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Na contramão das expectativas, a Mercedes superou a Red Bull neste sábado e garantiu a primeira fila no grid de largada do GP do México de Fórmula 1. O finlandês Valtteri Bottas roubou a cena e conquistou a pole position, deixando o inglês Lewis Hamilton no segundo posto. Então favorito no Autódromo Hermanos Rodríguez, o holandês Max Verstappen sairá apenas do terceiro lugar neste domingo, na Cidade do México.

Bottas vai largar da primeira posição pela terceira vez nesta temporada e pela 19ª na carreira. O finlandês marcou 1min15s875, sendo o único a correr abaixo de 1min16s até agora neste fim de semana. Hamilton, seu companheiro de Mercedes, registrou 1min16s020, logo à frente de Verstappen (1min16s225). Anfitrião do GP mexicano, Sergio Pérez, parceiro do holandês na Red Bull, completou sua melhor volta no Q3 em 1min16s342.

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A "dobradinha" da Mercedes no grid surpreende porque a Red Bull dominou dois dos três treinos livres. Além disso, o time austríaco tem o carro que é considerado mais eficiente na pista mexicana. Não por acaso Verstappen venceu duas das últimas três corridas na Cidade do México. A última foi conquistada por Hamilton, em 2019.

O líder do campeonato, portanto, chegou a este fim de semana como maior favorito à vitória, que pode ser determinante para a definição do título nas próximas semanas. Ele exibe 12 pontos de vantagem sobre Hamilton. Depois do GP mexicano, a temporada terá mais quatro etapas, incluindo a brasileira, em São Paulo, no dia 14.

O treino classificatório começou com uma forte pancada de Lance Stroll no muro de proteção, sem correr maiores riscos. O piloto canadense rodou sozinho na pista, destruiu a dianteira de sua Aston Martin e causou a paralisação do Q1, a primeira sessão do treino, por 25 minutos.

Na retomada, Verstappen começou registrando tempo abaixo de 1min17s pela primeira vez neste fim de semana: 1min16s788. Mas acabou sendo superado por Bottas e Charles Leclerc no trecho final do Q1. O espanhol Fernando Alonso, o próprio Stroll, o canadense Nicholas Latifi e os carros da Haas foram eliminados nesta primeira sessão da classificação.

Mais tranquilo, o Q2 contou com uma rodada do italiano Antonio Giovinazzi, o que não chegou a paralisar a sessão. Hamilton elevou o nível e reagiu, aumentando a disputa com Verstappen. A atividade contou com as eliminações dos veteranos Kimi Raikkonen e Sebastian Vettel, além do próprio Giovinazzi, Esteban Ocon e George Russell.

Depois de iniciar a reação no Q2, a Mercedes começou com tudo o Q3. Bottas superou a barreira do 1min15s pela primeira vez no fim de semana ao anotar 1min15s875. E garantiu a pole position com sua grande performance. Hamilton ficou atrás por 0s145. A Red Bull acabou ficando como coadjuvante.

Verstappen não conseguiu subir um degrau na pista e teve que se contentar com o terceiro lugar no grid. Pérez, por sua vez, escapou da pista em sua última volta e perdeu a chance de brigar pela pole, assegurando o quarto lugar.

Stroll e o japonês Yuki Tsunoda, da AlphaTauri, vão largar no fundo do pelotão neste domingo. Naa sexta, a F-1 anunciou punições aos dois pilotos por conta de trocas em componentes dos seus motores.

A corrida deste domingo, na 18ª etapa da temporada, tem largada marcada para as 16 horas (horário de Brasília).

Confira o grid de largada do GP do México:

1º - Valtteri Bottas (FIN/Mercedes), 1min15s875

2º - Lewis Hamilton (ING/Mercedes), 1min16s020

3º - Max Verstappen (HOL/Red Bull), 1min16s225

4º - Sergio Pérez (MEX/Red Bull), 1min16s342

5º - Pierre Gasly (FRA/AlphaTauri), 1min16s456

6º - Carlos Sainz Jr. (ESP/Ferrari), 1min16s761

7º - Daniel Ricciardo (AUS/McLaren), 1min16s763

8º - Charles Leclerc (MON/Ferrari), 1min16s837

9º - Lando Norris (ING/McLaren), 1min36s830

10º - Sebastian Vettel (ALE/Aston Martin), 1min17s746

11º - Kimi Räikkönen (FIN/Alfa Romeo), 1min17s958

12º - George Russell (ING/Williams), 1min18s172

13º - Antonio Giovinazzi (ITA/Alfa Romeo), 1min18s290

14º - Esteban Ocon (FRA/Alpine), 1min18s405

15º - Fernando Alonso (ESP/Alpine), 1min18s452

16º - Nicholas Latifi (CAN/Williams), 1min18s756

17º - Mick Schumacher (ALE/Haas), 1min18s858

18º - Nikita Mazepin (RUS/Haas), 1min19s303*

19º - Yuki Tsunoda (JAP/AlphaTauri), 1min17s158

20º - Lance Stroll (CAN/Aston Martin), 1min20s873*

* Os dois pilotos sofreram punições e perderam posições no grid

Em busca de seu sexto título na Fórmula 1, Lewis Hamilton venceu o GP do México de forma brilhante e ficou ainda mais perto do hexa. Apesar do triunfo, o piloto inglês da Mercedes garantiu ter sofrido muito na prova deste domingo (27). "Obrigado, caras! Foi uma corrida difícil", disse o pentacampeão à equipe germânica por meio do rádio do seu carro depois de receber a bandeira quadriculada no Autódromo Hermanos Rodríguez.

Hamilton ainda dedicou a vitória ao seu engenheiro Peter Bonnington, que passou por uma operação, perdeu a etapa mexicana e também se ausentará do GP dos Estados Unidos, no próximo fim de semana. "Essa foi para Bono", homenageou o inglês.

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Depois de descer do carro, o piloto da Mercedes ressaltou as dificuldades na Cidade do México: "Viemos para cá com um pé atrás sabendo que seria difícil, mas conseguimos. Tive meu assoalho danificado, mas segui em frente". "Gostaria de aplaudir esse público. O resultado foi incrível, devo agradecer muito a equipe. Vou levar uma corrida por vez, mas essa eu queria vencer", complementou o pentacampeão mundial.

Hamilton terminou o GP do México à frente do alemão Sebastian Vettel, da Ferrari. Quem completou o pódio foi Valtteri Bottas, também piloto da Mercedes. Vice-líder da temporada, o finlandês é o único com chances de tirar o título do inglês. Entretanto, a missão de Bottas é indigesta, já que Hamilton precisa apenas de um oitavo lugar em Austin para cravar o hexa. De todo modo, o finlandês crê que fez o possível na corrida deste domingo.

"Foi um bom resultado. A largada foi difícil e perdi uma posição. Acho que não poderia ter feito mais do que fizemos hoje", avaliou o piloto, que largou em sexto no Hermanos Rodríguez.

Com o resultado do GP do México, Hamilton chegou aos 363 pontos, contra 289 de Bottas. Para ser campeão nos Estados Unidos, o inglês precisa terminar o fim de semana com 52 pontos a mais do que o companheiro.

Assim, o pentacampeão pode terminar a corrida atrás do finlandês, perdendo 22 pontos em relação a Bottas, que precisa vencer e torcer para que Hamilton chegue no máximo em nono para empurrar a decisão para o GP do Brasil, etapa seguinte da temporada.

O GP do México vai permanecer no calendário da Fórmula 1 pelo menos até o final de 2022. O acordo entre a F-1, a Corporação Interamericana de Entretenimento (CIE), promotora do evento, e o Governo da Cidade do México foi formalmente assinado nesta quinta-feira em uma coletiva de imprensa no Palácio da Câmara Municipal, na capital mexicana.

O GP mexicano foi disputado inicialmente em 1962 e retornou ao calendário em 2015. Desde então, as corridas disputadas no autódromo Hermanos Rodríguez passaram a chamar a atenção na F-1 pelo sucesso de público e pela empolgação dos fãs mexicanos. Nas quatro últimas edições da corrida, foram 1,3 milhão de fãs no circuito e mais de 380 milhões de telespectadores.

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Neste ano, a prova está marcada para o dia 27 de outubro. Será a 19.ª e antepenúltima corrida da temporada e a 20.ª em terras mexicanas. A partir de 2020, o título oficial do evento será alterado para o Grande Prêmio da Cidade do México para enfatizar o apoio dado pelo governo da cidade.

"Estamos satisfeitos por renovar nossa parceria com a Cidade do México. Desde que retornou ao calendário do campeonato em 2015, este evento sempre provou ser incrivelmente popular, o que lhe valeu o prêmio de melhor do ano em quatro edições consecutivas. O GP também foi um importante impulsionador econômico para a cidade, reforçando suas credenciais como centro de turismo", disse Chase Carey, presidente e CEO da Fórmula 1.

Claudia Sheinbaum Pardo, prefeita da Cidade do México, que havia revelado o acordo na quarta-feira, relembrou o fato de a organização não utilizar dinheiro público pela primeira vez neste ano. "Anteriormente, o Governo Federal colaborou com o pagamento do evento. O governo da Cidade do México será um intermediário, criando uma confiança que aumentará o investimento privado necessário para realizar este evento internacional. O preço dos ingressos permanecerá o mesmo dos anos anteriores".

O contrato do México é um dos cinco do calendário atual que se encerra neste ano. E as discussões vinham gerando pouco otimismo por parte dos mexicanos porque o governo decidiu retirar o apoio financeiro para o pagamento da taxa anual que a Fórmula 1 cobra dos seus promotores. No caso da etapa mexicana, este valor superaria os US$ 30 milhões (cerca de R$ 119 milhões).

Antes da renovação com o México, a categoria anunciou recentemente acerto para estender o vínculo com o GP da Inglaterra. A Itália já chegou a um acordo, ainda não oficializado pela F-1. Espanha e Alemanha ainda negociam, com chances maiores para os espanhóis. A etapa alemã deve deixar o calendário a partir do próximo ano.

Após finalizar estas negociações, a Fórmula 1 deve se debruçar sobre as etapas que têm contrato acabando em 2021, caso do Brasil. Em visita ao País em junho, o chefão da categoria, Chase Carey, afirmou que suas prioridades eram as corridas com vínculo somente até o fim deste ano. Depois disso, intensificaria as negociações com as demais etapas. No caso brasileiro, São Paulo tenta renovar o vínculo, enquanto que o empresário JR Pereira tenta levar a prova para o Rio de Janeiro.

O caminho está livre para Lewis Hamilton alcançar e até superar as marcas históricas de Michael Schumacher na Fórmula 1. Ao menos esta é a avaliação de pilotos ouvidos pelo Estado. Na avaliação deles, as circunstâncias favorecem a hegemonia do inglês em busca dos números. Com a conquista do pentacampeonato, no México, o inglês pode igualar os sete títulos do alemão em 2020, exatamente a duração atual do seu contrato com a Mercedes.

Nestes dois próximos anos, o equilíbrio de forças no campeonato deve sofrer poucas alterações. A Fórmula 1 prevê mudanças drásticas somente a partir de 2021. Até lá, Hamilton poderá ao menos alcançar o heptacampeonato e superar o recorde de 91 vitórias de Schumacher - o inglês tem atualmente 71. E os pódios: o alemão lidera por 155 a 132.

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"O Hamilton tem potencial para qualquer coisa, sem dúvida", opina Felipe Massa, em entrevista ao Estado. "As chances são muito grandes de ele conquistar mais dois campeonatos e alcançar o número de vitórias do Schumacher."

O ex-piloto de F-1, aposentado da categoria no fim de 2017, lembra que o seu ex-rival já havia surpreendido ao bater o recorde de pole positions, no ano passado, ao superar justamente o alemão - Hamilton já soma 81, contra 68. "Se levar em conta que ele já tem o recorde de pole positions, que parecia algo impossível na época do Ayrton. E aí o Schumacher passou o Ayrton. E ele passou o Schumacher..."

Também ex-piloto da F-1, Luciano Burti concorda com Massa. "Se me perguntassem no ano passado se Hamilton poderia superar Schumacher, eu diria que não. Mas ele fez uma temporada muito acima da média neste ano. E, neste momento, digo que ele pode, sim, superar estas marcas", afirmou.

Burti pondera, contudo, que as circunstâncias favorecem o britânico. "Temos que lembrar que as temporadas de F-1 atualmente têm mais corridas do que antigamente. Os carros quebram menos agora", destacou. "Essa questão de número é até um pouco injusta se comparar com as outras épocas. Era muito diferente."

Rubens Barrichello, questionado pela reportagem, concorda com a dificuldade de comparar momentos tão diferentes da história da categoria. "O Hamilton tem um talento inegável e tem chances, sim, de ser um dos melhores do mundo. Mas nós nunca vamos poder comparar épocas. Não dá para comparar, por exemplo, Senna com Fangio. Mas, em termos de números, Hamilton pode ser, sim, um dos melhores."

O desafio de Hamilton, na avaliação de Lucas di Grassi, é manter o alto nível por mais tempo, algo que nem todos os pilotos conseguem. "Se é difícil chegar ao topo na Fórmula 1, se manter nele é tão difícil quanto. Veja o caso do Alonso, que parecia que ia empilhar títulos e acabou não conseguindo, apesar de ser um piloto excelente. Tudo vai depender muito das escolhas que o Hamilton vai fazer daqui para a frente. Claro, a gente tem que colocar na equação o sempre possível surgimento de novas forças, sejam pilotos ou equipes que interfiram nesse processo."

O próprio Alonso, dono de dois títulos mundiais, já incluiu o adversário entre os cinco melhores da história. "Provavelmente meu Top 5 teria Michael [Schumacher], Fangio, Senna, Prost e Lewis. Conquistar o quinto título e se igualar a Fangio é um grande feito e, se alguém tinha que conseguir isso na nossa geração, fico feliz que seja Lewis porque mostrou seu talento e comprometimento", disse Alonso dias antes do pentacampeonato do britânico.

Até mesmo Nico Rosberg, ex-companheiro e forte rival de Hamilton entre 2013 e 2016 na Mercedes, reconheceu recentemente o potencial do inglês para eventualmente se tornar o maior da história. "Esse título poderia dar a ele o empurrão certo, a motivação para tentar igualar o recorde de sete campeonatos mundiais de Schumacher. Talvez ele possa superá-lo."

O holandês Max Verstappen, da Red Bull, liderou o último treino livre do GP do México de Fórmula 1, neste sábado, no Autódromo Hermanos Rodríguez, ao superar por muito pouco o inglês Lewis Hamilton, da Mercedes, que correrá neste domingo a antepenúltima prova do campeonato de 2017 com grande chance de garantir o título.

Com seu carro calçado por pneus ultramacios, Verstappen cravou o tempo de 1min17s113 para ficar na primeira posição, enquanto Hamilton veio logo atrás, em segundo, com 1min17s188. Também andando muito próximo aos dois primeiros, o alemão Sebastian Vettel, da Ferrari, foi o terceiro colocado ao percorrer a melhor das 21 voltas que deu nesta derradeira sessão livre em 1min17s230.

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A disputa equilibrada do trabalho inicial de pista deste sábado apimentou ainda mais o treino de qualificação para o grid, marcado para começar às 16 horas (de Brasília), mesmo horário da largada da corrida neste domingo.

Curiosamente, Hamilton e Vettel, respectivos líder e vice-líder do Mundial, não conseguiram liderar nenhum dos treinos livres da prova mexicana, que na sexta-feira teve o finlandês Valtteri Bottas, da Mercedes, abrindo o dia com a primeira posição, antes de o australiano Daniel Ricciardo, da Red Bull, fechar a segunda sessão na ponta.

Bottas e Ricciardo, por sinal, ficaram respectivamente na quarta e na quinta posições neste último treino livre, com o primeiro deles garantindo o seu posto com o tempo de 1min17s283, enquanto o piloto da Austrália marcou 1min17s361.

O alemão Kimi Raikkonen, com 1min17s517 pela sua Ferrari, fechou o grupo dos seis primeiros colocados com a sua Ferrari nesta última sessão preparatória para o treino que definirá o grid no México.

Correndo com o apoio dos torcedores em seu país, o mexicano Sergio Pérez garantiu a sétima posição com a sua Force India ao cravar o tempo de 1min18s040. O francês Esteban Ocon, companheiro de equipe do piloto da casa, veio logo atrás, em oitavo, enquanto o espanhol Carlos Sainz e o alemão Nico Hülkenberg, ambos da Renault, terminaram respectivamente na nona e décima colocações.

MASSA - O brasileiro Felipe Massa, da Williams, foi apenas o 12º colocado e ficou logo à frente do seu companheiro de equipe, o canadense Lance Stroll. Os dois foram superados, inclusive, pelo novato neozelandês Brendon Hartley, que conquistou a 11ª posição pela Toro Rosso.

A McLaren, por sua vez, foi muito mal neste último treino livre, com o espanhol Fernando Alonso ficando apenas em 16º e o belga Stoffel Vandoorne terminando na 19º e penúltima posição.

A segunda colocação de Sebastian Vettel e a vitória de Lewis Hamilton no GP dos Estados Unidos, no último domingo, tornaram quase impossível o título do piloto alemão na temporada da Fórmula 1. Ainda assim, ele procurou se mostrar confiante antes do GP do México, que será disputado no domingo e que pode decidir o campeonato.

Depois da vitória no último final de semana, Hamilton chegou aos 331 pontos, enquanto Sebastian Vettel tem apenas 265. Para ganhar o título, assim, o piloto da Ferrari precisa ganhar as três corridas restantes e ver o adversário somar menos de dez pontos.

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E é justamente esse o intuito de Vettel, segundo revelou em entrevista coletiva: vencer todas as corridas restantes. "Não temos o que gostaríamos em nossas mãos, mas queremos ganhar as três últimas corridas. Esse é o nosso objetivo", apontou.

O alemão também demonstrou certo otimismo e assegurou que nem tudo está definido. "Começaremos novamente neste final de semana, e nunca desistiremos enquanto ainda tivermos uma chance", decretou. "Neste jogo, você nunca sabe o que pode acontecer."

Sua esperança é ainda maior devido às condições da pista no GP do México. "Gosto muito dela. Não é fácil, os carros aqui são difíceis de dirigir, é similar à de Monza. Espero uma corrida fluida", avaliou.

Apesar das chances remotas de ser campeão, Vettel procurou destacar também o bom ano da Ferrari. "A equipe fez o que ninguém esperava, demonstramos a muitos que estavam errados. A Mercedes era a favorita (no começo da temporada), se falava da Red Bull, mas pouco da Ferrari. Foi bom termos começado fortes e terminado assim", completou.

A corrida de Fórmula 1 no Autódromo Hermano Rodríguez será um dos primeiros grandes eventos esportivos internacionais a serem realizados no México desde que o país foi atingido por uma sequência de terremotos em setembro e que provocaram centenas de mortes. Às vésperas do GP do México, que será disputado no próximo domingo, o brasileiro Felipe Massa aproveitou a oportunidade para pedir ajuda às vítimas do desastre.

"Em primeiro lugar, é uma pena ver o que aconteceu, é tão triste ver as pessoas perdendo a vida e também as suas casas no terremoto, então é muito triste. Eu acho que precisamos ajudá-los e conseguir todo o apoio para eles. Precisamos transmitir a mensagem para pessoas de todo o mundo. Essa é a coisa mais importante", afirmou o piloto brasileiro da Williams.

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Massa exaltou a paixão do torcedor mexicano pela Fórmula 1 e revelou que se sente como se estivesse no Brasil no fim de semana da prova na Cidade do México. E ele espera que a Fórmula 1 entregue um grande espetáculo para ajudar a amenizar a dor dos fãs locais.

"Eles são realmente apaixonados pela Fórmula 1 e ficam loucos pela corrida. Quando você vê as pessoas na arquibancada e ao redor das ruas, eles são fãs da Fórmula 1 e acho que é fantástico competir lá. Eu sempre aproveito, eu vou com alguns amigos, meu pai e nós sempre apreciamos a atmosfera lá. Parece muito parecido com São Paulo, então também me sinto em casa. Eu realmente espero que possamos ter uma corrida importante para eles neste momento difícil", disse.

Após um hiato de 23 anos, o México voltou a sediar um GP em 2015. Naquele ano, Massa foi o sexto colocado, enquanto no ano passado ficou na nona posição. Agora, então, ele tentará voltar a pontuar para melhorar a sua situação no campeonato - é o décimo colocado com 36 pontos na classificação do Mundial de Pilotos.

As atividades na Cidade do México se iniciam na sexta-feira, quando serão disputados dois treinos livres, o primeiro deles às 13 horas (de Brasília). A corrida tem a largada agendada para as 16h de domingo.

O inglês Lewis Hamilton conquistou a segunda vitória consecutiva na temporada de 2016, neste domingo, no GP do México e manteve a esperança de conquistar o tetracampeonato da Fórmula 1. A primeira colocação encurtou a distância para o companheiro de Mercedes, o alemão Nico Rosberg, em 19 pontos.

No entanto, quase que um problema logo na largada colocou fim ao sonho de Lewis Hamilton. Na primeira curva, o inglês travou o pneu dianteiro direito e precisou cortar caminho pela grama para garantir a primeira colocação.

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Na entrevista coletiva, Lewis Hamilton informou que teve um problema na volta de apresentação por conta de uma diferença de temperatura nos freios. "Na largada, quando cheguei à curva, bloquei e quase bati no muro. As vibrações que tive no pneu foram as maiores que já senti. Estava muito rápido. Por sorte não fui parar no muro", comentou.

Lewis Hamilton também comentou a marca histórica alcançada neste domingo. Com o triunfo, chegou a 51 vitórias na carreira, igualando o francês Alain Prost. Os dois só estão atrás do alemão Michael Schumacher, que tem 91. "O mais importante é a equipe porque é incrível, fantástico. Creio que a metade das vitórias tenha sido com essa equipe, que é formada por um grupo de pessoas incríveis", disse.

Apesar de ver a distância diminuir, Nico Rosberg reconheceu que a vitória do companheiro de equipe foi merecida e minimizou a polêmica do início da corrida, quando Lewis Hamilton cortou caminho pela grama e se manteve na primeira colocação. "Está tudo certo. Tenho de lidar com o fato de ter finalizado em segundo. Lewis foi mais rápido e mereceu a vitória", reconheceu. "Agora vou para o Brasil tentar alcançar a vitória por lá", emendou o alemão.

Para ficar com a taça inédita de campeão da temporada, Nico Rosberg precisa apenas de uma vitória no GP do Brasil. Com isso, abriria ao menos uma distância de 26 pontos e já não poderia ser mais alcançado por Lewis Hamilton.

O GP do México, neste domingo, reservou para o final uma cena inusitada na Fórmula 1. O holandês Max Verstappen terminou a prova na terceira colocação e se dirigiu ao pódio ao lado dos pilotos da Mercedes, o inglês Lewis Hamilton e o alemão Nico Rosberg. No entanto, a direção de prova optou por punir o jovem da Red Bull, que precisou deixar a sala de espera. Em seu lugar, veio o alemão Sebastian Vettel, que já havia estacionado a sua Ferrari nos boxes e foi correndo receber o troféu da terceira colocação.

O motivo de toda a polêmica aconteceu a três voltas do fim, quando Max Verstappen passou a ser pressionado por Sebastian Vettel. Na tentativa de evitar a ultrapassagem, o holandês fritou os pneus antes da curva e passou reto pela grama encurtando caminho. Com isso, conseguiu se manter em terceiro.

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A direção de prova optou por dar a punição após o término da corrida e deu margem para uma breve discussão entre os pilotos. Max Verstappen cruzou a linha de chegada e levantou o braço para comemorar. Sebastian Vettel emparelhou o carro e, com o indicador levantado, sinalizou que o holandês não havia ganhado.

"Estava muito decepcionado quando cruzei a linha de chegada... Mas que reviravolta. Agora estou aqui em cima na frente de todos esses caras. É incrível", comentou Sebastian Vettel no pódio. "É claro que Verstappen saiu da pista e não me deu a posição. A adrenalina estava demais naquele momento. Você pode entender o motivo de eu estar tão irritado", completou.

Max Verstappen, que perdeu cinco segundos e terminou a prova na quinta colocação, se mostrou indignado com a decisão. Na opinião dele, a sua manobra foi semelhante a do vencedor Lewis Hamilton - logo após a largada, o inglês travou os pneus na curva 1, cortou caminho pela grama e se manteve na primeira colocação. "Lewis escapou e ganhou uma boa vantagem. Nico (Rosberg) também escapou para a grama para não bater em mim e levou vantagem. Comigo foi diferente, eu não tive vantagem. Estava na frente quando escapei e voltei na mesma posição. É ridículo", comentou.

MAIS POLÊMICA - Sebastian Vettel se envolveu em outra polêmica logo na sequência com o outro piloto da Red Bull, Daniel Ricciardo. Após não conseguir a ultrapassagem em Max Verstappen, o alemão passou a ser pressionado pelo australiano. Para não perder a quarta colocação, o piloto da Ferrari freou demais na curva e deu uma fechada em Ricciardo. A direção de prova entendeu que a manobra foi normal e não puniu Vettel para indignação do australiano.

"Sinto que Seb fez aquilo que todos estão reclamando, de fechar enquanto freia", comentou. "Ele está sorrindo agora. Mas para mim ele não merecia estar no pódio com o que fez. Entendo que ele abriu a porta, consegui colocar o carro por dentro. Ele tentou fechar novamente e no final não tinha para onde ir", emendou.

Daniel Ricciardo ainda questionou a escapada de Lewis Hamilton. "Também não entendi o início. Como se pode continuar na liderança, depois de travar os freios, sair da pista e voltar na frente? Acho que merecia uma punição", finalizou.

O inglês Lewis Hamilton optou por um discurso cauteloso após garantir a pole position para o GP do México, que tem largada prevista para este domingo, às 17 horas (de Brasília). Pressionado pela possibilidade de título do companheiro de Mercedes, o alemão Nico Rosberg, o tricampeão mundial avisou que ainda não tem estratégia para vencer a corrida.

"Não há estratégia. Vou tentar fazer o meu trabalho e fazer a mesma coisa que fiz na última corrida (quando venceu nos Estados Unidos). Até agora, as coisas têm ido bem no final de semana. Pensando na corrida, as etapas mais longas costumam ser boas, o carro se comporta bem. Então espero apenas me dar bem na pista", comentou.

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Lewis Hamilton está 26 pontos atrás do companheiro de Mercedes, que largará em segundo. O alemão, inclusive, pode conquistar o título no México. Para isso, precisa vencer a corrida e o inglês não conseguir terminar entre os nove melhores.

Apesar desta pressão, Lewis Hamilton diz que a sua maior preocupação está no traçado do circuito. "É sempre uma batalha dura. Definitivamente, foi um grande desafio, como é de costume nessa pista. Mas o traçado está bem melhor do que no ano passado, o que é importante", comentou.

Nico Rosberg comemorou a segunda colocação no grid devido à dificuldade encontrada por conta do calor na pista. Segundo o alemão, os pneus estavam sempre em uma temperatura mais baixa. "Estou relativamente feliz. Estar na primeira fila pelo menos me deixa com grandes chances na corrida de amanhã (domingo)", opinou. "Tive dificuldades no início, mas consegui melhorar no fim", emendou.

O alemão ficou durante praticamente todo o Q3 na quarta colocação, atrás de Lewis Hamilton e dos dois carros da Red Bull - do holandês Max Verstappen e do australiano Daniel Ricciardo. No entanto, com o cronômetro já zerado, encaixou uma boa volta e garantiu um lugar ao lado do companheiro de equipe no grid. "Estou otimista. Já vimos esse ano que a pole position não significa tudo. Ainda temos oportunidades pela frente, e vamos tentar aproveitar isso", concluiu.

Depois de errar nos Estados Unidos, no último fim de semana, e ver seu companheiro e rival Lewis Hamilton garantir o título da Fórmula 1, Nico Rosberg precisava dar uma resposta neste domingo. E ela veio. O alemão da Mercedes comandou o fim de semana no México, largou na pole e venceu de ponta a ponta o GP, voltando à vice-liderança do Mundial.

O alívio do piloto com o resultado foi evidente e ele não fez questão de esconder a felicidade. "Estou muito contente por ter arrancado a vitória, este foi o meu melhor pódio do ano. Estou contente porque pude controlar a corrida", disse o alemão, que venceu pela quarta vez na temporada.

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O bom desempenho de Rosberg recebeu o reconhecimento até de seu maior rival. Hamilton fez questão de elogiar o companheiro, mas sem deixar de dar uma cutucada e lembrar do título faturado com antecipação, no domingo passado.

"O Nico controlou muito bem, não cometeu erros. Foi difícil ir atrás dele na prova", declarou Hamilton. "Para mim, foi divertido o fato de poder ser agressivo sem me importar muito com pontos, pude concentrar-me só em pilotar."

O México deve voltar ao calendário da Fórmula 1 na temporada 2014, encerrando um período de 22 anos sem sediar uma prova da principal categoria do automobilismo mundial. Nesta quinta-feira, a Federação Internacional de Automobilismo (FIA) divulgou um calendário provisório para o próximo campeonato e incluiu o México, mas a relação de corridas ainda precisa ser aprovada pelo Conselho Mundial de Automobilismo.

Esse calendário provisório apresenta 21 provas, duas a mais do que a atual temporada. O GP do México está marcado para o dia 9 de novembro, uma semana antes do GP dos Estados Unidos. Para isso, porém, a remodelação do Autódromo Hermanos Rodriguez, na Cidade do México, precisará estar concluída.

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A situação é a mesma do GP da Rússia, na cidade de Sochi, que no próximo ano vai sediar os Jogos Olímpicos de Inverno. A prova está inicialmente agendada para 19 de outubro, mas também depende da aprovação do Conselho Mundial de Automobilismo. A terceira novidade no calendário da Fórmula 1 é o GP da Áustria, no circuito de Spielberg, previsto para ser realizado em 22 de junho.

Apesar do apoio de Bernie Ecclestone, chefão da Fórmula 1, New Jersey não vai sediar uma corrida na próxima temporada. Além disso, o GP da Índia deixou o calendário da principal categoria do automobilismo mundial. Já o GP da Coreia do Sul, no circuito de Yeongam, foi marcado para o dia 13 de abril, mas está sujeito à confirmação, assim como as provas na Rússia e México.

O GP da Austrália, no circuito de Melbourne, está previsto para abrir a temporada 2014 da Fórmula 1 no dia 16 de março. Já o GP do Brasil, no circuito de Interlagos, em São Paulo, voltará a encerrar o campeonato, em 30 de novembro.

O Conselho Mundial de Automobilismo se reúne no final deste mês em Dubrovnik e avaliará o calendário. Confira como ficou a lista provisória de provas da temporada 2014 da Fórmula 1 (as provas com asterisco estão sujeitas à confirmação):

16/03 - GP da Austrália

23/03 - GP da Malásia

06/04 - GP da China

13/04 - GP da Coreia do Sul*

27/04 - GP do Bahrein

11/05 - GP da Espanha

25/05 - GP de Mônaco

08/06 - GP do Canadá

22/06 - GP da Áustria

06/07 - GP da Inglaterra

20/07 - GP da Alemanha

27/07 - GP da Hungria

24/08 - GP da Bélgica

07/09 - GP da Itália

21/09 - GP de Cingapura

05/10 - GP do Japão

19/10 - GP da Rússia*

26/10 - GP de Abu Dabi

09/11 - GP do México*

16/11 - GP dos Estados Unidos

30/11 - GP do Brasil

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