Tópicos | Matão

O prefeito de Matão-SP, Adauto Scardoelli (PT), morreu nesta sexta-feira (4) após ficar internado por um mês em tratamento de uma diverticulite, inflamação na parede do intestino.

De acordo com boletim médico, Scardoelli sofreu parada cardiorrespiratória em decorrência de um infarto agudo no miocárdio e morreu às 22h35 no Hospital Carlos Fernando Malzoni.

##RECOMENDA##

O Partido dos Trabalhadores emitiu nota de pesar nesta manhã. "O PT, São Paulo e o Brasil perdem uma grande liderança política e um excelente gestor", escreveu a presidente do partido, Gleisi Hoffmann.

Adauto Aparecido Scardoelli tinha 67 anos. Nascido em Taquaritinga-SP, deixa esposa e 4 filhos. Foi eleito prefeito de Matão pelo PT por quatro vezes, em 1996, 2004, 2008 e 2020. Na última vitória, recebeu 18.410 votos (44,42% do total). Quem assume a prefeitura é Aparecido Ferrari, que já ocupava o cargo interinamente.

Um jovem de 20 anos, identificado como Deybson dos Santos, atirou e matou Natasha Rodrigues, 14 anos, após ela recusar o pedido de namoro que ele tinha feito. Esse caso aconteceu no município de Bebedouro, São Paulo. A vítima chegou a ser internada na Unidade de Terapia Intensivo (UTI), mas não resistiu aos ferimentos e morreu.

O suspeito fugiu após os disparos, mas se entregou em Matão, SP, na manhã desta sexta-feira (4) onde foi preso. Segundo confirmações do site Estado de Minas, testemunhas relataram que Natasha chegou a ter um relacionamento rápido com o Deybson e que ele costumava frequentar a igreja com a garota.

##RECOMENDA##

Depois de um tempo, conforme relatos, o suspeito começou a pressionar a vítima para que eles namorassem, chegando a dizer que se por acaso não pudesse tê-la, a mataria. O que acabou se cumprindo tempo depois.

Ao ouvir um não da menina, o jovem sacou uma arma e disparou contra o peito e o pescoço da adolescente. Os órgão de Natasha Rodrigues foram liberados para doação. 

O assunto parece ser tão incômodo que os moradores de Matão, no interior de São Paulo, estão divididos entre os que falam e os que não falam sobre o escândalo que envolve o padre Edson Maurício, de 50 anos, da paróquia de Santo Expedito. Filmado em relação homossexual com um ex-detento de 32 anos, que tentou extorqui-lo, o padre virou pivô do assassinato de um policial militar e acabou suspenso das Ordens da Igreja Católica.

Na cidade de cerca de 82 mil pessoas, em que 56 mil se declararam católicos no Censo Demográfico de 2010, padre Edson, procurado pela reportagem e por fiéis na sua residência e na de familiares, desapareceu de cena - e deixou os colaboradores mais próximos em um silêncio constrangedor. "Nada a dizer sobre isso. Só quem pode falar é a diocese", avisa a secretária da Igreja de Santo Expedito, que se identificou apenas como Lizete.

##RECOMENDA##

E teve de falar. Na quinta-feira (22), o bispo da Diocese de São Carlos, d. Paulo Cezar Costa, invocou o Código de Direito Canônico - a Constituição da Igreja Católica - para decretar a suspensão do padre. A punição levou em consideração o "atentado contra o sexto mandamento do Decálogo", que diz respeito à castidade do sacerdote, com escândalo público.

Como consequência, as próximas missas das 10 e 19 horas de domingo no templo, que fica no bairro Benassi, de classe média alta de Matão, serão oficiadas por outro sacerdote. O prédio estava às moscas na tarde desta sexta-feira (23). As últimas celebrações com bom público foram as do domingo anterior, presididas por Edson Maurício, e ocorreram às vésperas do escândalo que ganhou os celulares dos matonenses.

O caso do padre com o ex-detento veio à tona na noite de segunda-feira, quando o sargento da PM Paulo Sérgio Arruda, de 43 anos, foi assassinado com dois tiros na casa do religioso. Ao delegado Marlos Marcuzzo, da Polícia Civil, o padre acabou contando que teve um envolvimento de foro íntimo com o suposto autor do crime, Edson Ricardo da Silva. Desde o início de fevereiro, Silva fazia ameaças e exigia R$ 80 mil para não fazer revelações sobre o caso. Sem dinheiro, o religioso chegou a negociar com o rapaz, que baixou o valor para R$ 60 mil.

Com medo de continuar sendo achacado, o padre foi a Araraquara conversar com um amigo que trabalha em vendas de veículos usados e este teria dito que buscaria orientação com policiais. Dias depois, o sargento Arruda fez contato com o pároco e orientou para marcar um encontro com o amante a fim de entregar o dinheiro. Na segunda, Arruda e outros três policiais foram à casa do padre, onde seria o encontro. O suspeito chegou com dois amigos, em duas motos. Ao entrarem na casa, viram o sargento e atiraram. Arruda levou dois tiros no peito. O sargento atuava no Batalhão de Araraquara, era casado e pai de três filhos.

Os outros suspeitos foram identificados como Luiz Antônio Venção, de 28 anos, e Diego Afonso Siqueira Santos, de 22. Eles teriam gravado o vídeo e estavam no local do crime. Todos tiveram as prisões decretadas e estão foragidos.

O vídeo com imagens do padre com seu amante está na maioria dos celulares, até de pessoas que falam do caso, mas não querem ser identificadas, como o frentista de um posto onde o padre abastece o carro. "Foi uma coisa chata, que ninguém esperava", disse.

Católico, mas de pouca frequência à igreja, que fica na rua onde mora, o engenheiro Carlos Cadiolli resume o sentimento. "É muita vergonha, uma pessoa que deveria servir de exemplo. Está sendo ruim para todos, principalmente para a imagem da Igreja Católica", disse. A faxineira Débora Cayres, de 41 anos, reluta em falar, mas depois diz que se sente traída. "A gente confia na Igreja e nos sacerdotes e ele acabou criando uma situação muito desconfortável."

Negativa

O advogado de Silva, Luiz Gustavo Vicente Penna, disse que seu cliente negou ter atirado. Segundo ele, Silva tinha um relacionamento homossexual com o padre havia cerca de três anos e o bancava financeiramente. Silva decidiu armar a extorsão depois que o religioso começou a pedir exclusividade e sua mulher, desconfiada do caso, pediu o divórcio. O dinheiro seria dividido com os comparsas. O advogado disse que Silva e Venção, também seu cliente, vão se apresentar à polícia, mas estão com medo. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Fotos de um cão amarrado e arrastado por uma moto foram divulgadas na internet e geraram revolta em Matão, no interior de São Paulo. O animal era puxado por uma corda no centro da cidade, segundo testemunhas, após não suportar mais acompanhar o motociclista.

O caso foi registrado no domingo, 26, e na tarde desta segunda-feira, 27, a Polícia Civil começou a ouvir os envolvidos. Uma mulher, responsável pelas imagens, contou ter visto o animal sendo arrastado pela motocicleta e que alertou o motociclista, que em um primeiro momento não se preocupou com a questão, vindo a parar o veículo somente um pouco à frente.

##RECOMENDA##

Com a placa da moto, a polícia conseguiu localizar o dono do animal. O delegado Alfredo Gagliano Júnior disse que é apurado o crime de maus tratos e que a pena pode chegar a um ano de prisão.

Já o acusado alega que o cachorro tinha fugido e que o carregava na garupa da moto, não tendo visto quando caiu. Um veterinário examinou o cão, que teve ferimentos leves.

Uma decisão da Vara do Trabalho em Matão, na região de Araraquara (SP), condenou nesta semana as quatro maiores indústrias de suco de laranja do País a indenização milionária por danos trabalhistas causados aos empregados do setor. As empresas ainda terão de interromper a terceirização de toda a cadeia de produção da fruta, desde o cultivo até a colheita, algo que tem sido comum e foi motivo de reclamação do Ministério Público do Trabalho (MPT).

A sentença foi proferida pelo juiz do Trabalho Renato da Fonseca Janon e prevê o pagamento de uma indenização que chega a R$ 455 milhões. São citadas as companhias Sucocítrico Cutrale, Louis Dreyfus Commodities Agroindustrial (LDC) e Citrovita/Citrosuco. Todas pretendem apresentar recursos. A Vara do Trabalho informou que os réus têm oito dias para apresentar defesa. Os fabricantes confirmaram nesta terça-feira que recorrerão do julgamento.

##RECOMENDA##

Janon levou em conta um período superior a dez anos de irregularidades trabalhistas que teriam sido cometidas. De acordo com o veredicto, a transferência a terceiros fica proibida tanto em terras das companhias quanto em áreas de parceiros. Foi estipulado o prazo de 180 dias para o cumprimento da determinação, sob pena de incorrer em multa diária no valor de R$ 1 milhão.

A dificuldade teria começado com o surgimento das cooperativas que passaram a responder pela apanha do fruto. Porém, houve a denúncia de que as empresas estariam por trás, coordenando tudo, porém, sem oferecer qualquer garantia aos trabalhadores que atuam terceirizados. Por isso, o juiz do Trabalho viu prejuízos à categoria em todos esses anos e impôs uma compensação elevada ao somar todo o tempo em que o sistema funciona dessa maneira.

Na visão da Justiça, as companhias lucrariam ao fiscalizar os pomares e controlar as entregas, mas sem ter qualquer responsabilidade sobre o trabalho nas lavouras. O Ministério Público prevê que a decisão deve atingir, diretamente, mais de 200 mil empregados do setor. Se mantida, eles deverão ser contratados pelas fábricas com todos os diretos assegurados a qualquer outro funcionário com registro em carteira.

Números

Pela resolução judicial, o valor do ressarcimento será dividido entre as quatro empresas. A Cutrale terá de arcar com R$ 150 milhões, enquanto que Citrosuco e Citrovita - que estão em processo de união - pagarão R$ 195 milhões. A Dreyfus desembolsará R$ 55 milhões. Todo esse dinheiro iria para instituições assistenciais. Mas, somados a esses valores, as empresas em conjunto foram penalizadas em R$ 40 milhões a título de abuso do direito de defesa. A Cutrale, sozinha, ainda terá de destinar R$ 15 milhões a uma campanha educativa.

Leianas redes sociaisAcompanhe-nos!

Facebook

Carregando