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Thiago Pereira chegou a 22 medalhas em Jogos Pan-Americanos e se tornou o recordista em número de pódios na história do evento. Mas o nadador participa de uma modalidade na qual um atleta pode ganhar inúmeras medalhas em uma só edição, inclusive sem participar de finais.

Claudio Biekarck tem a oportunidade de ganhar apenas uma medalha a cada Pan e, de grão em grão, vai aumentando sua já enorme coleção. Neste domingo, em Toronto, ganhou sua nona medalha, de bronze, na classe Lightning da vela, em trio formado por Maria Hackerott e Gunnar Ficker.

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Aos 64 anos, Claudio é um baluarte da vela brasileira. Participou dos Jogos Olímpicos em 1972 (Munique), 1976 (Montreal) e 1980 (Moscou), sempre na classe Finn. Nas suas duas últimas participações, ficou no quarto lugar e por muito pouco não ganhou o bronze.

No Pan, a primeira medalha veio em 1983, em Caracas, quando Thiago Pereira ainda nem era nascido. Depois ele foi ao pódio em Indianápolis (1987), Havana (1991), Mar del Plata (1995), Winnipeg (1999), Santo Domingo (2003), Rio (2007), Guadalajara (2011) e Toronto (2015). São uma de ouro, três de prata e agora cinco de bronze.

Nesse meio tempo, além de velejar em classes que não exigem tanto preparo físico, Biekarck ainda foi o técnico que formou Robert Scheidt. Trabalhou com o astro entre 1996 e 2004, período em que Scheidt ganhou dois ouros e uma prata olímpica.

A conquista de Claudio no Pan de Toronto veio em uma classe que não é disputada nos Jogos Olímpicos. Mas vale tanto quanto a prata de Fabiana Beltrame no remo, ou o ouro na ginástica rítmica.

Depois de amargar o quarto lugar no individual geral da ginástica rítmica, a brasileira Angélica Kvieczynski não se abateu e conquistou a medalha de bronze no arco, neste domingo, nos Jogos Pan-Americanos de Toronto. Na bola, terminou apenas na sexta posição. As duas provas foram marcadas pelo domínio das norte-americanas Laura Zeng e Jasmine Kerber.

No Pan de Guadalajara, em 2011, Angélica ganhou bronze no individual geral, arco e bola e prata nas maças. Em Toronto, ela não tem conseguido repetir o mesmo desempenho e ressalta o alto nível das competidoras. "Saio satisfeita com a competição, o nível está muito alto perto de Guadalajara. Os outros países estão com muito incentivo. Estados Unidos e Canadá estão treinando na Rússia direto, o México tem uma técnica búlgara. Isso está pesando um pouco para nós brasileiras. A gente tem de viajar mais e tirar esse nervosismo."

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No arco, Angélica empolgou a torcida canadense e fez uma performance consistente. Apesar da boa vantagem sobre as outras rivais, ela não ameaçou as ginastas dos Estados Unidos, que apresentaram uma série de alto grau de dificuldade. Com a nota 15,358, Angélica viu Zeng (16,833) conquistar o ouro e Kerber (16,300) levar a prata. A brasileira Natália Gaudio ficou com o quarto lugar (14,975).

Única representante do Brasil na final da bola, Kvieczynski foi a última a se apresentar e já sabia que para subir ao pódio seria preciso dar o seu melhor. A dupla dos Estados Unidos liderava, e a missão de desbancar Zeng, que somou 16,883, era extremamente difícil. Com uma série de grau de dificuldade mais baixo, Angélica teve 14,633 e terminou na sexta posição. Kerber fez dobradinha com sua compatriota e a mexicana Karla Arnal garantiu o bronze.

Nesta segunda-feira, a partir das 11 horas (de Brasília), Angélica Kvieczynski tem mais duas chances de medalha, após o quarto lugar no individual geral - caiu de terceiro para o quarto posto ao ter sua nota revisada, após entrar com recurso para elevá-la. A brasileira disputará as finais de maças e fitas para tentar acabar com a hegemonia das americanas, que brilharam com notas altíssimas.

O País também contará com Natalia Gaudio na briga. O Pan serve como preparação para o Mundial de Stuttgart, de 7 a 13 de setembro.

Três provas do atletismo (todas de rua) e três pódios do Brasil. Por enquanto, é perfeito o desempenho da delegação brasileira nos Jogos Pan-Americanos de Toronto. Depois da prata de Erica Sena na prova feminina, Caio Sena Bonfim ganhou o bronze nos 20km entre os homens, quebrando um jejum de 24 anos sem pódio do Brasil. No sábado, Adriana Aparecida ganhou a prata na maratona.

Caio (que não tem nenhum vínculo de parentesco com Erica), completou a prova em 1h24min43s, longe dos seus melhores resultados do ano - já ficou na casa do 1h21min em quatro competições nesta temporada.

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O brasiliense, de apenas 21 anos, treinado pela mãe (Gianeti Sena), manteve-se o tempo todo junto ao pelotão, enquanto os canadenses Evan Dunfee (ouro) e Iñaki Gomez (prata) escaparam.

Caio acabou beneficiado pela eliminação do guatemalteco Erick Barrondo, bronze nos Jogos Olímpicos de Londres-2012, desqualificado no último quilômetro. O brasileiro, que já havia desgarrado do pelotão, herdou o terceiro lugar, que era de Barrondo, ouro em Guadalajara. Caio chegou 1min37s atrás do campeão e a quase meio minuto do quarto colocado.

Na marcha atlética, o atleta não pode tirar os dois pés do chão ao mesmo tempo (o que configura corrida). O marchador é eliminado ao receber a segunda advertência.

O Brasil não tem tradição nas provas de marcha atlética, que no continente são dominadas por Equador, Guatemala e México. Desde o bronze de Marcelo Palma, em Havana (1991), esses três países dominaram o pódio. Só agora em Toronto a hegemonia acabou.

Mais cedo, Erica Sena, pernambucana, se tornou a primeira brasileira a ganhar medalha na marcha atlética, na prova de 20km (única disputada no Pan). Os resultados coroam o grande momento vivido pela marcha atlética do País, em um ano em que já foram batidos os recordes brasileiros dos 20km feminino (com a própria Erica) e dos 50km masculino (Mario José).

Caio Sena é o quinto colocado no ranking do Circuito Mundial da marcha atlética, o equivalente, da disciplina, à Diamond League. Está logo atrás de Barrondo. A liderança do ranking é o equatoriano Andrés Chocho, marido de Erica, que não competiu no Pan.

Mal as competições de atletismo começaram nos Jogos Pan-Americanos de Toronto e um grande feito já foi conquistado pela delegação brasileira. Erica Sena se tornou, neste domingo, a primeira atleta do País a ganhar medalha na marcha atlética. A pernambucana levou a prata na prova de 20km, a única disputada por mulheres no programa pan-americano.

O resultado coroa o grande momento vivido pela marcha atlética do País, em um ano em que já foram batidos os recordes brasileiros dos 20km feminino (com a própria Erica) e dos 50km masculino (Mario José). Caio Sena já ganhou algumas medalhas em provas internacionais na temporada nos 20km

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Em Toronto, a atuação brasileira começou com Erica, que esteve no primeiro pelotão até por volta do sexto quilômetro, viu a mexicana Maria Gonzalez fugir e, a partir do oitavo quilômetro, também passou a se distanciar das demais na segunda colocação.

Erica completou a prova em 1h30min03, cinco minutos abaixo do índice para os Jogos Olímpicos. Ela, entretanto, já tinha uma marca de qualificação melhor: 1h29min37s, registrado em março.

A prova pan-americana foi fortíssima. A mexicana Gonzalez ganhou o ouro com a melhor marca pessoal da carreira: 1h29min24s. A equatoriana Paola Perez também fez o melhor da vida para ganhar o bronze. Já Cisiane Lopes, outra representante do Brasil na prova, completou apenas na 11ª colocação entre 16 atletas que largaram.

Na última prova do último dia de competição da natação, Thiago Pereira atingiu a meta que traçou para Toronto e se tornou o maior medalhista da história dos Jogos Pan-Americanos com 23 - uma a mais do que o ex-ginasta cubano Erick López. O ouro no revezamento 4x100 medley, (pouco antes havia sido prata nos 200 m medley, atrás de Henrique Rodrigues) coroou uma trajetória que começou no Pan de 2003 em Santo Domingo. "O recorde não é só meu, é de todo o Brasil", disse o nadador, que ganhou duas medalhas de ouro em Toronto, ambas sem nadar a final, apenas as burocráticas eliminatórias.

Por não ter nadado a final do revezamento 4x100m medley (ajudou a equipe a se classificar pela manhã, razão pela qual teve direito à medalha), ele não subiu no pódio. Mas a organização do Pan o homenageou colocando-o sozinho no degrau mais alto e informando ao público que aquele era o recordista de medalhas do evento. Depois que pendurou o ouro no pescoço, ele foi cercado por toda a equipe brasileira - que apareceu para celebrar sua conquista. "Foi muito especial para mim ter recebido a medalha cercado por meus companheiros. Como já falei, o recorde não é só meu."

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Para atingir o seu objetivo, Thiago Pereira abriu mão de nadar duas provas para as quais estava inscrito para poder descansar mais. E ainda teve de superar o baque da desclassificação nos 400m medley, que havia vencido - resultado que o deixaria naquele momento com 22 medalhas, ao lado de Erick López.

"Eu tinha de voltar para dentro de mim, não podia deixar que aquilo me abalasse. E também não tem muito o que choramingar, aconteceu, vamos levantar a cabeça e vamos para a próxima. O dia passou e não tinha mais o que eu pudesse fazer. Aproveitei para descansar e vim para hoje (sábado) com tudo."

Segundo ele, o apoio da equipe e dos torcedores foi fundamental para reanimá-lo. "Recebi muitas mensagens, e agradeço de coração a todos. Os recordes e as medalhas passam, mas o carinho que recebi depois da desclassificação vou guardar para sempre."

Thiago falou das 23 medalhas que conquistou, destacando a importância de cada uma. "A primeira, em 2003, quando eu tinha 17 anos, foi o começo de tudo. Os Jogos no Rio foram um momento único para mim, e as oito que ganhei em Guadalajara acenderam a esperança de que eu pudesse me tornar o recordista aqui em Toronto."

Aos 29 anos, Thiago evita projetar uma nova participação nos Jogos Pan-Americanos. Ele está com foco no Mundial de Kazan (Rússia), daqui a duas semanas, e na Olimpíada do Rio, o próximo ano. Mas não descarta buscar novas marcas no Pan de Lima, em 2019, quando poderá aumentar a vantagem na liderança do ranking de medalhas. "Enquanto estiver me sentindo feliz fazendo isso não tenho motivo para querer parar."

Em Kazan, ele espera nadar melhor do que nadou em Toronto. "Neste Pan não consegui nadar tão rápido como eu queria em algumas provas, mas no Mundial pretendo melhorar."

Medalhista de bronze na prova de velocidade por equipes dos Jogos Pan-Americanos de Toronto, Flávio Cipriano não conseguiu repetir o resultado no disputa individual. O ciclista brasileiro acabou derrotado na disputa pelo terceiro lugar, superado pelo venezuelano Hersony Canelon, o sexto do ranking mundial.

Mais cedo, ele havia perdido a semifinal para Nisaje Phillip, de Trinidad & Tobago, atleta que está à frente dele no ranking mundial - 32.º contra 37.º lugar. Hugo Barrette (Canadá) ganhou o ouro, com Phillip em segundo. Cipriano, de 25 anos, volta a competir no domingo, no keirin, prova na qual disputa vaga nos Jogos Olímpicos, com chances reais de classificação.

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Na prova de perseguição por equipes, o time formado por Cristian Egídio, Endrigo Rosa, Thiago Nardin e Gideoni Monteiro venceu a bateria de quartas de final contra o México, mas não avançou à disputa por medalhas. Isso porque, apesar de a disputa ser equipe contra equipe, a classificação é definida por tempo. O Brasil fez o quinto melhor tempo, atrás apenas 0s6 do Canadá, que vai brigar pelo bronze.

Cristian Egídio, Endrigo Rosa e Thiago Nardin ainda participam das provas do ciclismo de estrada, nas quais são especialistas. Já Gideoni, que migrou da estrada para a pista, encerra sua participação no Pan tendo conquistado o bronze no Omnium, na sexta-feira à noite. As medalhas dele e da equipe masculina de velocidade encerraram um jejum de 20 anos sem pódio do Brasil em Jogos Pan-Americanos.

MAIS BRASIL - Alice Leite participou da prova feminina de velocidade, mas ficou longe da disputa pelo pódio. Fez o 12.º melhor tempo da fase de classificação e, nas oitavas de final, teve que confrontar a canadense Monique Sullivan, finalista olímpica. Derrotada na melhor de três, foi para repescagem. Ali, acabou eliminada pela colombiana Diana Orrego. Terminou no 12.º lugar.

O Omnium feminino começou a ser disputado neste sábado e segue até domingo. Wellyda Rodrigues é apenas a nona.ª colocada entre 12 ciclistas após a realização de três provas: stracht, perseguição e eliminação. Tem 68 pontos, contra 102 da terceira colocada. Na prática, não tem mais chances de medalha.

O ciclismo de pista é a única modalidade na qual o Brasil não tem a menor possibilidade de receber convite para os Jogos Olímpicos. O País tem chances reais de classificação com Gideoni (no Omnium) e Cipriano (keirin). Por enquanto, ambos estão fora da zona de classificação, por pouco.

No dia que Robert Scheidt se despediu dos Jogos Pan-Americanos com uma medalha de prata na classe Laser (sua quinta na história), a prancha à vela brilhou com o tetracampeonato de Ricardo Winicki, o Bimba, e com o ouro de Patricia Freitas. "Agora o objetivo é o penta no Pan. Mas ainda falta o pódio olímpico para mim", diz Bimba, que já foi campeão do mundo em 2007.

Ele entrou na medal race da RS:X precisando apenas completar a prova para conquistar seu quarto ouro dos Jogos Pan-Americanos. Ganhou também em Santo Domingo (2004), Rio (2007) e Guadalajara (2011). Agora em Toronto, venceu seis regatas e ficou entre os três primeiros em 12 das 14. O velejador tem ainda no currículo uma prata no Pan de Winnipeg, em 1999.

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Com o ouro garantido no Canadá, ele entrou na medal race com tranquilidade, chegou na terceira posição e vibrou com mais um título do Pan. Agora Bimba volta seu foco para a preparação para os Jogos de 2016, no Rio, onde tentará sua primeira medalha olímpica. "Quanto mais a gente ganha, mais quer ganhar", diz o velejador, que já está convocado para a Olimpíada, uma vez que faltam concorrentes para ele no País.

O mesmo vale para Patricia, que entrou com boa vantagem na medal race da RS:X Feminina. Ela havia chegado na frente em nove regatas, em segundo lugar em três e em uma oportunidade ficou na quarta posição. Sua maior adversária era a mexicana Demita Vega. Mas a brasileira chegou na frente na medal race e conseguiu repetir a medalha que obteve no Pan anterior, em Guadalajara.

Aos 25 anos, ela quer embalar para a disputa dos Jogos do Rio. "O objetivo é disputar o ouro. Eu velejo na Baía de Guanabara há muitos anos e conheço o local como a palma da minha mão. Sei também que é uma raia que dá muito trabalho para os gringos", explica a atleta, feliz da vida com mais um ouro. "Essa era uma etapa importante até os Jogos do Rio. E venci. Agora vamos meta por meta."

Thiago Pereira já igualou o ginasta cubano Erick Lopez em número de medalhas em Jogos Pan-Americanos (22), mas não é mais o melhor do continente nos 200m medley. Campeão no Rio (2007) e em Guadalajara (2011) na sua prova preferida, o "Mister Pan" ficou com a prata em Toronto. Foi superado pelo também brasileiro Henrique Rodrigues.

Os dois mostraram um nível altíssimo no Centro Aquático de Toronto. Com 1min57s06, Henrique assumiu o terceiro lugar do ranking mundial - deixou para trás a lenda norte-americana Ryan Lochte. Thiago, com 1min57s42, agora é o quinto melhor da temporada. Eles também ficam atrás dos japoneses Kosuke Hagino e Dalya Seto.

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Thiago Pereira ainda nada mais uma prova em Toronto: o revezamento 4x100m medley, logo mais, para alcançar sua 23.ª medalhas pan-americana. Mas o brasileiro vai embora do Canadá sem ganhar medalha de ouro em provas individuais. Ele chegou na frente nos 400m medley, mas acabou desclassificado por uma virada irregular. A vitória ficou com outro brasileiro, Brandonn Pierry.

Nos 200m peito, Thiago Pereira foi superado pelo também brasileiro Thiago Simon, que faturou o ouro. O Mister Pan ficou com o bronze. Ele abriu mão de nadar os 100m borboleta e os 100m costas para se poupar visando as provas de medley.

MULHERES - Nos 200m medley, Joanna Maranhão não conseguiu repetir o bronze conquistado em Guadalajara. Afinal, encontrou uma prova fortíssima, vencida pela norte-americana Caitlin Leverenz, com 2min10s51, quinto melhor tempo do mundo. Também as demais medalhistas - a americana Meghan Small e a canadense Sydney Pickrem - fizeram marcas que as colocam entre as sete melhores da temporada.

A brasileira completou a prova em 2min12s39, equivalente ao 23.º lugar do ranking mundial, melhor marca dela desde a proibição dos trajes tecnológicos, em 2009. Já Gabi Roncatto, de apenas 16 anos, fez sua primeira final em Jogos Pan-Americanos. Completou a prova em 2min17s02, melhor marca pessoal.

Outra novata, Carolina Bilich, de 20 anos, participou da série forte dos 800 metros livre e terminou apenas no sétimo lugar, com 8min47s94. Considerando também os resultados da série fraca, pela manhã (nas quais competiram as atletas com piores tempos de balizamento), a melhor brasileira foi a jovem Bruna Primatti. Em sua primeira atuação em Jogos Pan-Americanos, a menina de 18 anos foi sétima colocada: 8min40s75. Carol terminou no décimo lugar geral.

O seleção brasileira feminina de vôlei bateu o Peru por 3 sets a 1 e garantiu a segunda vitória consecutiva nos Jogos Pan-Americanos, mas o desempenho do time de Zé Roberto Guimarães ainda não convenceu. A equipe precisou de cinco sets para bater Porto Rico na estreia e, neste sábado, cometeu uma sequência de erros que custou o primeiro set.

"Nós perdemos o primeiro set porque cometemos erros em demasia, coisa que não é característica do time do Brasil. Na hora que o time se acalmou um pouco e começou a pensar nas característica individuais dos adversários, a gente começou a posicionar melhor o bloqueio, a defesa começou a jogar e os contra-ataques saíram", avalia o treinador.

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Zé Roberto se preocupa com a oscilação das jogadoras, que não tiveram tempo de preparação suficiente para melhorar o entrosamento devido ao calendário apertado. "Fico tranquilo quando a gente tem um jogo mais uniforme, de poucos erros", afirma.

As atletas reconhecem que é preciso ter atenção extra contra o próximo adversário, os Estados Unidos, na segunda-feira. "A gente vai ter de ajustar rápido, não pode dar esse vacilo que a gente deu no começo do set contra os Estados Unidos. Tem que entrar no jogo desde o começo e impor nosso ritmo", diz o oposto Joycinha.

A ponteira Jaqueline também já pensa na sequência da competição. "A gente tem que tirar esses erros porque depois fica complicado para buscar o placar. A gente tem que iniciar bem, os jogos vão ser complicados daqui para frente", projeta.

O Brasil deve ficar sem medalhas na primeira aparição do golfe nos programa dos Jogos Pan-Americanos. O País disputava as primeiras colocações na disputa masculina, mas tanto o profissional Adilson da Silva quanto o amador André Tourinho tiveram um dia ruim neste sábado e despencaram na classificação a um dia da definição das medalhas.

Radicado na África do Sul, onde disputa o circuito profissional africano, Adilson fechou o campo deste sábado em 73 tacadas, uma acima do par (precisou de uma tacada a mais do que o previsto para acertar os 18 buracos.

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Após a realização de três etapas, o melhor brasileiro do ranking mundial profissional despencou do sétimo para o décimo lugar geral. Está empatado com André Tourinho, campeão nacional amador, que neste sábado jogou duas abaixo do par.

Os brasileiros já precisaram de 214 tacadas para fechar os três campos. A briga pelo bronze envolve três atletas: um argentino, um canadense e um norte-americano, todos com 209 tacadas até aqui. No domingo será disputada a última prova da competição e tanto Adilson quanto André precisam de uma excelente atuação para chegar à zona da medalha.

A liderança é do chileno Felipe Aguilar, com 205 tacadas, onze abaixo do par. Número 218 do ranking mundial, ele é o melhor ranqueado entre os profissionais que estão em Toronto. Só o Chile, aliás, mandou seus melhores atletas. Adilson é o 313.º do mundo e atualmente ficaria com a 58.ª e antepenúltima vaga nos Jogos Olímpicos. Em Toronto, é um dos poucos profissionais.

No Pan estão previstas quatro rodadas, sendo uma por dia, de forma com que a distribuição das medalhas será definida no domingo. No feminino, a amadora Clara Teixeira é só a 28.ª colocada entre 30 participantes. Luiza Altmann foi desclassificada, mas seus resultados seguem contando na disputa em duplas mistas. Luiza é a atual campeã brasileira amadora. Clara, a vice.

Nas duplas mistas, em que é considerado o melhor resultado masculino e o melhor feminino do dia, o Brasil é só o oitavo colocado, com 13 tacadas acima do par. Os EUA lideram com 21 tacadas abaixo. O bronze atualmente está com a Argentina, com 10 tacadas abaixo do par, o que significa que os brasileiros precisariam tirar 21 tacadas de diferença para alcançar a medalha no domingo.

Medalha de ouro nos Jogos Pan-Americanos, a equipe brasileira de ginástica rítmica conquistou o pentacampeonato e mostrou que o País continua soberano no continente. Jéssica Maier, que só participou da performance deste sábado nas seis maças e dois arcos, exalta o poder de superação do Brasil.

"A gente passou por dificuldades, foram muitas modificações na equipe, troca de ginastas e de técnica. É muito emocionante conseguir essa medalha.". Pouco antes da competição, a capitã Débora Falda foi cortada por lesão e a treinadora Camila Ferezin retornou ao comando depois do período de licença-maternidade.

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A técnica ficou bastante satisfeita com o desempenho das garotas. "Elas conseguiram executar muito bem a coreografia, não teve nenhum erro grave e esse foi o diferencial", analisa. Assim que a equipe brasileira encerrou a sua apresentação, a comissão técnica e a reserva Morgana festejavam antes mesmo de conhecer a nota final. "A gente não sabia, mas ficou muito feliz com a apresentação. Elas foram muito bem, a expectativa foi aguardar o melhor", conta Morgana, que cedeu lugar para Jéssica.

As brasileiras brilharam na apresentação das seis maças e dois arcos, embaladas por um mix de músicas nacionais ('Mas que Nada', 'Tico-Tico no Fubá', 'Olodum' e 'Brasileirinho'), e superaram os Estados Unidos com folga. No dia anterior, elas também levaram a melhor sobre as adversárias na série das cinco fitas ao som de "Still Loving You", da banda Scorpions.

De acordo com Ferezin, a coreografia brasileira faz parte dos planos da equipe para os Jogos Olímpicos do Rio. Fora de Londres-2012, o conjunto já tem vaga garantida na próxima edição por ser cidade sede. "A gente tinha essa coreografia a sete chaves para levantar a galera. É uma coreografia com muito samba, muito rebolado, e o povo no exterior espera isso dos brasileiros."

Já a trilha sonora das fitas foi escolhida especialmente para o Mundial de Stuttgart (Alemanha), em setembro, com o objetivo de empolgar o público alemão. Depois do 15º lugar na última edição, a meta é ir para a final e ficar entre os dez melhores colocados. Para 2016, uma nova apresentação com a música 'Aquarela do Brasil' será desenvolvida.

Modalidade olímpica desde 1972, a canoagem slalom faz sua estreia no programa dos Jogos Pan-Americanos apenas em Toronto. E o Brasil está disposto a mostrar que é a grande potência do continente. Neste sábado, fez o melhor tempo nas eliminatórias de quatro das cinco provas da modalidade e avançou com todas as suas embarcações para as semifinais.

Na canoagem slalom, os melhores atletas da primeira parte da fase de classificação têm direito a descer o rio mais uma vez. É levado em conta apenas o melhor tempo de cada embarcação para a definição dos semifinalistas. Cada país tem direito a ter apenas um competidor ou dupla por prova.

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Os brasileiros foram tão bem na primeira bateria que abriram mão da segunda. Foi o caso de Ana Sátila no K1 (caiaque para uma pessoa, prova olímpica) e também no C1 (canoa para uma pessoa, não olímpica); Pedro Gonçalves, o Pepê, no K1 masculino; e a dupla Charles Corrêa/Anderson Oliveira no C2 (canoa para dois).

"Estou muito contente com a minha descida, foi muito consistente, muito boa, muito rápida. Amanhã (domingo) é só repetir isso, analisar onde podemos ganhar ainda mais tempo. Estamos bem focados e concentrados, fizemos um ótimo trabalho de preparação. Agora é só focar naquilo que a gente mais gosta que é remar", comenta Pepê.

O único brasileiro que não fez o melhor tempo das eliminatórias foi Felipe Borges, no C1. Ele completou a primeira descida em 95s30 (os tempos são contados em segundos) e a segunda em 94s95. Acabou como o quarto mais veloz, classificado para a semifinal.

Tanto as semifinais quanto as finais da canoagem slalom serão no domingo. O Brasil já tem vagas nas quatro provas olímpicas e, no Pan, tem interesse apenas no ouro. Os rivais, com exceção do C2, querem o alto do pódio para se classificarem para os Jogos Olímpicos. Na prova em duplas o resultado do Pan vale pontos na disputa da vaga olímpica.

A canoagem slalom se difere da canoagem velocidade porque é disputada em rios de correnteza, muitas vezes artificiais. Os atletas têm que contornar portas (passando por dentro ou fora delas, dependendo da cor da porta) e vence quem fizer a descida mais rápida, descontando as punições por tocar uma porta (dois segundos) ou passar por ela sem contorná-la (50 segundos).

Na canoagem velocidade, o Brasil teve um desempenho histórico, com nove medalhas, sendo duas de ouro, três de prata e quatro de bronze. No Pan de Guadalajara, havia faturado só quatro medalhas no total, nenhuma dourada.

Depois de uma estreia complicada nos Jogos Pan-Americanos, a seleção brasileira feminina de vôlei confirmou neste sábado (18) o favoritismo sobre o Peru por 3 sets a 1 - com parciais de 25/27, 25/5, 25/17 e 25/16 -, em Toronto. Mas a vitória veio de virada, já que o Brasil se perdeu em seus próprios erros no início no primeiro set. No restante do jogo, a equipe deslanchou e garantiu o segundo triunfo com bastante tranquilidade.

Em busca de entrosamento, o time começou o jogo com a mesma formação da estreia com Macris, Jaqueline, Fernanda Garay, Joycinha, Bárbara, Adenízia e a líbero Camila Brait em quadra. O primeiro set foi marcado por diversos erros da seleção brasileira, um número bem alto para os padrões do vôlei feminino. Melhor para o Peru, que fechou a parcial por 27 a 25.

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Na sequência, a equipe feminina acordou. Em apenas 16 minutos, atropelou as peruanas por 25 a 5 e empatou a partida em 1 a 1. A terceira parcial não foi tão arrasadora quanto a anterior, mas as brasileiras também conseguiram se impor no jogo e passaram à frente com 25 a 17. A vitória veio no quarto set, quando o time do técnico José Roberto Guimarães cravou 25 a 16.

O Brasil fecha a fase preliminar contra os Estados Unidos na segunda-feira, às 22 horas (de Brasília). Neste domingo, às 14h30, a seleção masculina enfrenta Cuba em busca de sua segunda vitória nos Jogos Pan-Americanos. A Argentina será a rival do Brasil na última rodada.

A seleção brasileira feminina de basquete conquistou neste sábado (18) a sua segunda vitória nos Jogos Pan-Americanos de Toronto, no Canadá. Em seu último jogo na primeira fase, o time derrotou a República Dominicana pelo placar de 73 a 54. Agora, a equipe comandada pelo técnico Luiz Zanon espera pelo resultado da partida entre Estados Unidos e Porto Rico - que jogam a partir das 22 horas (de Brasília) - para saber se avança às semifinais.

Para seguir na briga por medalha, o time brasileiro tem que torcer por uma vitória das norte-americanas. Isso porque um triunfo porto-riquenho faria com que as três equipes ficassem empatadas, com duas vitórias cada. A definição de quem ficaria com as duas vagas do Grupo A, neste caso, passaria por um cálculo que envolve número de pontos marcados e sofridos nos confrontos diretos.

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Na partida deste sábado, o Brasil não encontrou nenhuma dificuldade para superar o time mais fraco do grupo. Tanto que o time contou a maior parte do tempo com jogadoras que haviam sido pouco utilizadas nas duas primeiras partidas. Jaqueline e Gilmara marcaram 17 pontos e foram as cestinhas do Brasil. A dominicana Monsac também anotou 17 pontos.

As semifinais do torneio feminino de basquete estão marcadas para a tarde deste domingo, às 14h30 e 19 horas (de Brasília). A final e a disputa do bronze serão disputadas na segunda-feira.

Com a medalha de prata em Toronto, Robert Scheidt se despediu dos Jogos Pan-Americanos. Nas edições que participou, ele conquistou três ouros e duas pratas no total. "Provavelmente é meu último Pan. Foi uma honra representar o Brasil mais uma vez. Tiro boas lições dessa competição para me preparar para a Olimpíada", diz.

Aos 42 anos, ele explica que chegou sem estar no auge da sua forma, até porque participou recentemente do Mundial, quando não teve um bom desempenho. "A medalha de prata no Pan serve para começar bem um novo ciclo de preparação para 2016. O evento-teste em agosto, no Rio, será uma ótima oportunidade para mostrar resultado."

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Ele sabe que a classe Laser exige muito do preparo físico, mas lembra que a experiência também é muito importante. "Não tenho mais 25 anos, então tenho de dosar um pouco. Preciso encaixar o treinamento para chegar no auge nas competições mais importantes. Mas na vela, já ter passado por pressão e vivido experiências conta muito", garante.

A medalha de ouro ficou com Juan Maegli, da Guatemala, que ficou em quarto lugar no último Mundial. "Eu optei por largar mais por fora, só que o vento não ajudou. Até encostei nele na primeira boia, mas ele soube se defender bem e manteve a dianteira", comenta Scheidt.

Agora, ele aguarda a convocação da Confederação Brasileira de Vela, que pode oficializar o atleta como representante do Brasil nos Jogos Olímpicos. "É essa disputa por uma vaga que te tira da cama cedo e te faz treinar mais. Pelo menos aqui conquistei o objetivo, que é sempre sair com medalha", conclui.

A equipe brasileira de ginástica rítmica voltou a superar os Estados Unidos neste sábado e conquistou a medalha de ouro nos Jogos Pan-Americanos de Toronto. Com a nota final 30,233, Ana Paula Ribeiro, Beatriz Pomini, Dayane Amaral, Emanuelle Lima e Jéssica Maier garantiram o pentacampeonato na competição.

As ginastas foram embaladas por ritmos bem brasileiros na apresentação das seis maças e dois arcos e ganharam apoio do público no Toronto Coliseum. Do lado de fora, a comissão técnica já comemorava logo após o término da apresentação, mesmo sem saber a pontuação final.

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O conjunto brasileiro teve uma ótima performance e foi recompensado com a nota 15,433, faturando a medalha com ampla vantagem sobre as norte-americanas (14,675). Os Estados Unidos levaram a prata (29,275) e Cuba ficou com o bronze (25,692).

Na sexta-feira, as brasileiras começaram bem na disputa pelo pentacampeonato e fecharam o dia com a primeira posição na série de cinco fitas com a nota 14,800, à frente dos Estados Unidos. As outras rivais ficaram bem longe de ameaçar os dois conjuntos.

O conjunto brasileiro volta a se apresentar nas fitas no domingo, às 12h50 (de Brasília), e nas maças e arcos na segunda-feira, no mesmo horário, e pode faturar mais duas medalhas. Na contramão das outras modalidades pan-americanas, que tentam se adequar ao programa olímpico, a ginástica rítmica pode distribuir três medalhas de ouro para o mesmo campeão.

O Brasil deu show na sua segunda partida no handebol feminino dos Jogos Pan-Americanos de Toronto. A seleção brasileira, atual campeã mundial, não tomou conhecimento do Canadá, que não tem tradição na modalidade, vencendo por 48 a 12, placar mais largo até aqui na competição.

Na estreia, quinta-feira, o Brasil venceu Porto Rico por 38 a 21 e chegou a ter algumas dificuldades no primeiro tempo de partida. Neste sábado, entretanto, atropelou as donas da casa, abrindo 26 a 5 antes do intervalo.

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Os gols foram bem divididos entre o time: Alexandra fez nove, enquanto Fernanda, Ana Paula e Deonise anotaram sete cada um. Todas as 12 jogadoras de linha que entraram em quadra fizeram pelo menos um gol cada.

A seleção feminina do Brasil volta a jogar na segunda-feira, quando enfrenta o México pela última rodada do Grupo A. As mexicanas estão basicamente no mesmo nível das canadenses - venceram por apenas 25 a 22 na primeira rodada.

O Brasil é amplo favorito ao ouro no handebol feminino do Pan, uma vez que está com o que tem de melhor - a central Duda e a pivô Dara estão machucadas. A seleção venceu praticamente nove das 10 últimas edições do Campeonato Pan-Americano. Perdeu apenas em 2009, na prorrogação, para a Argentina.

O Canadá, por sua vez, sequer disputou o Campeonato Pan-Americano deste ano, por exemplo, e só participa do Pan no handebol feminino porque é o dono da casa.

Mesmo depois de abrir mão de nadar os 100 metros costas e os 100 metros borboleta e de ser desclassificado dos 400m medley, Thiago Pereira vai chegar à última noite da natação nos Jogos Pan-Americanos de Toronto podendo chegar à sua 22ª medalha para se tornar o maior medalhista da história da competição. Afinal, ele avançou a duas finais neste sábado.

Primeiro, Thiago nadou os 200m medley, prova na qual ganhou bronze no último Campeonato Mundial. Venceu sua bateria, com 2min01s68, mas, sem forçar, fez apenas o quinto melhor tempo. Ele divide o favoritismo ao ouro com outro brasileiro: Henrique Rodrigues, único a nadar abaixo da casa de dois minutos: 1min59s91.

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Diferente de todas as outras provas de revezamento do Pan, o número de inscritos no 4x100m medley superava o de vagas na final. Uma equipe seria eliminada. Desta vez ninguém errou e o time formado por Marcelo Chierighini, Felipe Lima, Arthur Mendes Filho e Thiago Pereira passou com o terceiro tempo, 03min42s83.

À noite, Thiago, que nadou costas, pode ser deslocado para o borboleta, na vaga de Arthur, com Guilherme Guido nadando costas. Felipe França deve ser o responsável pelo nado peito, enquanto Marcelo Chierighini e Mateus Santana disputam a vaga no estilo crawl.

No total, o Brasil vai disputar oito medalhas neste sábado, quando poderá bater seu recorde histórico da natação do Pan. No Rio (2007) e em Guadalajara (2011), foi ao pódio 24 vezes nas piscinas. Por enquanto, em Toronto, está com 21 medalhas, sendo oito de ouro. Com mais três, também se isola como melhor desempenho da história.

Nos 200m medley para mulheres, Joanna Maranhão avançou à final com o tempo de 2min15s32. Bronze em Guadalajara, a pernambucana vai em busca da sua quarta medalha apenas em Toronto. Veterana da natação brasileira, aos 28 anos, Joanna vai nadar ao lado da caçula Gabi Roncatto, de 16 anos, que avançou com o oitavo melhor tempo.

No revezamento feminino, os EUA escalaram uma equipe digna de Campeonato Mundial. Natalie Coughlin abriu batendo o recorde do Pan dos 100m costas, 59s20, superando os 59s61 que deram o ouro na prova a Etiene Medeiros, sexta à noite. Fizeram 3min57s35, novo recorde da competição. O Brasil passou em terceiro.

Nas provas de fundo, pela manhã foram realizadas as séries "fracas" (com os atletas com os piores tempos de revezamento) e à noite acontecerão as baterias "fortes". Bruna Primatti, de 18 anos, foi a mais rápida desta primeira etapa dos 800m, com 8min40s75. À noite, nada Carolina Bilich.

Entre os homens, os brasileiros vão nadar somente na sessão noturna dos 1.500m, com Brandonn Pierry Almeida (ouro nos 400m medley) e Lucas Kanieski, que decepcionou e não foi à final dos 400m livre. Brandonn, de apenas 18 anos, tem o terceiro melhor tempo de balizamento.

Vale lembrar que, no Pan, não são disputadas as provas não-olímpicas da natação. Isso inclui não apenas as provas de 50 metros nos estilos borboleta, costas e peito, mas também os 800m masculino e os 1.500m feminino.

As competições de atletismo começaram na manhã deste sábado (18) em Toronto com a primeira medalha para o Brasil. Adriana Aparecida da Silva não repetiu o ouro conquistado em Guadalajara, há quatro anos, mas subiu ao pódio com a medalha de prata na maratona dos Jogos Pan-Americanos.

A brasileira se manteve no primeiro pelotão até os primeiros 15 quilômetros. Foi depois disso que a peruana Gladys Tejeda desgarrou. Adriana ficou no segundo pelotão, um pouco atrás da norte-americana Lindsay Flanagan e junto da peruana Ines Melchor e da canadense Rachel Hannah.

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Quando Melchor abandonou, antes do 25º quilômetro, a norte-americana também tentou uma fuga, chegando a abrir meio minuto para a brasileira, que vinha em terceiro. Mas Adriana tinha gás para um bom fim de prova e ultrapassou a rival entre o 30º e o 35º quilômetros.

Naquele momento, entretanto, Tejeda já estava inalcançável em primeiro, com mais de três minutos de vantagem. A peruana completou a prova com expressivas 2h33min03s, novo recorde da competição - o que já era esperado, porque as condições climáticas e de percurso eram favoráveis.

Adriana fez uma grande prova e completou com a marca de 2h35min40s. É índice olímpico, mas não o melhor tempo dela na temporada: 2h35min28s, feitos em Nagoya (Japão), em março. Dificilmente a atleta do Pinheiros será ultrapassada por outras três maratonistas. Portanto, deverá ir aos Jogos Olímpicos no Rio. Já Marily dos Santos fez uma boa prova e completou em quinto, com 2h41min31s, também abaixo do índice olímpico, mas acima do tempo que ela já tinha.

Na maratona feminina, as duas primeiras brasileiras do ranking optaram por correr em Toronto, abrindo mão de disputar o Mundial de Pequim, na China, uma vez que uma atleta não pode participar de duas maratonas em prazo inferior a três meses. No masculino, Solonei Rocha e Marilson Gomes dos Santos vão ao Mundial. O Brasil será representado, no Pan, sábado que vem, por Gilberto Lopes e Franck Caldeira.

Os Jogos Pan-Americanos têm sido marcados pela quebra de alguns tabus para o esporte olímpico brasileiro. Primeira medalha no levantamento de peso feminino, primeiro ouro na luta livre, primeira final no badminton. Nesta sexta-feira (17), não foi diferente. O tiro com arco voltou ao pódio depois de 32 anos. Etiene Medeiros ganhou o primeiro ouro da natação feminina. De feito em feito, o Brasil está cada vez mais à frente dos rivais no terceiro lugar do quadro de medalhas do Pan de Toronto.

No tiro esportivo, o Brasil já tem seu melhor desempenho desde que o Pan passou a contar apenas com as provas olímpicas. São três medalhas de ouro, contra apenas uma conquistada de 1999 para cá. Nesta sexta-feira, dois brasileiros foram ao lugar mais alto do pódio: Cassio Rippel e Julio Almeida. Até aqui, em cinco provas de carabina e pistola masculina o Brasil ganhou três de ouro e uma de prata.

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Na natação, o dia foi especial. Uma das modalidades que mais distribui medalhas no Pan, o Brasil nunca havia ganhado medalhas de ouro com mulheres. Etiene Medeiros foi a primeira, nos 100m costas. Horas depois, ela ainda ganhou uma prata nos 50m livre. Contando com as duas conquistas dela, o Brasil faturou sete medalhas na piscina nesta sexta-feira: ouro com Felipe França (100m peito), prata com Bruno Fratus (50m livre), Felipe Lima (100m peito) e Guilherme Guido (100m costas), além de bronze com Leonardo de Deus (400m livre).

No ciclismo de pista, Gideoni Monteiro faturou o bronze no Omnium, o segundo do País na disciplina, que não ia ao pódio desde 1995. Já a luta faturou sua terceira medalha, de bronze, com Aline Ferreira. Também é um resultado histórico, porque conta com o primeiro ouro da modalidade.

Contando também o tiro com arco masculino por equipes, o Brasil fechou o dia com 12 medalhas, sendo quatro de ouro. Teve, mais uma vez, um desempenho melhor do que de Cuba, que foi ao pódio sete vezes, com apenas um ouro.

A Colômbia, na prática, não ameaça o terceiro lugar do Brasil. Desde sua última participação no levantamento de peso (no qual foi ao pódio com seus 13 atletas), há três dias, a Colômbia somou apenas 14 medalhas, sendo cinco de ouro, duas nesta sexta. Nesses mesmos três dias, o Brasil somou 32 medalhas, sendo dez douradas. O mesmo vale para o México, que ganhou apenas 13 medalhas nos últimos três dias, apenas uma de ouro.

Cuba confiava em um resultado melhor na luta, um dos seus carros chefes. Ao fim de três dos quatro dias de disputas da modalidade, ganhou apenas três medalhas de ouro, contra nove do Pan passado.

Na disputa pelo primeiro lugar, o Canadá abriu folga de cinco medalhas de ouro sobre os Estados Unidos, uma mais do que no fim do dia na quinta-feira. No total, entretanto, os norte-americanos ultrapassaram os donos da casa: 114 a 110. Ao longo do dia, os canadenses ganharam 13 medalhas, uma a mais que o Brasil.

NOVO PAN - Neste sábado começa a segunda semana de disputas de medalhas no Pan, com a estreia de diversas modalidades. Em boxe, canoagem slalom e ginástica de trampolim ainda não haverá distribuição de medalhas. No pentatlo moderno, Yane Marques vai atrás da medalha de ouro, enquanto, Priscila Oliveira vai tentar a vaga olímpica. O atletismo, por sua vez, começa com a maratona feminina.

O Brasil tem expectativa de mais um dia repleto de medalhas: Flávio Cipriano está na semifinal da prova de velocidade do ciclismo de pista; o conjunto brasileiro lidera na ginástica rítmica e deve ficar com o ouro; e Bruno Heck é um dos favoritos na carabina três posições, após fazer final em outras duas provas do tiro esportivo.

As provas de natação chegam ao fim com a expectativa de pelo menos mais cinco medalhas, uma vez que serão disputadas as provas de 200m medley (Thiago Pereira, Henrique Rodrigues e Joanna Maranhão) e 4x100m medley, além das competições de fundo.

Por fim, na vela, o Brasil está na zona da medalha das cinco classes olímpicas e já garantiu o ouro com Bimba. A expectativa é de pelo menos mais duas de ouro e cinco medalhas no total. Cuba vai tentar se destacar nas últimas quatro categorias da luta livre masculina.

CONFIRA AS PRIMEIRAS COLOCAÇÕES DO QUADRO DE MEDALHAS:

1.º Canadá - 45 de ouro, 38 de prata e 27 de bronze (110 total)

2.º Estados Unidos - 40 de ouro, 34 de prata e 40 de bronze (114 total)

3.º Brasil - 22 de ouro, 19 de prata e 32 de bronze (73 total)

4.º Cuba - 19 de ouro, 18 de prata e 20 de bronze (56 total)

5.º Colômbia - 19 de ouro, 7 de prata e 19 de bronze (45 total)

6.º México - 10 de ouro, 14 de prata e 24 de bronze (48 total)

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