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Na última segunda-feira (6), uma mãe candomblecista teve a matrícula da filha em uma escola municipal, na cidade de Maricá, no Rio de Janeiro, negada. Na ocasião, ela e a menina se dirigiram até a instituição de ensino trajadas conforme a religião. A mãe, identificada apenas como Brenda, alegou que elas estavam "de preceito" e as vestimentas foram uma orientação do Babalorixá.

No atendimento presencial, a funcionária se comunicava com Brenda por mensagens de texto e buscava instruções, mas não efetuou a matrícula. A mãe aguardava o retorno da diretora, que estava em horário de almoço, para solucionar a situação. No entanto, ela foi informada que a filha não seria matriculada, mesmo tendo realizado o procedimento de pré-matrícula on-line.

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Segundo o relato de Brenda, houve questionamentos acerca da idade da filha, série e até a veracidade dos documentos apresentados. O caso repercutiu nas redes sociais e a situação só foi resolvida um dia depois junto à Secretaria Municipal de Educação. Por meio de nota, a Prefeitura de Maricá alegou que não houve discriminação e que a conduta na escola foi seguindo o rito administrativo.

"A Prefeitura de Maricá reafirma, mais uma vez, sua defesa na pluralidade de religiões e repudia qualquer caso de intolerância religiosa, no âmbito de qualquer instituição pública, sobretudo nas escolas, onde o aprendizado sobre a diversidade e pluralidade do mundo são essenciais", diz trecho da nota.

Nesta terça-feira (10), a Confederação Nacional do Transporte (CNT) divulgou a sua 152ª pesquisa. De acordo com o levantamento, 78,6% das pessoas entrevistadas não concordam com manifestações políticas de líderes religiosos que sugerem aos fiéis em quem votar.

Apenas 18,3% concordam com essa indicação. 3,1% não souberam ou não quiseram responder sobre o tema. 

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Os evangélicos são considerados um dos pilares de sustentação política do presidente Jair Bolsonaro (PL) e podem garantir uma votação expressiva para ele. 

De acordo com pesquisa da XP/Ipespe divulgada no mês de abril deste ano, 40% das intenções de voto dessa denominação religiosa afirmaram que votariam no atual mandatário. O ex-presidente Lula (PT) é preferido por 33% dos evangélicos ouvidos.

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