Tópicos | Jailson Duarte

Começou com algumas horas de atraso, no início da tarde desta segunda-feira (10), o julgamento de dois suspeitos de participarem do homicídio do médico Artur Eugenio, ocorrido no dia 12 de maio de 2014. Estão sendo julgados o médico Cláudio Amaro Gomes, apontado como mandante, e Jailson Duarte César, que teria contratado os executores. O júri popular ocorre no Fórum de Jaboatão dos Guararapes, na Região Metropolitana do Recife (RMR).

A previsão inicial do advogado da família da vítima, Daniel Lima, era que o julgamento durasse até cinco dias. Três testemunhas, entretanto, foram dispensadas, o que deve reduzir o tempo do júri. A juíza da sessão é Inês Maria de Albuquerque Alves.

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Duas pessoas já foram julgadas pelo crime em setembro de 2016. Cláudio Amaro Gomes Júnior, filho de Cláudio Amaro, e Lyferson Barbosa da Silva, executor, acabaram condenados. Cláudio Júnior recebeu uma pena de 34 anos e quatro meses, já Lyferson foi condenado a 26 anos e quatro meses de reclusão em regime fechado. Um quinto réu, Flávio Braz, morreu em uma troca de tiros com a Polícia Militar no dia 8 de fevereiro de 2015.

O júri de Cláudio Amaro e Jailson Duarte não ocorreu na mesma época porque ambos entraram com recursos. Cláudio responde por homicídio duplamente qualificado - por motivo torpe e uso de recurso que impossibilitou a defesa da vítima. Jailson responde por homicídio duplamente qualificado em concurso material com crime de dano qualificado.

O corpo do cirurgião foi encontrado na BR-101, no bairro de Comporta, em Jaboatão dos Guararapes. Ele foi alvejado quatro vezes, sendo uma vez na cabeça e três nas costas. Conforme as investigações, Artur foi sequestrado na entrada da própria residência em Boa Viagem, Zona Sul da capital. Câmeras de segurança flagraram Cláudio Júnior monitorando o médico com outras duas pessoas.

A acusação afirma que o crime foi orquestrado por Cláudio Amaro devido a desentendimentos com Artur, inveja profissional e perdas financeiras por causa de ações tomadas pela vítima, como o fim da sociedade e a composição da própria equipe cirúrgica.

"Após Artur terminar uma sociedade com Cláudio, a renda de Cláudio diminuiu em torno de 75%. Além disso, foi criada uma câmara técnica de cirurgia torácica. Ideia de Artur. Cláudio era cirurgião cardíaco. Essa câmara iria acompanhar as cirurgias e poderia encontrar possíveis irregularidades nos procedimentos de Cláudio”, contou Daniel Lima à época do primeiro julgamento. As impressões digitais do filho do suposto mandante também foram encontradas em um recipiente com combustível encontrado no carro de Artur e utilizado para incendiar o veículo.

Foi entre 2008 e 2009 que Cláudio conheceu a vítima, após indicação de colega de turma de Artur, que trabalhava com Cláudio. O acusado chegou a viajar a São Paulo, onde Artur morava, para convencê-lo a trabalharem juntos no Hospital Português, localizado na área central do Recife. Inicialmente, Artur recusou, mas depois concordou em passar 15 dias no Recife e 15 dias em São Paulo porque a esposa, Carla Azevedo, não estava em condições de viajar.

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