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A gestão Geraldo Alckmin (PSDB) vai mudar as regras para a formação do Conselho de Defesa dos Direitos Humanos (Condepe), vinculado à Secretaria da Justiça e da Defesa da Cidadania. Ao Estado, o secretário Márcio Elias Rosa afirmou que mandou ofício ao órgão para que apresente em até 30 dias uma proposta de mudança na legislação, motivado pela prisão do vice-presidente Luiz Carlos dos Santos, suspeito de ligação com o Primeiro Comando da Capital. "Vamos exigir, no mínimo, ficha limpa", disse.

"Pedi para que o colegiado se reúna e proponha uma modificação na legislação, e não nas resoluções, a fim de prevenir situações desse tipo. E também garanta efetiva representatividade da sociedade civil", afirmou o secretário da Justiça. Atualmente, seis conselheiros titulares e seis suplentes são indicados e escolhidos por entidades de direitos humanos com mais de cinco anos de atuação na área. O Condepe também é composto por cinco integrantes do poder público.

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Na última votação, o colégio eleitoral foi composto por 158 integrantes. Hoje, o Executivo é responsável por nomear os conselheiros eleitos, mas não tem direito de veto a integrantes da sociedade civil. "O órgão tem autonomia frente à Secretaria e ao governo", disse.

Segundo Elias Rosa, o governo decidiu que o próprio Condepe deve propor as alterações, apesar de o projeto ser de iniciativa do governo. "É preciso passar por um processo de redefinição dos critérios, e a sugestão inicial é que o próprio Condepe faça isso", disse. Também segundo o secretário, a entidade que indicou Santos continuará no conselho. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Apesar da incerteza de muitas pessoas sobre a realização de concursos públicos em terras pernambucanas, a promessa do governador Paulo Câmara se manteve e mais um processo seletivo será realizado neste ano. A Agência Estadual de Planejamento e Pesquisas de Pernambuco (Condepe Fidem) promoverá processo seletivo para a contratação de 24 profissionais de níveis médio e superior.

Para os candidatos de nível médio, as vagas oferecidas são para as áreas administrativa e informática. Já os candidatos de nível superior poderão ocupar vagas de economista, arquiteto, geógrafo, assistente social, contador, advogado, sociólogo, estatístico, pedagogo, analista de operações e administrador de empresas.

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Segundo o edital de abertura do concurso, os salários para os aprovados, a depender a função ocupada, variam de R$ 1.228,70 a R$ 2.457,40, para jornadas de trabalho de até 40 horas por semana. Do total de oportunidades, existem vagas exclusivas para pessoas com deficiência.

As candidaturas para o concurso poderão ser feitas do dia 9 a 24 deste mês, através do site da Condepe Fidem. Depois do procedimento, o candidato deverá enviar o formulário preenchido para a Comissão Executiva do Processo Seletivo, no Setor de Protocolo, localizado na Rua das Ninfas, 65, no bairro da Boa Vista, Centro do Recife. As inscrições são gratuitas.

A seleção será realizada através de análise curricular. Outros detalhes informativos sobre o processo seletivo podem ser obtidos no edital do certame.

 

O Índice de Confiança da Indústria de Transformação aumentou 0,4% entre o mês de novembro e dezembro de 2013. De acordo com uma sondagem feita pela Agência Condepe/Fidem e a Fundação Getúlio Vargas (FGV), o ICI-PE subiu de 112,6 pontos para 113,0. O resultado é maior do que o ICI Nacional, que avançou 1,1%, totalizando 96,8 pontos.

O Índice de Expectativa de Pernambuco também teve um aumento de 2,9% no mês de dezembro, saltando para 104,7 pontos. O crescimento superou o resultado nacional, que avançou 2,2%, chegando a 97,5 pontos. A previsão de emprego para os próximos três meses foi o principal fator pela grande evolução do IE-PE-.

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Apesar de um bom aumento no ICI-PE e o IE, o Índice da Situação Atual de Pernambuco foi o único que apresentou uma queda de 5,3%, devolvendo o que ganhou em novembro. Segundo a sondagem, a percepção das empresas quanto ao ambiente de negócios teve uma grande relevância no resultado.

O Nível de Utilização da Capacidade Instalada teve uma queda de 0,3% em relação a novembro, quinta queda consecutiva, atingindo 79,1%. Apesar do recuo, o NUCI se manteve acima da média para o período de abril de 2005, que marcou 78,6%.

A Agência Condepe/Fidem divulgou, nesta segunda-feira (22), os dados da pesquisa que mede a confiança do Serviço e Indústria da Transformação de Pernambuco, referente ao mês de junho. Conforme a pesquisa, realizada em parceria com a Fundação Getúlio Vargas (FGV), houve uma redução de 4,9%, em comparação com o mesmo período do ano passado, do Índice de Confiança do Setor de Serviços de Pernambuco (ICS/PE). 

Apesar da queda, o levantamento revela uma melhora na expectativa do empresariado em relação ao setor. No mês de maio a redução do índice alcançou 8,9%. Em âmbito nacional, o ICS/BR também apresentou melhora na comparação interanual ao passar de -4,5% para -3,3%, no mês de junho.

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De acordo com o Condepe, o Índice da Situação Atual (ISA/PE) registrou queda de 5,2%. Já o Índice de Expectativas (IE/PE) apresentou melhora, apassando de -8,6% para -4,7%.

As expectativas, em junho, apresentaram melhora relativa ao ano anterior. O indicador de Demanda Prevista avançou neste período e passou de -5,2% para 0,4%. A proporção de empresas prevendo uma demanda maior ficou em 51,5% e a parcela das que esperam por uma demanda menor foi de 8,4%.

O quesito Tendência dos negócios também registrou melhora, passando de -11,8% em maio para -9,5%, em junho. A proporção de empresas que projetam uma situação melhor ficou em 47,7% e aquelas que projetam uma piora chegam aos 8,8%.

Com informações da assessoria

 

Uma pesquisa realizada pela Condepe/Fidem na Região Metropolitana do Recife (RMR) aponta que ainda existe diferença entre os salários e jornada de trabalho entre os negros e não negros. De acordo com a pesquisa, a desigualdade no mercado de trabalho apresentou redução nas últimas décadas, mas ainda existem diferenças nas condições de trabalho entre as raças.

Apesar de a População Economicamente Ativa (PEA) negra representar 69,4%, enquanto os não negros apontam 30,6%, as condições de trabalho dos negros são caracterizadas por ocupações mais precárias, com ausência de proteção social, jornadas de trabalho mais extensas e menores salários. 

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Em relação à taxa de desemprego, os negros somam 14,4%, já entre os não negros, o percentual é de 11,2%. Para as mulheres negras, a taxa de desemprego, equivalia a duas vezes a taxa dos homens não negros, no boletim da Pesquisa Emprego e Desemprego (PED), sobre a inserção dos negros no mercado de trabalho na RMR, em 2011.

A ocupação dos negros se concentra no setor de serviço com 60,1% no total contra 52,5% dos ocupados negros. O comércio é o segundo setor com maior participação relativa, mas ainda possui uma presença menor que os não negros.

Na construção civil e nos serviços domésticos está a maior participação dos negros se comparado aos não negros com destaque para os trabalhos domésticos que teve 9,4% da ocupação negra, quando os não negros têm 4,9%

Em relação a carteira assinada esse número não diverge muito, estando os 42,7% dos negros com registro em carteira de trabalho e os não negros com 41,6%.

O Índice de Confiança da Indústria de Transformação de Pernambuco (ICI-PE) caiu 1,4% entre setembro e outubro (de 114,1 para 112,5 pontos), considerando o ajuste sazonal. É o que aponta a Sondagem Conjuntural da Indústria de Transformação de Pernambuco, divulgada nesta terça-feira (8) pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) e pela Agência Condepe/Fidem. Apesar da queda, o índice da indústria de Pernambuco ainda está acima dos 100 pontos e se mantém em situação favorável com relação à média nacional, com 4,8% acima da média histórica, desde abril de 2005, enquanto o indicador nacional está 3,9% abaixo da média do mesmo período.

O resultado mostra que o setor industrial pernambucano segue na fase de desaceleração, iniciada no segundo trimestre de 2011, com expectativas de caminhar neste ritmo até o final do ano. A redução do ICI-PE entre setembro e outubro foi influenciada principalmente pela queda da confiança no segmento minerais não-metálicos (-2,8%) e material para construção (-4,1%).

Em outubro, o Índice da Situação Atual (ISA) - que agrega os índices de estoque e demanda, além da situação atual dos negócios - avançou 0,9% (121,6 pontos), ficando 6,7% superior à média da série. Já o Índice de Expectativas (IE) recuou 3,8% (104,2 pontos), ainda acima da média de 101,3 pontos. Ambos os indicadores compõem o Índice de Confiança da Indústria.

A Indústria de Transformação apresentou, em outubro deste ano, estoque negativo em 4,5%, resultado da diferença entre a incidência de empresas com estoque insuficiente (11,8%) e excessivo (7,3%). Os segmentos com maior proporção de empresas com estoques insuficientes são nos segmentos de química (-16,5%) e produtos alimentares (-13,6%), onde o açúcar e o álcool tiveram forte influência. Por outro lado, os setores de material elétrico e metalurgia apresentaram estoques excessivos em, respectivamente, 9,2% e 0,2%.

EMPREGO
Com relação à demanda por empregos no setor, a parcela de empresas que apontavam melhora do nível de emprego no trimestre outubro-dezembro diminuiu de 28,0% em setembro para 23,6% em outubro; enquanto as que projetam piora ficaram praticamente estáveis em 18,8%. Entre setembro e outubro, o segmento metalúrgico apresentou variação negativa de 10,8%.

Jorge Braga, coordenador técnico da FGV, lembrou que a queda na contração do setor tem ocorrido não só em Pernambuco. “Mesmo com o estoque ajustado, o emprego fica desfavorável para o quarto trimestre. Esta é uma tendência mundial, inclusive. Pois estamos em um momento econômico de incertezas”, destacou. Porém o especialista ainda notou que em Pernambuco a situação da indústria, apesar de cair em alguns aspectos, encontra-se em uma situação favorável. “Pernambuco está em situação de acomodação. Se comparado ao índice nacional, está uma condição favorável”, advertiu.

NUCI
Pelo terceiro mês consecutivo, o Nível de Utilização da Capacidade Instalada (NUCI) avançou, passando de 81,1% em setembro para 81,3% em outubro, influenciado pelos segmentos de produtos alimentares (0,6%) e química (0,4%). Na comparação com o mesmo período do ano passado, o NUCI é superior em três segmentos: minerais não-metálicos, metalúrgica e produtos alimentares.
A proporção de empresas que estão aumentando a produção sem maiores dificuldades aumentou de 44% em julho para 57% em outubro. A insuficiência da demanda foi apontada como o principal fator de entrave por 16% das empresas, contra 25% em julho passado.

CRÉDITO
Após atingir níveis elevados nos primeiros meses do ano, chegando ao percentual de 48% em março, em função das medidas de contenção de crédito adotadas pelo governo no final  de 2010, a parcela de empresas que consideram alto o grau de exigência para obtenção de crédito baixou para 31% em outubro, retornando ao nível de novembro de 2010. No momento, 4% das empresas avaliam que o grau de exigência está baixo.

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Confira AQUI o vídeo com o Jorge Braga.

A pesquisa de emprego e desemprego na Região Metropolitana do Recife (RMR) – realizada pela Agência Condepe/Fidem em parceria com o Dieese e a Fundação Seade – mostra que a taxa de desemprego total manteve relativa estabilidade, ao passar de 13,7%, em julho, para 13,8% da População Economicamente Ativa (PEA), em agosto. O contingente de desempregados foi estimado em 256 mil pessoas.

A taxa de participação – indicador que expressa a proporção de pessoas com 10 anos ou mais, incorporadas ao mercado de trabalho como ocupadas ou desempregadas – cresceu de 52,9% para 53,8%, no mês em análise. A geração de 26 mil ocupações (número inferior ao ingresso de 32 mil pessoas no mercado de trabalho da Região), resultou no acréscimo de 6 mil pessoas ao contingente de desempregados da região. A PEA foi estimada em 1,8 milhões de pessoas.

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Em agosto, o nível de ocupação na RMR registrou aumento de 1,6%, e o contingente de ocupados foi estimado em 1,6 milhões pessoas, 26 mil a mais em relação a julho. Segundo os principais setores de atividade econômica analisados, houve crescimento na indústria de transformação (4 mil, ou 2,7%), nos serviços (18 mil, ou 2,1%), na construção civil (7 mil, ou 7,3%) , no agregado outros setores (2 mil, ou 1,2%) – composto pelos serviços domésticos e outras atividades não definidas -  e redução no Comércio (5 mil, ou 1,7%).

Segundo posição na ocupação, verificou-se acréscimo no segmento de trabalhadores autônomos (2,9%), no contingente dos classificados nas demais posições (3,4%) – composto por empregadores, empregados domésticos, trabalhadores familiares sem remuneração e donos de negócio familiar – e, em menor medida, no assalariamento total (0,9%). O comportamento do emprego assalariado resultou do aumento do emprego público (2,4%) e, em menor intensidade, no assalariamento privado (0,5%). O desempenho do assalariamento privado refletiu o aumento do número de trabalhadores sem carteira de trabalho assinada (4,3%) e a variação observada entre os trabalhadores com carteira (-0,3).

Entre junho e julho de 2011, os rendimentos médios reais dos ocupados e dos assalariados aumentaram 0,9% e 1,7%, respectivamente, enquanto o dos trabalhadores autônomos diminuiu em 1,2%. Em termos monetários, passaram a corresponder a R$ 993,00, R$ 1.078 e R$ 686,00, respectivamente. No mesmo período, a massa de rendimentos reais dos ocupados diminuiu (0,4%) e a dos assalariados aumentou (0,6%). No caso dos ocupados, o desempenho negativo resultou do decréscimo do nível de emprego e do aumento do rendimento médio real, enquanto para os assalariados a ampliação do salário médio real significou um acréscimo na massa de rendimentos.

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