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No vídeo da reunião ministerial divulgado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) nesta sexta-feira (22), o presidente Jair Bolsonaro disse que vai convidar os seus ministros para ver a realidade do povo pobre de perto. "Tem que sentir o cheiro de povo. É uma experiência para todo político sentir, ou a gente tem que tar como um general na retaguarda e deixar a tropa se 'ferrar' na frente? Não. Tem que está na frente do campo de batalha", salientou.

Essa atitude foi tomada pelo ex-presidente Lula no início do seu mandato no dia 10 de janeiro de 2003, chamou 30 de seus 34 ministros para visitar os lugares com menor Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). Já Bolsonaro, em sua reunião, garantiu que seus ministros devem dar exemplo e mostra que o Brasil "não é isso que o pessoal pinta por aí".

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Nesta sexta-feira (22), a 15ª Vara Criminal do Distrito Federal arquivou um inquérito aberto pelo ex-ministro da Justiça Sergio Moro, que pedia que o ex-presidente Lula (PT) fosse investigado com base na Lei de Segurança Nacional (Lei 7.170/83).

O inquérito foi aberto por Moro, quando integrava o governo Bolsonaro, depois que Lula afirmou: "Não é possível que um país do tamanho do Brasil tenha o desprazer de ter um miliciano responsável pela morte de Marielle" e pela "violência contra o pobre".

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Para o juiz Francisco Codevila, "no presente caso, a pessoa do Presidente da República não sofreu lesão ou foi exposta a qualquer tipo de lesão com a manifestação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a despeito de serem profundamente desrespeitosas", diz.

Segundo a CNN, o magistrado também apontou que a Constituição Federal também assegura a liberdade de manifestação de pensamento como direito fundamental.

Além do que, tendo em conta as restrições financeiras do Estado e a carência de recursos humanos, as atividades de investigação, acusação e julgamento devem centrar-se nas condutas efetivamente impactantes para a sociedade. "É dizer, a criminalização em demasia desvia o foco da função protetora do Estado e consome recursos escassos", pontua Codevila.

 

Em vídeo publicado em suas redes sociais na tarde desta quarta (20), o ex-presidente Lula se desculpou por sua fala em entrevista à Carta Capital, concedida na última terça, em que afirmou que “ainda bem que a natureza criou o monstro coronavírus”, argumentando que a Covid-19 estava mostrando ao mundo a importância do estado. Agora, Lula falou que reconhece o sofrimento causado pela pandemia da doença e classificou sua fala anterior como “totalmente infeliz”.

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“Usei uma frase totalmente infeliz. E a palavra desculpa foi feita pra gente usar com muita humildade. Se algum dos 200 milhões de brasileiros ficou ofendido, peço desculpas. Sei o sofrimento que causa a pandemia, a dor de ter os parentes enterrados sem poder acompanhar", reconheceu o ex-presidente.

Na entrevista, Lula também havia criticado os problemas envolvendo o auxílio emergencial de R$ 600 do governo federal, que parte da população cadastrada ainda não conseguiu retirar. “Eles prometeram e sequer eles cumpriram com a tarefa de dar R$ 600 e as pessoas ficarem em casa e se protegerem do coronavírus”, comentou.

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva deu o que falar nas redes sociais, nessa terça-feira (19), após dizer em uma entrevista o seguinte: "Ainda bem que a natureza, contra a vontade da humanidade, criou esse monstro chamado coronavírus". A repercussão da frase não pegou muito bem e diversas pessoas detonaram a postura dele. No Twitter, Felipe Neto não se conteve ao falar do caso.

Na rede social, o empresário e youtuber criticou as comparações que os internautas estavam fazendo entre Lula e Jair Bolsonaro. "O que Lula falou foi um erro colossal, algo inaceitável, resultado de uma comunicação mal conduzida, guiada por espasmos de improviso intempestivo. E é um erro ainda maior querer colocar Bolsonaro e Lula no mesmo nível, hoje, como se estivéssemos em período eleitoral", tuitou.

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Em uma outra postagem, Felipe escreveu: "Estamos no meio da luta contra um fascista mau caráter e criminoso, com um plano de poder e controle do país. Este homem [Bolsonaro] está lá, ele não está disputando o poder, ele já o tem. Não sou lulista, não viso o crescimento de popularidade do Lula, mas a luta é contra algo muito maior".

As publicações tiveram apoio de alguns internautas. "É porque o antipestismo dá audiência. Essas comparações forçadas, pedantes e apelativas (igual de criança fazendo birra) geram audiência. Foi assim que o monstro que tá lá hoje foi 'criado' pela grande mídia", comentou um dos usuários do microblog, alfinetando indiretamente Bolsonaro.

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No mesmo dia em que o Brasil registrou pela primeira vez mais de mil mortes pelo novo coronavírus (Sars-CoV-2), o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta terça-feira (19) que "ainda bem" que o "monstro" da Covid-19 apareceu.

O comentário de Lula aconteceu durante uma entrevista por videoconferência ao jornalista Mino Carta, da revista "Carta Capital". O ex-presidente celebrou a aparição do novo coronavírus para mostrar a necessidade de uma maior presença do Estado.

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"Quando vejo essas pessoas acharem bonito que 'tem que vender tudo o que é público', que o 'público não presta nada', ainda bem que a natureza contra a vontade da humanidade, criou esse monstro chamado coronavírus. Porque esse monstro está permitindo que os cegos comecem a enxergar que apenas o Estado é capaz de dar solução a determinadas crises. Essa crise do coronavírus, somente o Estado é que pode resolver isso", disse Lula.

Além da polêmica declaração, Lula também comentou sobre o ex-presidente dos Estados Unidos Franklin Roosevelt, que liderou o país entre 1933 e 1945. Na época, aconteceu a Segunda Guerra Mundial.

Na oportunidade, Lula questionou se Roosevelt "estava preocupado com o orçamento da União" ou com o "déficit fiscal" quando os Estados Unidos entraram no conflito.

Pela primeira vez desde o início da pandemia, o Brasil ultrapassou a marca de mil mortes pela Covid-19 em 24 horas. De acordo com o Ministério da Saúde, foram registrados 1.179 óbitos em um dia, elevando o número total a 17.971.

Da Ansa

Através de sua conta no Twitter, o ex-presidente Lula, que pela lei da Ficha Limpa já está inelegível, disse que não tem pretensão de se candidatar ao cargo de presidente da República. "Tenho repetido que, quando chegar em 2022, eu vou estar com 77 anos de idade. Eu não tenho porque ser candidato a presidente. Eu já fui", escreveu.

Além disso, Lula aponta que a sua luta vai ser não deixar que Bolsonaro continue no poder. "O que eu não vou deixar é esse país voltar a ter um presidente da 'qualidade' do Bolsonaro", aponta.

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O petista também salientou que tem consciência de que poderia ter feito mais pelo Brasil enquanto era o líder maior do país. "Por isso eu queria ter voltado em 2018. É um processo de aprendizado. Se você olhar dez anos atrás, sempre tem coisa que você poderia feito diferente. E melhor", pontua.

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A pandemia está modificando a realidade do mundo todo e até as possibilidades do que pode vir a acontecer na corrida presidencial de 2022. Até lá, a covid-19 deve ter passado, mas a forma que ela foi enfrentada e os resquícios deixados definirão o cenário político. “Quanto mais tempo a pandemia dura, maiores são os impactos políticos, econômicos e sociais e isso tende a fustigar qualquer governo”, avalia o cientista político Elton Gomes.

Com vários pedidos de impeachment protocolados contra o presidente da República por conta das suas ações diante da pandemia e a acusação mais grave, feita pelo seu ex-ministro da Justiça Sergio Moro, de interferência política na Polícia Federal, para se apresentar para a reeleição Bolsonaro precisa conseguir terminar o seu primeiro mandato.

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O grande fator para que o presidente da República perca o seu mandato é a falta do apoio parlamentar. Se a estratégia de Bolsonaro não for bem sucedida e não conseguir angariar o apoio do centrão distribuindo cargos e verbas, como já começou a fazer dando o Banco do Nordeste, o DNOCS e outros postos federais para o centrão - que é composto por 14 partidos e 215 cadeiras no Congresso, pode não ter a chance de barrar o processo.

O cientista Político Elton Gomes aponta quatro forças para 2022. A primeira seria o próprio presidente da República, que busca reeleição. O outro candidato que tende a se colocar é um candidato da esquerda, e provavelmente, este candidato deve ser colocado pelo Partido dos Trabalhadores (PT), que é o principal partido da oposição e que é hegemônico na esquerda a despeito de alguns ensaios, como aquele que foi feito por Ciro Gomes, Marina Silva e outras forças que querem se colocar como alternativa mais à esquerda. “No entanto, eles não conseguiram fazer corpo político eleitoral e nem tem uma militância orgânica como o PT, que apesar dos pesares está muito fustigado, desmobilizando o seu principal chefe que é o ex-presidente Lula”, observou.

O estudioso também avalia que o ‘fator Lula’ pesa para a esquerda, mas talvez ele não consiga colocar seu nome na corrida eleitoral. “Ele sofre uma quantidade grande de processos que correm em paralelo e toda vez que ele consegue alguma vitória em um, o outro avança. São oito processos, ele já foi condenado em dois e a tendência que foi estabelecida pelo Supremo Tribunal Federal é que quando ele for condenado no STF, o que é muito provável, ele deve ser reconduzido para a prisão”, analisa Gomes.

Por isso, assim como o líder petista fez em 2018, a tendência é que endosse o nome de um outro candidato. “O problema é que os quadros do PT não têm mais aquela diversidade que tinha. Em 2018 lançaram a candidatura de Haddad, que era um candidato pouco performático, tinha perdido a campanha para a reeleição para a prefeitura de São Paulo, sendo o primeiro prefeito - desde a redemocratização - que não conseguiu ser reeleito na capital paulista”, salienta Elton.

O Senador da Bahia, Jaques Wagner, e o governador do Ceará, Camilo Santana, são os nomes que podem estar no radar do PT para disputar a corrida presidencial, mas nenhum deles até agora parece ser tão próximo de Lula ao ponto dele endossar.

O cientista político aponta ainda outra possibilidade forte para a corrida presidencial, um candidato de centro-direita, que pode vir de uma aliança entre o Democratas, PSDB, fora alguns elementos do centrão e do MDB, que é o maior partido representado no Brasil. Os possíveis candidatos dessa aliança podem ser: o governador de São Paulo, João Doria (PSDB); O governador do Goiás, Ronaldo Caiado (DEM);  ou até mesmo alguém que não está no radar, como o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB).

“O próprio outsider pode ser o ex-ministro da Justiça, Sergio Moro, que não tendo mais meios para se manter na área jurídica, a perspectiva é que entre para a vida pública. Mas acho pouco provável porque você não começa a sua vida política concorrendo à presidência da República”, pontua Elton.

Inclusive, segundo mostra um levantamento feito pelo Instituto Paraná Pesquisas, com Moro na corrida presidencial ele assumiria a segunda colocação com 18,1%, perdendo apenas para Bolsonaro, que teria 27% dos votos. Mesmo diante desse cenário, o que parece é que nada está definido para a próxima corrida presidencial. O principal nome da esquerda está impedido, pela lei da ficha limpa, de concorrer, Bolsonaro está passando por uma turbulência política e a ponto de passar por um processo de impeachment.

 

O Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3) rejeitou denúncia da Lava Jato apresentada contra o ex-presidente Lula e seu irmão, Frei Chico, no caso das "mesadas" da Odebrecht. A decisão mantém o que foi determinado em primeira instância, pelo juiz Ali Mazloum, da 7ª Vara Federal Criminal de São Paulo.

Em nota, o criminalista Cristiano Zanin Martins, que defende Lula, afirmou que a denúncia era uma "acusação imaginária" da Lava Jato. "A decisão do TRF-3 prestigia o devido processo legal e reforça a inocência de Lula e excepcionalidade dos processos contra o ex-presidente conduzidos a partir da 13ª Vara Federal de Curitiba", afirmou.

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A força-tarefa da Lava Jato São Paulo não quis comentar o caso.

A denúncia apresentada pela Procuradoria descrevia que Frei Chico teria recebido "mesadas" de R$ 3 mil e R$ 5 mil da Odebrecht pagas trimestralmente sem contrapartida para qualquer serviço durante janeiro de 2003 e março de 2015.

De acordo com o MPF, os pagamentos integravam "pacote de vantagens indevidas" oferecidas pela empreiteira a Lula com objetivo de obter diversos benefícios e "evitar decisões" do Planalto que prejudicassem o setor petrolífero, em especial os interesses da Braskem - braço petroquímico do grupo Odebrecht.

A denúncia também acusava Frei Chico de atuar, entre 1992 e 1993, com a Odebrecht na resolução de "inúmeras greves e manifestações que vinham tomando o setor" à época. Após a vitória de Lula, o grupo rescindiu o contrato com Frei Chico, mas manteve valores para o pagamento de "mesadas" ao irmão do petista. A Procuradoria afirmou que Lula teria ciência dos pagamentos.

Em primeira instância, a Justiça considerou a denúncia "inepta". "Não seria preciso ter aguçado senso de Justiça, bastando de um pouco de bom senso para perceber que a acusação está lastreada em interpretações e um amontoado de suposições", escreveu o juiz Ali Mazloum.

O caso foi levado ao TRF-3, que por unanimidade, manteve a rejeição à denúncia.

Defesas

Com a palavra, o Ministério Público Federal

A força-tarefa decidiu não se manifestar.

Com a palavra, o criminalista Cristiano Zanin Martins, que defende o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva:

"É pedagógica a decisão proferida hoje (18/05) pelo TRF3 que, tal como havia decidido o juiz de primeiro grau, rejeitou sumariamente, por ausência de suporte probatório mínimo, uma acusação absurda contra ao ex-presidente Lula feita pela Força Tarefa da Lava Jato de São Paulo (Recurso em Sentido Estrito nº 0008455-20.2017.4.03.6181/SP).

A imaginária acusação da Lava Jato buscava o processamento de uma ação penal contra Lula sob a alegação de que seu irmão, Frei Chico, teria recebido valores da Odebrecht como suposta contrapartida 'obter benefícios junto ao novo mandatário do Poder Executivo Federal'.

O juiz de primeiro grau já havia rejeitado de plano a acusação, que segue o padrão da Lava Jato contra Lula, baseado exclusivamente na palavra de delatores, afirmando que: 'Não seria preciso ter aguçado senso de justiça, bastando de um pouco de bom senso para perceber que a acusação está lastreada em interpretações e um amontoado de suposições'.

A decisão do TRF3 prestigia o devido processo legal e reforça a inocência de Lula e excepcionalidade dos processos contra o ex-presidente conduzidos a partir da 13º Vara Federal de Curitiba. É mais uma vitória de Lula na Justiça que mostra a necessidade de ser julgado o Habeas Corpus que aponta a suspeição do ex-juiz Sérgio Moro e a declaração da nulidade de todos os processos que ele tenha atuado contra Lula

Cristiano Zanin Martins"

Nesta quinta-feira (14), o ex-presidente Lula (PT) voltou a criticar a atual gestão e a forma como Jair Bolsonaro (sem partido) conduz o país na pandemia. Através do Twitter, afirmou que o mandatário precisa se "subordinar ao conhecimento científico" e pressionou o líder da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM), para iniciar a votação do processo de impeachment.

"O Bolsonaro trata esse país como se fosse a casa dele", disparou o petista, que também destacou inconformidades como uma suposta intenção de prender um ministro do Supremo Tribunal Federal e o convívio com milícias.

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Lula ainda elencou medidas que o Governo Federal pode tomar para ampliar o enfrentamento à pandemia. Ele citou que a produção nacional de respiradores poderia ser intensificada caso o governo oferecesse um "gesto" à Ford, em São Bernardo do Campo, São Paulo. Outro exemplo foi a demora para a nomeação de 100 profissionais da saúde de Manaus.

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O ex-presidente Lula usou o seu perfil do Twitter para falar um pouco sobre o caos ocasionado pelo novo coronavírus no país. No microblog, ele demonstrou preocupação com o cenário atual da saúde e economia, atacando a postura de Jair Bolsonaro diante da pandemia da Covid-19. "O Brasil hoje não tem governo. É uma nau sem rumo", declarou. 

"Bolsonaro ofende as mulheres, os negros, os indígenas, o STF, a Câmara, o Senado, a ONU, a OMS.... Eu nunca vi o Brasil ser governado por alguém tão ignorante. As únicas instituições que ele respeita são os filhos dele e os milicianos que ele criou", disparou.

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Em uma outra postagem, Lula escreveu: "Acho que o Bolsonaro trabalha com a ideia de endurecer cada vez mais, de um governo autoritário. Espero que o presidente da Câmara coloque o impeachment em votação. Porque o Brasil não aguenta três meses do jeito que está sendo governado".

Após as postagens, ele recebeu mensagens com opiniões divididas. "Mentecapto. Foi sob sua gestão que a nau começou a ficar à deriva, quando inchou a máquina pública com apadrinhamentos, um esquema de corrupção para perpetuar sua patota no poder. Vocês são co-autores do Bolsonarismo", detonou um dos usuários da rede social.

"Infelizmente o povo tem a maior culpa! O demônio tem nome e é Bolsonaro. Foi eleito democraticamente, pela primeira vez na história do país, com votos de protesto contra o partido que mais ajudou o povo deste país! Tudo errado desde as eleições! E não vai dar certo nunca!!!", comentou outra pessoa.

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Quando o ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva deixou a carceragem da Polícia Federal, em Curitiba, em 8 de novembro do ano passado, lideranças partidárias avaliavam que, fora da prisão, ele poderia ajudar a organizar a oposição contra o presidente Jair Bolsonaro. Seis meses depois, porém, o petista não encontrou o protagonismo político que tinha no passado, mantém pouca interlocução com outros setores da oposição e praticamente não tem diálogo com segmentos da sociedade fora da esquerda.

Acostumado a tomar algumas das principais decisões do partido, Lula foi confrontado recentemente em uma escolha do PT em Pernambuco e não atuou para resolver impasse em torno da candidatura para a prefeitura de São Paulo.

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"A libertação de Lula não despertou qualquer nova energia no partido", avalia o cientista político Carlos Melo, do Insper. "Lula preso tensionava muito mais com a política do Brasil do que agora", disse. De novembro para cá, o petista não se reuniu nem com antigos aliados, como os presidentes do PDT, Carlos Lupi, e do PSB, Carlos Siqueira.

O ex-presidente José Sarney (MDB) e outros antigos parceiros políticos já reclamaram a interlocutores do que chamam de isolamento de Lula. Presidentes de centrais sindicais que não são ligadas ao PT também criticam a postura. "Ele está bastante recluso, contido, acho até que por orientação dos advogados. Não está aquele Lula de antigamente", disse Lupi, que foi ministro do Trabalho.

Para Siqueira, os sinais de que Lula teria uma atuação menos ampla foram dados logo em seu primeiro discurso após deixar a prisão, quando defendeu que o PT lance candidatos próprios em todas as grandes cidades. "Podia ter sido um discurso de unidade da esquerda mas foi um exclusivista, pensando no PT", disse ele.

Exceções nas agendas de Lula são encontros com Guilherme Boulos (PSOL), líderes de movimentos sociais e acadêmicos para debater questões como economia e saúde.

A presidente nacional do PT, deputada Gleisi Hoffmann, afirmou que começou a articular encontros de Lula com os presidentes das outras siglas antes da pandemia e deve retomar as conversas. Para ela, a atitude de Lula não mostra isolamento, mas, sim, um novo posicionamento político.

O ex-presidente passou um ano e meio preso, após ser condenado em segunda instância a 12 anos e um mês de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro no caso do triplex do Guarujá. O processo já chegou ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), que reduziu a pena a 8 anos e 10 meses. Na quarta-feira passada, o Tribunal Regional Federal da 4ª. Região (TRF-4), manteve a condenação do petista a 17 anos de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro na investigação do sítio de Atibaia.

Partido

Nos últimos seis meses, o ex-presidente se dedicou a resolver questões familiares e ao relacionamento com a socióloga Rosângela da Silva, a Janja, com quem está morando.

Também têm tomado tempo de Lula as disputas internas do PT. No início do ano, ele participou de uma reunião para arbitrar a disputa entre quem defende o apoio a João Campos (PSB-PE) e à deputada Marília Arraes (PT-PE) na candidatura à prefeitura do Recife.

Segundo relatos, Lula tentou impor o nome de Marília mas foi confrontado pelo senador Humberto Costa (PT-PE), que defende aliança com o PSB.

Também não tem se esforçado para evitar a indicação de Jilmar Tatto como candidato do PT a prefeito de São Paulo. Para lideranças petistas, são sinais de que Lula hoje depende mais do PT do que o partido depende dele, ao contrário do que ocorreu nos últimos 40 anos.

Lula tem intensificado as transmissões ao vivo pela internet e entrevistas a rádios e jornais regionais e veículos do exterior. Com relação às próximas eleições, auxiliares dizem Lula não descarta novas alianças para fora da esquerda, mas não está disposto e não vê condições para repetir a ampla conciliação com empresários e partidos políticos que o ajudou a se eleger em 2002.

Os termos seriam outros. Um dos motivos é a adesão de grande parte da elite ao bolsonarismo. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Mesmo rejeitado por parte dos brasileiros, Jair Bolsonaro (sem partido) se perpetuará – democraticamente - na liderança do poder Executivo. Pelo menos é o que aponta uma pesquisa feita pelo Instituto Paraná Pesquisas, que projetou a vitória do atual presidente em três cenários distintos das eleições de 2022.

Cenário 1- A pesquisa foi feita entre os dias 26 e 29 de abril, após a crise política instalada com as saídas dos ex-ministros Luiz Henrique Mandetta e Sergio Moro. Bolsonaro lidera com 27% dos votos o primeiro cenário, no qual disputaria com o ex-ministro da Justiça, que assume a segunda posição com 18,1%. Abaixo de Fernando Haddad (PT) e Ciro Gomes (PDT), Luciano Huck aparece na quinta posição, com 6%.

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Cenário 2- Em outra projeção, Moro foi retirado da disputa, o que amplia a diferença de Bolsonaro para os demais concorrentes, com 29,1% das intenções de voto. Haddad reassume a segunda posição com 15,4%, seguido por Gomes, com 11,1% dos votos. O ex-ministro da Saúde foi introduzido na disputa, no entanto, perde para Luciano Huck e ficaria na quinta posição, com 6,8%.

Cenário 3- O único concorrente que freia, mas não tira a liderança do atual presidente, é o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Apesar de Bolsonaro assumir a vantagem com 26,3%, o líder petista conquista 23,1% dos votos, o que determina um empate técnico. No entanto, este cenário é improvável, pois o ex-presidente segue inelegível pela Lei da Ficha Limpa. Nesta disputa, Moro corre por fora e fica na terceira posição com 17,5%.

Desempenho da gestão- Mesmo com a política controversa, Jair Bolsonaro (sem partido) consegue manter 30% do eleitorado, o que lhe capacita para o segundo turno da corrida presidencial de 2022. Contudo, se quiser ser reeleito, o presidente tem que melhorar a avaliação do seu governo, que conta com apenas 44% de aprovação, conforme o Instituto Paraná Pesquisas. Outro dado preocupante é que 31,8% dos eleitores consideram sua gestão ótima ou boa.

“É o pior momento do governo em termos de popularidade. Esse um terço que Bolsonaro mantém consolidado é impressionante, mas as pessoas que consideram sua gestão ‘regular’ estão começando a classificá-lo como ‘ruim’ ou ‘péssimo’. As confusões que Bolsonaro está criando têm feito com que ele perca o eleitor neutro. E me parece que ele não está preocupado com isso, mas em governar para manter os 30%”, avaliou o diretor do instituto, Murilo Hidalgo, à Veja.

De acordo com a revista, a pesquisa feita por telefone entre os dias 26 e 29 de abril, com 2.006 eleitores em 182 municípios dos 26 estados e do Distrito Federal. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

Em vídeo publicado nesta sexta (1º) em sua conta oficial no Twitter, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirma que a pandemia do coronavírus deixou o capitalismo "nu", e que o sistema econômico está morto. Lula diz ainda que após a pandemia, um "novo mundo" deve surgir.

"A tragédia do coronavírus expôs à luz do sol uma verdade inquestionável: o que sustenta o capitalismo não é o capital, somos nós, os trabalhadores", diz Lula. "É essa verdade, nossa velha conhecida, que está levando os principais jornais econômicos do mundo, as bíblias da elite mundial, a anunciarem que o capitalismo está com os dias contados. E está mesmo, está moribundo."

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Lula faz uma breve menção ao presidente da República, Jair Bolsonaro, ao dizer que tragédias como a da Covid-19 revelam "o verdadeiro caráter" das coisas e das pessoas. "Não me refiro apenas ao deboche do presidente da República com a memória de mais de 5 mil brasileiros mortos pelo Covid", diz.

Segundo o ex-presidente, após a pandemia, um "novo mundo" deve surgir. Ele diz que a pandemia revela que os brasileiros são generosos, tolerantes e solidários. "Espero que a tragédia do coronavírus seja a parteira do verdadeiro mundo novo que sonhamos."

Ainda hoje o petista participa de live organizada pelas centrais sindicais, em razão do Dia do Trabalho. O evento deve contar também com a presença do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB), do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), e do músico Roger Waters, ex-baixista do Pink Floyd.

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Em meio à pandemia do novo coronavírus, nove centrais sindicais vão fazer nesta sexta-feira uma celebração online do 1º de maio. Pela primeira vez, a data não será comemorada com shows e discursos para milhares de pessoas nas ruas. A comemoração do Dia do Trabalho também deve ficar marcada pela presença de antigos adversários políticos no mesmo palanque virtual. Embora algumas delas devam fazer discursos fortes contra o presidente Jair Bolsonaro, essa não deve ser uma bandeira única do evento.

Confirmaram presença os ex-presidentes Fernando Henrique Cardoso (PSDB) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT), os presidentes do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), e da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), os ex-ministros Ciro Gomes (PDT), Marina Silva (Rede) e Fernando Haddad (PT), além dos governadores Flavio Dino (PC do B), do Maranhão, e Eduardo Leite (PSDB), do Rio Grande do Sul. Também devem participar entidades da sociedade civil, líderes sindicais, artistas brasileiros e até o ex-baixista do Pink Floyd, Roger Waters.

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Os organizadores comparam a amplitude dos setores políticos representados com o movimento pelas Diretas Já, na década de 1980, que reuniu desde Lula e Leonel Brizola até Tancredo Neves e Ulysses Guimarães.

"É um 1º. de maio para questionar as políticas de emprego, saúde e salário mas também para colocar a questão da defesa da democracia. Não podemos deixar o Bolsonaro tratar o País como o quintal da casa dele, onde os filhos andam de patinete e fazem o que bem entendem. E sabemos que o movimento sindical sozinho não vai fazer essa mudança. Por isso decidimos ampliar", disse o secretário-geral da Força Sindical, João Carlos Gonçalves, o Juruna.

"Se vai ser impeachment, renúncia ou outra coisa quem vai dizer é a sociedade. Mas este presidente não pode continuar assim", disse o líder sindical, um dos que compara o movimento atual com a Diretas Já.

Diante da impossibilidade de realizarem um ato físico, devido à pandemia do coronavírus, as centrais optaram por fazer uma transmissão ao vivo pelas redes sociais durante toda a tarde de hoje.

Negociação

O evento começa com uma celebração ecumênica que vai reunir representantes de diversas religiões e a partir daí vai intercalar apresentações artísticas com discursos políticos. Será a primeira vez que Lula e FHC dividem um palanque, mesmo que virtual, desde o segundo turno da eleição de 1989, quando o tucano apoiou o petista contra Fernando Collor de Mello.

A articulação teve percalços. Setores da Central Única dos Trabalhadores (CUT), ligada ao PT, questionaram a direção da central sobre a participação em um mesmo ato com Rodrigo Maia e Alcolumbre, segundo eles "inimigos dos trabalhadores". Representantes do PSOL, entre eles o ex-presidenciável Guilherme Boulos, decidiram não participar do ato devido à presença da dupla do DEM.

Representantes de organizações da sociedade civil como Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e Associação Brasileira de Imprensa (ABI) foram convidados e devem participar.

Para manter a audiência, foram escalados dezenas de artistas. Os cantores Chico César, Zélia Duncan, Otto, Preta Ferreira, Dexter, Delacruz, Odair José, Leci Brandão, Aíla, Preta Rara, Mistura Popular, Taciana Barros e Francis e Olivia Hime vão se juntar a atores como Dira Paes, Osmar Prado, Maeve Jinkings, Paulo Betty, Fabio Assunção e Bete Mendes.

O ator norte-americano Dany Glover, que já participou de outros eventos da esquerda no Brasil e o músico britânico Roger Waters são as atrações internacionais. O ex-baixista do Pink Floyd enviou um vídeo cantando We Shall Overcome (Nós Devemos Superar, em tradução livre), composição do cantor folk Pete Seger, usada na campanha do ex-pré-candidato Democrata à presidência dos EUA Bernie Sanders.

Waters virou inimigo da extrema-direita brasileira ao estampar a frase "Fora Bolsonaro" em shows no Brasil em 2018. O 1º. de Maio unificado será organizado pelas nove maiores centrais sindicais do país, CUT, Força, UGT, CTB, CSB, CGTB, Nova Central, Intersindical e Publica sob o lema "Saúde, Emprego e Renda. Em defesa da Democracia. Um novo mundo é possível".

A Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) deve analisar na sessão por videoconferência marcada para 5 de maio os embargos de declaração apresentados pela defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre a possibilidade de modificação do regime inicial de cumprimento da pena que foi imposta ao petista no caso do triplex do Guarujá (SP).

Lula foi condenado pela Turma em abril do ano passado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, e teve sua pena inicial reduzida, de 12 anos e 1 mês de prisão para 8 anos, 10 meses e 20 dias de reclusão.

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Na mesma sessão, serão julgados embargos opostos por outros réus da ação e pelo Ministério Público Federal.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, nesta quinta-feira (30), que não quer ser candidato a cargos públicos em 2022, mas vai preferir ser “cabo eleitoral” do partido na disputa pela Presidência da República. Em entrevista ao UOL, Lula disse que para postular o posto ele teria que estar 100% de saúde e espera que o PT não precise dele neste quesito.

"Fico olhando minha vida já fui longe demais, acho que quando chegar 2022 o PT tenha candidato. Eu, sinceramente, vou estar com 77 anos quando chegar outubro de 2022. Se eu tiver juízo, tenho que ajudar com que o PT tenha outro candidato e que eu seja um bom cabo eleitoral. Quero ajudar a eleger alguém que tenha compromisso com o povo trabalhando", afirmou em conversa com o jornalista Leonardo Sakamoto. 

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"Para que eu fosse candidato em 2022 teria que estar com 100% de saúde, com a disposição que eu tenho agora, porque não posso ser candidato e ficar um velhinho arrastando o pé dentro do Palácio, isso não é bom. Já prestei serviço para o país. Espero que o Brasil e o PT não precisem de mim", completou. 

O ex-presidente ainda esclareceu: “Quando eu falo que quero recuperar a democracia no Brasil não significa que eu tenho que voltar à Presidência. Mas eu quero, sim, recuperar meus direitos políticos. Porque os canalhas que me condenaram não tem a dignidade que eu tenho”.

Coronavírus

Na entrevista, o ex-presidente também falou sobre o enfrentamento ao novo coronavírus e fez críticas ao presidente Jair Bolsonaro, além de elogios aos governadores dos Estados brasileiros.

"O governo [federal] não pode ficar brigando com governador, prefeito, precisa ser o maestro dos entes federados. Ele não cuida da pandemia, da economia, do emprego, do trabalho. Que governo é esse?", disse. "Ou a gente encontra um jeito de pegar os crimes de responsabilidade que o Bolsonaro cometeu e tira ele ou ele vai acabar com esse país do jeito que vai", completou.

Apesar da defesa pela destituição do cargo de Bolsonaro, Lula disse que isso não pode ser feito pelo PT para não partidarizar. “Mas eu acho que o pedido de impeachment deveria vir de várias entidades e de forma conjunta da sociedade civil, e não apenas de uma única entidade partidária. Avaliamos que se vier do PT vão dizer que é político, quando o Bolsonaro já cometeu vários crimes de responsabilidade”, argumentou.

O ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva afirmou, na manhã desta quarta-feira (29), que o presidente Jair Bolsonaro não tem mais condições de governar o Brasil e voltou a defender a sua saída do cargo. "Essa falta de respeito e solidariedade do Bolsonaro às vítimas do coronavírus e aos seus familiares mostra o quanto precisamos discutir a mudança desse governo. É grave. Ele não cuida da pandemia, não cuida da economia e não cuida do povo", disse Lula, em entrevista ao Show do Antônio Carlos, na Super Rádio Tupi do Rio.

Na entrevista, o petista disse que para cuidar da vida do ser humano não há preço. "Tem de rodar dinheiro e aumentar a base monetária do País enquanto durar essa pandemia". Na defesa do País imprimir moeda para que as pessoas tenham dinheiro para ficar em casa nessa pandemia, Lula disse que não há risco de inflação porque não existe demanda.

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"Não é apenas questão econômica/financeira, o povo brasileiro não é apenas número, é gente, a vida do ser humano não tem preço. Eu sei que vocês querem trabalhar, sei que muitos precisam de dinheiro, mas tentem ficar em casa. É a melhor forma de se proteger. Se precisar sair mesmo, use máscara, se proteja e cobre do seu patrão segurança no local de trabalho", disse o ex-presidente na entrevista.

Além das críticas a Bolsonaro, Lula criticou também alguns dos colaboradores do atual governo e o ex-ministro da Justiça Sérgio Moro. A respeito do ex-juiz condutor da Lava Jato, responsável pela sua prisão, Lula disse que ele sabe de sua inocência e pretende provar que o ex-ministro "é mau caráter, mau juiz e jogou politicamente (com sua prisão)".

Na avaliação do ex-presidente, o Brasil era protagonista internacional, "e Bolsonaro jogou tudo fora". Para o petista, o ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, "é um maluco". E o ministro da Economia, Paulo Guedes, não utiliza a palavra investimento, "ele só fala em ajuste fiscal e venda de empresa", criticou.

Os herdeiros da ex-primeira-dama Marisa Letícia entraram na Justiça contra o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL) e a secretária de Cultura do Governo Federal, a atriz Regina Duarte. Os autores da ação acusam Eduardo e Regina de danos contra a honra e memória de Marisa.

O deputado e a secretária divulgaram em suas redes sociais uma informação de que Marisa, que era casada com o ex-presidente Lula, tinha deixado R$ 256 milhões em CDBs em contas antes de morrer em fevereiro de 2017.

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Na verdade, o valor dos títulos deixados por Marisa é de R$ 26 mil. Os advogados responsáveis pelo inventário de Marisa informaram que o juiz confundiu o valor dos CDBs e distorceu a quantia.

Os herdeiros pedem R$ 131 mil de cada um dos acusados. O valor equivale a cinco vezes o que a ex-primeira-dama tinha em CDBs e duas vezes menos do que foi divulgado. A ação também pede que Eduardo e Regina publiquem a sentença condenatória em suas redes e corrijam a informação falsa.

O ex-presidente da República Luís Inácio Lula da Silva se pronunciou a respeito do embate entre Bolsonaro e Sergio Moro, que começou na última quinta-feira (23) com os primeiros indícios de indícios de que o ex-juiz federal da Vara de Curitiba, responsável pela condenação de Lula, deixaria o Ministério da Justiça e Segurança Pública. O embate tem se prolongado desde então. 

Em sua conta do Twitter, Lula afirmou que Moro não é “cria do Bolsonaro”, mas sim o oposto. “Não pode haver inversão da história. O Bolsonaro é filho do Moro, e não o Moro cria do Bolsonaro. Nessa disputa toda, os dois são bandidos, mas é o Bolsonaro que é a cria e não o contrário. E os dois são filhos das mentiras inventadas pela Globo”, escreveu o ex-presidente. 

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Os ex-presidentes Fernando Henrique Cardoso e Luiz Inácio Lula da Silva vão dividir, no dia 1º de maio, um palanque virtual montado pelas centrais sindicais em comemoração ao Dia do Trabalho. Segundo pessoas próximas a Lula, os dois não ocupam o mesmo espaço político há mais de 30 anos, desde que o PSDB apoiou o petista no segundo turno da eleição presidencial de 1989.

Com a impossibilidade de realizar um ato com a presença física das pessoas, devido à pandemia do coronavírus, as centrais optaram por celebrar o 1º de maio com uma transmissão ao vivo pela internet. O tom deve ser de críticas ao governo Jair Bolsonaro.

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Outros desafetos de Bolsonaro, como o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), o governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB) e os ex-presidenciáveis Ciro Gomes (PDT) e Guilherme Boulos (PSOL) também foram convidados, mas até agora só os dois ex-presidentes confirmaram participação.

Artistas de peso como os cantores Chico Buarque - que confirmou uma fala -, Alceu Valença e Zélia Duncan também foram contatados pelos organizadores, mas ainda não responderam ao convite.

Sob o lema "Saúde, emprego, renda e democracia. Um novo mundo é possível com solidariedade", o ato de 1º de maio vai reunir 11 centrais sindicais além das frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo, que congregam centenas de movimentos sociais e partidos políticos de oposição. Vários deles já decidiram empunhar a bandeira do "Fora Bolsonaro", mas, segundo os organizadores, pedir a saída do presidente não é o objetivo do ato.

"O tom vai ser de defesa da democracia e valorização da sociedade civil. Vai ter entidades (sic) e pessoas que vão pedir 'Fora Bolsonaro'. Isso não vai ser cerceado, mas não é consenso entre as centrais", disse o secretário-geral da Força Sindical, João Carlos Gonçalves, o Juruna.

De acordo com ele, o palanque virtual deve abrigar duras críticas a Bolsonaro tanto pela ausência de medidas eficazes de garantia de emprego e defesa da saúde das pessoas durante a crise do coronavírus quanto pela participação do presidente em ato que pedia o fechamento do Congresso e do Supremo Tribunal Federal (STF) e defendia medidas autoritárias como o AI-5, no último domingo.

"Na nossa opinião não temos um presidente real. Nossas propostas não passam pelo presidente mas pelo Congresso que está sendo atacado pelo presidente", disse Juruna.

Em texto divulgado na segunda-feira (20), as centrais dão o tom do que devem ser os discursos do 1º de Maio. "Condenamos veementemente a postura do governo federal que se coloca na contramão do mundo e da ciência recusando-se a enfrentar com seriedade a pandemia e a crise sanitária que dela advém e que ainda insiste em atacar e retirar direitos da classe trabalhadora. Ademais, as sistemáticas declarações e movimentações de Jair Bolsonaro favoráveis ao A-I5 e ao estado de exceção, com ataques às instituições do Estado e à Constituição, deixam claras as suas intenções de destruir a democracia, atitude que também merece nosso contundente repúdio", diz o texto.

Assinam o documento os presidentes das 11 centrais sindicais, Central Única dos Trabalhadores (CUT), Força Sindical, União Geral dos Trabalhadores (UGT), Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB), Nova Central Sindical dos Trabalhadores (NCST), CONLUTAS, Intersindical, Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB), Intersindical Instrumento de Luta e Organização e Pública - Central dos Servidores Públicos.

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