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A deputada federal Carla Zambelli (PSL-SP) considerou “uma maluquice” a ação judicial por campanha antecipada que o PT quer promover contra o presidente Jair Bolsonaro (PSL) por ter falado da eventual ligação que o partido teria com a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC).

“É surreal. Se for assim, os petistas que diariamente falam mal do governo também serão enquadrados em ‘campanha antecipada’? É simplesmente uma maluquice!”, considerou a parlamentar.  

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Trecho de uma ligação entre líderes do PCC, interceptado pela Polícia Federal, foi vazado na semana passada. Nele, Alexsandro Roberto Pereira, conhecido como ‘Elias’, pontua que o PCC mantinha um “diálogo cabuloso” com o PT e critica a atuação do ministro da Justiça, Sergio Moro.  

Usando o Twitter, como de costume, o presidente teceu o seguinte comentário sobre o diálogo vazado: “A esquerda sempre alegou defender o diálogo. Já sabemos como eram feitos os diálogos no mensalão e petrolão. Dessa vez um líder da facção criminosa PCC revela sentir falta do ‘diálogo cabuloso’ que tinha com o governo na era PT. Sinal de que estamos no caminho certo”.

Nesta segunda, o PT prometeu que vai acionar a justiça eleitoral contra o presidente. Além de anunciar que processaria Moro, membros da Polícia Federal e a deputada estadual de Santa Catarina, Ana Campagnolo. 

O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, criticou nesta terça-feira o pedido de advogados de "mensaleiros" para adiar a publicação do julgamento, prevista para ocorrer até a próxima semana. De acordo com Gurgel, o adiamento seria "maluquice". "Suspender a publicação do acórdão é maluquice. Isso é maluquice", disse.

Com o adiamento, os advogados poderiam ganhar mais tempo para preparar os recursos contra as condenações impostas aos mensaleiros. Pelo regimento interno do Supremo Tribunal Federal (STF), eles terão cinco dias para protocolar os recursos após a publicação da decisão. Iniciado em agosto e concluído em dezembro, o julgamento do mensalão resultou na condenação de 25 réus por envolvimento com o esquema de compra de votos no Congresso durante o governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

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O STF está dividido sobre se o plenário deve analisar um recurso no qual os advogados pediram acesso antecipado aos votos escritos. Parte dos ministros defendeu nesta terça-feira que o presidente do Supremo e relator do processo do mensalão, ministro Joaquim Barbosa, submeta o caso à análise do plenário. "A ordem natural das coisas é votar, antes, em plenário, os agravos regimentais. Esse agravo tem que ser levado ao colegiado", disse o ministro Marco Aurélio Mello.

Mas o ministro Gilmar Mendes afirmou que é necessário publicar o resultado do julgamento. Segundo ele, está se fazendo 'muita mística' em torno dos recursos. "Está se fazendo muito lenda urbana em torno deste assunto. A rigor, temos é que publicar o acórdão e seguir os passos. Se for preciso dar prazo, ok, pode-se dar ou não", afirmou.

Ministros do STF estão mobilizados tentando convencer Barbosa a submeter os recursos à análise do plenário. Mesmo integrantes do tribunal que votaram pela condenação de réus consideravam um erro do presidente da Corte não levar o assunto ao plenário. Na quinta-feira (11), a reportagem do jornal "O Estado de S.Paulo" presenciou uma conversa entre o decano do Supremo, Celso de Mello, e o presidente da Corte. Celso de Mello fazia uma ponderação para que Barbosa levasse os recursos a julgamento pelo plenário antes da publicação do resultado do julgamento. Uma hora depois, um grupo de advogados protocolou o recurso pedindo que o plenário analise os requerimentos para concessão de mais prazo antes da publicação do julgamento.

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