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O WikiLeaks informou que contratou o juiz espanhol Baltasar Garzón para ser o líder do grupo de advogados que representam o grupo e seu fundador e editor-chefe, Julian Assange.

Garzón conquistou fama mundial por ter atuado agressivamente em casos internacionais de abuso dos direitos humanos. Ele ficou mais conhecido por indiciar o ex-ditador chileno Augusto Pinochet, em 1998.

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O WikiLeaks disse nesta terça-feira que Garzón encontrou-se recentemente com Assange na embaixada do Equador em Londres, onde o fundador do grupo está abrigado enquanto espera pela resposta de seu pedido de asilo. Os dois discutiram uma "nova estratégia legal" para o caso de Assange.

O fundador do WikiLeaks luta contra a extradição para a Suécia, onde é procurado para prestar esclarecimentos sobre supostos crimes sexuais, negados por ele. O WikiLeaks disse em comunicado postado no Twitter que Garzón expressou "sérias preocupações" sobre "a falta de salvaguardas e transparência" nas ações tomadas contra Assange. As informações são da Associated Press.

O juiz espanhol Baltasar Garzón se declarou inocente nesta quinta-feira, no último dia do julgamento no qual é acusado de ordenar escutas telefônicas ilegais em 2009 contra suspeitos de lavagem de dinheiro nas administrações regionais de Valência e Madri, governadas na época em que ocorreram as escutas pelo Partido Popular (PP), de centro-direita. O PP atualmente governa a Espanha com o primeiro-ministro Mariano Rajoy. A Lei espanhola não permite escutas telefônicas em tais casos. O veredicto do julgamento de Garzón, de 56 anos, só será conhecido em algumas semanas.

"A única razão de Estado que eu compreendo é a razão democrática dos cidadãos", disse Garzón em discurso no final da audiência. "Todas e cada uma das decisões que eu tomei têm justificativas. Elas foram tomadas dentro da mais estrita legalidade e interpretando as normas", afirmou. Garzón é acusado de prevaricação.

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Na próxima semana, Garzón voltará aos tribunais em outro caso em que também é acusado de prevaricação, quando ordenou a abertura de investigações sobre as desaparições sistemáticas de republicanos durante a Guerra Civil Espanhola (1936-1939). No caso, Garzón teria prevaricado, segundo os acusadores, porque ignorou a Lei de Anistia de 1977.

As informações são da Associated Press.

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