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O manuscrito mais antigo do Reino Unido, escrito em latim em meados do século I, foi encontrado em Londres, em meio a uma coleção valiosa de textos sobre o comércio da cidade, revelaram arqueólogos nesta quarta-feira.

O texto foi registrado em uma tábua de madeira e faz referência a uma dívida contraída em 8 de janeiro do ano 57, menos de 14 anos depois da invasão romana de 43. O documento afirma que um escravo liberto reconhece uma dívida de 105 dinares por uma mercadoria, a metade do que um soldado romano ganhava em um ano.

As tábuas foram encontradas em uma escavação na City de Londres, o distrito financeiro da cidade, durante a construção da sede da agência de notícias financeiras Bloomberg. No total, foram encontradas 405 tábuas de madeira escritas, em sua maioria contendo anotações de caráter comercial, como contas, recibos de empréstimos e documentos legais.

"Eram como os e-mails do mundo romano", disse Sophie Jackson, diretora do Museu de Arqueologia de Londres, que realizou a escavação.

Os romanos enceravam as tábuas e entalhavam o texto na cera. Em alguns casos, a pressão ao gravar era forte o suficiente para deixar marcas na madeira, e estes vestígios permitiram que o conteúdo fosse identificado pelos arqueólogos.

O Papa Francisco disse não fazer objeção à missa em latim, contanto que seja celebrada de acordo com o Concílio Vaticano II, em uma mensagem à comunidade tradicionalista, anunciou o Vaticano nesta quarta-feira (13).

Dirigindo-se à Fraternidade de São Pedro (244 sacerdotes e 153 seminaristas em todo o mundo), ele escreveu que, "ao celebrar os mistérios sagrados segundo a extraordinária forma do rito romano" (missa em latim), seus membros "contribuem, na fidelidade à tradição viva da Igreja, para uma melhor compreensão e aplicação do Concílio Vaticano II" (1962-1965), revelou a Rádio Vaticano.

O site Vatican Insider também citou nesta quarta declarações do cardeal conservador colombiano Dario Castrillon Hoyos, recebido em audiência pelo Papa em 31 de outubro: "Eu me reuni recentemente com o Papa e ele me disse que não tinha problema com o rito antigo".

A crise tradicionalista começou nos anos 1970, quando alguns movimentos tradicionalistas que não reconheciam as realizações do Concílio - incluindo a celebração da missa em língua local - se afastaram.

Em um desejo de unidade, o Papa Bento XVI, em seu motu proprio "Summorum Pontificum", de 2007, reautorizou o rito pré-conciliar para apaziguar os fundamentalistas. Ainda nos anos 1970, alguns grupos - como a Fraternidade de São Pedro - voltaram à Igreja, aceitando a autoridade do Papa.

Mas alguns fundamentalistas liderados pelo arcebispo Marcel Lefebvre não ouviram os apelos da Igreja. Francisco tem uma atitude crítica em relação aos católicos que vivem no passado, mas é, sobretudo, intolerante com a indisciplina. Para ele, a partir do momento em que um movimento obedece a Igreja, uma pluralidade de expressões litúrgicas é possível.

Uma jornalista da agência de notícias italiana Ansa conseguiu um furo mundial na manhã desta segunda-feira, ao ser a primeira a dar a notícia da renúncia de Bento XVI, porque compreendeu o discurso que o Papa fez em latim para anunciar a decisão que tomou o mundo de surpresa.

"Nossa 'vaticanista' Giovanna Chirri' escutou o discurso do Papa diante do Consistório", explicou à AFP Luigi Contu, diretor da Ansa.

"Em um determinado momento, ele mudou de assunto e a nossa jornalista entendeu que ele disse estar cansado, que a pressão estava forte demais e que ele iria parar", revela Contu.

Quando ouviu essas palavras do Papa, Giovanna Chirri ligou logo em seguida para o porta-voz do Vaticano, Padre Federico Lombardi, mas não conseguiu entrar em contato com ele imediatamente.

Enquanto ela estava conversando com seus editores sobre a possibilidade de anunciar a notícia baseada em seu próprio conhecimento, Lombardi ligou para ela de volta para confirmar a notícia histórica.

A Ansa divulgou a informação às 11h46 no horário local (8h46 de Brasília) e todas as agências internacionais de notícias internacionais fizeram o mesmo poucos minutos depois.

"Isso mostra que a cultura geral é fundamental para a formação dos jornalistas", comentou Contu.

Giovanna Chirri foi parabenizada pelos colegas nas redes sociais, mas esbanjou modéstia. "O latim de Bento XVI é bem fácil de se entender", postou a jornalista no Twitter.

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