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O vice-presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministro Og Fernandes, indeferiu pedido de liminar para que fosse suspensa a ação penal contra Igor Cariús, jogador do Sport, decorrente da Operação Penalidade Máxima, por alegada incompetência da Justiça criminal de Goiás.

Denunciado pelos crimes de organização criminosa, corrupção ativa e passiva, Cariús interpôs recurso em habeas corpus no STJ pedindo a anulação da decisão que recebeu a denúncia, pois a Justiça goiana não teria competência para o caso. Na liminar, ele requereu a suspensão do processo até a decisão final do STJ sobre o recurso.

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De acordo com a defesa, o crime mais grave constante na denúncia teria ocorrido na cidade de São Paulo, e os outros delitos atribuídos ao atleta teriam sido praticados em Fortaleza e Cuiabá, o que evidenciaria a incompetência da Justiça de Goiás.

O ministro Og Fernandes observou, contudo, que a prática atribuída ao jogador representa um desdobramento direto dos fatos apurados na Operação Penalidade Máxima, com foro em Goiás, o que torna lícito, à primeira vista, o processamento da ação em local diverso daqueles onde teriam ocorrido os crimes.

Ao confirmar o entendimento das instâncias ordinárias, o ministro assinalou o vínculo existente entre as condutas em apuração nas ações penais da operação e as respectivas provas, motivo pelo qual não se justifica o deferimento da liminar.

Para ele, eventuais dúvidas sobre a decisão do Tribunal de Justiça de Goiás, que entendeu que a ação contra o jogador deveria ser processada no estado, poderão ser analisadas com mais profundidade no julgamento definitivo do recurso pela Sexta Turma do STJ, sob a relatoria do ministro Sebastião Reis Junior.

Condenado na esfera esportiva

Em setembro do ano passado, o Pleno do STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva) puniu nove jogadores por manipulação de resultados no futebol brasileiro em 2022.

Cariús pegou 360 dias de gancho e teve que pagar multa estipulada em R$ 40 mil, mas conseguiu reduzir o tempo de afastamento pela metade.

A denúncia da Procuradoria do STJD teve como base as provas colhidas pelo Ministério Público de Goiás na Operação Penalidade Máxima.

Treinando no Sport

Igor Cariús se reapresentou ao Sport, no dia 16 de janeiro, para realizar exames médicos e assinar um novo vínculo com o Leão.

A ideia do Sport é que ele ficasse a disposição do treinador Mariano Soso já no próximo sábado (27) para as disputas do Campeonato Pernambucano, da Copa do Nordeste, da Copa do Brasil e da Série B do Campeonato Brasileiro

O lateral-esquerdo não atua desde julho do ano passado, quando o Sport venceu o CRB por 2 x 0, pela Segundona. Em 2023, o atleta defendeu o Rubro-negro em 41 jogos na temporada, marcando um gol e contribuindo com oito assistências.

O Náutico se posicionou da maneira oficial, nesta quarta-feira (28), sobre a deflagração da terceira fase da Operação Penalidade Máxima, que investiga o esquema a máfia de apostas no futebol brasileiro. Ao todo, dois jogos do Timbu estão sendo averiguados, contra Criciúma e Sampaio Corrêa, ambos pela Série B do Campeonato Brasileiro de 2022.

Quem iniciou as investigações foi Ministério Público de Goiás (MP-GO). O objetivo é cumprir 10 mandados de busca e apreensão em oito municípios de cinco estados para apurar a prática de condutas ilícitas que podem configurar organização criminosa e manipulação de resultados.

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Confira a nota do Náutico abaixo

"O Clube Náutico Capibaribe tomou ciência, através da imprensa, nesta terça-feira (28), da terceira fase da Operação Penalidade Máxima, deflagrada pelo Ministério Público de Goiás, onde dois jogos envolvendo o Náutico foram citados. Ambos são referentes à Série B de 2022.

Esta diretoria executiva, que possui mandato até dezembro do corrente ano, sempre presou pelo respeito, ética, integridade e lisura, seja dentro ou fora de campo. Estas premissas guiaram, desde sempre, todas as atitudes tomadas desde janeiro de 2022, data que marcou o início desta gestão.

O clube entende que as investigações, sejam elas contra quem for, precisam ser levadas com seriedade e afinco, a fim de combater qualquer tipo de ilegalidade no meio esportivo. Caso sejam confirmadas, o Náutico, assim como os outros clubes citados, é uma das vítimas.

Diante disso, o clube, na figura do presidente Diógenes Braga, sempre se mostrou disponível para colaborar com as investigações na condição de testemunha. Entendemos que apenas com uma punição séria e justa aos culpados é possível garantir a lisura da prática esportiva em nosso país."

 

O Pleno do STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva) puniu nessa quinta-feira (28) nove jogadores por manipulação de resultados no futebol brasileiro em 2022.

Os atletas foram punidos com penas distintas (de 360 dias até 720 dias, além de eliminação) pelos auditores da última instância da Justiça Desportiva.

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A denúncia da Procuradoria do STJD teve como base as provas colhidas pelo Ministério Público de Goiás na Operação Penalidade Máxima.

O jogador Diego Porfírio teve a pena agravada. Ele foi eliminado do futebol e terá que pagar multa de R$ 60 mil. O jogador confessou ter recebido R$ 50 mil para receber cartão amarelo numa partida e, segundo denúncia, ele teria atuado como intermediário e captador do atleta Alef Manga para o grupo de apostadores.

Após a sentença, os auditores decidiram pedir à CBF a extensão internacional da decisão.

"Diante do atual cenário, a presente decisão deve abordar também a abrangência da punição desportiva aplicada aos denunciados. A despeito de estarmos diante de infrações disciplinares cometidas, processadas e julgadas em território nacional, a gravidade dos fatos narrados corroborou para a aplicação do Código Disciplinar da FIFA", justificou o auditor Paulo Feuz, relator do processo.

A sessão extraordinária foi realizada na COB EXPO, em São Paulo, e durou cerca de oito horas.

Veja a pena dos atletas no julgamento desta quinta-feira:

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O STJD, através de uma nota publicada nesta segunda-feira (15), informou que os jogadores envolvidos na operação “Penalidade Máxima”, que investiga manipulação de jogos, podem, desde que comprovado a participação, ser suspensos por 720 dias. Isso pode afetar diretamente a situação de Igor Cariús, lateral esquerdo do Sport, que é citado na investigação.

O jogador segue no elenco rubro-negro, inclusive sendo titular da equipe. De acordo com o tribunal, as penas podem variar entre 180 a 720 dias, 100 mil reais de multa e, em caso de residência, banimento.

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"Desta forma, com a identificação e comprovação da participação de atletas, os mesmos serão denunciados e punidos com penas de suspensão de 180 a 720 dias, cumulada com multa de até R$ 100 mil e, em casos de reincidência, a eliminação do atleta (penas previstas nos artigos 243 e 243-A. ambos do CBJD)".

Além disso, a Procuradoria do STJD pediu, junto ao Ministério Público de Goiás, a suspensão por 30 dias de oito jogadores: Igor Cariús, Gabriel Tota, Eduardo Bauermann, Paulo Miranda, Moraes, Matheus Phelipe, Fernando Neto e Kevin Lomonaco. O pedido deve ser apreciado em breve pelo presidente Otávio Noronha.

O lateral esquerdo do Sport Igor Carius virou réu na investigação intitulada “Penalidade Máxima”. Nesta terça-feira (9), a Justiça aceitou a denúncia do Ministério Público do Goiás, que tornou sete jogadores investigados na operação. Paulo Miranda, ex-Náutico, também virou réu. 

Igor Cariús é acusado de ter tomado um cartão amarelo de maneira proposital, quando defendia o Cuiabá, em partida contra o Ceará no ano passado. O jogador teria recebido 5 mil reais antecipados para levar a punição na partida e cumpriu o objetivo. 

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Já Paulo Miranda, que estava no Juventude na época, teria se envolvido em duas situações parecidas, cumprindo em ambas o objetivo de levar o cartão. Na denúncia do MP, ele até aparece em chamada de vídeo dentro do vestiário com Bruno Lopez, acusado de chefiar o esquema e que está preso. 

Além dos dois se tornaram réus na acusação Eduardo Bauermann, Gabriel Tota, Victor Ramos, Fernando Netto, Matheus Gomes, todos jogadores, e também os apostadores Bruno Lopez, líder do esquema, Ícaro Fernando Calixto, Luís Felipe Rodrigues de Castro, Victor Yamasaki Fernandes, Zildo Peixoto Neto, Thiago Chambó Andrade, Romário Hugo dos Santos, William de Oliveira Souza e Pedro Gama dos Santos Junior.

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