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A Petrobras anunciou na quarta-feira (1º) às distribuidoras um reajuste médio de 17,1% para o querosene de aviação (QAV), depois de ter reduzido o produto em 11,1% em janeiro, informou a Associação Brasileira de Empresas Aéreas (Abear). Comparando o valor cobrado pelo QAV em fevereiro de 2022, a alta representa um aumento de 37,8%, disse a entidade.

"Recente levantamento da Abear mostra que, em dezembro de 2022, o preço médio do QAV na bomba no Brasil foi quase 45% superior ao cobrado nos Estados Unidos", informou a Abear.

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De acordo com a entidade, a alta do preço do QAV permanece sendo o maior desafio das empresas aéreas brasileiras, já que o insumo representa cerca de 40% dos custos totais.

"A volatilidade da cotação do dólar também é preocupante, pois mais de 50% dos custos são dolarizados. É por isso que a Abear tem ampliado sua interlocução com o Poder Público, criando mesas de diálogo permanente com ministérios como o da Fazenda, de Portos e Aeroportos, do Turismo e com a Embratur", afirmou em nota o presidente da Abear, Eduardo Sanovicz.

A Petrobras anunciou na manhã desta sexta-feira (26) que vai reduzir o preço do querosene de aviação (QAV) em 10,4% a partir de 1º de setembro em suas refinarias. Trata-se de queda relevante nos preços de um insumo que vem pressionando os custos do mercado de aviação.

Esta é a segunda queda no preço do QAV da Petrobras a distribuidores anunciada em agosto. No início do mês, a Petrobras já havia reduzido os preços do combustível em 2,6%.

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Na tabela da Petrobras, em 1º de agosto, o preço do metro cúbico do QAV da Petrobras JET A1 variava entre R$ 5.536,50 em Manaus (AM) e R$ 5.7885,80 em Canoas (RS), enquanto, em janeiro, estavam entre R$ 3,2 mil e R$ 3,5 mil.

A queda anunciada nesta sexta vem em linha com recuos na cotação internacional do petróleo e alívios no câmbio, que também facilitaram três reduções na gasolina e duas no diesel nos últimos 40 dias.

A companhia reiterou em comunicado que em linha com os últimos 20 anos, os reajustes do QAV seguem mensais e são definidos por meio de fórmula contratual negociada com as distribuidoras.

"Os preços de venda do QAV da Petrobras para as companhias distribuidoras buscam equilíbrio com o mercado internacional e acompanham as variações do valor do produto e da taxa de câmbio, para cima e para baixo, com reajustes aplicados em base mensal, mitigando a volatilidade diária das cotações internacionais e do câmbio", informou a estatal em nota.

A Petrobras comercializa o QAV produzido em suas refinarias ou importado apenas para as distribuidoras. Estas empresas, por sua vez, transportam e comercializam o produto para as empresas de transporte aéreo ou revendedores.

A Latam Airlines Brasil anunciou nesta segunda-feira cinco novos voos diários como contrapartida do acordo de redução do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre o combustível de aviação, firmado com o Governo do Estado de Ceará inicialmente em maio de 2018.

Com a expansão, a frequência semanal na rota de Fortaleza para Brasília passará de 18 para 26 voos (ida e volta); nas rotas para Teresina (PI), Belém (PA) e Salvador (BA) o número de voos passará de 7 para 14 e na rota para São Luís (MA) passará de 11 para 15 voos.

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Em nota, a aérea informa que os novos voos no Ceará serão operados a partir de agosto de 2019, com foco no mercado doméstico brasileiro e na ampliação do volume de chegadas e partidas no Aeroporto Pinto Martins, em Fortaleza.

O incremento ampliará de 20 para 25 frequências diárias a operação regular da companhia no Estado. Segundo Jerome Cadier, CEO da Latam Brasil, o anúncio marca o segundo ano deste acordo que tem permitido o crescimento sustentável das operações da empresa no Ceará.

O ministro da Secretaria de Aviação Civil (SAC), Moreira Franco, defendeu nesta quinta-feira a redução do valor cobrado do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre o querosene da aviação. "É uma iniciativa extremamente importante não só para as companhias, mas sobretudo para o usuário, quem usa o avião como meio de transporte e ainda paga muito caro em função dos custos e dentro dos custos das companhias a questão do combustível é um dado fundamental", afirmou, que se reuniu com o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL).

Segundo o ministro, o combustível dos aviões chega a representar mais de 45% dos gastos das empresas. Para ele, esse custo é um problema que deve ser contemplado por todas as unidades da Federação, especialmente aquelas, como o Distrito Federal, que é um polo que organiza o sistema aéreo, recebendo e colocando aviões de todas as regiões do País. O Distrito Federal reduziu de 25% para 12% a alíquota do ICMS do querosene usado na aviação comercial.

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Moreira Franco lembrou que atualmente o senador Delcídio Amaral (PT-MS), relator do projeto de resolução enviado pelo governo, já discute o piso e o teto do ICMS nos casos de operações interestaduais. "Essa é uma questão que diz respeito ao Confaz (Conselho Nacional de Política Fazendária), não é do governo federal, é o núcleo de governança dessa parte federativa que é formada pelos secretários de Fazenda dos Estados", destacou.

O ministro voltou a defender o debate sobre o aumento da participação de empresas estrangeiros no capital das companhias aéreas nacionais. Atualmente o porcentual máximo é de 20%. Na passagem pelo Congresso, o ministro recebeu o relatório da Subcomissão Temporária de Aviação Civil do Senado.

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