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O presidente e candidato à reeleição, Jair Bolsonaro (PL), foi entrevistado nesta sexta-feira, 21 em evento promovido por Estadão, Rádio Eldorado e um pool de empresas (SBT, CNN, Veja, Terra e Rádio Nova Brasil).

Durante a entrevista, Bolsonaro afirmou que teve "que se curvar ao Parlamento", após a criação do orçamento secreto, institucionalizado durante a sua gestão. Segundo o atual chefe do Executivo, "o orçamento não é secreto, secreto é o nome dos parlamentares".

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O presidente afirmou que gostaria de ter o controle do orçamento separado para controle dos parlamentares e que a decisão, apesar de não ter sido criada pelo Executivo, foi discutida com membros do governo como o ex-ministro da Casa Civil Luiz Eduardo Ramos e o ministro da Economia Paulo Guedes.

Realizado no estúdio do SBT, o encontro substitui um debate que ocorreria entre Bolsonaro e o ex-presidente Luiz Inácio da Silva (PT), que recusou o convite. Veja como foi a entrevista:

Medidas de combate à fake news

Respondendo a uma pergunta da jornalista Clarissa Oliveira, o presidente Jair Bolsonaro (PL) se posicionou contra medidas de combate à fake news. "Da minha parte, zero criação de leis nesse sentido. Quem seria o censor do que é ou não fake news? Entendo que o melhor controle da mídia é deixar a mídia livre, para que a população decida", argumentou.

Orçamento x promessas de campanha

O presidente Jair Bolsonaro (PL) foi questionado pela jornalista do portal Terra Tatiana Farah como vai cumprir promessas de campanha que não estão contempladas no Orçamento do próximo ano.

O chefe do Executivo defendeu que "quem faz o orçamento é o Legislativo, não um decreto presidencial". Segundo ele, críticas sobre cortes de recursos para programas sociais como a Farmácia Popular seriam infundadas porque a lei orçamentária ainda não está definida. Bolsonaro argumentou que o Parlamento vai buscar alternativas e usou como exemplo a PEC de bondades e o Auxílio Emergencial aprovados no Congressos como prova de que "nada é definitivo" no orçamento.

Ministros militares

O repórter do Estadão Marcelo Godoy questionou o presidente sobre os mais de 6 mil militares no governo e sobre a proposta de reforma administrativa.

O assunto foi tema da série Agenda Estadão em reportagem sobre o inchaço do Estado brasileiro. Um dos principais entraves é enfrentar o corporativismo público para promover um corte de despesas que, acima de tudo, não prejudique ainda mais a qualidade e a quantidade dos serviços ofertados ao cidadão.

O presidente Jair Bolsonaro (PL) disse que chamou pessoas que estavam alinhadas a ele. "Eu tive seis ou sete ministros militares. Eu chamei pessoas que estavam alinhadas a mim. Se é outro candidato, botaria gente alinhada a eles. Tanto é que o outro governo mergulhou em corrupção, o nosso foi diferente". disse.

Bolsonaro defendeu que a sua gestão cortou o "inchaço" da máquina pública, que melhorou a gestão das estatais e que fez concurso apenas para postos "essenciais", como a Polícia Federal e a Polícia Rodoviária Federal.

Segundo o chefe do Executivo, ele não pretende alterar a estabilidade dos atuais servidores públicos, mas que pode discutir a situação para os futuros.

Amazônia

O presidente Jair Bolsonaro (PL) foi questionado pelo jornalista Márcio Gomes sobre suas propostas para combate ao desmatamento na Amazônia Legal.

A série Agenda Estadão tratou do tema ao detalhar que como o agronegócio sadio aumenta a colheita com a aplicação de novas tecnologias, e não pela ampliação de fronteiras agrícolas. A reportagem mostrou que o agro pode continuar sendo o motor do progresso do país e a força de preservação da Amazônia.

De acordo com o presidente Jair Bolsonaro (PL), a Amazônia Legal está "84% preservada" e os índices de desmatamento na sua gestão são menores do que nos governos anteriores. "Hoje, dois terços da nossa terra estão preservados, está da mesma forma como Pedro Álvares Cabral chegou no Brasil. Com regulação fundiária, nós colocaríamos um ponto final nisso", afirmou durante a sabatina.

O chefe do Executivo argumentou que o orçamento é "engessado" e que, mesmo assim, promoveu operações como "Guardiões do Bioma", além de defender a proposta de uma regularização fundiária, sem esclarecer as condições para a distribuição das terras. "França deixou de nos criticar, queimou por dois meses. Alemanha voltou a usar energia suja, ou seja, sem energia ninguém vai a lugar nenhum todo mundo", disse.

Reeleição

O presidente Jair Bolsonaro (PL) foi questionado pelo jornalista da rádio Nova Brasil, Diego Amorim, se pretende mobilizar o Congresso para passar uma emenda que acabe com a possibilidade de reeleição no Brasil. Durante as eleições de 2018 o chefe do Executivo se disse favorável à proposta, mas, depois de eleito, não fez movimentos para aprovar o projeto.

Bolsonaro respondeu que mudou de ideia sobre a reeleição pois, na avaliação dele, a direita não teria perfil para vencer a eleição em 2022. "O que me fez mudar de ideia: não tínhamos um nome ou um perfil parecido com o meu. Estaríamos entregando o Brasil para o PDT, PT ou PSB, seria a volta da esquerda". afirmou.

Sobre a possibilidade de retomar a proposta se reeleito, Bolsonaro disse que, se houver consenso no Congresso, ele "não diria não" à proposta. Segundo ele, sugerir uma lei que não permita o instituto da reeleição no Brasil seria "mexer em um vespeiro" e poderia criar dificuldades do chefe do Executivo negociar com o parlamento. Por isso, argumentou que só defenderia a proposta se houver maioria ampla na Câmara.

"Obviamente se parte do Parlamento topar uma proposta como essa a gente entende que cinco anos sem reeleição seria muito bem vindo. Alguns falam em diminuir o tamanho da Câmara. Eu não posso tocar a mão em um vespeiro. Isso teria que vir quase que num consenso", disse. "Se o parlamento vier em comum acordo, eu não tenho porque dizer não até porque eu pretendo entregar o governo, se reeleito, para um perfil semelhante ao meu."

Auxílio Brasil no próximo ano

O presidente Jair Bolsonaro (PL) foi questionado sobre quais são seus planos para manter o valor do Auxílio Brasil em R$ 600 em 2023, caso seja reeleito.

Reportagem da série Agenda Estadão mostrou que o Brasil nunca gastou tanto e atendeu tantas famílias com transferência de renda direta do governo para os mais pobres como agora. Mas, o País enfrenta o obstáculo de fazer mais e melhor com o dinheiro para combater a pobreza e a fome no País, já as políticas públicas para aliviar o problema tendem em resultar em dependência, que no longo prazo só piora as coisas.

Bolsonaro defendeu em sua resposta a proposta do ministro da Economia, Paulo Guedes, que a taxação de lucros e dividendos traria recursos suficientes para financiar o Auxílio Brasil em 2023, mas não deu certeza se será de fato eficaz. Ele foi questionado como faria para manter o benefício uma vez que não há o recurso previsto no Orçamento do próximo ano.

"Confio no Paulo Guedes, e ele tem achado alternativa para tudo aquilo que ele promete", afirmou. "Com a taxação de lucros e dividendos, será o suficiente para suprirmos essa parte. Caso não seja possível, com toda a certeza, junto com o Parlamento, faremos o mesmo para prorrogar esse benefício no ano que vem."

O mandatário ainda atacou o valor antes distribuído pelo Bolsa Família, criado durante a gestão petista.

Salário mínimo

A jornalista Clarissa Oliveira questionou o presidente Jair Bolsonaro (PL) sobre o pagamento de salário mínimo durante a sua gestão e a proposta de desindexar o aumento da inflação. Bolsonaro rebateu que a proposta seria fake news. "Duvido que um só parlamentar votaria para desindexar, precisamos de três quintos dos parlamentares para mudar a Constituição", disse.

Sobre o salário mínimo, que permaneceu sem aumento real durante os últimos quatro anos, o chefe do Executivo argumentou que é "preciso levar em conta que tivemos uma pandemia, em que gastamos R$ 720 bilhões em 2020, dentro da responsabilidade fiscal". Segundo o presidente, se não tivesse recorrido ao congelamento de salário de servidores públicos e cortes no orçamento, nenhum aumento teria sido possível.

Bolsonaro sobre políticas para a igualdade racial: ‘Exemplo arrasta muito mais do que a força de uma lei’

Questionado sobre políticas para a igualdade racial, o presidente Jair Bolsonaro disse que "procura tratar todo mundo igual". Ele recorreu ao exemplo de uma situação em que, segundo ele, teria sido homenageado pelo Exército por salvar a vida de um "soldado negro". Segundo ele, se fosse racista, teria deixado o colega morrer afogado. Bolsonaro também defendeu que seu governo diminuiu o índice de violência contra a população negra e LGBT. "Muitas vezes um simples exemplo arrasta muito mais que o poder de uma força de lei", disse.

Orçamento secreto

O assunto foi tema da série Agenda Estadão. Reportagem sobre governabilidade mostrou que o presidencialismo de coalizão transfigurou-se no Brasil em presidencialismo ora de "colisão", ora de "cooptação". Nos dois casos, a governabilidade sofre, seja pelo choque paralisante, seja pela transferência excessiva de poder e de gastos sem critério e controle ao Congresso.

 

O presidente Jair Bolsonaro reconheceu que queria ter mais controle sobre o Orçamento. "Da minha parte, eu gostaria, mas tenho que ceder a adesão do Orçamento. Eu gostaria que esse recurso estivesse nas minhas mãos. Mas a decisão não é minha", afirmou.

O candidato à reeleição defendeu que ele teve o veto derrubado. Como mostrou o Estadão, a primeira tentativa de viabilizar o orçamento secreto foi realmente do Congresso e Bolsonaro a vetou. O presidente, porém, recuou do próprio veto logo depois e encaminhou para análise dos parlamentares, em dezembro de 2019, o texto que criou o orçamento secreto. O projeto é assinado por Bolsonaro e a exposição de motivos que o justifica leva a assinatura do general Ramos.

Ministros

O jornalista Carlos Nascimento iniciou a sabatina questionando o candidato à reeleição Jair Bolsonaro sobre como será sua política para a Economia caso seja eleito e quais empresas estatais pretende privatizar. O jornalista também perguntou se o ministro Paulo Guedes deve permanecer à frente do Ministério da Economia nos próximos quatro anos. Em resposta, o presidente Jair Bolsonaro (PL) disse que os ministros de todas as pastas devem permanecer em seus cargos em um eventual segundo governo. "Paulo Guedes continua, assim como todos os ministros, a não ser que queriam sair por algum motivo qualquer, todos permanecerão. Bolsonaro defendeu políticas econômicas de seu governo, e minimizou impactos econômicos no País, alegando que a pandemia e a Guerra na Ucrânia foi contornada pela gestão federal.

Liberdade de imprensa

Respondendo a pergunta do jornalista Márcio Gomes sobre impeachment do Supremo Tribunal Federal (STF), o presidente Jair Bolsonaro (PL) criticou as decisões do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em relação a emissora Jovem Pan. "A preocupação deveria estar sobre o [ex-presidente] Luiz Inácio Lula da Silva. Nunca tomei nenhuma medida de força contra qualquer repórter no Brasil, tentar desmonetizar a página de quem quer que seja, mesmo quando prejudicado, não busquei atingir o que é a alma da democracia, que é a liberdade de imprensa", afirmou o chefe do Executivo.

A pergunta do jornalista se referia ao posicionamento do atual vice-presidente Hamilton Mourão (Republicanos), eleito senador pelo Rio Grande do Sul, que afirmou ter intenção de discutir o impeachment de ministros do STF no próximo ano. Pontes perguntou se Bolsonaro pretende aprovar movimentos de impeachment se reeleito. "Já entrei com pedido de impeachment contra Alexandre de Moraes, mas senado não aprovou. Agora, temos um senado mais centro-direita, mas não tenho intenção de pedir o impeachment [novamente] e não tenho intenção de aumentar ministros", respondeu Bolsonaro.

Ausência de Lula

Ao chegar para entrevista do Estadão e do pool de veículos de imprensa, o presidente Jair Bolsonaro (PL), candidato à reeleição, criticou a ausência "do outro lado". O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) recusou o debate, alegando incompatibilidade de agenda. "Se a esquerda não se apoiar em mentiras, o que eles têm para apresentar?", questiona Bolsonaro.

A segurança estava reforçada, com duas revistas antes de entrar no cercado para a coletiva com o presidente e pelo menos dez equipes policiais, entre viaturas e motociclistas.

Promovido pelo Estadão, a Rádio Eldorado e um pool de veículos de imprensa, o segundo debate entre candidatos ao Palácio do Planalto foi marcado, na noite de ontem, por críticas a Luiz Inácio Lula da Silva (PT), por faltar ao evento, e a Jair Bolsonaro, que disputa a reeleição pelo PL. O petista e o presidente foram reiteradamente associados à corrupção. As contestações mais veementes ao atual chefe do Executivo partiram das duas postulantes mulheres ao cargo - Simone Tebet, do MDB, e Soraya Thronicke, do União Brasil.

Candidato do PDT, Ciro Gomes, que também não poupou Bolsonaro, destinou ataques mais fortes a Lula, de quem é alvo de uma campanha por voto útil para que a eleição se encerre no primeiro turno, marcado para o próximo dia 2.

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Felipe d'Avila, do Novo, reforçou o discurso antipetista, ao mesmo tempo que Padre Kelmon (PTB) atuou como linha auxiliar do atual presidente, ao defendê-lo por ser alvo, segundo ele, de cinco candidatos, e ao afirmar que o governo "está em boas mãos, sim".

Nesse cenário, o presidente demonstrou mais segurança, diferentemente de outros eventos nos quais foi confrontado nesta eleição. Lula, por sua vez, optou por faltar ao debate promovido pelo Estadão, Rádio Eldorado, SBT, CNN Brasil, Veja e Rádio NovaBrasil FM, sob alegação de conflito de agendas.

Enquanto o debate era transmitido dos estúdios do SBT, em Osasco, o petista fazia ataques a Bolsonaro em Itaquera, na zona leste de São Paulo. "Ele vai ser ladrão ou não quando eu tomar posse e acabar com esse sigilo", disse Lula, em referência aos decretos de cem anos impostos por Bolsonaro a atos do governo.

CRÍTICAS

O petista foi criticado por faltar ao debate antes mesmo do início do programa, que durou cerca de duas horas e contou com quatro blocos - dois deles com embates entre os candidatos e dois com perguntas feitas por jornalistas.

"A ausência do presidiário, do ex-presidiário, demonstra que ele não tem compromisso com a população. Em 2018, eu não compareci por causa da facada e fui massacrado pelo PT", afirmou Bolsonaro. Já Ciro disse que Lula está de "salto alto". Soraya, por sua vez, avaliou a ausência do petista como um "ato de covardia".

Ao longo do debate, d’Avila criticou o STF. "Está na hora de enquadrar o Supremo Tribunal Federal. O STF foi responsável por soltar Lula. Chega de Lula, chega desse Barrabás", disse. Ao comentar, Simone reforçou críticas a Bolsonaro e ao orçamento secreto - revelado pelo Estadão -, que ela classificou como "corrupção do governo federal".

O clima tenso também marcou o debate. Foram dez pedidos de resposta, dos quais cinco foram concedidos.

Orçamento secreto e MEC

Durante o debate, na noite de ontem, o orçamento secreto e os escândalos de corrupção no Ministério da Educação - ambos revelados pelo Estadão - foram os principais temas apresentados pelos candidatos para enquadrar o presidente Jair Bolsonaro, postulante à reeleição pelo PL. O chefe do Executivo, por sua vez, negou a ocorrência de corrupção no governo. "Eu não sei para onde vai o dinheiro desse tal orçamento secreto", disse o presidente.

"Nós tiramos a corrupção das manchetes de jornal. Três anos e oito meses e você não vê escândalo de corrupção no meu governo. Quando acusam, como em uma CPI (da Covid) fajuta aí do Senado, são suposições. Nós demos o exemplo, escolhendo pessoas corretas para estar à frente dos ministérios", disse. Milton Ribeiro, ex-ministro da Educação, chegou a ser preso, e depois solto, em razão do gabinete secreto com a atuação de pastores que mediavam a negociação de recursos da pasta.

Logo na primeira pergunta, a senadora Simone Tebet (MDB) acusou Bolsonaro pela falta de merenda em escolas e mencionou o orçamento secreto - as chamadas emenda de relator. "Você é um péssimo exemplo, porque, além de tudo, mente em cadeia nacional. Anda de jet ski e moto, não conhece a realidade do Brasil, por isso disse que o Brasil não tem fome", afirmou.

O presidente também acusou a senadora e sua vice, a também senadora, Mara Gabrilli (PSDB), de usarem recursos do esquema. Apenas Mara, no entanto, recebeu emendas de relator. "O Orçamento é feito em quatro mãos: Executivo e Legislativo. Não é verdadeira sua acusação de cortar a merenda porque o Orçamento não foi votado", respondeu Bolsonaro.

Ele afirmou que a senadora, como parlamentar, terá a chance de "pegar" os recursos do mecanismo para redistribuir aos ministérios, entre eles o da Educação. Durante o debate, a assessoria de Simone rebateu as acusações de Bolsonaro. Em nota, afirmou que Simone "não defendeu as emendas do relator, ao contrário do que Bolsonaro falou".

A senadora Soraya Thronicke (União Brasil) também entrou em embate com Bolsonaro por causa do orçamento secreto. "Desafio o senhor a mostrar e abrir todas as indicações de emenda de relator dos demais parlamentares", disse. Ela pediu para Bolsonaro "não cutucar onça com a sua vara curta".

A senadora ironizou, ainda, o governo Bolsonaro em pergunta para Felipe d’Avila, do Novo, ao mencionar escândalos da atual gestão. "O senhor já brincou de ‘o que é o que é?’ Vou te perguntar. O que é o que é: não reajusta a merenda escolar, mas gasta milhões com leite condensado? Tira remédio da Farmácia Popular, mas mantém a compra de Viagra? Não compra vacina para covid, mas distribui prótese peniana para seus amigos?", perguntou. O corte na Farmácia Popular, para garantir as emendas em 2023, também foi revelado pelo Estadão.

Bolsonaro, por sua vez, acusou Soraya de "estelionato eleitoral" e ainda defendeu as compras do Exército de remédios como Viagra. "Me acusam de ser corrupto, mas não dizem da onde foi tirado esse dinheiro para corrupção", disse, em um dos pedidos de resposta. "Olhem para o espelho primeiro e depois venham me acusar", afirmou.

EDUCAÇÃO

Candidato do PDT, Ciro Gomes sugeriu que Bolsonaro "passou pano" para corrupção no MEC e Soraya apontou responsabilidade do chefe do Executivo. "Para ser honesto, o presidente não é onisciente, vai ser vítima de quem o traiu. A questão é a atitude diante do caso. Nesse caso, como em muitos outros, infelizmente, o presidente elogiou, passou pano para corrupto", afirmou Ciro.

Já Soraya afirmou que "quem não demite ministro" acusado de corrupção "é tão responsável quanto", lembrando também da proposta de propinas escondidas em pneu na gestão de Ribeiro, conforme revelado pelo Estadão.

Ciro disse, ainda, que Bolsonaro e as gestões petistas carregam a pecha de corrupção. Em uma pergunta a Felipe d’Avila, o pedetista disse que Bolsonaro foi eleito em meio à crise econômica e aos escândalos de corrupção nos governos do PT, mas citou pesquisa Datafolha que mostra que 69% da população têm impressão que há corrupção na gestão atual.

"O presidente Bolsonaro teve oportunidade de ouro de mudar radicalmente", disse. "E teve a proeza de ressuscitar Lula, que se tinha clareza lá atrás que estava relacionado com a corrupção", afirmou Ciro.

Quando Bolsonaro defendeu o governo, Felipe d’Avila rebateu a fala também resgatando o orçamento secreto e reforçou críticas ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). "O orçamento secreto é muito parecido com o mensalão."

CRÍTICAS A LULA

Já Ciro, Soraya e Simone criticaram a ausência de Lula. "Um debate é como uma entrevista de emprego. Você contrataria um candidato que faltou à entrevista? Esse candidato Lula, que não merece seu voto, não foi à entrevista, uma coisa de quem não gosta de trabalhar", disse a senadora.

"Lula produziu onda de propaganda que todo mundo que não for Lula é fascista. Ao invés de vir aqui, foge", criticou Ciro em relação ao petista. Sobre o voto útil, o pedetista defendeu a realização de dois turnos para que o eleitor possa "votar com esperança" no candidato em que se identifica.

Na mesma pergunta, Simone concordou com Ciro e disse, sem mencionar Lula, que "esse mesmo candidato que pede voto útil para matar eleição no primeiro turno" não participa de debate. "Voto útil é da sua consciência", afirmou ela.

Já d’Avila, ao questionar Bolsonaro sobre medidas para combater crimes de corrupção, disse que Lula é "campeão" no assunto. "Brasil está cansado de ver escândalos de corrupção drenando o dinheiro do povo brasileiro", afirmou.

Na resposta, Bolsonaro se disse "orgulhoso" do seu governo. O candidato do Novo, por sua vez, instigou o presidente sobre o orçamento secreto e sua aproximação com o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, que se envolveu no escândalo de corrupção do Mensalão. O presidente se limitou a dizer que, anos atrás, ele foi "um dos três deputados que não pegava dinheiro na Petrobras" segundo o Supremo Tribunal Federal.

DOBRADINHA

Desconhecido de grande parte do público, Padre Kelmon (PTB) fez dobradinha com o presidente Jair Bolsonaro com ataques à esquerda e defendeu pautas ideológicas, principalmente seu posicionamento contra o aborto e pela liberdade. O candidato assumiu a cabeça de chapa após a impugnação da candidatura de Roberto Jefferson pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Bolsonaro questionou se o candidato do PTB aprovava a sua gestão. "A minha opinião é que o senhor tem ajudado muito este País. E nós estamos vendo aqui um massacre", afirmou Kelmon.

A plateia presente ao estúdio do SBT para acompanhar o debate reagiu com risadas quando Bolsonaro destinou uma segunda pergunta a Kelmon. Na segunda ocasião, o presidente podia perguntar a Soraya, mas preferiu manter a parceria.

Na noite deste sábado, o SBT ficou em segundo lugar em audiência na Grande São Paulo. A TV Globo chegou 16,7 no Ibope, e o SBT, 6,7, seguido de Record com 4,7. Cada ponto equivale a 74.666 televisores sintonizados na emissora. l

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

A CNN Brasil ingressou no pool formado por Estadão, Rádio Eldorado, SBT, revista Veja e rádio NovaBrasil FM que vai promover debates com os principais candidatos à Presidência e ao governo de São Paulo durante a campanha eleitoral deste ano.

A previsão é que os debates ocorram em setembro - no dia 17 para o governo paulista e no dia 24 para a Presidência da República. Em caso de segundo turno, as datas previstas são 15 de outubro (para o governador) e 24 de outubro (para a Presidência). As primeiras reuniões com as campanhas já foram realizadas.

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O comando da campanha do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pediu que jornais e emissoras de rádio e TV se organizem em pool para a realização de no máximo três debates entre candidatos à Presidência no período eleitoral. O formato é semelhante ao que ocorre nos Estados Unidos.

Em ofício enviado à Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert) e à Associação Nacional de Jornais (ANJ) nesta quarta-feira, 15, partidos que compõem a coligação petista disseram ser inviável ao candidato comparecer em todos os debates previstos por veículos de comunicação no período de 45 dias que antecedem o primeiro turno.

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"No caso do Brasil, acreditamos que a organização de até três debates nacionais permitiria a contribuição das emissoras para o processo eleitoral, preservando a mobilidade dos candidatos para o diálogo democrático e direto com a população e seus aliados regionais", escreveram em nota.

"Dentro do exíguo período de 45 dias de campanha eleitoral, determinado pela legislação em vigor, tal programação de debates, concentrados na capital de São Paulo, é incompatível com a agenda política e a realização de atos públicos de campanha, que exigem deslocamentos pelas 27 unidades da federação", completaram.

Como mostrou o Estadão, o presidente Jair Bolsonaro (PL) e Lula admitiam faltar aos debates na TV no primeiro turno das eleições. No começo do mês, porém, Bolsonaro afirmou que marcaria presença se o petista também participasse "Eu fecho agora: se Lula for, eu vou junto com ele", disse, em visita a Foz do Iguaçu (PR).

Até agora, há dez debates programados. No dia 24 de setembro, por exemplo, uma parceria entre o Estadão, Rádio Eldorado, o SBT, a revista Veja e a rádio Novabrasil FM vai promover debates com os principais candidatos à Presidência, com transmissão em várias plataformas e duração aproximada de duas horas.

O Uber, aplicativo de viagens particulares, anunciou que a categoria “Uber Pool”, responsável por viagens compartilhadas, foi substituída pela opção “Uber Juntos” e requer que o usuário caminhe algumas quadras para encontrar o motorista.

A novidade já havia sido divulgada no final de setembro e estava em fase de testes no Rio de Janeiro. Agora a mudança chega oficialmente a São Paulo e com a promessa de corridas mais baratas para os clientes que aceitarem viajar com outros passageiros no mesmo veículo.  O desconto nessa modalidade será de 50% em relação ao “Uber X”, nos três primeiros meses, e depois ficará em 35%.

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De acordo com a companhia, para estrear a nova forma de viagem compartilhada no Rio de Janeiro e em Niterói, a empresa está oferecendo aos usuários viagens a R$ 4.

Quanto as quadras que o usuário precisará andar para encontrar o motorista, o Uber justificou que se deve ao fato de que em algumas regiões de São Paulo uma volta que o motorista precisa dar no quarteirão pode aumentar consideravelmente o tempo de chegada ao destino.

Para solicitar uma viagem no “Uber Juntos” o usuário deve esperar cerca de dois minutos até ser avisado onde deve encontrar o motorista. A distância de caminhada até o veículo, segundo a companhia, não deve levar mais que alguns minutos. O final da viagem também poderá ser feito a pé, com o aplicativo indicando o restante do caminho a ser percorrido pelo cliente.

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Faltando aproximadamente dois meses para a chegada do The Sims 4 no mercado, a produtora Maxis, responsável pelo simulador, anunciou que o jogo base da quarta geração do título não terá piscinas e bebês. “Não é possível para nós incluir todas as funções e pedaços de conteúdo que acrescentamos ao The Sims 3 ao longo dos últimos cinco anos", explicou o produtor do game, Ryan Vaughan.

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O modo de construção de piscinas esteve presente em todas as versões básicas da série, desde que o primeiro “The Sims” foi lançado, em 4 de fevereiro de 2000. Quanto aos bebês, os personagens do game só poderão passar da fase “recém-nascido” para “criança”, ignorando a faixa entre estas duas idades.

“Enquanto reconhecemos que alguns de vocês ficarão desapontados com o fato de o jogo não ter um construtor de piscinas e bebês quando for lançado em setembro, saibam que estamos construindo uma incrível base que será capaz de preencher cada um dos seus desejos nos anos que estão por vir”, diz a mensagem publicada no site do jogo.

Tudo novo

The Sims 4 trará novas ferramentas e Sims com emoção e inteligência melhoradas. Já é possível fazer a pré-compra do jogo para plataforma PC através do site do título eletrônico. Quem optar por comprá-lo por R$ 99,90, receberá uma edição limitada do game que contará com conteúdo "Alma da Festa". Uma edição Deluxe também está disponível por R$ 139,90.

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