Tópicos | Projeção positiva

O presidente Michel Temer (PMDB) afirmou, nesta sexta-feira (7), que acredita na aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 241/2016, responsável por determinar um teto para os gastos públicos nos próximos 20 anos, no primeiro turno, marcado para segunda-feira (10). Sob a avaliação do peemedebista, a expectativa é positiva porque os parlamentares “têm consciência” da necessidade de se limitar as despesas para a retomada do crescimento do país. 

“Fiz uma conexão muito grande entre Executivo e Legislativo. Até agora não perdemos nenhuma votação nenhum projeto que estava lá parado, aprovamos todos. Vamos conseguir apoiar o teto, não porque eu quero, mas porque eles têm consciência”, sentenciou em entrevista a Rádio Jornal. “O teto de gastos é para recuperar as contas públicas. Ninguém pode gastar mais do que arrecada. Ou acertamos as coisas, ou não vai dar para recuperar nada até 2024, quando a dívida pode chegar a 100% do PIB", acrescentou.

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Indagado se estava tentando terceirizar o anúncio de medidas mais duras para tentar recuperar a popularidade, Temer disse que não está preocupado com o assunto. Nessa quinta-feira (6), quem detalhou a PEC do Teto para a população brasileira foi o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, durante um pronunciamento em cadeia nacional. 

“Não estou terceirizando não, tanto é que estou dando entrevistas a muita gente. O que tenho feito mesmo é acabar com esta história de que quem manda é o presidente. Temos que dar espaço para todo mundo, principalmente àquelas que podem protagonizar o governo. Não estou preocupado com popularidade. Se ao fim destes dois anos eu tiver 2% ou 3% de popularidade e os 12 milhões de desempregados estiverem recuperado seus empregos, vou preferir receber o aplauso destes”, ponderou.

Já sobre a publicidade de alguns dados da gestão e a nova campanha que tem como mote “tirar o Brasil do vermelho”, Temer pontuou que o povo precisa conhecer a realidade da economia nacional. “Ou nós recuperamos a economia ou as coisas vão piorar. Se isso tivesse sido feito há quatro ou cinco anos, hoje teríamos um déficit zero. Nenhum país suporta isso que vivemos. Precisamos sensibilizar aqueles que querem recuperar o desenvolvimento do país”, observou. 

Michel Temer também tentou desmistificar a tese de que ele não olhará para o desenvolvimento do Nordeste. “O governo governa para todo o país e evidentemente para o Nordeste. Em pouco tempo você terá notícias de novos investimentos”, salientou. E ainda comentou sobre o Programa de Privatizações do governo. “Vamos vender os ativos da União que são desnecessários. O segundo ponto, aquilo que for possível conceder, vamos conceder. A União não pode fazer tudo sozinha. Não temos preconceito em relação a isso. O que importa é restabelecer a confiança do país”, pontuou. 

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