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A rede de farmácias Big Ben encerrou as atividades em Pernambuco nesta quarta-feira (31). De acordo com o Sindicato dos Farmacêuticos de Pernambuco (Sinfarpe), mais de 1200 profissionais foram demitidos, sendo mais de 200 desses farmacêuticos.

O fechamento da rede já foi sentido no estado do Pará. Cerca de 40 lojas foram fechadas e mais de 200 farmacêuticos desligados no estado paraense.

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A presidenta do Sinfarpe, Veridiana Ribeiro, diz que as notícias chegaram de surpresa. "A empresa foi nos sindicatos dizer que a ideia era demitir ninguém. Iriam fechar algumas lojas e remanejar esses farmacêuticos. Não iam contratar ninguém, mas não iam demitir. Só que de 15 dias para cá começou o 'zumzumzum' e acabou fechando hoje. O sindicato soube hoje que de fato estavam encerrando", ela conta.

O Sinfarpe realizará uma assembleia na próxima segunda-feira (5) às 10h em frente ao Memorial da Medicina de Pernambuco, no bairro do Derby, centro do Recife. O objetivo é juntar os profissionais de farmácia da Big Ben e discutir como proceder. "Temos rescisão, homologação. A empresa diz que vai pagar tudo com algumas condicionantes. Precisamos saber como vai ser isso. Esse processo tem que estar claro, não vamos dar tiro no escuro", complementa Veridiana.

As unidades estão fechadas e um aviso foi colocado na entrada. O texto diz: "A BIG BEN informa que, tendo em vista o deferimento da Recuperação Judicial desta empresa na 2ª Vara de Recuperação Judicial da Comarca de São Paulo, processo nº 1000990-38.2018.8.26.0100, se faz necessário o fechamento provisório desta unidade a fim de efetuar balanço interno do estoque e inventário patrimonial".

O processo de recuperação judicial foi ajuizado no último dia 10 de janeiro pela Brasil Pharma, empresa responsável pela franquia. A Brasil Pharma comanda outras drogarias como Farmaz, Farmácia Sant'Ann e Rosário. O valor da recuperação judicial apresentado pela empresa é de R$ 1,2 bilhão.

Em conversa com o LeiaJá, o deputado estadual Edilson Silva (PSOL) já havia destacado que a falência da Big Ben poderia estar associado com lavagem de dinheiro. É que a rede teria conexão com o Banco BGP, envolvido na Operação Lava Jato. "É difícil acreditar que as farmácias no Recife vivam apenas de venda de remédios. É muita farmácia", avaliou.

Para a presidente do Sinfarpe, o fechamento também foi problema de gerenciamento. "Foram deixando o problema se acumular. É um final triste". 

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Falta de remédios importantes, prateleiras de remédios vazias, previsão vaga ou ausente para reposição e insegurança de funcionários. Este é o retrato atual das diversas unidades das farmácias Big Ben, rede que tem mais de 250 estabelecimentos no Norte e no Nordeste do Brasil.

A reportagem do LeiaJá visitou unidades em vários bairros de zonas diferentes do Recife. Em todas, a situação é semelhante. Uma lista de remédios importantes ou mais vendidos está em falta em todas as farmácias – ou estão disponíveis apenas em algumas poucas dosagens. É o caso da Neosaldina, Neosoro, Losartana e Rivotril.

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Quando indagados, alguns funcionários disseram que tais remédios sempre são vendidos na Big Ben, mas que acabaram. Em quatro unidades, eles afirmaram não haver previsão para reposição, e em duas outras a resposta é que a previsão é fevereiro de 2017. Alguns funcionários, em reserva, alegaram que a crise havia chegado à empresa.

A suspeita é que a situação da Big Ben esteja relacionada ao processo de venda da marca. As negociações foram divulgadas na revista Valor em junho deste ano. Na época, estava prevista a aquisição da empresa nos dias subsequentes pela Extrafarma, do grupo Ultra. Em novembro, uma nova nota dizia que o grupo continua de olho no mercado farmacêutico e poderia levar a rede Big Ben, da Brasil Pharma.

A situação não é exclusiva de Pernambuco. No Pará, de onde a empresa é originária, as dezenas de farmácias estão com prateleiras vazias e sem reposição do estoque. Os funcionários também não sabem informar o que vai ocorrer. 

O abandono é possível ser observado mesmo na capital Belém, onde a marca chegou a patrocinar o Remo e o Paysandu, maiores times de futebol do Estado, incentivou atividades turísticas e culturais, distribuiu verbas publicitárias em diversas plataformas.

Isso colocou a família Aguilera, fundadora da rede, entre as mais conhecidas e ricas do Estado. O crescimento na cidade chegou a ser tanto que a empresa virou uma espécie de pequeno shopping center, com venda de produtos diversos e praça de alimentação. 

A reportagem tentou contato com a assessoria da Big Ben, mas até para isso encontrou dificuldade. A Scritta Comunicação, que faz a assessoria da Brasil Pharma, disse que não trabalha mais com a Big Ben. A nova assessoria, que disse trabalhar isoladamente com a Big Ben e não com um grupo, estava com a assessora responsável em recesso. O LeiaJá também tentou contato com Roger Aguilera, filho do fundador e que já esteve envolvido com o marketing da rede, mas ele não atendeu aos telefonemas.

Com colaboração de Antônio Carlos, do LeiaJá Pará

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A Brasil Pharma, empresa de varejo farmacêutico controlada pelo BTG Pactual, reportou prejuízo líquido ajustado de R$ 39,890 milhões no quarto trimestre de 2013, ante lucro líquido ajustado de R$ 8,847 milhões no mesmo período do ano anterior. No acumulado de 2013, houve prejuízo líquido ajustado de R$ 15,932 milhões; em 2012, a empresa havia registrado lucro líquido ajustado pró-forma de R$ 70,110 milhões.

Segundo a companhia, o resultado foi ajustado para expurgar o efeito das despesas/receitas e custos não recorrentes, despesas com SOP (plano de opção de compra de ações) e o efeito de amortização dos intangíveis (pontos comerciais). Em 2012, foi expurgado também o efeito não recorrente das despesas com amortização de marcas e do efeito do imposto sobre a receita recebida pelo seguro do antigo centro de distribuição da SantAna (incendiado em 2011), ambos registrados no primeiro trimestre de 2012.

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Sem esses ajustes, o prejuízo líquido da companhia entre outubro e dezembro de 2013 foi de R$ 188,246 milhões, ante resultado negativo de R$ 12,272 milhões em igual intervalo do ano anterior. Entre janeiro e dezembro do ano passado, o prejuízo foi de R$ 151,380 milhões, enquanto que em 2012 houve lucro líquido de R$ 14,464 milhões.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado da Brasil Pharma recuou 63% no quarto trimestre de 2013 na comparação anual, para R$ 16,059 milhões. No acumulado de 2013, houve queda de 15,6% no Ebitda ajustado em relação a 2012, para R$ 150,897 milhões.

A receita operacional líquida da empresa foi de R$ 893,717 milhões no quarto trimestre do ano passado, alta de 13,73% ante o mesmo período do ano anterior. No acumulado de 2013, a receita operacional líquida atingiu R$ 3,253 bilhões, crescimento de 13,13% sobre 2012.

O Programa de Trainee 2014 da Brasil Pharma, rede do varejo farmacêutico, está com inscrições abertas até o dia 13 de outubro. De acordo com a empresa, os candidatos precisam ter finalizado o ensino superior entre dezembro de 2011 e dezembro de 2013, nas áreas de exatas e humanas.

Os concorrentes também precisam ter disponibilidade para viagens e mudança de local de trabalho. Quem for selecionado atuará nas áreas de administração corporativa e operações e vendas.

A duração do programa é de 18 meses e a previsão de início é para o mês de janeiro do próximo ano. Entre os benefícios para os selecionados estão remuneração fixa, remuneração variável e benefícios de mercado.





 

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