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O presidente Jair Bolsonaro, que passa o feriado de carnaval no Guarujá, litoral paulista, andou pelas ruas da cidade pilotando uma moto. Ele foi seguido por seguranças motorizados e circulou pela orla da cidade até parar em uma padaria, onde conversou com populares e aproveitou para comer pão de queijo e beber refrigerante. O passeio foi transmitido ao vivo em vídeos publicados na página oficial do presidente no Facebook.

A previsão é que Bolsonaro descanse no Guarujá até a quinta-feira (27), hospedado no Forte dos Andradas. Ele está acompanhado da filha Laura. A primeira-dama, Michelle, permaneceu em Brasília com familiares. O horário de retorno à capital federal ainda não foi informado pela assessoria presidencial.

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O forte é sede da 1ª Brigada de Artilharia Antiaérea do Exército. O mesmo local foi utilizado pelo presidente durante o recesso de janeiro, e em outras ocasiões no ano passado, também para períodos de descanso. A unidade militar dá acesso a uma praia exclusiva.

No sábado (22), o presidente também andou pela cidade paulista, visitando estabelecimentos comerciais e cumprimentando apoiadores nas ruas.

Reforma administrativa

A expectativa, após o feriado de carnaval, é que o presidente envie ao Congresso Nacional a proposta reforma administrativa, que pretende mudar os direitos dos futuros servidores federais. A medida ainda não foi detalhada, mas os pontos adiantados pelo governo nos últimos meses incluem a revisão dos salários iniciais, a redução no número de carreiras e o aumento no prazo para o servidor atingir a estabilidade.

Depois de se afastar do PT anos atrás, lutar pelo impeachment de Dilma e apoiar Bolsonaro nas eleições, o músico Lobão, uma das figuras mais controvertidas e provocadoras da arena cultural do País, tornou-se um antibolsonarista radical. Em seu novo livro, Lobão: 60 anos a mil, que deve chegar às livrarias em meados de março, ele conta por que se afastou de Bolsonaro e solta o verbo contra o escritor Olavo de Carvalho, guru do presidente e de sua prole.

Nesta entrevista ao Estado, Lobão, de 62 anos, diz que Bolsonaro cometeu "estelionato eleitoral", ao trair promessas de campanha, como o combate à corrupção, e deve ser afastado do cargo. Segundo ele, Olavo "é o cérebro e a alma" do governo e o líder dos ataques feitos pelas legiões bolsonaristas contra adversários e aliados nas redes sociais.

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Nas eleições, você apoiou o presidente Jair Bolsonaro. Agora, tornou-se um antibolsonarista radical. Por que esse desencanto? Você se arrependeu de ter votado nele?

Não, não me arrependi. Não havia alternativa. Não poderia ficar mudo, porque fui um dos primeiros a ficar na oposição ao PT e a levar pedra do partido, em 2014, 2015. Então, depois de tanta luta, optei pelo Bolsonaro, porque achava uma imoralidade, uma obscenidade, o PT se eleger de novo após o impeachment da Dilma. Seria muito mais maligno do que entrar numa aventura com o Bolsonaro. Não houve desencanto. Meu tempo de tolerância é que foi muito mais curto (do que com o PT), porque os descalabros agora aconteceram numa intensidade e rapidez fora do comum.

No livro, você chama o presidente de "demente", "delirante", e diz que ele "não tem capacidade de administrar o Brasil". Por que essa ira contra ele?

Não é ira. É um diagnóstico. Sem nenhum tipo de destempero, posso dizer que ele não tem realmente condições de administrar o Brasil. Nem morais nem emocionais nem intelectuais. Eu o conheço pessoalmente. Quando falo que ele tem desequilíbrio moral, é só ver as milícias, as rachadinhas, o nepotismo, o estelionato eleitoral em que o governo se transformou. Emocionalmente, você o vê dando uma banana, xingando todos os presidentes do mundo. Intelectualmente, nem se fala. Um cara que não consegue ler três linhas de um livro já mostra que nunca teve apetite intelectual. Então, não se trata aqui de ira nenhuma. São fatos que ele nos mostra e que estou, friamente, localizando nas áreas emocional, moral e intelectual.

Você não acha os termos "demente" e "delirante" um exagero?

Não acho exagero, porque ele é um cara paranoico. Tudo para ele é teoria da conspiração. São todos paranoicos: ele, o Olavo de Carvalho, o (Abraham) Weintraub (ministro da Educação). Todos têm o mesmo discurso, desconfiam de Deus e o mundo. Para eles, quem não é olavista é comunista. Então, acho o delírio uma coisa bastante evidente.

Você diz que o Bolsonaro promoveu um "estelionato eleitoral". Ele não está cumprindo as promessas de campanha?

Houve traições desabusadas das promessas de campanha. Todo mundo sabe. Ele prometeu não concorrer à reeleição, mas só fala nisso desde antes da posse. Esvaziou a luta contra a corrupção, retirou o Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) do Ministério da Justiça. Transformou o (Sérgio) Moro num eunuco da Justiça. Ficou amigo do (Dias) Toffoli (presidente do Supremo) e com todas as falcatruas familiares sujou mais as mãos. Outra coisa são os efeitos colaterais. A agressividade e as condutas autoritárias estão à flor da pele. A milícia gerou uma metástase no Brasil, depois da entrada do Bolsonaro.

Em termos de promessas de campanha, o que mais o Bolsonaro estaria descumprindo, além do combate à corrupção?

É tanta coisa que só com uma cola para a gente enumerar de maneira precisa todas as traições. Ele prometeu extinguir a EBC (Empresa Brasil de Comunicação), que agora virou um antro de olavetes. Na economia, também fez uma série de desvios do que prometeu. Só com o cartão corporativo já gastou mais de R$ 1 milhão. Isso sem falar nas deformidades esdrúxulas na educação e nas relações internacionais, no nepotismo escancarado e obsceno, na volta da censura, na perseguição cultural, no revanchismo, no assassinato de reputações.

Você tem defendido a remoção do presidente do cargo, ainda que por vias democráticas. Não é uma solução muito radical?

Defendo o afastamento não só pela incompetência, porque é um perigo ter ali uma pessoa do nível do Bolsonaro, que fala o que ele fala. Ele é uma pessoa absolutamente horrorosa, um desserviço e um insulto para a Nação. Não tem o mínimo de dignidade para ocupar o cargo. O PT criou uma época de animosidade no País. A única salvação era ter um governo de aglutinação e apaziguamento. Mas não. Temos um governo que desde o começo detona a própria base, os chamados "isentões", que não são considerados puros dentro da receita bolsonarista. Isso tudo é um coquetel molotov para uma distopia social muito grave.

Você acredita que há clima para outro impeachment? Do ponto de vista legal, qual a justificativa?

Vamos falar claramente: a Dilma só foi impedida porque jogou o País na pior recessão da história. Com o (ex-presidente Fernando) Collor, aconteceu algo parecido. O Bolsonaro ainda está no vácuo do (ex-presidente) Michel Temer, que deu uma ajeitadinha na economia. O acordo do Mercosul com a União Europeia quem alinhavou foi o Temer. Mas o Bolsonaro xingou todo mundo e agora a gente provavelmente não vai conseguir nada. A mudança da embaixada em Israel de Tel-Aviv para Jerusalém vai criar animosidades com todo o Oriente Médio.

Mas, na economia, a situação não está melhorando?

Não vejo por que essa euforia toda. Está havendo uma evasão de investimento estrangeiro. O dólar está batendo recorde. Ainda por cima, tem a falta de habilidade do Paulo Guedes, que é um cara de pavio curto. A reforma da Previdência só foi aprovada porque o Congresso fez praticamente outra reforma. Então, com suas ações diplomáticas e medidas econômicas capengas, o governo Bolsonaro é um desastre. Temos quebra de decoro do cargo a três por quatro. Falta apenas vontade política. É só esperar a próxima cagada do presidente, enumerar tudo, colocar num dossiê e botá-lo no pau.

Como você vê a libertação do Lula e sua volta à cena política?

Pífia. Não houve nenhuma guerra civil, nenhuma luta ou efusividade maior. Ele está no oblívio total. Agora o PT está preocupado, querendo fazer autocrítica, porque não tem ninguém para colocar no lugar do Lula. Ele está muito desgastado também, porque, por mais que o brasileiro seja otário, não chega a ponto de voltar a engolir o Lula.

O que você pensa da polarização que a gente vive hoje no País?

Isso é o que há de pior que a gente pode ter. Espero que uma parte da população comece a se educar mais e a ter mais coragem, para formar um caldo de tolerância e não ficar refém desses dois extremos. A única forma de parar esse looping é ter uma coisa meio zen de falar "não vou entrar nessa pilha de insultos". Não estou dizendo para a gente ficar parado, mas utilizar as nossas armas com o mínimo de elegância e educação, para poder corrigir essa rota de destempero.

Qual sua opinião sobre o Olavo e a influência dele no governo?

Acho que ele é o cérebro e a alma do governo. Está vinculado ao clã Bolsonaro de maneira muito mais atávica, visceral, do que eu imaginava. Pensei que fosse uma coisa mais fortuita. Não é. O Olavo fica detonando todo mundo e os olavetes ficam promovendo esse espetáculo horroroso de linchamentos virtuais dos mais tóxicos possíveis.

Como você analisa os ataques virtuais dos bolsonaristas na internet contra adversários e aliados que fazem qualquer crítica ao governo ou ao presidente?

É uma coisa nociva e deletéria para eles próprios. Eles são autodestrutivos demais. Anseiam pelo purismo. Quem diverge um grau daquele vetor é isentão, comunista, não é direita, é esquerda. Com essa coisa de procurar uma pureza, se circunscrevem a um número cada vez menor de pessoas que aturam aquilo.

Na sua visão, qual a relação do presidente e de seus filhos com esses ataques virtuais?

Eles estão dentro dessa onda o tempo todo. São uma rede. Tem o tal "gabinete do ódio" dentro do Palácio do Planalto. É uma coisa obscena, promíscua, incestuosa, imoral. Isso é o bastante para ter impeachment. É absurdo a gente pagar para ser linchado. A gente vê todo dia o Carlos, o Eduardo, o próprio Bolsonaro publicando posts. O Flávio é o que menos aparece. Quando você ocupa um cargo público, representa uma instituição até deixar de ocupá-lo. Eles não notaram isso e continuam com essa presepada.

Há um líder nessas ações dos bolsonaristas? Quem é o comandante dessa legião?

Você tem alguma dúvida? É o Olavo, com seus asseclas. Foi ele que criou os vaporwaves. Todos os grupos de linchadores são olavetes. Não atacam a esquerda, mas aliados que manifestam discordância. Seguem a cartilha dos trotskistas, que botaram no paredão os social-democratas, seus primeiros aliados. Tem essa coisa de traição que não se coaduna com a política.

Como vê as ações do governo Bolsonaro na área cultural?

Um verdadeiro desastre. Quando assumiram o governo, começaram a falar em guerra cultural, em acabar com os comunistas. É muito nocivo. Evangelizaram tudo. O cara da Funarte (Fundação Nacional das Artes) falou que não vai subvencionar o rock porque é coisa de satanás. É um obscurantismo total. Quando não são pastores, são terraplanistas, olavistas. Censuraram o Chico Buarque. Estão dando palco para os artistas que estavam superdesgastados por anos de beneplácito chapa-branca nos governos do PT.

O que você pensa sobre a ida da atriz Regina Duarte para a Secretaria de Cultura?

É um tremendo cinismo, porque a agenda cultural não vai mudar. Fica essa cortina de fumaça cor-de-rosa, porque ela é muito fofa, mas já está sob ataque dos bolsolavistas, porque demitiu uma pastora. Ela não terá a liberdade de fazer o que deseja. Mesmo que tenha, está no lugar errado, na hora errada. Está na hora de derrubar o governo, democraticamente. Não dá para remendar um governo "irremendável". 

O presidente Jair Bolsonaro aproveitou a manhã deste sábado (22) para circular pelo Guarujá (SP), onde passa o carnaval. Acompanhado do deputado federal Hélio Lopes (PSL-RJ), o Hélio Negão, e de seguranças, Bolsonaro cumprimentou policiais e apoiadores e posou para fotos.

O presidente subiu em um ônibus municipal e cumprimentou o motorista e o cobrador. Depois, entrou em uma padaria, onde tomou um café no balcão e conversou com funcionários e clientes.

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Bolsonaro embarcou ontem à tarde (21) para o litoral de São Paulo. A primeira-dama, Michele Bolsonaro, não integra a comitiva. Ela já havia ficado em Brasília no fim do ano, quando o marido foi passar o réveillon na Bahia, e também não o acompanhou na cidade litorânea no fim de semana dos dias 11 e 12 de janeiro.

O presidente, porém, tem a companhia da filha caçula, Laura, de 9 anos, e do filho mais velho, o senador Flávio Bolsonaro (sem partido-RJ), que também leva a mulher e as duas filhas.

O presidente Jair Bolsonaro reiterou, nesta sexta-feira (21), que pretende ir aos Estados Unidos em março e confirmou que deve tentar atrair para o Brasil uma fábrica da montadora de carros elétricos de luxo Tesla. "Em março estarei nos Estados Unidos. Em nossa extensa agenda a possibilidade da Tesla no Brasil", escreveu o presidente no Twitter.

Na quinta-feira (20), o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) havia publicado em uma rede social que havia interesse do Brasil em trazer uma unidade da Tesla para o País. Ele disse ter participado de teleconferência com o ministro da Ciência e Tecnologia, Marcos Pontes, para tratar sobre o assunto.

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A empresa americana se notabilizou pela produção de carros elétricos com grande autonomia de bateria, mas também atua no mercado de energia solar. O carro mais em conta produzido pela companhia, o "modelo 3", custa US$ 39.990 nos Estados Unidos, o equivalente a R$ 175.448,13, com o dólar à cotação atual, em R$ 4,3873.

Um grupo de 71 senadores e deputados da Rede Sustentabilidade, do PSOL e do PT entrou com uma representação contra o presidente da República, Jair Bolsonaro, na Procuradoria Geral da República. Eles argumentam que Bolsonaro quebrou o decoro exigido para o cargo máximo do país “ao se utilizar de declarações potencialmente falsas para fazer insinuações levianas, sexistas, machistas e misóginas” contra a jornalista da Folha de S.Paulo, Patrícia Campos Mello.

O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) afirmou que esse é um ataque contra as mulheres e a democracia. Ele questionou o fato de um presidente da República proferir ataques contra jornalistas, a oposição e até o Congresso Nacional. Ao negar motivação política, Randolfe declarou que Bolsonaro atentou contra a dignidade humana, assegurada na Constituição, e as mulheres. Ele citou ainda que a representação tem como base um julgamento recente do Supremo Tribunal Federal (STF).

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"Fundamentamos este crime baseado inclusive no mandado de injunção julgado ano passado pelo Supremo Tribunal Federal, número 4.733, que estabeleceu que qualquer tipo de preconceito contra grupos vulneráveis, e se trata aqui da vulnerabilidade de ofensas às mulheres, compreende na sua dimensão social crime de todos os tipos", declarou Randolfe.

Fake News

Vice-líder do governo, senador Chico Rodrigues (DEM-RR) negou que Bolsonaro tenha ofendido a jornalista.

"O presidente Bolsonaro tem um jeito diferente de tratar várias situações, e, na verdade, sem nenhuma humilhação sem nenhum ataque, sem diminuir a qualidade a importância dos jornalistas. Às vezes, ele é provocado e qualquer ser humano quando provocado reage. Portanto, eu acho que isso é mais política do que mais um problema jurídico, um problema que possa levar o presente aos tribunais", afirmou.

Se o procurador-geral da República, Augusto Aras, acatar a representação, poderá oferecer denúncia ao STF por crime comum contra Bolsonaro.

Em depoimento à CPI das Fake News, o ex-funcionário da empresa de marketing digital, Hans River, acusou a repórter de oferecer sexo em troca de informação sobre o disparo de notícias falsas na campanha eleitoral contra o PT. Em resposta, o jornal Folha de S.Paulo publicou as transcrições das conversas entre o depoente e a jornalista, o que contradiz Hans River. Por seu depoimento falso, ele será reconvocado e poderá ter os sigilos quebrados.

*Da Agência Senado

O grupo 342 Artes, idealizado por Paula Lavigne, reuniu atrizes, cantoras e influenciadoras, nessa quarta-feira (19), como forma de protesto contra o presidente Jair Bolsonaro (sem partido). No vídeo, as artistas condenaram os insultos do político direcionados a Patrícia Campos Mello, jornalista da Folha de S.Paulo. 

Zélia Duncan, Fernanda Lima, Júlia Lemmertz, Astrid Fontenelle, Majur, Débora Nascimento, Elisa Lucinda, entre outras, demonstraram indignação. "Bolsonaro não pode mais seguir quebrando o decoro de forma impune. [...] Não iremos tolerar mais ataques à liberdade de imprensa e à democracia", diz a legenda no perfil do coletivo, publicada no Instagram.

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Confira:

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O presidente da República, Jair Bolsonaro, afirmou, nesta quinta-feira (20), que a reforma administrativa está "madura", embora ainda não esteja pronta. Ele também defendeu o atraso no envio da proposta ao Congresso.

Segundo Bolsonaro, de nada adianta o governo enviar a matéria e depois ter que pedir modificações no texto aos parlamentares.

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Antes, o ministro da Economia, Paulo Guedes, disse que Bolsonaro "está dando uma olhada na reforma administrativa" e que o governo vai fazer "umas mexidas (no texto) que são corretas".

Guedes também disse que é "normal" Bolsonaro pedir modificações em trechos que não considera corretos.

O ministro citou como exemplo a possível exigência de que os funcionários públicos não tenham filiação partidária.

Divergências

Guedes aproveitou as recentes divergências entre o governo e o Congresso para defender a aprovação das reformas e do Novo Pacto Federativo. Segundo ele, é preciso "transformar um aparente desentendimento" em algo construtivo.

Durante cerimônia de lançamento da nova linha de crédito imobiliário da Caixa, o ministro da Economia passou uma série de recados ao Legislativo. Guedes falou que "pode haver exagero de um lado ou outro", que "todo mundo fica nervoso" ao discutir questões orçamentárias, mas que não vale a pena brigar por cerca de R$ 10 bilhões quando há possibilidade do pacto federativo dar mais autonomia para Estados e municípios.

Guedes destacou que as reformas "têm várias dimensões" e que a classe política também está convidada para entrar nas discussões sobre pacto federativo. "Façamos as reformas e aí teremos 100% do orçamento para discutir e construir juntos", declarou.

Esta semana, ao reclamar da suposta "chantagem" que o presidente Jair Bolsonaro sofre do Parlamento, o ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Augusto Heleno, acabou expondo o descontentamento de deputados e senadores com Guedes.

Na avaliação da cúpula do Congresso, Heleno e Guedes são hoje os novos integrantes da "ala ideológica" do governo e insuflam Bolsonaro contra os parlamentares.

"Esse empurra-empurra (entre governo e Congresso sobre o orçamento) é normal", minimizou Guedes.

Em linha de raciocínio semelhante ao que diz Heleno, Guedes falou que se o orçamento impositivo for grande demais, fica parecendo que o País está em um "parlamentarismo branco", mas que o outro extremo também não é satisfatório para o Congresso.

Guedes afirmou, ainda, que é preciso respeitar quem ganhou a eleição. "Espera três anos e tenta de volta", declarou.

O ministro da Economia, Paulo Guedes, pode estar com "prazo de validade" até o mês de julho no governo do presidente Jair Bolsonaro. A informação foi publicada pelo blog do Tales Faria, no UOL, nesta quarta-feira (19). De acordo com a reportagem, será no segundo semestre do ano que ocorrerão as campanhas para as próximas eleições municipais e se a economia se manter desaquecida, como está, será difícil criar um clima de otimismo para garantir a escolha de aliados do presidente no pleito.

Desta forma, a partir de julho, Bolsonaro pretende limitar os "superpoderes" de Guedes, caso a economia não dê sinais de evolução, uma das promessas do ministro para 2020. Ainda segundo a publicação, o presidente teria conversado com auxiliares que nunca defendeu o liberalismo econômico, mas adotou as teses de Guedes porque foi convencido de que seriam eficazes.

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No entanto, Bolsonaro ainda estaria recebendo reclamações de empresários devido ao ritmo lento da economia. Apesar das especulações, na última terça-feira (18), Bolsonaro afirmou que Guedes seguirá até o fim do governo. A declaração foi dada depois que o ministro foi alvo de polêmica ao classificar os servidores públicos como "parasitas".

"Se Paulo Guedes tem alguns problemas pontuais e sofre ataques, é muito mais pela sua competência do que por possíveis deslizes, que eu também já cometi muito no passado. O Paulo não pediu para sair, tenho certeza de que ele vai continuar conosco até o último dia. Ele não é militar, mas foi um jovem aluno do colégio militar de Belo Horizonte", disse Bolsonaro, durante a cerimônia de posse de ministros no Palácio do Planalto.

Da Ansa

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), lamentou as ofensas do presidente da República, Jair Bolsonaro, contra a jornalista da Folha de S. Paulo Patrícia Mello e disse que declarações como essa geram perplexidade e insegurança na sociedade brasileira. Para Maia, o desrespeito à liberdade de imprensa sinaliza de forma negativa também para os investidores.

“Não preciso ficar narrando cada vez que um episódio triste, lamentável como esse acontece. Todo mundo sabe minha posição, [sobre] a importância da democracia para a liberdade de imprensa, todo mundo sabe o [meu] respeito às mulheres e aos jornalistas”, criticou Maia.

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Nesta terça-feira, Bolsonaro fez insinuações de caráter sexual em relação à atuação da jornalista Patrícia Campos Mello em uma reportagem sobre o disparo massivo de mensagens durante a campanha eleitoral.

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) usou o Twitter, nesta quarta-feira (19), para recordar um quadro polêmico do programa Caldeirão do Huck, apresentado por Luciano Huck - um dos nomes cotados para disputar o cargo de presidente em 2022. Na publicação, Eduardo lembra que o eventual presidenciável liderou um quadro chamado "Namorada para gringo", que promoveria encontro de brasileiras com turistas durante a Copa do Mundo de 2014. Na época, a iniciativa rendeu críticas ao global. 

O resgate protagonizado por Eduardo acontece horas depois de Luciano Huck usar a mesma rede social para alfinetar o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), diante da postura dele sobre a jornalista Patrícia Campos Mello, do jornal Folha de São Paulo. Bolsonaro fez insinuações de cunho sexual sobre a profissional, mas depois negou e culpou a imprensa por, segundo ele, interpretar mal sua fala.

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Ao abordar o posicionamento do presidente, nessa terça (18), Luciano disse que estava evitando comentar declarações públicas de políticos, por torcer pelo Brasil e não querer “alimentar fofocas e intrigas”, “mas as fronteiras da decência foram ultrapassadas”. “Triste e revoltante ao mesmo tempo. Respeito é a base de qualquer sociedade e pilar da democracia. Atiçar a violência contra a mulher e atacar o jornalismo independente são desserviços monstruosos. Meu apoio à mulher e jornalista Patrícia Campos Mello”, escreveu. 

Em resposta, nesta quarta, o filho de Jair Bolsonaro ironizou e disse: “Tem gente que só agora acordou para cobrar decência. Parece que estavam dormindo em iates ou jatinhos quando o Brasil era saqueado sem o mínimo pudor. Nesse tipo de situação a esculhambação chega a ser eufemismo”. Logo em seguida, publicou um print sobre o quadro "Namorada para gringo".

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O apresentador Luciano Huck afirmou que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) "atiça a violência contra a mulher" ao disparar críticas contra a jornalista Patrícia Campos Mello, do jornal Folha de São Paulo, e fazer insinuações de cunho sexual contra ela. 

Cotado como candidato à Presidência da República em 2022, Huck usou o Twitter, na noite dessa terça-feira (18), para abordar o assunto e, apesar de não mencionar diretamente o presidente, deixou claro que era dele que estava falando. 

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Ao abordar o posicionamento do presidente, o global disse que estava evitando comentar declarações públicas de políticos, por torcer pelo Brasil e não querer “alimentar fofocas e intrigas”, “mas as fronteiras da decência foram ultrapassadas”.

“Triste e revoltante ao mesmo tempo. Respeito é a base de qualquer sociedade e pilar da democracia. Atiçar a violência contra a mulher e atacar o jornalismo independente são desserviços monstruosos. Meu apoio à mulher e jornalista Patrícia Campos Mello”, escreveu. 

A repórter da Folha de São Paulo é uma das autoras das reportagens que denunciam os disparos de mensagens na campanha presidencial de 2020. O presidente ofendeu à jornalista nessa terça, fazendo insinuações sexuais contra ela. "Ela [repórter] queria um furo. Ela queria dar o furo a qualquer preço contra mim [risos dele e dos demais]", disse em entrevista. 

Uma semana após o governo anunciar um acordo com o Congresso sobre os vetos no Orçamento impositivo, o presidente Jair Bolsonaro determinou que seus auxiliares voltassem à mesa de negociação. Irritado, Bolsonaro disse a ministros que não quer ficar "refém" do Legislativo, pedindo dinheiro aos parlamentares e ameaçou até judicializar a questão caso seus vetos sejam derrubados no Congresso.

O acerto fechado com o Congresso na semana passada foi comemorado no Planalto como uma vitória do ministro Luiz Eduardo Ramos, da Secretaria de Governo, após o Parlamento ameaçar impor uma derrota histórica ao governo para controlar R$ 46 bilhões do Orçamento da União. O acordo devolveria ao Executivo o controle sobre R$ 11 bilhões das chamadas despesas discricionárias, que incluem investimentos e custeio da máquina, antes "carimbadas" pelos parlamentares para emendas. Também ficariam de fora do projeto, por exemplo, o prazo de 90 dias que havia sido estabelecido pelo Congresso para o governo garantir o pagamento das emendas e também a punição, caso o Executivo não efetuasse as transferências. Na reavaliação dos termos do acordo, Bolsonaro avaliou que não era vantajoso.

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Nesta terça-feira, 18, à noite, uma reunião convocada às pressas na casa do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), reuniu os ministros Luiz Eduardo Ramos, da Secretaria de Governo, e Paulo Guedes, da Economia.

A conversa também teve a participação do líder do governo no Congresso, o senador Eduardo Gomes (MDB-TO), o relator do Orçamento, deputado Domingo Neto (PSD-CE), e Cacá Leão (PP-BA), relator da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e do projeto que teve vetos de Bolsonaro. Juntos, eles tentavam desenhar um novo termo que satisfizesse o presidente. A pessoas próximas, Bolsonaro chegou a dizer que não seria transformado em uma "rainha da Inglaterra", uma alusão à ideia de que não seria o mandatário do País, mas sem poder de decisão.

Projeto.

À tarde, o presidente teve uma conversa com Davi Alcolumbre em seu gabinete, no Palácio do Planalto. Preocupado com o controle do Congresso sobre as emendas parlamentares, o governo avalia alterar a extensão do projeto. "Nada que não possa ser superado com diálogo e debate entre lideranças e as áreas econômica e política do governo", disse o senador Eduardo Gomes.

O parlamentar confirmou que o governo vai encaminhar o projeto acordado com o Congresso alterando a extensão do orçamento impositivo só depois do Carnaval.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

O governador Paulo Câmara (PSB) foi um dos 20 governadores que assinaram uma carta rebatendo as recentes declarações do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), que segundo os governantes, iam de contra à democracia. Para o socialista, o manifesto deixa claro a necessidade do diálogo do governo federal com os gestores.

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Entre as críticas apontadas na carta pelos governadores, está a fala de Bolsonaro sobre O ICMS, o qual o presidente desafiou os chefes executivos a zerarem o imposto sobre combustíveis. Durante a participação assembleia extraordinária entre estado e municípios, nesta terça-feira (17), Paulo Câmara ressaltou o presidente tem colocado discussões de maneira, muitas vezes desrespeitosa com governadores e a população.

“A partir do momento que você fala questões de maneira improvisada, sem conhecimento técnico, induz a população a erros de avaliação. E o presidente da República ele tem que ter justamente a responsabilidade e não levar debates sem nenhum tipo de possibilidade de um debate ser feito da forma correta da forma como ele tá sendo utilizado. O exemplo do ICMS e combustível é claro. O próprio ministro da Fazenda desmentiu o presidente na reunião com os governadores dizendo que não tem condições a União fazer da forma que o presidente colocou”. 

A carta também critica a postura de Bolsonaro em relação ao governador da Bahia, Rui Costa (PT), ao afirmar que o petista "mantém fortíssimos laços" com bandidos. Além disso, Bolsonaro disse que a "PM da Bahia, do PT" era responsável pela morte do ex-capitão do Batalhão de Operações Especiais (Bope) da Polícia Militar do Rio de Janeiro, Adriano da Nóbrega.

Paulo Câmara acrescentou que outros pontos precisam ser tratados de uma maneira “mais serena”, como o programa Bolsa Família. “O próprio caso aqui de Pernambuco em relação ao Bolsa Família precisa ser tratado de uma maneira mais serena e com mais responsabilidade e com uma capacidade de diálogo. Estou à disposição do presidente, os governadores estão à disposição do presidente. Queremos dialogar e não brigar”.

 

O presidente Jair Bolsonaro disse, na manhã desta terça-feira (18), que já tomou providências legais para garantir uma apuração "independente" sobre a morte do miliciano Adriano da Nóbrega, suspeito na morte da vereadora Marielle Franco (PSOL-RJ). Ex-capitão da Polícia Militar, Adriano tinha ligação com um dos filhos do presidente, o senador Flávio Bolsonaro (Sem partido-RJ).

Em conversa com jornalistas na frente do Palácio Alvorada, o presidente indicou que tem conhecimento prévio de uma ação que poderá ser tomada ainda nesta terça pelo Ministério Público Federal da Bahia para acionar uma perícia independente.

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"Pelo o que estou sabendo, o MP (Ministério Público) Federal da Bahia, não tenho certeza, vai cobrar uma perícia independente hoje. É o primeiro passo para começar a desvendar as circunstâncias que ele (Adriano) morreu e por quê. Poderia interessar para alguém a queima de arquivo. Contra quem ele teria para falar? Contra mim que não era nada. Contra mim teria certeza que os cuidados seriam outros para preservá-lo vivo", afirmou Bolsonaro no Palácio da Alvorada.

O presidente disse que tem receio de haver distorções na perícia oficial e que alguém poderia até inserir áudios supostamente falsos para relacioná-lo ao miliciano.

"Tem outra coisa mais grave. Vai ser feita perícia no telefone apreendido com ele. Será que essa perícia poderá ser insuspeita? Porque eu quero uma perícia insuspeita. Nós não queremos que seja inserido áudios no telefone de ou conversações no WhatsApp. Que depois que se faz uma perícia se porventura, vamos deixar bem claro, se porventura, uma pessoa seja atingida, que pode ser eu, apesar de ser presidente da República, quanto tempo teria para ser feita uma nova perícia? Vocês lembram do caso do porteiro", afirmou à imprensa.

Na segunda-feira, 17, um grupo de 20 governadores divulgou carta na qual critica Bolsonaro por declarações a respeito de Adriano e com suposições sobre os eventos envolvendo a morte. O ex-policial foi morto em confronto com a polícia baiana no dia 9 e acusado de chefiar uma milícia. Hoje, Bolsonaro classificou a carta como "grave".

"Essa carta (dos governadores ) tem uma algo mais grave ali. Eles estão criticando minha postura no caso do capitão Adriano. Eu esperava que os governadores esses que assinaram sobre esse assunto específico fossem querer uma investigação isenta no caso Adriano", rebateu Bolsonaro.

O presidente reforçou que não teria interesse em uma "queima da arquivo" no caso Adriano, mas lançou suspeitas de que alguém poderia ter feito isso para prejudicá-lo. "Os peritos alegaram ali, que tudo indica, os tiros foi a queima roupa (sic), então foi queima de arquivo. A quem interessa queima de arquivo? A mim, não. Zero. O que é mais grave agora: primeiro estou pedindo, já tomei as providências legais, para que seja feita uma perícia independente. Sem isso, não tem como buscar até quem sabe matou a Marielle. A quem interessa não desvendar quem matou a Marielle. Os mesmos que não interessam desvendar o caso Celso Daniel (então prefeito de Santo André, morto em 2002)."

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) afirmou, nesta terça-feira (18), que a jornalista Patrícia Campos Mello, do jornal Folha de São Paulo, queria “dar o furo” a qualquer preço contra ele. A fala do presidente, regada a risos, foi encarada por alguns como uma insinuação de cunho sexual. 

Na semana passada, sem apresentar provas, o ex-funcionário da Yacows, Hans River do Rio Nascimento, disse na Comissão Parlamentar de Inquérito das Fake News que Patrícia queria “um determinado tipo de matéria a troco de sexo”. A Yacows é uma empresa especializada em marketing digital e apontada como responsável por disparos de mensagens durante a campanha eleitoral de 2018, a favor do presidente Jair Bolsonaro.

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“Olha a jornalista da Folha de S.Paulo. Tem mais um vídeo dela aí. Não vou falar aqui porque tem senhoras aqui do lado. Ela falando: 'Eu sou (...) do PT', certo? O depoimento do Hans River, foi final de 2018 para o Ministério Público, ele diz do assédio da jornalista em cima dele", diz o presidente, ao ser abordado sobre o assunto na saída do Palácio da Alvorada na manhã de hoje. 

"Ela [repórter] queria um furo. Ela queria dar o furo a qualquer preço contra mim. Lá em 2018 ele [Hans] já dizia que ele chegava e ia perguntando: 'O Bolsonaro pagou pra você divulgar pelo Whatsapp informações?' E outra, se você fez fake news contra o PT, menos com menos dá mais na matemática, se eu for mentir contra o PT, eu tô falando bem, porque o PT só fez besteira", emenda Jair Bolsonaro. 

O presidente ainda reforçou: "Tem um povo aqui [em referência a um grupo de simpatizantes], alguém recebeu no zap uma matéria qualquer que suspeitou pra prejudicar o PT e me beneficiar? Ninguém recebeu nada. Não tem materialidade, zero, zero zero. Você não precisa mentir pra falar sobre o PT, os caras arrebentaram com Petrobras, fundo de pensões, BNDES..."

A repórter da Folha de São Paulo é uma das autoras das reportagens que denunciam os disparos de mensagens na campanha presidencial de 2020.

Depois da conquista de mais uma medalha no comando do Flamengo no domingo (16), o português Jorge Jesus foi até o Palácio da Alvorada nesta segunda-feira (17) para visitar o presidente da república Jair Bolsonaro. 

Jorge Jesus estava acompanhado do presidente do clube carioca, Rodolfo Landim, o vice de relações externas, Luiz Eduardo Baptista e pelo vice de futebol Marcos Braz. Além de Bolsonaro o ministro da Economia, Paulo Guedes também estava presente. 

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"Trouxeram sugestões de mudanças na legislação, para ajudar o futebol no Brasil. Não vou comentar, porque vai virar pauta e eu não quero pauta na imprensa nesse assunto", disse o presidente na saída do Palácio da Alvorada. 

Segundo a assessoria do clube carioca, uma comitiva foi ao Palácio a convite da presidência devido a conquista. O Flamengo venceu o Athlético-PR neste domingo no estádio Mané Garrincha, na capital federal. A partida valeu o troféu da Supercopa do Brasil 2020.

Em visita ao Sertão de Pernambuco, na última sexta-feira (13), o senador Humberto Costa (PT-PE) afirmou que o governo Jair Bolsonaro (sem partido) vem implantando “uma agenda anti-povo, que acaba com os direitos da população e desmonta as políticas sociais”. Para o senador, as medidas têm provocado a explosão da informalidade e o aumento da distância entre ricos e pobres no país.

“Nossa luta no Senado é para garantir a dignidade do nosso povo, que está sofrendo com essa política do governo Bolsonaro. Nem o presidente, nem os seus ministros têm respeito pelo povo brasileiro, eles não se importam com a pobreza. E já mostraram que não gostam do Nordeste ou dos mais pobres. Seguimos reafirmando o nosso compromisso de defender a região para que ela volte a ser prioridade e que a gente possa sonhar e garantir um futuro melhor para os nossos filhos e netos”, afirmou o parlamentar, em agenda no município de Tabira, onde participou da inauguração da Academia da Saúde, que recebeu uma emenda parlamentar do senador no valor de R$ 125 mil.

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Humberto também esteve no município de São José do Egito, onde entregou equipamentos agrícolas para a Associação de Desenvolvimento Comunitário de Fazenda Nova. O material foi adquirido por intermédio da Codevasf e é resultado de uma emenda de R$ 134.837,99.

Segundo o senador, os novos equipamentos irão fortalecer a agricultura familiar da região. “A agricultura familiar é uma fonte importante de renda para a região e é responsável por fornecer a maior parte dos alimentos à população. Por isso, precisamos sempre buscar alternativas que fortaleçam o trabalho do agricultor. Uma das prioridades do nosso mandato é conseguir recursos para cada município do nosso Estado porque a gente sabe que cada ação dessa interfere diretamente na vida de milhares de pessoas, traz emprego, garante qualidade de vida”, afirmou.

Assinado nesta semana pelo presidente Jair Bolsonaro, o decreto 10.240 de 2020 estabelece as regras para implementação do sistema de logística reversa para produtos eletroeletrônicos. O texto regulamenta o mecanismo previsto na Política Nacional de Resíduos Sólidos, sancionada em 2010, para que os fabricantes e importadores desses itens se responsabilizem pelo descarte de forma a reduzir os impactos no meio ambiente.

As empresas podem se associar para a criação de entidades gestoras que vão fazer o trabalho de divulgação e operação do sistema de logística reversa. Pelo decreto, cada companhia vai participar do financiamento na mesma proporção do tamanho dela no mercado. Há a possibilidade ainda das empresas criarem seus mecanismos de coleta de produtos de forma individual.

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É importante que fabricantes e importadores disponibilizem uma rede para que os consumidores levem os eletroeletrônicos fora de uso para o descarte adequado. Essa destinação final deve garantir que os componentes dos aparelhos não contaminem o meio ambiente. Está prevista a possibilidade de reciclagem desses materiais, uma vez que muitas das matérias-primas tem alto valor e podem ser reaproveitadas.

O decreto estipula que a constituição das entidades que vão fazer a gestão da logística reversa seja feita ainda este ano, até o dia 31 de dezembro. Assim, a partir de 2021, devem começar a ser instalados os pontos de coleta e a divulgação do sistema aos consumidores.

O sistema deve ser implantado, até 2025, nos 400 maiores municípios do país. O cronograma é gradativo. Em 2021, primeiro ano de funcionamento, deve ser atendidas 24 cidades e absorvido 1% do lixo eletrônico. São Paulo é o estado que deverá ter maior participação, com oito dessas localidades, no primeiro ano, e 95 ao fim do calendário de consolidação. A estimativa é que, em cinco anos, 17% dos aparelhos sejam recolhidos.

As cidades deverão ter, no mínimo, um ponto para cada 25 mil habitantes. A previsão é que em 2025 existam cerca de 5 mil pontos de coleta no país. Esses locais vão receber de forma gratuita os aparelhos para serem descartados.

O presidente Jair Bolsonaro e representantes do governo federal participaram hoje (15) da cerimônia de inauguração da alça de ligação da Ponte Rio-Niterói à Linha Vermelha, no Rio de Janeiro. Em discurso, o presidente exaltou os militares e destacou a estratégia de concessões e parcerias com o setor privado como forma de desenvolver o país.

“Esta ponte aqui [Ponte Rio-Niterói] foi um decreto de Costa e Silva, eleito, de acordo com a Constituição de 1967, presidente da República; e foi inaugurada no governo [do presidente Emílio Garrastazu] Médici. Esta parte aqui [alça de ligação à Linha Vermelha] é uma extensão dela”, disse. “O Brasil não existiria se não fossem as obras realizadas no governo militar”, completou.

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O presidente também se comprometeu a entregar obras que foram iniciadas em governos anteriores, mas que gostaria de fazer mais se não fosse a limitação do orçamento. "Nosso orçamento não nos contempla naquilo que nós gostaríamos de ter, mas procuramos fazer o melhor de nós para todos no Brasil”.

Presente na cerimônia, o ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, reforçou a estratégia de parcerias com o setor privado como forma de melhorar a infraestrutura do país. Segundo ele, as concessões ao setor privado são um “acerto” e o Brasil “está entrando no caminho certo”.

Participaram também do evento o chefe do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República, o general Augusto Heleno; o juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal, além de prefeitos e parlamentares.

A partir deste sábado, os veículos coletivos e de passeio que têm permissão de passar na Linha Vermelha poderão trafegar pelo trecho. A alça é um caminho mais rápido para quem sai de Niterói e acessa a Linha Vermelha, no Rio de Janeiro.

A Linha Vermelha é uma das principais vias expressas da capital fluminense, que liga os municípios do Rio e São João de Meriti, passando também por Duque de Caxias.

O viaduto tem 2,5 quilômetros de extensão em trecho elevado e duas faixas de rolamento. Segundo a concessionária Ecoponte, responsável pelo empreendimento, a obra também vai melhorar o trânsito na Avenida Brasil, no sentido zona oeste, atravessando o bairro do Caju. Assim, cerca de 15 mil veículos deixarão de cruzar a via para acessar a Linha Vermelha pela saída da ponte diariamente.

Em paralelo à alça com a Linha Vermelha, a Ecoponte também está construindo a Avenida Portuária, via expressa com dois sentidos, exclusiva para veículos de cargas, que ligará Manguinhos, na Avenida Brasil, com o portão 32 do Cais do Porto, no Caju. Segundo a concessionária, a Avenida Portuária está com 75% da obra concluída e com previsão de ser entregue em agosto de 2020.

O investimento da concessionária é de R$ 450 milhões na alça de ligação da Ponte Rio-Niterói à Linha Vermelha e na Avenida Portuária.

Após a cerimônia, o presidente Jair Bolsonaro participa, na tarde de hoje de celebração religiosa comemorativa dos 40 Anos da Igreja Internacional da Graça de Deus, em Botafogo. Após o evento religioso, Bolsonaro retorna para Brasília.

O presidente Jair Bolsonaro voltou atacar jornalistas na saída do Palácio da Alvorada, na manhã deste sábado (15). Desta vez, os ataques foram motivados por críticas feitas pela imprensa contra uma reforma no Palácio do Planalto, onde Bolsonaro mandou desmontar metade da biblioteca presidencial para instalar um gabinete com banheiro privativo para a primeira-dama, Michelle Bolsonaro.

“Vocês só se preocupam com besteira. Nenhum livro vai embora. Vai ficar tudo lá. A minha esposa faz um trabalho para pessoas deficientes de graça. Arranjei um lugar para ela trabalhar lá na Presidência, porque é melhor, fica mais perto dos ministros para despachar. Estão descendo a lenha que a biblioteca vai diminuir e em vez de elogiar a primeira-dama, vocês criticam? Tenha a santa paciência. Quem age dessa maneira merece outra banana”, disse Bolsonaro, aos jornalistas.

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Reforma

Com um acervo de 42 mil itens e 3 mil discursos de presidentes, a tradicional biblioteca da Presidência da República, está sendo reduzida pela metade por ordem de Jair Bolsonaro. O local deverá servir para instalação da sala da primeira-dama e da equipe do programa Pátria Voluntária, coordenado por Michelle, de acordo com informações de Bela Megale, na edição deste sábado do jornal O Globo.

Com a reforma, a biblioteca não terá mais capacidade de aumentar o acervo e os espaços de estudo, convivência e leitura serão praticamente extintos. O valor gasto com a mudança não foi informado. Em 2019, a Presidência gastou R$ 328,8 mil na montagem e decoração de um gabinete para a primeira-dama no bloco A da Esplanada dos Ministérios.

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