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O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) fechou a porta para a volta da ex-prefeita Marta Suplicy ao PT. Em evento realizado neste sábado (14), em Guararema (SP), João Pedro Stédile, da coordenação nacional do movimento, manifestou diante de lideranças petistas o descontentamento com uma possível volta de Marta ao partido. "Marta não é bem-vinda [de volta ao PT]", resumiu Stédile.

Foi a primeira vez que um líder importante do partido manifestou publicamente o veto à volta de Marta à legenda. O MST é hoje uma das principais forças na base do PT. Na plateia estavam o deputado Paulo Teixeira (PT-SP), um dos vice-presidentes da legenda, e Juliano Medeiros, presidente nacional do PSOL.

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Marta deixou o partido em 2015 com fortes críticas aos casos de corrupção envolvendo integrantes do partido revelados nos escândalos do Mensalão e Lava Jato e se filiou ao MDB. No ano seguinte, a então senadora votou a favor do impeachment da então presidente Dilma Rousseff e, depois, se incorporou à base de apoio de Michel Temer.

Há alguns meses, no entanto, ela tenta uma reaproximação com a esquerda depois de se desfiliar do MDB. O movimento teve reação positiva do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva que em uma entrevista disse que Marta foi a "melhor prefeita que São Paulo já teve".

Respaldados por Lula, alguns líderes do PT tentaram articular a volta dela ao partido, mas a hipótese mais provável é que Marta se filie a outra legenda. Lula projeta uma chapa com a ex-prefeita como candidata a vice de Fernando Haddad.

Em jantar com advogados do grupo Prerrogativas, duas semanas atrás, ele disse estar à disposição para cumprir qualquer papel que ajude na formação de uma frente de centro-esquerda capaz de se opor ao governo Jair Bolsonaro.

Segundo João Paulo Rodrigues, que também integra a coordenação nacional do MST, o movimento aceitaria a presença de Marta em uma chapa com Haddad (que também é o preferido dos sem-terra). "Aliança é possível. Já votamos no [Mário] Covas contra o [Paulo] Maluf [na eleição para o governo de São Paulo em 1998], né?", lembrou o líder sem-terra.

O veto do movimento a Marta aconteceu durante o encontro de fim de ano dos amigos do MST na Escola Nacional de Formação Florestan Fernandes, em Guararema (SP).

<p>Nesta sexta-feira (13), o cientista político Adriano Oliveira faz uma análise sobre os últimos anos do cenário político brasileiro. Ele aponta que em 2010 Lula (PT) saiu da presidência com uma aprovação superior a 80%, tendo uma aprovação majoritária entre várias classes da população. Essa aprovação levou a eleição de Dilma Rousseff, e sua consequente reeleição em 2014, mesmo ano em que a Operação Lava Jato surge. Com méritos e deméritos, a operação atingiu fortemente o lulismo e sua popularidade, levando ao impeachment de Dilma em 2016.</p><p>Em 2018 Lula foi preso e seu candidato Fernando Haddad perde a eleição para Jair Bolsonaro, que convidou Sérgio Moro para assumir um ministério, ele que é conhecido como algoz do PT / Lulismo. Para Adriano esses três personagens: Lula, Bolsonaro e Moro continuarão presentes e atuantes na política brasileira na próxima década, isso se não houver nenhum escândalo que os afaste.&nbsp;</p><p>O podcast de Adriano Oliveira tem duas edições, nas segundas e nas sextas-feiras. Além disso, também é apresentado em formato de vídeo, toda terça-feira, a partir das 15h, na fanpage do LeiaJá.</p><p>Confira mais uma análise a seguir:</p><p>
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O senador Rogério Carvalho (PT-SE) contratou Lurian Cordeiro Lula da Silva, filha do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, para ser assistente parlamentar em seu gabinete.

Lurian pediu demissão da Assembleia Legislativa do Rio, onde estava nomeada com um salário líquido de R$ 5.715,49, para ter uma remuneração de R$ 10.763,57 (incluindo auxílio-alimentação) no Senado.

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A nomeação de Lurian foi publicada nesta quinta-feira, 12, no Boletim Administrativo do Senado.

O Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), o Tribunal da Lava Jato, negou por unanimidade recurso movido pela defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no processo em que é acusado de receber vantagens indevidas da Odebrecht em forma da sede do Instituto Lula. O caso ainda tramita em primeira instância, na 13ª Vara Federal de Curitiba, e não foi julgado.

De acordo com a defesa, há indícios de suposta ilicitude no material fornecido pela Odebrecht que embasam a acusação, como cópias dos sistemas MyWebDay e Drousys, que registravam o pagamento de propinas para políticos na Lava Jato. O ex-presidente também alega vícios nos procedimentos de cooperação internacional que resultaram em material entregue por autoridades suíças ao Ministério Público Federal. Em ambos os casos, os advogados de Lula pedem a anulação das provas.

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O pedido foi negado pela 13ª Vara Federal de Curitiba, agora comandada pelo juiz Luiz Antônio Bonat. A defesa apresentou habeas corpus ao TRF-4. Inicialmente, o relator do caso, desembargador João Pedro Gebran Neto, negou o pedido monocraticamente. A defesa recorreu e o caso chegou ao plenário da Oitava Turma do Tribunal da Lava Jato.

Ao votar contra a defesa de Lula, o desembargador João Pedro Gebran Neto afirmou ter "chamado a atenção" a "frequente utilização de habeas corpus com a finalidade de enfrentar, de modo precoce, questões de índole processual".

"Embora pareça excesso de rigor, impera a necessidade de melhor otimizar o uso do habeas corpus, sobretudo por se tratar de processo afeto à 'Operação Lava-Jato', com centenas de impetrações, a grande maioria deles discutindo matérias absolutamente estranhas ao incidente", afirmou.

Gebran Neto afirmou que não viu "flagrante ilegalidade" na decisão de primeira instância e, por essa razão, a determinação de garantir a validade das provas contestadas deve ser mantida.

"A discussão a respeito de quaisquer vícios materiais e formais da prova ou a ocorrência de cerceamento tem lugar no curso da própria ação penal ou mesmo em sede recursal, de maneira que não se revela constrangimento ilegal capaz de provocar a suspensão do processo ou mesmo de algum ato específico", apontou.

Os demais desembargadores da Oitava Turma seguiram entendimento do relator e votaram contra a defesa de Lula.

Defesa

A reportagem entrou em contato com a defesa do ex-presidente Lula e aguarda retorno. O espaço está aberto a manifestações.

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou nesta quinta-feira, 12, de reunião com o Núcleo de Acompanhamento de Políticas Públicas do PT. No encontro, o petista discursou por cerca de vinte minutos e reprovou as políticas econômicas do ministro Paulo Guedes e a atuação do presidente da Câmara, Rodrigo Maia. "Enquanto o presidente Jair Bolsonaro não liga para nada, presidente da Câmara, em nome de uma alternativa confiável, vai aprovando tudo o que o Guedes quer", afirmou o ex-presidente.

Lula também criticou a imprensa ao dizer que "os meios de comunicação voltaram a adotar a política de pensamento único", em referência às discussões sobre a reforma da Previdência, já aprovada em dois turnos no Congresso e sancionada pelo presidente Bolsonaro. Segundo o petista, a imprensa seria responsável por não dar espaço a opiniões contrárias à reforma proposta pelo Ministério da Economia.

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O PT deve apresentar um plano substantivo de recuperação econômica do país. O líder do partido no Senado, Humberto Costa, afirma que com o aumento do preço da gasolina, do botijão de gás e da carne não é mais possível esperar. O parlamentar ressalta que 55 milhões de pessoas vivem na pobreza e a fome voltou em todo o Brasil, onde existe pessoas em situação de vulnerabilidade. 

"Lula conduzirá um grande encontro para discutir soluções à crise econômica. Uma pauta para gerar empregos, aumentar a renda e incluir um modelo solidário de Reforma Tributária no debate será anunciada em breve. O povo não é problema. É solução para ele. E é assim que a gente vai mudar o Brasil: a partir da construção de uma ampla frente que reúna todos aqueles com disposição de transformar o país e nos afastar desse caminho torto pelo qual hoje andamos”, declara Humberto.

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O senador avalia que Bolsonaro se mostrou "um fracasso antes mesmo do fim do primeiro ano". De acordo com Humberto, o PT vai apresentar uma pauta legislativa "consistente para sinalizar o caminho do Brasil construído junto com os brasileiros, longe do atraso e do retrocesso encarnado pela atual gestão", pontua.

Após passar quase 60 dias internado, o cantor e compositor Agnaldo Timóteo está voltando com moderação aos trabalhos. Nessa terça-feira (10), ele soltou o verbo em entrevista para o programa Conversa com Bial, exibido na Globo. No bate-papo com Pedro Bial, Agnaldo declarou que tem apreço pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. 

"Eu morro pelo Lula. Bolsonaro foi meu colega deputado, sempre nos respeitamos. A gente torce para que ele supere as dificuldades que têm surgido e seja um presidente... a metade do que foi Lula, já fico feliz", afirmou.

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Ainda falando sobre política, o artista contou que cogita mais para a frente se filiar ao Partido dos Trabalhadores (PT). "O Lula disse: 'se um dia você quiser ir para o PT, eu assino a ficha'. Eu já assinei, estou indo", explicou. Em um outro momento, Agnaldo Timóteo ainda elogiou Leonel Brizola e Paulo Maluf. 

"Brizola foi uma figura maravilhosa. Foi muito infeliz porque brigou com todo mundo, inclusive comigo. O Maluf... você não anda 10 minutos em São Paulo sem passar por uma obra dele", elogia, citando ex-governadores de Rio de Janeiro e São Paulo, respectivamente", disse.

Já faz algum tempo que a empresa de telefonia Oi não está navegando em águas muito tranquilas. Na última terça-feira (10), a telecom foi citada em investigação da Lava-Jato, referente a compra do sítio de Atibaia (SP), propriedade que é atribuída ao ex-presidente Lula (PT). Na manhã desta quarta-feira (11), a empresa - que atualmente passa por um processo de recuperação judicial, enviou um comunicado se defendendo das acusações de participar ilegalmente da compra da propriedade.

“No âmbito de investigações já concluídas ou em curso por diferentes autoridades, a companhia tem participado de forma colaborativa, com o envio de todas as informações solicitadas. A gestão da companhia reitera que não compactua com nenhuma irregularidade e não tem medido esforços para assegurar que quaisquer ações que eventualmente possam ter prejudicado a companhia sejam integralmente apuradas”, diz parte do texto enviado à imprensa pela Oi.

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A Operação intitulada Mapa da Mina, realizada pela Polícia Federal, investiga o repasse de pagamentos irregulares provenientes da Oi e da Vivo a empresas que pertencem ao empresário Jonas Suassuna e a Fábio Luís, filho do ex-presidente Lula e que teriam financiado a compra do sítio. 

Mesmo com a negativa da companhia, no mesmo dia em que foi deflagrada a investigação, o presidente do grupo ao qual pertence a telecom, Eurico Teles, anunciou que deixará o cargo por vontade própria a partir de 30 de janeiro de 2020. O motivo, de acordo com o jornal Folha de São Paulo, seria a quantidade de "pepinos" que a empresa tem enfrentado.

Ainda sobre as acusações, a empresa reitera que "é a principal interessada no total esclarecimento de eventuais atos praticados que possam lhe ter gerado prejuízo e reafirma o compromisso de seguir com seu processo de transformação, mantendo-se em linha com os mais elevados padrões de governança, ética e transparência".

Líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE) declarou que os números divulgados pelo Datafolha nessa terça-feira (10), de que a maioria dos brasileiros encarou como justa a soltura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), demonstram  que a população “está cansada da desordem e do caos instaurados no Brasil pelo governo Bolsonaro” e quer a volta de Lula no comando do país. 

De acordo com o senador, a maioria dos brasileiros já compreendeu a razão do que chamou de “perseguição a Lula” e entendeu o que estava “por trás do golpe  dado na democracia” por alguns para se locupletar das próprias decisões e colocar em curso projetos políticos e pessoais. “O apoio à liberdade de Lula retratado na pesquisa traduz o desejo de que ele retome um projeto de Brasil interrompido”, afirmou.

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Para Humberto, o atual governo é a cara do que foi a vida pública de Jair Bolsonaro: “28 anos no Congresso Nacional e nada, rigorosamente nada, produzido em favor do Brasil”.

“Oitenta por cento dos brasileiros desconfiam do que Bolsonaro  fala, o que consolida a sua reputação de rei das fake news. O povo  confia mais em Lula do que no presidente da República. Além disso, a  imensa maioria dos brasileiros considera justa a liberdade de Lula, após sua condenação ilegal em um processo corrompido, fruto de  uma caçada implacável para retirá-lo da vida pública”, disse.

Apesar da perspectiva de Humberto, o ex-presidente não pode ser candidato a cargos eletivos porque sua condenação pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro o faz estar enquadrado na Lei de Ficha Limpa.

*Com informações da assessoria de imprensa

O ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva foi ao Twitter para criticar a Operação Lava Jato e a força-tarefa que coordenou a nova fase da operação, a de número 69, deflagrada na manhã desta terça-feira, 10, e que investiga por corrupção e lavagem de dinheiro o seu filho, o empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha.

"O espetáculo produzido hoje pela Força Tarefa da Lava Jato é mais uma demonstração da pirotecnia de procuradores viciados em holofotes que, sem responsabilidade, recorrem a malabarismos no esforço de me atingir, perseguindo, ilegalmente, meus filhos e minha família", escreveu Lula em seu canal no Twitter.

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A fase "Mapa da Mina", deflagrada na manhã desta terça-feira, cumpriu 47 mandados de busca e apreensão nos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia e Distrito Federal.

Em coletiva de imprensa, os procuradores da Lava Jato disseram que há suspeitas de que empresas concessionárias de telecomunicações, como a Oi e a Telemar, teriam repassado dinheiro para empresas de tecnologia que tinham Fábio Lula da Silva como um dos proprietários, justamente por ele ser filho do então presidente da República.

Segundo a força-tarefa, parte do dinheiro repassado pela Oi/Telemar teria sido usado por Fábio e seus sócios para comprar o sítio de Atibaia (SP) usado por Lula e cuja reforma levou o ex-presidente a ser condenado em duas instâncias por corrupção e lavagem de dinheiro.

Defesas

"A Oi informa que atua de forma transparente e tem prestado todas as informações e esclarecimentos que vêm sendo solicitados pelas autoridades, assegurando total e plena colaboração com as autoridades competentes", disse a empresa por meio de nota.

A reportagem busca contato com as assessorias de imprensa da Vivo e do Grupo Gamecorp/Gol.

Também tenta falar o empresário Fábio Luís Lula da Silva e com outros citados na matéria. O espaço está aberto para as manifestações de defesa.

A soltura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi considerada justa pela maioria dos brasileiros que responderam a última pesquisa do Datafolha. De acordo com os dados, divulgados nesta terça-feira (10) pelo jornal Folha de São Paulo, 54% dos entrevistados concordaram com a medida. 

Apesar disso, outros 42% a consideram a libertação do líder petista injusta e outros 5% não souberam responder. 

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O levantamento também perguntou se as pessoas confiam ou não no ex-presidente. Neste quesito, a maioria (37%) disse que nunca confia; 36% disseram que às vezes confiam; 25% sempre confiam e 2% não souberam responder.  

A pesquisa do Datafolha ouviu 2.948 pessoas em 176 municípios pelo país e tem margem de erro de dois pontos percentuais.

Lula foi solto no dia 8 de novembro, um ano e sete meses depois de ter sido preso para o cumprimento da pena a qual foi condenado no caso do triplex no Guarujá, no âmbito da Operação Lava Jato. A libertação aconteceu após o Supremo Tribunal Federal (STF) decidir que um condenado deve cumprir a pena apenas quando o processo estiver no trânsito em julgado, ou seja, sem a possibilidade de novos recursos. 

A pauta da prisão após condenação em segunda instância virou uma das defesas mais ferrenhas do ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro. Nesta segunda-feira (9), durante uma sessão solene na Câmara dos Deputados em homenagem ao Dia Internacional contra a Corrupção, Moro disse que a execução da pena após a segunda instância é fundamental no combate à corrupção. 

“É realmente imprescindível a volta da execução da condenação em segunda instância por emenda constitucional, por projeto de lei, essa decisão daí cabe ao Congresso Nacional e aos parlamentares. Tenho observado muitos parlamentares sensíveis a essa necessidade a responder essas ansiedades da população”, observou Moro, segundo o jornal O Globo.

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O ministro também já defendeu, recentemente, que o tema seja votado ainda este ano. Contudo, com a proximidade do recesso parlamentar, a expectativa é de que a discussão ainda se estenda até 2020. 

Ainda na sessão solene, Moro salientou que aconteceram “reveses” no combate à corrupção, mas não citou quais, deixando em aberto se estava se referindo à decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de permitir que um condenado cumprisse sua pena apenas após o trânsito em julgado. Definição fez com que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), condenado pelo próprio ex-juiz em ação da Lava Jato. 

O empreiteiro Marcelo Odebrecht afirmou, na primeira entrevista que concedeu após ser solto em dezembro de 2017, que a construtora se instalou em Cuba a pedido do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Ao falar para o jornal Folha de São Paulo, Marcelo, que comandou a Odebrecht até 2015 quando foi preso, também negou que haja algum tipo de 'caixa-preta' da empresa no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). 

Questionado sobre como se deu a expansão internacional da Odebrecht para países alinhados politicamente com o governo brasileiro, como Cuba, Venezuela e Angola, Marcelo disse que existiu uma orientação de Lula apenas para Cuba.

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"Eu diria que, nesses 20 anos, só uma exportação teve uma iniciativa por parte do governo brasileiro e que, apesar da lógica econômica por trás, teve uma motivação ideológica e geopolíticas, que foi Cuba. Em todos os países, nós íamos por iniciativa própria, conquistávamos o projeto e buscávamos uma exportação de bens e serviços. Em Cuba houve um interesse do Brasil de ajudar a desenvolver alguns projetos. E aí, Lula pediu para que a Odebrecht fizesse um projeto em Cuba”, revelou. 

Segundo Marcelo, o pedido foi para que a empreiteira fizesse uma estrada  que estava deteriorada, após um desastre ambiental, e isso ajudaria na geração de emprego no país, mas a construtora decidiu fazer um porto. "A gente avaliou as oportunidades e identificou que o melhor para o Brasil, economicamente e do ponto de vista de exportação de bens e serviços, era fazer um porto em Cuba. A obra de um porto tem muito mais conteúdo que demanda exportação a partir do Brasil. Para fazer uma estrada ou casa, em geral, é mais difícil fazer exportação. No caso de um porto, tem estrutura metálica, maquinário, produtos com conteúdo nacional para exportar do Brasil", detalhou. 

O herdeiro do grupo Odebrecht admitiu ainda que não foi fácil escolher ir para Cuba, mas eles aceitaram. Já quando perguntado sobre interferências internacionais de Lula, ele disse que viviam um "dilema" com as viagens internacionais de Lula. "Ele vendia bem o Brasil. E na maioria dos países, a gente já estava havia mais de dez anos, 20 anos. Muito antes do Lula. E éramos a única empresa brasileira”, disse.

“A gente queria se beneficiar da ida do Lula para reforçar os links com países e, portanto, melhorar a nossa capacidade de atuar lá. Mas, ao mesmo tempo, quando Lula chegava ele não defendia só a Odebrecht. A gente se esforçava, passava notas para o Lula. Porque a gente fazia questão de deixar claro o que a Odebrecht já fez em outros países para Lula, Dilma e Fernando Henrique”, emendou.

BNDES

Marcelo também tratou durante a entrevista sobre o BNDES. O empreiteiro garantiu que a Odebrecht não tem nenhum tipo de 'caixa-preta' com o banco estatal. 

"O pessoal diz que o BNDES praticou políticas, principalmente de juros baixos e condições favoráveis de financiamento, que eram compatíveis com o mercado. Questionam o jatinho e constroem a história  de uma maneira espetaculosa... De fato, as condições gerais do BNDES, tanto de juros quanto de prazo, são muito melhores. Em relação ao mercado brasileiro, são distorcidas. Mas eram extremamente compatíveis com o que se praticava no resto do mundo", esclareceu. 

Segundo Marcelo Odebrecht, o BNDES financiava a exportação de conteúdo nacional para projetos do exterior, mas "nunca deu dinheiro para que se produzisse no exterior".  "A parcela de gastos no exterior tinha que ser bancada pelo cliente e outras fontes", explicou.

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vai impactar ainda mais o cenário eleitoral depois de ser colocado em liberdade, avalia o governador de São Paulo, João Doria (PSDB). Em entrevista ao Estadão/Broadcast, Doria disse que para o petista é uma "questão de honra" lançar uma chapa competitiva para disputar a Prefeitura de São Paulo.

"Se preso já impactava, solto impacta mais ainda. E impacta em São Paulo, para o Lula é uma questão de honra lançar uma chapa competitiva lá. Foi lá em que ele sofreu sua pior derrota em 2016. A derrota acabou reverberando no segundo turno nas outras cidades. Então, vão fazer de tudo, com Lula liderando e o PT corroborando, para que as eleições nas capitais tenham candidatos competitivos e eles possam ter a esperança de vitória", afirmou Doria neste sábado, em Brasília.

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Ainda sem se assumir como pré-candidato ao Palácio do Planalto, o governador de São Paulo defende o foco nas eleições municipais e na gestão eficiente de Estados e cidades como uma antecipação para as eleições gerais. "Foco integral em gestão e eficiência: isso será determinante nas futuras eleições gerais. Porque experiência é importante. Não podemos ter em 2022 testes", disse Doria. Em 2016, o tucano foi eleito prefeito de São Paulo com discurso de que era um gestor e não um político.

Doria evitou falar sobre uma possível disputa interna com seu colega do Rio Grande do Sul, o governador Eduardo Leite, para a corrida à Presidência da República, mas deixou claro que defende as prévias como uma ferramenta democrática.

"Temos de defender o princípio e não os nomes. O PSDB é um partido que lançou as prévias", disse. Para o ano que vem, na capital paulista, ele vê uma forte atuação do PT, liderada pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e afirma que um nome feminino seria "tecnicamente recomendável" para compor a chapa com o atual prefeito Bruno Covas. Ele já defendeu publicamente que a deputada federal Joice Hasselmann (PSL-SP) deveria ser candidato a vice de Covas.

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva enviou uma carta para ser lida neste sábado, 7, aos participantes da 25ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2019 (COP-25), que ocorre em Madri, na Espanha.

No documento, publicado no site oficial do PT, Lula relembra políticas ambientais adotadas durante os anos de gestão federal petista e critica o atual governo do presidente Jair Bolsonaro. "É um governo que já demonstrou em palavras, gestos e ações que não respeita a democracia, os direitos humanos e muito menos o meio ambiente, como o mundo pode comprovar nos recentes incêndios que atingiram a Amazônia ou no criminoso descaso diante do desastre causado pelo derramamento de óleo na costa do nordeste brasileiro", disse.

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Para o petista, "governos como esse (de Bolsonaro) representam uma agenda destrutiva, individualista e concentradora de riqueza, que havíamos superado na América Latina". Lula destaca que a conferência deveria ser realizada no Brasil, mas foi "boicotada" pelo "governo de extrema direita que atuou pela sua transferência para outro país, antes mesmo de tomar posse". A COP-25 chegou a ser transferida para o Chile, mas o país vizinho não pode realizar o evento em razão dos protestos que ocorrem contra o governo local. A terceira opção, então, foi a Espanha.

Quanto à gestão de seu partido, o ex-presidente ressaltou na carta que o PT contribuiu para o enfrentamento das mudanças climáticas, ao mesmo tempo em que promovia respeito ao meio ambiente e à biodiversidade brasileira. "Durante 13 anos reduzimos 59% o ritmo de desmatamento na Amazônia junto com os governos estaduais temos 114 unidades de conservação de florestas tropicais protegendo 59 milhões de hectares de florestas nativas e áreas indígenas nelas existentes", pontuou.

O período em que o ex-presidente permaneceu preso na sede da Polícia Federal em Curitiba (PR) também foi citado no documento. O petista agradeceu pelas "diversas mobilizações e declarações de solidariedade organizadas pelo movimento sindical internacional", diante da "prisão injusta" a qual foi submetido.

Segundo comunicado no site oficial do PT, a carta de Lula foi lida pelo secretário do meio ambiente da CUT Nacional, Daniel Gaio, durante um ato realizado em frente à embaixada do Chile, em Madri, contra a política neoliberal do presidente chileno Sebastian Piñera.

O PSOL Recife emitiu nota oficial neste sábado (7) em solidariedade a Beth de Oxum por ataques que a religiosa sofreu, após fazer críticas ao governo Bolsonaro e a pastores evangélicos durante sua apresentação no Festival Lula Livre (realizado no último dia 18), na capital pernambucana.

Segue a nota na íntegra:

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Nota de Solidariedade a Beth de Oxum

Após ter denunciado e voltando sua voz contra aqueles e aquelas que utilizam-se de um discurso pseudoreligioso para difundir o ódio e a violência, a artista e líder religiosa Beth de Oxum foi alvo de diversas calúnias e ataques por figuras públicas que, ou não compreenderam as palavras proferidas durante o Festival Lula Livre, ou sentiram servir a carapuça, visto que apenas fundamentalistas convictos poderiam ter-se sentido agredidos pelo que foi dito naquele palco.

Quem ataca Beth de Oxum não sabe o que é sustentar a vida de um terreiro em meio a um mar de hostilidades e violência fruto, entre tantas outras coisas, do racismo religioso. Nós sabemos que o povo cristão é muito maior e mais diverso do que as pessoas que usam o nome e distorcem os ensinamentos de Jesus Cristo para acumular poder e riqueza. Viva o respeito a todas as religiosidades. E que sigamos denunciando com todas as tintas necessárias aqueles que se aproveitam da fé para alimentar o ódio entre as pessoas.

Nós, do Partido Socialismo e Liberdade, nos solidarizamos com Beth de Oxum hoje e sempre. Esperamos e lutamos para que, mais cedo do que tarde, todas as pessoas, de todas as religiosidades, possam respeitar-se mutuamente e viver num mundo em que a paz e a justiça serão direitos de todas as pessoas.

PSOL Recife

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A defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que a manifestação da Procuradoria-Geral da República contra a suspeição do ex-juiz Sérgio Moro é 'extemporânea e objetiva apenas tumultuar o bom andamento' do habeas corpus do petista no Supremo Tribunal Federal. A PGR apontou nos autos que a suposta troca de mensagens entre Moro e o procurador Deltan Dallagnol, da Lava Jato, é 'absolutamente comum', caso sejam verdadeiras.

"Em nosso sistema, a lei não exige que uma parte só tenha contato com o julgador na presença da outra. É absolutamente comum que membros da Advocacia e do Ministério Público conversem com o julgador sem a presença da outra parte", afirma a PGR, ao explicar que, se as mensagens fossem comprovadas reais, não poderiam ser classificadas como conduta ilícita.

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Cristiano Zanin busca no STF a suspeição de Moro no processo contra Lula envolvendo o triplex do Guarujá, no qual o ex-juiz condenou o petista a nove anos e seis meses de prisão. No Superior Tribunal de Justiça, a pena foi reduzida para oito anos, dez meses e vinte dias de reclusão.

O defensor de Lula afirma que a PGR alega, de forma 'descabida', que não teve a oportunidade de se manifestar sobre reportagens publicadas pelo site The Intercept Brasil que apontaria suposta imparcialidade de Moro. Zanin aponta que a ex-PGR, Raquel Dodge, já havia se manifestado sobre o assunto no processo em junho deste ano.

O posicionamento da PGR sobre as mensagens é de que elas não podem ser consideradas provas válidas por não terem passado por uma perícia técnica e por terem sido obtidas de forma ilícita, via ação de hackers que invadiram as comunicações de Moro, Deltan e de outras mil autoridades. Apesar disso, a Procuradoria afirma que, mesmo se as conversas atribuídas a Moro e a Deltan fossem reais, elas não violam a legislação nem poderiam ser utilizadas para inocentar Lula no processo do triplex do Guarujá.

"A Procuradoria Geral da República, por erro ou má-fé, desconsiderou essa manifestação anterior para trazer uma nova manifestação aos autos sobre o mesmo assunto, causando tumulto processual", afirma a defesa. "Por tal razão, o novo parecer da PGR deve ser desentranhado dos autos".

A defesa também questiona o argumento de que a condução coercitiva contra Lula, deflagrada em 2016 no âmbito da fase Aletheia da Lava Jato. A PGR afirmou que Moro 'demonstrou sobriedade e cuidado para preservar a dignidade e honra' ao decretar a condução do ex-presidente. Segundo Zanin, o objetivo foi, na verdade, 'criar um ambiente artificial de culpa'.

Zanin também afirma que a PGR 'omitiu' que Moro teria autorizado a intercepção do ramal de seu escritório 'para monitorar em tempo real a estratégia da defesa do Paciente por vinte e três dias' e teria atuado com seletividade ao divulgar áudios envolvendo Lula e a ex-presidente Dilma Rousseff, em 2016, e manter sob sigilo da conversa entre o petista e o então vice-presidente Michel Temer, em 2016.

O Waze, aplicativo de navegação por satélite do Google, já é conhecido por permitir que seus usuários personalizem a voz que indica as direções no trânsito. Na última quinta-feira (5), além de algumas celebridades de humor e até mesmo gravações dos próprios condutores, o app passou a permitir que seus motoristas sejam guiados pela voz do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Em uma das indicações de direção, a imitação da voz do petista parece mais animada ao pedir para o motorista virar à esquerda. “Vire à esquerda, companheiro!”, indica a gravação. O mesmo não acontece se o condutor precisar ir na direção contrária. O “vire à direita” na voz de Lula é consideravelmente mais desanimado. 

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Para ter a voz do ex-presidente fazendo as orientações de trânsito, basta fazer o download no site do aplicativo. A imitação também informa os comandos padrões, além de começar a viagem com um  “Está pronto? Eu estou! Vamos, companheiro, tomar os meios de produção!”.

Apesar das eleições presidenciais estarem marcadas apenas para 2022, as articulações políticas para cacifar os nomes para a disputa já estão a todo vapor. Um nova pesquisa, divulgada pela revista Veja, nesta sexta-feira (6), aponta que em um cenário de primeiro turno o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) estão tecnicamente empatados na preferência dos eleitores. Já em um segundo turno, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, apresenta vantagens diante de Lula.

De acordo com os dados da Veja/FSB, no quadro de candidaturas aferidas, Bolsonaro teria 32% em um primeiro turno, contra 29% de Lula. Na margem de erro do levantamento, que é de 2 pontos percentuais para mais ou menos, eles configuram um empate. Além deles, Ciro Gomes (PDT) e Luciano Huck aparecem com 9% das intenções; João Amoêdo 5%; e o governador de São Paulo, João Doria (PSDB) 4%.

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Já quando são aferidos possíveis cenários de segundo turno, o que mais chama a atenção é quando o candidato da situação aparece sendo Sergio Moro. Neste caso, Lula apresenta uma desvantagem, uma vez que Moro conquista 48% dos votos e o petista 39%. 

Quando o enfrentamento é entre Lula e Bolsonaro, o atual presidente sai em uma ligeira vantagem, com 45% das intenções e o petista conquista 40%. Enquanto em um eventual embate entre Moro e Bolsonaro, o quadro aparece de empate. Os dois recebem 39% da preferência do eleitorado entrevistado.

A pesquisa, que tem 95% de confiança, foi feita por telefone com 2 mil eleitores dos 26 Estados e o Distrito Federal. As entrevistas aconteceram entre os dias 29 de novembro e 2 de dezembro.

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o PT vão trabalhar por uma chapa para a Prefeitura de São Paulo liderada pelo ex-prefeito Fernando Haddad e com a ex-prefeita Marta Suplicy como vice. Sem partido desde que deixou o MDB em agosto do ano passado, Marta tem dito a interlocutores que o retorno dela ao PT está praticamente descartado devido às resistências de setores da sigla.

Com isso, o PT espera que Lula pressione Haddad a entrar na disputa e que a ex-prefeita se filie a outro partido de centro-esquerda. Duas legendas estão conversando com Marta: o PDT e o Solidariedade. No primeiro caso o ex-presidenciável Ciro Gomes se opõe à ideia da dobradinha.

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O maior entrave para a concretização da chapa, no entanto, é a resistência de Haddad a disputar a prefeitura pela terceira vez. O ex-prefeito está irredutível. Ele tem alegado que, ao contrário de outros políticos, depende do emprego de professor no Insper para pagar suas despesas e que disputar a terceira eleição em apenas seis anos é um fardo muito pesado.

Além disso, Haddad avalia que a esquerda vai ter poucas chances na eleição do ano que vem. Segundo ele, a tendência é que a disputa fique entre um candidato da extrema direita, apoiado pelo presidente Jair Bolsonaro, e outro de centro-direita.

De acordo com pessoas próximas, Haddad se irrita diante de especulações de que ele deseja se preservar para a disputa de 2022 e já chegou a sugerir registrar um documento em cartório se comprometendo a não ser candidato a presidente para estancar a boataria.

Petistas, no entanto, acreditam no poder de persuasão de Lula. O ex-presidente tirou alguns dias de férias e volta a São Paulo neste final de semana. Na agenda de Lula estão pedidos de reuniões com as bancadas municipal e estadual do PT para tratar de 2020.

Nestas conversas, Lula vai ouvir apelos pela candidatura de Haddad. Desde o início do ano, o PT, com o aval do ex-presidente, vem procurando um nome. O primeiro foi o de Haddad, que declinou. Depois vieram Aloizio Mercadante e José Eduardo Cardozo, que também recusaram. Alexandre Padilha se colocou à disposição, mas sem entusiasmo. O maior interessado é o ex-deputado Jilmar Tatto, mas a baixa votação dele na eleição para senador no ano passado desanima os petistas.

O partido teme que, sem um nome forte, pode ser engolido à esquerda pela possível chapa Guilherme Boulos/Luiza Erundina (ambos do PSOL) e ao centro pelo ex-governador Márcio França (PSB), que também corteja Marta para vice. Tatto é outro também que quer Marta como vice e deve procurar Lula para pedir o apoio do ex-presidente a seu projeto eleitoral, que conta com a simpatia de Haddad.

Nos bastidores, pessoas próximas a Marta acreditam que Haddad pode deixar a Prefeitura em 2022 para disputar o Palácio do Planalto, o que abriria caminho para que ela voltasse a comandar a cidade que governou entre 2001 e 2004. Procurada, Marta não quis comentar.

Em conversas com interlocutores, porém, a ex-prefeita e ex-ministra admite ser vice de Haddad em nome da construção de uma frente ampla para combater o bolsonarismo na capital. Esse projeto seria um laboratório para a disputa presidencial de 2022. Marta e Lula ainda não conversaram sobre a proposta de dobradinha. A ex-ministra ouviu de dirigentes, no entanto, que seria viável construir a chapa mesmo com ela em outro partido.

De volta aos eventos

Depois de um período de reclusão após deixar o Senado e o MDB, Marta Suplicy voltou a frequentar eventos com políticos e se aproximou de quadros da esquerda. Na última terça-feira ela foi à festa de aniversário do sociólogo Fernando Guimarães em uma choperia em Pinheiros onde confraternizou com França e Boulos. Também estavam presentes ao evento dirigentes do PDT, além de integrantes do PT e da Rede.

Na semana passada, Marta participou do jantar de final de ano do grupo Prerrogativas, que reuniu mais de 300 advogados e lideranças de centro-esquerda em uma churrascaria, em São Paulo. Na ocasião ela disse que a criação de uma frente para se contrapor à extrema direita representada pelo governo Jair Bolsonaro passa pelas eleições de 2020 e ela está em uma "situação privilegiada" por não almejar cargos.

Além dela, estavam no encontro França, o ex-deputado Gabriel Chalita (que também está sem partido), Haddad; o deputado Marcelo Freixo (PSOL), pré-candidato à prefeitura do Rio; o presidente do PSOL, Juliano Medeiros, e vários parlamentares como o deputado Rui Falcão (PT-SP). Marta e Falcão, que foi homem forte na gestão da ex-prefeita, se cumprimentaram gentilmente depois de muitos anos de rompimento político.

Em setembro a ex-prefeita esteve ao lado de integrantes de 16 partidos políticos e representantes da sociedade civil no evento "Direitos Já!" Fórum pela Democracia, no Teatro da Universidade Católica de São Paulo (PUC). Sua presença nestes eventos é vista como uma reaproximação. Marta deixou o PT em 2015 atirando contra os escândalos de corrupção envolvendo o partido e votou pelo impeachment de Dilma Rousseff no ano seguinte.

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