados no Senado", disse.

Este estrategista inteligente, aliado altamente influente e crucial de Trump por quatro anos, pode ser a chave para o resultado desse processo histórico, porque poderia encorajar senadores republicanos a condenar o 45º presidente americano.

Os democratas assumirão o controle da Câmara alta em 20 de janeiro, mas precisarão convencer muitos republicanos para obter a maioria de dois terços necessária para a condenação.

De Álamo, no Texas, para onde viajou para comemorar a construção do muro na fronteira com o México, ele tentou mostrar uma imagem menos agressiva, pedindo "paz e calma".

O presidente não assumiu nenhuma responsabilidade pelo incidente violento no Capitólio, garantindo que seu discurso foi "totalmente adequado".

Seu vice-presidente, Mike Pence, se recusou a invocar a 25ª Emenda à Constituição, que permitiria declarar o republicano inapto para o cargo.

Apesar dessa rejeição, a Câmara de Representantes aprovou uma resolução simbólica pedindo que ele invocasse essa emenda.

Ainda contando com o apoio de alguns parlamentares, o presidente está mais isolado do que nunca após uma série de renúncias em seu governo.

Criticado por sua demora em enviar a Guarda Nacional na quarta-feira, o Pentágono destacou até 15.000 membros para a posse.

Inicialmente mobilizados para fornecer apoio logístico à polícia, seus integrantes começaram a portar armas na noite de terça-feira.

A exemplo da tensão que reina em Washington, o Airbnb anunciou o cancelamento e bloqueio das reservas em sua plataforma na capital federal durante a semana da posse do futuro presidente dos EUA e o Google anunciou que a partir de quinta-feira bloqueará toda publicidade política.

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