Tópicos | Nova prisão

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), arquivou, nessa segunda-feira (16), o inquérito aberto contra o deputado federal Daniel Silveira (PSL-RJ) por crime de desacato contra a policial civil que lhe pediu para colocar a máscara de proteção facial quando deu entrada no Instituto Médico Legal do Rio de Janeiro para passar por exame de corpo de delito ao ser preso em flagrante.

O caso foi encerrado depois que o deputado fechou um acordo com a Procuradoria-Geral da República em que se comprometeu a pagar uma multa de R$ 20,1 mil. Na decisão de hoje, Moraes declarou extinta a punibilidade do parlamentar porque o valor foi depositado no prazo.

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"Efetivamente, após a homologação do acordo de transação penal firmado entre a Procuradoria-Geral da República e o autor do fato, Daniel Silveira, com aplicação da pena consistente no pagamento de multa no valor de R$ 20.177,91, houve o cumprimento integral da sanção aplicada, fato, inclusive, ratificado pelo Ministério Público. Diante do exposto, declaro a extinção de punibilidade pelo integral cumprimento da pena, com consequente resolução do processo", escreveu.

O acordo com a PGR foi fechado depois que a Polícia Federal encerrou as investigações e concluiu que o deputado cometeu crime de desacato. No relatório entregue ao Supremo em maio, o delegado Wedson Cajé Lopes, responsável pelo caso, disse que ao usar 'expressões ofensivas' Silveira 'acabou por desrespeitar a funcionária pública, que se encontrava no exercício de sua função'.

Durante a discussão, filmada por um assessor parlamentar, o deputado chamou a servidora de 'militante petista', 'folgada' e alegou ter dispensa médica para usar a máscara.

O deputado Carlos Jordy (PSL-RJ) lançou uma vaquinha online para arrecadar dinheiro para libertar o deputado Daniel Silveira (PSL-SP), preso na quinta-feira (24) por violações à tornozeleira eletrônica. Até a manhã desta sexta-feira (25), as doações já somavam mais de R$ 59.879,63 e contavam com 1.080 apoiadores.

Na descrição da arrecadação, está escrito que, em 16 de fevereiro, dia em que Silveira foi preso após veicular um vídeo em que defendia medidas antidemocráticas, "ocorreu um dos mais graves atos de atentado à democracia da história brasileira". O crime cometido por Silveira, segundo a publicação, foi um "crime de opinião". "A sua liberdade e a da sua família dependem da liberdade de Daniel", declara a descrição.

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A vaquinha online tem como meta atingir R$ 100 mil. O valor corresponde à fiança determinada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes diante do descumprimento do uso da tornozeleira eletrônica pelo deputado. Segundo decisão de Moraes, para não ser preso novamente, o deputado, que estava cumprindo prisão domiciliar, deveria pagar essa fiança. Como o parlamentar não pagou, teve nova ordem de prisão expedida ontem.

Na manifestação enviada ao Tribunal, os advogados afirmam que o deputado não conseguiu reunir o valor equivalente a cinco meses de salário nas 48 horas determinadas pelo ministro. Na manhã desta sexta, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) compartilhou a arrecadação online em seu perfil no Twitter.

O juiz Sergio Moro, da 13ª Federal em Curitiba, aceitou hoje (19) denúncia do Ministério Público Federal (MPF) contra o empreiteiro Marcelo Odebrecht e mais cinco investigados na Operação Lava Jato, entre eles os ex-diretores da Petrobras Renato Duque e Pedro Barusco. Na mesma decisão, o juiz decretou nova prisão preventiva de Odebrecht, que já está preso em Curitiba desde junho.

De acordo com a denúncia apresentada pelo MPF, Marcelo está envolvido diretamente no esquema de pagamento de propina a ex-dirigentes da Petrobras e atuava orientando as atividades dos demais acusados ligados à empreiteira, como os executivos Rogério Araújo, Márcio Faria de Sá e Cesar Rocha, que também se tornam réus com a decisão de Moro.

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Para abrir a ação penal, Moro considerou significativo documentos da Suíça, apresentados pela acusação, que demonstram a movimentação de contas da Odebrecht para ex-dirigentes da estatal.

"Relativamente ao pagamento de vantagens indevidas nos contratos que constituem objeto específico desta ação penal, observo que, além das propinas constituírem, em cognição sumária, a regra nos grandes contratos da Petrobras, eles, os contratos, encontram-se relacionados em tabela fornecida por Pedro Barusco, gerente de Serviços e Engenharia da Petrobras. Portanto, há, em cognição sumária, provas documentais significativas da materialidade dos crimes, não sendo possível afirmar que a denúncia sustenta-se apenas na declaração de criminosos colaboradores", informou o juiz.

Sobre a decretação da nova prisão de Odebrecht e dos executivos da empresa,  Moro afirmou que eles devem continuar presos por oferecerem riscos as investigações. "O risco à investigação e à instrução decorre de condutas subreptícias, destruição e interferência na colheita das provas, assim como o risco à aplicação da lei penal, dissipação de ativos com remessas ao exterior e movimentação no exterior de ativos criminosos. Não há como controlar essas condutas com medidas alternativas."

Em julho, Moro aceitou outra denúncia contra Marcelo Odebrecht e executivos ligados à empreiteira. 

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