Tópicos | Museu da Bíblia

O governo do Distrito Federal anunciou na quarta-feira, 9, a construção de um Museu da Bíblia em Brasília. Com projeto original de Oscar Niemeyer, de 1987, a obra é orçada em R$ 63 milhões e terá capacidade para 50 mil pessoas.

A Carta de Intenções e Compromissos para a captação de recursos foi assinada pelo governador Ibaneis Rocha (MDB) em evento com a presença de integrantes da Frente Parlamentar Evangélica do Congresso e de lideranças evangélicas.

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A proposta é erguer o museu no chamado Eixo Monumental de Brasília, que inclui o Teatro Nacional e o Memorial JK, dentre outros. Por estar em área tombada, o projeto precisará ser aprovado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). O Plano Piloto de Brasília é considerado patrimônio mundial pela Unesco.

O museu terá 15 mil metros quadrados divididos em cinema, praça de alimentação, teatro, biblioteca, salas de palestras e espaços expositivos. Ele tem a construção prevista em um projeto de lei de 1991, cuja redação final foi publicada em 1995. Já foi chamado anteriormente de Templo da Bíblia, Memorial à Bíblia e Memorial da Bíblia.

Quatro croquis do projeto original estão disponíveis para visualização no site da Fundação Oscar Niemeyer. Em um deles, é mostrado que a obra tem uma abertura superior para a entrada de luz natural.

Segundo o governo do Distrito Federal, o museu terá o objetivo de preservar a "memória religiosa por meio da divulgação das sagradas escrituras, promovendo, de acordo com seus idealizadores, educação e cultura". Além disso, o espaço seria inspirado em um museu homônimo de Washington. A expectativa é que receba 100 mil visitantes ao ano.

No evento, o governador disse que a obra será a maior de sua gestão. "Ideologia, cada um tem a sua; time de futebol, cada um tem o seu e religião também; por isso nós temos a obrigação de respeitar as pessoas, a diversidade e as vontades delas que são feitas sob o manto de Cristo", disse.

Há pelo menos dois espaços expositivos com temática semelhante no Brasil, ambos ligados à organização evangélica Sociedade Bíblica do Brasil (SBB), que esteve presente no evento em Brasília. Um deles é o Museu da Bíblia, de Barueri, cidade da Grande São Paulo, e o Centro Cultural da Bíblia, no Rio. (Com informações da Agência Brasília).

Um museu dos Estados Unidos anunciou nesta segunda-feira que cinco peças apresentadas como fragmentos dos manuscritos conhecidos como Pergaminhos do Mar Morto são falsas.

O Museu da Bíblia em Washington retirou as peças de exibição após um pesquisador de uma instituição alemã concluir que não eram legítimas.

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"Esta foi uma oportunidade para ensinar ao público sobre a importância de verificar a autenticidade das raras peças bíblicas, do elaborado processo de análise assumido e do nosso compromisso com a transparencia", disse Jeffrey Kloha, curador chefe do museu.

Os Pergaminhos do Mar Morto, que incluem os manuscritos mais antigos conhecidos da Bíblia dos hebreus, datam do século III antes de Cristo ao século I depois de Cristo.

Os cerca de 900 rolos foram descobertos entre 1947 e 1956 em cavernas de Qumran, sobre o Mar Morto.

Os cinco fragmentos em questão estavam em exibição desde a inauguração do museu, em novembro de 2017, mas foram etiquetados com uma advertência de que havia um processo de investigação sobre sua legitimidade.

Em abril do ano passado, o museu enviou cinco de suas 16 peças dos Pergaminhos do Mar Morto ao Federal Institute for Materials (BAM) da Alemanha, que após estudos não confirmou sua autenticidade.

Segundo o pesquisador Kipp Davis, da Trinity Western University, "ao menos sete fragmentos da coleção dos Pergaminhos do Mar Morto são imitações modernas".

O museu substituiu as cinco peças em exposição analisadas na Alemanha por outras três, que também passam por uma revisão.

Um museu particular dedicado à Bíblia será inaugurado em novembro de 2017, em Washington.

A iniciativa é do milionário empresário Steve Green, conhecido nos Estados Unidos por suas posições religiosas e conservadoras.

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O "Museu da Bíblia" abrirá em pleno coração de Washington, na mesma região dos mais prestigiosos museus nacionais da capital. As obras começaram nesta quinta-feira.

Segundo seu promotor, trata-se do único museu no mundo dedicado ao Livro Santo.

Os objetos exibidos são parte da coleção pessoal de Steve Green, presidente da Hobby Lobby, uma rede familiar de móveis de Oklahoma (sul dos EUA).

Reunida em apenas cinco anos, a coleção é uma das maiores do gênero em mãos privadas, com cerca de 40 mil objetos. Entre eles, há fragmentos de manuscritos do mar Morto, Torás e um pedaço da Bíblia de Gutenberg.

"Queremos atrair a atenção de todos. A Bíblia é um livro que teve grande repercussão, que foi polêmico, amado, detestado. Acreditamos que as pessoas devem conhecê-lo", justificou Green, em entrevista coletiva.

Batista e neto de pastores pentecostais, Green não espera que o museu seja uma ode ao criacionismo, um debate ainda vivo nos Estados Unidos.

"Esse não será, necessariamente, um debate para o nosso museu", comentou.

A construção do prédio custará cerca de US$ 400 milhões.

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